29 de agosto 2019

MEDINA COME MOSCA E OWEN WRIGHT VENCE EM THEAHUPO'O

 

O fenômeno Gabriel Medina chegou a sua quinta final nos últimos seis anos do Tahiti Pro apresentado pela Hurley, mas o australiano Owen Wright pegou os melhores tubos dessa vez para vingar a derrota sofrida na decisão do ano passado para o bicampeão mundial. Ele impediu o tricampeonato do brasileiro, que poderia assumir a liderança do ranking com a vitória, mas é Filipe Toledo quem vai vestir a lycra amarela do Jeep Leaderboard na próxima etapa, o Freshwater Pro na piscina do Surf Ranch, de 19 a 22 de setembro na Califórnia. Medina pulou da sétima para a quarta posição e Owen Wright, que começou o dia tirando uma nota 10 contra Jadson André, subiu do 12.o para o oitavo lugar com sua primeira vitória no maior desafio do World Surf League Championship Tour.

Gabriel Medina e Owen Wright (Foto: Kelly Cestari / WSL via Getty Images)

“O Owen (Wright) realmente merecia isso”, disse Gabriel Medina, sobre seu companheiro na equipe Rip Curl. “Ele já começou o dia com um tubo nota 10 e, quando alguém começa assim, acho que você sente que vem coisa boa a caminho. Estou feliz por ele e feliz por ter feito outra final com ele aqui. No ano passado eu venci, hoje ele me pegou, mas eu adoro competir com ele, é um dos melhores, então foi bom ficar em segundo lugar com o Owen”.

 

Com a vitória no Corona J-Bay Open da África do Sul e o vice-campeonato no Tahiti Pro, Gabriel Medina entrou de vez na briga pelo tricampeonato mundial. Das quatro etapas que restam para completar o World Surf League Championship Tour 2019, ele vai defender o título em duas, a próxima na piscina de ondas do Surf Ranch e no Billabong Pipe Masters, que fecha a temporada nos dias 08 a 20 de dezembro em Pipeline, no Havaí.

 

“Eu tenho que aproveitar o momento”, disse Gabriel Medina. “É difícil manter esse ritmo, mas agora sinto que estou na briga. A vitória em J-Bay foi muito boa e acho que esse resultado aqui também foi importante pra me ajudar no final. Agora já estou pensando na piscina de ondas e não vejo a hora de competir lá de novo, mas quero agradecer a Deus pela oportunidade de fazer outra final com o meu grande amigo. Este campeonato foi fantástico, inacreditável”.

Gabriel Medina (Foto: Kelly Cestari / WSL via Getty Images)

O swell que atingiu seu ápice na terça-feira, ainda deixou bons tubos de 6-8 pés para fechar o Tahiti Pro na quarta-feira, porém com grandes intervalos entre as séries, fazendo com que a maioria das baterias fosse disputada com poucas ondas. A melhor hora do mar foi na primeira bateria do dia, quando Owen Wright conseguiu igualar a nota 10 de Gabriel Medina na terça-feira, num tubaço incrível contra Jadson André. O potiguar tinha acabado de surfar um tubão nota 9,00, mas o australiano já estava na frente com 9,07 e 8,87 em duas ondas seguidas.

 

Owen depois passou pelo sul-africano Jordy Smith, que tinha vencido o campeão mundial Adriano de Souza no segundo confronto do dia. Mineirinho escolheu esperar pelas bombas de oeste que não apareceram na bateria e só surfou um tubo. Smith tiraria a liderança do ranking de Filipe Toledo se passasse para a final, mas o australiano impediu isso e garantiu a volta do Brasil ao topo da corrida pelo título mundial. Após essa bateria, Owen Wright confessou que queria enfrentar Gabriel Medina para vingar a derrota do ano passado.

 

“Eu disse realmente que queria o Gabriel (Medina) na final, para que tivesse essa revanche daquela final tão especial do ano passado”, confirmou Owen Wright, após a vitória.

 

Mas, foi Medina que começou o dia vingando derrota nos tubos de Teahupoo, passando fácil por Jeremy Flores que o derrotou na final de 2015, quando também tentava um bicampeonato consecutivo no Taiti. O francês só pegou uma onda na bateria fraca de ondas. Medina também não teve muitas chances em outro confronto de poucas ondas, porém fez o suficiente para despachar o jovem havaiano Seth Moniz, que tinha vencido um duelo eletrizante com bons tubos contra o paulista Caio Ibelli no encerramento das quartas de final.

Gabriel Medina (Foto: Matt Dunbar / WSL via Getty Images)

DECISÃO DO TÍTULO – A decisão do título começou meio lenta, sem ondas, como na maioria das baterias no último dia, com o rápido declínio do swell. Os dois finalistas foram os únicos que conseguiram surfar um tubo nota 10 em Teahupoo esse ano, primeiro o Gabriel no dia das grandes ondas e Owen no primeiro confronto da quarta-feira, contra Jadson André. Medina largou na frente surfando as primeiras ondas da final. O primeiro tubo não rodou e no segundo ficou entocado lá dentro e saiu depois da baforada, mas era pequeno e a nota foi 4,83.

 

O australiano só tenta surfar sua primeira após 15 minutos do início da bateria, porém ficou dentro do tubo. A prioridade de surfar a próxima ficou para Medina, mas Owen pegou uma que ele deixou passar e ela rodou um belo tubo para tirar 6,17 e assumir a liderança. Só que Medina escolheu bem e pegou a maior onda da primeira metade da bateria, passou por dentro e saiu em pé. Os juízes deram nota 7,83 e Owen passou a precisar de 6,50 pontos.

 

O tempo ia passando e chegou aos 15 minutos finais sem aquelas bombas de oeste de Teahupoo, que formam os tubos maiores. Mas, Medina pegou um mais longo com sua maestria peculiar e ganhou 7,10 para abrir 8,76 pontos para Owen Wright, que logo pega um tubão também para se manter na briga do título com o 7,73 recebido, diminuindo a vantagem para 7,21 nos 10 minutos finais. Medina voltou a ficar com a prioridade e foi aí que Owen Wright construiu sua vitória, nas ondas que ele deixava passar.

 

O australiano pega uma há 5 minutos do fim, rodou um tubaço e ele saiu na baforada para ganhar 9,17 e virar o placar para 16,90 a 14,93, com Medina passando a precisar de 9,08 pra vencer. No ano passado, foi assim também e Gabriel conseguiu a vitória no último minuto. No entanto, o australiano ainda surfa outro tubo nota 7,90 para festejar seu primeiro título na etapa mais desafiadora do mundo, por 17,07 a 14,93 pontos.

Owen Wright (Foto: Matt Dunbar / WSL via Getty Images)

“Eu não poderia estar mais feliz do que agora”, disse Owen Wright. “O Gabe (Medina) sempre luta bastante e eu não tinha a prioridade, então fui pegando as ondas e tentava ficar o mais profundo possível nos tubos, o que consegui, felizmente. Eu chorei lá dentro quando acabou, pois venho trabalhando muito duro e estou feliz por voltar a vencer. As ondas estavam perfeitas e compartilhar isso com um grande companheiro foi realmente especial. Quando você começa um dia com nota 10 na primeira bateria, as coisas parecem que vêm a seu favor. Não venço uma etapa desde Snapper Rocks (em 2017), faz muito tempo, e tentei vencer esse evento várias vezes, então é incrível finalmente conseguir isso hoje”.

 

BRIGA PELA LIDERANÇA – Com a vitória no Tahiti Pro apresentado pela Hurley, Owen Wright subiu da 12.a para a oitava posição no ranking e reuniu chances matemáticas de brigar pela liderança na etapa da piscina de ondas do Surf Ranch, onde Medina foi o campeão no ano passado, com Filipe Toledo em segundo lugar. Só que as possibilidades são bem remotas para o australiano, pois já precisa da vitória e torcer pelo tropeço dos que estão à sua frente.

 

A disputa pela ponta agora ficou ainda mais acirrada, principalmente entre os quatro primeiros colocados. Para ultrapassar os 36.600 pontos do novo líder, Filipe Toledo, o vice Jordy Smith, o terceiro colocado Kolohe Andino e o quarto, Gabriel Medina, precisam de um nono lugar no Freshwater Pro, desde que Filipe seja o último colocado, o que é bastante improvável de acontecer. Já o potiguar Italo Ferreira, que caiu da quarta para a sexta posição, tem que chegar nas semifinais, assim como o japonês Kanoa Igarashi em sétimo lugar.

Owen Wright (Foto: Matt Dunbar / WSL via Getty Images)

 

11 de agosto 2019

TEMPORADA PERNAMBUCANA GERANDO NA ALTA.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A temporada de ondas em Pernambuco vem gerando na alta. As bancadas de coral e os fundos de areia estão funcionando a todo vapor. O mês de julho foi o grande portal que embalou com agosto dias de muita ondulação com energia acima do normal. Ainda temos muita onda vindo para a nossa orla e esse ano a expectativa é grande em relação ao mês de setembro que costuma vir com grandes terrais quando temos essas condições climáticas.