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07 dezembro 2018

JADSON ANDRÉ VOLTA A ELITE.

Mais dois brasileiros confirmaram seus nomes no grupo dos 32 surfistas que vai disputar o título mundial de 2019 no último dia do WSL Qualifying Series no Havaí. O paulista Jessé Mendes e o potiguar Jadson André se garantiram entre os dez indicados pelo ranking de acesso, quando passaram para as semifinais nas ondas desafiadoras de 12-15 pés da quinta-feira em Sunset Beach. Jessé ainda foi vice-campeão na final vencida pelo havaiano Ezekiel Lau e tirou a sexta posição no ranking final do QS do paulista Deivid Silva, ficando abaixo da outra novidade do Brasil no CT 2019, o paranaense Peterson Crisanto. Agora, as atenções se voltam para a decisão do título mundial no Billabong Pipe Masters, que começa no sábado no Havaí.

Jesse Mendes (Foto: @WSL / Tony Heff)

A batalha final pelas vagas que restavam no G-10 do QS, foi intensa no último dia do QS 10000 de Sunset Beach, desde as oitavas de final que abriram a quinta-feira. A disputa acontecia a cada bateria, até na grande final, com o francês Joan Duru precisando ficar entre os dois primeiros colocados para tirar o último lugar do australiano Jack Freestone na lista.

Só que não entraram muitas ondas boas na bateria decisiva e a nota 5,30 de Jessé Mendes na última que surfou, foi suficiente para pegar o vice-campeonato do francês por 7,63 a 7,33 pontos das duas ondas computadas por cada um. Ezekiel Lau surfou as melhores para vencer por 12,66 pontos, enquanto o norte-americano Griffin Colapinto não achou nada e terminou em quarto lugar com 4,67 apenas.

Jesse Mendes (Foto: @WSL / Keoki Saguibo)

“Foi um grande dia e estou feliz como ele está terminando”, disse Jessé Mendes. “Eu só tenho que agradecer a Deus, porque na minha primeira bateria hoje (quinta-feira) aqui, eu passei um sufoco e me livrei por pouco. Se não fosse Deus parar o oceano, eu não estaria aqui agora e, provavelmente, nem mesmo qualificado para o CT, então obrigado à Ele, que fez tudo ser possível para mim. E obrigado também a todos que estão sempre comigo, acreditando em mim e no meu trabalho, estou muito feliz por permanecer na elite ano que vem”.

Os dois melhores surfistas no mar pesado da quinta-feira em Sunset Beach, competiram juntos três vezes no último dia, sempre superando seus adversários nas baterias com Ezekiel Lau em primeiro e Jessé Mendes em segundo lugar. Até na decisão da Vans World Cup. A primeira foi nas quartas de final, quando Jessé confirmou seu nome no CT 2019 e acabou com as chances do português Vasco Ribeiro seguir tentando sua vaga. Depois nas semifinais, barrando um top da elite, Jordy Smith, e o jovem paulista Weslley Dantas que foi premiado como o “surfista revelação” da Tríplice Coroa Havaiana esse ano.

Ezekiel Lau (Foto: @WSL / Tony Heff)

“Isso é tudo que eu sempre quis”, disse Ezekiel Lau. “Poder me apresentar em casa, na frente da minha torcida e ganhar em Sunset mais uma vez, é incrível. É por isso que gosto tanto de competir em casa, para todos que sempre me apoiam em tudo que faço. Fico feliz em poder retribuir isso hoje. Eu procurei apenas manter o foco quando cheguei na final e estou feliz por ter vencido, pois tenho trabalhado muito duro para isso”.

VITÓRIA DO GUERREIRO – Um dos momentos mais emocionantes da quinta-feira em Sunset Beach foi protagonizado pelo potiguar Jadson André. Matematicamente, ele já estava garantido no CT quando entrou no mar para disputar as quartas de final. Isso porque Jack Freestone tinha sido eliminado na bateria anterior e não poderia mais ultrapassa-lo no ranking. Mas, Jadson não sabia disso e foi guerreiro mais uma vez, mostrando muita raça na onda que pegou nos últimos segundos.

Jadson Andre (Foto: @WSL / Keoki Saguibo)

Ele arriscou tudo porque estava em último, precisando de uma nota acima de 7 pra se classificar, então manobrou forte e ficou no inside aguardando a nota, que demorou para sair. Os juízes premiaram sua apresentação com 8,10 e Jadson saltou do quarto para o primeiro lugar, deixando o francês Joan Duru em segundo, eliminando o italiano Leonardo Fioravanti e o sul-africano Matthew McGillivray. Ele vibrou bastante dentro d´água ainda, não pela classificação para o CT que ainda não sabia, mas pela passagem para as semifinais.

“Eu só tenho a falar que Deus é o Deus do impossível”, disse Jadson André. “Eu precisava de uma onda excelente ali no final, faltando poucos segundos, e eu só pedi a Deus, que faz as coisas impossíveis acontecer, que me mandasse uma onda por favor. Ele mandou e eu consegui virar a bateria. Estou tentando controlar minha emoção, porque eu quero muito fazer a final aqui, mas essa bateria foi muito importante pra mim, então obrigado a todos pela energia, pela torcida e ainda vou tentar sair daqui com um troféu”, o que não conseguiu. Jadson e Weslley Dantas ficaram empatados em sétimo lugar na Vans World Cup.

REVELAÇÃO DO ANO – O irmão mais jovem do ex-integrante do CT, Wiggolly Dantas, se destacou com seu ataque agressivo de backside nas direitas desafiadoras de Sunset Beach. Weslley chegou até a derrotar as estrelas Italo Ferreira e Jordy Smith, com suas manobras verticais nos pontos críticos das ondas.



29 novembro 2018

SWELL NA PIPA, PRÉ NATAL



28 novembro 2018

CARISSA MOORE VENCE EM CASA

Uma nota 10 na última onda do ano, para fechar com chave de ouro uma temporada emocionante das meninas no World Surf League Championship Tour. Foi assim que a tricampeã mundial Carissa Moore sacramentou a vitória na final havaiana com Malia Manuel no Beachwaver Maui Pro, nas ondas perfeitas da terça-feira em Honolua Bay, na ilha de Maui, Havaí. Com os 10.000 pontos do título, Carissa tirou o terceiro lugar no Jeep Leaderboard da brasileira Tatiana Weston-Webb. E o resultado desta última etapa, manteve a cearense Silvana Lima na última vaga do WSL Qualifying Series para a elite de 2019.

Carissa Moore e Malia Manuel (Foto: @WSL / Kelly Cestari)

Isso tudo é muito especial. Não poderíamos pedir ondas melhores do que essas para o nosso último dia da temporada. Este foi, provavelmente, o melhor dia competitivo da minha vida”, disse Carissa Moore. “Minha família inteira está aqui e estou muito feliz. Eu não estava na briga do título mundial este ano, mas ao mesmo tempo, eu pude competir sem essa pressão. Eu amo essa onda de Honolua e consegui realmente uma conexão muito boa com ela em certos momentos da minha carreira, então vencer aqui de novo foi incrível”.

A terça-feira foi mais um dia com condições épicas para as meninas competirem em ondas excelentes nas direitas de Honolua Bay. Carissa Moore procurou os tubos desde a sua primeira bateria do dia, mas também manobrou forte para liquidar suas oponentes desde as quartas de final. A decisão do título começou meio lenta, mas o mar bombou altas ondas nos últimos 10 minutos, para as duas finalistas buscarem a vitória.

Carissa Moore (Foto: @WSL / Ed Sloane)

O primeiro tubão foi surfado por Carissa Moore, que ficou em pé dentro do canudo e na saída errou a manobra de finalização da onda, mas ganhou nota 8,67 pelo tubaço. Malia Manuel também surfou bem duas ondas seguidas na casa dos 7 pontos, porém no final da bateria, Carissa pegou uma direita perfeita e mandou uma série de batidas e rasgadas muito potentes para ganhar nota 10 unânime dos cinco juízes. Com ela, fechou a vitória por 18,67 a 14,67 pontos como recordista absoluta do Beachwaver Maui Pro.

“É uma honra para mim dividir o pódio com a Steph (Gilmore) e a Carissa (Moore), duas das melhores surfistas da minha geração”, disse Malia Manuel. “Estou feliz por estar aqui, em casa, com todos meus amigos de Kauai. Estou sentindo boas vibrações agora, uma nova faísca em mim por ter me qualificado para o próximo ano. Eu tenho muitos planos e estou ansiosa já para o que vem, quem sabe disputando o título mundial também”.

Malia Manuel (Foto: @WSL / Ed Sloane)

Esta foi a segunda etapa vencida por Carissa Moore no CT esse ano. A primeira na estreia do Surf Ranch, a piscina de ondas idealizada por Kelly Slater na Califórnia. Depois, parou nas semifinais do Roxy Pro France e agora volta a ganhar na ilha de Maui, após o bicampeonato em 2014 e 2015. Carissa também retorna ao seleto grupo das top-3 do mundo, do qual fez parte desde a sua entrada na elite em 2010 e só tinha saído dele no ano passado. Ela tirou o terceiro lugar que era da gaúcha Tatiana Weston-Webb durante quase toda a temporada.

ÚNICA BRASILEIRA – Tatiana era a única brasileira no Beachwaver Maui Pro e também competiu na terça-feira. Ela surfou bem, massacrando uma onda com a potência do seu backside que valeu nota 8,10, para somar com o 6,50 da primeira que pegou na bateria. Só que a americana Courtney Conlogue foi melhor ainda e conseguiu tirar notas 7,33 e 8,07 dos juízes, para vencer por 15,40 a 14,60 pontos. A brasileira terminou então em quinto lugar e até trocou o pior resultado, aumentando sua pontuação no ranking para 46.430.

Tatiana Weston-Webb (Foto: @WSL / Kelly Cestari)

A californiana ainda poderia manter Tatiana entre as top-3, se parasse Carissa Moore nas semifinais. Mas, a havaiana parecia impossível de ser batida e já abriu a bateria surfando um tubaço incrível, mandando ainda duas manobras muito fortes para ganhar a maior nota do dia até ali, 9,5. Courtney começou bem também com 7,77, mas a havaiana respondeu com 6,17, que selou a vitória por 15,67 a 14,44 pontos.

HEPTACAMPEÃ – Esse duelo aconteceu logo após Malia Manuel vencer a primeira semifinal, carimbando a faixa da nova heptacampeã mundial. Além disso, vingou a derrota sofrida na final do ano passado na ilha de Maui, para a mesma Stephanie Gilmore. A havaiana já tinha passado pela recordista absoluta do primeiro dia no primeiro confronto da terça-feira em Honolua Bay, a também australiana Sally Fitzgibbons.

Stephanie Gilmore (Foto: @WSL / Kelly Cestari)

A primeira vaga na grande final foi bem disputada do início ao fim da bateria. Malia largou na frente com 6,33, contra 3,50 da defensora do título. Steph logo mostrou o seu surfe na segunda onda para receber 7,83, mas depois, o máximo que conseguiu para somar foi 5,53. A havaiana ficou na pressão e na quarta tentativa, surfou forte e acertou as manobras para ganhar a nota que precisava para virar o resultado, 7,17. Com ela, seguiu para a final por uma pequena vantagem de 13,50 a 13,36 pontos.

“A Malia (Manuel) é incrível, está sempre pegando as melhores ondas”, disse Stephanie Gilmore, que subiu no pódio para receber o seu sétimo troféu de campeã mundial na World Surf League. “Eu tentei seguir no jogo, buscando uma segunda nota boa para somar, mas está tudo bem. Eu vivi dias incríveis aqui e este ano foi muito além do que eu poderia sonhar. Surfar é muito bom e as pessoas sempre me perguntam porque eu estou sempre rindo, mas se eles fizessem o que eu faço, saberiam o porquê”.

Stephanie Gilmore heptacampeã mundial com o troféu de 2018 (Foto: @WSL / Kelly Cestari)

SILVANA MANTIDA – Com os 7.800 pontos que marcou no ranking pelo segundo vice-campeonato consecutivo em Maui, Malia Manuel subiu da 12.a para a nona posição no Jeep Leaderboard, entrando no grupo das top-10 que são mantidas na elite para o ano que vem. O resultado do Beachwaver Maui Pro não provocou nenhuma mudança de nomes, entre as dezesseis surfistas que já estavam se classificando para o CT 2019.

Malia vinha se garantindo entre as seis indicadas pelo WSL Qualifying Series, então dispensou a vaga do seu segundo lugar no ranking de acesso. Quem saiu do grupo das top-10 do CT em Maui, foi a também havaiana Coco Ho, que é a terceira colocada no QS e passou a encabeçar o G-6. Com essa simples troca de nomes, a cearense Silvana Lima permaneceu com a última vaga da lista para o CT 2019.

Além de Coco Ho e Silvana Lima, mais duas integrantes da elite deste ano que ficaram de fora das top-10 do Jeep Leaderboard, garantiram suas permanências pelo QS, a neozelandesa Paige Hareb em quarto no ranking e a australiana Bronte Macaulay em quinto. Silvana terminou em nono, mas ficou no G-6 porque a número 1, Caroline Marks, a 2 Nikki Van Dijk e a oitava colocada, Malia Manuel, se classificaram entre as top-10 do CT.

NOVIDADES EM 2019 – Com quatro vagas conquistadas pelas tops deste ano, a elite de 2019 terá apenas duas novidades. São mais duas adolescentes ainda, mas já mostrando talento para entrar no grupo das melhores surfistas do mundo, a australiana Macy Callaghan com o sexto lugar no ranking do QS e Brisa Hennessy em sétimo, que vai colocar a Costa Rica na divisão de elite do surfe mundial pela primeira vez na história do WSL Championship Tour.

Macy já participou de sete etapas do CT esse ano, substituindo atletas lesionadas. Na última, surpreendeu ao chegar na final do Roxy Pro France, vencida por Courtney Conlogue. As duas novatas vão ocupar as vagas da norte-americana Sage Erickson e da australiana Keely Andrew, que não conseguiram se manter em nenhuma das duas listas classificatórias e terão que voltar a disputar o WSL Qualifying Series em 2019, para poder retornar ao grupo das melhores do mundo.



19 de novembro 2018

DEIVID SILVA E PETERSON CRISANTO ENTRAM NO CT EM HALEIWA

Um confronto de gerações com dois jovens brasileiros e um australiano encerrando uma brilhante carreira no Circuito Mundial, fechou o Hawaiian Pro com uma final de alto nível nas boas ondas de 4-6 pés do sábado em Haleiwa Beach. O experiente Joel Parkinson, 37 anos, e o catarinense Mateus Herdy, de 17 apenas, protagonizaram a disputa do título e o australiano fez uma bateria impecável para ganhar a primeira joia da Tríplice Coroa Havaiana. Já a grande surpresa do evento, conseguiu o segundo lugar que precisava para entrar na lista dos dez que se classificam para a elite dos top-34 da World Surf League. E o paulista Deivid Silva ficou em quarto na final, mas já havia festejado a conquista da vaga no CT 2019 nas semifinais.

Deivid Silva (Foto: @WSL / Tony Heff)

Deivid chegou na decisão do título invicto, sem perder nenhuma bateria em Haleiwa Beach. Ele ficou bem perto de confirmar sua classificação para o CT quando passou para as semifinais e garantiu de vez o seu nome com mais uma vitória. O surfista do Guarujá foi a segunda novidade do Brasil a garantir vaga no Hawaiian Pro. O primeiro tinha sido o paranaense Peterson Crisanto, que voltou a ocupar a quinta posição no ranking como chegou no Havaí, pois Deivid Silva subiu do sexto para o quarto lugar onde ele estava.

“Este é um dos melhores dias da minha vida, certamente o mais importante da minha carreira”, disse Deivid Silva. “Eu batalhei muito por isso e quero agradecer todos que apoiaram, acreditaram em mim, toda minha família, amigos, patrocinadores, mas eu só procurei fazer o meu melhor nas baterias. Tentei meu melhor em cada onda e agora veio a recompensa pelo trabalho e estou muito feliz”.

Deivid Silva (Foto: @WSL / Tony Heff)

O catarinense Mateus Herdy também estava radiante. Ele nem aparecia entre os principais concorrentes por vagas no G-10, pois chegou no Havaí na 61.a posição e sua única chance era ficar entre os dois primeiros colocados do Hawaiian Pro, algo improvável para um surfista tão jovem como ele. Tanto que nem está inscrito no outro QS 10000 do Havaí, a Vans World Cup que começa no dia 25 em Sunset Beach, porque iria competir no Mundial Pro Junior da WSL em Taiwan, na primeira semana de dezembro.

Mas, Mateus foi avançando as baterias em Haleiwa, sempre fazendo grandes apresentações, até chegar na final. Ainda teria que ser vice-campeão no mínimo para entrar no G-10 e conseguiu isso no desempate, pela maior nota contra o neozelandês Ricardo Christie, a outra única novidade na lista. Mateus saltou da 61.a para a 12.a posição no ranking, que estava com o paulista Jessé Mendes, barrado na primeira semifinal pelo próprio catarinense que agora deixa a dúvida se vai defender a última vaga para o CT 2019 em Sunset Beach, ou parte para a Ilha Taiwan tentar o título mundial Pro Junior.

Mateus Herdy (Foto: @WSL / Tony Heff)

“Eu estou muito feliz e nem sei expressar toda essa emoção que estou sentindo. Parece até melhor do que a vitória”, disse Mateus Herdy. “Eu vim aqui só para passar algumas baterias e chegar na final com um ídolo como o Joel (Parkiinson), é quase inacreditável. Eu estava preparado para surfar aqui, mas não esperava tanto e quero agradecer a força dos brasileiros e a todos aqui na praia. Foi um dia incrível para mim, obrigado”.

Possivelmente, Mateus Herdy não esperava que poderia chegar na final em Haleiwa, feito que muitos passaram a carreira inteira sem conseguir. Nem que entraria na zona de classificação para o CT, pela grande distância dos primeiros colocados. Mas, a realidade é que ele foi o vice-campeão do Hawaiian Pro, subiu 49 posições para o 12.o lugar no ranking, é o vice-líder da Tríplice Coroa Havaiana e está com a tão disputada última vaga do G-10 para o CT 2019.

Mateus Herdy (Foto: @WSL / Keoki Saguibo)

DECISÃO – O segundo lugar no pódio também era a meta de outro finalista, o neozelandês Ricardo Christie, que precisava desse resultado para já confirmar seu nome na elite do ano que vem. A bateria demorou para entrar ondas e foi ele quem pegou a primeira depois de 8 minutos, para largar na frente com nota 6,17 pelas três manobras que fez. Na segunda, Joel Parkinson surfa com mais pressão, jogando água pra cima a cada movimento para ganhar 7,50.

Os brasileiros também fazem suas estreias na final. Mateus Herdy pega uma boa direita, manobra forte e manda outra mais explosiva na junção para receber 8,83, ficando atrás ainda do neozelandês que já tinha somado um 4,17 para se manter na ponta. Deivid falha na primeira tentativa, mas pega outra onda que rendeu um longo floater e mais algumas batidas e rasgadas para entrar na briga com 6,83.

Ricardo Christie (Foto: @WSL / Keoki Saguibo)

Em outra série de boas ondas, Ricardo pega a primeira e faz duas manobras muito fortes, uma voando por cima da junção e ainda pega um tubinho pra fechar sua melhor apresentação, que valeu 8,40. Parko vem na de trás com seu surfe clássico e assume a ponta com 7,70. Deivid erra de novo na sua onda e Mateus levanta a torcida mandando um aéreo full rotation animal como primeira manobra e mais duas muito fortes para pegar a liderança com nota 7,00.

Logo Parko dá o troco, surfando outra boa onda de forma impecável com seu surfe limpo de frontside e retoma o primeiro lugar com um excelente 9,33. Na seguinte, Deivid faz sua melhor apresentação, atacando uma direita mais em pé com manobras potentes de backside que valeram 8,53 e o terceiro lugar. O tempo já chegava nos 10 minutos finais quando Parko destruiu outra direita para aumentar a vantagem com nota 8,03.

Joel Parkinson (Foto: @WSL / Keoki Saguibo)

Na de trás, Mateus surfou até um belo tubo, mas descartou o 6,90 recebido.  Ficou a chance para o neozelandês, que também surfou forte mais uma onda boa para ganhar 7,43 e igualar os 15,83 pontos do catarinense, mas perdeu no desempate da maior nota a chance de já se garantir no CT. Ricardo Christie terminou em terceiro lugar e em sétimo no ranking, com Deivid Silva ficando em quarto na bateria, mas foi por pouco, 15,36 contra os 15,83 dos dois e Joel Parkinson foi o campeão com um total de 17,36 pontos.

“Eu estou chocado e querendo até surfar outra bateria. Eu realmente gostei muito do evento, que provavelmente foi a chave para mim neste estágio da carreira”, disse Joel Parkinson, que está se despedindo do Circuito Mundial na Tríplice Coroa Havaiana, que ele foi tricampeão em 2008, 2009 e 2010. “Certamente, vou sentir falta de momentos assim, mas estou feliz que eles estejam chegando ao fim. O Havaí é um lugar especial para todos nós. Não sei se essa é a última vez que eu subo no pódio, mas o surfe foi incrível para mim e eu adoro isso. Ano que vem eu serei apenas um fã como todos vocês, mas sempre amarei surfar, as pessoas no surfe e agradeço por fazer parte disso. Obrigado a todos aqui no Havaí, que nos emprestam a praia e nos deixam aproveitar estas ondas incríveis, obrigado a todos vocês”.

(Foto: @WSL / Tony Heff)

NOVOS BRASILEIROS – Enquanto mais um ídolo australiano se despede, como já aconteceu com o tricampeão mundial Mick Fanning no início da temporada, os brasileiros vão se fortalecendo como a maior potência do esporte na atualidade. O catarinense Mateus Herdy, com seus apenas 17 anos, é mais uma revelação que mostrou o seu valor com o inesperado vice-campeonato no Hawaiian Pro. Também em Haleiwa, foram confirmadas duas novidades na “seleção brasileira” que vai disputar o título mundial em 2019, o paulista Deivid Silva, 23 anos, e o paranaense Peterson Crisanto, 26.

Outros dois estão na lista dos dez que se classificam pelo WSL Qualifying Series, que será definida no QS 10000 Vans World Cup, a partir do dia 25 em Sunset Beach. O potiguar Jadson André não pontuou em Haleiwa Beach e caiu do sétimo para o nono lugar no ranking que está garantindo até o 12.o colocado, posição conquistada por Mateus Herdy na última bateria do Hawaiian Pro. Essa última vaga no G-10 teve três donos antes de ficar com o catarinense.

Miguel Pupo (Foto: @WSL / Tony Heff)

ÚLTIMA VAGA NO G-10 – O sábado começou com outro catarinense só na torcida para permanecer na lista, Alejo Muniz, derrotado na estreia em Haleiwa. Na primeira bateria do dia, Miguel Pupo já ultrapassaria os seus 12.710 pontos se passasse para as semifinais. Mas, ele perdeu por pouco, 12,70 a 12,10, para o também paulista Jessé Mendes, que já pulava para 13.o no ranking com a classificação. A novidade havaiana para o CT 2019, Seth Moniz, derrotou os três brasileiros por 14,70 pontos, com o baiano Bino Lopes ficando em quarto com 10,17.

Na segunda quarta de final, Mateus Herdy conquistou sua primeira vitória. No fim da bateria, Ricardo Christie impediu uma dobradinha brasileira, barrando o defensor do título do Hawaiian Pro, Filipe Toledo, que não achou as ondas que pegou na quinta-feira, quando fez os recordes do campeonato, nota 9,60 e 19,10 pontos. Na bateria seguinte, o australiano Soli Bailey pegaria a última vaga no G-10 de Alejo Muniz se passasse, mas também perdeu para o invicto Deivid Silva e o italiano Leonardo Fioravanti.

No entanto, na última quarta de final, dois norte-americanos ameaçavam o brasileiro e Patrick Gudauskas venceu para assumir o 12.o lugar, tirando o catarinense da lista. A batalha prosseguiu nas semifinais. O paulista Jessé Mendes estava se classificando junto com o inspirado Mateus Herdy, que dominou mais uma bateria com um surfe moderno e progressivo, usando as manobras aéreas também para liquidar seus adversários. Só que, novamente, Ricardo Christie impediu mais uma dobradinha e ficou com a segunda vaga na final.

Jesse Mendes (Foto: @WSL / Tony Heff)

Mesmo assim, o terceiro lugar foi suficiente para Jessé Mendes entrar no G-10 no lugar de Patrick Gudauskas. O americano entrou na bateria seguinte e só não poderia ficar em último para recuperar o 12.o lugar no ranking. Ele até tirou a maior nota do último dia em sua primeira onda, 9,37, mas depois não surfou mais nada. Deivid Silva arrebentou para vencer por 15,50 pontos e Joel Parkinson ganhou a última vaga na final com 11,97. O italiano Leonardo Fioravanti conseguiu duas notas regulares para somar 11,70, contra 10,00 de Gudauskas, que terminou mesmo em último para alívio do brasileiro.

FIM DA BATALHA – Com esse resultado, Jessé se manteve no G-10, mas ainda ameaçado por Herdy, que ficaria com a vaga se terminasse o campeonato entre os dois primeiros colocados. E o catarinense conseguiu isso para pôr fim na batalha pela última vaga e sair de Haleiwa como o mais jovem integrante na lista provisória para o CT 2019. Dos dez indicados pelo QS, quatro já estão garantidos por terem ultrapassado a barreira dos 19.000 pontos no ranking, o havaiano Seth Moniz, os brasileiros Deivid Silva e Peterson Crisanto e o australiano Ryan Callinan, que já fez parte da elite em 2016.

Mateus Herdy, 17 anos, com Joel Parkinso, 37 (Foto: @WSL / Tony Heff)

Os outros seis que ainda não estão confirmados, são o neozelandês Ricardo Christie com 17.700 pontos em sétimo lugar, o italiano Leonardo Fioravanti em oitavo com 16.600, o potiguar Jadson André em nono com 14.160 tentando recuperar a vaga perdida no ano passado, o australiano Ethan Ewing em décimo com 14.030, o francês Jorgann Couzinet em 11.o com 13.660 e em 12.o a surpresa Mateus Herdy, com 12.960 pontos.

Na porta de entrada do G-10 ficou Jessé Mendes em 13.o com 12.850, seguido por Patrick Gudauskas em segundo na fila com 12.780 e Alejo Muniz, que saiu da lista com 12.710. Outros dois brasileiros se aproximaram da zona de classificação em Haleiwa, o paulista Miguel Pupo que está em 19.o lugar e o baiano Bino Lopes em 25.o, logo abaixo do catarinense Yago Dora em 24.o, que no momento está se mantendo na elite entre os top-22 do CT. Depois deles, tem os paulistas Alex Ribeiro em 29.o e Thiago Camarão em 31.o, com o cearense Michael Rodrigues já garantido para 2019 pelo ranking principal entre eles.



16 de novembro 2018

GRANT BAKER VENCE O BIG WAVE


O brasileiro Lucas “Chumbo” Chianca quase consegue o bicampeonato na etapa do WSL Big Wave Tour de Nazaré, em Portugal. Mas, o sul-africano Grant “Twiggy” Baker conseguiu a maior nota da bateria final na sexta-feira de ondas passando dos 30 pés de altura na Praia do Norte, para vingar a derrota sofrida no ano passado, quando ficou em quinto lugar. Chumbinho foi o vice-campeão dessa vez, com o basco Natxo Gonzalez repetindo a terceira posição de 2017. Dois portugueses chegaram na decisão do título, com Alex Botelho ficando em quarto lugar, João de Macedo em quinto e o australiano Russell Bierke em sexto.

Lucas Chianca (Foto: @WSL / Masurel)

“Estou superfeliz, mas não consegui alcançar o objetivo que queria aqui, que era vencer o evento de novo”, disse Lucas Chianca. “Mesmo assim, foi um dia perfeito e todo mundo estava feliz em ver essas ondas fantásticas aqui em Nazaré. É uma ótima maneira de começar a temporada e estou muito empolgado para o restante do ano. O Twiggy (Grant Baker) é uma lenda e um verdadeiro ídolo que sempre admirei quando era mais novo, então fico feliz em competir de igual para igual com esses caras”.

Enquanto o brasileiro chegou na final vencendo as outras duas baterias que disputou na sexta-feira, o campeão passou raspando, sempre em terceiro lugar, na última vaga para a fase seguinte. Mas, na decisão do título, conseguiu a maior nota para dobrar no resultado, 8,67, somando os 17,34 da multiplicação com o 7,70 da sua última onda para atingir 25,04 pontos. Lucas Chianca tinha começado bem com 7,17 e na última conseguiu 8,07 para multiplicar por dois e alcançar 23,31 pontos. O dono da única nota 10 do Nazaré Challenge esse ano, conseguido nas semifinais, Natxo Gonzalez, terminou em terceiro lugar como em 2017, com 22,71 pontos, superando por pouco os 22,06 do português Alex Botelho.

Grant Baker (Foto: @WSL / Masurel)

“Eu nem acredito que venci. Isso é insano”, disse o bicampeão mundial do WSL Big Wave Tour em 2013 e 2016, Grant Baker. “Estes adolescentes ainda, estavam surfando muito forte hoje (sexta-feira) e nem posso acreditar que ainda tirei tudo de mim para vencer. Esse 8,67 era a onda que eu estava esperando surfar desde o início do dia. Ela veio direto para mim e foi muito louca. Foi um dia realmente perfeito e Nazaré é um sonho. O Lucas (Chianca) foi o cara que me venceu no ano passado aqui e o Natxo (Gonzalez) pegou o tubo mais incrível nas semifinais, então, de alguma forma, acho que tive sorte para vencer hoje”.

O Nazaré Challenge começou em ondas com cerca de 25 pés na maré cheia na Praia do Norte e quando ela secou, as condições ficaram mais pesadas com algumas séries entrando na faixa dos 35 a 40 pés, ou seja, ultrapassando incríveis 10 metros de altura. O comissário do Big Wave Tour, Mike Parsons, concedeu ao evento um coeficiente de prata, o que significa que os resultados em Nazaré terão um acréscimo de 10% na pontuação do ranking. A vitória, por exemplo, valeu então 11.000 pontos para Grant Baker.

(Foto: @WSL / Masurel)

DECISÃO DO TÍTULO – A grande final começou com a maioria dos surfistas pegando boas ondas e Lucas Chianca largou na frente com notas 7,17 e 6,23. Ele seguiu posicionado para surfar as esquerdas que vinha dominando desde o início do dia. Sua qualidade em dropar atrasado nas paredes enormes da Praia do Norte impressionou a todos, com Chumbo surfando boas ondas em todas as três baterias. Na semifinal, conseguiu sua maior nota, com um dos cinco juízes dando 10 para ele e a média ficando em 9,60.

A nota máxima saiu na segunda semifinal, para o basco Natxo Gonzalez, que também chegou a liderar a decisão do título, até o sul-africano Grant Baker conseguir completar uma onda incrível que valeu 8,67 para assumir a ponta. Nesse momento, Lucas Chianca caiu para o terceiro lugar, mas ainda achou uma onda boa, a melhor dele na bateria, para ganhar 8,07 e confirmar o vice-campeonato na abertura do WSL Big Wave Tour 2018/2019 em Portugal.

Koxa Rodrigo (Foto: @WSL / Poullenot)






















06 de novembro 2018

YAGO DORA BRILHA EM MARESIAS.

Um sábado emocionante e ainda com boas ondas na Praia de Maresias lotada, fechou o Red Nose São Sebastião Pro com uma final entre dois tops da elite mundial da World Surf League. O catarinense Yago Dora confirmou sua primeira vitória no Brasil com um aéreo que valeu nota 8,5 para superar o paulista Jessé Mendes por 13,03 a 10,83 pontos. Antes, outro paulista já havia comemorado bastante o título de campeão sul-americano da WSL South America, com Wesley Santos conseguindo exatamente o resultado que precisava para ultrapassar o peruano Alonso Correa na liderança do ranking.

Yago Dora (Foto: Daniel Smorigo – WSL)

“Estou muito feliz por vencer essa final aqui no Brasil, pois acho que nunca tinha feito um resultado tão bom aqui pro público brasileiro”, disse Yago Dora, logo que chegou ao pódio. “A final, infelizmente deu uma mudada no mar e a gente não conseguiu pegar boas ondas. Mas, fiquei feliz por ter voltado daquele aéreo nota 8,5 que me garantiu a vitória. Maresias sempre foi um lugar que eu gosto muito, mas eu nunca tinha tido um resultado bom aqui. Mesmo assim, sempre senti uma conexão muito boa com essa onda, é um lugar que eu amo, então conseguir minha primeira vitória no Brasil aqui, foi perfeito”.

A grande final foi iniciada por volta das 17h00, com a praia cheia ainda já no entardecer em São Sebastião. A disputa do título começou com os dois competidores errando as manobras em suas primeiras ondas. Somente na metade da bateria, Jessé Mendes achou uma esquerda melhor que abriu a parede para fazer duas manobras com velocidade que valeram nota 6,0. Com ela, assumiu a liderança, porém com uma pequena vantagem de 5,83 pontos. O catarinense Yago Dora pegou uma esquerda bem maior, porém errou a segunda manobra.

Jessé Mendes (Foto: Daniel Smorigo – WSL)

Depois, Jessé entrou numa direita que fechou rápido e Yago foi na esquerda, que formou a rampa para arriscar o aéreo que vinha tentando e desta vez completou para receber 8,5 e assumir a ponta nos 5 minutos finais. Jessé passou a precisar de 7,04 para vencer, só que não entrou mais nenhuma onda boa e Yago Dora festejou sua terceira vitória da carreira no WSL Qualifying Series por 13,03 a 10,83, faturando o prêmio máximo de 12.000 dólares e os 3.000 pontos oferecidos ao campeão do Red Nose São Sebastião Pro. Pelo vice-campeonato, Jessé Mendes recebeu 6.000 dólares e marcou 2.250 pontos no ranking do WSL Qualifying Series.

“Estou feliz por ter feito essa final, apesar de que a maré secou muito e as condições ficaram fechando um pouco na bancada. Ficou difícil de achar ondas boas e o Yago (Dora) foi mais feliz em conseguir aquela rampa pra voar que decidiu a bateria”, disse Jessé Mendes. “Mesmo assim, deu altas ondas essa semana toda aqui e é difícil Maresias ter boas ondas assim tantos dias seguidos. Agora troquei minha pior pontuação no ranking e poderia ter sido melhor se vencesse, mas agora vou até mais confiante para tentar minha vaga para o CT do ano que vem lá no Havaí, certamente”.

(Foto: Daniel Smorigo – WSL)






















RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO RED NOSE SÃO SEBASTIÃO PRO:

Campeão: Yago Dora (BRA) por 13,03 pontos (8,50+4,53) – US$ 12.000 e 3.000 pontos

Vice-campeão: Jessé Mendes (BRA) com 10,83 pontos (6,00+4,83) – US$ 6.000 e 2.250 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 1.680 pontos e US$ 4.000:

1.a: Jessé Mendes (BRA) 15.60 x 10.53 Samuel Pupo (BRA)

2.a: Yago Dora (BRA) 16.83 x 15.33 Miguel Pupo (BRA)




01 de novembro 2018

SOFRIMENTO ATÉ A ÚLTIMA BATERIA



 


 


 


 


 


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