SÁBADO 15 DE AGOSTO 2015

BRUNO SANTOS MANDA MINEIRINHO PARA REPESCAGEM

O niteroiense Bruno Santos conquistou a única vitória brasileira no primeiro dia do Billabong Pro Tahiti no mar difícil com ondas inconsistentes de 6-8 pés na perigosa bancada de Teahupoo. As condições foram piorando durante o dia e a primeira fase foi interrompida após a oitava bateria do sábado no Taiti. Quatro brasileiros competiram e Bruninho venceu a encabeçada pelo número 1 do Jeep Leaderboard, Adriano de Souza, que terá outra chance de classificação na segunda fase, assim como Filipe Toledo e Jadson André, também derrotados sem achar tubos em suas baterias. O defensor do título da etapa mais desafiadora do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour, Gabriel Medina, ficou para estrear no domingo por estar na décima bateria, junto com o potiguar Italo Ferreira e o neozelandês Ricardo Christie.

Bruno Santos (Foto: Kelly Cestari - WSL)

Bruno Santos (Foto: Kelly Cestari – WSL)

Ainda tem um terceiro confronto com participação dupla do Brasil para fechar a primeira fase do Billabong Pro Tahiti, com os paulistas Wiggolly Dantas e Miguel Pupo enfrentando o francês Jeremy Flores na briga pela última vaga direta para a terceira fase. O primeiro deles aconteceu numa das piores horas do mar no sábado em Teahupoo. Os tubos fechavam rapidamente e ninguém pegou nada na bateria, com Bruno Santos garantindo a vitória num tubo rápido que conseguiu sair para ganhar nota 5,17. Com ela, totalizou 8,67 pontos para superar os 5,30 de Adriano de Souza e os somente 2,44 das duas notas computadas pelo taitiano Michel Bourez.

“Eu estava muito animado para esta bateria, porque o Adriano (de Souza) é o número 1 do ranking e o Michel (Bourez) é um local aqui do Taiti que conhece bem essa onda”, disse Bruno Santos, que já venceu o Billabong Pro Tahiti em 2008 também com uma vaga de convidado, como a conseguida na triagem realizada na terça-feira. “Só que as condições ficaram bem difíceis na hora da nossa bateria. Tinham algumas ondas boas, mas estava difícil se posicionar lá dentro, de estar no lugar certo na hora certa. Eu tive sorte que achei um tubo e estou super feliz por estar aqui novamente. A última vez que eu tinha chegado perto do evento principal foi em 2009, então já fazia bastante tempo”.

Mineirinho agora vai defender a lycra amarela de número 1 do Jeep Leaderboard no primeiro duelo eliminatório do Billabong Pro Tahiti, contra o vencedor da triagem em Teahupoo esse ano, Taumata Puhetini, na abertura da segunda fase. O taitiano também não surfou nada antes da derrota de Adriano de Souza, totalizando apenas 1,33 pontos na estreia vitoriosa do vice-líder do ranking, Mick Fanning. Já recuperado do trauma dos tubarões na final do J-Bay Open na África do Sul, o australiano somou 12,17 pontos em outra bateria de poucas ondas boas em Teahupoo.

“Foi ótimo voltar a vestir a lycra de competição e me concentrar somente em surfar novamente”, disse Mick Fanning. “Fala-se tanto sobre o incidente em Jeffreys Bay e eu só quero seguir em frente. Tudo aquilo já aconteceu e vai ser uma daquelas histórias para contar quando eu for idoso. Estava muito difícil competir hoje aqui em Teahupoo e eu tive sorte de tirar um 5 e um 6 nessas condições. Eu me sinto muito confiante, mas ainda tem muita coisa pra acontecer em relação ao título mundial. Você tem que se concentrar em si mesmo para tentar fazer a coisa certa no momento certo”.

Mick Fanning (Foto: Kelly Cestari - WSL)

Mick Fanning (Foto: Kelly Cestari – WSL)

MELHORES DO DIA – Os melhores tubos do sábado foram surfados antes das baterias dos líderes da corrida pelo título da World Surf League. O australiano Julian Wilson ganhou a maior nota e o 8,33 recebido na sua apenas segunda onda surfada na bateria, foi suficiente para vencer por 10,66 pontos. O fato já havia acontecido no confronto anterior, com o basco Aritz Aranburu atingindo 13,10 pontos com a nota 8,17 do segundo melhor tubo do dia contra Filipe Toledo, que terminou em último com 5,37 pontos.

O potiguar Jadson André foi um pouco melhor na bateria que abriu o Billabong Pro Tahiti, somando duas notas na casa dos 4 pontos. Mas Kelly Slater achou dois bons tubos para registrar imbatíveis 15,10 pontos na segunda-feira com notas 7,83 e 7,27. Slater foi vice-campeão na final do ano passado disputada num mar épico em Teahupoo contra Gabriel Medina. O onze vezes campeão mundial já passou direto para a terceira fase, enquanto o defensor do título ainda vai estrear na segunda bateria do próximo dia de competição no Taiti.

O Billabong Pro Tahiti tem prazo até o dia 25 para ser encerrado e a primeira chamada do domingo foi marcada para as 7h00 no Taiti, 14h00 pelo fuso horário de Brasília. Depois do desafio nos tubos de Teahupoo, ao vivo pelo www.worldsurfleague.com, tem mais quatro etapas para definir o campeão mundial da temporada 2015 do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour. A próxima é o Hurley Pro nos dias 9 a 20 de setembro em Trestles, na Califórnia, Estados Unidos. Depois tem o Quiksilver Pro France de 6 a 17 de outubro em Hossegor, o Moche Rip Curl Pro Portugal nos dias 20 a 31 também de outubro em Supertubos, Cascais, com o Billabong Pipe Masters fechando a temporada nos dias 8 a 20 de dezembro em Banzai Pipeline, na ilha de Oahu, no Havaí.



QUARTA FEIRA 12 DE AGOSTO 2015.

BF NERVOSA.





Nessa terça feira depois de conseguir passar pelos buracos da região metropolitana do Recife,
chegamos na Baía Formosa (RN) para conferir o novo swell que esta chegando. O mar esta nervoso
e mostrando que pode despejar umas ondulações se o vento certo entrar.Esperamos mas o mar não
reagiu e o vento entrou forte destruindo as ondas, nessa quarta voltamos ao Recife.

VEJA FOTOS DA BF NA TERÇA.



SEGUNDA 10 DE AGOSTO 2015

ONDAS GIGANTES CANCELAM FINAL NO CHILE

Previsão confirmada e o domingo amanheceu com ondas gigantescas e séries intransponíveis passando dos 20 pés em El Gringo, só que sem qualquer condição para surfar. Visando a integridade física dos atletas, após uma reunião da comissão técnica com os finalistas e organizadores do evento, foi decidido pelo cancelamento das finais do QS 1500 Maui and Sons Arica Pro Tour no Chile. Os quatro surfistas ficaram então empatados em terceiro lugar na etapa mais desafiadora do calendário da WSL South America numa das ondas mais espetaculares do mundo. Cada um recebeu 4.150 dólares de prêmio e marcou 840 pontos no ranking mundial do WSL Qualifying Series. Este é o segundo evento da World Surf League que termina sem campeão esse ano. O outro foi o J-Bay Open por causa do ataque de tubarões em Mick Fanning em plena final do WCT da África do Sul em Jeffreys Bay.

@pablojimenez_photo

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“Nós, em conjunto, decidimos pelo cancelamento por questões de segurança para os atletas principalmente”, explicou Klaus Kaiser, Tour Manager da WSL South America. “As ondas estão muito grandes, com séries passando dos 20 pés que tornaram o surfe impraticável em El Gringo. Nós fizemos uma reunião com todos os envolvidos, especialmente os quatro finalistas, e todos concordaram em cancelar o evento por não haver condições em El Gringo e também não termos autorização para finalizar o evento em outra praia aqui de Arica, como El Buey. Com isso, os quatro ficam empatados na terceira colocação e a premiação dos finalistas foi dividida por igualdade”.

Os quatro semifinalistas concordaram e aprovaram a decisão da comissão técnica. Em seis anos de Maui and Sons Arica Pro Tour, essa é a primeira vez que o evento termina sem um vencedor. E a expectativa era grande para uma segunda vitória chilena nos tubos de El Gringo, pois a única foi com Guillermo Satt na segunda edição do Desafio de Arica em 2011. Desta vez, eram dois chilenos nas semifinais. Manuel Selman estava escalado na primeira bateria com o francês Andy Criére e Leon Vicuña, que surfou um tubo nota 10 no sábado, enfrentaria o peruano Miguel Tudela na disputa pela segunda vaga na final.

Logo após o anúncio do cancelamento, Leon Vicuña entrou na praia ao lado de El Gringo junto com o também chileno Guillermo Satt e outros big-riders para fazer town-in nas ‘morras’ de 25 pés com séries até maiores em El Buey. Na sexta-feira foi ventilada a possibilidade do Maui and Sons Arica Pro Tour ser encerrado nessa onda, mas a organização do evento não tinha autorização prévia para isso e o Tour Manager da WSL South America, Klaus Kaiser, informou que a Marinha do Chile também vetou a realização do evento em outra praia que não fosse El Gringo.

“Lamentavelmente tivemos que cancelar o campeonato, mas foi a decisão correta porque o mar está muito grande e El Gringo nessa condição fica muito perigoso”, disse o dono da única nota 10 da edição 2015 do Maui and Sons Arica Pro Tour, Leon Vicuña. “Mesmo sem a chance de poder conquistar uma vitória que seria inédita para mim em eventos da WSL, estou contente pelo terceiro lugar também, que é um bom resultado. Eu fui surfar em El Buey agora, estava perfeito, bem grande, com uma condição clássica. Estava muito bom só que para outro tipo de surfe”.

Leon Vicuña, Tomas Tudela, Andy Criére e Manuel Selman (@pablojimenez_photo)

Leon Vicuña, Miguel Tudela, Andy Criére e Manuel Selman (@pablojimenez_photo)

O francês Andy Criére não conhecia o Chile e confessou que nem tinha pranchas para competir em ondas tão grandes: “Quando eu estava vindo hoje de manhã para o campeonato, já deu para ver que o mar estava muito grande, exageradamente grande. Eu não tenho experiência em ondas grandes e achei a decisão certa de cancelar as semifinais, porque realmente não havia segurança para surfar em El Gringo. É uma pena pelos pontos, porque os quatro que estão aqui queriam ganhar o evento para somar 1.500 pontos, mas o mar não nos deu essa oportunidade. Somos surfistas, dependemos do mar e hoje não tinha qualquer condição. Esse é um campeonato incrível e espero que essa experiência sirva para os próximos anos”.

O adversário de Andy Criére na primeira semifinal era o chileno Manuel Selman, que lamentou o cancelamento, mas concordou com a decisão: “As ondas subiram muito, não dá nem para entrar em El Gringo, então a organização, junto com os surfistas, decidiu que não havia segurança suficiente para terminar o campeonato, lamentavelmente. A premiação foi repartida entre os semifinalistas, com os quatro ficando em terceiro lugar, então agora é esperar o próximo ano para ver outra final aqui”.

O QS 1500 Maui and Sons Arica Pro Tour foi transmitido ao vivo pelo http://www.worldsurfleague.com/ e no site do evento é possível acessar as fotos, vídeos, notícias e outras informações do evento que é realizado desde 2009 nos tubos de El Gringo, no Chile.

SOBRE A WORLD SURF LEAGUE – a World Surf League (WSL) organiza as competições anuais de surfe profissional e as transmissões ao vivo de cada etapa pelo worldsurfleague.com, onde você pode acompanhar todo o drama e aventura do surfe competitivo em qualquer lugar e3. a qualquer hora onde acontecer. As sanções da WSL são para os seguintes circuitos: World Surf League Championship Tour (CT), que define os campeões mundiais da temporada, Qualifying Series (QS), Big Wave Tour, Pro Junior e Longboard. A organização da WSL está sediada em Santa Monica, Califórnia, com escritório comercial em Nova York. A WSL também tem sete escritórios regionais de apoio na organização dos eventos na África, Ásia, Austrália, Europa, Havaí, América do Norte e América do Sul.

 

FINALISTAS DIVIDEM PREMIAÇÃO

1.a: Manuel Selman (CHL) x Andy Criére (FRA)

2.a: Leon Vicuña (CHL) x Miguel Tudela (PER)


 

CHILE QUEBRA DE GALA.

As ondas voltaram a subir no sábado e o mar ficou clássico em El Gringo, com tubos de 8 pés sólidos para a esquerda e para a direita parecendo Pipeline e Backdoor no Havaí. Nestas condições épicas foram definidos os quatro semifinalistas que vão abrir o domingo decisivo do QS 1500 Maui and Sons Arica Pro Tour em Ex Isla Alacrán, no Chile. Os donos da casa brilharam mais uma vez, com Leon Vicuña ganhando a primeira nota 10 no duelo chileno com Guillermo Satt e Manuel Selman barrando o recordista de pontos, Lucas Chianca, do Brasil. Manuel vai disputar a primeira vaga para a grande final com o francês Andy Criére e Leon enfrentará o peruano Miguel Tudela no segundo confronto do domingo, que promete ser de ondas gigantes e desafiadoras em El Gringo.

Leon Vicuña surfou o tubo nota 10 em El Gringo no sábado (@pablojimenez_photo)

Leon Vicuña surfou o tubo nota 10 em El Gringo no sábado (@pablojimenez_photo)

O sábado foi o dia mais longo de competição da semana no Chile. Foram realizadas doze baterias, as quatro que restavam para fechar a terceira fase, as quatro da quarta fase e as quartas de final que apontaram os quatro que vão disputar o título da sexta edição do Maui and Sons Arica Pro Tour, que reuniu 62 surfistas de dez países no Chile. O único que ainda poderia conseguir um inédito bicampeonato era o surfista de Arica, Guillermo Satt, mas ele acabou eliminado pela nota 10 do tubo fantástico surfado por Leon Vicuña nas esquerdas de El Gringo, no último minuto do confronto chileno pelas quartas de final.

“Incrível, não estou nem acreditando, é um sonho ter avançado para as semifinais de um campeonato tão importante como esse, ainda mais ganhando do Guillermo (Satt), que é local daqui e especialista nessa onda”, disse Leon Vicuña. “Eu estava perdendo até o finalzinho da bateria e quando a onda veio não pensei que fosse rodar aquele tubaço. Nem acreditei e só quero dizer que estou muito, mas muito contente mesmo, vibrando bastante até agora. Mas, preciso me concentrar para amanhã (domingo), ver qual prancha vou usar, pois o mar vai estar totalmente diferente, muito maior do que hoje e do que os outros dias da semana”.

Os chilenos se destacaram no mar clássico do sábado em El Gringo e chegaram em maioria nas quartas de final com quatro surfistas. O primeiro a disputar classificação para o domingo foi Manuel Selman contra o brasileiro Lucas Chianca, que na fase anterior tinha aumentado o seu próprio recorde de pontos no Maui and Sons Arica Pro Tour de 17,25 para 18,75, somando notas 9,65 e 9,10 em dois tubaços incríveis na vitória sobre os chilenos Cristian Merello e Nicolas Vargas, eliminado junto com o brasileiro Luan Wood nesta bateria que abriu a quarta fase da competição.

Nas quartas de final, Manuel Selman começou bem a bateria pegando dois lindos tubos que valeram notas 8,5 e 7,8. Lucas Chianca largou com 7,65, só que em outra onda acabou caindo e quebrando sua prancha. Ele teve que sair do mar para trocar o equipamento, perdeu tempo, mas ainda surfou um tubaço nos últimos segundos deixando a praia em suspense. Ele precisava de 8,65 pontos para vencer, só que a nota saiu 8,10 e o placar terminou em 16,30 a 15,75 a favor de Manuel Selman.

Manuel Selman (@pablojimenez_photo)

Manuel Selman (@pablojimenez_photo)

“Competir bateria homem a homem é diferente, com prioridade (de escolha da próxima onda), marcação, mas num mar assim perfeito com tubos para os dois lados têm ondas para todos surfarem”,disse Manuel Selman. “Você precisa apenas estar sempre bem posicionado para pegar as melhores ondas. Eu consegui um 8 e um 7, mas no final ele (Lucas Chianca) estava com a prioridade e eu não tinha o que fazer, a não ser ver ele pegar uma boa onda, sair do tubo e aí só fiquei esperando para saber a nota. Ainda bem que ele não conseguiu os pontos que precisava e estou superfeliz por estar na semifinal mais uma vez aqui em Arica, só que neste ano estou bem confiante de que vou chegar na final”.

Na bateria seguinte, o chileno Cristian Merello também teve sua prancha partida numa queda. Ele precisou pegar outra e perdeu o ‘time’ das séries, sendo derrotado pelo francês Andy Criére por 14,75 a 8,35 pontos. Os dois já haviam se enfrentado na sexta-feira, quando Criére fez os recordes do dia e Merello só conseguiu se classificar graças a interferência que o brasileiro Robson Santos cometeu no último minuto da bateria.

“Eu entrei na bateria com o objetivo de pegar duas boas ondas, como em todos os dias que competi aqui”, disse Andy Criére. “Aqui é muito difícil, as condições do mar mudam bastante, eu competi em ondas pequenas, médias e grandes como as de hoje (sábado), então estou muito feliz por estar vencendo as baterias. Eu tentei escolher as maiores das séries e o Cristian (Merello) não teve muita sorte, quebrou sua prancha, mas é um surfista que eu respeito muito, como todos os chilenos que me receberam muito bem aqui. Estou amarradão por estar aqui, feliz porque todos em casa estão me vendo chegar numa semifinal, mas amanhã será outro dia, as ondas vão estar muito maiores e me sinto preparado pra enfrentar qualquer condição”.

No último confronto do sábado, as ondas já não estavam tão boas e o peruano Miguel Tudela conquistou a última vaga para as semifinais por um baixo placar de 9,25 a 6,65 pontos contra o argentino Nahuel Amalfitano. Como todos os eliminados nas quartas de final, Amalfitano terminou empatado em quinto lugar no Maui and Sons Arica Pro Tour com os chilenos Guillermo Satt e Cristian Merello e o brasileiro Lucas Chianca, com cada um recebendo 1.250 dólares de prêmio e marcando 630 pontos no ranking mundial do WSL Qualifying Series.

Andy Criére (@pablojimenez_photo)

Andy Criére (@pablojimenez_photo)

DOMINIO SUL-AMERICANO – Muitos surfistas de outros continentes participaram do Maui and Sons Arica Pro Tour esse ano, mas os da América do Sul foram melhores do que os estrangeiros nos tubos de El Gringo. Entre os oito que se classificaram para as quartas de final, a única exceção foi o francês Andy Criére, que venceu a segunda bateria da quarta fase, com o chileno Manuel Selman em segundo e o havaiano Kevin Sullivan ficando em último.

Na disputa seguinte, outro havaiano foi eliminado, Eala Stewart, vice-campeão desta etapa em 2012. Isto porque o chileno Guillermo Satt achou um tubo espetacular nos últimos segundos para saltar do quarto para o primeiro lugar, com o peruano Miguel Tudela passando em segundo. Já os surfistas de outros países não passaram da terceira fase, encerrada na manhã do sábado em Arica.

Eles viajaram até o Chile atrás dos 1.500 pontos para o WSL Qualifying Series, mas a vitória no Maui and Sons Arica Pro Tour também vale 1.000 pontos para os surfistas sul-americanos no ranking regional da WSL South America. O líder, Robson Santos, perdeu na sexta-feira e o também brasileiro Lucas Silveira poderia assumir a ponta, mas o carioca foi barrado no primeiro confronto do sábado por Miguel Tudela e o pernambucano Paulo Moura. Com isso, Robson permanece em primeiro lugar e Lucas Silveira em segundo no ranking sul-americano, com os resultados do sábado no Chile.

SEMIFINAIS DO QS 1500 MAUI AND SONS ARICA PRO TOUR:

1.a: Manuel Selman (CHL) x Andy Criére (FRA)

2.a: Leon Vicuña (CHL) x Miguel Tudela (PER)

RESULTADOS DO SÁBADO NAS GRANDES ONDAS DE EL GRINGO:

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com 630 pontos e US$ 1.250 de prêmio:

1.a: Manuel Selman (CHL) 16.30 x 15.75 Lucas Chianca (BRA)

2.a: Andy Criére (FRA) 14.75 x 8.35 Cristian Merello (CHL)

3.a: Leon Vicuña (CHL) 16.00 x 12.05 Guillermo Satt (CHL)

4.a: Miguel Tudela (PER) 9.25 x 6.65 Nahuel Amalfitano (ARG)




TERÇA FEIRA 04 DE AGOSTO 2015

OLINDA CHAMA A COMUNIDADE PERNAMBUCANA



A ASO convida a comunidade do Surf pernambucano para a etapa do Olindense nos dias 29 e 30 de agosto 2015 na praia do Zé Pequeno. O evento vai reunir as categorias, Open, Máster, Iniciante e Feminino e premiar com o troféu Gabriel Medina os melhores da competição.Grande iniciativa de homenagear o nosso Campeão Mundial e estruturar cada vez mais o esporte na cidade patrimônio da humanidade. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas na loja SecretPoint Surf, que fica em Jardim Atlântico (81- 3495.0654). Venha prestigiar mais um grande evento em Olinda.

 — com Select Vestuário.


SEGUNDA 03 DE AGOSTO 2015

NO SURF NÃO TEM MAIS BOBO NÃO.

O japonês Hiroto Ohhara, de apenas 18 anos de idade, e a francesa Johanne Defay, 21, foram os protagonistas de um resultado inédito na longa história do US Open of Surfing no principal palco do surfe norte-americano na Califórnia. Foi a primeira vitória do Japão em Huntington Beach e em etapas importantes do Circuito Mundial, bem como a primeira de Johanne no WCT. Filipe Toledo, 20 anos, ganhou o duelo brasileiro com Alex Ribeiro, 25, mas a chance do bicampeonato no QS 10000 de Huntington acabou na semifinal com Tanner Hendrickson, 23. O havaiano parou o defensor do título, mas terminou como vice-campeão, assim como a australiana Sally Fitzgibbons, 24, na primeira decisão do domingo nos Estados Unidos.

Japonês Hiroto Ohhara fez história em Huntington Beach. (Foto: Morris - WSL)

Japonês Hiroto Ohhara fez história em Huntington Beach. (Foto: Morris – WSL)

O resultado mais surpreendente foi o do jovem japonês Hiroto Ohhara. Ele passou raspando pelos dois confrontos que disputou no domingo para fazer sua primeira final nas principais etapas do WSL Qualifying Series. Começou o domingo ganhando por 14,67 a 14,54 pontos do australiano Ryan Callinan e nas semifinais superou o norte-americano Kanoa Igarashi por 13,50 a 13,16. Na decisão do título, Ohhara surfou sua melhor onda e a nota 9,17 garantiu a vitória sobre Tanner Hendrickson por 14,50 a 12,90 pontos. Ele vibrou intensamente pela conquista inédita para o seu país, diante de uma multidão que lotou a praia, as arquibancadas e o píer de Huntington Beach no último dia.

“Eu não sei nem o que dizer, só que é uma sensação maravilhosa, incrível”, vibrou Hiroto Ohhara. “Estou superfeliz por vencer este evento e quero agradecer a todos, meus patrocinadores, família e amigos que sempre torcem por mim. Hoje (domingo) foi um dia muito especial para mim, para o meu país, agora me sinto mais confiante para o restante do ano. Eu aprendi muito aqui e quero agora buscar uma vaga no WCT, então vou manter o foco e já me concentrar para o próximo evento”.

O domingo da Vans US Open of Surfing foi marcado por longas calmarias em Huntington Beach e ondas pequenas de meio metro de altura, com poucas boas entrando nas baterias. A maioria foi definida por pequenas diferenças, como a semifinal entre Filipe Toledo e Tanner Hendrickson. Os dois usaram os aéreos para aumentar suas notas na conclusão das ondas e o havaiano completou o melhor numa direita que valeu nota 7,17. Depois tirou 6,07 para assumir a ponta e não largar mais até o fim da bateria.

Filipe ainda tentou reverter o resultado, mas o mar não ajudou e ele não conseguiu achar boas ondas para isso. Ele até chegou perto da virada na última que surfou, usando sua variedade de manobras modernas para buscar os 7,08 pontos que precisava. No entanto, dos cinco juízes, apenas dois acharam que a onda valia a vitória, os outros três não e a média ficou em 6,90, com o placar terminando em 13,24 a 13,07 pontos.

“Eu estou muito feliz. Mesmo perdendo a final, foi um dia incrível para mim”, disse Tanner Hendrickson. “Eu só quero agradecer a todos pelo apoio e por fazerem me sentir no topo do mundo. Ganhar do Filipe (Toledo) foi certamente o melhor momento da minha vida até agora. Eu dei tudo de mim para vencer aquela bateria e também fiz o melhor que pude na final, então não tenho do que reclamar, pois o segundo lugar numa etapa do QS 10000 também é um grande resultado”.

Hiroto Ohhara e Johanne Defay (Foto: Sean Rowland - WSL)

Hiroto Ohhara e Johanne Defay (Foto: Sean Rowland – WSL)

G-10 PARA O WCT – Com os 10.000 pontos do título em Huntington Beach, Hiroto Ohhara saltou do octagésimo para o 13.o lugar no WSL Qualifying Series, que está classificando para o WCT até o 12.o colocado porque Filipe Toledo em terceiro e o francês Jeremy Flores em quarto estão entre os 22 que são mantidos na elite dos top-34 da World Surf League. Assim como no Jeep Leaderboard com Adriano de Souza na frente da corrida do título mundial, o ranking de acesso é dominado pelos brasileiros. O líder é o catarinense Alejo Muniz, já confirmado entre os top-34 de 2016, seguido pelos paulistas Alex Ribeiro em segundo, Filipe em terceiro e Caio Ibelli em quinto, mas é o terceiro entre os dez que se classificam para o WCT com Filipe e Jeremy não precisando das vagas do QS.

O resultado do US Open provocou apenas duas mudanças de nomes no G-10. O cearense Michael Rodrigues, 20 anos, entrou na lista com as duas grandes vitórias nas primeiras fases. Ele perdeu na terceira, mas subiu para 11.o no ranking com os 2.200 pontos do 17.o lugar na Califórnia. E o norte-americano Kanoa Igarashi, 17 anos apenas, colocou seu nome quando ganhou uma disputa direta por vaga com o compatriota Nathan Yeomans, 33. Com os 6.500 pontos do terceiro lugar em casa, Kanoa subiu para nono no ranking que está garantindo até o 12.o, o australiano Jack Freestone. Os finalistas em Huntington Beach chegaram perto da zona de classificação, com Hiroto Ohhara em 13.o e Tanner Hendrickson em 14.o lugar.

FIM DA HEGEMONIA – A inédita vitória japonesa na Vans US Open of Surfing pôs fim a hegemonia brasileira no alto do pódio nas etapas do QS 10000 esse ano. A primeira foi o Oakley Trestles Pro vencido por Filipe Toledo em San Clemente, também na Califórnia, onde ele mora. A segunda foi no Brasil e outro paulista, Alex Ribeiro, ganhou o Quiksilver Pro Saquarema na “Cidade do Surf” da Região dos Lagos do Rio de Janeiro. E o catarinense Alejo Muniz garantiu o seu retorno a elite dos top-34 da World Surf League por antecipação com o título no Ballito Pro da África do Sul. Hiroto Ohhara agora bota o Japão nesta galeria de campeões do QS 10000 da World Surf League.

Ainda restam cinco provas com pontuação máxima, que são decisivas na batalha pelas dez vagas do WSL Qualifying Series para o WCT do ano que vem. Uma delas é o SP 10.000 que vai fechar a “perna brasileira” de fim de ano da WSL South America nos dias 02 a 09 de novembro na Praia de Maresias, em São Sebastião. Além desta etapa do QS 10000, no litoral norte de São Paulo, terão duas do QS 6000 em Santa Catarina e na Bahia. A série começa com o Red Nose Santa Catarina Pro na Praia do Santinho, em Florianópolis, nos dias 20 a 25 de outubro. E na semana seguinte, de 27 a 31, o já tradicional Mahalo Surf Eco Festival na Praia da Tiririca, em Itacaré.

Johanne Defay conquistando sua primeira vitória no WCT (Foto: Morris - WSL)

Johanne Defay conquistando sua primeira vitória no WCT (Foto: Morris – WSL)

FINAL FEMININA – Na Califórnia, a Vans US Open of Surfing também fechou a sexta etapa do Samsung Galaxy World Surf League Women´s Tour no domingo, com a inédita vitória de Johanne Defay em Huntington Beach. Poucas ondas entraram na bateria e Sally Fitzgibbons só conseguiu surfar uma melhor nos últimos minutos, mas a nota 7,0 não impediu a derrota por 13,54 a 11,83 pontos. Com o título, Johanne subiu da 11.a para a sexta posição no Jeep Leaderboard do Samsung Galaxy World Surf League Women´s Tour 2015, enquanto Sally, que vinha embalada pelo bicampeonato nas Ilhas Fiji, permaneceu em terceiro lugar, atrás da nova líder Courtney Conlogue e da havaiana Carissa Moore.

“É uma emoção incrível que nem consigo encontrar palavras para descrever o que estou sentindo”, disse Johanne Defay. “Eu nunca imaginei que poderia ganhar este campeonato, ou que poderia ganhar um evento do WCT. Eu só fui passando bateria por bateria até chegar na final e esta foi definitivamente a minha maior vitória. Eu terminei em oitavo no ranking do ano passado e achei que poderia ter chegado entre as cinco primeiras, então vamos ver o que acontece esse ano. Estou muito feliz por ter alguns amigos aqui comemorando essa vitória comigo e também já fico imaginando a festa que vai ser quando eu voltar pra casa”.

Antes de conquistar sua primeira vitória da carreira no WCT, a francesa passou um sufoco nas semifinais, ganhando por apenas 1 centésimo de diferença da sul-africana Bianca Buitendag no placar encerrado em 12,17 a 12,16 pontos. Na outra bateria, a nova número 1 do Jeep Leaderboard, Courtney Conlogue, não achou as ondas e foi batida por Fitzgibbons por 11,83 a 7,50 pontos. A vitória na Vans US Open of Surfing valeu um prêmio de 60 mil dólares para Johanne Defay e 10.000 pontos, com a vice-campeã ganhando 25 mil dólares e 8.000 pontos. A próxima etapa é o Trestles Women´s Pro e Courtney vai competir pela primeira vez com a lycra amarela de líder do ranking nos dias 9 a 20 de setembro em San Clemente, também na Califórnia, Estados Unidos.

SOBRE A WORLD SURF LEAGUE – a World Surf League (WSL) organiza as competições anuais de surfe profissional e as transmissões ao vivo de cada etapa pelo worldsurfleague.com, onde você pode acompanhar todo o drama e aventura do surfe competitivo em qualquer lugar e a qualquer hora onde acontecer. As sanções da WSL são para os seguintes circuitos: World Surf League Championship Tour (CT), que define os campeões mundiais da temporada, Qualifying Series (QS), Big Wave Tour, Pro Junior e Longboard. A organização da WSL está sediada em Santa Monica, Califórnia, com escritório comercial em Nova York. A WSL também tem sete escritórios regionais de apoio na organização dos eventos na África, Ásia, Austrália, Europa, Havaí, América do Norte e América do Sul.

 

RESULTADOS DO DOMINGO NA VANS US OPEN OF SURFING:

GRANDE FINAL DO WSL QS 10000:

Campeão: Hiroto Ohhara (JPN) por 14.50 pontos (notas 9,17+5,33) – US$ 40.000 e 10.000 pontos

Vice-campeão: Tanner Hendrickson (HAV) com 12.90 pontos (7,00+5,90) – US$ 20.000 e 8.000 pontos
 

G-10 DO RANKING WSL QUALIFYING SERIES – após a 16.a etapa – Vans US Open of Surfing:

1.o: Alejo Muniz (BRA) – 22.350 pontos

2.o: Alex Ribeiro (BRA) – 17.850

3.o: Filipe Toledo (BRA) – 16.500

4.o: Jeremy Flores (FRA) – 16.400

5.o: Caio Ibelli (BRA) – 15.750

6.o: Ryan Callinan (AUS) – 15.250

7.o: Joan Duru (FRA) – 14.850

8.o: Kolohe Andino (EUA) – 14.560

9.o: Kanoa Igarashi (EUA) – 14.140

10.o: Davey Cathels (AUS) – 13.400

11.o: Michael Rodrigues (BRA) – 13.350

12.o: Jack Freestone (AUS) – 13.050


SÁBADO 01 DE AGOSTO 2015

US OPEN PEGANDO FOGO NA CALIFÓRNIA.


Filipe Toledo (Foto: Sean Rowland - WSL)

Filipe Toledo (Foto: Sean Rowland – WSL)

 

Os paulistas Filipe Toledo e Alex Ribeiro foram os únicos brasileiros que venceram suas baterias no sábado, mas irão se enfrentar nas quartas de final que abrem o domingo e só um vai continuar na disputa do título do Vans US Open of Surfing na Califórnia. Filipe busca o bicampeonato em Huntington Beach e despachou o sul-africano Beyrick De Vries. Alex bateu o francês Maxime Huscenot no duelo seguinte e pode confirmar sua entrada na elite do WCT se vencer essa segunda etapa do QS 10000 nos Estados Unidos. Já o cearense Michael Rodrigues e o catarinense Tomas Hermes perderam nas oitavas de final e ficaram em nono lugar no campeonato, com cada um marcando 3.700 pontos no ranking do WSL Qualifying Series.

O sábado até começou com boas ondas de 2-3 pés em Huntington Beach, mas no decorrer do dia as condições foram se deteriorando e longas calmarias dificultaram ainda mais a atuação dos surfistas. No primeiro duelo do dia, não faltou oportunidade para os dois competidores e o norte-americano Nathan Yeomans acabou levando a melhor sobre o cearense Michael Rodrigues, somando notas 7,50 e 6,67 contra 7,57 e 6,17 do brasileiro no placar encerrado em 14,17 a 13,74 pontos. Yeomans agora terá um confronto direto com o também norte-americano Kanoa Igarashi, por vaga na lista dos dez surfistas que o WSL Qualifying Series classifica para o WCT.

Com a vitória sobre o australiano Adam Melling, Kanoa assumiu a última posição no G-10 e Nathan está logo abaixo dele. A segunda quarta de final será entre o australiano Ryan Callinan e o japonês Hiroto Ohhara, que vem sendo a grande surpresa da semana no Vans US Open of Surfing. Depois vem a bateria verde-amarela entre Filipe Toledo e Alex Ribeiro e a última vaga para as semifinais será disputada pelo norte-americano Kolohe Andino e o havaiano Tanner Hendrickson. Os classificados para o domingo já garantiram um mínimo de 5.200 pontos no ranking e quem passar recebe 6.500, enquanto o vice-campeão marca 8.000 e a vitória vale 10.000 pontos que são decisivos na batalha pelas dez vagas para o WCT.

 

QUARTA FEIRA 29 DE JULHO 2015
RICARDO BOCÃO PELA PRIMEIRA VEZ NA BF.



Bocão no Pontal conhecendo a direita da "ROSA".


Locais confraternizando com Bocão.

Nessa quarta feira tivemos a grata surpresa de encontrar um dos ícones do Surf mundial o carioca Ricardo Bocão surfando pela primeira vez na Baía Formosa (RN). Bocão esta de ferias curtindo as praias do Rio Grande do Norte e a convite do Legend 
Helder Amaral veio conhecer a cidade e a onda que criou o Ítalo Ferreira. De manhã o Pontal estava lento quase parando, mas depois das duas da tarde quando Bocão chegou entrou um balanço que sacudiu o Pontal e foi só alegria.Na quinta o mar melhorou com terral e as ondas clássicas, depois fomos ao pico secret para uma sessão de Kite wave e finalizamos com um almoço especial na Pousada farol Adventure. Valeu Bocão por mais esse momento especial do Surfe Nordeste, abração.