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SÁBADO 15 DE AGOSTO 2015

BRUNO SANTOS MANDA MINEIRINHO PARA REPESCAGEM

O niteroiense Bruno Santos conquistou a única vitória brasileira no primeiro dia do Billabong Pro Tahiti no mar difícil com ondas inconsistentes de 6-8 pés na perigosa bancada de Teahupoo. As condições foram piorando durante o dia e a primeira fase foi interrompida após a oitava bateria do sábado no Taiti. Quatro brasileiros competiram e Bruninho venceu a encabeçada pelo número 1 do Jeep Leaderboard, Adriano de Souza, que terá outra chance de classificação na segunda fase, assim como Filipe Toledo e Jadson André, também derrotados sem achar tubos em suas baterias. O defensor do título da etapa mais desafiadora do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour, Gabriel Medina, ficou para estrear no domingo por estar na décima bateria, junto com o potiguar Italo Ferreira e o neozelandês Ricardo Christie.

Bruno Santos (Foto: Kelly Cestari - WSL)

Bruno Santos (Foto: Kelly Cestari – WSL)

Ainda tem um terceiro confronto com participação dupla do Brasil para fechar a primeira fase do Billabong Pro Tahiti, com os paulistas Wiggolly Dantas e Miguel Pupo enfrentando o francês Jeremy Flores na briga pela última vaga direta para a terceira fase. O primeiro deles aconteceu numa das piores horas do mar no sábado em Teahupoo. Os tubos fechavam rapidamente e ninguém pegou nada na bateria, com Bruno Santos garantindo a vitória num tubo rápido que conseguiu sair para ganhar nota 5,17. Com ela, totalizou 8,67 pontos para superar os 5,30 de Adriano de Souza e os somente 2,44 das duas notas computadas pelo taitiano Michel Bourez.

“Eu estava muito animado para esta bateria, porque o Adriano (de Souza) é o número 1 do ranking e o Michel (Bourez) é um local aqui do Taiti que conhece bem essa onda”, disse Bruno Santos, que já venceu o Billabong Pro Tahiti em 2008 também com uma vaga de convidado, como a conseguida na triagem realizada na terça-feira. “Só que as condições ficaram bem difíceis na hora da nossa bateria. Tinham algumas ondas boas, mas estava difícil se posicionar lá dentro, de estar no lugar certo na hora certa. Eu tive sorte que achei um tubo e estou super feliz por estar aqui novamente. A última vez que eu tinha chegado perto do evento principal foi em 2009, então já fazia bastante tempo”.

Mineirinho agora vai defender a lycra amarela de número 1 do Jeep Leaderboard no primeiro duelo eliminatório do Billabong Pro Tahiti, contra o vencedor da triagem em Teahupoo esse ano, Taumata Puhetini, na abertura da segunda fase. O taitiano também não surfou nada antes da derrota de Adriano de Souza, totalizando apenas 1,33 pontos na estreia vitoriosa do vice-líder do ranking, Mick Fanning. Já recuperado do trauma dos tubarões na final do J-Bay Open na África do Sul, o australiano somou 12,17 pontos em outra bateria de poucas ondas boas em Teahupoo.

“Foi ótimo voltar a vestir a lycra de competição e me concentrar somente em surfar novamente”, disse Mick Fanning. “Fala-se tanto sobre o incidente em Jeffreys Bay e eu só quero seguir em frente. Tudo aquilo já aconteceu e vai ser uma daquelas histórias para contar quando eu for idoso. Estava muito difícil competir hoje aqui em Teahupoo e eu tive sorte de tirar um 5 e um 6 nessas condições. Eu me sinto muito confiante, mas ainda tem muita coisa pra acontecer em relação ao título mundial. Você tem que se concentrar em si mesmo para tentar fazer a coisa certa no momento certo”.

Mick Fanning (Foto: Kelly Cestari - WSL)

Mick Fanning (Foto: Kelly Cestari – WSL)

MELHORES DO DIA – Os melhores tubos do sábado foram surfados antes das baterias dos líderes da corrida pelo título da World Surf League. O australiano Julian Wilson ganhou a maior nota e o 8,33 recebido na sua apenas segunda onda surfada na bateria, foi suficiente para vencer por 10,66 pontos. O fato já havia acontecido no confronto anterior, com o basco Aritz Aranburu atingindo 13,10 pontos com a nota 8,17 do segundo melhor tubo do dia contra Filipe Toledo, que terminou em último com 5,37 pontos.

O potiguar Jadson André foi um pouco melhor na bateria que abriu o Billabong Pro Tahiti, somando duas notas na casa dos 4 pontos. Mas Kelly Slater achou dois bons tubos para registrar imbatíveis 15,10 pontos na segunda-feira com notas 7,83 e 7,27. Slater foi vice-campeão na final do ano passado disputada num mar épico em Teahupoo contra Gabriel Medina. O onze vezes campeão mundial já passou direto para a terceira fase, enquanto o defensor do título ainda vai estrear na segunda bateria do próximo dia de competição no Taiti.

O Billabong Pro Tahiti tem prazo até o dia 25 para ser encerrado e a primeira chamada do domingo foi marcada para as 7h00 no Taiti, 14h00 pelo fuso horário de Brasília. Depois do desafio nos tubos de Teahupoo, ao vivo pelo www.worldsurfleague.com, tem mais quatro etapas para definir o campeão mundial da temporada 2015 do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour. A próxima é o Hurley Pro nos dias 9 a 20 de setembro em Trestles, na Califórnia, Estados Unidos. Depois tem o Quiksilver Pro France de 6 a 17 de outubro em Hossegor, o Moche Rip Curl Pro Portugal nos dias 20 a 31 também de outubro em Supertubos, Cascais, com o Billabong Pipe Masters fechando a temporada nos dias 8 a 20 de dezembro em Banzai Pipeline, na ilha de Oahu, no Havaí.



QUARTA FEIRA 12 DE AGOSTO 2015.

BF NERVOSA.





Nessa terça feira depois de conseguir passar pelos buracos da região metropolitana do Recife,
chegamos na Baía Formosa (RN) para conferir o novo swell que esta chegando. O mar esta nervoso
e mostrando que pode despejar umas ondulações se o vento certo entrar.Esperamos mas o mar não
reagiu e o vento entrou forte destruindo as ondas, nessa quarta voltamos ao Recife.

VEJA FOTOS DA BF NA TERÇA.



SEGUNDA 10 DE AGOSTO 2015

ONDAS GIGANTES CANCELAM FINAL NO CHILE

Previsão confirmada e o domingo amanheceu com ondas gigantescas e séries intransponíveis passando dos 20 pés em El Gringo, só que sem qualquer condição para surfar. Visando a integridade física dos atletas, após uma reunião da comissão técnica com os finalistas e organizadores do evento, foi decidido pelo cancelamento das finais do QS 1500 Maui and Sons Arica Pro Tour no Chile. Os quatro surfistas ficaram então empatados em terceiro lugar na etapa mais desafiadora do calendário da WSL South America numa das ondas mais espetaculares do mundo. Cada um recebeu 4.150 dólares de prêmio e marcou 840 pontos no ranking mundial do WSL Qualifying Series. Este é o segundo evento da World Surf League que termina sem campeão esse ano. O outro foi o J-Bay Open por causa do ataque de tubarões em Mick Fanning em plena final do WCT da África do Sul em Jeffreys Bay.

@pablojimenez_photo

@pablojimenez_photo

“Nós, em conjunto, decidimos pelo cancelamento por questões de segurança para os atletas principalmente”, explicou Klaus Kaiser, Tour Manager da WSL South America. “As ondas estão muito grandes, com séries passando dos 20 pés que tornaram o surfe impraticável em El Gringo. Nós fizemos uma reunião com todos os envolvidos, especialmente os quatro finalistas, e todos concordaram em cancelar o evento por não haver condições em El Gringo e também não termos autorização para finalizar o evento em outra praia aqui de Arica, como El Buey. Com isso, os quatro ficam empatados na terceira colocação e a premiação dos finalistas foi dividida por igualdade”.

Os quatro semifinalistas concordaram e aprovaram a decisão da comissão técnica. Em seis anos de Maui and Sons Arica Pro Tour, essa é a primeira vez que o evento termina sem um vencedor. E a expectativa era grande para uma segunda vitória chilena nos tubos de El Gringo, pois a única foi com Guillermo Satt na segunda edição do Desafio de Arica em 2011. Desta vez, eram dois chilenos nas semifinais. Manuel Selman estava escalado na primeira bateria com o francês Andy Criére e Leon Vicuña, que surfou um tubo nota 10 no sábado, enfrentaria o peruano Miguel Tudela na disputa pela segunda vaga na final.

Logo após o anúncio do cancelamento, Leon Vicuña entrou na praia ao lado de El Gringo junto com o também chileno Guillermo Satt e outros big-riders para fazer town-in nas ‘morras’ de 25 pés com séries até maiores em El Buey. Na sexta-feira foi ventilada a possibilidade do Maui and Sons Arica Pro Tour ser encerrado nessa onda, mas a organização do evento não tinha autorização prévia para isso e o Tour Manager da WSL South America, Klaus Kaiser, informou que a Marinha do Chile também vetou a realização do evento em outra praia que não fosse El Gringo.

“Lamentavelmente tivemos que cancelar o campeonato, mas foi a decisão correta porque o mar está muito grande e El Gringo nessa condição fica muito perigoso”, disse o dono da única nota 10 da edição 2015 do Maui and Sons Arica Pro Tour, Leon Vicuña. “Mesmo sem a chance de poder conquistar uma vitória que seria inédita para mim em eventos da WSL, estou contente pelo terceiro lugar também, que é um bom resultado. Eu fui surfar em El Buey agora, estava perfeito, bem grande, com uma condição clássica. Estava muito bom só que para outro tipo de surfe”.

Leon Vicuña, Tomas Tudela, Andy Criére e Manuel Selman (@pablojimenez_photo)

Leon Vicuña, Miguel Tudela, Andy Criére e Manuel Selman (@pablojimenez_photo)

O francês Andy Criére não conhecia o Chile e confessou que nem tinha pranchas para competir em ondas tão grandes: “Quando eu estava vindo hoje de manhã para o campeonato, já deu para ver que o mar estava muito grande, exageradamente grande. Eu não tenho experiência em ondas grandes e achei a decisão certa de cancelar as semifinais, porque realmente não havia segurança para surfar em El Gringo. É uma pena pelos pontos, porque os quatro que estão aqui queriam ganhar o evento para somar 1.500 pontos, mas o mar não nos deu essa oportunidade. Somos surfistas, dependemos do mar e hoje não tinha qualquer condição. Esse é um campeonato incrível e espero que essa experiência sirva para os próximos anos”.

O adversário de Andy Criére na primeira semifinal era o chileno Manuel Selman, que lamentou o cancelamento, mas concordou com a decisão: “As ondas subiram muito, não dá nem para entrar em El Gringo, então a organização, junto com os surfistas, decidiu que não havia segurança suficiente para terminar o campeonato, lamentavelmente. A premiação foi repartida entre os semifinalistas, com os quatro ficando em terceiro lugar, então agora é esperar o próximo ano para ver outra final aqui”.

O QS 1500 Maui and Sons Arica Pro Tour foi transmitido ao vivo pelo http://www.worldsurfleague.com/ e no site do evento é possível acessar as fotos, vídeos, notícias e outras informações do evento que é realizado desde 2009 nos tubos de El Gringo, no Chile.

SOBRE A WORLD SURF LEAGUE – a World Surf League (WSL) organiza as competições anuais de surfe profissional e as transmissões ao vivo de cada etapa pelo worldsurfleague.com, onde você pode acompanhar todo o drama e aventura do surfe competitivo em qualquer lugar e3. a qualquer hora onde acontecer. As sanções da WSL são para os seguintes circuitos: World Surf League Championship Tour (CT), que define os campeões mundiais da temporada, Qualifying Series (QS), Big Wave Tour, Pro Junior e Longboard. A organização da WSL está sediada em Santa Monica, Califórnia, com escritório comercial em Nova York. A WSL também tem sete escritórios regionais de apoio na organização dos eventos na África, Ásia, Austrália, Europa, Havaí, América do Norte e América do Sul.

 

FINALISTAS DIVIDEM PREMIAÇÃO

1.a: Manuel Selman (CHL) x Andy Criére (FRA)

2.a: Leon Vicuña (CHL) x Miguel Tudela (PER)


 

CHILE QUEBRA DE GALA.

As ondas voltaram a subir no sábado e o mar ficou clássico em El Gringo, com tubos de 8 pés sólidos para a esquerda e para a direita parecendo Pipeline e Backdoor no Havaí. Nestas condições épicas foram definidos os quatro semifinalistas que vão abrir o domingo decisivo do QS 1500 Maui and Sons Arica Pro Tour em Ex Isla Alacrán, no Chile. Os donos da casa brilharam mais uma vez, com Leon Vicuña ganhando a primeira nota 10 no duelo chileno com Guillermo Satt e Manuel Selman barrando o recordista de pontos, Lucas Chianca, do Brasil. Manuel vai disputar a primeira vaga para a grande final com o francês Andy Criére e Leon enfrentará o peruano Miguel Tudela no segundo confronto do domingo, que promete ser de ondas gigantes e desafiadoras em El Gringo.

Leon Vicuña surfou o tubo nota 10 em El Gringo no sábado (@pablojimenez_photo)

Leon Vicuña surfou o tubo nota 10 em El Gringo no sábado (@pablojimenez_photo)

O sábado foi o dia mais longo de competição da semana no Chile. Foram realizadas doze baterias, as quatro que restavam para fechar a terceira fase, as quatro da quarta fase e as quartas de final que apontaram os quatro que vão disputar o título da sexta edição do Maui and Sons Arica Pro Tour, que reuniu 62 surfistas de dez países no Chile. O único que ainda poderia conseguir um inédito bicampeonato era o surfista de Arica, Guillermo Satt, mas ele acabou eliminado pela nota 10 do tubo fantástico surfado por Leon Vicuña nas esquerdas de El Gringo, no último minuto do confronto chileno pelas quartas de final.

“Incrível, não estou nem acreditando, é um sonho ter avançado para as semifinais de um campeonato tão importante como esse, ainda mais ganhando do Guillermo (Satt), que é local daqui e especialista nessa onda”, disse Leon Vicuña. “Eu estava perdendo até o finalzinho da bateria e quando a onda veio não pensei que fosse rodar aquele tubaço. Nem acreditei e só quero dizer que estou muito, mas muito contente mesmo, vibrando bastante até agora. Mas, preciso me concentrar para amanhã (domingo), ver qual prancha vou usar, pois o mar vai estar totalmente diferente, muito maior do que hoje e do que os outros dias da semana”.

Os chilenos se destacaram no mar clássico do sábado em El Gringo e chegaram em maioria nas quartas de final com quatro surfistas. O primeiro a disputar classificação para o domingo foi Manuel Selman contra o brasileiro Lucas Chianca, que na fase anterior tinha aumentado o seu próprio recorde de pontos no Maui and Sons Arica Pro Tour de 17,25 para 18,75, somando notas 9,65 e 9,10 em dois tubaços incríveis na vitória sobre os chilenos Cristian Merello e Nicolas Vargas, eliminado junto com o brasileiro Luan Wood nesta bateria que abriu a quarta fase da competição.

Nas quartas de final, Manuel Selman começou bem a bateria pegando dois lindos tubos que valeram notas 8,5 e 7,8. Lucas Chianca largou com 7,65, só que em outra onda acabou caindo e quebrando sua prancha. Ele teve que sair do mar para trocar o equipamento, perdeu tempo, mas ainda surfou um tubaço nos últimos segundos deixando a praia em suspense. Ele precisava de 8,65 pontos para vencer, só que a nota saiu 8,10 e o placar terminou em 16,30 a 15,75 a favor de Manuel Selman.

Manuel Selman (@pablojimenez_photo)

Manuel Selman (@pablojimenez_photo)

“Competir bateria homem a homem é diferente, com prioridade (de escolha da próxima onda), marcação, mas num mar assim perfeito com tubos para os dois lados têm ondas para todos surfarem”,disse Manuel Selman. “Você precisa apenas estar sempre bem posicionado para pegar as melhores ondas. Eu consegui um 8 e um 7, mas no final ele (Lucas Chianca) estava com a prioridade e eu não tinha o que fazer, a não ser ver ele pegar uma boa onda, sair do tubo e aí só fiquei esperando para saber a nota. Ainda bem que ele não conseguiu os pontos que precisava e estou superfeliz por estar na semifinal mais uma vez aqui em Arica, só que neste ano estou bem confiante de que vou chegar na final”.

Na bateria seguinte, o chileno Cristian Merello também teve sua prancha partida numa queda. Ele precisou pegar outra e perdeu o ‘time’ das séries, sendo derrotado pelo francês Andy Criére por 14,75 a 8,35 pontos. Os dois já haviam se enfrentado na sexta-feira, quando Criére fez os recordes do dia e Merello só conseguiu se classificar graças a interferência que o brasileiro Robson Santos cometeu no último minuto da bateria.

“Eu entrei na bateria com o objetivo de pegar duas boas ondas, como em todos os dias que competi aqui”, disse Andy Criére. “Aqui é muito difícil, as condições do mar mudam bastante, eu competi em ondas pequenas, médias e grandes como as de hoje (sábado), então estou muito feliz por estar vencendo as baterias. Eu tentei escolher as maiores das séries e o Cristian (Merello) não teve muita sorte, quebrou sua prancha, mas é um surfista que eu respeito muito, como todos os chilenos que me receberam muito bem aqui. Estou amarradão por estar aqui, feliz porque todos em casa estão me vendo chegar numa semifinal, mas amanhã será outro dia, as ondas vão estar muito maiores e me sinto preparado pra enfrentar qualquer condição”.

No último confronto do sábado, as ondas já não estavam tão boas e o peruano Miguel Tudela conquistou a última vaga para as semifinais por um baixo placar de 9,25 a 6,65 pontos contra o argentino Nahuel Amalfitano. Como todos os eliminados nas quartas de final, Amalfitano terminou empatado em quinto lugar no Maui and Sons Arica Pro Tour com os chilenos Guillermo Satt e Cristian Merello e o brasileiro Lucas Chianca, com cada um recebendo 1.250 dólares de prêmio e marcando 630 pontos no ranking mundial do WSL Qualifying Series.

Andy Criére (@pablojimenez_photo)

Andy Criére (@pablojimenez_photo)

DOMINIO SUL-AMERICANO – Muitos surfistas de outros continentes participaram do Maui and Sons Arica Pro Tour esse ano, mas os da América do Sul foram melhores do que os estrangeiros nos tubos de El Gringo. Entre os oito que se classificaram para as quartas de final, a única exceção foi o francês Andy Criére, que venceu a segunda bateria da quarta fase, com o chileno Manuel Selman em segundo e o havaiano Kevin Sullivan ficando em último.

Na disputa seguinte, outro havaiano foi eliminado, Eala Stewart, vice-campeão desta etapa em 2012. Isto porque o chileno Guillermo Satt achou um tubo espetacular nos últimos segundos para saltar do quarto para o primeiro lugar, com o peruano Miguel Tudela passando em segundo. Já os surfistas de outros países não passaram da terceira fase, encerrada na manhã do sábado em Arica.

Eles viajaram até o Chile atrás dos 1.500 pontos para o WSL Qualifying Series, mas a vitória no Maui and Sons Arica Pro Tour também vale 1.000 pontos para os surfistas sul-americanos no ranking regional da WSL South America. O líder, Robson Santos, perdeu na sexta-feira e o também brasileiro Lucas Silveira poderia assumir a ponta, mas o carioca foi barrado no primeiro confronto do sábado por Miguel Tudela e o pernambucano Paulo Moura. Com isso, Robson permanece em primeiro lugar e Lucas Silveira em segundo no ranking sul-americano, com os resultados do sábado no Chile.

SEMIFINAIS DO QS 1500 MAUI AND SONS ARICA PRO TOUR:

1.a: Manuel Selman (CHL) x Andy Criére (FRA)

2.a: Leon Vicuña (CHL) x Miguel Tudela (PER)

RESULTADOS DO SÁBADO NAS GRANDES ONDAS DE EL GRINGO:

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com 630 pontos e US$ 1.250 de prêmio:

1.a: Manuel Selman (CHL) 16.30 x 15.75 Lucas Chianca (BRA)

2.a: Andy Criére (FRA) 14.75 x 8.35 Cristian Merello (CHL)

3.a: Leon Vicuña (CHL) 16.00 x 12.05 Guillermo Satt (CHL)

4.a: Miguel Tudela (PER) 9.25 x 6.65 Nahuel Amalfitano (ARG)




TERÇA FEIRA 04 DE AGOSTO 2015

OLINDA CHAMA A COMUNIDADE PERNAMBUCANA



A ASO convida a comunidade do Surf pernambucano para a etapa do Olindense nos dias 29 e 30 de agosto 2015 na praia do Zé Pequeno. O evento vai reunir as categorias, Open, Máster, Iniciante e Feminino e premiar com o troféu Gabriel Medina os melhores da competição.Grande iniciativa de homenagear o nosso Campeão Mundial e estruturar cada vez mais o esporte na cidade patrimônio da humanidade. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas na loja SecretPoint Surf, que fica em Jardim Atlântico (81- 3495.0654). Venha prestigiar mais um grande evento em Olinda.

 — com Select Vestuário.


SEGUNDA 03 DE AGOSTO 2015

NO SURF NÃO TEM MAIS BOBO NÃO.

O japonês Hiroto Ohhara, de apenas 18 anos de idade, e a francesa Johanne Defay, 21, foram os protagonistas de um resultado inédito na longa história do US Open of Surfing no principal palco do surfe norte-americano na Califórnia. Foi a primeira vitória do Japão em Huntington Beach e em etapas importantes do Circuito Mundial, bem como a primeira de Johanne no WCT. Filipe Toledo, 20 anos, ganhou o duelo brasileiro com Alex Ribeiro, 25, mas a chance do bicampeonato no QS 10000 de Huntington acabou na semifinal com Tanner Hendrickson, 23. O havaiano parou o defensor do título, mas terminou como vice-campeão, assim como a australiana Sally Fitzgibbons, 24, na primeira decisão do domingo nos Estados Unidos.

Japonês Hiroto Ohhara fez história em Huntington Beach. (Foto: Morris - WSL)

Japonês Hiroto Ohhara fez história em Huntington Beach. (Foto: Morris – WSL)

O resultado mais surpreendente foi o do jovem japonês Hiroto Ohhara. Ele passou raspando pelos dois confrontos que disputou no domingo para fazer sua primeira final nas principais etapas do WSL Qualifying Series. Começou o domingo ganhando por 14,67 a 14,54 pontos do australiano Ryan Callinan e nas semifinais superou o norte-americano Kanoa Igarashi por 13,50 a 13,16. Na decisão do título, Ohhara surfou sua melhor onda e a nota 9,17 garantiu a vitória sobre Tanner Hendrickson por 14,50 a 12,90 pontos. Ele vibrou intensamente pela conquista inédita para o seu país, diante de uma multidão que lotou a praia, as arquibancadas e o píer de Huntington Beach no último dia.

“Eu não sei nem o que dizer, só que é uma sensação maravilhosa, incrível”, vibrou Hiroto Ohhara. “Estou superfeliz por vencer este evento e quero agradecer a todos, meus patrocinadores, família e amigos que sempre torcem por mim. Hoje (domingo) foi um dia muito especial para mim, para o meu país, agora me sinto mais confiante para o restante do ano. Eu aprendi muito aqui e quero agora buscar uma vaga no WCT, então vou manter o foco e já me concentrar para o próximo evento”.

O domingo da Vans US Open of Surfing foi marcado por longas calmarias em Huntington Beach e ondas pequenas de meio metro de altura, com poucas boas entrando nas baterias. A maioria foi definida por pequenas diferenças, como a semifinal entre Filipe Toledo e Tanner Hendrickson. Os dois usaram os aéreos para aumentar suas notas na conclusão das ondas e o havaiano completou o melhor numa direita que valeu nota 7,17. Depois tirou 6,07 para assumir a ponta e não largar mais até o fim da bateria.

Filipe ainda tentou reverter o resultado, mas o mar não ajudou e ele não conseguiu achar boas ondas para isso. Ele até chegou perto da virada na última que surfou, usando sua variedade de manobras modernas para buscar os 7,08 pontos que precisava. No entanto, dos cinco juízes, apenas dois acharam que a onda valia a vitória, os outros três não e a média ficou em 6,90, com o placar terminando em 13,24 a 13,07 pontos.

“Eu estou muito feliz. Mesmo perdendo a final, foi um dia incrível para mim”, disse Tanner Hendrickson. “Eu só quero agradecer a todos pelo apoio e por fazerem me sentir no topo do mundo. Ganhar do Filipe (Toledo) foi certamente o melhor momento da minha vida até agora. Eu dei tudo de mim para vencer aquela bateria e também fiz o melhor que pude na final, então não tenho do que reclamar, pois o segundo lugar numa etapa do QS 10000 também é um grande resultado”.

Hiroto Ohhara e Johanne Defay (Foto: Sean Rowland - WSL)

Hiroto Ohhara e Johanne Defay (Foto: Sean Rowland – WSL)

G-10 PARA O WCT – Com os 10.000 pontos do título em Huntington Beach, Hiroto Ohhara saltou do octagésimo para o 13.o lugar no WSL Qualifying Series, que está classificando para o WCT até o 12.o colocado porque Filipe Toledo em terceiro e o francês Jeremy Flores em quarto estão entre os 22 que são mantidos na elite dos top-34 da World Surf League. Assim como no Jeep Leaderboard com Adriano de Souza na frente da corrida do título mundial, o ranking de acesso é dominado pelos brasileiros. O líder é o catarinense Alejo Muniz, já confirmado entre os top-34 de 2016, seguido pelos paulistas Alex Ribeiro em segundo, Filipe em terceiro e Caio Ibelli em quinto, mas é o terceiro entre os dez que se classificam para o WCT com Filipe e Jeremy não precisando das vagas do QS.

O resultado do US Open provocou apenas duas mudanças de nomes no G-10. O cearense Michael Rodrigues, 20 anos, entrou na lista com as duas grandes vitórias nas primeiras fases. Ele perdeu na terceira, mas subiu para 11.o no ranking com os 2.200 pontos do 17.o lugar na Califórnia. E o norte-americano Kanoa Igarashi, 17 anos apenas, colocou seu nome quando ganhou uma disputa direta por vaga com o compatriota Nathan Yeomans, 33. Com os 6.500 pontos do terceiro lugar em casa, Kanoa subiu para nono no ranking que está garantindo até o 12.o, o australiano Jack Freestone. Os finalistas em Huntington Beach chegaram perto da zona de classificação, com Hiroto Ohhara em 13.o e Tanner Hendrickson em 14.o lugar.

FIM DA HEGEMONIA – A inédita vitória japonesa na Vans US Open of Surfing pôs fim a hegemonia brasileira no alto do pódio nas etapas do QS 10000 esse ano. A primeira foi o Oakley Trestles Pro vencido por Filipe Toledo em San Clemente, também na Califórnia, onde ele mora. A segunda foi no Brasil e outro paulista, Alex Ribeiro, ganhou o Quiksilver Pro Saquarema na “Cidade do Surf” da Região dos Lagos do Rio de Janeiro. E o catarinense Alejo Muniz garantiu o seu retorno a elite dos top-34 da World Surf League por antecipação com o título no Ballito Pro da África do Sul. Hiroto Ohhara agora bota o Japão nesta galeria de campeões do QS 10000 da World Surf League.

Ainda restam cinco provas com pontuação máxima, que são decisivas na batalha pelas dez vagas do WSL Qualifying Series para o WCT do ano que vem. Uma delas é o SP 10.000 que vai fechar a “perna brasileira” de fim de ano da WSL South America nos dias 02 a 09 de novembro na Praia de Maresias, em São Sebastião. Além desta etapa do QS 10000, no litoral norte de São Paulo, terão duas do QS 6000 em Santa Catarina e na Bahia. A série começa com o Red Nose Santa Catarina Pro na Praia do Santinho, em Florianópolis, nos dias 20 a 25 de outubro. E na semana seguinte, de 27 a 31, o já tradicional Mahalo Surf Eco Festival na Praia da Tiririca, em Itacaré.

Johanne Defay conquistando sua primeira vitória no WCT (Foto: Morris - WSL)

Johanne Defay conquistando sua primeira vitória no WCT (Foto: Morris – WSL)

FINAL FEMININA – Na Califórnia, a Vans US Open of Surfing também fechou a sexta etapa do Samsung Galaxy World Surf League Women´s Tour no domingo, com a inédita vitória de Johanne Defay em Huntington Beach. Poucas ondas entraram na bateria e Sally Fitzgibbons só conseguiu surfar uma melhor nos últimos minutos, mas a nota 7,0 não impediu a derrota por 13,54 a 11,83 pontos. Com o título, Johanne subiu da 11.a para a sexta posição no Jeep Leaderboard do Samsung Galaxy World Surf League Women´s Tour 2015, enquanto Sally, que vinha embalada pelo bicampeonato nas Ilhas Fiji, permaneceu em terceiro lugar, atrás da nova líder Courtney Conlogue e da havaiana Carissa Moore.

“É uma emoção incrível que nem consigo encontrar palavras para descrever o que estou sentindo”, disse Johanne Defay. “Eu nunca imaginei que poderia ganhar este campeonato, ou que poderia ganhar um evento do WCT. Eu só fui passando bateria por bateria até chegar na final e esta foi definitivamente a minha maior vitória. Eu terminei em oitavo no ranking do ano passado e achei que poderia ter chegado entre as cinco primeiras, então vamos ver o que acontece esse ano. Estou muito feliz por ter alguns amigos aqui comemorando essa vitória comigo e também já fico imaginando a festa que vai ser quando eu voltar pra casa”.

Antes de conquistar sua primeira vitória da carreira no WCT, a francesa passou um sufoco nas semifinais, ganhando por apenas 1 centésimo de diferença da sul-africana Bianca Buitendag no placar encerrado em 12,17 a 12,16 pontos. Na outra bateria, a nova número 1 do Jeep Leaderboard, Courtney Conlogue, não achou as ondas e foi batida por Fitzgibbons por 11,83 a 7,50 pontos. A vitória na Vans US Open of Surfing valeu um prêmio de 60 mil dólares para Johanne Defay e 10.000 pontos, com a vice-campeã ganhando 25 mil dólares e 8.000 pontos. A próxima etapa é o Trestles Women´s Pro e Courtney vai competir pela primeira vez com a lycra amarela de líder do ranking nos dias 9 a 20 de setembro em San Clemente, também na Califórnia, Estados Unidos.

SOBRE A WORLD SURF LEAGUE – a World Surf League (WSL) organiza as competições anuais de surfe profissional e as transmissões ao vivo de cada etapa pelo worldsurfleague.com, onde você pode acompanhar todo o drama e aventura do surfe competitivo em qualquer lugar e a qualquer hora onde acontecer. As sanções da WSL são para os seguintes circuitos: World Surf League Championship Tour (CT), que define os campeões mundiais da temporada, Qualifying Series (QS), Big Wave Tour, Pro Junior e Longboard. A organização da WSL está sediada em Santa Monica, Califórnia, com escritório comercial em Nova York. A WSL também tem sete escritórios regionais de apoio na organização dos eventos na África, Ásia, Austrália, Europa, Havaí, América do Norte e América do Sul.

 

RESULTADOS DO DOMINGO NA VANS US OPEN OF SURFING:

GRANDE FINAL DO WSL QS 10000:

Campeão: Hiroto Ohhara (JPN) por 14.50 pontos (notas 9,17+5,33) – US$ 40.000 e 10.000 pontos

Vice-campeão: Tanner Hendrickson (HAV) com 12.90 pontos (7,00+5,90) – US$ 20.000 e 8.000 pontos
 

G-10 DO RANKING WSL QUALIFYING SERIES – após a 16.a etapa – Vans US Open of Surfing:

1.o: Alejo Muniz (BRA) – 22.350 pontos

2.o: Alex Ribeiro (BRA) – 17.850

3.o: Filipe Toledo (BRA) – 16.500

4.o: Jeremy Flores (FRA) – 16.400

5.o: Caio Ibelli (BRA) – 15.750

6.o: Ryan Callinan (AUS) – 15.250

7.o: Joan Duru (FRA) – 14.850

8.o: Kolohe Andino (EUA) – 14.560

9.o: Kanoa Igarashi (EUA) – 14.140

10.o: Davey Cathels (AUS) – 13.400

11.o: Michael Rodrigues (BRA) – 13.350

12.o: Jack Freestone (AUS) – 13.050


SÁBADO 01 DE AGOSTO 2015

US OPEN PEGANDO FOGO NA CALIFÓRNIA.


Filipe Toledo (Foto: Sean Rowland - WSL)

Filipe Toledo (Foto: Sean Rowland – WSL)

 

Os paulistas Filipe Toledo e Alex Ribeiro foram os únicos brasileiros que venceram suas baterias no sábado, mas irão se enfrentar nas quartas de final que abrem o domingo e só um vai continuar na disputa do título do Vans US Open of Surfing na Califórnia. Filipe busca o bicampeonato em Huntington Beach e despachou o sul-africano Beyrick De Vries. Alex bateu o francês Maxime Huscenot no duelo seguinte e pode confirmar sua entrada na elite do WCT se vencer essa segunda etapa do QS 10000 nos Estados Unidos. Já o cearense Michael Rodrigues e o catarinense Tomas Hermes perderam nas oitavas de final e ficaram em nono lugar no campeonato, com cada um marcando 3.700 pontos no ranking do WSL Qualifying Series.

O sábado até começou com boas ondas de 2-3 pés em Huntington Beach, mas no decorrer do dia as condições foram se deteriorando e longas calmarias dificultaram ainda mais a atuação dos surfistas. No primeiro duelo do dia, não faltou oportunidade para os dois competidores e o norte-americano Nathan Yeomans acabou levando a melhor sobre o cearense Michael Rodrigues, somando notas 7,50 e 6,67 contra 7,57 e 6,17 do brasileiro no placar encerrado em 14,17 a 13,74 pontos. Yeomans agora terá um confronto direto com o também norte-americano Kanoa Igarashi, por vaga na lista dos dez surfistas que o WSL Qualifying Series classifica para o WCT.

Com a vitória sobre o australiano Adam Melling, Kanoa assumiu a última posição no G-10 e Nathan está logo abaixo dele. A segunda quarta de final será entre o australiano Ryan Callinan e o japonês Hiroto Ohhara, que vem sendo a grande surpresa da semana no Vans US Open of Surfing. Depois vem a bateria verde-amarela entre Filipe Toledo e Alex Ribeiro e a última vaga para as semifinais será disputada pelo norte-americano Kolohe Andino e o havaiano Tanner Hendrickson. Os classificados para o domingo já garantiram um mínimo de 5.200 pontos no ranking e quem passar recebe 6.500, enquanto o vice-campeão marca 8.000 e a vitória vale 10.000 pontos que são decisivos na batalha pelas dez vagas para o WCT.

 

QUARTA FEIRA 29 DE JULHO 2015
RICARDO BOCÃO PELA PRIMEIRA VEZ NA BF.



Bocão no Pontal conhecendo a direita da "ROSA".


Locais confraternizando com Bocão.

Nessa quarta feira tivemos a grata surpresa de encontrar um dos ícones do Surf mundial o carioca Ricardo Bocão surfando pela primeira vez na Baía Formosa (RN). Bocão esta de ferias curtindo as praias do Rio Grande do Norte e a convite do Legend 
Helder Amaral veio conhecer a cidade e a onda que criou o Ítalo Ferreira. De manhã o Pontal estava lento quase parando, mas depois das duas da tarde quando Bocão chegou entrou um balanço que sacudiu o Pontal e foi só alegria.Na quinta o mar melhorou com terral e as ondas clássicas, depois fomos ao pico secret para uma sessão de Kite wave e finalizamos com um almoço especial na Pousada farol Adventure. Valeu Bocão por mais esse momento especial do Surfe Nordeste, abração.


SEGUNDA 27 DE JULHO 2015

PERNAMBUCO FINALIZA CIRCUITO 2015.



O local IVAN SILVA foi vice na profissional e sagrou-se Campeão Pernambucano 2015.


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DOMINGO 26 DE JULHO 2015

PIGMEU VENCE EM MARACAÍPE.



O pernambucano Pigmeu Bernardo venceu a última etapa do circuito pernambucano 2015, válido pelo Nordestino.Numa tarde de muita onda o show foi completo com os 04 atletas brigando muto pela vitória fazendo as torcidas vibrarem com as manobras.Enfrentando o Ivan Silva, Arthur Andrade e Elivelton Santos Bernardo Pigmeu Miranda precisou usar toda sua experiência para vencer mais uma vez na Baía de Maracaípe.O domingo ainda reservou boas surpresas como a vitória da cearense Pâmela lopes de apenas 7 anos que detonou atletas como Ramayana Silveira e Ana Karolina e a vitória do paraibano Denner Carvalho na Open. No final da bateria Pro foi anunciado o nome do novo campeão pernambucano profissional que ficou com o local de Maraca Ivan Silva que foi presenteado com um patrocínio da Rota do Mar assim que foi aclamado. Com tudo isso a Federação Pernambucana de Surf fecha mais um ano de sucesso.

Foram 03 dias de muitas ondas na última etapa do pernambucano que aconteceu nesse final de semana na baía de Maracaípe (Ipojuca), condições perfeitas para aquelas viradas de final de bateria. E na segunda bateria semi-final pro aconteceu uma das mais espetaculares com o Arthur Andrade pegando um tubo 9 e avançando a grande final

Pernambuco largou na frente do Brasil e também é o primeiro estado a finalizar seu circuito estadual. Com apenas 04 etapas realizadas, quando deveria ter feito 05, a Federação encerra as atividades devido a crise econômica, que segundo o Presidente Geraldinho não poupa nem o Surf em época de Campeão Mundial. No seu discurso ele foi duro com a atual situação do Brasil e sem perspectivas para reverter o difícil momento que acabou por deixar de fora vários eventos no calendário da entidade.Portanto temos que agradecer a todos que contribuíram com o estadual e esperar que em 2016 possamos ver de novo nosso circuito fortalecido sem ter que mendigar recursos para sua realização.

Nessa última etapa tivemos condições excelentes no mar com disputas acirradas e grandes revelações.Atletas de vários estados prestigiaram a competição que ofereceu 10 mil reais em premiação.

Na Pro vitória do pernambucano Bernardo Pigmeu,ele enfrentou a torcida local que vibrava com o Ivan Silva prata da casa,ele com o resultado (vice) sagrou-se campeão pernambucano profissional.

Parabéns aos organizadores e atletas por mais um ano de sucesso em prol do Surf.

Nossa cobertura tem apoio das parafinas Brisa Wax?

RESULTADOS DO PERNAMBUCANO MARACAÍPE.

PRO

1) BERNARDO PIGMEU (PE)
2) Ivan Silva (PE)
3) Elivelton Santos (PB)
4) Arthur Andrade (PE).

INFANTIL 
1) Reginaldo Silva (PB)
2) Lucas Lisboa (PE)
3) Gabriel Torres (CE)
4) Fabrício Rocha (RN)

MIRIM
1) Cauã Nunes (PE)
2) Paulo Bruno (CE)
3) Victor Costa (RN)
4) Vinicius de Oliveira (RN)

INICIANTE

1) Mateus Sena.
2) Reginaldo Silva (PB)
3) Thiago Eduardo (CE)
4) Lucas Lisboa (PE)

JUNIOR

1) Jannifer de Souza (CE)
2) André Labanca (PE)
3) Raul Bormann. (RN)
4)Emanoel Tobias (RN)

FEMININO

1) Pâmela Lopes (CE)
2) Ana Karolina (PE)
3) Nuala Costa (PE)
4) Ramayana Silveira (PE)

LONGBOARD

1) Reginaldo Nascimento.(PE)
2) Romualdo Nascimento.(PE)
3) Carlos Silveira (PE)
4) Gel Lima (PE)

MASTER

1) Saulo Carvalho (PB)
2) Pedro Lima (PE)
3) Fred Vilela (AL)
4) Fernando Santos (PE)

SENIOR

1) Isaías Silva (CE)
2) Julio Pereira (PE)
3) Osvaldo Cajá (PE)
4) Manoel de Assis (PE)

GRAND KAHUNA

1) Edu Elias (RN)
2) Cláudio Marroquim (PE)
3) Ricardo Sérgio (RN)
4) Fernando Duarte (RN)

OPEN

1) Denner Carvalho (PB)
2) Osvaldo Cajá (PE)
3) Rafael Joaquim (RN)
4) Iasías Silva (CE)


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SÁBADO 25 DE JULHO 2015

MARACAÍPE COM ALTAS ONDAS NO PERNAMBUCANO



O paraibano Denner Carvalho conseguiu uma vaga para a grande final Open.

No segundo dia de competições pela última etapa do pernambucano 2015, os atletas foram brindados com um terral clean nas primeiras baterias do sábado. Com a maré finalizando a enchente e depois no começo da secante o terral formou boas ondas e Maracaípe mostrou serviço

Nesse sábado entraram em cena as categorias amadoras depois que a Profissional estreou na sexta feira. Maraca começou o dia com terral e altas ondas o que deixou a organização e os atletas de sorriso largo. Devido ao swell que esta bombando em todo litoral tivemos atletas perdendo por W.O e depois confessando que estava em outra vala pegando onda.Foi muito feliz a Federação conseguindo fechar o circuito com ondulações de inverno.Nesse domingo teremos as finais de todas as categorias e a confirmação dos novos CAMPEÕES 2015, venha curtir o domingão em Maracaípe e prestigiar o show de Surf. nossa cobertura tem apoio das parafinas Brisa Wax.

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SEXTA FEIRA 24 DE JULHO 2015

CIRCUITO PERNAMBUCANO FINALIZA EM MARACAÍPE


A última etapa do circuito PERNAMBUCANO 2015 que começou nesta
sexta-feira (24) na praia de Maracaípe-PE, teve disputas ponto a ponto já
no primeiro dia. As provas da categoria Profissional agitaram os
espectadores que, das areias, acompanharam manobras de alto nível. Com
ondas fortes e um prêmio de R$ 10 mil para esta categoria, a competição
ficou ainda mais acirrada.

Um dos atletas mais aguardados era o paraibano Elivelton Santos, conhecido
como “índio Voador”, que arrancou aplausos durante sua apresentação na 5ª
bateria. Ele falou sobre a dificuldade de realizar suas manobras aéreas por
causa da agitação das águas. “Estou feliz porque surfei muito bem, mas
preciso modificar algumas manobras por causa do mar. Minha expectativa é
muito boa, eu treinei muito”, disse.

*Classificados para a semifinal*

Após o encerramento da primeira fase, os atletas classificados caíram na
água novamente em busca das vagas na semifinal, protagonizando boas
disputas. Com manobras precisas e boas notas, o favoritismo se confirmou e
os classificados para a semifinal foram: Alan Donato, um surfista
constante, que tem como característica a capacidade de se adaptar em
qualquer situação e encaixar boas manobras; Ivan Silva e seu surf clássico
e bonito, com ondas sempre bem finalizadas; Emanoel de Souza, veterano que
apresenta um surf leve e com boa variação de manobras; Halley Batista,
prata da casa, adversário forte e atleta de alto nível; Elivelton Santos e
suas manobras aéreas; Arthur Andrade, surfista que vem despontando e que se
destaca pelo seu comprometimento, inovação e coragem de se arriscar;
Bernardo Pigmeu, surfista de ondas gigantes; e Deyvson Santos, atleta
comprometido e com grande futuro no cenário do surf. A disputa final
promete.Nossa cobertura tem apoio das Parafinas Brisa Wax





DOMINGO 19 DE JULHO 2015

WSL FAZ MAIS LAMBANÇA QUE O TUBARÃO PERNAMBUCANO



Esse ano de 2015 tem sido muito gratificante para quem esta sabendo apreciar o novo mundo.Nessa manhã depois de ver que o Brasil tinha perdido a liderança fecho o computador e me mando para Porto de Galinhas para ver o mar.Na chegada em Nossa Senhora do Ó recebo uma ligação do Comandante Ênio Régis dizendo que o Mick Fanning tinha sido atacado por um tubarão gigante na final.Entrei em choque por ter perdido ao vivo,mas chocado ainda quando sintonizamos o celular e assistimos ao vídeo.Foi realmente impressionante e inédito no circuito mundial essa cena.Na hora até comentamos que deveria ser um tubarão pernambucano vagando e tentando devolver a liderança ao Mineirinho,mas logo falamos que a bateria ia continuar, que a WSL ia colocar jets na água e coisa e tal.Mas logo veio a decisão de cancelar a final e dar a cada competidor 8000 pontos referente ao segundo lugar. Epa ai começou a lambança,Julian Wilson já havia pegado uma onda e marcado um 6,67, se a final foi cancelada deveria ter um campeão no sorteio, nas melhores notas ou coisa e tal, deixar a etapa sem vencedor é uma tremenda lambança, cade os critérios de desempate de pontuações?como uma entidade mundial não tem critérios para definir um ganhador? cade o pessoal do Julian? ficaram calados também? lambança patrocinada pelo tubarão que é o peixe mais natural dessa região da África.Para o Brasil ficou bom mas para o Surf ficou a sensação estranha, nem saiu sangue foi só teatro.Comemora Adriano de Souza tua sorte esta em alta até o Jack africano te ajudou só não va vacilar em Teahupoo.

SÁBADO 18 DE JULHO 2015
MEDINA, ALEJO E MINEIRINHO NAS QUARTAS DE FINAL

Depois de três dias parado por falta de ondas, o J-Bay Open recomeçou neste sábado, mas as condições do mar ainda não estavam boas em Supertubes e só foi realizada a quarta fase, que não era eliminatória. O número 1 do Jeep Leaderboard, Adriano de Souza, ganhou a segunda vaga direta para as quartas de final, depois Gabriel Medina venceu o confronto de quinze títulos mundiais com Kelly Slater e Mick Fanning e Alejo Muniz fez a melhor apresentação do dia no confronto que acabou fechando o sábado em Jeffreys Bay, na África do Sul. A única derrota brasileira foi de Wiggolly Dantas na bateria vencida por Mineirinho, mas ele tem uma segunda chance de classificação para as quartas de final contra o australiano Julian Wilson na quinta fase da etapa sul-africana do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour.

Alejo Muniz (Foto: Kelly Cestari - WSL)

Alejo Muniz (Foto: Kelly Cestari – WSL)

Esta rodada eliminatória ficou para abrir o último dia do prazo, com a primeira chamada marcada para as 7h30 do domingo na África do Sul, 2h30 da madrugada pelo fuso horário de Brasília. O primeiro duelo será entre o norte-americano Nat Young e o australiano Kai Otton, com o vencedor avançando para enfrentar Adrian Buchan na abertura das quartas de final. Adriano de Souza vai disputar a segunda vaga para as semifinais com quem passar do confronto entre Wiggolly Dantas e Julian Wilson. Gabriel Medina está na terceira quarta de final aguardando Kelly Slater ou Michel Bourez, adversários na terceira bateria da quinta fase. Na última, a briga será entre Mick Fanning e o havaiano Keanu Asing para definir o oponente de Alejo Muniz, que fez os recordes do sábado em Jeffreys Bay, nota 8,17 e 14,34 pontos.

“Como estou competindo como wildcard (convidado), certamente há menos pressão sobre mim por resultado e estou podendo surfar tranquilo”, disse Alejo Muniz, após a vitória sobre Michel Bourez e Keanu Asing. “Todo o meu foco esse ano era no Qualifying Series, pois perdi minha vaga no CT no ano passado. Mas, eu já atingi os pontos que precisava para me requalificar e estou procurando só me divertir aqui em J-Bay, tentando pegar boas ondas para fazer o meu melhor nas baterias”.

Ao contrário de Alejo, Adriano de Souza está superfocado em conquistar mais um bom resultado na corrida do título mundial da temporada. Mineirinho fez uma excelente “perna australiana”, começando com um terceiro lugar na Gold Coast, segundo em Bells Beach e vitória em Margaret River, quando tirou a “lycra” amarela do Jeep Leaderboard de Mick Fanning. O australiano defende o título do J-Bay Open e é um dos principais concorrentes, principalmente após a eliminação em 13.o lugar do vice-líder, Filipe Toledo, no duelo verde-amarelo da terceira fase com Alejo Muniz.

Adriano de Souza (Foto: Kelly Cestari - WSL)

Adriano de Souza (Foto: Kelly Cestari – WSL)

No sábado, quem começou melhor a sua bateria foi o ubatubense Wiggolly Dantas com notas 5,17 e 7,40 em suas primeiras ondas. Mineirinho conseguiu fazer uma boa que valeu nota 7,00, mas ficou em segundo até a sua última apresentação, quando arrancou um 6,00 dos juízes para virar o placar para 13,00 a 12,57 pontos. O norte-americano Nat Young não acompanhou o ritmo dos brasileiros e terminou em último com 8,77 nas duas notas computadas.

“Eu estou feliz por estar com a camisa amarela de líder do ranking, mas por outro lado eu tenho que ficar sempre realmente focado e preciso ter muito cuidado neste evento, porque temos muitos bons surfistas ainda na briga”, disse Adriano de Souza. “Este campeonato é muito perigoso e eu tenho que fazer o meu melhor aqui para ir prosseguindo, sempre focando em bateria a bateria, dia a dia, sem pensar lá na frente. Estou feliz por passar direto para as quartas de final e vamos ver como vai ser amanhã (domingo)”.

O terceiro confronto do sábado era o mais esperado, desde que ele foi formado com os resultados da terça-feira em Jeffreys Bay. Eram quinze títulos mundiais se apresentando nas direitas de Supertubes, porém, infelizmente, poucas ondas boas entraram na bateria e o atual campeão, Gabriel Medina, levou a melhor computando notas 6,73 e 6,17 para vencer por 12,90 pontos, contra 12,27 de Kelly Slater e 9,94 do defensor do título do J-Bay Open, Mick Fanning. Enquanto o australiano está brigando na ponta de cima da tabela de classificação, Slater e Medina correm atrás de um ótimo resultado para subirem no ranking, pois no momento ocupam apenas a 11.a e vigésima posições, respectivamente.

Gabriel Medina (Foto: Kirstin Scholtz - WSL)

Gabriel Medina (Foto: Kirstin Scholtz – WSL)

“Eu sabia que ia ser uma bateria difícil, mas não tivemos muitas ondas para surfar, infelizmente”, disse Gabriel Medina. “Vendo as baterias anteriores, até pensei que as ondas estavam melhorando, mas foi bastante complicado lá fora. Estava difícil de encontrar as boas, mas felizmente eu consegui duas notas regulares para vencer. Eu estava amarradão em ter a chance de competir com esses caras numa mesma bateria. Eu vejo eles surfarem desde que eu era criança e hoje (sábado) foi como um sonho se tornando realidade. No ano passado já foi incrível disputar o título mundial com eles e é sempre muito bom competir contra eles”.

O J-Bay Open está sendo transmitido ao vivo pelowww.worldsurfleague.com e também pela Fox Sports para a Austrália, pela MCS Extreme para a França, EDGE Sports para a China, Coréia do Sul, Malásia e outros territórios e no Brasil terá cobertura especial da TV Globo e dos canais ESPN. O link também pode ser acessado clicando-se no banner do evento na capa dowww.wslsouthamerica.com e a primeira chamada da quarta-feira está marcada para as 7h30 em Jeffreys Bay, 2h30 da madrugada pelo fuso horário de Brasília.

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TERÇA 14 DE JULHO 2015

04 BRASILEIROS ENTRE OS 12 MELHORES NA ÁFRICA.

O paulista Adriano “Mineirinho” de Souza despachou o norte-americano Dane Reynolds para seguir defendendo a ponta do Jeep Leaderboard no J-Bay Open, mas quem brilhou nas ondas de 2-4 pés da terça-feira em Supertubes foram o campeão mundial Gabriel Medina e o catarinense Alejo Muniz, que fizeram os recordes do dia na África do Sul. Além deles, outro integrante da “seleção brasileira” do WCT que se destacou foi o paulista Wiggolly Dantas, ao derrotar o campeão mundial Joel Parkinson no primeiro duelo do dia. Os quatro agora terão duas chances de classificação para as quartas de final da sexta etapa do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour, que tem prazo até domingo para ser encerrada em Jeffreys Bay.

Adriano de Souza (Foto: Kelly Cestari - WSL)

Adriano de Souza (Foto: Kelly Cestari – WSL)

“Cada dia o mar é diferente aqui e você tem que se preparar para qualquer tipo de condição”,disse Adriano de Souza. “Eu queria ter competido nas condições incríveis de ontem (segunda-feira), mas minha bateria ficou para hoje e foi bem difícil minha bateria porque não deu muita onda boa. Eu notei isso logo e tentei colocar pressão nele (Dane Reynolds), o que acabou dando certo. Estou feliz por seguir em frente e me sinto realmente preparado para J-Bay. Eu cheguei aqui dez dias antes de começar o evento para treinar e espero sair daqui com mais um bom resultado”.

Na primeira rodada classificatória para as quartas de final, Mineirinho vai enfrentar o norte-americano Nat Young e o também paulista Wiggolly Dantas, que abriu a terça-feira com uma vitória expressiva sobre o experiente campeão mundial Joel Parkinson. Adriano agora pode ganhar vantagem na corrida do título mundial, principalmente depois da eliminação do vice-líder, Filipe Toledo, para o seu companheiro de equipe, Alejo Muniz, no confronto brasileiro que fechou o dia em Jeffreys Bay. Filipe liderava a bateria com notas 8,33 e 8,90 até os últimos minutos, quando o catarinense achou uma onda excelente e manobrou forte para arrancar a maior nota do dia, 9,80. Com ela, virou o placar para 17,83 a 17,23 pontos. No ano passado, os dois também se enfrentaram em Jeffreys Bay e o resultado foi o mesmo.

Alejo Muniz (Foto: Kirstin Scholtz - WSL)

Alejo Muniz (Foto: Kirstin Scholtz – WSL)

“Eu não sei de onde essa onda veio, mas eu sabia que seria a única chance que eu tinha pra vencer”, disse Alejo Muniz. “O Filipe (Toledo), para mim, é o melhor surfista do momento. Ele não precisa de uma grande onda para obter as pontuações mais altas, mas essa minha última onda foi incrível. No ano passado eu sai do CT, mas aprendi muito e coloquei tudo em prática no QS esse ano, que era meu objetivo principal nessa temporada. Eu já garanti minha vaga para o ano que vem e estou feliz por ter mais uma oportunidade de fazer algumas baterias aqui em J-Bay”.

Não fosse a nota 9,80 de Alejo Muniz, Gabriel Medina teria sido o recordista absoluto da terça-feira em Supertubes. Ele não deu qualquer chance para o australiano Matt Wilkinson e saiu arriscando seus aéreos espetaculares logo na primeira onda que surfou e valeu nota 9,47. Na segunda tirou 9,07, que depois trocou pelo 9,60 que recebeu em sua última apresentação para fazer o maior placar do J-Bay Open esse ano, 19,07 pontos de 20 possíveis. Finalmente, Medina surfou como um campeão mundial e ele necessita de bons resultados para sair da incômoda vigésima posição no ranking que garante os 22 primeiros para a elite dos top-34 do ano que vem.

“Foi uma bateria muito divertida e fiquei feliz porque surfei um monte de ondas boas”, disse Gabriel Medina, que terá um confronto de quinze títulos mundiais na quarta fase, contra Kelly Slater (11) e Mick Fanning (3), que defende o título do J-Bay Open e está na briga direta pela liderança do ranking. “O ano tem sido muito difícil para mim e foi bom ter passado da terceira fase aqui. A próxima rodada não é eliminatória, então dá para surfar mais relaxado porque tem outra chance de classificação. Dá para escolher melhor as ondas e eu só quero continuar surfando o melhor que posso nas baterias”.

Gabriel Medina (Foto: Kelly Cestari - WSL)

Gabriel Medina (Foto: Kelly Cestari – WSL)

Nesta quarta fase, os vencedores das baterias avançam direto para as quartas de final, mas os perdedores têm uma segunda chance de classificação na última repescagem do campeonato. A primeira vaga será disputada pelos australianos Julian Wilson, Kai Otton e Adrian Buchan. A segunda bateria terá participação dupla do Brasil, com Adriano de Souza e Wiggolly Dantas enfrentando o norte-americano Nat Young. Depois vem o confronto de campeões mundiais com o defensor do título, Gabriel Medina, Mick Fanning e Kelly Slater. E a batalha pela última vaga direta para as quartas de final será entre o taitiano Michel Bourez, o havaiano Keanu Asing e o brasileiro Alejo Muniz.

O J-Bay Open está sendo transmitido ao vivo pelowww.worldsurfleague.com e também pela Fox Sports para a Austrália, pela MCS Extreme para a França, EDGE Sports para a China, Coréia do Sul, Malásia e outros territórios e no Brasil terá cobertura especial da TV Globo e dos canais ESPN. O link também pode ser acessado clicando-se no banner do evento na capa dowww.wslsouthamerica.com e a primeira chamada da quarta-feira está marcada para as 7h30 em Jeffreys Bay, 2h30 da madrugada pelo fuso horário de Brasília.

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SEXTA 10 DE JULHO 2015

BRASIL VAI EM BANDO PARA REPESCAGEM

Depois de dois dias de espera pelas ondas, elas chegaram em Supertubes na sexta-feira para o início do J-Bay Open em séries irregulares de 3-5 pés e nenhum brasileiro conseguiu vencer no mar difícil do primeiro dia em Jeffreys Bay, na África do Sul. O número 1 do Jeep Leaderboard, Adriano de Souza, foi quem chegou mais perto da classificação direta para a terceira fase, mas acabou derrotado pelo aéreo que o norte-americano Kolohe Andino acertou no último minuto da bateria. Todos os nove brasileiros vão ter que disputar a segunda fase que ficou para abrir o sábado, com os líderes do ranking, Mineirinho e Filipe Toledo, enfrentando os dois convidados da África do Sul nos primeiros duelos eliminatórios do J-Bay Open.

Kelly Slater (Foto: Kelly Cestari - WSL)

Kelly Slater (Foto: Kelly Cestari – WSL)

Sem os tubos que são a principal característica das ondas em Supertubes, as maiores notas da sexta-feira saíram para as manobras aéreas e as de borda nas paredes das longas direitas de Jeffreys Bay. Foi assim que o onze vezes campeão mundial, Kelly Slater, fez os recordes do primeiro dia. Ele completou um aéreo rodando muito alto para tirar nota 8,17 e depois massacrou uma boa onda com sua variedade de batidas e rasgadas para ganhar 8,83 e totalizar imbatíveis 17,00 pontos de 20 possíveis na primeira fase do J-Bay Open. Slater já venceu a etapa sul-africana do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour quatro vezes e precisa de precisa de outra vitória para entrar na briga do título da temporada.

“Eu me senti muito bem na bateria, assim como no freesurf que fiz ontem (quinta-feira) aqui”, disse Kelly Slater. “Eu estava bem calmo e fiquei assistindo as baterias antes da minha para saber onde me posicionar no mar, que ondas pegar e ver quem estava fazendo o quê para ganhar notas altas. Na verdade, não me sinto como quem foi o destaque do dia hoje (sexta-feira). Eu tenho que fazer alguma coisa diferente, porque preciso de pontos agora para melhorar minha posição no ranking”.

VITÓRIAS NORTE-AMERICANAS – Slater ocupa a 11.a posição na classificação geral das cinco etapas já disputadas. Na primeira metade do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour, a batalha pelo título mundial ficou concentrada entre surfistas do Brasil e da Austrália, com Adriano de Souza e Filipe Toledo encabeçando o Jeep Leaderboard, seguidos por Owen Wright em terceiro lugar, Mick Fanning em quarto, Julian Wilson em quinto e Taj Burrow em sexto. Somente esses vão brigar pela liderança no ranking que Mineirinho assumiu com a vitória na etapa que fechou a “perna australiana” em Margaret River. No entanto, no primeiro dia do J-Bay Open foram os norte-americanos que se destacaram em Supertubes.

Adriano começou bem a sua bateria com nota 6,67, depois surfou outra onda parecida que valeu 6,57 e liderou o confronto até o último minuto. Foi quando o norte-americano Kolohe Andino arriscou um aéreo e aterrissou com perfeição para arrancar nota 7,93 dos juízes e virar o placar para 14,03 a 13,24 pontos. O sul-africano Slade Prestwich terminou em último e vai voltar a enfrentar Adriano de Souza no primeiro duelo eliminatório em Jeffreys Bay. O segundo será o do vice-líder, Filipe Toledo, que não achou as ondas na sua bateria vencida por outro norte-americano, Dane Reynolds, com Michael February, também da África do Sul. Ele entrou na última hora para substituir o australiano Matt Banting, que contundiu o joelho enquanto treinava para o campeonato na quinta-feira.

 
QUARTA 08 DE JULHO 2015

MINEIRINHO E TOLEDO TENTAM SE MANTER NO TOPO

Começa nesta quarta-feira o prazo do sexto desafio do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour na África do Sul, com os brasileiros Adriano de Souza e Filipe Toledo defendendo a dianteira na corrida do título mundial nas longas direitas de Jeffreys Bay, em Eastern Cape. A briga entre eles é fase a fase, mas quatro australianos também podem assumir a ponta do ranking no J-Bay Open, Owen Wright, Mick Fanning, Julian Wilson e Taj Burrow. A “seleção brasileira” do WCT competirá reforçada pelos catarinenses Alejo Muniz e Tomas Hermes nesta etapa que vai até o dia 19 na África do Sul. A chamada do primeiro dia foi marcada para as 7h30, 2h30 da madrugada pelo fuso horário de Brasília.

Adriano de Souza em Jeffreys Bay no ano passado (Foto: Kirstin Scholtz / WSL)

Adriano de Souza em Jeffreys Bay no ano passado (Foto: Kirstin Scholtz / WSL)

Os cinco surfistas que vão brigar pela “lycra amarela” de número 1 do Jeep Leaderboard do Mineirinho, estão escalados nas primeiras baterias do J-Bay Open. Taj Burrow abre o campeonato com dois surfistas que voltam de contusões, o taitiano Michel Bourez e o norte-americano Brett Simpson. Julian Wilson entra na disputa seguinte com dois brasileiros, o paulista Miguel Pupo e o catarinense Alejo Muniz, que assumiu a liderança no ranking do WSL Qualifying Series com a vitória no último domingo no QS 10000 Ballito Pro, também na África do Sul. Com o título, Alejo já confirmou o seu retorno a elite dos top-34 da World Surf League para o ano que vem.

Na terceira bateria, Owen Wright, que faturou o título na final australiana com Julian Wilson na etapa passada, em Fiji, compete com seu compatriota Kai Otton e o norte-americano C. J. Hobgood. Na quarta, o paulista Filipe Toledo estreia também com um australiano e um americano, Adam Melling e Dane Reynolds, respectivamente. E na quinta, o defensor do título do J-Bay Open, Mick Fanning, enfrenta o igualmente australiano Matt Banting e Tomas Hermes, o outro brasileiro que entrou nas vagas dos contundidos John John Florence, do Havaí, e Jeremy Flores, da França.

Depois de ver os seus cinco desafiantes ao posto de número 1 do Jeep Leaderboard competirem nas direitas de Supertubes, em Jeffreys Bay, Adriano de Souza começa a defender a “lycra” amarela pela terceira etapa consecutiva, contra o norte-americano Kolohe Andino e o convidado sul-africano desta etapa, Slade Prestwich. E mais quatro integrantes da “seleção brasileira” do WCT se apresentam nas últimas baterias da primeira fase.

O paulista Wiggolly Dantas está na nona com o norte-americano Nat Young e o australiano Adrian Buchan. No confronto seguinte, os potiguares Italo Ferreira e Jadson André estreiam juntos com o havaiano Fredrick Patacchia. E o atual campeão mundial, Gabriel Medina, que ocupa uma incômoda vigésima posição no ranking e ainda busca um bom resultado esse ano, entra na 12.a e última bateria com o vice-campeão do J-Bay Open em 2014, Joel Parkinson, da Austrália, e o havaiano Keanu Asing. Esta primeira rodada não é eliminatória, com os vencedores passando direto para a terceira fase e os perdedores tendo uma segunda chance de classificação na repescagem.

O J-Bay Open será transmitido ao vivo pelo www.worldsurfleague.com e também pela Fox Sports para a Austrália, pela MCS Extreme para a França, EDGE Sports para a China, Coréia do Sul, Malásia e outros territórios e no Brasil terá cobertura especial da TV Globo e dos canais ESPN. O link também pode ser acessado clicando-se no banner do evento na capa do www.wslsouthamerica.com

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João Carvalho – Assessoria de Imprensa da WSL South America – jcarvalho@worldsurfleague.com

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PRIMEIRA FASE DO J-BAY OPEN – Vitória=Terceira Fase / 2.o e 3.o=Segunda Fase:

1.a: Taj Burrow (AUS), Michel Bourez (TAH), Brett Simpson (EUA)

2.a: Julian Wilson (AUS), Miguel Pupo (BRA)Alejo Muniz (BRA)

3.a: Owen Wright (AUS), Kai Otton (AUS), C. J. Hobgood (EUA)

4.a: Filipe Toledo (BRA), Adam Melling (AUS), Dane Reynolds (EUA)

5.a: Mick Fanning (AUS), Matt Banting (AUS), Tomas Hermes (BRA)

6.a: Adriano de Souza (BRA), Kolohe Andino (EUA), Slade Prestwich (AFR)

7.a: Josh Kerr (AUS), Sebastian Zietz (HAV), Dusty Payne (HAV)

8.a: Kelly Slater (EUA), Matt Wilkinson (AUS), Glenn Hall (IRL)

9.a: Nat Young (EUA), Wiggolly Dantas (BRA), Adrian Buchan (AUS)

10: Italo Ferreira (BRA)Jadson André (BRA), Fredrick Patacchia (HAV)

11: Bede Durbdige (AUS), Jordy Smith (AFR), Ricardo Christie (NZL)

12: Gabriel Medina (BRA), Joel Parkinson (AUS), Keanu Asing (HAV)


DOMINGO 05 DE JULHO 2015

ALEJO BRILHA NA ÁFRICA

O catarinense Alejo Muniz, 25 anos, garantiu 100% de vitorias brasileiras em etapas do QS 10000 esse ano e assumiu a liderança no ranking do Qualifying Series que classifica dez surfistas para a elite dos top-34 da World Surf League. Antes de Alejo conquistar o título do Ballito Pro na final com o australiano Davey Cathels, 24, neste domingo na África do Sul, Filipe Toledo, 20, tinha vencido a primeira de 10.000 em Trestles nos Estados Unidos e o também paulista Alex Ribeiro, 25, sido campeão do Quiksilver Pro Saquarema no Brasil. Para chegar a decisão em Willard Beach, o catarinense passou pela semifinal brasileira com o paulista Caio Ibelli, 21, que subiu do 11.o para o terceiro lugar no ranking das quatorze etapas completadas em KwaZulu-Natal.Já o potiguar Italo Ferreira, 20, e o argentino Santiago Muniz, 22, perderam nas quartas de final que abriram o último dia e terminaram em quinto lugar na África do Sul.

Alejo Muniz destruindo as direitas de Willard Beach (Foto: Kelly Cestari - WSL)

Alejo Muniz destruindo as direitas de Willard Beach (Foto: Kelly Cestari – WSL)

“Foi uma semana incrível para mim e eu gostaria de agradecer a todos que vieram a praia hoje assistir o campeonato e quem torceu pra mim das suas casas pela internet”, disse Alejo Muniz, que teve seu nome gravado no troféu novinho em folha criado para o Ballito Pro esse ano. “Quero dedicar este troféu ao meu irmão (Santiago Muniz), porque ele é uma pessoa incrível e sempre está me incentivando, então procuro apenas tentar ser como ele, uma pessoa boa e realmente focada em surfar. Também ofereço este título a todos os brasileiros que vieram na praia hoje (domingo) para me apoiar e eu amo Ballito”.

Usando a força e a variedade das manobras de frontside como principal arma nas direitas de Willard Beach, Alejo Muniz foi conseguindo notas no critério excelente (de 8 a 10) para derrotar os três adversários que enfrentou no domingo decisivo do QS 10000 Ballito Pro. Na quarta de final contra o norte-americano Kanoa Igarashi, 17 anos, ganhou notas 8,33 e 8,17 nas duas últimas ondas que surfou para vencer por 16,50 a 13,33 pontos. No duelo brasileiro com Caio Ibelli, computou notas 7,70 e 7,67 na vitória por 15,37 a 13,63. E na grande final, abriu a bateria com 7,83 e surfou a sua melhor onda no domingo para sacramentar a conquista do título com uma nota 9,33. Alejo faturou o prêmio máximo de 40.000 dólares e os 10.000 pontos no ranking por 17,16 a 10,03 pontos do australiano Davey Cathels.

VAGA GARANTIDA – O catarinense ficou ainda mais feliz com a vitória quando soube que já atingiu o número de pontos necessários para garantir classificação para o WCT de 2016. Ele fez parte da elite dos top-34 por quatro anos até perder sua vaga no ano passado, mas já garantiu o retorno com os 10.000 pontos conquistados na África do Sul. “Isso é uma notícia incrível. É um sonho se tornando realidade, o de poder voltar a competir contra os melhores surfistas do mundo, contra os nossos ídolos. Tenho muito trabalho a fazer ainda, mas se estão dizendo que já estou garantido, eu acredito nisso e obrigado pela informação, pois não sabia”.

Os brasileiros vinham se destacando desde as triagens disputadas no domingo passado, com os paulistas Robson Santos e Flavio Nakagima ganhando as duas vagas de convidados que faltavam para completar os 96 participantes do terceiro QS 10000 do ano. Depois o cearense Michael Rodrigues foi o recordista absoluto nos dois primeiros dias, já estreando com a primeira e única nota 10 do campeonato quando atingiu incríveis 19,20 pontos de 20 possíveis na segunda-feira em Bathers Beach. Seus aéreos também arrancaram as maiores notas na terça-feira. Depois o evento ficou parado por dois dias e retornou no sábado, quando o cearense acabou eliminado e quem brilhou foi o potiguar Italo Ferreira e o catarinense Alejo Muniz com as melhores performances do dia em Willard Beach.

Foi com a classificação para as quartas de final que Alejo Muniz garantiu a liderança no ranking do WSL Qualifying Series e a única ameaça era Caio Ibelli, que poderia assumir a ponta se ganhasse o Ballito Pro. O paulista já havia vencido um duelo brasileiro com o potiguar Italo Ferreira pelas quartas de final, mas perdeu o confronto direto com o catarinense e permaneceu na terceira colocação que tinha alcançado com a sua passagem para o domingo. Além de Alejo e Caio, só mais um brasileiro figura no grupo dos dez surfistas que se classificam para o WCT após o QS 10000 da África do Sul, o paulista Alex Ribeiro em quinto lugar.

“O terceiro lugar no ranking está ótimo para mim e vou continuar treinando forte para que eu possa me manter neste grupo dos primeiros colocados até o fim do ano”, prometeu Caio Ibelli. “As ondas estavam boas hoje (domingo) e acho que minha primeira onda na bateria contra o Alejo (Muniz) poderia ter me levado até a final se eu não tivesse caído na manobra. Depois eu não consegui achar outras ondas tão boas para obter os pontos que precisava pra vencer, mas estou feliz pelo terceiro lugar no campeonato também e parabéns ao Alejo por mais uma vitória brasileira”.

O cearense Michael Rodrigues tinha entrado no G-10 com suas vitórias nas duas primeiras fases, mas no domingo foi ultrapassado pelos australianos Davey Cathels e Mitch Coleborn, que disputaram a segunda semifinal. Ele caiu do décimo para o 12.o lugar e ficou na porta de entrada da zona de classificação para o WCT, logo abaixo do norte-americano Kolohe Andino que está fechando a lista no momento. Os próximos brasileiros são Filipe Toledo em 13.o e Italo Ferreira em 16.o, mas os dois estão garantindo suas permanências na elite dos top-34 entre os 22 primeiros colocados na divisão principal da World Surf League e dispensam as vagas pelo ranking de acesso, assim como o francês Jeremy Flores que liderava o WSL Qualifying Series até Alejo Muniz assumir a ponta na África do Sul.

Davey Cathels entrou no G-10 com o vice-campeonato na África do Sul (Foto: Kelly Cestari - WSL)

Davey Cathels entrou no G-10 com o vice-campeonato na África do Sul (Foto: Kelly Cestari – WSL)

BRASIL X AUSTRÁLIA – Esta foi a segunda etapa que o catarinense venceu esse ano. A primeira foi o QS 6000 Burton Automotive Pro em Newcastle, na Austrália, onde derrotou outro australiano na decisão, o bicampeão mundial Pro Junior, Jack Freestone. Este confronto Brasil x Austrália vem centralizando as atenções nas principais competições da World Surf League esse ano. Na África do Sul, as semifinais foram só com surfistas destes dois países, a primeira entre Alejo Muniz e Caio Ibelli e a segunda entre Davey Cathels e Mitch Coleborn. Agora os brasileiros estão no topo dos dois rankings, com Adriano de Souza e Filipe Toledo liderando a corrida pelo título mundial no WCT e Alejo Muniz encabeçando o QS com Caio Ibelli em terceiro lugar.

A próxima batalha deste combate já começa na quarta-feira com o J-Bay Open promovendo o sexto desafio do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour nas direitas de Supertubes, em Jeffreys Bay, ainda na África do Sul. Pelo WSL Qualifying Series, também nesta semana acontece o QS 3000 de Acapulco, no México, depois tem o quarto QS 10000 do ano a partir de 26 de julho na Califórnia, Estados Unidos, o tradicional US Open of Surfing em Huntington Beach, que no ano passado foi encerrado com outra vitória brasileira de Filipe Toledo. Esta etapa termina em 02 de agosto e em seguida, nos dias 4 a 9, o QS 1500 Maui and Sons Arica World Star define o campeão regional da WSL South America nas grandes ondas de El Gringo, em Arica, no Chile.
 

G-10 NO RANKING DO WSL QUALIFYING SERIES 2015 – 14 etapas:

Alejo Muniz campeão do Ballito Pro 2015 (Foto: Kelly Cestari - WSL)

Alejo Muniz campeão do Ballito Pro 2015 (Foto: Kelly Cestari – WSL)

1.o: Alejo Muniz (BRA) – 22.250 pontos

2.o: Jeremy Flores (FRA) – 16.400

3.o: Caio Ibelli (BRA) – 15.300

4.o: Joan Duru (FRA) – 13.050

5.o: Alex Ribeiro (BRA) – 13.020

6.o: Davey Cathels (AUS) – 12.670

7.o: Jack Freestone (AUS) – 12.550

8.o: Stu Kennedy (AUS) – 12.300

9.o: Mitch Coleborn (AUS) – 11.200

10.o: Ryan Callinan (AUS) – 10.450

11.o: Kolohe Andino (EUA) – 10.360










SEXTA FEIRA 03 DE JULHO 2015

07 BRASILEIROS CHEGAM NA FASE
DOS 24 MELHORES EM BALLITO.


O cearense Michael Rodrigues brilhou de novo nas ondas de Bathers Beach com a melhor apresentação pelo segundo dia consecutivo no QS 10000 Ballito Pro e mais seis brasileiros vão disputar classificação para as oitavas de final na África do Sul. A Austrália também tem sete concorrentes ao título da terceira etapa com pontuação máxima do ano no WSL Qualifying Series e mais dez surfistas de outros países passaram suas baterias na quarta-feira em KwaZulu-Natal. São quatro da França, dois do Havaí, um dos Estados Unidos, um da Espanha, um da Nova Zelândia e o argentino Santiago Muniz completando o pelotão sul-americano que avançou para a rodada dos 24 melhores do QS 10000 da África do Sul.

Italo Ferreira voando nas esquerdas de Ballito (Foto: Kelly Cestari - WSL)

Italo Ferreira voando nas esquerdas de Ballito (Foto: Kelly Cestari – WSL)

A quarta-feira começou e terminou com vitórias brasileiras nas ondas de 1 metro com boa formação principalmente para as manobras aéreas em Ballito. O irmão mais velho de Santiago, Alejo Muniz, que sempre representou o Brasil e Santa Catarina nas competições, ganhou a primeira do dia e a última foi vencida por outro ex-top da elite mundial, o cearense Heitor Alves. Além deles, Michael Rodrigues com os recordes do dia, o potiguar Italo Ferreira e o argentino Santiago Muniz também saíram do mar em primeiro lugar, enquanto o potiguar Jadson André e os paulistas Caio Ibelli e David do Carmo classificaram-se em segundo nas suas baterias.

A combinação dos resultados acabou formando um confronto verde-amarelo para definir duas vagas para as oitavas de final na quarta bateria da terceira fase, entre Italo Ferreira, Caio Ibelli e David do Carmo. Um deles terminará em 17.o lugar no Ballito Pro apresentado pela Billabong, recebendo 2.700 dólares de prêmio e 2.200 pontos para o ranking do WSL Qualifying Series. Os dois que passarem para as oitavas de final já garantem 4.300 dólares e 3.700 pontos e Jadson André e Heitor Alves também competirão juntos, contra o australiano Soli Bailey na última bateria. Alejo Muniz está na primeira contra dois surfistas de outros países, assim como seu irmão, Santiago, na sexta e Michael Rodrigues na sétima.

O cearense novamente apresentou um surfe de alta performance, combinando manobras modernas de borda executadas com pressão e velocidade, além de uma boa variação de aéreos. Na terça-feira, Michael Rodrigues estreou na África do Sul com a primeira e até agora única nota 10 do Ballito Pro, registrando incríveis 19,20 pontos de 20 possíveis. Na quarta-feira, ele ganhou nota 9 em sua melhor onda e totalizou 17,40 pontos na vitória sobre os australianos Soli Bailey e Nathan Hedge e o havaiano Alex Smith, com os dois últimos sendo eliminados da competição.

Outro brasileiro que se destacou novamente, assim como na terça-feira, foi o potiguar Italo Ferreira, que voltou a completar aéreos rodando com segurança nas esquerdas de Bathers Beach para despachar mais um australiano, Perth Standlick, além do irlandês Glenn Hall. O havaiano Ezekiel Lau passou em segundo nessa bateria. Depois, o cearense Heitor Alves também superou dois surfistas da Austrália como seu conterrâneo, Michael Rodrigues. Davey Cathels derrotou Thomas Woods na briga pela última vaga para a terceira fase, com o norte-americano Nathan Yeomans ficando em último.

SEM DOBRADINHAS – Estas três vitórias foram conquistadas contra três estrangeiros e a outra foi em uma das quatro baterias com participação dupla do Brasil que terminaram só com um se classificando. O catarinense Alejo Muniz fez a parte dele, mas o paulista Wiggolly Dantas não achou as ondas e acabou em último lugar na primeira bateria do dia, com o neozelandês Billy Stairmand ficando com a segunda vaga para a rodada dos 24 melhores do Ballito Pro. O australiano Brent Dorrington impediu a segunda dobradinha brasileira ao vencer a quarta bateria. O paulista David do Carmo teve que disputar o segundo lugar com o catarinense Tomas Hermes, que foi eliminado com Noe Mar McGonagle, da Costa Rica.

Dois brasileiros também entraram juntos para disputar a bateria seguinte, vencida pelo francês Maxime Huscenot com Caio Ibelli passando em segundo. O paulista Flavio Nakagima ainda foi superado pelo japonês Hiroto Arai e terminou em quarto lugar. A última chance de uma classificação dupla do Brasil ficou então para o penúltimo confronto do dia, mas novamente eles tiveram que brigar pela segunda vaga e Jadson André foi melhor do que o carioca Lucas Silveira na vitória australiana de Connor O´Leary.

 

QUINTA FEIRA 02 DE JULHO 2015

QUINTA DA CHUVA EM PERNAMBUCO.



Hoje o Surf foi debaixo de muita chuva, quem acordou na madruga conseguiu pegar o terral gelatinoso e ganhou o dia. Pernambuco recebeu muita água nessa madrugada e sustentou o swell com muita onda tubular nessa quinta feira. Logo cedo conferimos o Cupe em Porto de Galinhas e depois aquela passada no Condomínio Proibido. Amanhã promete mais um dia de muita chuva e muito Surf.

  

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SEGUNDA 29 DE JULHO 2015

PERNAMBUCANO EM OLINDA - FINAIS.


Mais um grande evento da Federação Pernambucana de Surf e daAssociação Nordestina de Surf na cidade patrimônio da humanidade, Olinda. No meio da crise que esta abalando o país, a Federação estadual mostra que com trabalhado sério e focado é possiível realizar eventos e continuar desenvolvendo o potencial dos atletas locais e de outros estados que vêm prestigiar o circuito. Nosso Presidente Geraldinho Cavalcanti esta fazendo das tripas coração para manter a realização do circuito que agora só faltam duas etapas que já foram anunciadas para Porto de Galinhas.Apesar de toda dedicação da Federação o mercado ainda não reagiu e várias marcas que utilizam o esporte não correspondem ficando de fora da realização de etapas do apoio aos talentos e de incentivo ao esporte, não podemos aceitar que no momento que temos o Campeão Mundial e dois atletas nordestinos na elite o esporte tenha que mendigar patrocinio e apoio. Parabéns aos atletas que prestigiaram a etapa de Olinda e todos aqueles que tornaram viável a etapa. Nossa cobertura tem apoio das parafinas Brisa Wax e da SecretPoint Surf sua loja em Olinda.
Veja resultados completos no: www.surfcore.com.br

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DOMINGO 28 DE JUNHO 2015
PERNAMBUCANO 2015 - OLINDA.

IVAN SILVA DESFILA EM OLINDA E FATURA
A PROFISSIONAL E A OPEN.


IVAN SILVA COMANDA O ZÉ PEQUENO.

Um dos maiores talentos do Surf pernambucano, o local de Maracaípe IVAN SILVA acaba de vencer as categorias Profissional e Open da terceira etapa do estadual na praia do Zé Pequeno na cidade patrimônio da humanidade, Olinda. Com um Surf muito agressivo nas condições do mar, Ivan soube fazer a leitura das direitas e conseguiu finalizar suas potentes manobras.Ele não teve vida fácil com o 
Cezar Aguiar Molusco dando muito trabalho e no final da bateria o Rhamon Austin ainda emboçou uma reação mas o dia era do Ivan que venceu as principais categorias e saiu consagrado com seu Maracatu. Logo mais cobertura completa desse domingo de finais com um publico excelente prestigiando o evento da Federação Pernambucana de Surf. VALEU IVAN SILVA. Nossa cobertura tem apoio das parafinas Brisa Wax e da SecretPoint Surf sua loja em Olinda.


SÁBADO 27 DE JUNHO 2015.
PERNAMBUCANO 2015 - OLINDA

DIA DE MUITO SURF EM OLINDA.



Dia de muito Surf no segundo dia da terceira etapa do Pernambucano 2015 em Olinda com as categorias PRO, Sênior e Master realizando suas primeiras rodadas e a Pro já definindo os 04 finalistas todos de Maracaípe. Muito prestigiado o sábado com um publico excelente torcendo e vibrando com as manobras arrojadas numa condição de ondas pequenas. Mas é como sempre se comenta, é preciso surfista pra mostrar que tem condição de evento, e isso os atletas mostraram nesse sábado dano nó nos pingos de água do Zé pequeno. Nesse domingo teremos as finais de todas as categorias a partir das 11 h. Venha prestigiar a etapa de Olinda e curtir o show de Surf. Nossa cobertura tem apoio da parafinas Brisa Wax e da Secret Point Surf sua loja em Olinda.

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SEXTA 26 DE JUNHO 2015

PERNAMBUCANO 2015 EM OLINDA



Atravessar as pontes do Recife é o caminho para se chegar na cidade patrimônio da humanidade, Olinda. Nessa sexta começou uma das mais aguardadas etapas do circuito pernambucano na vala do Zé Pequeno. Com certeza a etapa mais importante do ponto de vista da visibilidade que proporciona ao Surf estadual por ser dentro da cidade. Hoje o dia foi dedicado aos amadores e nesse sábado teremos a profissional e as finais no domingo. O mar balançou e durante as baterias Open, junior e mirim tivemos várias disputas equilibradas com os atletas mandando manobras fortes na vala do Zé Pequeno. A maior nota do dia ficou com o local do Xaréu 
Deyvison Santos ,cravou um 8,0 e chegou as finais Junior e Mirim. Nesse sábado as disputas começam as 10:30 com a Sênior, em seguida a Master e na sequência a Profissional. Venha curtir Olinda e o Pernambucano de Surf. Nossa cobertura tem apoio das parafinas Brisa Wax e da Secret Point sua loja em Olinda.

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QUARTA FEIRA 24 DE JUNHO 2015

INVERNO ESTA RASGANDO EM PERNAMBUCO



Hoje dia de São João foi mais um dia de muito Surf com terral fumaçando em vários picos do estado.
Conferindo a Enseada dos Corais e registramos vários momentos do swell junino alegrando a comunidade.

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SEXTA FEIRA 19 DE JUNHO 2015

SEXTA CONFIRMA TERRAL



Esse ano quem dorme perde terral. Com as mudanças do clima temos que voltar a olhar para o céu para entender a época das ondas
, as previsões são falhas e apenas agarrado com a natureza você ainda pode através dos sinais saber a hora do Surf. Nessa sexta
começou muito cedo e acabou de nove horas com a entrada do vento. Na Rota dos Coqueiros conseguimos pegar boas ondas na
Enseada dos Corais e depois na volta passamos pelo CP que estava muito fraco, Quem madruga pega, quem dorme baba no travesseiro.



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QUINTA FEIRA 18 DE JUNHO 2015

FINAL DE TARDE ANUNCIA TERRAL
NA SEXTA EM PERNAMBUCO.


Nessa sexta feira o terral deve proporcionar bons momentos para quem madrugar
nos picos de Surf de pernambuco. O final de tarde mostrou que a quantidade de nuvens
fechando a barra é o melhor indício que o terral deve favorecer a caída matinal.
Agora sabe como é quem dormir perde. Foto feita às 17:00 h em Piedade


TERÇA FEIRA 16 DE JUNHO 2015

AUSTRALIANO DESTRÓI TUDO EM FIJI 
E MARCA DUAS NOTAS 10.


Uma final australiana fechou o Fiji Pro com uma performance histórica de Owen Wright, 25 anos, vencendo Julian Wilson, 26, com duas notas 10 nos tubos de 3 metros de altura em Cloudbreak na terça-feira. Ele já havia feito uma “bateria perfeita” de 20 pontos na segunda-feira e o título em Fiji valia a terceira posição de Mick Fanning, 34 anos, no ranking para os dois finalistas. Os brasileiros Adriano de Souza, 28, e Filipe Toledo, 20, continuam na frente do Jeep Leaderboard, mas os australianos se aproximaram para brigar pela ponta do ranking na próxima etapa do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour nas direitas de Jeffreys Bay, de 08 a 19 de julho na África do Sul.

Owen Wright no tubo nota 10 (Foto: Kirstin Scholtz / WSL)

Owen Wright no tubo nota 10 (Foto: Kirstin Scholtz / WSL)

“Eu nem consigo acreditar em tudo isso que aconteceu. Ganhar o campeonato aqui em Fiji com duas notas 10 é um sonho tornado realidade”, disse Owen Wright, que entrou na corrida pelo título mundial da temporada. “Eu tenho treinado e trabalhado bastante, acompanhando de perto o que os caras tops do circuito estão fazendo e valeu a pena. O Gabriel Medina tem sido uma grande inspiração para mim, especialmente pelo que ele fez aqui neste evento no ano passado, e os outros brasileiros também”.

Medina ficou na terceira fase do Fiji Pro esse ano, assim como os líderes do ranking. Adriano continuou em primeiro com 28.000 pontos e Filipinho tem 27.450, agora seguido de perto por Owen Wright com 26.150 e Mick Fanning com 24.950. Mais dois australianos também passam a ter chances matemáticas de brigar pela “lycra amarela” do brasileiro Adriano de Souza no J-Bay Open, o vice-campeão Julian Wilson que subiu para o quinto lugar no ranking com 23.450 pontos e Taj Burrow com 21.700. Os dois tiraram o Brasil do Fiji Pro nos primeiros confrontos das quartas de final que abriram a terça-feira decisiva na ilha de Tavarua.

O potiguar Italo Ferreira, 21 anos, pegou ótimos tubos de frontside nas esquerdas de Cloudbreak para ganhar duas notas na casa dos 8 pontos, mas Julian Wilson surfou o maior, passando por dentro das sessões que quebravam a sua frente para receber 9,43. Esta nota acabou decidindo a pequena vantagem no placar de 17,36 a 17,00 pontos. O paulista Wiggolly Dantas, 25 anos, entrou na segunda do dia com Taj Burrow, 37, mas faltou tubo para os dois competidores, com poucas ondas boas entrando na bateria. O australiano começou bem com nota 8,77 e o ubatubense não conseguiu reagir na difícil condição do mar, sendo derrotado por 13,37 a 7,40 pontos.

Italo Ferreira (Foto: Kirstin Scholtz / WSL)

Italo Ferreira (Foto: Kirstin Scholtz / WSL)

Mesmo assim, o quinto lugar nas quartas de final do Fiji Pro foi mais um grande resultado para os dois estreantes da “seleção brasileira” no grupo dos top-34 da World Surf League esse ano. Italo Ferreira subiu da 11.a para a oitava colocação no ranking e Wiggolly Dantas ganhou cinco posições, saindo da rabeira na lista dos 22 que são mantidos na elite para o 17.o lugar, ultrapassando o campeão mundial Gabriel Medina que caiu para vigésimo e Miguel Pupo, empatado em 21.o com o australiano Adam Melling.

BATERIAS NOTAS 10 – Se Gabriel Medina fez a festa no ano passado com a vitória inédita do Brasil nas Ilhas Fiji, desta vez os australianos comandaram o espetáculo nos tubos de Cloudbreak nestes dois últimos dias de ondas de mais de 3 metros de altura. O campeão Owen Wright estava abençoado e surfou os tubos mais espetaculares com uma apresentação histórica. Ele foi o único a vencer duas baterias com pontuação máxima numa mesma etapa. Kelly Slater e Joel Parkinson também já fizeram duas “baterias perfeitas”, mas em anos e lugares diferentes. Slater em 2005 nos tubos de Teahupoo no Taiti e em Fiji em 2013. E o australiano em 2008 em Banzai Pipeline no Havaí e também em 2013 em Bali na Indonésia.

Parkinson foi a primeira vítima do campeão na terça-feira. Owen venceu o seu primeiro desafio por 16,60 a 12,84 pontos, com nota 8,93 na sua melhor onda. Na semifinal com Jeremy Flores, já começou a bateria com um tubaço incrível que valeu nota 9,43 e depois tirou um 7,50 para garantir sua vitória mais apertada do último dia. O francês só conseguiu surfar duas ondas, mas foi bem na escolha e quase consegue a segunda vaga para a final com as notas 8,00 e 8,57 que recebeu. Os 16,57 pontos de Jeremy ficaram perto dos 16,93 do australiano.

Julian Wilson e o campeão Owen Wright (Foto: Kirstin Scholtz / WSL)

Julian Wilson e o campeão Owen Wright (Foto: Kirstin Scholtz / WSL)

DECISÃO DO TÍTULO – Depois de um intervalo foi iniciada a grande final do Fiji Pro 2015, mas sem muitas ondas boas de novo e longas calmarias. Depois de surfar grandes tubos nas vitórias sobre Italo Ferreira e Taj Burrow, Julian Wilson não pegou nada justamente na bateria decisiva. Já Owen Wright achou tubos espetaculares, sempre estava no lugar certo e o primeiro canudo valeu 9,60. Depois ele saiu de um mais espetacular que arrancou o primeiro 10 da final. E ainda veio em outra bomba, completando o tubo para fechar a sua segunda bateria perfeita de 20 pontos nas esquerdas de Cloudbreak.

“Eu fiz duas viagens ao Taiti esse ano e acho que é de onde vieram os tubos que entraram para mim na final”, brincou Owen Wright. “Ontem (segunda-feira) já tinha sido um sonho se tornado realidade e hoje foi ainda melhor. Vencer com duas notas 10 é realmente especial. Eu estava vendo o mar antes da bateria e eu sabia que iam entrar alguns tubos grandes. Eu só precisava estar no lugar certo na hora certa e estou muito feliz por estar de volta ao pódio”.






RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO FIJI PRO:

Campeão: Owen Wright (AUS) por 20,00 pontos (10,00+10,00) – US$ 100.000 e 10.000 pontos

Vice-campeão: Julian Wilson (AUS) com 7,84 (notas 4,67+3,17) – US$ 40.000 e 8.000 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 6.500 pontos e US$ 20.000 de prêmio:

1.a: Julian Wilson (AUS) 11.50 x 8.66 Taj Burrow (AUS)

2.a: Owen Wright (AUS) 16.93 x 16.57 Jeremy Flores (FRA)

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com 5.200 pontos e US$ 15.000:

1.a: Julian Wilson (AUS) 17.36 x 17.00 Italo Ferreira (BRA)

2.a: Taj Burrow (AUS) 13.37 x 7.40 Wiggolly Dantas (BRA)

3.a: Owen Wright (AUS) 16.60 x 12.84 Joel Parkinson (AUS)

4.a: Jeremy Flores (FRA) 16.83 x 12.90 Kai Otton (AUS)

TOP-22 NO JEEP LEADERBOARD DA WORLD SURF LEAGUE – após a 5.a etapa em Fiji:

1.o: Adriano de Souza (BRA) – 28.000 pontos

2.o: Filipe Toledo (BRA) – 27.450

3.o: Owen Wright (AUS) – 26.150

4.o: Mick Fanning (AUS) – 24.950

5.o: Julian Wilson (AUS) – 23.450

6.o: Taj Burrow (AUS) – 21.700

7.o: Nat Young (EUA) – 18.250

8.o: Josh Kerr (AUS) – 17.950

8.o: Italo Ferreira (BRA) – 17.950

10: Jeremy Flores (FRA) – 16.750

11: Kelly Slater (EUA) – 16.700

12: John John Florence (HAV) – 16.000

13: Bede Durbidge (AUS) – 15.950

14: Matt Wilkinson (AUS) – 13.250

15: Joel Parkinson (AUS) – 13.200

15: Jadson André (BRA) – 13.200

17: Wiggolly Dantas (BRA) – 13.150

18: Jordy Smith (AFR) – 11.950

19: Sebastian Zietz (HAV) – 11.000

20: Gabriel Medina (BRA) – 10.950

21: Miguel Pupo (BRA) – 9.750

21: Adam Melling (AUS) – 9.750




QUARTA FEIRA 10 DE JUNHO 2015

O CAMPEÃO ESTA NERVOSO.



Depois de perder de forma precoce na etapa do pernambucano, o atual bicampeão Brasileiro Master Pedro Dos Santos Lima,
agora só pensa na etapa nacional em Saquarema. Ontem treinando no CP ele mostrou que não quer perder mais nada
esse ano. Pedro viaja na próxima semana e leva na bagagem a vontade e determinação de se manter no topo,
DETONA BROTHER.

  

TERÇA FEIRA 09 DE JUNHO 2015

IMAGENS FINAIS DO ITAPUAMA SURF FESTIVAL.



DODO CAMPEÃO PRO JUNIOR

Encerrando nossa cobertura do Festival de Surf de Itapuama que recebeu 270 competidores de vários estados brasileiros para disputa da segunda etapa do pernambucano/ nordestino e a terceira etapa do Brasileiro CBS. Parabenizar mais uma vez a Federação Pernambucana , a Associação Nordestina de Surf e a CBS pela realização dessa excelente etapa em Pernambuco. Parabenizar os Campeões e todos os atletas , agradecer aoRicardo Marroquim Jr , a Brisa Wax e a Mklagem Bruzaca pelo apoio na cobertura.

CLIQUE AQUI E VEJA FOTOS DO DOMINGO

SEGUNDA FEIRA 08 DE JUNHO 2015

SEGUNDA SEM LEI ESTRÉIA EM JUNHO.


Sergio Pimentel aproveitando a Vala de Gaíbu.

Nessa segunda Pernambuco amanheceu com todos os picos bombando sem parar. Acompanhado de forte vento alguns
picos protegidos deram show matinal. Depois de olhar vários picos encontrei Gaíbu perfeito com esquerdas e direitas.
Depois a opção foi o Condomínio Proibido com esquerdas perfeitas entrando pela bancada, só quem perdeu foi Bacalhau que
acordou e dormiu.Só alinha na segunda.

  

DOMINGO 07 DE JUNHO 2015

PERNAMBUCO FAZ VALER SUA FORÇA E 
CONQUISTA O BRASILEIRO EM ITAPUAMA




DOUGLAS SILVA CONQUISTA O PRO JUNIOR

Depois de ficar de fora das principais categorias na etapa do estadual, a equipe de Pernambuco reagiu e venceu as principais da etapa 03 do Circuito Brasileiro CBS que acabou a pouco na bela praia de Itapuama no Cabo de Santo Agostinho. 
Douglas Silva foi o grande Campeão da Pro Junior com uma atuação impecável na final levantando a torcida na praia. Na Open vitória do Tiago Silva que veio embalado pela conquista do pernambucano e na Mirim vitória do local de Itapuama Cauã Nunes com nota 9,5 e 15,50 no somatório. Foi mais um grande evento realizado pela CBS, Federação Pernambucana de Surf e Associação Nordestina de Surfque confraternizou com atletas de vários estados do Brasil durante 04 dias do Festival realizando um grande show de Surf com as categorias de base. Parabéns ao nosso Presidente Geraldinho que concretizou com sua equipe um excelente evento mostrando que crise se vence com trabalho. Grande abraço a todos os competidores que enfrentaram condições extremas de correnteza e mar agitado devido ao grande swell seguindo de chuva volumosa que caiu na madrugada do evento e em alguns momentos do dia. Porém nas finais o sol voltou a brilhar e acendeu a luz, VALEU PERNAMBUCO. Logo mais cobertura completa do evento que tem apoio da :PARAFINA Brisa Wax , das PRANCHAS Ricardo Marroquim Jr e da GESTÃO AMBIENTAL Mklagem Bruzaca.

SÁBADO 06 DE JUNHO 2015

ITAPUAMA SURF FESTIVAL
COMEÇA O CIRCUITO BRASILEIRO CBS




Nesse sábado dentro do ITAPUAMA SURF FESTIVAL , tivemos a abertura da terceira etapa do Brasileiro Amador CBS reunindo atletas das categorias de base que buscam vaga para disputar o mundial nos EUA. O vento entrou forte durante todo o dia mas é que a máquina esta ligada oferecendo boas ondulações em todo o litoral pernambucano e deve continuar nesse domingo com as finais. A disputa principal fica por conta do Pro Junior que oferece premiação de R$ 5mil. Venha curtir o último dia do Itapuama Surf Festival nesse domingo e ver show de Surf com os melhores amadores do Brasil. Nossa cobertura tem apoio da Gestão Ambiental Mklagem Bruzaca, da Pranchas Ricardo Marroquim Jr e das Parafinas Brisa Wax.

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SEXTA FEIRA 05 DE JUNHO 2015

ITAPUAMA SURF FESTIVAL

PARAIBANOS FAZEM BARBA CABELO E BIGODE
NA ETAPA DO PERNAMBUCANO.



Espetacular a final da segunda etapa do Pernambucano 2015 de Surf Pro /Am finalizado hoje na cidade do Surf de Itapuama. Com 03 locais de Maracaípe, Halley Batista, Alan Donato e Tiago Silva e o paraibano Elivelton dos Santos tivemos um verdadeiro show de Surf com os atletas se reversando na liderança que só foi definida pelo paraibano faltando poucos minutos para o seu final. Com aéreos impactantes e usando todo seu repertório, o índio voador faturou mais uma etapa em Pernambuco deixando Alan Donato em segundo, Halley em terceiro e Tiago Silva na quarta colocação. Na feminina, domínio da Edjane de Oliveira que duelou com sua conterrânea  Karol Souza, com a pernambucana Marília Lacerda e com a paraense deyse Silva. Na categoria Master mais um título do Saulo Carvalho que já acumula um recorde de pódios nos eventos do estado, com essas 03 categorias na sacola a Paraíba fez barba cabelo e bigode na etapa dois do pernambucano.

Salvando a pátria Maracaipe ficou com 03 categorias: Longboard com Reginaldo Nascimento faturou a Open com Tiago Silva e a Junior com André Labanca.

Na categoria Sênior vitória do potiguar Emanuel  de Sousa que também conhece muito as valas pernambucanas.

Portanto começou em alto nível o Itapuama Surf Festival que agora no sábado e domingo continua com a terceira etapa do Brasileiro Amador CBS com premiação de cinco mil reais para o Pro Junior. Parabéns a Federação Pernambucana e todos aqueles que apoiaram para a realização desse grande evento. Nossa cobertura tem apoio da BRISA WAX, PRANCHAS RICARDO MARROQUIM JR. E MKLAGEM GESTÃO AMBIENTAL.

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QUINTA FEIRA 04 DE JUNHO 2015

ITAPUAMA SURF FESTIVAL COMEÇA
COM A SEGUNDA ETAPA DO PERNAMBUCANO




Nessa quinta feira tivemos o inicio da segunda etapa do Pernambucano 2015 dentro do Festival de Surf de Itapuama que vai até domingo. Foi um dia dedicado as categorias, Sênior, Open e Pro com excelentes condições de ondas na tradicional vala de Itapuama. Mais uma vez a Federação acerta na escolha da data e o excelente nível técnico dos competidores foi recompensado pelas ondulações. Muita confraternização nas areias com atletas de vários estados vindo prestigiar o Festival o que acaba sendo uma grande festa. Na água muito show de Surf com baterias muito disputadas e resultados apertados. Amanhã a maratona começa às 6:30 com dois palanques para atender a grande quantidade de inscritos. Venha prestigiar o Itapuama Surf Festival que vai até domingo. Nossa cobertura tem apoio da PARAFINA Brisa Wax , das PRANCHAS Ricardo Marroquim Jr e da GESTÃO AMBIENTAL Mklagem Bruzaca.

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QUARTA FEIRA 03 DE JUNHO 2015

SALLY DETONA TUDO E VENCE EM FIJI

A australiana Sally Fitzgibbons, 24 anos, conquistou o bicampeonato no Fiji Women´s Pro e entrou na briga pelo título mundial do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour. Sally atacou as esquerdas de 6-10 pés em Cloudbreak na quinta-feira com manobras potentes de backside para derrotar a sul-africana Bianca Buitendag, 21 anos, que também foi vice-campeã no Oi Rio Pro, com duas notas na casa dos 9 pontos. A havaiana Carissa Moore, 22, continua em primeiro no Jeep Leaderboard, mas a disputa na próxima etapa será fase a fase com a norte-americana Courtney Conlogue, 22, e Fitzgibbons passa a ter chance matemática de liderar o ranking com outra vitória em Huntington Beach, de 27 de julho a 2 de agosto na Califórnia, Estados Unidos.

Sally Fitzgibbons (Foto: Kirstin Scholtz / WSL)

Sally Fitzgibbons (Foto: Kirstin Scholtz / WSL)

“Eu estou esgotada e as lágrimas saíram”, disse Sally Fitzgibbons. “Estou estes dois dias com dores ainda (estourou o tímpano esquerdo competindo na terça-feira), mas apenas fui pegando as ondas que o oceano mandava pra mim e estou muito feliz. Era importante ter uma vitória nesta fase do circuito e crédito para a equipe médica que me atendeu aqui. Em face da adversidade, esta é definitivamente uma das vitórias mais especiais que eu já tive”.

Para competir com um tímpano estourado nas séries pesadas de 6-8 pés da quinta-feira em Cloudbreak, Fitzgibbons procurou escolher bem as ondas e manobrar forte porque não tinham muitos tubos. Em sua quarta tentativa na bateria final, a esquerda abriu a parede para mandar uma série de três manobras explosivas de backside e ganhar nota 9,23. Bianca Buitendag reagiu com 6,90 e 7,50 em duas ondas seguidas, mas a australiana pegou outra onda boa para repetir o ataque de três manobras fortes com pressão e velocidade para receber 9,33 que selou a vitória por 18,56 a 14,40 pontos.

“Todos esses anos de treinamento e força mental me ajudaram hoje (quinta-feira)”, disse Fitzgibbons, que subiu da sexta para a terceira posição no ranking com os 10.000 pontos da vitória em Fiji. “Eu realmente tenho uma ligação com o oceano aqui em Fiji, as ondas são poderosas e desafiadoras e me derrubaram algumas vezes hoje também, mas tentei só relaxar e continuar tentando. Você apenas tem que trabalhar bastante porque é isso que todas as meninas estão fazendo e acabam me empurrando pra treinar e treinar cada vez mais para acompanhar o nível delas”.

A sul-africana Bianca Buitendag não conseguiu achar boas ondas para repetir as ótimas atuações do caminho até a sua segunda final consecutiva no Samsung Galaxy WSL Championship Tour. Ela foi a única a ultrapassar a casa dos 18 pontos duas vezes na quinta-feira de mar difícil em Cloudbreak. Venceu a australiana Nikki Van Dijk, 20 anos, nas quartas de final por 18,03 e atingiu 18,40 na semifinal contra a francesa Johanne Defay, 21, recordista do último dia com os 18,60 que totalizou na quarta fase. Bianca Buitedang também foi vice-campeã no Oi Rio Pro perdendo a final para Courtney Conlogue, mas subiu da nona para a sexta posição no ranking das cinco etapas completadas nas Ilhas Fiji.

Bianca Buitendag (Foto: Kirstin Scholtz / WSL)

Bianca Buitendag (Foto: Kirstin Scholtz / WSL)

“Foi um dia incrível para o surf feminino e estou muito orgulhosa da Sally (Fitzgibbons) também”, disse Bianca Buitendag. “Ela é uma verdadeira guerreira e mereceu esta vitória. Claro que estou um pouco decepcionada por não vencer de novo, mas foi um grande evento da World Surf League para nós. Tivemos excelentes ondas e as meninas impressionaram. Para mim, outro segundo lugar me coloca em ótima posição para o restante da temporada”.

A UM PASSO DO PARAÍSO – O último dia do Fiji Women´s Pro começou com a definição das quatro últimas vagas para as quartas de final na rodada das perdedoras da terceira fase. Logo na segunda bateria, a líder Carissa Moore acabou eliminada pela norte-americana Lakey Peterson, 20 anos, por 0,07 no placar encerrado em 14,67 pontos. Bom para a sua compatriota, Courtney Conlogue, que poderia competir em casa no Trestles Women´s Pro com a lycra amarela do Jeep Leaderboard se vencesse sua próxima bateria, só que ela também perdeu para Johanne Defay e permaneceu em segundo no ranking.

A francesa também ficou a um passo do paraíso, mas na outra ponta da tabela de classificação, por um lugar no grupo das dez primeiras colocadas que são mantidas na elite das top-17 da World Surf League para o próximo ano. Johanne mostrou muita atitude em arriscar grandes manobras de backside nas esquerdas de Cloudbreak para despachar a segunda e a terceira colocadas no ranking, Courtney Conlogue e Tyler Wright, 21 anos, respectivamente. Precisava passar para a final para tirar a décima posição da havaiana Coco Ho, 24, mas a francesa não conseguiu superar Bianca Buitendag e ficou em 11.o lugar, seguida por Silvana Lima, 30, em 12.o.

“A Bianca (Buitendag) surfou muito bem e pegou as ondas certas na bateria, então mereceu ir pra final”, disse Johanne Defay. “Foi uma grande bateria, ela é uma das minhas melhores amigas, as ondas estavam perfeitas, notas altas e estou feliz por ter surfado bem nesse lugar incrível. Agora vou voltar pra casa para treinar e já estou ansiosa para a próxima etapa”.

Foto: Kirstin Scholtz / WSL

Foto: Kirstin Scholtz / WSL

DESFALQUES NO FIJI PRO – Depois do taitiano Michel Bourez, mais dois surfistas tiveram que cancelar suas participações no Fiji Pro por contusões, o havaiano John John Florence e o sul-africano Jordy Smith. Eles foram substituídos pelo espanhol Aritz Aranburu e o australiano Jay Davies, com as alterações provocando mudanças nas baterias da primeira fase. O prazo começa no domingo e Kelly Slater agora vai abrir a quinta etapa do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour com o também norte-americano Kolohe Andino e o brasileiro Alejo Muniz.

O próximo brasileiro a competir nos tubos de Cloudbreak é Wiggolly Dantas na terceira bateria, com os australianos Josh Kerr e Jay Davies. O vice-líder do ranking, Filipe Toledo, estreia na seguinte com outro australiano, Adrian Buchan, e o norte-americano Dane Reynolds, um dos convidados do Fiji Pro. Depois tem Adriano de Souza com a lycra amarela do Jeep Leaderboard na sexta bateria contra Kai Otton e o surfista que se classificar numa triagem entre fijianos.

Na sétima, entra o atual campeão mundial e defensor do título desta etapa nas Ilhas Fiji, Gabriel Medina, fazendo sua primeira apresentação contra o francês Jeremy Flores e o norte-americano C. J. Hobgood. Os outros integrantes da “seleção brasileira” do WCT estão escalados nas últimas baterias. Miguel Pupo na nona com o americano Nat Young e o irlandês Glenn Hall, Jadson André na décima com Julian Wilson e Adam Melling e Italo Ferreira na 12.a e última com o também australiano Joel Parkinson e o havaiano Fredrick Patacchia.

TERÇA FEIRA 02 DE JUNHO 2015

BRASILEIRA É ELIMINADA EM FIJI.

Uma estreante na elite de apenas 19 anos de idade roubou a cena no segundo dia do Fiji Women´s Pro, surfando os melhores tubos da terça-feira nas boas ondas de 4-6 pés em Cloudbreak, na ilha de Tavarua, em Fiji. A havaiana Tatiana Weston-Webb superou até a líder do ranking, Carissa Moore, 22 anos, na primeira rodada classificatória para as quartas de final. A vice-líder do Jeep Leaderboard, Courtney Conlogue, 22, manteve a invencibilidade e as outras que já garantiram suas vagas foram a defensora do título, Sally Fitzgibbons, 24, e a também australiana Nikki Van Dijk, 20, que barrou Silvana Lima, 30, no primeiro duelo da terça-feira nas Ilhas Fiji.

Silvana Lima (Foto: Kirstin Scholtz / WSL)

Silvana Lima (Foto: Kirstin Scholtz / WSL)

A brasileira até surfou um bom tubo e liderou quase todo o confronto com as notas 5,33 e 6,33 das suas primeiras ondas, mas não conseguiu aumentar seu placar e Nikki Van Dijk acabou virando o resultado para 12,70 a 11,66 pontos com o 6,77 e 5,93 das duas últimas ondas que surfou na bateria. A australiana abriu e fechou a terça-feira com vitória na ilha de Tavarua, pois conquistou a última vaga direta para as quartas de final batendo a havaiana Malia Manuel e sua compatriota, Tyler Wright, que terão uma segunda chance de classificação na quarta fase da competição.

“Esta última bateria foi um pouco complicada de ondas, mas passei para as quartas de final e estou muito feliz”, disse Nikki Van Dijk, que vai disputar a última vaga para as semifinais contra a vencedora do duelo entre a havaiana Malia Manuel e a sul-africana Bianca Buitendag. “Estou ansiosa para o que está por vir nos próximos dias, porque sei que boas ondas estão a caminho de Fiji. Eu só estou pensando nisso e querendo aproveitar este grande momento”.

Outras duas classificadas para as quartas de final também competiram duas vezes na terça-feira, pois tiveram que disputar a segunda fase por terem estreado com derrotas no Fiji Women´s Pro. A australiana Sally Fitzgibbons despachou a havaiana Mahina Maeda, mas numa queda estourou um tímpano. Voltou ao mar mesmo assim e ganhou a primeira batalha por vagas nas quartas de final vingando a derrota sofrida na primeira fase para Laura Enever, com a norte-americana Lakey Peterson completando esta primeira bateria da terceira fase.

“Foi um dia muito duro pra mim hoje (terça-feira)”, disse Sally Fitzgibbons, que defende o título de campeã em Fiji. “Estourou o meu tímpano esquerdo na minha primeira bateria, mas eu queria voltar lá para tentar surfar, porque teria uma outra chance se perdesse. Eu amo surfar em Fiji e não quero que isso acabe assim. Quero agradecer toda a equipe médica que está realmente me ajudando para que eu possa continuar competindo até o fim”.

MELHOR DO DIA – Já para a havaiana Tatiana Weston-Webb, a terça-feira foi só de alegrias. Ela surfou os tubos mais incríveis do dia, chegando perto da nota máxima com o 9,73 que recebeu na vitória sobre a norte-americana Sage Erickson por imbatíveis 18,23 pontos. Ela mesma foi quem chegou mais perto desta marca pegando outro tubaço na casa dos 9 pontos para bater a número 1 do Jeep Leaderboard e bicampeã mundial Carissa Moore por 17,67 pontos, além da também havaiana Coco Ho. Esta é a terceira vez que a mais jovem integrante da elite das top-17 passa para as quartas de final nas cinco etapas do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour 2015.

Tatiana Weston-Webb (Foto: Steve Robertson / WSL)

Tatiana Weston-Webb (Foto: Steve Robertson / WSL)

“Eu realmente amo essa onda e é muito mágico estar aqui surfando com apenas duas outras meninas”, disse Tatiana Weston-Webb. “Eu estou muito feliz por vencer a Carissa (Moore). Ela é uma das mais difíceis de bater no momento, então estou realmente muito contente por ter conseguido. Eu estava meio frustrada na semana passada porque era muito difícil de surfar aqui com muitas pessoas, então estou adorando estes momentos de poder competir em Cloudbreak só com uma ou duas meninas na água”.

ÚNICA INVICTA – Enquanto a líder Carissa Moore terá que encarar uma bateria extra contra a norte-americana Lakey Peterson na quarta fase, a vice-líder Courtney Conlogue já avançou direto para as quartas de final e agora é a única invicta no Fiji Women´s Pro. As duas são as principais concorrentes ao título mundial da temporada por terem vencido as quatro etapas deste ano. A havaiana ganhou as duas primeiras na Gold Coast e em Bells Beach, com a norte-americana repetindo o feito na última prova da Austrália em Margaret River e no Oi Rio Pro do Brasil.

“Estou muito feliz por estar aqui competindo”, disse Courtney Conlogue, que no ano passado não foi para Fiji por estar contundida. “Eu só estou fazendo meu plano de jogo e tenho certeza que a Carissa (Moore) está fazendo o dela. Ela vai ser difícil de bater na quarta fase e acredito que iremos vê-la nas quartas de final. Eu estou me concentrando apenas em mim mesma, porque se você se preocupar com as outras pessoas pode atrapalhar o seu desempenho”.


SEGUNDA FEIRA 01 DE JUNHO 2015

FIJI LIGA A MÁQUINA E AS MULHERES DETONAM

O Fiji Women´s Pro abriu a quinta etapa do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour em boas ondas de 4-6 pés na segunda-feira em Cloudbreak, na ilha de Tavarua, em Fiji. Na melhor bateria, Laura Enever bateu a defensora do título em Fiji, Sally Fitzgibbons, com as duas australianas surfando grandes ondas para fazerem os recordes do dia. A brasileira Silvana Lima só conseguiu completar uma onda boa na disputa vencida por Tyler Wright e vai abrir a segunda fase na terça-feira contra outra australiana, Nikki Van Dijk.

Silvana Lima estreando no Fiji Women´s Pro (Foto: Kirstin Scholtz / WSL)

Silvana Lima estreando no Fiji Women´s Pro (Foto: Kirstin Scholtz / WSL)

Tyler Wright ganhou uma das disputas mais acirradas da segunda-feira, definida pela segunda nota que cada competidora computa no resultado. A brasileira Silvana Lima surfou a melhor onda da bateria, mas teve que somar 1,90 com a nota 8,33 dela e terminou em último com 10,23 pontos. A norte-americana Sage Erickson tirou a segunda maior nota – 7,10 – e também foi derrotada por 11,13 a 11,93 das notas 6,83 e 5,10 da australiana.

O primeiro dia do Fiji Women´s Pro começou com a norte-americana Lakey Peterson conquistando a primeira vitória por 1 ponto de diferença, totalizando 12 pontos contra 11 de Tatiana Weston-Webb e 6,83 da também havaiana Alessa Quizon. Peterson não foi bem em Fiji no ano passado e agora já tem duas chances de alcançar as quartas de final na ilha de Tavarua. Se perder a próxima bateria, ainda poderá se classificar na quarta fase da competição.

A batalha seguinte foi quando entraram as melhores ondas do dia para as australianas Sally Fitzgibbons e Laura Enever darem um show contra a havaiana Coco Ho. Fitzgibbons abriu bem a bateria com um tubo nota 8,00 e logo somou 6,83 para deixar suas oponentes em situação de combinação de duas ondas. Enever reagiu com três manobras poderosas em uma onda da série para tirar nota 9,43, mas Sally respondeu com um tubo melhor que o primeiro, que rendeu 9 pontos para solidificar sua liderança. Só que nos minutos finais, Enever conseguiu a virada com a nota 8,63 da sua última onda, para atingir 17,80 pontos contra 17,67 da defensora do título do Fiji Pro.

Laura Enever recordista na primeira fase (Foto: Steve Robertson / WSL)

Laura Enever recordista na primeira fase (Foto: Steve Robertson / WSL)

“É um grande alívio pular a segunda fase e estou muito feliz”, disse Enever. “Realmente as ondas começaram a bombar na nossa bateria e nós estávamos brigando pela vitória onda a onda. Eu me senti muito confortável lá fora e tem sido impressionante estar aqui neste lugar. Todas as meninas estão arrebentando e espero que nós tenhamos mais ondas assim nos próximos dias”.

A havaiana Carissa Moore com a sua lycra amarela do Jeep Leaderboard, de líder no ranking da World Surf League, também surfou um bom tubo nota 8,50 para garantir passagem direta para a terceira fase por 14,60 pontos. A australiana Dimity Stoyle somou 12,83 nas suas duas melhores ondas e a convidada do Fiji Women´s Pro, Mahina Maeda, do Havaí, ficou em terceiro com 7,66. As duas derrotadas têm uma outra chance de classificação na segunda fase.

“Estou muito feliz por ter vindo antes para cá e já ter surfado ondas maiores do que as de hoje (segunda-feira)”, disse Carissa Moore. “Sei que vai ser uma competição muito dura porque a Sally (Fitzgibbons) e a Courtney (Conlogue) têm muita mais experiência aqui em Fiji, então eu estou tentando alcançá-las”.

E a norte-americana Courtney Conlogue, que no Oi Rio Pro igualou as duas vitórias da havaiana nas quatro etapas da temporada, também estreou com vitória no Fiji Women´s Pro. Os apenas 11,50 pontos que totalizou, foram suficientes para superar os 7,83 da francesa Johanne Defay e os 5,50 da australiana Keely Andrew, que substitui a hexacampeã mundial Stephanie Gilmore, ainda recuperando-se da contusão sofrida em Margaret River que também a tirou da etapa brasileira da World Surf League no Rio de Janeiro.

Carissa Moore (Foto: Steve Robertson / WSL)

Carissa Moore (Foto: Steve Robertson / WSL)

Depois veio a vitória da australiana Tyler Wright também com um baixo placar de 11,93 pontos contra a brasileira Silvana Lima e a norte-americana Sage Erickson, mas no último confronto do dia as ondas voltaram a entrar com mais perfeição em Cloudbreak para a sul-africana Bianca Buitendag registrar a terceira maior pontuação do dia. Os 17,06 pontos das duas melhores ondas que surfou contra a australiana Nikki Van Dijk e a havaiana Malia Manuel, só ficaram abaixo dos 17,80 e 17,67 das australianas Laura Enever e Sally Fitzgibbons na segunda bateria do dia.

“Esta é a minha terceira vez aqui e no ano passado eu vim direto do Brasil para cá, ficando mais de duas semanas surfando antes do campeonato começar”, contou Bianca Buitendag, que vem de um vice-campeonato no Oi Rio Pro, vencido pela norte-americana Courtney Conlogue. “Isso aqui é um sonho para ‘goofy footers’ (surfam com o pé direito à frente da prancha), vim antes de novo para me preparar melhor e parece estar dando resultado”.






DOMINGO 31 DE MAIO 2015

FIJI PARA MULHERES COMEÇA PARADO.




A quinta etapa do 
World Surf League para as mulheres em Fiji começou apenas com a cerimônia de recepção aonde as atletas apreciam o Kava, bebida a base de raízes e são abençoadas num ritual local.A expectativa é que um swell consistente chegue para fazer a alegria dentro da janela de seis dias.Para os que gostam de acompanhar ao vivo lembrar que o fuso de Fiji em relação ao Brasil é de 15 horas na frente. lá já é dia 01 de junho e quando for começar as baterias ás 7:30 da manhã aqui sera 16:30h. Desejar muita onda boa para a nossa Silvana Lima em todo o evento. BORA DETONAR.
http://www.worldsurfleague.com/…/…/1235/fiji-womens-pro/live

TERÇA FEIRA 26 DE MAIO 2015

PEDRA PRETA E SERPENTE FUNCIONAM


Cauã Nunes no quintal de casa.

As bancadas da praia do Xaréu funcionaram muito bem nessa terça feira fazendo a alegria dos locais e visitantes. Com a lua numa fase crescente e com maré morta de 0,7 na secante foi uma excelente opção o Surf no Xaréu. Com linhas longas vindo da terceira bancada foi possível aplicar um repertório variado de manobras e colocar mais um dia na conta de maio, o mês que abriu as torneiras.

QUARTA FEIRA 20 DE MAIO 2015

DIA DE FLAT É SHOW NO RIO



Legend curte o Arpoador nessa quarta

No Rio de Janeiro o show nunca para, quando o flat aparece é hora de apertar o dedo e registrar tudo que a cidade maravilhosa oferece. Acordei no Arpoador, almocei no Largo do Machado, fui fotograrfar e distribuir revistas com a galera do Skate no aterro do flamego e o final de tarde nos jardins do Palácio do Catete aonde a cultura da velha republica é o grande legado, RIO É SHOW ATÉ COM FLAT. Abração ao brother 
Roberto Garzon pelo roteiro. Nossa cobertura tem apoio da TECCEL, Brisa Wax e produção do Daniel Galvão

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SEGUNDA FEIRA 18 DE MAIO 2015

IMPRENSA CARIOCA ESCULACHA O FUTEBOL
E SE DERRETE PELO SURF.




Quando sai de casa hoje e cheguei na praça Saeñs Pena, as bancas de revistas estavam estampadas com a vitória espetacular do Filipe Toledo ontem na Barra da Tijuca. Nada como uma rodada ruim e um campeão mundial na praia para que a maior imprensa esportiva do país metesse o cacete no futebol estagnado e colocasse o Surf no seu devido lugar. Por ser a única etapa no país o Rio de Janeiro escreve mais uma página na sua gloriosa galeria de grandes eventos mundiais coroada com a vitória do Filipinho, o terceiro lugar do Italo Ferreira e a continuidade da liderança peloAdriano de Souza. Todo dia é dia de Surf.
Nossa cobertura tem apoio da Brisa Wax e TECCEL, produção Daniel Galvão.



DOMINGO 17 DE MAIO 2015

FILIPINHO FAZ FESTA E BARULHO NO WSL RIO

O paulista Filipe Toledo, 20 anos, levou a enorme torcida que lotou a praia no domingo ao delírio com seus aéreos sensacionais nas ondas do Postinho para consolidar o ótimo momento dos brasileiros no Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour. Ele arrancou a sua segunda nota 10 com o mesmo aéreo full rotation sem as mãos na prancha e não deu qualquer chance para o australiano Bede Durbidge, 32 anos, na decisão do título do Oi Rio Pro. Com a vitória massacrante por 19,87 de 20 possíveis na Barra da Tijuca, Filipe faturou 100 mil dólares de prêmio e diminuiu para 550 pontos a diferença para o líder do ranking, Adriano de Souza. Na outra final do domingo, Courtney Conlogue, 22 anos, bateu a sul-africana Bianca Buitendag, 21, para festejar a primeira vitória feminina dos Estados Unidos no Rio de Janeiro.

Filipe Toledo no aéreo nota 10 (Foto: Daniel Smorigo / WSL)

Filipe Toledo no aéreo nota 10 (Foto: Daniel Smorigo / WSL)

“É tudo muito bizarro e não estou nem acreditando ainda em tudo que está acontecendo. Não tenho nem palavras, estou em estado de choque”, disse Filipe Toledo, logo depois de atravessar a multidão ensandecida para chegar na arena do evento. “É um momento que eu nunca tive na minha vida e acho que nem no nosso esporte com esta torcida gigante. O suporte do público foi maravilhoso. Depois de tirar a nota 10, escutei a galera gritando parecendo um estádio de futebol lotado e foi bom demais. Só tenho que agradecer a Deus pela semana maravilhosa, pela semana abençoada que eu tive com minha família e meus amigos aqui e quero oferecer essa vitória para todas estas milhares de pessoas que vieram aqui para torcer para nós, brasileiros. Esse título é para vocês”.

A final masculina do Oi Rio Pro começou com Filipe Toledo pegando a primeira onda da bateria e já apresentando sua variedade de manobras modernas. O australiano respondeu com um aéreo de frontside que valeu nota 5,07, mas também nas direitas do Postinho, Filipe logo manda o seu aéreo full rotation sem as mãos na prancha que vinha sendo mortal para dizimar seus adversários até a grande final. O vôo foi muito alto e a aterrisagem perfeita na base da onda para Filipe arrancar sua segunda nota 10 unânime dos cinco juízes no Oi Rio Pro, repetindo o feito conseguido na sexta-feira. Depois ele continuou arriscando os aéreos e foi aumentando a vantagem a cada onda, até conseguir uma nota 9,87 para superar os 19,27 pontos da estreia de Kelly Slater que ninguém tinha conseguido bater desde o primeiro dia da etapa brasileira da World Surf League na Barra da Tijuca.

“É incrível isso, eu tenho 32 anos de idade, o Filipe só 20, ou seja, são 12 anos de diferença e ele tem um estilo de surfe totalmente diferente do meu”, disse Bede Durbidge, que já venceu uma etapa da World Surf League no Brasil, em 2008 na Praia da Vila, em Imbituba (SC). “Eu prefiro mais os tubos, mas também gosto de fazer manobras de borda e aéreas. Eu tento usar mais a força nas manobras, enquanto ele tenta mais aéreos insanos e enormes, então o mar hoje (domingo) estava melhor para ele. Temos estilos diferentes de surfar, mas os juízes valorizam ambos, o que é bom para o esporte, então estou feliz pelo vice-campeonato também”.

Foto: Salem / WSL

Foto: Salem / WSL

DOMINIO VERDE-AMARELO – Depois do inédito título mundial conquistado por Gabriel Medina no ano passado, o Brasil vem se consolidando com uma das maiores potências do esporte e dominando a temporada deste ano. Os brasileiros foram finalistas nas quatro etapas completadas no Rio de Janeiro e ganharam três. O ano começou com o próprio Filipe Toledo vencendo o Quiksilver Pro Gold Coast, depois Adriano de Souza só perdeu no desempate para o australiano Mick Fanning no Rip Curl Pro Bells Beach, mas faturou o título do Drug Aware Pro Margaret River, que fechou a “perna australiana” do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour. Agora Filipe Toledo conquista sua segunda vitória e o Brasil encabeça o ranking mundial com Adriano de Souza somando 26.250 pontos contra 25.700 de Filipe Toledo e 20.950 de Mick Fanning, que caiu do segundo para o terceiro lugar na classificação geral.

“Eu confesso que estou arrepiado de emoção desde a hora que eu cheguei na praia hoje (domingo)”, contou Filipe Toledo. “Desde a bateria com o Italo (Ferreira) já deu pra sentir uma vibração incrível do público e toda hora que eu olhava pra galera me arrepiava inteiro, foi tudo muito contagiante. Estou feliz por conseguir mais uma vitória e não sei se este vai ser o meu ano, mas estou trabalhando muito pra isso. Só sei que vai ser mais um ano dos brasileiros. A gente está batalhando junto, começamos o ano muito bem e vamos fazer de tudo para que o título mundial continue no Brasil, podem ter certeza disso”.

SEMIFINAIS – O domingo decisivo do Oi Rio Pro começou com as quartas de final femininas e já com a praia cheia antes das 8 horas da manhã. O público foi aumentando e já lotava as areias do Postinho quando Filipe Toledo entrou no mar para disputar a semifinal brasileira com o potiguar Italo Ferreira, 21 anos. Filipe estava inspirado e já mandou o aéreo para largar na frente e praticamente garantiu a vitória por 15,93 a 6,34 pontos nas duas primeiras ondas que surfou na bateria. Italo é um dos estreantes na elite dos top-34 da World Surf League esse ano e com o terceiro lugar no Rio de Janeiro subiu da 17.a para a 11.a posição no ranking.

“Estou muito feliz com este resultado. Eu gostaria de ter ido mais longe, mas parabéns para o Filipe (Toledo) que estava surfando muito bem e conseguiu pegar boas ondas no início da bateria para me vencer”, disse Italo Ferreira. “Estou amarradão porque consegui surfar bem durante todo o evento, acertei bons aéreos e outras manobras grandes para tirar notas altas, então saio daqui feliz e agradeço a todos que torceram por mim. Com certeza este resultado me traz mais confiança para competir nas próximas etapas e agora é focar na próxima nas Ilhas Fiji”.

Filipe Toledo e Courtney Conlogue (Foto: Daniel Smorigo / WSL)

Filipe Toledo e Courtney Conlogue (Foto: Daniel Smorigo / WSL)

Na outra semifinal, Matt Wilkinson, 26 anos, era o favorito. Assim como Filipe Toledo, ele não tinha perdido nenhuma bateria no Oi Rio Pro, mas o experiente Bede Durbidge surfou as melhores para ganhar a segunda vaga na grande final por 14,63 a 8,23 pontos. Wilkinson divide o 11.o lugar no ranking com Italo Ferreira, enquanto Bede subiu da 21.a para a décima posição com o vice-campeonato na etapa carioca, que valeu um prêmio de 40 mil dólares e 8.000 pontos. Já os terceiros colocados, Matt Wilkinson e Italo Ferreira, receberam 20 mil dólares e 6.500 pontos.

TÍTULO INÉDITO – Na categoria feminina, Courtney Conlogue conquistou a sua segunda vitória consecutiva no Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour e foi a primeira surfista dos Estados Unidos a levantar o troféu de campeã nas treze etapas válidas pelo título mundial disputadas no Rio de Janeiro desde 1977 até 2015. A sul-africana Bianca Buitendag se tornou a grande surpresa do último dia quando barrou a líder do ranking e finalista das três provas que abriram a temporada na Austrália, a havaiana Carissa Moore, na disputa pela primeira vaga na grande final. Mas, na decisão do título, Courtney Conlogue pegou as melhores ondas que entraram na bateria para sacramentar a conquista inédita para o seu país no Brasil por 14,50 a 11,10 pontos.

“Essa galera aqui do Brasil é alucinante e estou muito feliz por vencer aqui diante deste público impressionante que lotou a praia todos os dias”, disse Courtney Conlogue. “É quase inacreditável para mim vencer duas etapas seguidas, pois o nível técnico das meninas é muito alto. Já estou ansiosa para a próxima etapa e para ver o que vai acontecer no restante do ano. Eu e a Bianca (Buitendag) somos muito amigas, ela é uma grande atleta e estou honrada em fazer uma final com ela. Estou muito feliz pela vitória e quero agradecer todo este público que compareceu na praia para assistir o campeonato, parabéns a todos”.

Enquanto a campeã Courtney Conlogue consolidou a sua vice-liderança no ranking, diminuindo a vantagem da havaiana Carissa Moore para 2.800 pontos, a sul-africana Bianca Buitendag entrou na lista das dez surfistas que permanecem na elite das top-17 da World Surf League para a próxima temporada. Com o vice-campeonato no Oi Rio Pro, Bianca acabou tirando a brasileira Silvana Lima da zona de classificação, com a cearense caindo do nono para o 11.o lugar no ranking das quatro etapas completadas no Rio de Janeiro. O próximo desafio para as meninas será nas Ilhas Fiji, com a prova feminina começando em 31 de maio até 5 de junho.

“Essa torcida é incrível, nunca vi tanta gente na praia assim numa competição feminina e estou feliz pelo resultado, pois é muito difícil chegar numa final do CT”, disse Bianca Buitendag. “Certamente eu gostaria que a bateria final fosse mais disputada, mas eu não consegui achar as ondas que estava encontrando nas outras vezes que eu competi hoje (domingo). Mesmo assim, saio daqui feliz com o meu desempenho, consegui surfar bem e agora é arrumar as malas e ir direto para Fiji, para já ficar lá treinando até o início do campeonato”.

Courtney Conlogue (Foto: Daniel Smorigo / WSL)

Courtney Conlogue (Foto: Daniel Smorigo / WSL)

PRÓXIMA ETAPA – Depois da grande festa que foi o Oi Rio Pro, lotando a praia todos os dias durante a semana da etapa brasileira no Rio de Janeiro, o Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour parte agora para as Ilhas Fiji, onde os brasileiros continuarão sendo o centro das atenções. Isto porque o campeão mundial Gabriel Medina vai estar defendendo o título do Fiji Pro conquistado nos tubos de Cloudbreak no ano passado, além de Adriano de Souza competindo com a lycra amarela do Jeep Leaderboard de número 1 do ranking e o vice-líder Filipe Toledo por ser o único a computar duas vitórias nas quatro primeiras etapas do ano. A competição masculina acontece entre os dias 7 e 19 de junho, logo após a feminina que começa em 31 de maio e vai até 6 de junho também nas Ilhas Fiji.

Oi Rio Pro estreou o novo patrocínio cota naming da Oi com apresentação da Corona e a etapa brasileira da World Surf League foi realizada com patrocínio da Oi, Samsung, Riotur, Prefeitura do Rio de Janeiro, Governo do Estado do Rio de Janeiro pela Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude, Lei de Incentivo ao Esporte, além da Jeep, Go Pro, Coppertone e Guaraná Antarctica. Mais informações do Oi Rio Pro nowww.worldsurfleague.com







RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO OI RIO PRO:

Campeão: Filipe Toledo (BRA) por 19,87 pontos (notas 10.00+9.87) – US$ 100.000 e 10.000 pontos

Vice-campeão: Bede Durbidge (AUS) com 14,70 pontos (7.60+7.10) – US$ 40.000 e 8.000 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 6.500 pontos e US$ 20.000 de prêmio:

1.a: Filipe Toledo (BRA) 15.93 x 6.34 Italo Ferreira (BRA)

2.a: Bede Durbidge (AUS) 14.63 x 8.23 Matt Wilkinson (AUS)

FINAL FEMININA DO OI RIO PRO:

Campeã: Courtney Conlogue (EUA) por 14.50 pontos (notas 7.33+7.17) – US$ 60.000 e 10.000 pontos

Vice-campeã: Bianca Buitendag (AFR) com 11.10 pontos (6.27+4.83) – US$ 25.000 e 8.000 pontos
 

TOP-22 DO  RANKING DA WORLD SURF LEAGUE – após a 4.a etapa no Rio de Janeiro:

1.o: Adriano de Souza (BRA) – 26.250 pontos

2.o: Filipe Toledo (BRA) – 25.700

3.o: Mick Fanning (AUS) – 20.950

4.o: Josh Kerr (AUS) – 17.450

5.o: Nat Young (EUA) – 16.500

6.o: Owen Wright (AUS) – 16.150

7.o: John John Florence (HAV) – 15.500

8.o: Julian Wilson (AUS) – 15.450

9.o: Taj Burrow (AUS) – 15.200

10: Bede Durbidge (AUS) – 14.200

11: Matt Wilkinson (AUS) – 12.750

11: Italo Ferreira (BRA) – 12.750

13: Kelly Slater (EUA) – 12.700

14: Jordy Smith (AFR) – 11.450

14: Jadson André (BRA) – 11.450

16: Jeremy Flores (FRA) – 10.250

17: Miguel Pupo (BRA) – 9.250

17: Sebastian Zietz (HAV) – 9.250

19: Gabriel Medina (BRA) – 9.200

20: Joel Parkinson (AUS) – 8.000

20: Matt Banting (AUS) – 8.000

22: Wiggolly Dantas (BRA) – 7.950




SÁBADO 16 DE MAIO 2015

ÍTALO E FILIPINHO CHEGAM NA SEMI FINAL DO WSL RIO 2015.

O paulista Filipe Toledo usou os aéreos de novo para liquidar o neozelandês Ricardo Christie e reassumir o segundo lugar no ranking que continua com Adriano de Souza liderando a corrida pelo título mundial no Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour. A decisão masculina do Oi Rio Pro neste domingo será um confronto direto entre Brasil e Austrália. Filipe vai disputar a primeira semifinal com Italo Ferreira, que venceu o duelo potiguar contra Jadson André no sábado de praia superlotada no Postinho da Barra da Tijuca. E a outra vaga na final será disputada pelos australianos Matt Wilkinson e Bede Durbidge. Também no domingo será encerrada a etapa feminina, mas sem nenhuma brasileira nas quartas de final que vão abrir o último dia da única passagem dos melhores surfistas do mundo pelo Brasil.

Filipe Toledo (Foto: Daniel Smorigo / WSL)

Filipe Toledo (Foto: Daniel Smorigo / WSL)

“É muito doido isso, eu nunca vi nada assim antes, a praia está muito lotada e lá dentro (do mar) dava para escutar todos gritando “é campeão, é campeão”. É incrível isso e estou muito feliz por ter conseguido corresponder a expectativa da torcida”, disse Filipe Toledo, depois de despachar o algoz do líder do ranking, Adriano de Souza. “Eu tentei fazer algo diferente porque as ondas estão pequenas e difíceis, então quis fazer aéreos diferentes em cada onda. Alguns eu acertei, outros errei, mas tranquilo, espero guardar os melhores para a final. Agora já voltei ao segundo lugar no ranking e espero ficar sempre entre os top-5 para brigar pelo título mundial até o fim do ano”.

O sábado começou com duas fases da categoria feminina, mas foi Filipe Toledo que levou as milhares de pessoas que lotaram a praia no sábado ao delírio, com o aéreo reverse full rotation perfeito de frontside que valeu nota 8,33 na primeira onda que surfou na bateria que abriu as quartas de final do Oi Rio Pro na tarde do sábado. O neozelandês Ricardo Christie ainda não tinha nem conseguido reagir e Filipe pegou outra direita, começou com uma manobra de borda jogando a rabeta da prancha e emendou mais um aéreo rodando para tirar nota 6,67 e aumentar a vantagem para 15,01 pontos. O brasileiro ainda fez mais um aéreo nas direitas, enquanto o neozelandês só surfou a sua primeira onda boa quando restavam 5 minutos para o término da bateria. A nota 7,5 recebida só serviu para ele sair da “combination” e o placar foi encerrado em 15,00 a 11,50 pontos.

Na segunda quarta de final, dois surfistas do Rio Grande do Norte disputaram a vaga para enfrentar Filipe Toledo na semifinal brasileira do Oi Rio Pro. O natalense Jadson André começou melhor, mas a liderança foi mudando praticamente a cada onda surfada pelos dois competidores. Isto até o surfista de Baía Formosa, Italo Ferreira, conseguir duas notas na casa dos 7 pontos em duas ondas seguidas nas direitas do Postinho que estavam bem parecidas com as do Pontal de BF, onde ele aprendeu a surfar. Com a vitória pela pequena diferença de 14,30 a 13,74 pontos, Italo já subiu da 17.a para a décima posição no ranking, sendo o mais bem colocado entre os estreantes da elite mundial este ano.

“Estou muito feliz que está dando tudo certo para mim neste campeonato”, disse Italo Ferreira, que no Oi Rio Pro já derrotou o tricampeão mundial Mick Fanning, o número 5 do ranking, Nat Young, além de outra fera, John John Florence. “Eu adoro o Rio de Janeiro e só não foi legal ter que competir contra o Jadson (André), que é um grande amigo e companheiro de equipe. Ele ganhou ontem (sexta-feira) de mim, agora consegui vence-lo para fazer minha primeira semifinal no CT com o Filipe (Toledo), então vamos ver como vai ser amanhã. É muito bom ter dois brasileiros nas semifinais e quero agradecer essa galera incrível na praia que vem apoiando a gente e o nosso esporte. O Rio de Janeiro realmente é demais”.

Italo Ferreira (Foto: Daniel Smorigo / WSL)

Italo Ferreira (Foto: Daniel Smorigo / WSL)

BATERIAS AUSTRALIANAS – As outras duas baterias das quartas de final foram só entre australianos. O primeiro a se classificar para as semifinais do Oi Rio Pro foi Bede Durbidge, que superou o voador Josh Kerr por 14,30 a 11,20 pontos. Já a última vaga foi conquistada por Matt Wilkinson, que derrotou Owen Wright pela terceira vez no Rio de Janeiro essa semana, na primeira fase, na quarta e agora nas quartas de final. Wright teve que disputar duas repescagens e sucumbiu de novo, sendo definitivamente eliminado por 13,75 a 11,30 pontos. Ele e Jadson André, Josh Kerr e Ricardo Christie, dividiram o quinto lugar no Oi Rio Pro, com cada um recebendo 15 mil dólares de prêmio e marcando 5.200 pontos no ranking mundial.

“É sempre assustador enfrentar o Owen (Wright), pois ele é um surfista muito consistente”, disse Matt Wilkinson. “Eu entrei no mar já sabendo onde me posicionar, ficando um pouco mais no inside (mais próximo da praia), enquanto ele preferiu ficar mais lá pra fora. Eu consegui começar bem a bateria com uma boa onda, a prancha está muito boa e agora vou ter outra parada dura pela frente. O Bede (Durbidge) está surfando muito bem, nós estamos com planos de ação parecidos, pegando as ondas maiores para tentar fazer grandes manobras, então eu acho que vai ser uma bateria bastante interessante. Vamos ver o que vai acontecer”.

QUARTAS DE FINAL FEMININAS – No sábado, o público que lotou a praia pôde assistir de perto o alto nível técnico das meninas que disputam o Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour. Foram realizadas três rodadas completas da categoria feminina para definir as classificadas para as quartas de final que vão abrir o domingo decisivo do Oi Rio Pro no Postinho da Barra da Tijuca. A única representante do Brasil na elite das 17 melhores surfistas do mundo ainda venceu o primeiro duelo do sábado contra Nikki Van Dijk.

No entanto, a cearense Silvana Lima depois foi derrotada por outra australiana, Tyler Wright, na terceira fase e também não conseguiu aproveitar a segunda chance de classificação para as quartas de final contra a havaiana Coco Ho na penúltima bateria do dia. Silvana terminou em nono lugar no Oi Rio Pro, marcando 3.300 pontos no ranking e recebendo 10.500 dólares de prêmio. Quem também acabou eliminada na mesma nona posição foi a defensora do título da etapa brasileira da World Surf League, a australiana Sally Fitzgibbons, que foi barrada pela sul-africana Bianca Buitendag.

A única surfista da África do Sul no grupo das top-17 vai disputar a primeira bateria do domingo contra a norte-americana Lakey Peterson. As duas estrearam juntas na terça-feira e Bianca Buitendag levou a melhor. Na segunda quarta de final, a líder disparada do ranking, Carissa Moore, do Havaí, vai enfrentar a australiana Keely Andrew, que está substituindo a hexacampeã mundial Stephanie Gilmore no Rio de Janeiro, pois a australiana contundiu o joelho na etapa passada em Margaret River. Na chave de baixo, a australiana Tyler Wright enfrenta a havaiana Coco Ho e a última quarta de final será entre a norte-americana Courtney Conlogue e a havaiana Malia Manuel.

Carissa Moore (Foto: Daniel Smorigo / WSL)

Carissa Moore (Foto: Daniel Smorigo / WSL)

“Em beach breaks (fundos de areia) como aqui, você tem que tentar achar o pico mais constante e com as ondas mais em pé para fazer as manobras”, disse Carissa Moore, que foi finalista nas três etapas que abriram a temporada na Austrália, vencendo as da Gold Coast e Bells Beach e só perdendo a invencibilidade para Courtney Conlogue em Margaret River. “Eu competi com a mesma prancha que eu surfei em Snapper Rocks (Gold Coast) e funcionou muito bem aqui. É muito bom ter o meu namorado e o meu pai aqui comigo e também o Pat O´Connell, que está me passando umas dicas e muita positividade. Estou feliz por estar conseguindo surfar bem e vamos ver como vai ser amanhã (domingo). Tomara que ainda tenham umas ondas boas pra surfar”.

Oi Rio Pro tem novo patrocínio cota naming da Oi e apresentação da Corona, com a etapa brasileira da World Surf League sendo realizada com patrocínio da Oi, Samsung, Riotur, Prefeitura do Rio de Janeiro, Governo do Estado do Rio de Janeiro pela Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude, Lei de Incentivo ao Esporte, além da Jeep, Go Pro, Coppertone e Guaraná Antarctica. O Oi Rio Pro está sendo transmitido ao vivo pelo www.worldsurfleague.com

A OI E O ESPORTE – A Oi tem longo histórico de apoio ao esporte, com patrocínios a grandes eventos, equipes e atletas. A Oi foi uma das patrocinadoras oficiais da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014 e da Copa das Confederações da FIFA Brasil 2013, também apostou no basquete patrocinando o NBA Global Games Rio 2014 e o torneio NBA 3X com o Oi Galera, que tem como embaixador o campeão mundial Gabriel Medina. Neste ano, já patrocinou os Jogos Cariocas de Verão e o Oi Bowl Jam de skate e o incentivo da Oi a projetos esportivos, principalmente de esportes radicais e urbanos, é um dos pilares de investimento de marketing da Oi. A companhia tem grande expertise na participação, seja com patrocínio ou prestação de serviços de telecomunicações, em grandes competições realizadas no país e a etapa brasileira da World Surf League é mais uma delas.

SOBRE A WORLD SURF LEAGUE – a World Surf League (WSL) organiza as competições anuais de surfe profissional e as transmissões ao vivo de cada etapa pelo worldsurfleague.com, com todo o drama e aventura do surfe competitivo em qualquer lugar e na hora que acontecer. As sanções da WSL são para os circuitos: World Surf League Championship Tour (CT), que define os campeões mundiais da temporada, Qualifying Series (QS), Big Wave Tour, Longboard e Pro Junior. A organização da WSL está sediada em Santa Monica, Califórnia, com escritório comercial em Nova York, além de sete escritórios regionais de apoio na organização dos eventos, na América do Norte, Havaí, América do Sul, Europa, Austrália, África e Ásia.

 

SEMIFINAIS DO OI RIO PRO – Derrota=3.o lugar com 6.500 pontos e US$ 20.000 de prêmio:

1.a: Filipe Toledo (BRA) x Italo Ferreira (BRA)

2.a: Bede Durbidge (AUS) x Matt Wilkinson (AUS)

QUARTAS DE FINAL FEMININAS – Derrota=5.o lugar com 5.200 pontos e US$ 12.250 de prêmio:

1.a: Lakey Peterson (EUA) x Bianca Buitendag (AFR)

2.a: Carissa Moore (HAV) x Keely Andrew (AUS)

3.a: Tyler Wright (AUS) x Coco Ho (HAV)

4.a: Courtney Conlogue (EUA) x Malia Manuel (HAV)

SEXTA FEIRA 15 DE MAIO 2015

FILIPE TOLEDO CRAVA UM 10 NO RIO.

O paulista Filipe Toledo levantou a torcida que lotou a praia na sexta-feira para assistir os melhores surfistas do mundo no dia mais longo do Oi Rio Pro no Postinho da Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Ele arrancou a primeira nota 10 deste ano na etapa carioca do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour e mais dois brasileiros se classificaram para as quartas de final, os potiguares Jadson André e Italo Ferreira, que vão se enfrentar na disputa pela segunda vaga para as semifinais. Já a primeira quarta de final será a do nota 10, Filipe Toledo, com o neozelandês Ricardo Christie, que barrou o líder do ranking, Adriano de Souza. Além de Mineirinho, outras estrelas que perderam na sexta-feira foram os campeões mundiais Gabriel Medina, Kelly Slater e Mick Fanning, John John Florence, Nat Young e Taj Burrow.

Filipe Toledo (Foto: Kelly Cestari / WSL)

Filipe Toledo (Foto: Kelly Cestari / WSL)

“Essa torcida que sempre lota a praia aqui no Rio de Janeiro é incrível. Eu adoro, realmente adoro e tiro muita motivação disso. Quando eu corro na praia com todos gritando, nos incentivando, é o melhor sentimento do mundo”, disse Filipe Toledo, depois de derrotar o havaiano John John Florence e o australiano Matt Banting na briga pela primeira vaga direta para as quartas de final do Oi Rio Pro. “Infelizmente, o Gabriel (Medina) e o Adriano (de Souza) perderam hoje, mas estou muito confiante em seguir levando a bandeira do Brasil. Eu vou dar o meu melhor para ir até a final e representar o Gabriel, o Adriano e toda essa galera que veio torcer para o Brazilian Storm aqui”.

Nesta bateria, Filipe Toledo totalizou 17,83 pontos, marca que só não superou a do havaiano John John Florence no primeiro duelo do dia, quando ele acertou um incrível aéreo “rodeo clown” de difícil execução que valeu nota 9,0 e ainda surfou um tubaço nas esquerdas do Postinho para ganhar 9,77 dos juízes e atingir imbatíveis 18,77 pontos na sexta-feira. No entanto, o recordista de pontos ainda é Kelly Slater com os 19,27 que somou em sua estreia no Oi Rio Pro nos tubos da terça-feira. Só que os donos dos maiores placares do campeonato já saíram da briga pelo título da etapa brasileira da World Surf League. Slater caiu ainda na terceira fase para o australiano Matt Banting e John John foi eliminado pelo potiguar Italo Ferreira, que completou vários aéreos para liquidar o havaiano na última rodada do dia.

“Estou muito feliz porque tirar o John John (Florence) é superdifícil, ele é um surfista excelente que faz qualquer tipo de manobra, mas o mar estava difícil e eu consegui escolher boas ondas pra fazer os aéreos que me garantiram a vitória”, disse Italo Ferreira, que já havia vencido o tricampeão mundial Mick Fanning em sua estreia no Oi Rio Pro na terça-feira e despachado o número 5 do ranking, Nat Young, em sua primeira atuação na sexta-feira. “Infelizmente eu quebrei minha prancha mágica surfando hoje (sexta-feira) de manhãzinha, mas escolhi outra que está muito boa também e agora é me concentrar para amanhã. Minha bateria vai ser contra o Jadson (André), que é um grande amigo e acho que vai ser bem legal, já estou ansioso para essa bateria”.

Italo Ferreira (Daniel Smorigo / WSL)

Italo Ferreira (Daniel Smorigo / WSL)

INVICTOS NO OI RIO PRO – Os dois potiguares já se enfrentaram na sexta-feira e Jadson André conseguiu tirar a vitória de Italo Ferreira na primeira rodada classificatória para as quartas de final com a onda que surfou no minuto final da bateria, completada pelo neozelandês Ricardo Christie, que ficou em último lugar. Jadson é um dos três únicos surfistas que não perderam nenhuma bateria no Postinho da Barra da Tijuca esse ano. Os outros invictos são o paulista Filipe Toledo e o australiano Matt Wilkinson.

“Desde 2010 que eu não venço uma etapa do CT. Cheguei perto no ano passado na França, mas fiquei em segundo na final e aqui no Rio de Janeiro eu ainda não tinha conseguido me encaixar, mas agora está dando tudo certo, felizmente”, disse Jadson André. “Eu corri muito atrás para vencer essa bateria. Eu estava precisando de uma nota baixa, peguei a última onda que não era tão boa, mas fiz o suficiente para conseguir a nota que precisava pra vencer. Eu estava competindo contra um cara que eu considero como um irmão pra mim, o Italo Ferreira. Agora a gente vai se enfrentar de novo, mas todo mundo sabe que o surfe é um esporte individual, com cada um buscando o seu espaço”.

BATERIAS AUSTRALIANAS – Os outros que conquistaram classificação direta para as quartas de final na quarta fase do Oi Rio Pro foram os australianos Josh Kerr e Matt Wilkinson. Kerr fez uso da sua marca registrada, os aéreos, para superar o tricampeão mundial Mick Fanning e Bede Durbidge em uma das várias baterias 100% australianas no Postinho da Barra da Tijuca. Já Matt Wilkinson garantiu a sua invencibilidade no Rio de Janeiro esse ano derrotando o também australiano Owen Wright e o havaiano Keanu Asing, que provocou a maior frustração da enorme torcida que lotou a praia na sexta-feira, ao despachar o campeão mundial Gabriel Medina no último confronto da terceira fase.

“Foi um dia muito cansativo, o mar bastante difícil, algumas séries entram com cerca de doze ondas, mas de repente fica “flat”, não vem nada, então tem que ficar sempre ligado nas mudanças do mar que aqui são constantes”, disse Matt Wilkinson. “Eu venho fazendo um treinamento diferente, exercícios com medicine ball e bola suíça que está dando resultado. No ano passado eu só consegui uma boa posição na etapa de Jeffreys Bay (África do Sul), quase não me classifico para este ano, mas aqui estou surfando bem, passando baterias difíceis e quero tentar fazer a final para ver o que vai acontecer no restante do ano”.

Jadson André (Foto: Kelly Cestari / WSL)

Jadson André (Foto: Kelly Cestari / WSL)

ADRIANO DE SOUZA NA FRENTE – Os dois farão dois duelos australianos nas quartas de final do Oi Rio Pro. O voador Josh Kerr vai enfrentar o veterano Bede Durbidge na terceira bateria e Matt Wilkinson disputará a última vaga para as semifinais com Owen Wright, que barrou o tricampeão mundial Mick Fanning no confronto que fechou a sexta-feira, quando já estava escurecendo no Rio de Janeiro. Com a derrota de Fanning, Adriano de Souza permanece na frente do ranking e vai competir com a lycra amarela do Jeep Leader Ranking na próxima etapa, nos dias 07 a 19 de junho nas Ilhas Fiji. Mineirinho foi eliminado pelo neozelandês Ricardo Christie, adversário de Filipe Toledo na abertura das quartas de final na Barra da Tijuca.

“Eu tentei de tudo, mas o Ricardo (Christie) surfou melhor do que eu”, lamentou Adriano de Souza, que terminou em 13.o lugar somando apenas 1.750 pontos no ranking. Mesmo assim, Mick Fanning teria que vencer o Oi Rio Pro para tirar Mineirinho da dianteira da corrida pelo título mundial da temporada.“É frustrante perder assim, com toda a praia torcendo pra você ganhar, mas o circuito é longo, então agora é focar na próxima etapa em Fiji. O Ricardo começou bem a bateria, as condições do mar mudaram e eu não achei boas ondas, mas ele mereceu a vitória porque realmente surfou melhor do que eu a bateria”.

SEGUNDA FASE FEMININA – A sexta-feira foi mais um dia só de competição masculina na Barra da Tijuca, mas as meninas devem voltar a se apresentar nas ondas do Postinho neste sábado. Enquanto já foram definidas as quartas de final dos homens, na categoria feminina só foi realizada a primeira fase ainda. A cearense Silvana Lima está escalada na primeira bateria da segunda fase com Nikki Van Dijk e outra australiana, Tyler Wright, enfrenta a paulista Luana Coutinho na terceira. As surfistas que perderem nesta primeira rodada eliminatória das meninas terminam em 13.o lugar no Oi Rio Pro, recebendo um mínimo de 9.000 dólares pela participação e 1.750 pontos para o ranking mundial da World Surf League.

QUINTA FEIRA 14 DE MAIO 2015

BRASILEIROS SÃO ELIMINADOS NA REPESCAGEM.

Depois de um dia parado por causa do mar “stormy” na Barra da Tijuca, o Oi Rio Pro retornou na quinta-feira de ondas ainda desafiadoras de 6-8 pés no Postinho para a segunda fase masculina da etapa brasileira do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour no Rio de Janeiro. O tricampeão mundial Mick Fanning abriu o dia fazendo os recordes da quinta-feira com um tubaço incrível que valeu nota 9,80 para totalizar imbatíveis 16,63 pontos contra o paulista David do Carmo, que o derrotou nesta mesma fase no ano passado. Os resultados da quinta-feira definiram os confrontos da terceira e última rodada de doze baterias e apenas os seis brasileiros que estrearam com vitórias na terça-feira vão disputar a terceira fase da etapa carioca, que deve rolar nesta sexta-feira na Barra da Tijuca.

Mick Fanning (Foto: Daniel Smorigo / WSL)

Mick Fanning (Foto: Daniel Smorigo / WSL)

“Antes de entrar na bateria, conversei com meu técnico e era para eu tentar ficar na área mais limpa que eu iria conseguir pegar boas ondas”, disse Mick Fanning, que também falou da vingança pela derrota para o mesmo David do Carmo no ano passado. “Pois é, foi neste mesmo rounde e com certeza você pensa um pouco em se vingar, mas quando você está lá fora só pensa mesmo em pegar boas ondas para poder vencer, mas se não der, tudo bem também. Para mim, o melhor é já pegar boas ondas logo no início das baterias para somar algumas notas no placar e depois tentar pegar só as maiores das séries”.

Os outros três brasileiros que competiram na quinta-feira também foram eliminados em 25.o lugar no Oi Rio Pro, com cada um recebendo apenas 500 pontos e 9.000 dólares pela participação na etapa brasileira da World Surf League. O paulista Alex Ribeiro, que no domingo passado venceu o QS 10000 de Saquarema, foi barrado pelo havaiano John John Florence no segundo duelo do dia. O catarinense Alejo Muniz perdeu o terceiro para Taj Burrow e no décimo foi registrada a única derrota dos integrantes da “seleção brasileira” no CT, do paulista Miguel Pupo para o também australiano Adam Melling.

“Eu estava bastante nervoso, tremendo até, pois não estava conseguindo achar as ondas. Mas, ficava dizendo a mim mesmo para continuar focado porque tinham umas ondas abrindo que eram animais”, disse John John Florence, que já festejou um título nas ondas do Postinho em 2012. “Nessa condição de mar difícil, você tem que ter um pouco de sorte e existe um jogo mental também para escolher as melhores das séries. Teve uma que eu quase peguei e passou, mas a seguinte foi melhor, abrindo aquele grande tubo que me garantiu a vitória. O que é muito louco aqui é esse público. Sempre tem muita gente na praia torcendo, vibrando, os fãs aqui são uma loucura (risos) e é muito legal ter isso nos campeonatos”.

SURPRESAS DO DIA – Depois dos favoritos vencerem as primeiras baterias do dia, começaram as surpresas. A primeira foi a derrota do campeão da etapa brasileira no Rio de Janeiro em 2013, o sul-africano Jordy Smith, para o neozelandês Ricardo Christie na quinta bateria. Na sétima, um dos últimos colocados no ranking, Dusty Payne, do Havaí, despachou o número 5, Julian Wilson, da Austrália. E outro havaiano da parte de baixo da tabela de classificação, Keanu Asing, eliminou o campeão mundial de 2012, Joel Parkinson, por uma pequena diferença no placar encerrado em 9,60 a 9,50 pontos.

“O mar está muito difícil para todos que estão competindo hoje (quinta-feira) aqui, pois as ondas estão grandes e a correnteza é muito forte”, disse Keanu Asing, que é um dos estreantes na elite dos top-34 da World Surf League esse ano. “As condições estão tão complicadas que demoraram para começar o evento e eu tive sorte de vencer essa bateria. Os melhores dos melhores estão aqui e é uma honra estar competindo com estes grandes atletas. Não existe bateria fácil, todas são difíceis e eu sei que preciso melhorar o meu surfe para subir no ranking, pois é isso que vai mostrar que estou evoluindo”.

Keanu Asing (Foto: Kelly Cestari / WSL)

Keanu Asing (Foto: Kelly Cestari / WSL)

TERCEIRA FASE MASCULINA – Os resultados da quinta-feira definiram os confrontos da terceira fase do Oi Rio Pro, que deve abrir a sexta-feira no Postinho da Barra da Tijuca, mas a primeira chamada do dia, às 7h00, é para as duas categorias. O havaiano Keanu Asing será o adversário do campeão mundial Gabriel Medina na última bateria e um duelo verde-amarelo vai abrir a participação do Brasil no próximo dia, com os paulistas Filipe Toledo e Wiggolly Dantas se enfrentando na segunda bateria. Quem vencer terá duas chances de avançar para as quartas de final e quem perder termina em 13.o lugar com 1.750 pontos e 10.500 dólares de prêmio.

Depois da bateria brasileira, tem o potiguar Italo Ferreira contra o norte-americano Nat Young no quarto confronto da terceira fase. Outro potiguar, Jadson André, entra na disputa seguinte com o havaiano Sebastian Zietz. E na sexta bateria, o paulista Adriano de Souza faz sua segunda apresentação com a lycra amarela de número 1 do mundo no Oi Rio Pro contra Ricardo Christie. O surfista da Nova Zelândia só venceu duas baterias este ano, a primeira contra o brasileiro Filipe Toledo na etapa passada, em Margaret River, Austrália, e a segunda agora no Brasil contra o campeão mundial Joel Parkinson.

SEGUNDA FASE FEMININA – Se a comissão técnica decidir começar a sexta-feira pela segunda fase feminina, o primeiro duelo do dia será entre a cearense Silvana Lima e Nikki Van Dijk, com outra australiana, Tyler Wright, entrando na terceira bateria com a paulista Luana Coutinho, que compete na vaga de convidada da etapa brasileira da World Surf League. As surfistas que perderem nesta primeira rodada eliminatória das meninas terminam em 13.o lugar no Oi Rio Pro, recebendo um mínimo de 9.000 dólares pela participação e 1.750 pontos para o ranking mundial da World Surf League.

QUARTA FEIRA 13 DE MAIO 2015

DIA ÉPICO NO ARPOADOR.



Esse 13 de maio entrou para a história da cidade maravilhosa com a chegada de um swell gigante que
varreu o litoral do estado. Depois do evento na Barra ser cancelado partimos para o berço do
Surf Brasileiro e registramos a força do Arpoador em dia de gala. Nossa cobertura tem
produção do 
Daniel Galvão e apoio da TECCEL e Brisa Wax

CLIQUE E VEJA IMAGENS DESSA QUARTA.

CLIQUE E VEJA FOTOS DO EVENTO NA TERÇA

CLIQUE E VEJA FOTOS DA COLETIVA NA SEGUNDA 


TERÇA FEIRA 12 DE MAIO 2015

COMEÇA O SHOW DE SURF NO RIO

O Oi Rio Pro abriu a etapa brasileira do Samsung Galaxy World Surf League Championship com um show de tubos e aéreos nas boas ondas de 3-5 pés do Postinho na terça-feira ensolarada na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. O onze vezes campeão mundial Kelly Slater comandou o espetáculo surfando tubos incríveis para registrar imbatíveis 19,27 pontos de 20 possíveis com notas 9,77 e 9,50. Depois vieram cinco vitórias brasileiras seguidas com Wiggolly Dantas, o campeão mundial Gabriel Medina, Italo Ferreira, o líder do ranking Adriano de Souza e Jadson André. Os que chegaram mais perto dos recordes de Slater foram Adriano e Filipe Toledo. Mineirinho estreou com a lycra amarela de número 1 do mundo pegando um tubaço nota 9,73 para totalizar 17,90 pontos. E Filipe usou os aéreos para garantir a vitória por 16,27 pontos com a nota 9,70 do voo mais espetacular do primeiro dia no Rio de Janeiro.

Kelly Slater (Foto: Daniel Smorigo / WSL)

Kelly Slater (Foto: Daniel Smorigo / WSL)

“Na verdade, eu não consegui dormir muito bem e até gostaria de um “lay day” (adiamento) hoje (terça-feira) pra treinar um pouco mais. Mas eu me senti muito bem na bateria, as ondas estavam boas e eu procurei pegar as maiores das séries que proporcionavam bons tubos”, disse o mestre dos mestres, Kelly Slater. “Em ondas assim como essas de hoje, você tem que acreditar no seu instinto, procurar se alinhar nos tubos e não ser muito ambicioso, tentar não ficar muito profundo. Teve uma onda linda que eu não finalizei porque estava muito profundo, então tem que saber ler bem a onda pra aproveitar o máximo dela e foi isso que eu fiz”.

Depois do show de Kelly Slater, o paulista Wiggolly Dantas iniciou uma série de cinco vitórias brasileiras consecutivas com todos também pegando tubos adrenalizantes em suas baterias. Guigui derrotou um ex-campeão da etapa brasileira da World Surf League, o havaiano John John Florence, além do ex-campeão mundial C. J. Hobgood no terceiro confronto do dia. E no seguinte, a praia lotou ainda mais com a torcida gritando “Medina, Medina, Medina” no caminho do campeão mundial para o mar. E Gabriel Medina confirmou as expectativas do público pegando bons tubos para derrotar o havaiano Fredrick Patacchia e o catarinense Alejo Muniz.

“As ondas ficaram meio complicadas na minha bateria, mas estou me sentindo muito bem e fiquei feliz em conseguir surfar um bom tubo para ganhar a nota 7 e pouco que me garantiu a vitória”, disse Gabriel Medina. “Eu não tive um bom começo de ano lá na Austrália, mas não sinto nenhuma pressão em mim por resultados. Eu lido bem com isso e só tento fazer o meu melhor nas ondas. Aqui eu estou em casa, me sinto bem com toda essa galera torcendo por mim, então só penso mesmo em surfar o melhor possível para eles”.

Adriano de Souza estreando com a lycra amarela (Foto: Kelly Cestari / WSL)

Adriano de Souza estreando com a lycra amarela (Foto: Kelly Cestari / WSL)

LÍDER DO RANKING – Depois o potiguar Italo Ferreira também achou um belo tubo para superar o tricampeão mundial Mick Fanning, que defende a vice-liderança no ranking mundial no Oi Rio Pro. O australiano agora terá que disputar uma rodada a mais e vai enfrentar o paulista David do Carmo na abertura da segunda fase. David estreou junto com Adriano de Souza no confronto seguinte, mas Mineirinho não deu qualquer chance para os seus adversários em sua primeira bateria com a lycra amarela de líder do ranking 2015 no Brasil. Ele pegou vários tubos, um melhor atrás do outro, até arrancar um 9,73 dos juízes na segunda melhor onda do dia no Postinho da Barra da Tijuca. Adriano foi quem chegou mais perto dos 19,27 pontos de Kelly Slater ao totalizar 17,90 pontos com notas 9,73 e 8,17.

“Existe muita pressão sobre mim agora que estou na frente do ranking, mas minha estratégia foi surfar o melhor possível para vencer a bateria e bom que deu tudo certo porque achei realmente boas ondas”, disse Adriano de Souza. “Eu estou muito orgulhoso de mim mesmo e é muito bom competir no meu país, com toda torcida ao nosso lado. Mas, o evento só começou agora e o caminho é longo ainda para o meu objetivo que é conquistar um bom resultado aqui. Eu consegui começar bem o ano lá na Austrália e preciso me manter focado para que continue assim e que eu me mantenha na frente do ranking”.

ATAQUE AÉREO – A terça-feira começou com o Postinho bombando ótimos tubos nas esquerdas e direitas, mas depois a maré mudou, o vento aumentou e o espaço aéreo na Barra da Tijuca precisou ser fechado para os voos dos melhores surfistas do mundo. Quem melhor soube utilizar as rampas do Postinho para decolar foi o brasileiro Filipe Toledo, que já mostrou um pouco do seu arsenal de aéreos sensacionais para tirar a terceira maior nota do dia – 9,70 – e também fazer o terceiro maior placar no show de surfe da terça-feira no Rio de Janeiro, 16,27 pontos. O norte-americano Kolohe Andino também completou belos aéreos nesta bateria, mas ficou em segundo lugar, com o australiano Adam Melling em último.

“Estou muito feliz em estar de volta aqui ao Rio de Janeiro e competir em casa é muito bom, com essa multidão torcendo pra gente que gera muita confiança”,disse Filipe Toledo. “Eu acabei tendo que arriscar as manobras aéreas porque parou de rodar os tubos. Eu fiz algumas tentativas não bem sucedidas, mas consegui acertar um ali irado pra avançar direto para a terceira fase, que era o objetivo inicial. O bom é que os brasileiros quebraram hoje. O Mineiro (Adriano de Souza) fez uma performance linda, o Gabriel (Medina) também arrebentou, o Wiggolly (Dantas), o Italo (Ferreira), então acho que o suporte da torcida na praia está fazendo muito bem para todos nós e espero que continue assim”.

Filipe Toledo voando nas ondas do Postinho (Foto: Kelly Cestari / WSL)

Filipe Toledo voando nas ondas do Postinho (Foto: Kelly Cestari / WSL)

Na rodada de apresentação dos melhores surfistas do mundo no Oi Rio Pro, a única bateria com participação de brasileiros vencida por um competidor de outro país foi a 11.a e penúltima da primeira fase. Nela, o paulista Miguel Pupo acabou sendo batido pelo australiano Matt Banting. Ele agora vai tentar aproveitar a segunda chance de classificação para a terceira fase na décima bateria contra outro australiano, Adam Melling. Já os derrotados em confrontos com participação dupla do Brasil foram escalados para abrir a segunda fase. A primeira bateria será entre o tricampeão mundial Mick Fanning com David do Carmo, na segunda Alex Ribeiro enfrenta o havaiano John John Florence e na terceira Alejo Muniz pega Taj Burrow.

ESTREIA DAS MENINAS – Depois das doze baterias masculinas, foi iniciada a categoria feminina para fechar a terça-feira de boas ondas no Postinho. Diferente dos brasileiros que brilharam no primeiro dia do Oi Rio Pro, as duas únicas representantes entre as meninas decepcionaram e terminaram em último lugar sem achar boas ondas nas suas baterias. A paulista Luana Coutinho, que está competindo como convidada da etapa brasileira da World Surf League, só somou meio ponto contra a líder do ranking, Carissa Moore, do Havaí. E a cearense Silvana Lima foi batida pela vice-líder, Courtney Conlogue, dos Estados Unidos. As duas terão uma nova chance de classificação na segunda fase para o Brasil continuar na briga pelo título feminino na Barra da Tijuca.

Oi Rio Pro tem novo patrocínio cota naming da Oi e apresentação da Corona, com a etapa brasileira da World Surf League sendo realizada com patrocínio da Oi, Samsung, Riotur, Prefeitura do Rio de Janeiro, Governo do Estado do Rio de Janeiro pela Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude, Lei de Incentivo ao Esporte, além da Jeep, Go Pro, Coppertone e Guaraná Antarctica. O Oi Rio Pro está sendo transmitido ao vivo pelo www.worldsurfleague.com


DOMINGO DA MÃES 10 de maio 2015

ALEX RIBEIRO SAMBA EM SAQUAREMA E FATURA PRIME

O paulista Alex Ribeiro, 25 anos, é o novo campeão do Quiksilver Pro Saquarema, desempatando o placar contra a Austrália para 4 a 3 no número de títulos conquistados nas sete edições desta etapa na Praia de Itaúna. A vitória foi dramática, conseguida na onda que entrou no último minuto da bateria, abrindo a parede para ele acertar uma série de três manobras muito fortes e tirar nota 8,0 dos juízes para virar o placar para 14,93 a 14,17 pontos sobre o francês Jeremy Flores, 27 anos, que assumiu a ponta no ranking do WSL Qualifying Series. Com o título, Alex Ribeiro saltou da 57.a para a segunda posição com os 10.000 pontos recebidos e faturou o prêmio máximo de 40 mil dólares. Ele ainda ganhou uma vaga de convidado para participar do Oi Rio Pro, a etapa brasileira do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour que começa nesta segunda-feira na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.

Alex Ribeiro (Foto: Daniel Smorigo / WSL South America)

Alex Ribeiro (Foto: Daniel Smorigo / WSL South America)

“Eu já estava indo tranquilo pra bateria achando que tinha conseguido a vaga de convidado para disputar o CT no Rio de Janeiro, mas aí me falaram que eu tinha que vencer a final para isso (para superar o australiano Jack Freestone no ranking), então entrei mais concentrado ainda para buscar a vitória”, disse Alex Ribeiro. “Eu tive a frieza de esperar até o fim por uma onda boa, porque eu sabia que ela ia vir. O Jeremy (Flores) tinha a maior nota da bateria, eu tinha duas medianas e eu sabia que se viesse uma onda boa eu ia conseguir a nota que precisava, então minha tática deu certo e estou muito feliz”.

Ele também falou sobre a longa calmaria na Praia de Itaúna na batalha final pelo título do Quiksilver Pro Saquarema, com a onda da virada só entrando no último minuto da bateria. “Eu vi as ondas mexendo lá dentro e eu só dizendo para mim mesmo que ia vir, ia vir, mas não vinha. O tempo foi passando e eu continuei acreditando até o fim, porque se entrasse a onda eu ia dar tudo pra conseguir a nota. Demorou um pouco, mas a série entrou, a esquerda veio perfeita pra mim e eu consegui acertar as manobras para vencer. Estou muito feliz, quase nem acredito que passei para a vice-liderança no ranking (do WSL Qualifying Series) e que agora vou participar do CT também. Nossa, é muita felicidade num dia só”.

DECISÃO DO TÍTULO – A grande final entrou no mar por volta das 13h30 com a Praia de Itaúna lotada de torcedores para o brasileiro e Alex Ribeiro pegou a primeira onda da bateria, fez uma manobra e arriscou o aéreo, porém sem completar. Com as séries demorando a entrar, a escolha das ondas era fundamental para não desperdiçar nenhuma chance de pontuar. Jeremy Flores também não começou bem e o brasileiro pegou outra para fazer a primeira onda completa da final e largar na frente com nota 6,67. Só que o francês logo mostra a potência das suas batidas verticais de backside numa boa esquerda e entra na briga do título com nota 8,60, abrindo 6,27 pontos de vantagem. Alex Ribeiro responde em outra esquerda perfeita, que ele acelerou para abrir com um aéreo rodando e conseguir a virada com o 6,93 recebido dos juízes.

Depois de um início agitado, o vento apertou e os surfistas ficaram no outside aguardando pela volta das ondas numa longa calmaria na Praia de Itaúna. Jeremy Flores pareceu mostrar impaciência com o passar o tempo, pegou uma onda pequena que só rendeu 4,53 pontos e a prioridade de escolha da próxima ficou com Alex Ribeiro. Enquanto o brasileiro esperava por séries maiores, o francês pegou outra esquerda para tentar virar o placar e conseguiu exatamente os 5 pontos que precisava, ganhando no desempate da maior nota. Para vencer, Alex Ribeiro teria que tirar 6,68 dos juízes nos 10 minutos da bateria e Jeremy ainda ampliou a diferença para 7,25 com nota 5,57 em outra onda. No entanto, Alex Ribeiro teve toda a paciência do mundo e foi premiado com uma ótima onda no último minuto, que abriu o paredão para ele desferir três manobras muito fortes abrindo leques da água e arrancar nota 8,0 dos juízes para vencer por 14,93 a 14,17 pontos.

Jeremy Flores (Foto: Daniel Smorigo / WSL South America)

Jeremy Flores (Foto: Daniel Smorigo / WSL South America)

“Estou feliz com o resultado mesmo assim, porque é muito difícil chegar até a final e fiquei um pouco decepcionado desta vez por não ter vencido. Mas, competição é assim mesmo, só um vence e parabéns para o Alex (Ribeiro) pela vitória”, disse Jeremy Flores, que já havia perdido a final do QS 10000 encerrado no sábado da semana passada para Filipe Toledo em Trestles, na Califórnia, Estados Unidos. “Tudo acontece por uma razão, mas para mim foram dois grandes resultados pelo alto nível dos surfistas que competiram nestes dois eventos. Eu estou me sentindo bem, as pranchas estão muito boas, estou bem de cabeça, com o físico em dia, então estou superfeliz e pronto para competir nas próximas semanas lá no Rio de Janeiro”.

No último dia do Quiksilver Pro Saquarema, Jeremy Flores entrou no mar para competir quatro vezes, sempre usando a força do seu backside para arrancar grandes notas dos juízes. Ele começou o domingo ganhando um duelo eletrizante contra o paulista Jessé Mendes nas oitavas de final. Depois também teve trabalho para superar o costa-ricense Carlos Munoz nas quartas e o paulista Caio Ibelli na disputa pela última vaga na grande final. O francês agora lidera o WSL Qualifying Series, mas dispensa a classificação pelo ranking de acesso por já estar garantindo a sua permanência na elite dos top-34 entre os 22 primeiros colocados no CT.

Já o campeão Alex Ribeiro, que no ano passado conquistou o título sul-americano profissional da WSL South America com duas vitórias nas etapas do QS da Argentina e de Itacaré, na Bahia, disputou só três baterias no domingo em Saquarema. A primeira vítima foi o norte-americano Nathan Yeomans na abertura das quartas de final e depois despachou um dos destaques do QS 10000 de Saquarema, Noe Mar McGonagle, da Costa Rica, que vinha acertando belos aéreos e massacrando as esquerdas com manobras potentes executadas com pressão e velocidade. Este foi um dos confrontos mais difíceis do último dia para Alex Ribeiro, que vai reforçar a “seleção brasileira” no Oi Rio Pro como vice-líder no ranking do WSL Qualifying Series.

MUDANÇAS NO G-10 – O resultado do Quiksilver Pro Saquarema apresentado pela Powerade provocou quatro mudanças de nomes entre os dez surfistas que o WSL Qualifying Series classifica para a elite dos top-34 da World Surf League. O primeiro a entrar foi o australiano Ryan Callinan e outros três só ingressaram no G-10 no último dia, quando passaram para as semifinais, os brasileiros Alex Ribeiro e Caio Ibelli e Noe Mar McGonagle, da Costa Rica. Eles tiraram da lista o cearense Michael Rodrigues, o norte-americano Michael Dunphy, o australiano Wade Carmichael e Charles Martin, da Ilha Guadalupe.

Foto: Daniel Smorigo / WSL South America

Foto: Daniel Smorigo / WSL South America

“É uma felicidade muito grande estarmos entre os dez primeiros do ranking”, disse Noe Mar McGonagle, após a derrota no finalzinho da bateria para Alex Ribeiro nas semifinais. “Nós da Costa Rica trabalhamos juntos como uma equipe e acredito que a nossa união está fazendo toda a diferença. O trabalho é diário e somos como uma família. A vitória de um é a vitória do outro. Eu estou muito satisfeito com este meu resultado em Saquarema. Foi a minha primeira vez aqui e o evento foi perfeito. Certamente estarei aqui no ano que vem”.

O POWERADE apresenta QUIKSILVER PRO SAQUAREMA 2015 é uma etapa do Circuito Mundial da WSL – World Surf League, que contou com patrocínio do Governo do Estado do Rio de Janeiro, Prefeitura Municipal de Saquarema e apoio da CCR – Via Lagos, Associação Brasileira de Surf Profissional (ABRASP), Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro (FESERJ) e Associação de Surf de Saquarema (ASS). O evento foi transmitido ao vivo pelowww.worldsurfleague.com.

 




G-10 NO RANKING DO WORLD SURF LEAGUE QUALIFYING SERIES – após 11.a etapa em Saquarema:

1.o: Jeremy Flores (FRA) – 16.400 pontos

2.o: Alex Ribeiro (BRA) – 12.420

3.o: Alejo Muniz (BRA) – 12.250

4.o: Jack Freestone (AUS) – 11.950

5.o: Stu Kennedy (AUS) – 10.495

6.o: Filipe Toledo (BRA) – 10.000

7.o: Ryan Callinan (AUS) – 9.850

8.o: Joan Duru (FRA) – 9.680

9.o: Kolohe Andino (EUA) – 9.360

10.o: Dusty Payne (HAV) – 9.255

11.o: Caio Ibelli (BRA) – 8.800



SÁBADO 09 de maio 2015

SAQUAREMA NA RETA FINAL.

Sábado de Sol, céu azul e ótimas ondas de 4-6 pés na Praia de Itaúna completando o cenário perfeito para o Quiksilver Pro Saquarema apresentado pela Powerade na Cidade do Surf da Região dos Lagos do Rio de Janeiro. Três brasileiros passaram o domingo decisivo do QS 10000 de Saquarema, com Alex Ribeiro conquistando a primeira vaga para as quartas de final e os também paulistas Jessé Mendes e Caio Ibelli nas baterias restantes das oitavas de final que ficaram para abrir o último dia no Maracanã do surfe brasileiro. Também já garantiram passagem para as quartas de final nos duelos que fecharam o show de surfe do sábado em Itaúna, o adversário de Alex Ribeiro na primeira bateria, Nathan Yeomans, dos Estados Unidos, além do australiano Cooper Chapman e do costa-ricense Noe Mar McGonagle.

Alex Ribeiro (Foto: Daniel Smorigo / WSL South America)

Alex Ribeiro (Foto: Daniel Smorigo / WSL South America)

“Estou conseguindo mais um bom resultado aqui em Saquarema e eu adoro esse lugar, sempre dá altas ondas e agora ficou melhor ainda só com dois atletas na água”, disse Alex Ribeiro, depois da vitória por 14,83 a 14,77 pontos sobre o potiguar Italo Ferreira no duelo brasileiro que abriu as oitavas de final do Quiksilver Pro Saquarema. “Essa minha bateria com o Italo (Ferreira) não foi tão boa de ondas como a outra que disputei antes, mas deu tudo certo e estou feliz que passei para as quartas de final, já que no ano passado eu parei nas oitavas”.

Antes deste confronto com o top do WCT, Italo Ferreira, Alex Ribeiro fez a sua melhor apresentação nas ondas da Praia de Itaúna esse ano quando derrotou o havaiano Granger Larsen e o australiano Stu Kennedy na abertura da terceira fase. Nesta bateria, o paulista da Praia Grande conseguiu nota 9,17 na sua melhor onda e ainda somou um 7,83 para vencer por exatos 17 pontos. Com a classificação, Alex Ribeiro garantiu 5.200 pontos para o WSL Qualifying Series e já saltou da 57.a para a 15.a posição no ranking que classifica dez surfistas para completar a elite dos top-34 que disputa o título mundial da World Surf League.

“A onda não era tão da série, mas abriu uma canaleta muito boa, consegui aplicar duas manobras na borda bem fortes, no critério que os juízes gostam, e ainda fiz uma finalização boa, uma batida na junção limpinha pra tirar aquele 9,17”, descreveu Alex Ribeiro sobre a sua melhor onda surfada em Itaúna esse ano. “O dia hoje (sábado) está maravilhoso, nenhuma nuvem no céu, Sol, altas ondas, vento terral, ondas de 1,5 metro a 2,0 metros, ninguém tem o que reclamar. Saquarema não nega fogo mesmo, deu boas ondas a semana inteira e todo mundo está feliz com estas condições espetaculares”.

QUARTAS DE FINAL – O adversário do atual campeão sul-americano da WSL South America, Alex Ribeiro, na disputa pela primeira vaga para as semifinais do Quiksilver Pro Saquarema, será o norte-americano Nathan Yeomans, que completou bons aéreos durante a semana na Praia de Itaúna. A classificação para o domingo decisivo foi conquistada sobre o havaiano Granger Larsen no segundo duelo das oitavas de final, vencido pelo americano por 13,94 a 12,73 pontos.

“Apesar de eu ter cometido alguns erros, a bateria foi boa e estou muito feliz por ter passado para as quartas de final, pois fazia tempo que eu não tinha um bom resultado assim num evento tão importante”, disse Nathan Yeomans, que está adorando Saquarema. “Este lugar é incrível. As ondas são ótimas e ontem (sexta-feira) a noite teve um show irado (da banda de reggae, Cidade Negra) aqui na área do evento que eu curti bastante. Eu não consegui entender as letras das músicas porque são em português, mas o som era excelente e a energia da multidão que lotou a praia foi incrível”.

Jeremy Flores (Foto: Daniel Smorigo / WSL South America)

Jeremy Flores (Foto: Daniel Smorigo / WSL South America)

Já a segunda quarta de final do Quiksilver Pro Saquarema será entre Noe Mar McGonagle e Cooper Chapman. O surfista da Costa Rica despachou o francês Joan Duru, que defendia vaga no grupo dos dez surfistas que o WSL Qualifying Series classifica para a elite dos top-34 da World Surf League. E Cooper Chapman bateu o novo recordista de pontos nas ondas de Itaúna esse ano, Connor O´Leary, na quarta oitava de final que fechou o sábado em Saquarema.

“Foi uma bateria muito difícil, porque não é fácil competir contra alguém do nível do Joan Duru”, disse Noe Mar McGonagle. “Eu consegui encontrar apenas uma onda boa de verdade e tive que somar uma nota fraca, mas foi o suficiente para me ajudar a chegar nas quartas de final. Estou mais feliz ainda pela classificação porque este evento é realizado pelo meu patrocinador, a Quiksilver, neste lugar incrível. Esta é a primeira vez que eu venho competir aqui, mas sem dúvidas este é uma das etapas mais importantes do ano e por isso vários caras do CT vieram competir aqui”.

O australiano Cooper Chapman também ficou feliz pela passagem para as quartas de final. Ele está tentando retornar ao G-10 do WSL Qualifying Series, pois saiu da lista na outra etapa do QS 10000 encerrada sábado passado nos Estados Unidos. “Foi uma bateria muito louca. Tanto eu como o Connor (O´Leary) caímos muito e fomos esmagados pelas ondas. As ondas aqui são bem parecidas com as de North Narrabeen, onde eu moro, então me senti mais confortável lá dentro. Estou feliz por ter passado, principalmente porque hoje já é meu aniversário lá na Austrália, mas aqui no Brasil vai ser só amanhã (domingo)”.

NOVOS RECORDES – Com as séries bombando os expressos de esquerdas abrindo longas paredes limpas para manobras de borda e as direitas formando boas rampas com o vento leste para os aéreos, novos recordes foram registrados no QS 10000 de Saquarema. Aliás, foram computadas incríveis treze notas na casa dos 9 pontos, com critério excelente. A maior foi o 9,83 recebido pelo francês Jeremy Flores no confronto que fechou a terceira fase e o outro recordista foi Connor O´Leary, que atingiu imbatíveis 18,67 pontos e depois acabou eliminado pelo também australiano Cooper Chapman na última bateria do sábado de mar clássico na Praia de Itaúna.

As maiores notas saíram em manobras de borda executadas com pressão e velocidade, mas também em aéreos como o do costa-ricense Carlos Munoz que arrancou um 9,5 dos juízes na disputa pelas duas últimas vagas para as oitavas de final. Foi nesta bateria que Jeremy Flores pegou uma esquerda perfeita para ganhar a maior nota do campeonato (9,83), com dois dos cinco juízes dando nota 10 para ele. Em outra tirou 8,33 para fazer o terceiro maior placar do dia – 18,16 pontos. Antes dele, o também francês Maxime Huscenot já havia totalizado 18,30 com 9,23 em sua melhor onda, mas o recordista de pontos foi mesmo o australiano Connor O´Leary com 18,67 pontos das notas 9,80 e 8,87 nas duas ondas computadas.

“As ondas estão absolutamente bombando no tamanho perfeito para competir e minha bateria ainda caiu no momento perfeito da maré”, disse Connor O´Leary, depois de estabelecer novos recordes para o Quiksilver Pro Saquarema. “Estou amarradão por ter a oportunidade de surfar um point de esquerdas perfeitas como estas em um evento do QS. Fico mais amarradão ainda que a Quiksilver, que é minha patrocinadora, esteja promovendo um evento como este. A onda daqui é incrível e muito divertida, além de ter uma força incrível”.

EQUIPE QUIKSILVER – O francês Jeremy Flores, que também faz parte da equipe de competição da Quiksilver e foi o único top-34 da elite mundial a avançar para o último dia, igualmente era só felicidade depois de surfar a melhor onda de todo o campeonato na Praia de Itaúna. “Eu fiz algumas escolhas erradas no começo da bateria, mas tive paciência para esperar e do meio pro fim veio essa onda fantástica que tive a felicidade de conseguir surfar até o fim. Foi uma onda mágica e eu amo estar aqui. Na minha opinião, Saquarema tem a melhor onda do Brasil e é sempre um prazer participar de um evento nessas condições de mar excelentes”.

Jessé Mendes (Foto: Daniel Smorigo / WSL South America)

Jessé Mendes (Foto: Daniel Smorigo / WSL South America)

O adversário de Jeremy Flores na última bateria das oitavas de final será o seu companheiro de equipe, Jessé Mendes. Eles se classificaram juntos na última rodada de confrontos formados por quatro competidores que abriu o sábado na Praia de Itaúna. Depois Jessé se classificou também em segundo lugar, atrás de outro francês, Maxime Huscenot, que surfou duas ondas excelentes que valeram notas 9,13 e 9,07 para fazer o segundo maior placar do Quiksilver Pro Saquarema, 18,30 pontos. Nesta bateria, Jessé e Maxime despacharam o neozelandês Billy Stairmand.

“Este já é o meu melhor resultado do ano e eu gosto bastante de Saquarema, ainda mais assim com o mar clássico, as esquerdas perfeitas e o vento de lado na boca da direita deixando a parede da esquerda lisa com bastante velocidade. Foi muito show o mar hoje (sábado)”, disse Jessé Mendes. “Eu poderia ter surfado melhor essa minha segunda bateria, mas fiz uma leitura errada das ondas. Eu quis fazer umas manobras abertas, muito grandes, e acabava não chegando na junção a tempo. Os juízes gostam mais de manobras verticais e eu li as ondas mais pra rasgadas, então acabei dando mole nisso. Mas, o importante mesmo era passar de fase e estou feliz que consegui me classificar”.

O POWERADE apresenta QUIKSILVER PRO SAQUAREMA 2015 é uma etapa do Circuito Mundial da WSL – World Surf League, que conta com patrocínio do Governo do Estado do Rio de Janeiro, Prefeitura Municipal de Saquarema e apoio da CCR – Via Lagos, Associação Brasileira de Surf Profissional (ABRASP), Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro (FESERJ) e Associação de Surf de Saquarema (ASS). O evento está sendo transmitido ao vivo pelowww.worldsurfleague.com.



02 DE MAIO 2015

FILIPE TOLEDO VENCE NA CALIFÓRNIA

O paulista Filipe Toledo usou os aéreos para liquidar seus adversários nas ondas de Lower Trestles e festejar o terceiro título consecutivo do Brasil em etapas do Qualifying Series em San Clemente, na Califórnia, Estados Unidos. O evento ficou dois anos sem ser realizado e voltou agora promovendo o primeiro QS 10000 da World Surf League, com Filipe faturando o prêmio máximo de 40 mil dólares derrotando o francês Jeremy Flores na bateria decisiva do sábado por 16,30 a 13,70 pontos. A segunda etapa de 10.000 pontos para o ranking do WSL Qualifying Series é no Brasil, o Quiksilver Pro Saquarema apresentado pela Powerade, que começa terça-feira nas ondas poderosas da Praia de Itaúna, na Cidade do Surf da Região dos Lagos do Rio de Janeiro.

Filipe Toledo voando para a vitória (Foto: Sean Rowland / WSL)

Filipe Toledo voando para a vitória (Foto: Sean Rowland / WSL)

“Eu estava definitivamente muito animado esta semana por poder ficar com meus amigos e minha família aqui em San Clemente”, disse Filipe Toledo. “Eu sinto uma energia muito boa quando estou com eles e acho que isso me deixou mais relaxado e tranquilo para poder competir me divertindo, só querendo fazer o meu melhor nas ondas. Eu me senti bem confortável, confiante para fazer as manobras e minhas pranchas também estavam incríveis. Foi tudo maravilhoso”.

Esta foi a segunda vitória de Filipe Toledo nos quatro eventos que ele disputou este ano. A primeira foi na etapa de abertura do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour na Gold Coast, Austrália, quando ele liderou o ranking mundial pela primeira vez. E com os 10.000 pontos recebidos pelo título em San Clemente, ele foi direto para a segunda posição no ranking do WSL Qualifying Series, que passou a ser liderado por Alejo Muniz. O catarinense assumiu a ponta com os 3.700 pontos que ele marcou pelo nono lugar, com a derrota para o havaiano Dusty Payne nas oitavas de final. Filipe atualmente mora na cidade de San Clemente e o Brasil já vinha de um bicampeonato nas últimas etapas do QS disputadas em Trestles, com Miguel Pupo em 2011 e Gabriel Medina em 2012.

Nas ondas de 2-4 pés que rolaram durante esta semana em Lower Trestles, Filipe usou o seu vasto repertório de aéreos acrobáticos para vencer todas as baterias do Oakley Pro Trestles que disputou. No sábado decisivo, começou o dia despachando Charles Martin, da Ilha Guadalupe, nas quartas de final. Depois passou pelo havaiano Dusty Payne e na final ganhou as duas maiores notas das bateria contra o francês Jeremy Flores, 8,30 e 7,83. Ele agora volta a se concentrar somente no Oi Rio Pro, a etapa brasileira da World Surf League que começa em 11 de maio e vai até o dia 22 na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Filipe já está escalado para estrear na décima bateria com o também brasileiro Miguel Pupo e o australiano Matt Banting.

“O título mundial é definitivamente o que está na minha mente esse ano e eu não posso esperar para conseguir a camisa amarela (de líder do ranking) de volta”, disse Filipe Toledo. “O campeonato no Brasil certamente vai ser incrível, com grande público para apoiar a gente, principalmente depois do título mundial do Gabriel (Medina) no ano passado. Vai ser uma loucura e não vejo a hora que chegue logo o evento, porque é muito bom competir no Brasil, ao lado da nossa torcida”.

Foto: Sean Rowland / WSL

Foto: Sean Rowland / WSL

Filipe preferiu nem participar do Quiksilver Pro Saquarema apresentado pela Powerade para manter o foco somente no Oi Rio Pro. Ao contrário, o vice-campeão do Oakley Lowers Pro, Jeremy Flores, bem como o também integrante da elite dos top-34 da World Surf League, Dusty Payne, que dividiu o terceiro lugar na Califórnia com o australiano Wade Carmichael, vão competir nas ondas da Praia de Itaúna antes da etapa brasileira do CT na capital do Rio de Janeiro. Aliás, quase metade do atual grupo que disputa o título mundial deste ano vai participar do QS 10000 de Saquarema, dezesseis no total.

SEIS MUDANÇAS NO G-10 – Os 10.000 pontos colocados em jogo nestas etapas com status máximo do WSL Qualifying Series são decisivos na briga pelas dez vagas para o seleto grupo dos 34 melhores surfistas do mundo. Na Califórnia, o resultado do Oakley Lowers Pro modificou bastante o ranking, com seis mudanças de nomes no G-10. Os únicos que permaneceram na lista foram o catarinense Alejo Muniz, que vai defender a liderança do ranking no Quiksilver Pro Saquarema, o australiano Jack Freestone, que manteve a terceira posição, o norte-americano Kolohe Andino, que caiu do primeiro para o quarto lugar, e o australiano Stu Kennedy, que permaneceu em sexto.

Os finalistas Filipe Toledo e Jeremy Flores são as primeiras novidades, mas eles já estão entre os top-22 do CT que são mantidos na elite para o ano que vem e dispensam a classificação pelo QS. Os que passaram a figurar no G-10 foram o norte-americano Michael Dunphy em sétimo lugar no ranking, o australiano Wade Carmichael em oitavo, o cearense Michael Rodrigues em nono, o havaiano Dusty Payne em décimo, Charles Martin da ilha Guadalupe em 11.o e o francês Joan Duru em 12.o. Eles tiraram três brasileiros da zona de classificação, o pernambucano Ian Gouveia, o paulista Deivid Silva e o carioca Pedro Henrique, além do australiano Ryan Callinan, o taitiano Mateia Hiquily e o norte-americano Evan Geiselman.

Jeremy Flores (Foto: Sean Rowland / WSL)

Jeremy Flores (Foto: Sean Rowland / WSL)

Michael Rodrigues foi o único brasileiro a entrar no G-10 nos Estados Unidos, sem contar o novo vice-líder, Filipe Toledo. O cearense também é especialista em aéreos e as ondas de Lower Trestles estavam formando boas rampas para voar durante toda a semana. Ele também competiu no sábado decisivo do Oakley Lowers Pro e perdeu por pouco para o vice-campeão Jeremy Flores nas oitavas de final que abriram o último dia na Califórnia. O placar terminou em 16,77 a 16,50 pontos, com Michael Rodrigues dividindo o nono lugar com outros dois brasileiros, o paulista Miguel Pupo barrado pelo americano Tanner Gudauskas e o novo líder Alejo Muniz pelo havaiano Dusty Payne.

CAPITAL MUNDIAL DO SURF – Agora o Brasil se transforma na capital mundial do surf com os dois eventos mais importantes do calendário da World Surf League sendo realizados nas próximas semanas no Rio de Janeiro. O primeiro é o QS 10000 Quiksilver Pro Saquarema apresentado pela Powerade, que começa na terça-feira e vai até domingo no Maracanã do Surf, como é conhecida a Praia de Itaúna pela potência das suas ondas. Depois, o Oi Rio Pro com os melhores surfistas do mundo disputando o quarto desafio do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour entre os dias 11 e 22 de maio na Barra da Tijuca. O palco principal é nas ondas do Postinho e uma estrutura alternativa estará instalada no Meio da Barra, próximo ao Posto 6, para ser utilizada se as ondas estiverem melhores.
 

G-10 DO WORLD SURF LEAGUE QUALIFYING SERIES 2015 – 9 etapas:

1.o: Alejo Muniz (BRA) – 11.250 pontos

2.o: Filipe Toledo (BRA) – 10.000

3.o: Jack Freestone (AUS) – 9.750

4.o: Kolohe Andino (EUA) – 9.360

5.o: Jeremy Flores (FRA) – 8.400

6.o: Stu Kennedy (AUS) – 8.295

7.o: Michael Dunphy (EUA) – 7.750

8.o: Wade Carmichael (AUS) – 7.705

9.o: Michael Rodrigues (BRA) – 7.080

10.o: Dusty Payne (HAV) – 7.055

11.o: Charles Martin (GLP) – 6.360

12.o: Joan Duru (FRA) – 6.180

TERÇA FEIRA 28 DE ABRIL 2015

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SEXTA FEIRA 24 DE ABRIL 2015

MINEIRINHO DETONA E VENCE NA AUSTRÁLIA.

O paulista Adriano “Mineirinho” de Souza, 28 anos, fechou com chave de ouro o ótimo início de temporada da “seleção brasileira” no Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour na Austrália. O novo líder do ranking mundial faturou o título do Drug Aware Margaret River Pro na sexta-feira, derrotando a sensação do surfe havaiano, John John Florence, 22 anos, com as duas únicas ondas que surfou na final disputada em boas ondas de 6-8 pés em Main Break. Mineirinho perdeu no desempate a decisão da etapa passada, em Bells Beach, para o australiano Mick Fanning, mas agora festejou sua quinta vitória na carreira por 17,53 a 16,87 pontos e vai competir com a lycra amarela de número 1 do ranking no Oi Rio Pro, a nova etapa brasileira da World Surf League no Rio de Janeiro, de 11 a 22 de maio na Barra da Tijuca.

Adriano de Souza (Foto: Kirstin Scholtz / WSL)

Adriano de Souza (Foto: Kirstin Scholtz / WSL)

“Eu estou muito feliz, acabei de bater o melhor surfista do planeta!”,disse Adriano de Souza, que dedicou a vitória para o amigo Ricardo dos Santos, assassinado em janeiro na frente da sua casa na Guarda do Embaú (SC), por um policial militar que estava de folga. “Eu estava muito motivado pra vencer aqui para dedicar um título para ele (Ricardo dos Santos). Depois de chegar a final em Bells Beach e não ganhar, isso realmente me estimulou ainda mais. É uma honra colocar o meu nome nesta escadaria, junto com todos os campeões do passado aqui em Margaret River. Todas as manhãs eu via esses nomes e só desejava que o meu estivesse lá algum dia, então estou muito feliz que foi hoje”.

John John Florence era o único surfista que estava invicto em Margaret River, sem perder nenhuma bateria no campeonato. Já o brasileiro teve que disputar duas a mais, pois foi derrotado nas duas rodadas que não eram eliminatórias, a primeira pelo também havaiano Sebastian Zietz e na quarta fase pelo australiano Taj Burrow, sua primeira vítima na sexta-feira do Drug Aware Margaret River Pro. O havaiano é apontado como forte candidato ao título mundial, mas Mineirinho teve muita frieza e uma precisão cirúrgica para vencer a bateria final nas duas únicas ondas que surfou durante os 40 minutos da decisão.

O brasileiro foi paciente para escolher bem as melhores das séries nas direitas de Main Break, usando o mesmo ataque de três manobras fortes, finalizando com uma batida explosiva na junção. Na primeira recebeu nota 8,93 e na segunda 8,60 para faturar o prêmio máximo de 100.000 dólares por 17,53 a 16,87 pontos. O havaiano começou com notas 7,00 e 7,87 e ainda tirou a maior da bateria – 9,00 – usando a sua incrível variedade de manobras modernas para destruir a melhor onda da final. Com ela, John John conseguiu diminuir a vantagem do brasileiro para 8,53 pontos e ainda teve uma chance para virar o placar, mas recebeu nota 7,07 e terminou como vice-campeão, subindo da 21.a para a oitava posição no ranking liderado por Adriano de Souza.

John John Florence (Foto: Kelly Cestari / WSL)

John John Florence (Foto: Kelly Cestari / WSL)

“O John John (Florence) é um dos surfistas mais talentosos que nós temos no circuito”, destacou Adriano de Souza. “Eu vinha assistindo suas baterias aqui neste evento e ele estava arrebentando. O campeonato todo deu altas ondas e foi um verdadeiro desafio. Tivemos excelentes condições em The Box que foi fantástico e em Main Break também, então estou muito feliz por poder vencer este campeonato em ondas incríveis. A corrida do título mundial está boa e agora todos vão tentar me pegar. Eu sei que preciso continuar melhorando e trabalhando duro, mas estou muito motivado para competir no Rio de Janeiro”.

A decisão do título do Drug Aware Margaret River Pro foi também um tira-teima particular entre os dois finalistas. Eles tinham se enfrentado apenas duas vezes em duelos eliminatórios na divisão de elite, ambos nas quartas de final da etapa norte-americana em Trestles, na Califórnia. O brasileiro venceu o primeiro em 2012, o havaiano deu o troco no ano passado, mas Adriano desempatou este placar para 2 a 1 com a vitória em sua segunda final consecutiva na Austrália. Mineirinho agora totaliza 24.500 pontos no ranking e os únicos que podem lhe tirar a lycra amarela da liderança no Oi Rio Pro, são o australiano Mick Fanning e o também brasileiro Filipe Toledo, que venceu a primeira etapa do ano na Gold Coast.

“Eu adoro surfar aqui em Margaret River”, disse John John Florence. “No ano passado eu perdi cedo e não tive a chance de competir em The Box, então o evento deste ano foi realmente incrível poder surfar lá e depois aqui em Main Break também para fazer vários tipos de manobras. A seção final da onda estava um pouco complicada hoje (sexta-feira), eu errei algumas finalizações, mas fiquei feliz pela minha última onda que foi realmente muito boa. Só que o Adriano (de Souza) esteve impecável, ele é muito consistente, só pegou duas ondas lá fora e em ambas tirou notas acima de 8, então mereceu a vitória”.

CINCO VITÓRIAS – Esta foi a quinta vitória de Adriano de Souza em etapas válidas pelo título mundial. Ele entrou na divisão de elite em 2006, com 19 anos de idade, já chegando as semifinais em sua primeira etapa contra os melhores do mundo na Gold Coast. Mas, a primeira vitória só veio em 2009, na extinta etapa de Mundaka, na Espanha, depois de perder as suas duas primeiras finais da carreira no WCT, para o australiano Joel Parkinson novamente na Gold Coast e para Kelly Slater na penúltima edição da etapa brasileira na Praia da Vila, em Imbituba, Santa Catarina. Quando retornou para o Rio de Janeiro em 2011, Mineirinho festejou sua segunda vitória na Barra da Tijuca lotada, derrotando o mesmo Taj Burrow que ele eliminou nas semifinais em Margaret River.

Homenagem a Ricardo dos Santos na prancha da vitória (Foto: Kirstin Scholtz / WSL)

Homenagem a Ricardo dos Santos na prancha da vitória (Foto: Kirstin Scholtz / WSL)

Com o título no Brasil, Adriano assumiu a liderança do ranking mundial pela primeira vez e no mesmo ano conquistou outra etapa de forma inesquecível em Portugal, contra Kelly Slater num mar clássico em Supertubos, Peniche. Ele vingou a derrota sofrida em Santa Catarina para o maior ídolo do esporte, porém também levou o troco de Taj Burrow na abertura da temporada 2012, perdendo outra decisão na Gold Coast para um australiano. Mas, em 2013 se tornou o único brasileiro a badalar o sino da vitória em Bells Beach e foi vice-campeão na etapa brasileira no Rio de Janeiro, saindo mais uma vez do Brasil como número 1 do ranking mundial após a final com o sul-africano Jordy Smith nas ondas do Postinho da Barra da Tijuca.

CLÁSSICO NA SEMIFINAL – Para disputar sua segunda final consecutiva na Austrália, Adriano teve que vencer um confronto que já virou um clássico no circuito mundial contra o veterano Taj Burrow, 36 anos, que é local de Margaret River e competia em casa. O australiano já mostrou o seu conhecimento do pico logo na primeira onda que pegou, começando com nota 7,5 na única esquerda surfada na sexta-feira em Main Break. Mineirinho entrou na briga depois de acertar duas manobras potentes numa boa direita para tirar nota 6,60 e na seguinte recebeu 7,03 para assumir a ponta. Taj fica precisando de 6,13 pontos e a bateria foi decidida nas últimas ondas surfadas nos minutos finais. A do brasileiro foi melhor, valeu 6,63 e não entrou mais onda para o australiano tentar a virada no placar encerrado em 13,66 a 13,27 pontos.

OI RIO PRO – Agora todas as atenções ficam voltadas para o Brasil, que vai sediar a próxima etapa do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour nos dias 11 a 22 de maio no Rio de Janeiro. Adriano de Souza vai usar a lycra amarela de número 1 do ranking mundial pela primeira vez no Oi Rio Pro apresentado pela Corona. Além do novo patrocinador, outra novidade da etapa brasileira esse ano é uma estrutura alternativa na praia de São Conrado, mas o palco principal continua sendo nas ondas do Postinho, no início da Barra da Tijuca. Será a primeira vez que o evento acontece com um brasileiro como campeão mundial, Gabriel Medina, além de Adriano de Souza estar liderando o ranking com Filipe Toledo em terceiro lugar.

O defensor do título, Gabriel Medina, não começou bem a temporada e chega no Brasil em 16.o lugar na classificação geral das três etapas da Austrália. O também paulista Miguel Pupo foi até as semifinais na Gold Coast como Mineirinho e ocupa a 12.a posição. Os outros integrantes da “seleção brasileira” são os potiguares Jadson André e Italo Ferreira, que dividem o 17.o lugar com o australiano Matt Wilkinson e o irlandês Glenn Hall, além do paulista Wiggolly Dantas, que está empatado em 21.o com o taitiano Michel Bourez e o australiano Bede Durbidge.
 

RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO DRUG AWARE MARGARET RIVER PRO:

Campeão: Adriano de Souza (BRA) por 17,53 pontos (notas 8,93+8,60) – US$ 100.000 e 10.000 pontos

Vice-campeão: John John Florence (HAV) com 16,87 pontos (9,00+7,87) – US$ 40.000 e 8.000 pontos
 

TOP-22 NO  RANKING DA WORLD SURF LEAGUE – após as 3 etapas na Austrália:

1.o: Adriano de Souza (BRA) – 24.500 pontos

2.o: Mick Fanning (AUS) – 16.950

3.o: Filipe Toledo (BRA) – 15.700

4.o: Julian Wilson (AUS) – 14.950

5.o: Nat Young (EUA) – 14.750

6.o: Taj Burrow (AUS) – 13.450

7.o: Josh Kerr (AUS) – 12.250

8.o: John John Florence (HAV) – 11.500

9.o: Kelly Slater (EUA) – 10.950

9.o: Jordy Smith (AFR) – 10.950

9.o: Owen Wright (AUS) – 10.950

12.o: Miguel Pupo (BRA) – 8.750

13.o: Jeremy Flores (FRA) – 8.500

14.o: Joel Parkinson (AUS) – 7.500

14.o: Sebastian Zietz (HAV) – 7.500

16.o: Gabriel Medina (BRA) – 7.450

17.o: Jadson André (BRA) – 6.250

17.o: Matt Wilkinson (AUS) – 6.250

17.o: Glenn Hall (IRL) – 6.250

17.o: Italo Ferreira (BRA) – 6.250

21.o: Michel Bourez (TAH) – 6.200

21.o: Bede Durbidge (AUS) – 6.200

21.o: Wiggolly Dantas (BRA) – 6.200

TERÇA FEIRA 21 DE ABRIL 2015

COURTNEY VENCE CARISSA NA AUSTRÁLIA.

A norte-americana Courtney Conlogue, 22 anos, acabou com a invencibilidade da havaiana Carissa Moore, 22, no último desafio da “perna australiana” do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour 2015. Já as semifinais masculinas, com Adriano de Souza na segunda bateria contra Taj Burrow, foram adiadas para as 7h00 da quinta-feira na Austrália, 20h00 da quarta-feira pelo fuso horário de Brasília. Só as meninas competiram nas ondas de 6-8 pés da quarta-feira em Main Break e a decisão do título foi um tira-teima entre as duas bicampeãs das quatro últimas edições do evento de Margaret River. Apesar da derrota, Carissa Moore continua em primeiro no ranking e vai defender a liderança no Oi Rio Women´s Pro, a nova etapa brasileira da World Surf League nos dias 11 a 22 de maio no Rio de Janeiro.

Courtney Conlogue (Foto: Kirstin Scholtz / WSL)

Courtney Conlogue (Foto: Kirstin Scholtz / WSL)

“É simplesmente fenomenal tudo isso”, disse Courtney Conlogue. “A Carissa (Moore) está numa fase brilhante e eu estava pensando que talvez eu poderia ganhar dela nessas condições de mar. Eu tive um início um pouco complicado neste evento, estava me sentindo fora de ritmo. Nos dias de folga, procurei surfar bastante e peguei um monte de ondas, então acho que isso me deixou mais empolgada e confiante para competir hoje (quarta-feira). Não vieram muitas ondas na final, mas eu consegui achar duas muito boas e estou muito feliz pela vitória”.

A quarta-feira foi mais um dia com ótimas condições em Main Break, principalmente as direitas perfeitas de mais de 2 metros de altura para as meninas darem um show de coragem com grandes manobras em Margaret River. Courtney Conlogue venceu esta etapa quando era válida pelo Qualifying Series em 2011 e 2012. No ano seguinte ela entrou no calendário principal do WSL Women´s Tour e Carissa Moore igualou o bicampeonato da norte-americana em 2013 e 2014. As duas fizeram grandes apresentações para chegaram em mais uma final, mas a bateria acabou marcada por longas calmarias, com poucas ondas boas entrando justamente na decisão do título.

A americana largou na frente com notas 5,33 e 6,67, mas Carissa já respondeu com um 8,5 em sua primeira onda. A havaiana ficou a maioria do tempo com a prioridade de escolha da próxima onda, só que a Courtney foi quem pegou uma muito boa para ela atacar com fortes manobras e ganhar nota 8,43 dos juízes. A defensora do título continuou esperando e só conseguiu surfar mais uma, porém era fraca e rendeu apenas 4,63 pontos. Já a norte-americana achou outra direita da série que abriu o paredão para ela sacramentar a vitória com nota 8,5, faturando o prêmio máximo de 60 mil dólares por 16,93 a 13,13 pontos.

Courtney Conlogue e Carissa Moore (Foto: Kirstin Scholtz / WSL)

Courtney Conlogue e Carissa Moore (Foto: Kirstin Scholtz / WSL)

Com os 10.000 pontos da vitória, Courtney Conlogue assumiu a vice-liderança no ranking, sendo a única ameaça à primeira posição da Carissa Moore no Oi Rio Women´s Pro. Mas, para a norte-americana só interessa a vitória na etapa brasileira da World Surf League e a havaiana não poderá alcançar as quartas de final, ou seja, não vencer duas baterias nas ondas do Rio de Janeiro. Esta foi a terceira vitória da norte-americana desde que entrou na elite das top-17 que disputam o título mundial em 2011. A última tinha sido na Nova Zelândia em 2013. No ano passado, ela sofreu uma contusão em Bells Beach e não competiu no Brasil, ficando de fora ainda nas duas etapas seguintes, em Fiji e em Huntington Beach, nos Estados Unidos.

“Estou me sentindo muito bem, vendo que o trabalho duro que venho fazendo está começando a dar frutos”,falou Conlogue. “Foram muitas horas e muitos dias treinando para buscar o topo do ranking e meu objetivo é ficar entre as três primeiras esse ano. Todas as meninas estão surfando de forma incrível e você tem que estar bem preparada para competir com elas. Eu estou muito emocionada por ter a oportunidade de surfar aqui em Margaret River nestas condições incríveis e quero agradecer todos que me apoiaram para eu estar aqui hoje”.

Courtney Conlogue começou a quarta-feira decisiva do Drug Aware Margaret River Pro despachando a vice-campeã desta etapa nos dois últimos anos, a australiana Tyler Wright, 21 anos. Mas o seu melhor momento foi na semifinal contra Malia Manuel, 21, a mesma havaiana que ela enfrentou na decisão do seu bicampeonato em 2012. Nesta bateria ela surfou grandes ondas, já iniciando com nota 9,00 na primeira onda, depois 7,00 na segunda, 6,87 na terceira, 8,00 na quarta e 8,53 na quinta para fechar o maior placar do último dia em 17,53 pontos. Malia Manuel também achou boas ondas para tirar notas 8,77 e 7,10 e somar 15,87 pontos, superando o resultado da primeira semifinal.

O duelo que já virou um clássico desta talentosa nova geração do WCT feminino, entre Carissa Moore e a australiana Sally Fitzgibbons, 24 anos, foi o mais acirrado da quarta-feira e definido por uma pequena diferença. A havaiana achou uma onda fantástica para manobrar forte e arrancar a maior nota do dia, 9,33, que acabou decidindo a vitória por 14,73 a 14,27 pontos. Na quarta de final havaiana contra a sensação da temporada, Tatiana Weston-Webb, 18 anos, Carissa também pegou boas ondas para vencer por 17,37 a 9,07 pontos, somando notas 8,70 e 8,67. Com duas vitórias e um vice-campeonato, a havaiana lidera a corrida pelo seu terceiro título mundial com 28.000 pontos, contra 21.700 da nova vice-líder, Courtney Conlogue.

Carissa Moore (Foto: Kirstin Scholtz / WSL)

Carissa Moore (Foto: Kirstin Scholtz / WSL)

“Estou muito feliz por conseguir mais um bom resultado”, disse Carissa Moore. “As ondas estavam muito boas hoje (quarta-feira) e a Courtney (Conlogue) fez um trabalho incrível e mereceu a vitória na final. Ela é uma trabalhadora, treina bastante e estou feliz por ela ter vencido também. Esta perna australiana foi incrível para mim e estou muito animada para voltar para casa com três bons resultados. Obrigado a todos que fizeram este evento, nós meninas pudemos competir em ótimas condições durante todo o campeonato e foi ótimo isso”.

A hexacampeã mundial Stephanie Gilmore, 27 anos, que defende o título mundial e foi finalista nas duas primeiras etapas vencidas por Carissa Moore, contundiu o joelho em Margaret River e é dúvida para o Oi Rio Pro. Ela agora é a terceira colocada no ranking com 19.300 pontos, seguida pelas também australianas Tyler Wright com 16.900 e Sally Fitzgibbons com 16.300 pontos. A única sul-americana no seleto grupo das 17 melhores surfistas do mundo é a brasileira Silvana Lima, 30 anos, que tirou as duas únicas notas 10 do ano entre as meninas na Austrália e divide a nona colocação com a havaiana Coco Ho, 23 anos.
 

FINAL FEMININA DO DRUG AWARE MARGARET RIVER PRO:

Campeã: Courtney Conlogue (EUA) por 16,93 pontos (8,50+8,43) – US$ 60.000 e 10.000 pontos

Vice-campeã: Carissa Moore (HAV) com 13,13 (notas 8,50+4,63) – US$ 25.000 e 8.000 pontos
 

TOP-10 NO RANKING DA WORLD SURF LEAGUE WOMEN´S TOUR 2015 – 3 etapas:

1.a: Carissa Moore (HAV) – 28.000 pontos

2.a: Courtney Conlogue (EUA) – 21.700

3.a: Stephanie Gilmore (AUS) – 19.300

4.a: Tyler Wright (AUS) – 16.900

5.a: Sally Fitzgibbons (AUS) – 16.300

6.a: Lakey Peterson (EUA) – 15.600

7.a: Tatiana Weston-Webb (HAV) – 15.000

8.a: Malia Manuel (HAV) – 13.450

9.a: Coco Ho (HAV) – 11.800

9.a: Silvana Lima (BRA) – 11.800

 
Sábado 18 de abril 2015

MINEIRINHO DETONA SLATER E ASSUME A
LIDERANÇA DA LIGA MUNDIAL.


O paulista Adriano “Mineirinho” de Souza, 28 anos, vai competir com a lycra amarela de número 1 do ranking mundial no Oi Rio Pro, a etapa brasileira do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour, nos dias 11 a 22 de maio na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. A liderança foi confirmada em grande estilo, com a classificação para as semifinais do Drug Aware Margaret River Pro derrotando Kelly Slater, 43, na última bateria do sábado de grandes ondas de 8-12 pés em Main Break. Mineirinho já atingiu imbatíveis 21.000 pontos no ranking e vai disputar a segunda vaga para a grande final contra o surfista local de Margaret River, Taj Burrow, 36. A primeira será entre o havaiano John John Florence, 22, e o norte-americano Nat Young, 23 anos.

Adriano de Souza encarando as morras em Main Break (Foto: Kirstin Scholtz / WSL)

Adriano de Souza encarando as morras em Main Break (Foto: Kirstin Scholtz / WSL)

“Eu fiquei realmente aliviado quando vi entrando aquela onda enorme, porque eu sabia que o Kelly (Slater) não estava bem posicionado para ela, mas foi muito difícil”, disse Adriano de Souza, sobre a onda que tirou sua maior nota na bateria, 8,90. “Estou muito feliz pelo que aconteceu nesta competição até agora. Tem sido maravilhoso surfar Main Break e The Box com ondas enormes assim e principalmente ter sobrevivido nestas condições realmente desafiadoras. Agora quero recarregar as energias para vir focado de novo para as semifinais, pois vou competir contra um local, que é o Taj Burrow, que vem surfando muito bem e é sempre um adversário difícil de bater”.

O maior ídolo do esporte em todos os tempos abriu a bateria contra Adriano já tentando um tubaço numa direita monstruosa que fechou, felizmente para o brasileiro. Mineirinho demorou um pouco para pegar sua primeira onda, mas escolheu bem e ela abriu para ele desferir três manobras potentes que valeram nota 6,83. Slater tentou dar o troco, mas errou de novo na escolha, enquanto Mineirinho respondia com outra onda melhor ainda que a primeira para fazer grandes manobras e arrancar nota 8,90 dos juízes. O onze vezes campeão mundial ainda fez três tentativas sem sucesso, chegando até a quebrar sua prancha numa queda terrível em uma onda gigante. Slater só conseguiu surfar mesmo a última onda que pegou e valeu nota 7,13 para sair da “combination”, que no surfe é como ganhar de goleada no futebol, quando o adversário precisa de mais de 10 pontos para reverter o resultado que foi encerrado em 15,73 a 9,96 pontos.

Adriano de Souza realmente aprendeu a ganhar baterias de Kelly Slater nos últimos anos. Esta foi a 22.a vez que eles se enfrentaram em etapas do WCT desde 2004 e o brasileiro ganhou nove das dez últimas que disputaram. No começo, foi o norte-americano quem venceu nove seguidas, até Adriano conseguir a sua primeira em 2009, nas semifinais da extinta prova de Mundaka, na Espanha. No ano seguinte, Slater venceu mais duas, porém de 2011 até o sábado em Margaret River, só dá Mineirinho. Uma das mais marcantes para o brasileiro foi na decisão do título do Rip Curl Pro Peniche de 2011 em Portugal, com um mar clássico em Supertubos. O placar entre eles agora está em 12 a 10, ainda a favor de Kelly Slater.

Diferente dos outros dias, em que a competição iniciava em The Box, no sábado a quarta fase do Drug Aware Margaret River Pro já começou em Main Break, que bombava séries perfeitas de mais de 3 metros de altura, formando lindos tubos e paredes limpas para grandes manobras dos melhores surfistas do mundo. Adriano de Souza precisou enfrentar as difíceis condições do mar três vezes, pois perdeu a primeira chance de classificação para as quartas de final para o mesmo Taj Burrow que vai voltar a enfrentar nas semifinais. O australiano mostrou todo o seu grande conhecimento do pico para vencer esta bateria e também a quarta de final contra o único surfista que ainda tinha chance matemática de tirar a liderança do ranking do brasileiro, Julian Wilson.

O local de Margaret River, Taj Burrow (Foto: Kelly Cestari / WSL)

O local de Margaret River, Taj Burrow (Foto: Kelly Cestari / WSL)

“Estou muito contente por estar nas semifinais deste evento e principalmente porque está dando altas ondas”,disse Taj Burrow. “Fico muito orgulhoso por isso, pois deu grandes ondas todos os dias aqui em Main Break e em The Box, então ver todos esses caras dando um show parece irreal para mim. Eu não sinto qualquer pressão por ser local daqui, pelo contrário, eu só quero entrar lá para surfar boas ondas e me divertir, pois assim os resultados vêm na sequência, como uma espécie de bônus”.

Julian competiu com Taj e Mineirinho na primeira rodada classificatória para as quartas de final que abriu o sábado de cenário perfeito em Margaret River, com Sol, céu azul, praia lotada e mar clássico, com direitas e esquerdas adrenalizantes rolando durante todo o dia. Antes de perder para Burrow, Wilson tinha vencido uma bateria espetacular em outro duelo australiano com Owen Wright por incríveis 19,06 pontos de 20 possíveis.

Foi o maior placar do dia e só não superou os 19,50 da nota 10 de Kelly Slater na sexta-feira também em Main Break. A única chance de Julian Wilson tirar a ponta do ranking de Adriano de Souza era vencer o Drug Aware Margaret River Pro, mas parou nas quartas de final. Assim como contra Slater, Mineirinho competiu muito bem na quinta fase, despachando o vice-campeão desta etapa no ano passado, Josh Kerr, por 14,83 a 10,66 pontos.

QUARTAS DE FINAL – As quartas de final foram iniciadas logo após esta bateria, com o havaiano John John Florence barrando a grande surpresa do evento, o surfista local Jay Davies, que já havia eliminado dois campeões mundiais, o atual Gabriel Medina e Mick Fanning, que perdeu a liderança do ranking com esta derrota na terceira fase. Os dois deram um show nas ondas e John John garantiu a primeira classificação para as semifinais por 17,87 a 13,84 pontos. O adversário do havaiano será o californiano Nat Young, que no duelo seguinte parou o defensor do título do Drug Aware Margaret River Pro, o taitiano Michel Bourez, por 14,60 a 11,23. Depois, Taj Burrow surfou de forma impressionante para derrotar Julian Wilson por 16,27 a 13,67 antes de Adriano de Souza e Kelly Slater disputarem o último confronto do dia.

FEMININO ADIADO – Depois de fecharem a sexta-feira igualmente de grandes ondas em Main Break, as meninas não competiram no sábado. As seis primeiras colocadas no ranking confirmaram o favoritismo e venceram suas baterias, avançando direto para a terceira fase do Drug Aware Women´s Margaret River Pro. A brasileira Silvana Lima perdeu o penúltimo confronto do dia para a australiana Tyler Wright, que fez o maior placar das meninas, 16,74 pontos. A cearense agora vai enfrentar a havaiana Alessa Quizon na primeira rodada eliminatória da competição feminina para tentar avançar para a terceira fase.

SEXTA FEIRA 17 DE ABRIL 2015

SOBRARAM 12, BRASIL FICA SÓ COM 01

O Brasil já recuperou a primeira posição no ranking mundial com Adriano de Souza, após a sua vitória sobre o neozelandês Ricardo Christie e a eliminação do ex-líder Mick Fanning para o surfista local, Jay Davies, na terceira fase do Drug Aware Margaret River Pro na Austrália. Mineirinho conquistou a única vitória entre os quatro brasileiros que competiram nas grandes ondas de 8-12 pés da sexta-feira em The Box e depois em Main Break. O também paulista Miguel Pupo perdeu para o americano Nat Young em The Box e os potiguares Jadson André e Italo Ferreira foram derrotados em Main Break pelos australianos Owen Wright e Josh Kerr, respectivamente, com os três ficando em 13.o lugar na última etapa da perna australiana do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour 2015.

Adriano agora tem duas chances de classificação para as quartas de final e confirma o primeiro lugar no ranking se avançar para as semifinais em Margaret River. O único que pode impedir que Mineirinho participe da etapa brasileira do WCT, nos dias 11 a 22 de maio no Rio de Janeiro, com a lycra amarela de número 1 do mundo é Julian Wilson. Mas, para isso, o australiano tem que vencer o Drug Aware Margaret River Pro e Adriano de Souza não passar das quartas de final. A sexta-feira foi mais um dia de mar difícil e ondas desafiadoras tanto em The Box como em Main Break, onde Kelly Slater deu um verdadeiro espetáculo na última bateria do dia, ganhando nota 10 num tubaço e estabelecendo um novo recorde de 19,50 pontos para o campeonato.

Adriano de Souza vencendo sua terceira bateria em The Box (Foto: Kelly Cestari / WSL)

Adriano de Souza vencendo sua terceira bateria em The Box (Foto: Kelly Cestari / WSL)

Já Adriano de Souza competiu no penúltimo duelo do dia em The Box, quando o mar já apresentava grandes intervalos entre as séries e poucas ondas entravam abrindo os tubos. Mesmo assim, Mineirinho achou um muito bom no começo para largar na frente com nota 7,83 que praticamente definiu sua vitória sobre o algoz do ex-líder do ranking, Filipe Toledo, o neozelandês Ricardo Christie. O placar foi encerrado em 9,60 a 4,37 pontos e o da vitória de Julian Wilson sobre o também australiano Adrian Buchan foi menor ainda, 7,50 a 6,77, com a comissão técnica decidindo parar a competição em The Box e mudar para Main Break.

“As condições estão muito difíceis, assustadoras até, mas estou muito feliz por ter a oportunidade de competir três vezes já neste lugar incrível que é The Box”, disse Adriano de Souza. Sobre ter assumido a liderança do ranking, Mineirinho respondeu não estar preocupado com isso no momento: “É muito cedo ainda, o circuito está só começando e meu foco mesmo é surfar bem cada onda, cada bateria, cada evento, procurando fazer o meu melhor e ainda tenho muito o que fazer aqui. Depois sim vamos ver como vai ficar, mas prefiro manter o meu foco como venho fazendo até agora”.

E o primeiro confronto direto pela liderança do ranking do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour já vai acontecer na próxima bateria de Adriano de Souza em Margaret River. O único que pode ultrapassa-lo é Julian Wilson, que será um dos seus adversários na disputa pela terceira vaga direta para as quartas de final na quarta rodada do Drug Aware Margaret River Pro, que vai abrir o sábado nas direitas de The Box. Outro australiano completa esta bateria, Taj Burrow, que é local de Margaret River como o vencedor da triagem, Jay Davies, que já despachou o atual campeão mundial Gabriel Medina na quinta-feira e o tricampeão Mick Fanning, que defendia a ponta do ranking na sexta-feira.

Além de Mick Fanning, outro medalhão do surfe australiano também ficou em 13.o lugar ao perder na terceira fase, o também campeão mundial Joel Parkinson. O havaiano Sebastian Zietz conseguiu uma melhor sintonia com as séries em The Box para surfar bons tubos e vencer a bateria por 14,30 a 7,50 pontos, enquanto Fanning foi eliminado por Jay Davies por 16,83 a 13,90. Entre estas duas baterias o Brasil estreou na sexta-feira e Miguel Pupo conseguiria a classificação se saísse do último tubo que surfou contra o norte-americano Nat Young, que levou a melhor por uma pequena diferença de 13,50 a 12,37 pontos.

Os outros dois brasileiros, ambos do Rio Grande do Norte, competiram em Main Break, que bombava séries mais constantes de 10-12 pés, com as direitas apresentando bons tubos e paredes gigantes para grandes manobras. Italo Ferreira surfou bem e segurou a classificação até o último minuto com as notas 5,83 e 7,83 das duas únicas ondas que pegou contra o vice-campeão desta etapa no ano passado, Josh Kerr. O potiguar de Baía Formosa tinha a prioridade de escolha e uma vantagem de 6,84 pontos, então passou a marcar de perto o australiano. Só que ele escapou remando forte para uma onda que formou um lindo tubo para Josh Kerr ganhar uma nota 7,67 e virar o placar para 13,66 a 11,50 pontos.

Italo Ferreira em Main Break (Foto: Kirstin Scholtz / WSL)

Italo Ferreira em Main Break (Foto: Kirstin Scholtz / WSL)

No duelo seguinte, o dono da única nota 10 até ali, Owen Wright, foi mais uma vez impecável e começou forte atacando uma direita para largar na frente com nota 8,5. Jadson André também foi bem na sua primeira onda que valeu nota 7,17, mas depois quebrou sua prancha, teve que sair do mar para pegar outra e perdeu um pouco a sintonia com o mar. Seu oponente ainda surfou mais uma onda muito bem para praticamente garantir a vitória com nota 7,83, totalizando 16,33 pontos contra 12,50 do surfista da praia de Ponta Negra, em Natal. Os dois potiguares terminaram em 13.o lugar como Miguel Pupo e marcaram 1.750 pontos no ranking, com cada um recebendo 10.500 dólares de prêmio.

SPEED RANKING – Com os resultados da sexta-feira atualizados no ranking, Miguel Pupo caiu do oitavo para o décimo lugar, mas Jadson André e Italo Ferreira permanecem empatados na 17.a posição com o australiano Matt Wilkinson e o irlandês Glenn Hall. Já o campeão mundial Gabriel Medina, que não venceu nenhuma bateria em Margaret River, despencou da nona para a 16.a colocação. Os três ainda podem ser ultrapassados pelo defensor do título do Drug Aware Margaret River Pro, Michel Bourez, do Taiti, e pelo convidado desta etapa, Jay Davies.

Estes dois também ameaçam tirar o paulista Wiggolly Dantas do grupo dos 22 primeiros do ranking que são mantidos na elite dos top-34 do WCT para a próxima temporada. Guigui é um dos estreantes deste ano no Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour e começou muito bem chegando as quartas de final da primeira etapa na Gold Coast. Mas, depois não passou nenhuma bateria em Bells Beach e nem em Margaret River, onde foi barrado pela outra novidade da “seleção brasileira”, o potiguar Italo Ferreira.

Na parte de cima da tabela, Adriano de Souza já aparece encabeçando a classificação geral, ultrapassando os dois surfistas que dividiam a liderança do ranking com a sua passagem para a quarta fase do Drug Aware Margaret River Pro. O primeiro a cair foi Filipe Toledo, que no dia que completava 20 anos de idade acabou eliminado pelo neozelandês Ricardo Christie na segunda fase. Já Mick Fanning parou na grande surpresa do evento, Jay Davies, que usou todo o seu conhecimento do pico em The Box para liquidar os dois melhores surfistas do mundo no ano passado.

FEMININO INICIADO – Depois da terceira fase masculina, ainda na tarde da sexta-feira foi iniciada a etapa feminina do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour em Margaret River. As meninas estavam ansiosas para competir em ondas tão grandes em Main Break, com mais de 2,5 metros de altura, mas as condições estavam boas para as meninas. As primeiras vitórias foram conquistadas pela norte-americana Lakey Peterson, a australiana Sally Fitzgibbons e pela líder do ranking mundial, Carissa Moore, havaiana que venceu as duas primeiras etapas da temporada e defende o título de campeã em Margaret River conquistado no ano passado.


QUARTA FEIRA 15 DE ABRIL 2015

ÍTALO , JADSON E MINEIRINHO AVANÇAM AO ROUND 03.


Jadson André numa bomba

Dia de muitas perdas brasileiras na Austrália com a eliminação do líder do mundial Filipe Toledo
do Campeão Mundial Gabriel Medina e do novato Wigglloy Dantas, esse eliminado pelo potiguar
Ítalo Ferreira numa bateria muito disputada. Agora o Brasil chega ao round 03 com 04 atletas
que vão com tudo em busca do título da etapa 03 da WSL. O mar esta bombando e a sessão em
THE BOX estão espetaculares exigindo muita disposição dos surfistas.


TERÇA FEIRA 14 DE ABRIL 2015

MIGUEL PUPO SALVA A PÁTRIA E AVANÇA AO ROUND 03



Miguel Pupo escolheu bem as ondas no mar difícil de Main Break e botou pra baixo nas morras de
10-12 pés para conquistar a primeira vitória brasileira no Drug Aware Margaret River Pro, derrotando
o número 1 do ranking e grande amigo, Filipe Toledo, e Glenn Hall, que ainda tem uma segunda
chance de classificação para a terceira fase em M-River:

Dos oito atletas brasileiros, sete foram para a repescagem, com isso teremos duas baterias com
enfrentamento verde-amarelo, 
Adriano de Souza enfrenta Alejo Muniz na bateria 02 e Italo Ferreira 
vai enfrentar 
Wiggolly Dantas na bateria 10. É a repescagem cruel quem perder já arruma a
mala de volta para o Brasil.


SÁBADO 11 DE ABRIL 2015

PORTO FUNCIONA NO SÁBADO.



Fernanda Casoti no ataque

Nesse sábado o Surf funcionou na maior cidade cidade do estado, Porto de Galinhas. de manhã na Vala do Lobo e no final da tarde
no Marupiara. Maracaipe tava beiral e sem condição de ondas, a coisa boa foi o peixe no Bar do 
Marcão de Maracaípe que é sempre
especial. Depois do almoço aquele papo na fabrica do Shaper 
Ricardo Marroquim Jr para colocar as novidades em dia e curtir o
final de tarde no pico do Marupiara foi a pedida da trip.

CLIQUE AQUI E VEJA FOTOS DO SÁBADO


SEXTA 10 DE ABRIL 2015

CARISSA MOORE MANDA NA AUSTRÁLIA

A havaiana Carissa Moore, 22 anos, manteve o seu reinado nas direitas de Bells Beach, conquistando um inédito tricampeonato consecutivo no Rip Curl Women´s Pro na reedição da final da primeira etapa na Gold Coast, onde também derrotou a hexacampeã mundial Stephanie Gilmore, 27. O próximo desafio do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour é em Margaret River, com Carissa Moore também defendendo o título de campeã na última prova da “perna australiana”, antes da etapa brasileira do WCT no Rio de Janeiro, nos dias 11 a 22 de maio na Barra da Tijuca.

Carissa Moore (Foto: Kelly Cestari / WSL)

Carissa Moore (Foto: Kelly Cestari / WSL)

Na sexta-feira em Bells Beach, o grande intervalo entre as séries continuou como no dia anterior para os homens e as finalistas só surfaram as duas ondas que são computadas no resultado das baterias. A campeã somou notas 8,00 e 6,00, contra 8,77 e 4,50 de Gilmore, para badalar o sino do troféu da vitória em Bells pelo terceiro ano seguido. A havaiana lidera o ranking das duas primeiras etapas da temporada 2015 com 100% de aproveitamento e faturou mais um prêmio máximo de 60 mil dólares para a categoria feminina.

“É uma grande honra vencer este evento de novo, eu adoro vir aqui para Bells, é um lugar mágico”, disse Carissa Moore. “Tem sido uma experiência maravilhosa e superemocionante para mim. É um grande desafio para conseguir uma vitória, pois estamos competindo contra as melhores do mundo, então você tem que estar sempre em forma para permanecer no topo”.

A havaiana está invicta desde a última etapa do ano passado em Maui, no Havaí, completando agora a terceira vitória consecutiva. Ela ainda desempatou o placar do confronto com Steph Gilmore em baterias no WCT que estava em 10 a 10. Na sexta-feira, Carissa primeiro derrotou a francesa Johanne Defay, 21 anos, por 16,37 a 8,23 pontos no segundo duelo do dia. Depois, fez uma semifinal de bicampeãs do Rip Curl Women´s Pro contra Sally Fitzgibbons, 24, vencedora desta etapa em 2011 e 2012, antes da havaiana iniciar seu reinado em Bells Beach. Carissa avançou para mais uma decisão superando a australiana por 15,50 a 13,40 pontos.

“Eu estou amarradona e só quero curtir este meu momento aqui”, disse Carissa Moore, quando questionada sobre o título mundial. “O ano é longo ainda, só tivemos duas etapas até agora, todas as meninas estão surfando muito bem e elas querem isso também. Todas vão estar surfando o seu melhor e eu só quero viver cada momento. Estou muito feliz por estar aqui e obrigado a todos vocês que vieram a praia hoje (sexta-feira) assistir o campeonato”.

A campeã Carissa Moore e Stephanie Gilmore (Foto: Kelly Cestari / WSL)

A campeã Carissa Moore e Stephanie Gilmore (Foto: Kelly Cestari / WSL)

Stephanie Gilmore também passou por duas batalhas para fazer sua segunda final consecutiva no Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour 2015. A primeira foi contra a vice-campeã mundial do ano passado, Tyler Wright, 21 anos, que ela venceu por15,34 a 13,77 pontos. Depois derrotou a norte-americana Courtney Conlogue, 22, na bateria mais disputada do dia. A segunda vaga na grande final foi definida por menos de meio ponto de diferença no placar encerrado em 16,50 a 16,23 pontos.

DECISÃO DO TÍTULO – A australiana começou a decisão do título com uma onda sem tanto potencial que só rendeu 4,50 pontos, mas depois conseguiu a maior nota – 8,77 – da bateria com seu surfe suave de manobras bem definidas. A havaiana teve um início melhor com nota 6,0 e em sua segunda e última onda ganhou 8,0 dos juízes com uma série de manobras executadas com pressão e velocidade para fechar o placar em 14,00 a 13,27 pontos. Gilmore também tem três vitórias em Bells Beach, mas não consecutivas como Carissa conseguiu pela primeira vez na categoria feminina. As duas primeiras foram nos anos de 2007 e 2008 em duas finais com a peruana Sofia Mulanovich e a outra em 2010.

“Cada ano fica mais difícil de ganhar estes eventos com o nível das meninas que estão no circuito”, disse Stephanie Gilmore. “Isto é o resultado de tanto trabalho e tempo que todas têm dedicado para o surfe e estou muito orgulhosa de fazer mais uma final. A Carissa (Moore) é sempre uma adversária difícil de bater. Tivemos grandes batalhas pelo título mundial nos últimos anos e cada bateria com ela é muito difícil. Eu amo este evento, adoro competir aqui e vou continuar tentando tocar este sino de novo, quem sabe no próximo ano”.

BRASIL NOTA 10 – Entre os destaques neste início de temporada está a brasileira Silvana Lima, 30 anos, que retorna ao grupo das top-17 do WCT depois de 1 ano fora. A volta foi triunfal, pois ela foi a única surfista a receber nota 10 dos juízes esse ano e conseguiu isso duas vezes, uma em cada etapa. A primeira foi com um aéreo perfeito em Snapper Rocks, na Gold Coast, manobra que poucas meninas arriscam nas baterias. E a outra foi na primeira fase em Bells Beach, mas a cearense ainda não conseguiu passar das quartas de final e divide o oitavo lugar no ranking com a havaiana Coco Ho, 23 anos.
 

RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO RIP CURL PRO BELLS BEACH:

Campeã: Carissa Moore (HAV) por 14.00 pontos (notas 8.00+6.00) – US$ 60.000 e 10.000 pontos

Vice-campeã: Stephanie Gilmore (AUS) com 13,27 (8.77+4.50) – US$ 25.000 e 8.000 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 6.500 pontos e US$ 16.250 de prêmio:

1.a: Carissa Moore (HAV) 15.50 x 13.40 Sally Fitzgibbons (AUS)

2.a: Stephanie Gilmore (AUS) 16.50 x 16.23 Courtney Conlogue (EUA)
 

TOP-10 NO RANKING DO DO WCT FEMININO – 2 etapas:

1.a: Carissa Moore (HAV) – 20.000 pontos

2.a: Stephanie Gilmore (AUS) – 16.000

3.a: Tyler Wright (AUS) – 11.700

3.a: Courtney Conlogue (EUA) – 11.700

5.a: Lakey Peterson (EUA) – 10.400

6.a: Sally Fitzgibbons (AUS) – 9.800

6.a: Tatiana Weston-Webb (HAV) – 9.800

8.a: Coco Ho (HAV) – 8.500

8.a: Silvana Lima (BRA) – 8.500

10.a: Malia Manuel (HAV) – 6.950

10.a: Johanne Defay (FRA) – 6.950


QUARTA FEIRA 08 DE ABRIL 2015

MICK FANNING VENCE, MINEIRINHO É SEGUNDO.

Uma decisão entre os dois últimos vencedores do Rip Curl Pro Bells Beach fechou a 54.a edição da etapa mais tradicional do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour na Austrália. E a segunda vitória de Adriano de Souza escapou por 1 centésimo na nota que acabou só empatando em 15,16 pontos a final contra o defensor do título, Mick Fanning. O bicampeonato do australiano foi confirmado pela nota 8,17 da sua melhor onda, contra a 7,77 que o brasileiro recebeu quando precisava de 7,78 para repetir sua vitória de 2013. Mineirinho começou a quinta-feira vencendo o campeão mundial Gabriel Medina e com a vitória assumiria a liderança isolada do ranking, que passa a ser dividida por Filipe Toledo e Mick Fanning.

Mick Fanning (Foto: Kelly Cestari / WSL)

Mick Fanning (Foto: Kelly Cestari / WSL)

Esta foi a quarta vez que o australiano badala o sino do troféu do Rip Curl Pro Bells Beach, igualando o número de títulos dos também campeões mundiais Kelly Slater e Mark Richards. O primeiro foi competindo como convidado em 2001 e depois repetiu o feito já como top da elite em 2012 e 2014. Em 2013 o campeão foi Adriano de Souza, que levou o Brasil ao alto do pódio repetindo o feito da cearense Silvana Lima no feminino em 2009. Mick Fanning também igualou outro número histórico com o igualmente tricampeão mundial Andy Irons, já falecido, completando vinte vitórias em etapas do WCT.

“Eu nunca me imaginei estar em uma categoria com o MR (Mark Richards), o Kelly Slater e o Andy Irons. Esses caras são meus heróis. O MR é um deus, o Kelly é um rei e o Andy é para sempre. Isto é incrível para mim”, disse Mick Fanning. “Bells é um lugar especial para mim, eu vinha aqui assistir esse campeonato desde criança e o apoio da multidão aqui é sempre fantástico. Toda vez que eu remo lá pra fora só quero fazer o meu melhor, mas é um evento muito difícil”.

A matemática acabou definindo o campeão em Bells Beach esse ano. O curioso é que dos cinco juízes, três deram nota 7,80, ou seja, analisando que a onda de Adriano de Souza valia a vitória no Rip Curl Pro. Mas, os outros dois acharam que ele chegou perto e deram 7,70 e 7,50. Como a menor e a maior nota são cortadas, a soma das outras (7,80+7,80+7,70=23,30) dividida por três resultou em 7,77 e ele precisava de 7,78. Com isso, Mineirinho apenas igualou os 15,27 pontos de Mick Fanning e a decisão ficou para a maior nota de cada um. O australiano só surfou duas ondas durante os 35 minutos da bateria e uma delas foi a melhor da final, 8,17, enquanto o brasileiro pegou seis e tirou quatro notas na casa dos 7 pontos.

“Hoje (quinta-feira) foi a primeira vez que uma final do WCT terminou empatada, o que é muito radical”, destacou Mick Fanning. “Como a vitória veio para mim, eu sei como foi doloroso para o Adriano (de Souza). Ele é um dos melhores surfistas do circuito, treina muito e bota o seu coração em tudo. Ele é o mais velho integrante do ‘Braziliam Storm’ e faz um trabalho impecável a frente deles”.

O grande intervalo entre as séries foi o fator negativo na quinta-feira de boas ondas de 5-7 pés no Bowl de Bells. A decisão do título só começou depois de 6 minutos, com Adriano de Souza pegando uma onda fraca. Mick Fanning ficou com a prioridade de escolha da próxima, mas deixou passar uma que abriu toda para Mineirinho mandar uma série de manobras potentes com velocidade para tirar nota 6,33. Já passava da metade da bateria quando o australiano pegou a sua primeira e errou a primeira manobra. O brasileiro veio na de trás que abriu para ele fazer outra sequência de manobras aproveitando qualquer espaço na parede de uma boa direita para abrir vantagem com nota 7,50.

Adriano de Souza (Foto: Kelly Cestari / WSL)

Adriano de Souza (Foto: Kelly Cestari / WSL)

Mas, logo Fanning pega uma boa onda e vai estendendo o limite das manobras, invertendo a direção da prancha, surfando com pressão para entrar na briga com nota 8,17. Mineiro dá o troco em seguida sem desperdiçar nenhuma chance de manobrar no crítico da onda e recebe 7,47. As séries ficaram mais constantes e Mick pega outra boa para conseguir os 6,80 pontos que lhe daria a liderança na bateria e os juízes dão nota 7,10. Com isso, Mineirinho passa a precisar de 7,78 nos 8 minutos finais da bateria e ele lutou muito pela vitória. Chegou perto da virada arriscando tudo em duas manobras muito fortes no outside, seguiu fazendo grandes rasgadas abrindo leques de água e finalizando com uma batida explosiva na junção, mas a nota saiu 7,77 e tinha que ser 7,78 no mínimo.

A diferença baixou para 7,51 pontos e o guerreiro Adriano de Souza ainda pegou outra onda há 3 minutos do fim que abriu a parede para ele ir manobrando forte, lincando uma na outra com velocidade, porém a nota foi 7,00 e o resultado terminou mesmo empatado em 15,27 pontos. Se vencesse o Rip Curl Pro Bells Beach de novo, Adriano de Souza assumiria a liderança isolada no ranking mundial com 16.500 pontos, ultrapassando os 15.200 do Filipe Toledo que Mick Fanning igualou com o bicampeonato conquistado na quinta-feira de praia lotada em Bells.

“Para mim, foi um sonho se tornando realidade fazer outra final aqui em Bells”, enalteceu Adriano de Souza. “Este lugar é incrível e foi muito marcante para mim colocar meu nome neste troféu em 2013, então toda vez que venho aqui é uma experiência especial. O Mick (Fanning) mereceu a vitória e muito obrigado a todos que torceram por mim e que lotaram a praia hoje. Obrigado a Rip Curl e a WSL por fazerem outro grande evento e espero estar aqui no próximo ano”.

INVENCIBILIDADE – Nas condições de mar do último dia, com longos intervalos entre as séries fazendo com que poucas ondas boas entrassem nas baterias, uma boa seleção das melhores ganhou peso decisivo nos resultados. Foi assim na grande final e no confronto brasileiro que abriu a quinta-feira em Bells Beach. O campeão mundial Gabriel Medina começou mais ativo, pegando três ondas antes de Adriano de Souza surfar a primeira dele, mas todas fracas. Mineirinho teve paciência, foi mais seletivo e só pegou duas ondas, a segunda já nos minutos finais para ganhar nota 6,50 e vencer por 11,60 a 8,33 pontos.

“O mar está muito difícil, poucas ondas, então dei até um pouco de sorte de pegar duas regulares, pois minha opção mesmo foi esperar pelas melhores”, disse Adriano de Souza, logo após vencer a primeira bateria da quinta-feira em Bells Beach. “É sempre ruim competir contra brasileiros, ainda mais o Gabriel (Medina) que é o atual campeão mundial, é muito talentoso, mas bateria é bateria e um tem que vencer. Pena que não entraram muitas ondas para ficar uma disputa mais bonita”.

Mick Fanning e Adriano de Souza no pódio do Rip Curl Pro Bells Beach (Foto: Kelly Cestari / WSL)

Mick Fanning e Adriano de Souza no pódio do Rip Curl Pro Bells Beach (Foto: Kelly Cestari / WSL)

Esta foi a sexta bateria que eles se enfrentaram no WCT e Adriano de Souza está invicto, não perdendo nenhuma vez para Gabriel Medina. A última tinha sido também em Bells no ano passado, mas na fase anterior a quartas de final. E quando se tornou o único brasileiro a badalar o sino da vitória no Rip Curl Pro de 2013, Mineirinho também tinha derrotado Mick Fanning nas quartas de final. Ele ainda eliminou o australiano nesta mesma fase na primeira etapa deste ano na Gold Coast. Mas, Fanning leva vantagem no confronto com o brasileiro, registrando sua sétima vitória nas dez baterias que eles disputaram no WCT.

“Infelizmente não vieram muitas ondas e é sempre difícil competir contra o Adriano (de Souza)”, disse Gabriel Medina. “Eu esperava ter tido ondas melhores, mas tudo bem, competição é assim mesmo. Agora vamos pra Margaret River e eu acho a onda lá melhor do que aqui para mim, então espero conseguir outro bom resultado. Só tivemos duas etapas ainda, o quinto lugar hoje foi bom e espero continuar assim para poder lutar pelo título mundial até o fim do ano”.

LÍDER BARRADO – Assim como Gabriel Medina, o ainda líder do ranking Filipe Toledo também parou nas quartas de final sem conseguir somar uma segunda nota mais consistente para superar o norte-americano Nat Young. Na melhor onda do brasileiro, ele atacou o lip com manobras fortes e acertou um aéreo reverse bem alto para ganhar nota 8,33. Mas, o californiano tirou 8,60 com uma sequência de batidas e rasgadas potentes levantando água e ainda somou o 6,50 da sua última onda. Filipinho teve que computar um 5,53 e foi batido por 15,10 a 13,86 pontos.

“Foi uma bateria muito difícil contra o Nat (Young) e ele surfou muito bem as ondas que pegou”, reconheceu Filipe Toledo. “Mesmo assim, estou feliz com o quinto lugar que foi um bom resultado para somar no ranking. Eu cometi alguns erros lá fora e deveria ter tentado algumas manobras, mas serve de aprendizado e vamos em busca de outro bom resultado em Margaret River. Estou amarradão e obrigado a todos que vem torcendo por mim e me apoiando”.

BRASIL BEM NO RANKING – Com os resultados das duas primeiras etapas do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour, a seleção brasileira está toda no grupo dos 22 primeiros que são mantidos na elite dos top-34 para o próximo ano, com Filipe Toledo permanecendo em primeiro lugar e Adriano de Souza em terceiro. O único que estava fora era Jadson André, que foi barrado pelo campeão Mick Fanning na quinta fase e ficou em nono lugar. Com isso, subiu de 25.o no ranking para dividir a 17.a posição com o também potiguar Italo Ferreira e mais dois surfistas, o francês Jeremy Flores e o irlandês Glenn Hall.

Antes de perder para Fanning, Jadson derrotou o australiano Taj Burrow e o brasileiro Miguel Pupo, que caiu da terceira para a oitava posição. Outro paulista que não venceu nenhuma bateria em Bells Beach foi Wiggolly Dantas, que despencou do quinto para o 15.o lugar. Já o campeão mundial Gabriel Medina começou a temporada em 13.o e está empatado em nono com os australianos Taj Burrow e Owen Wright. Agora todos partem para a terceira e última etapa da “perna australiana”, que começa no dia 15 e vai até 26 de abril em Margaret River.

TÍTULO FEMININO – Mas o Rip Curl Pro ainda continua na sexta-feira com a decisão do título feminino. As oito concorrentes estão divididas nas quartas de final que vão abrir o último dia das meninas em Bells Beach. A atual bicampeã desta etapa, Carissa Moore, havaiana que ainda defende a liderança do ranking 2015, está na segunda bateria com a francesa Johanne Defay. E na seguinte, se enfrentam as duas melhores surfistas do ano passado, a hexacampeã mundial Stephanie Gilmore e a vice-campeã Tyler Wright.
 

FINAL DO RIP CURL PRO BELLS BEACH 2015:

Campeão: Mick Fanning (AUS) por 15.27 pontos (notas 8.17+7.10) – US$ 100.000 e 10.000 pontos

Vice-campeão: Adriano de Souza (BRA)  com 15.27 pontos (7.77+7.50) – US$ 40.000 e 8.000 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 6.500 pontos e US$ 20.00 de prêmio:

1.a: Adriano de Souza (BRA) 14.83 x 9.87 Josh Kerr (AUS)

2.a: Mick Fanning (AUS) 16.70 x 14.23 Nat Young (EUA)
 

TOP-22 DO RANKING DA WORLD SURF LEAGUE – 2 etapas:

1.o: Mick Fanning (AUS) – 15.200 pontos

1.o: Filipe Toledo (BRA) – 15.200

3.o: Adriano de Souza (BRA) – 14.500

4.o: Julian Wilson (AUS) – 9.750

5.o: Jordy Smith (AFR) – 9.200

6.o: Josh Kerr (AUS) – 8.250

6.o: Nat Young (EUA) – 8.250

8.o: Miguel Pupo (BRA) – 7.000

9.o: Gabriel Medina (BRA) – 6.950

9.o: Taj Burrow (AUS) – 6.950

9.o: Owen Wright (AUS) – 6.950

12.o: Kelly Slater (EUA) – 5.750

12.o: Joel Parkinson (AUS) – 5.750

12.o: Matt Wilkinson (AUS) – 5.750

15.o: Bede Durbidge (AUS) – 5.700

15.o: Wiggolly Dantas (BRA) – 5.700

17.o: Jadson André (BRA) – 4.500

17.o: Jeremy Flores (FRA) – 4.500

17.o: Glenn Hall (IRL) – 4.500

17.o: Italo Ferreira (BRA) – 4.500

21.o: John John Florence (HAV) – 3.500

21.o: Kolohe Andino (EUA) – 3.500


SEGUNDA FEIRA 06 DE ABRIL 2015


FILIPE E ADRIANO CHEGAM AS QUARTAS DE FINAL

 

Mais um show de Filipe Toledo nas ondas de Bells Beach garantiu 100% de vitórias do Brasil na terceira fase do Rip Curl Pro na Austrália. Filipinho usou os aéreos e a sua incrível variedade de manobras modernas e progressivas para estabelecer um novo recorde de 18,57 pontos para a segunda etapa do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour. O campeão mundial Gabriel Medina, Adriano de Souza e Jadson André, já haviam derrotado os seus adversários e depois Filipe e Mineirinho ainda conquistaram classificação para as quartas de final na última rodada da segunda-feira de boas ondas no Bowl de Bells e em Rincon. Medina e Jadson perderam e vão ter que disputar a quinta fase que vai abrir a terça-feira. O campeão mundial enfrenta a fera Kelly Slater na primeira bateria e o potiguar encara o defensor do título desta etapa, Mick Fanning, na terceira.

Adriano de Souza (Foto: Kelly Cestari / WSL)

Adriano de Souza (Foto: Kelly Cestari / WSL)

O vencedor do confronto entre Medina e Slater será o adversário de Adriano de Souza na abertura das quartas de final. Com a eliminação do australiano Julian Wilson na segunda-feira, Mineirinho agora já defende o segundo lugar no ranking que passa a ter dois brasileiros liderando a corrida pelo título mundial neste início de temporada na Austrália. Ele primeiro liquidou o australiano Adam Melling logo nas duas primeiras ondas que surfou na terceira bateria do dia. Depois, na abertura da quarta fase, surfou uma onda incrivelmente bem e ganhou a maior nota do dia, 9,63, para superar Kelly Slater e Josh Kerr na batalha pela primeira vaga direta para as quartas de final.

Já Filipe Toledo, com seus apenas 19 anos de idade, mostrou que não quer largar a lycra amarela de número 1 do mundo tão cedo. Ele usou o seu arsenal de aéreos mais uma vez e a grande variedade de manobras executadas sempre com pressão sem perder velocidade, para fazer o maior placar do Rip Curl Pro Bells Beach com notas 9,00 e 9,57 nas duas melhores ondas surfadas contra o havaiano Sebastian Zietz no penúltimo confronto da terceira fase. O recorde foi estabelecido numa direita com ótima formação, que abriu uma longa parede para ele atacar toda a parte funcional da onda até a areia. Os juízes deram nota 9,57 para ele sacramentar a vitória por 18,57 a 15,10 pontos.

A condição do mar variou bastante durante o dia e com grande intervalo entre as séries para dificultar ainda mais a atuação dos competidores. Algumas baterias foram disputadas com boas ondas para os dois competidores, como a de Filipe Toledo. Em outras faltaram ondas, como a do campeão mundial Gabriel Medina, que entrou na pior hora do mar, quando estava em transformação com mudança de maré e longas calmarias. O havaiano Mason Ho pegou logo a sua primeira, enquanto Medina só achou uma na segunda metade da bateria. As poucas ondas ainda fechavam rapidamente e Medina conseguiu uma que abriu um pouco mais para fazer três manobras e vencer com o placar mais baixo do dia, 10,00 a 8,10 pontos.

O campeão mundial também não se achou no mar no confronto com dois locais australianos na quarta fase e terminou em último na bateria. A briga pela segunda vaga para as quartas de final ficou entre Joel Parkinson e Owen Wright, que levou a melhor por uma pequena vantagem de 15,97 a 15,70 pontos. Além de Slater, Parkinson e Medina, mais um campeão mundial não conseguiu aproveitar a primeira chance de classificação para as quartas de final e terá que disputar a quinta fase. Também por uma pequena diferença, Mick Fanning foi batido pelo sul-africano Jordy Smith por 15,97 a 15,17 e vai enfrentar Jadson André no terceiro duelo da terça-feira.

Filipe Toledo (Foto: Kirstin Scholtz / WSL)

Filipe Toledo (Foto: Kirstin Scholtz / WSL)

VITÓRIA TÁTICA – O potiguar despachou o experiente Taj Burrow, vice-campeão do Rip Curl Pro Bells Beach na final do ano passado contra Mick Fanning, com uma vitória tática na terceira fase. O australiano era o recordista do campeonato, com os 17,27 pontos que totalizou na segunda fase disputada no Domingo de Páscoa.  Apesar de bem mais jovem, Jadson usou muito bem o regulamento a seu favor. Ele construiu uma boa vantagem com notas 6,67 e 7,20, mas Burrow conseguiu uma nota 7,00 e Jadson foi inteligente ao partir para perto do australiano nos minutos finais, pois a prioridade de escolha era dele. Nos últimos segundos entrou uma boa onda e Taj Burrow entrou nela porque tinha potencial de virada, mas Jadson também dropou e foi marcada a “interferência” para o australiano, com o brasileiro vencendo por 13,87 a 7,00 pontos.

Depois, ele competiu junto com Filipe Toledo no confronto que fechou a segunda-feira, quando o mar já estava bem mais difícil, com ondas menores e poucas séries para dividir entre três competidores. Foi outra bateria definida por uma pequena diferença e o líder do ranking usou mais uma vez os aéreos para conquistar a última vaga direta para as quartas de final. Filipe totalizou 13,47 pontos para superar os 13,17 do francês Jeremy Flores, com Jadson ficando em terceiro lugar com 11,90. Como terminou em último, o potiguar agora vai ter que encarar o defensor do título do Rip Curl Pro Bells Beach, o tricampeão mundial Mick Fanning.

QUARTAS DE FINAL FEMININAS – No Rip Curl Women´s Pro também já foram definidas as quatro primeiras classificadas para as quartas de final. Nos últimos confrontos do Domingo de Páscoa em Bells Beach, a australiana Sally Fitzgibbons e a havaiana Carissa Moore, que defende a liderança do ranking e o título desta etapa, conquistaram as primeiras vagas. Carissa ganhou a última bateria do dia por 18,50 pontos e a brasileira Silvana Lima ficou em último nessa. A terceira rodada feminina terminou na segunda-feira, com a hexacampeã mundial Stephanie Gilmore e a havaiana Coco Ho, também passando direto para as quartas de final.

As adversárias delas serão conhecidas nos duelos das perdedoras da terceira fase. Silvana Lima está na primeira bateria com a norte-americana Lakey Peterson e a vencedora irá enfrentar a australiana Sally Fitzgibbons. Foi contra Sally que Silvana conseguiu tirar as duas únicas notas 10 do ano entre as meninas. A primeira foi na Gold Coast e a outra quando elas estrearam em Bells Beach, só que a australiana ainda venceu a bateria desta vez, forçando a cearense a passar pela segunda fase do Rip Curl Women´s Pro.


DOMINGO 05 DE ABRIL 2015


ROBSON SANTOS É CAMPEÃO NA ARGENTINA

 

O paulista Robson Santos, 28 anos, manteve a hegemonia brasileira no alto do pódio do Rip Curl Pro Argentina, mas desta vez a final não foi 100% verde-amarela como nas outras duas edições e sim contra o jovem norte-americano Nic Hdez, 18 anos. Ele derrotou o pernambucano Luel Felipe, 23, e o carioca Lucas Silveira, 19, para chegar na decisão do título da primeira etapa do World Surf League Qualifying Series na América do Sul este ano. Pela vitória no domingo de vento sul forte, muito frio e mar difícil, com ondas mexidas de 2-3 pés na Playa Grande de Mar del Plata, Robson Santos faturou o prêmio máximo de 8.000 dólares, marcou seus primeiros 1.500 pontos no ranking mundial do QS e 1.000 pontos para liderar o primeiro ranking sul-americano da WSL South America em 2015.

Robson Santos (Foto: Rodrigo Mairal)

Robson Santos (Foto: Rodrigo Mairal)

“Estou muito, muito, muito feliz. É a minha primeira vitória no WQS e só tenho que agradecer a Deus, a todo mundo que vem me ajudando e acredita em mim. Agora é voltar pra casa, treinar mais ainda porque na semana que vem já tem outro campeonato”, disse Robson Santos, que deve se dedicar na disputa do Circuito Brasileiro esse ano.“Infelizmente eu não tenho um patrocínio forte pra correr o Circuito Mundial. Eu gostaria muito de ter um para ir em busca do meu sonho que é entrar pro WCT, então vou ficar pelo Brasil mesmo, correr o SuperSurf, que ficou 10 anos fazendo do Circuito Brasileiro o mais rico do mundo e vai voltar esse ano. Estou muito feliz pela vitória aqui na Argentina e agora vou comer muito pra festejar, porque estou morrendo de fome”.

Robson Santos foi preciso na escolha de ondas para vencer a grande final do QS 1500 Rip Curl Pro Argentina. A bateria começou com Nic Hdez pegando qualquer onda que entrava perto dele, mas todas fechando rápido para tirar boas notas, enquanto Robson preferiu esperar pelas melhores e a primeira esquerda que pegou abriu a parede para ele acertar três manobras e largar na frente com nota 7,00. O americano respondeu com nota 5,00 e se mantinha na briga do título. No entanto, Robson logo pega outra esquerda abrindo para aplicar quatro manobras fortes usando a borda para levantar grandes leques de água e consolidar a liderança com nota 8,17. Nic Hdez conseguiu sair da “combination” com uma nota 5,67, mas ainda precisava de um 9,50 nos 10 minutos finais pra vencer.

O brasileiro passou então a marcar o americano mais de perto, remando lado a lado com ele no mar mexido da Playa Grande. Hdez ainda escapou para arriscar um aéreo que não completou, enquanto Robson mantinha a prioridade de escolha, administrando a vantagem no outside. O tempo foi passando e a primeira vitória do paulista Robson Santos no Circuito Mundial foi confirmada nas duas únicas boas que ele surfou na bateria. O título valeu um prêmio de 8.000 dólares, 1.500 pontos no ranking do WSL Qualifying Series e 1.000 pontos para liderar o primeiro ranking sul-americano profissional da temporada 2015 da WSL South America. Já Nic Hdez ficou com 4.000 dólares e marcou 1.125 pontos no ranking mundial, mas não pontua no sul-americano por não ser do continente.

Nic Hdez (Foto: Rodrigo Mairal)

Nic Hdez (Foto: Rodrigo Mairal)

O domingo decisivo do QS 1500 Rip Curl Pro Argentina começou com 16 surfistas de cinco países brigando por vagas para as quartas de final na última rodada de confrontos formados por quatro competidores. Doze deles eram do Brasil e entre os quatro de outros países, somente o argentino Leandro Usuna e o norte-americano Nic Hdez se classificaram, com o francês Tom Cloarec e Dimitri Ouvre, da ilha São Bartolomeu, ficando em último nas suas baterias.

Nos duelos homem a homem inaugurados nas quartas de final, Leandro Usuna foi barrado pelo campeão Robson Santos, mas Nic Hdez passou por Luel Felipe e depois também derrotou Lucas Silveira nas semifinais. O carioca dividiu o terceiro lugar com o paulista Hizunomê Bettero, que numa das baterias mais eletrizantes do último dia foi eliminado por Robson Santos na batalha pela primeira vaga na final.

RANKINGS MUNDIAL E SUL-AMERICANO – O resultado do Rip Curl Pro Argentina formou o primeiro ranking sul-americano do WSL South America Surf Series 2015, mas alguns surfistas também ganharam posições importantes no ranking mundial do WSL Qualifying Series. Com os 1.500 pontos da vitória, Robson Santos foi direto para o 52.o lugar e o vice-campeão Nic Hdez saltou de 228 para 68 na classificação geral das seis etapas completadas na Argentina.Os terceiros colocados, Hizunomê Bettero e Lucas Silveira, marcaram 840 pontos e subiram do 42.o para o 25.o lugar e do 79.o para 38.o, respectivamente.

O campeão Robson Santos ao lado de Freddy Tortora, do vice-campeão Nic Hdez e dos terceiros colocados, Hizunomê Bettero e Lucas Silveira (Foto: Rodrigo Mairal)

O campeão Robson Santos ao lado de Freddy Tortora, do vice-campeão Nic Hdez e dos terceiros colocados, Hizunomê Bettero e Lucas Silveira (Foto: Rodrigo Mairal)

E quem também melhorou de posição foi o atual campeão sul-americano Pro Junior, Deivid Silva. Ele foi barrado no sábado, mas, com os 300 pontos do 17.o lugar em Mar del Plata, abandonou o último lugar na lista dos dez surfistas que se classificam para o WCT e agora é o oitavo colocado. Além de Deivid Silva, mais três brasileiros estão no G-10 do QS, o catarinense Alejo Muniz em segundo lugar, o pernambucano Ian Gouveia em sexto e o carioca Pedro Henrique em sétimo.

FESTIVAL RIP CURL – O Rip Curl Pro Argentina fechou um verdadeiro Festival de Surf realizado em Mar del Plata desde segunda-feira na Playa Grande. Na sexta-feira foram definidos os campeões da segunda seletiva sul-americana para o Mundial Pro Junior da World Surf League, com Luan Wood ganhando a decisão brasileira contra o defensor do título, Deivid Silva, e Lucia Indurain vencendo a inédita final argentina contra a jovem Catalina Mercere, de apenas 14 anos de idade. Deivid Silva continua liderando o ranking Pro Junior, agora com Luan Wood em segundo lugar. Na categoria feminina, a peruana Miluska Tello também permaneceu firme na busca pelo bicampeonato sul-americano com uma boa vantagem sobre a chilena Lorena Fica, que passou a ser seguida por três argentinas, Lucia Indurain, Lucia Cosoleto e Josefina Ane.

PRÓXIMAS ETAPAS – A próxima etapa do WSL Qualifying Series na América do Sul será no Brasil, o QS 10000 Quiksilver Saquarema Prime apresentado pela Powerade na Praia de Itaúna, em Saquarema, nos dias 04 a 10 de maio na “Cidade do Surf” da Região dos Lagos do Rio de Janeiro. Mas, pelas novas regras da World Surf League, esse evento não vale pontos para o ranking sul-americano por ser nível QS 10000. Então, a próxima etapa do WSL South America Surf Series 2015 será o QS 1500 Maui and Sons Arica Pro Tour nas grandes ondas de El Gringo, nos dias 04 a 09 de agosto no Chile.

O QS 1500 Rip Curl Pro Argentina e o Rip Curl Pro Junior Series Mar del Plata estão sendo transmitidos ao vivo na internet pelo www.ripcurlproargentina.com

 

RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO QS 1500 RIP CURL PRO ARGENTINA:

Campeão: Robson Santos (BRA) por 15,17 pontos (notas 8,17+7,00) – US$ 8.000 e 1.500 pontos

Vice-campeão: Nic Hdez (EUA) com 10,67 pontos (5,67+5,00) – US$ 4.000 e 1.125 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 840 pontos e US$ 2.300 de prêmio:

1.a: Robson Santos (BRA) 14.35 x 13.50 Hizunomê Bettero (BRA)

2.a: Nic Hdez (EUA) 13.60 x 12.10 Lucas Silveira (BRA)


SÁBADO 04 DE ABRIL 2015

ASO PROMOVE REMADA EM OLINDA.



Associação do Surf Olindense movimenta o Surf na cidade.

Nesse sábado aconteceu o primeiro evento da ASO para movimentar a cena do Surf em Olinda.
Foi realizado o Olindense de Remada 2015 com uma raia de 2km de casa caiada ao Zé Pequeno.
O dia estava perfeito e todos na disposição para faturar uma prancha zero bala da ANT MATERIA.
Logo na largada o campeão disparou e colocou uma distância confortável sobre seus oponentes e
faturou o bicampeonato da remada. O IAN SANTIAGO foi o vencedor da remada com
CRISTIANO SOARES em segundo e o JUNIOR SOARES em terceiro, completando o pódio
tivemos o 
Adriano Silva em quarto e o JUNIOR SURF em quinto.
O Presidente da ASO , Thalis Odilany,agradeceu a presença de todos e prometeu
novos eventos para movimentar o esporte em Olinda.As incrisões foram em alimentos que
serão distribuidos para pessoas carentes.

veja fotos do evento em Olinda.


01 DE ABRIL 2015


ARGENTINAS BRILHAM EM CASA

 

As surfistas da Argentina brilharam pelo segundo dia consecutivo nas ondas da Playa Grande, com as três que competiram na quarta-feira se classificando para as semifinais do Rip Curl Pro Junior Series Mar del Plata. Uma delas já está garantida na decisão do título feminino da segunda seletiva sul-americana para o Mundial Pro Junior da World Surf League, pois Lucia Cosoleto e a jovem Catalina Mercere, de apenas 14 anos de idade, vão se enfrentar na segunda bateria. Na primeira, o duelo será entre Lucia Indurain e a atual campeã sul-americana Sub-20 e líder do ranking 2015 do WSL South America Pro Junior Series, Miluska Tello, do Peru. Na quarta-feira, só foi realizada as quartas de final femininas, pois entrou um vento terral muito forte afetando diretamente a qualidade das ondas na Playa Grande.

Lucia Indurain surfou a melhor onda do dia na quarta-feira (Foto: Rodrigo Mairal)

Lucia Indurain surfou a melhor onda do dia na quarta-feira (Foto: Rodrigo Mairal)

Com isso, a terceira fase masculina do Rip Curl Pro Junior Series Mar del Plata e a igualmente terceira rodada do QS 1500 Rip Curl Pro Argentina foram adiadas, assim como as semifinais femininas. A primeira chamada da quinta-feira para as três competições foi marcada para as 8h00 na Playa Grande, mas as previsões indicam que as condições só devem melhorar a partir da sexta-feira. Este é o último dia do prazo para o encerramento da categoria Pro Junior para os surfistas com até 20 anos de idade, enquanto a primeira etapa do WSL Qualifying Series 2015 na América do Sul prossegue até o Domingo de Páscoa na Argentina.

Assim como no primeiro dia de baterias femininas em Mar del Plata, Miluska Tello fez a maior placar das meninas no duelo peruano com Vania Torres que abriu a quarta-feira na Playa Grande. Ela recebeu notas 7,00 e 6,25 nas duas melhores ondas que surfou na bateria e ninguém conseguiu superar os seus 13,25 pontos. Em seguida aconteceram dois confrontos diretos entre Argentina e Brasil e as donas da casa saíram vitoriosas com iguais 11,75 pontos.

A catarinense Marina Rezende somou 10,65 contra Lucia Indurain, que surfou a melhor onda do dia, recebendo nota 7,5 dos juízes. Já a carioca Luara Thompson só conseguiu 10,25 nas duas notas computadas contra Lucia Cosoleto, que garantiu a vitória com a nota 7,0 da sua melhor atuação nas ondas da Playa Grande na quarta-feira. Na última bateria, com as condições do mar já bastante deterioradas pela ação do vento terral, Catalina Mercere com seus apenas 14 anos de idade surpreendeu a chilena Lorena Fica, derrotando-a por 9,15 a 5,50 pontos.

Os três eventos estão sendo transmitidos ao vivo na internet, com o link podendo ser acessado clicando-se no banner do Rip Curl Pro Argentina na capa dowww.wslsouthamerica.com


———————————————————–

SEMIFINAIS FEMININAS DO RIP CURL PRO JUNIOR SERIES MAR DEL PLATA:

———–Vitória=Grande Final / Derrota=3.o lugar com 420 pontos e US$ 150 de prêmio:

1.a: Miluska Tello (PER) x Lucia Indurain (ARG)

2.a: Lucia Cosoleto (ARG) x Catalina Mercere (ARG)


SEGUNDA FEIRA 30 DE MARÇO 2015

PEDRO LIMA É BICAMPEÃO EM NORONHA.

 
      
 Pedro Lima conquista de forma brilhante o bicampeonato em Noronha ao repetir a final da
primeira etapa em Maracaípe e conseguir vencer o ex-wct Danilo Costa que é uma pedreira
competindo. Com isso Pedro Lima dispara na pontuação e já começa a sonhar com o mundial
nas Ilhas Canárias. Desde 2013 que ele vem colecionando vitórias em cima de vitórias e partindo
para se sagrar bicampeão Brasileiro Máster. Parabéns pelos dois anos de defesa do título.

Mais um ano de sucesso do evento produzido pela MARANDS com a ANS e CBS com parceria da 
Federação Pernambucana e Associação de Surf de Noronha. Esse ano o festival realizou a primeira
etapa do Pernambucano / Nordestino 2015 nas categorias PRO / AM e Junior e a segunda etapa
do Brasileiro Máster, evento que se tornou um espetáculo, pois reúne os maiores nomes do Surf 
nacional no paraíso de Fernando de Noronha. Além disso, a MARANDS também apoiou o circuito
local de Noronha que é produzido pelo Caia de Sousa e o Iapoanã.

resultados completos:
www.surfcore.com.br



SÁBADO 28 DE MARÇO 2015

DEIVID SILVA (SP) VENCE NA ABERTURA
DO BRASILEIRO PROFISSIONAL.


O surfista Deivid Silva de Guarujá(SP), largou na frente na corrida pelo título brasileiro 2015 de surfe profissional, vencendo a etapa de abertura do Circuito Catarinense de Surf Profissional, na Praia da Joaquina em Florianópolis (SC), válido também pela primeira etapa do Abrasp Tour 2015 (Circuito Brasileiro de Surf Profissional).

Deivid veio surfando muito bem durante toda a competição e na grande final não foi diferente, mesmo com o mar difícil, quase sem ondas, e enfrentando grandes nomes do surfe brasileiro, procurou escolher bem as ondas para poder garantir a vitória na Praia da Joaquina. Deivid somou 14,06pontos, contra do cearense Messias Felix, que ficou na segunda colocação somando 10,44 pontos. Completaram o pódio os atletas Alex Ribeiro (SP) na terceira colocação somando 10,34 pontos, e Márcio Farney (CE) na quarta colocação somando 8,90 pontos.

A competição distribuiu R$ 30.000,00 de premiação, além de 1000 pontos para os rankings catarinense e brasileiro de surf profissional 2015 e contou com a participação de 128 surfistas de todo Brasil, que proporcionaram um verdadeiro show de surfe nas ondas da Joaca.

 

Esta sexta feira foi realmente especial, além do encerramento com chave de ouro da abertura do Circuito Catarinense de Surf Profissional na Praia da Joaquina, tivemos a confirmação da volta do Super Surf ao circuito brasileiro de surf profissional. A confirmação veio através da rede social do “maestro” do Super Surf, Evandro Abreu, que correu atrás incansavelmente e não mediu esforços para reditar o maior circuito nacional do mundo. Parabéns Evandro, e viva o surfe brazuca.

Os recordes da competição ficaram com o surfista paulista Flávio Nakagima, que apesar das condições difíceis do mar, conseguiuachar uma boa esquerda e mandou um aéreo Full Rotation irado, que que lhe rendeu 9,77 pontos, a maior nota do campeonato, na sétima bateria do quarto round. Nakagima também cravou o maior somatório do evento, com 17,87 pontos na mesma bateria.

O Circuito Catarinense de Surf Profissional 2015 foi apresentado pela Prefeitura de Florianópolis e Fundação Municipal de Esportes, tem o patrocínio do Governo do Estado de Santa Catarina, através da Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte, Fesporte, o apoio da Kavosk, Cris Hotel, a Divulgação do Site Nas Ondas com Banana, Waves e Jornal Drop, e a realização da Fecasurf, Associação de Surf da Joaquina e Abrasp.

 

RESULTADO DA 1a ETAPA – Joaquina – Florianópolis(SC)

Campeão: Deivid Silva (SP) -R$ 8.000,00 e 1.000 pontos no Catarinense

Vice-campeão: Messias Felix (CE) -R$ 5.000,00 e 860 pontos no Catarinense

3olugar: Alex Ribeiro (SP) – R$ 3.200,00 e 730 pontos no Catarinense

4olugar: Márcio Farney (CE) – R$ 2.600,00 e 670 pontos no Catarinense

 


SEXTA FEIRA 27 DE MARÇO 2015

PATRICK TAMBERG É BICAMPEÃO DO MARANDS



Foto: Claudio Damangar / ANS

A primeira etapa do circuito Pernambucano de 2015, também pontuou para o
circuito Nordestino de 2015 e o local Patrick Tamberg largou na frente
nesta disputa. Não foi nada fácil com Lucas Silveira, Danilo Costa e
Júnior Lagosta surfando como nunca.

Danilo Costa que amanhã competirá também no brasileiro máster, mostrou que
ainda está com o surf afiado e começou os trabalhos na final jogando muita
água. Lucas Silveira foi o surfista que pegou as melhores ondas nos treinos
livres e onda (com direito a um tudo perfeito com saída no Spray) procurou
por estas ondas que hoje não vieram pra ele deixando o duelo mesmo ficou
entre Patrick Tamberg e Júnior Lagosta.

Júnior lançou mão de sua especialidade, os aéreos muitos altos e as suas
manobras modernas.Mas a estratégia de Tamberg enxergou que o mar não
estaria tão bom como ontem e soube aproveitar muito melhor as ondas. 
Variando seu repertório de rasgadas, batidas e finalizando com um aéreo
seguro, ele primeiro atendeu os critérios dos juízes e depois se preocupou 
em voar. Estratégia simples que chegou a colocar a seus adversários em
combinação e terminar sua bateria com a média 14.75 para ser campeão,
contra Júnior Lagosta que fechou com 13.90 para ser o vice-campeão e o
destaque do evento.


Na Júnior, vitória de André Labanca. A briga entre Labanca e Raul Bormann
se extendeu até o último momento, com Raul buscando ondas mais “lisas” que
abrissem para a esquerda e proporcionassem condições do surf que ele
treinou toda a semana. Labanca também buscou as melhores ondas mas sabia
que não poderia esperar muito. Assim Deixou para pegar as ondas do canto
da Cacimba do Padre apenas depois de ter garantido a vitória, antes disso
trabalhou nas direitas sobre a Laje e mostrou uma linha de onda que está
amadurecendo rápido. Foi show de surf e uma bela visão do que a nova
geração esta trazendo.

O Noronha Surf Festival é um patrocínio da Marands com o apoio do Governo
de Pernambuco através da Secretaria de Turismo e Esportes, Administração de
Fernando de Noronha, ICMBio, Projeto Tamar, Revista Surfar, Teccel e Real
Magia.

É uma realização da CBS, ANS, FEPESU e Associação de Surf de Fernando de
Noronha.


QUINTA FEIRA 26 DE MARÇO 2015
FESTIVAL DE SURF EM NORONHA COMEÇA HOJE

A marca MARANDS junto com a Associação Nordestina de Surf , Federação Pernambucana de Surf e a
Associação de Surf de Noronha, confirmam a realização do Noronha Surf Festival que agita a ilha
nos dias 26, 27, 28 e 29 de março na Cacimba do Padre. Serão realizados a última etapa do Noronhense,
a primeira etapa do Pernambucano (categorias PRO e Junior) e a segunda etapa do Brasileiro Master
com a presença dos grandes nomes nacionais como Fabio GouveiaJojó de OlivençaFred Vilela e o líder do
circuito Pedro Dos Santos Lima.

Dia 26 - Última Etapa do Circuito Noronhense 
Dia 27 – Primeira etapa do Circuito pernambucano e Nordestino PRO/AM e Categoria Júnior. 
Dias 28 e 29 – Segunda Etapa do Circuito Brasileiro Surf Máster.

As vagas são limitadas. 
16 vagas para a categoria Junior. Inscrição R$ 70,00 
32 vagas para categoria PRO/AM. Inscrição R$ 130,00

As inscrições estão sendo feitas pelo Facebook da CBS e você pode acessar no link abaixo.
Facebook CBS -https://www.facebook.com/cbsurf.cbs

QUARTA FEIRA 25 DE MARÇO 2015

BALANÇO DO ECLIPSE ATINGE ÁPICE.



André Barros bota pra baixo na Enseada dos Corais.

Nessa terça o balanço foi com terral muita chuva e boas ondas. O fundo de areia da Enseadas e a laje do CP
funcionaram na maré cheia e na secante

CLIQUE E VEJA FOTOS DO BALANÇO


QUINTA FEIRA 19 DE MARÇO 2015

ABRASP CONFIRMA PRIMEIRA ETAPA
DO CIRCUITO BRASILEIRO PROFISSIONAL




O atual Campeão Brasileiro Italo Ferreira (foto) agora esta na WSL.Foto: Basilio Ruy / arte SN

A Federação Catarinense de Surf confirmou a realização da primeira etapa do Circuito Catarinense Profissional deste
ano e que valerá também como primeira etapa do ABRASP Tour 2015. O evento acontecerá entre os dias 25 e 27 de março
(quarta a sexta-feira) na Praia da Joaquina em Florianópolis e distribuirá R$30.000,00 em prêmios além de 1.000 pontos
nos rankings catarinense e brasileiro.
A inscrição custa R$ 190,00 e deverá ser feita através de reserva via e-mail para fecasurf@fecasurf.com.br com cópia para klauskaiser68@gmail.com O evento será realizado no meio da semana (quarta a sexta) pois no final de semana
(28 e 29/3) acontecerá também na praia da Joaquina a primeira etapa do Circuito ASJ Pro-Am, com premiação de
R$3.000,00. Neste evento local somente estarão autorizados a participar os surfistas que forem catarinenses e aqueles
que não forem filiados à ABRASP.
2 – TAXA DE FIILIAÇÃO ABRASP 2015
Todos os atletas que quiserem fazer parte do ABRASP Tour 2015 e ranquearem neste ano deverão efetuar o
pagamento da taxa de filiação anual no valor de R$200,00 (duzentos reais). Este valor poderá ser pago de duas maneiras:
- via depósito bancário na conta da ABRASP (CNPJ 31.886.401/0001-14).
BRADESCO – AG. 3233 – C.C. 85626-6
BANCO DO BRASIL – AG. 0497 – C.C. 32.960-6
Após o depósito ser efetuado o comprovante deverá ser enviado aos emails
pedrof@abrasp.com.br com cópia para klauskaiser68@gmail.com, lembrando que só serão
consideradas filiações pagas as que recebermos os comprovantes;
- pagamento na praia da Joaquina durante o Catarinense Profissional com o Tour Manager Klaus Kaiser.
 


QUARTA FEIRA 18 DE MARÇO 2015
ARGENTINA VAI RECEBER O WSL QUALIFYING


Próxima etapa do calendário da World Surf League é o Rip Curl Pro Argentina, que do dia 28 de março a
05 de abril vai promover a segunda seletiva sul-americana para o Mundial Pro Junior da World Surf League
e a primeira etapa do WSL Qualifying Series na América do Sul esse ano, o QS 1500 que vale
1.500 pontos para o ranking de acesso ao WCT! Em 2014, o vencedor desta prova foi o brasileiro
Alex Ribeiro, que no final da temporada se sagrou campeão sul-americano de surfe profissional!

SEGUNDA FEIRA 16 DE MARÇO 2015

MULHERES NO COMANDO



Marília Lacerda vence a Open.

A bela praia de Itapuama (25 km do Recife), recebeu nesse domingo um evento de Surf feminino em homenagem ao dia das mulheres. A competição foi produzida pela Federação Pernambuca em parceria com o projeto, NASCI PARA FAZER O BEM da Claudia Molinna e recebeu 24 inscritas em duas categorias, Open e Iniciantes. Na Open vitória da localMarília Lacerda que não deu chances a suas adversárias e mostrou todo seu Surf na vala do seu quintal. Na Iniciante a vitória ficou com a local de Porto de Galinhas Ana karolina que participou das duas finais e foi considerada a revelação do evento. Um fato que marcou foi a presença de mães e filhas competindo no mesmo evento, no caso Ramayana Silveira e Juliana Soares que trouxeram suas herdeiras. Com certeza foi um evento que além da homenagem estimula as nossas atletas a continuar dentro d'água.Parabéns a todos os envolvidos no evento.

RESULATADOS DA OPEN.
- Marilia Lacerda , 2 - Ramayana Silveira 3- Juliana Soares 4- Ana Karolina 

RESULTADOS DA INICIANTES
1- Ana Karolina , 2 - Gabriela Crivelare , 3 - Ingrid Leite , 4 - Priscila Acioli

CLIQUE AQUI E VEJA AS FOTOS DO EVENTO



SEXTA 13 DE MARÇO 2015

DIA DE FILIPINHO

O Brasil começa a temporada 2015 do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour dominando o ranking mundial com a vitória espetacular de Filipe Toledo, 19 anos, no Quiksilver Pro Gold Coast e com os também paulistas Adriano de Souza, 28, e Miguel Pupo, 23,  dividindo o terceiro lugar no primeiro desafio do ano na Austrália. O primeiro título de Filipinho em etapas do WCT foi conquistado de forma sensacional, com nota 10 na última onda surfada contra o australiano Julian Wilson, 26 anos, e com o maior placar do campeonato, 19,60 a 14,70 pontos. A vitória valeu um prêmio de 100.000 dólares e a liderança no primeiro ranking de 2015 com 10.000 pontos.

Filipe Toledo (Foto: Kelly Cestari / WSL)

Filipe Toledo (Foto: Kelly Cestari / WSL)

“Essa é a melhor sensação do mundo e estou muito feliz por começar o ano com vitória”, disse Filipe Toledo. “Só Deus e minha família sabem o quanto eu tenho treinado para estar aqui hoje (sexta-feira), tanto física como mentalmente. Eu estava muito confiante durante todo o evento e quero dedicar esta vitória ao meu pai (o bicampeão brasileiro Ricardo Toledo) e toda a minha família que sempre está junto comigo me dando força. Só sei que este será um grande ano para os brasileiros e provamos isso aqui em Snapper Rocks”.

O ubatubense Filipe Toledo, que atualmente mora na Califórnia (EUA), agora vai competir na próxima etapa, o Rip Curl Pro Bells Beach nos dias 01 a 12 de abril, com a lycra amarela de número 1 do mundo, que desde o ano passado vinha sendo usada pelo campeão mundial Gabriel Medina. Já no Roxy Pro Gold Coast, a havaiana Carissa Moore, 22 anos, bateu a defensora do título, Stephanie Gilmore, 27, também com duas notas acima de 9 pontos para começar o ano em primeiro no ranking e Silvana Lima, 30, terminou em quinto lugar nas quartas de final.

“É incrível a multidão que lotou a praia hoje. Eu nunca tinha recebido tanto entusiasmo, tantos aplausos, foi realmente emocionante”, disse Carissa Moore. “A Stephanie (Gilmore) é uma surfista incrível e tenho certeza que ela vai faminta pra vencer a próxima etapa em Bells Beach. Estou muito feliz pela vitória e também porque vou voltar a competir com a camisa amarela, que é a minha cor favorita. Agora quero aproveitar um pouco pra curtir, mas logo volto ao trabalho pra me preparar para Bells”.

Entre os homens, o confronto Brasil e Austrália marcou o Quiksilver Pro Gold Coast deste ano. Dos doze surfistas que passaram para a quarta fase, cinco eram brasileiros e cinco australianos. Entre os oito que se classificaram para as quartas de final que abriram a sexta-feira, metade era do Brasil e metade da Austrália. Mas, os brasileiros foram maioria nas semifinais com três surfistas e na grande final Filipe Toledo brilhou mais uma vez com seu incrível repertório de manobras modernas e progressivas, tanto usando a borda da prancha com fluidez e velocidade, como nas aéreas que são uma especialidade de mais um grande talento do surfe brasileiro que vem assombrando o mundo com performances fantásticas nas baterias.

Nas direitas de Snapper Rocks, ninguém surfou como Filipe Toledo, que na quinta-feira já havia batido todos os recordes do campeonato quando derrotou a sensação do surfe norte-americano, Kolohe Andino, por 18,50 pontos com nota 9,67 da sua melhor onda. Na sexta-feira, começou o dia despachando o australiano Bede Durbidge por 17,34 a 16,23 pontos nas quartas de final. Depois, usou os aéreos para ganhar o duelo verde-amarelo com Adriano de Souza por 17,23 a 10,34. E na grande final, atingiu impressionantes 19,60 pontos com a única nota 10 do Quiksilver Pro Gold Coast para fechar a sua primeira vitória em etapas do WCT.

“Esta minha última onda foi realmente incrível e fiquei muito contente pelos juízes terem me dado nota 10”, disse Filipe Toledo. “O ano passado foi fantástico para o Brasil, com o Gabriel (Medina) deixando todos nós orgulhosos pelo título mundial. A conquista dele foi definitivamente uma grande motivação para mim, pois mostrou que podemos chegar lá também. Agora eu sou o número 1 do mundo, nem consigo acreditar, estou muito feliz. E a torcida brasileira é sensacional. Não importa o tempo, se está Sol ou chovendo, eles estão sempre nas praias torcendo pra gente e eu adoro o povo brasileiro”.

Mais uma vitória brasileira na Gold Coast (Foto: Kirstin Scholtz / WSL)

Mais uma vitória brasileira na Gold Coast (Foto: Kirstin Scholtz / WSL)

PRIMEIRA VITÓRIA – A última bateria na sexta-feira de praia superlotada em Snapper Rocks foi mais um show de Filipe Toledo. Ele largou na frente numa boa direita que valeu nota 8,0. Enquanto o australiano ficava pacientemente esperando por uma onda boa, o brasileiro foi pegando as que ele deixava passar e uma delas abriu a parede para somar um 6,0 nas duas notas computadas. Julian Wilson demorou 12 minutos para surfar sua primeira onda e começou forte, mas errou a segunda manobra. Logo entra outra série de direitas e Filipe vem primeiro com uma combinação de três manobras explosivas cravando a borda da prancha para abrir grandes leques de água na onda. Julian surge na de trás também detonando a onda e finaliza com um aéreo reverse, mesma arma que usou para superar Miguel Pupo na semifinal.

Foram duas ótimas apresentações e a nota do australiano saiu primeiro, 9,10. Mas a do brasileiro valeu 9,60 para manter uma boa vantagem de 8,51 pontos nos dez minutos finais da bateria. Na série seguinte, Filipe arrisca o aéreo, mas erra a manobra, assim como seu adversário na onda dele. Logo Filipe pega outra boa onda que abriu a parede para ele usar o seu estoque de manobras variadas com pressão e velocidade, incluindo um aéreo 360 com alto grau de dificuldade para ganhar 9,17 dos juízes. Com ela, Filipe já aumentava o seu próprio recorde de maior placar do ano no WCT para 18,77 pontos.

Julian Wilson passou a precisar de uma nota 9,67 nos 5 minutos finais para impedir a segunda vitória consecutiva do Brasil no Quiksilver Pro Gold Coast. Ou seja, só um aéreo muito espetacular para isso.  Só que foi Filipinho quem deu mais um espetáculo, estendendo o limite das manobras executadas com muita pressão, lincando uma na outra e acertando outro aéreo rodando incrível para confirmar a sua primeira vitória no WCT com nota 10 dos juízes.

MAIS BRASIL NO TOPO – A temporada 2015 começa como terminou a do ano passado, com o Brasil no topo do surfe mundial. Depois da festa pelo inédito título mundial de Gabriel Medina no Havaí, agora foi Filipe Toledo que brilhou na Austrália. Em Banzai Pipeline, o australiano Julian Wilson carimbou a faixa do brasileiro na decisão do Billabong Pipe Masters, mas na Gold Coast ele só conseguiu impedir uma final verde-amarela em plena Snapper Rocks, quando derrotou Miguel Pupo nas semifinais. No entanto, o australiano não foi páreo para o melhor surfista do campeonato, Filipe Toledo, que largou na frente na corrida pelo título de campeão mundial da World Surf League.

A sexta-feira decisiva já foi iniciada com uma bateria 100% brasileira abrindo as quartas de final e Miguel Pupo ganhou por pouco do melhor estreante na elite dos top-34 do WCT nesta primeira etapa do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour 2015, Wiggolly Dantas. O duelo terminou com uma diferença de apenas 3 centésimos no placar encerrado em 13,70 a 13,67 pontos. Depois Julian Wilson ganhou o confronto australiano com Taj Burrow e Adriano de Souza despachou o tricampeão mundial Mick Fanning, antes de Filipe Toledo dar o seu primeiro show contra o veterano Bede Durbidge.

Nas semifinais, o primeiro classificado só foi anunciado depois de um longo suspense pelas notas das últimas ondas surfadas no minuto final por Julian Wilson e Miguel Pupo, que liderou toda a bateria. O australiano só pegou duas ondas, na primeira ganhou nota 8,43 e na última tirou 7,83 dos juízes. O brasileiro tinha começado com nota 7,17 e estava na frente com o 7,37 da sua quarta onda, então ficou precisando de 8,89 pontos para vencer e recebeu nota 8,23. Na semifinal brasileira, Filipe Toledo largou na frente com 7,83 na primeira onda que acertou dois aéreos e sacramentou a vitória com o 9,40 de mais uma incrível apresentação nas direitas de Snapper Rocks.

MR. GOLD COAST DO BRASIL – Depois de brilhantes atuações, desta vez Adriano de Souza foi vítima do longo intervalo entre as séries que marcou o último dia do Quiksilver Pro. Ele não conseguiu achar as ondas que vinha pegando nas baterias anteriores e repetiu o mesmo terceiro lugar do ano passado, quando também ficou a um passo da decisão do título. Mesmo assim, Mineirinho é o verdadeiro Mr. Gold Coast do Brasil.

Esta foi a sua décima participação nesta etapa que abre a temporada na Austrália e na metade delas chegou as semifinais. Isso aconteceu logo no seu primeiro ano em 2006, quando também não passou para a grande final. Em 2009 e 2012 ele conseguiu, porém terminou como vice-campeão. E agora em 2014 e 2015 ficou em terceiro lugar, mais uma vez começando bem a temporada entre os top-5 do mundo.

Carissa Moore (Foto: Kelly Cestari / WSL)

Carissa Moore (Foto: Kelly Cestari / WSL)

BRASIL NOTA 10 – Se no Quiksilver Pro Gold Coast, a primeira nota 10 do campeonato só saiu na última onda surfada por Filipe Toledo, no Roxy Pro a única nota máxima das meninas também só foi conseguida pela representante do Brasil, Silvana Lima, quando completou um aéreo rodando perfeito para despachar a australiana Sally Fitzgibbons na briga por uma vaga nas quartas de final. A cearense está retornando ao grupo das top-17 do WCT feminino esse ano e estreou carimbando a faixa da hexacampeã mundial Stephanie Gilmore na primeira fase.

Depois voltou a enfrentar a australiana na outra rodada classificatória, com a defensora do título vingando a derrota. E ainda teve o tira-teima que aconteceu nas quartas de final que abriram a sexta-feira. A brasileira até começou bem a bateria com nota 8,0, mas perdeu muito tempo esperando por outra onda boa, enquanto Gilmore foi mais ativa surfando mais ondas para conquistar a classificação para as semifinais. Silvana Lima terminou em quinto lugar com 5.200 pontos no ranking que passou a ser liderado pela havaiana Carissa Moore, após a vitória sobre a australiana na grande final.

PRÓXIMAS ETAPAS – Carissa Moore agora vai defender os títulos das duas próximas etapas do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour na Austrália. No ano passado, a havaiana ganhou o Rip Curl Pro Bells Beach e também o Drug Aware Margaret River Pro em duas decisões contra a australiana Tyler Wright. Como na Gold Coast, as duas provas serão disputadas pelos homens e pelas mulheres. O Rip Curl Pro está marcado para os dias 01 a 12 de abril nas direitas geladas de Bells Beach e no dia 15 já começa o prazo de Margaret River que vai até 26 de abril.
 

RESULTADO FINAL DO QUIKSILVER PRO GOLD COAST:

Campeão: Filipe Toledo (BRA) por 19,60 pontos (notas 10.00+9.60) – US$ 100.000 e 10.000 pontos

Vice-campeão: Julian Wilson (AUS) com 14,70 pontos (9.10+5.60) – US$ 40.000 e 8.000 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 6.500 pontos e US$ 20.000 de prêmio:

1.a: Julian Wilson (AUS) 16.26 x 15.60 Miguel Pupo (BRA)

2.a: Filipe Toledo (BRA) 17.23 x 10.34 Adriano de Souza (BRA)

RESULTADO FINAL DO ROXY PRO GOLD COAST:

Campeã: Carissa Moore (HAV) por 18,43 pontos (notas 9.40+9.03) – US$ 60.000 e 10.000 pontos

Vice-campeã: Stephanie Gilmore (AUS) com 15,50 pontos (8.33+7.17) – US$ 25.000 e 8.000 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 6.500 pontos e US$ 16.250 de prêmio:

1.a: Stephanie Gilmore (AUS) 16.26 x 11.53 Tatiana Weston-Webb (HAV)

2.a: Carissa Moore (HAV) 16.86 x 16.06 Tyler Wright (AUS)

 

QUINTA FEIRA 12 DE MARÇO 2015

BRASIL FORTE, 04 ATLETAS NAS QUARTAS

Quatro brasileiros e quatro australianos vão decidir o título do Quiksilver Pro Gold Coast nesta sexta-feira em Queensland, na Austrália. O campeão mundial Gabriel Medina foi barrado ainda na terceira fase pelo irlandês Glenn Hall, mas os também paulistas Adriano de Souza, Filipe Toledo, Miguel Pupo e o estreante Wiggolly Dantas, vão tentar a segunda vitória consecutiva do Brasil na etapa de abertura do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour 2015 em Snapper Rocks. Um deles já está garantido nas semifinais, pois o primeiro duelo do último dia será verde-amarelo, entre Miguel Pupo e Wiggolly Dantas. Os outros dois estão na chave de baixo, com Adriano de Souza enfrentando o tricampeão mundial Mick Fanning e Filipe Toledo fechando as quartas de final contra o também experiente Bede Durbidge.

Filipe Toledo (Foto: Kelly Cestari / WSL)

Filipe Toledo (Foto: Kelly Cestari / WSL)

Filipinho foi o grande destaque do dia nas direitas de 2-3 pés da quinta-feira em Snapper Rocks. O surfista de Ubatuba que atualmente mora na Califórnia, fez os recordes do ano no WCT com o seu arsenal de manobras modernas e progressivas apresentadas contra a sensação do surfe norte-americano, Kolohe Andino. Ele já começou forte a bateria com nota 9,67 e foi ampliando a vantagem a cada apresentação até fechar o placar em 18,50 a 15,74 pontos. Depois também fez a maior pontuação da quarta fase, conquistando a última vaga direta para as quartas de final por 17,83 pontos, contra 16,57 do sul-africano Jordy Smith e 12,23 do australiano Matt Wilkinson, que depois foram eliminados na repescagem.

“Eu amo surfar direitas como essas aqui de Snapper Rocks, então estou me sentindo bem confortável e confiante nas baterias”, disse Filipe Toledo. “A longa espera (onze dias) foi bom para a minha mente e para treinar novas pranchas. Hoje (quinta-feira) eu só procurei escolher bem as ondas e surfar o melhor que posso, pois isso é o que eu mais gosto de fazer, então fico super excitado e quero continuar assim, me divertindo. Eu acho que este vai ser um grande ano para o Brasil e para os surfistas mais jovens do circuito”.

NOVATOS BARRANDO CAMPEÕES – O dia já tinha começado bem para o Brasil com as novidades da seleção verde-amarela no WCT 2015 despachando campeões mundiais nos primeiros confrontos da terceira fase. As condições do mar estavam difíceis, com poucas ondas boas entrando nas baterias, então era preciso aproveitar as poucas chances e foi isso que o potiguar Italo Ferreira fez para superar o onze vezes campeão mundial Kelly Slater. Foi a vitória de um estreante e o mais jovem da elite dos top-34, com apenas 19 anos de idade, contra o maior ídolo do esporte e o mais velho e experiente com seus 43 anos completados no dia 11 de fevereiro. Italo somou 13 pontos nas duas notas computadas contra apenas 8,77 de Slater.

“Estou superfeliz por conseguir surfar bem outra bateria”, disse Italo Ferreira. “O Kelly (Slater) é uma inspiração para mim e para muitos surfistas da minha geração. Ele é uma verdadeira lenda do esporte e pena que a nossa bateria não deu muita onda boa, mas eu consegui achar duas para fazer boas manobras, então estou muito contente por ter conseguido derrota-lo logo na minha primeira etapa no WCT”.

Na disputa seguinte, o paulista Miguel Pupo teve uma disputa mais acirrada contra o australiano Josh Kerr. Ambos surfaram boas ondas e o placar foi encerrado com uma pequena vantagem de 13,67 a 13,20 pontos a favor do brasileiro. E no terceiro duelo do dia deu Brasil de novo com Wiggolly Dantas não dando qualquer chance para Joel Parkinson, vice-campeão nas duas últimas edições do Quiksilver Pro Gold Coast, inclusive na final do ano passado contra Gabriel Medina. A vitória foi por massacrantes 15,77 a 9,93 pontos e ficou formada uma bateria verde-amarela para abrir a primeira rodada classificatória para as quartas de final, entre Italo Ferreira, Miguel Pupo e Wiggolly Dantas.

“Eu estava apenas querendo surfar boas ondas hoje (quinta-feira) e estou feliz por ter conseguido”, disse Wiggolly Dantas. “Eu consegui derrotar o Parko (Joel Parkinson), que nasceu aqui e conhece essa onda como ninguém, procurando surfar as ondas maiores. Estou me sentindo bem confiante, as pranchas estão boas e espero que continue assim, que eu vá avançando as baterias para sair daqui com um bom resultado nesta minha primeira participação no WCT”.

ZEBRA IRLANDESA – Mas, as surpresas não aconteceram apenas a favor do Brasil, pois Gabriel Medina também acabou eliminado na terceira fase pela maior “zebra” do campeonato, Glenn Hall. O irlandês já havia barrado o número 5 do mundo no ano passado, Michel Bourez, do Taiti, na quarta-feira e repetiu a dose contra o atual campeão mundial. Assim como Slater e Parkinson, Medina não achou boas ondas para mostrar tudo o que sabe e chegou até a ser penalizado com uma “interferência” após se chocar com Glenn Hall, passando a computar apenas uma onda contra duas do adversário. Não fosse isso, Medina teria vencido o confronto, mas o resultado foi encerrado com vitória do irlandês por 14,23 a 7,50 pontos. Aliás, dos seis melhores do mundo em 2014, apenas o vice-campeão Mick Fanning avançou para a quarta fase.

Depois da derrota de Gabriel Medina, mais dois brasileiros se classificaram com grandes apresentações. Adriano de Souza não teve qualquer dificuldade para despachar o havaiano Fredrick Patacchia, que praticamente não surfou nenhuma onda na bateria e a única que pegou acabou parando nas pedras de Snapper Rocks. E Filipe Toledo bateu todos os recordes do Quiksilver Pro Gold Coast em sua primeira atuação na quinta-feira contra Kolohe Andino. Após o encerramento da terceira fase, foi iniciada a primeira rodada classificatória para as quartas de final com uma bateria 100% brasileira em plena Austrália.

Miguel Pupo (Foto: Kelly Cestari / WSL)

Miguel Pupo (Foto: Kelly Cestari / WSL)

BATERIA BRASILEIRA – Esta quarta fase não era eliminatória e Miguel Pupo pegou as melhores ondas que entraram para superar os dois novatos do Brasil na elite do WCT 2015. A vitória foi com duas notas na casa dos 8 pontos que totalizaram 17,23, contra 13,47 do também paulista Wiggolly Dantas e 13,37 do potiguar Italo Ferreira. Depois, Wiggolly aproveitou a segunda chance de classificação para as quartas de final despachando o algoz de Gabriel Medina, Glenn Hall, por uma larga vantagem de 17,34 a 13,33 pontos e vai voltar a enfrentar Miguel Pupo na abertura das quartas de final. Já Italo Ferreira acabou eliminado na quinta fase por menos de meio ponto pelo veterano australiano Taj Burrow no placar de 15,73 a 15,50 pontos.

Quem também teve que seguir o caminho da repescagem foi Adriano de Souza, que perdeu no desempate para Mick Fanning na melhor bateria da quarta fase. Os dois brigaram pela ponta onda a onda e a série que entrou nos minutos finais foi decisiva. O australiano pegou a onda da frente e aumentou a vantagem para 8,34 pontos sobre Mineirinho, que veio na de trás e acertou uma série de três manobras explosivas executadas com pressão e velocidade para buscar a virada, mas a média da nota ficou em 8,33. O placar então terminou empatado em 16,50 pontos e o vencedor foi definido pela maior nota, com a 8,67 da primeira onda de Mick Fanning lhe garantindo a vitória e o também australiano Bede Durbidge ficando em último.

Com isso, Adriano de Souza teve que voltar ao mar para disputar a quinta fase e ele voltou a brilhar nas direitas de Snapper Rocks com o seu ataque variando as manobras para não dar qualquer possibilidade de reação para o imprevisível Matt Wilkinson. Mineirinho conseguiu construir uma sólida vantagem inicial e controlou toda a bateria, apesar das investidas do australiano que chegou a encostar no placar encerrado em 16,94 a 16,07 pontos. Com a vitória, Adriano festejou a última classificação verde-amarela da quinta-feira e agora vai tentar a revanche contra Mick Fanning na terceira quarta de final para seguir na busca do título no Quiksilver Pro Gold Coast.

“Estou muito feliz por estar nas quartas de final mais uma vez deste evento”, disse Adriano de Souza. “Esta já é minha décima temporada aqui e desta vez é mais especial porque estou contando com a força do Ricardinho dos Santos (assassinado em 20 de janeiro deste ano), que era como um irmão pra mim e está lá em cima no céu passando uma energia positiva não só para mim, como para todos os brasileiros certamente, porque ele era um grande amigo de todos nós”.

BRASIL NO WCT FEMININO – Se Adriano de Souza vai enfrentar o tricampeão mundial pela segunda vez em Snapper Rocks, no WCT feminino a cearense Silvana Lima terá que encarar a hexacampeã Stephanie Gilmore pela terceira vez neste seu retorno à elite das top-17 do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour. A brasileira ganhou dela na primeira fase com o maior placar das meninas no Roxy Pro Gold Coast, 18,16 pontos. A australiana deu o troco na quarta fase, mas Silvana foi para a repescagem tirar a única nota 10 do ano no WCT com um aéreo reverse perfeito para voltar a enfrentar a defensora do título mundial, também na terceira quarta de final como Mineirinho.

O Quiksilver Pro Gold Coast e o Roxy Pro Gold Coast terminam nesta sexta-feira em Snapper Rocks, em Coolangata, Queensland, com as duas competições sendo transmitidas ao vivo pelo www.worldsurfleague.com e também pela Fox Sports na Austrália. Os vencedores largam na frente na corrida dos títulos mundiais com 10.000 pontos no primeiro ranking do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour em 2015.


QUARTA FEIRA 11 DE MARÇO 2015

BRASILEIROS AVANÇAM NA AUSTRÁLIA



Depois de onze longos dias de espera, o Quiksilver Pro Gold Coast finalmente retornou na quarta-feira para realizar a primeira rodada eliminatória
da etapa de abertura do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour 2015 na Austrália. Sem mais prazo para adiamentos, a segunda
fase aconteceu nas mesmas ondas pequenas em Snapper Rocks que foram dispensadas nos outros dias. As condições difíceis do mar não foram
problema para os brasileiros, que venceram todas as cinco baterias que disputaram. A única baixa foi o potiguar Jadson André, eliminado no duelo
verde-amarelo com Miguel Pupo que fechou o dia. Já o outro potiguar, Italo Ferreira, que está estreando na elite do WCT, festejou sua primeira vitória
e vai encarar a fera Kelly Slater no primeiro confronto da quinta-feira na Austrália.


O onze vezes campeão mundial também competiu na quarta-feira, derrotando o australiano Jack Freestone no segundo confronto do dia iniciado
com vitória de Mick Fanning sobre o outro convidado do Quiksilver Pro Gold Coast, Dane Reynolds. Na terceira bateria veio a primeira surpresa, com
o irlandês Glenn Hall barrando o top-5 do WCT 2014, Michel Bourez. Depois de passar pelo taitiano, ele agora vai enfrentar o atual campeão mundial
que também defende o título desta primeira etapa, Gabriel Medina, na sexta bateria da terceira fase.


Em seguida, o Brasil estreou na segunda fase com vitória tranquila de Adriano de Souza sobre o veterano norte-americano C. J. Hobgood, campeão
mundial de 2001, por 13,83 a 11,00 pontos. Depois desta bateria, encerrada por volta das 9h30, a competição foi paralisada por causa da maré
cheia em Snapper Rocks e retornou as 14h30 em condições ainda irregulares e com ondas pequenas de 2-3 pés. Já os outros cinco brasileiros
disputaram as últimas vagas para a terceira fase nos duelos que fecharam a quarta-feira na Austrália.


O novato Italo Ferreira foi o primeiro a se apresentar e sentiu-se à vontade porque as ondas estavam bem parecidas com as direitas do Pontal
de Baía Formosa, cidade do litoral sul do Rio Grande do Norte onde ele nasceu. O potiguar foi inteligente e saiu pegando ondas, surfando três
seguidas antes do australiano Adrian Buchan fazer sua primeira apresentação. O placar foi encerrado com uma pequena diferença de
11,67 a 11,00 pontos, mas valeu a primeira vitória do estreante no WCT. Agora, o mais jovem integrante
da elite, com 19 anos, terá pela frente o mais velho dos top-34, Kelly Slater, que já completou 43 anos de idade em 11 de fevereiro.


"O ano passado foi o melhor ano da minha vida por causa da minha classificação para o WCT", disse Italo Ferreira. "Este sempre foi o meu sonho
e estou muito feliz por conseguir vencer a minha primeira bateria hoje (quarta-feira) aqui. As condições do mar acabaram até me favorecendo 
e estou me sentindo bem confiante. Eu não consegui mostrar todo o meu surfe, mas o importante para mim era passar essa bateria. Sei
que daqui pra frente será mais difícil porque sou um dos novatos e sempre vou enfrentar os primeiros do ranking".


O surfista de Baía Formosa abriu a série de vitórias verde-amarelas que fecharam a quarta-feira em Snapper Rocks. No duelo seguinte, o paulista
Filipe Toledo, que também tem 19 anos de idade como Italo Ferreira, usou os aéreos para liquidar outro australiano, Adam Melling, por uma
larga vantagem de 16,47 a 13,10 pontos. Esta marca só não superou os 16,60 que o australiano Owen Wright totalizou contra uma das novidades
do Havaí no WCT 2015, Keanu Asing.


"Eu estava muito animado e confiante para esta bateria", disse Filipe Toledo. "Eu cometi alguns erros na primeira fase, por isso eu tentei
competir mais relaxado dessa vez, respirar bem e ficar calmo para escolher bem as ondas. E deu tudo certo, principalmente depois de começar bem
a bateria com uma nota 8. Meu objetivo para este ano é conseguir um lugar entre os top-5 do ranking e disputar o título mundial contra o
Gabriel (Medina), o Kelly (Slater), ou o Mick (Fanning). Estou acreditando que vai ser um bom ano para mim".


O outro estreante do Brasil no grupo dos top-34 do WCT também festejou sua primeira vitória na quarta-feira em Snapper Rocks. O
australiano Kai Otton vencia a bateria por 13,93 pontos, mas nos minutos finais o paulista Wiggolly Dantas aproveitou bem uma onda que
abriu a parede para ele executar uma série de manobras e conseguir a virada com uma nota 6,33. Com ela somada a nota 7,83 da sua melhor
apresentação, aumentou o seu placar para 14,16 pontos na terceira vitória do Brasil sobre a Austrália na segunda fase.


Os brasileiros só não terminaram a quarta-feira com 100% de aproveitamento porque um duelo verde-amarelo fechou o dia e só um deles
poderia avançar. O paulista Miguel Pupo começou bem com uma nota 7,00 e depois fez outra onda parecida que valeu 7,10, enquanto o potiguar 
Jadson André só conseguiu 5,67 na sua melhor apresentação. O placar terminou em 14,10 a 10,00 pontos e Jadson foi o único brasileiro a
começar o ano em 25.o lugar com apenas 500 pontos no ranking do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour 2015.


TERCEIRA FASE - Os outros seis continuam na disputa do título do Quiksilver Pro Gold Coast, que vale um prêmio de 100.000 dólares e 
10.000 pontos para largar na frente na briga pelo posto de melhor surfista do mundo. Se na quarta-feira, os brasileiros disputaram as últimas
baterias da segunda fase, agora metade deles foi escalado nos primeiros duelos do rounde 3. A quinta-feira começa com o confronto de
gerações entre o mais velho integrante do WCT, Kelly Slater, 43 anos, com o mais jovem deles, Italo Ferreira, 19. 


Os outros dois confrontos serão entre Brasil e Austrália, primeiro entre Miguel Pupo, 23 anos, e Josh Kerr, 30, seguido por Wiggolly Dantas, 25,
contra Joel Parkinson, 33, vice-campeão do Quiksilver Pro Gold Coast na vitória de Gabriel Medina, 21, no ano passado. O defensor do título
será o próximo brasileiro a disputar classificação para a quarta fase, contra o irlandês Glenn Hall, 33, na sexta bateria. Depois tem
Adriano de Souza, 28, contra o havaiano Fredrick Patacchia, 33, na nona e na 11.a o também paulista Filipe Toledo, 19, fecha a
participação brasileira na terceira fase em um duelo da nova geração com o norte-americano Kolohe Andino, 20.


O prazo do Quiksilver Pro Gold Coast e do Roxy Pro Gold Coast termina nesta sexta-feira em Snapper Rocks, em Coolangata,
Queensland, com as duas competições sendo transmitidas ao vivo pelo www.worldsurfleague.com e também pela Fox Sports na Austrália. 



SÁBADO 07 DE MARÇO 2015

BALANÇO DO TEMPORAL

Natalia Malta presente

O Verão nublado balançou nessa sexta feira e levou uma multidão para a escolinha do Nordestão.
Para pegar onda foi preciso dibrar pranchas e surfistas. Vamos invadir a nossa praia.
Hoje depois do temporal que caiu na madrugada, Pernambuco amanheceu com ruas alagadas e ondas
para quem conseguiu chegar nos picos que fizeram a secante de gala.Na maré cheia conferimos a
escolinha do Nordestão que estava com a lotação esgotada em plena sexta feira. 
Natália Malta veio
conferir o balanço e encontrou suas ondas, no por do sol as cores apareceram. Verão nublado rendeu.

CONFIRA FOTOS DO VERÃO NUBLADO


SEXTA FEIRA 06 DE MARÇO 2015

WSL ESTENDE JANELA , AUSTRÁLIA SEM ONDAS

Sem condições de continuar o evento depois que lendou as previsões de ondas,
a WSL estendeu a janela da primeira etapa até o dia 13 de março para esperar o swell,
chupa previsão de ondas.


TERÇA FEIRA 03 DE MARÇO 2015

SILVANA LIMA VAI ENFRENTAR GILMORE DE NOVO

A brasileira Silvana Lima vai voltar a enfrentar a hexacampeã mundial Stephanie Gilmore no Roxy Pro Gold Coast na Austrália. A cearense estreou no sábado com um ainda imbatível placar de 18,16 pontos de 20 possíveis na vitória sobre a australiana que também defende o título de campeã desta primeira etapa do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour 2015. Depois de dois dias sem competições na Gold Coast, as ondas melhoraram na terça-feira em Snapper Rocks para realizar a rodada das meninas que perderam no sábado. A número 1 do mundo aproveitou a segunda chance de classificação e agora vai disputar a segunda bateria da terceira fase com Silvana Lima e a sua compatriota australiana, Dimity Stoyle.

Silvana Lima voando na Expression Session do domingo em Snapper Rocks (Foto: Kirstin Scholtz / WSL)

Silvana Lima voando na Expression Session do domingo em Snapper Rocks (Foto: Kirstin Scholtz / WSL)

A vitória vale passagem direta para as quartas de final, mas esta rodada não é eliminatória e as derrotadas podem se recuperar nos confrontos diretos da quarta fase, como os que aconteceram na terça-feira de ondas de 2-3 pés em Snapper Rocks. As condições do mar ainda estavam um pouco irregulares e a segunda fase do Quiksilver Pro Gold Coast foi adiada pelo terceiro dia consecutivo. As previsões indicam a entrada de uma ondulação mais consistente só a partir de sexta-feira, então os surfistas que não conseguiram vencer suas baterias no sábado, incluindo Kelly Slater, Mick Fanning e seis dos sete brasileiros da elite do WCT, foram dispensados e uma nova chamada para eles anunciada para as 7h00 da quarta-feira na Austrália.

Já as meninas competiram na terça-feira e a única surpresa do dia foi a estreante Tatiana Weston-Webb, que fez os recordes da segunda fase até ali para bater a vice-campeã do Roxy Pro Gold Coast do ano passado, Bianca Buitendag. A havaiana totalizou 15,93 pontos nas duas ondas computadas, contra 11,07 da sul-africana. A marca de Tatiana Weston-Webb foi superada no duelo seguinte que fechou a terça-feira pela também havaiana Coco Ho, que atingiu 16,16 pontos para despachar a australiana Laura Enever. Com isso, a recordista da temporada 2015 ainda é a brasileira Silvana Lima com os 18,16 pontos que somou na bateria que marcou o seu retorno ao grupo das top-17 da World Surf League, depois de recuperar a vaga em primeiro lugar no ranking do Qualifying Series em 2014.

Coco Ho bateu os recordes do dia na última bateria da terça-feira (Foto: Kirstin Scholtz / WSL)

Coco Ho bateu os recordes do dia na última bateria da terça-feira (Foto: Kirstin Scholtz / WSL)

As duas surfistas que a cearense derrotou no sábado voltaram a se enfrentar na terça-feira, mas Stephanie Gilmore não deu qualquer chance para a convidada do Roxy Pro Gold Coast, Bronte Macaulay, vencendo o duelo australiano por 15,27 a 12,00 pontos. Na disputa seguinte, a vice-campeã mundial Tyler Wright, que também tinha estreado com derrota, foi outra favorita que se recuperou e despachou a havaiana Alessa Quizon por 14,70 a 11,24. As outras vitórias do dia foram conquistadas pela australiana Nikki Van Dijk sobre a francesa Johanne Defay e Courtney Conlogue na bateria norte-americana com Sage Erickson que abriu a terça-feira em Snapper Rocks.

O prazo do Roxy Pro Gold Coast, bem como do Quiksilver Pro Gold Coast, começou no sábado e vai até 11 de março em Snapper Rocks, em Coolangata, Queensland, com as duas competições sendo transmitidas ao vivo da Austrália pelowww.worldsurfleague.com

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QUARTA FEIRA 25 DE FEVEREIRO 2015

TERÇA DO NORTE.



Com 72 cabeças dentro da Enseada dos Corais, foi assim que a galera recebeu
o balanço de norte com vento terral nessa terça feira em Pernambuco. Muita gente
fissurada para pegar umas ondas coisa que nunca mais aconteceu por essas bandas.
Demorrou pouco tempo o terral de norte no verão , quem pegou pegou..

clique e veja fotos do terral


DOMINGO 22 DE FEVEREIRO 2015

ALEJO MUNIZ DESTRÓI NA AUSTRÁLIA NO DIA
DO SEU ANIVERSÁRIO, PARABÉNS


O catarinense Alejo Muniz festejou o seu 25.o aniversário no alto do pódio do tradicional Surfest de Newcastle realizado em homenagem ao tetracampeão mundial Mark Richards na Austrália. A vitória sobre o australiano Jack Freestone, 22 anos, na grande final do World Surf League QS 6000 Burton Automotive Pro, foi a quinta do Brasil nos 30 anos da história do evento e valia a vice-liderança no ranking do WSL Qualifying Series 2015. Antes de faturar o prêmio máximo de 25 mil dólares, Alejo ganhou uma semifinal verde-amarela com o carioca Pedro Henrique, 32 anos, que dividiu o terceiro lugar em Merewether Beach com o campeão mundial Joel Parkinson, 33. Esta foi última etapa australiana válida pelo ranking que classifica dez surfistas para disputar o título mundial no Samsung Galaxy World Championship Tour.

Foto de Steve Robertson / WSL

Foto de Steve Robertson / WSL

“É o meu aniversário hoje (domingo), então o sentimento dessa vitória é extra especial”, disse Alejo Muniz. “O sentimento é ainda mais incrível porque dois anos atrás eu perdi a final aqui para o Parko (Joel Parkinson) e agora eu consegui vencer esse campeonato que é muito especial. Antes da final, eu escrevi uma mensagem na minha prancha para o meu amigo Ricardo dos Santos, ele era um surfista incrível e faleceu há um mês (assassinado em 19 de janeiro por um policial militar em frente a sua casa na Guarda do Embaú). Este é um dia muito especial para mim, de poder dedicar esta vitória para ele”.

O australiano Jack Freestone chegou confiante na decisão do Burton Automotive Pro depois de barrar nas semifinais o grande favorito ao título, Joel Parkinson. Ele já começou forte, repetindo seu ataque aéreo que rendeu notas 6,33 e 7,00 nas duas primeiras ondas que surfou na bateria, largando na frente na disputa pelos 6.000 pontos da vitória, que valia o segundo lugar no ranking do WSL Qualifying Series liderado pelo norte-americano Kolohe Andino. Alejo Muniz falhou nas primeiras tentativas e depois surfou duas ondas regulares para entrar na briga com notas 6,50 e 6,20.

O australiano permanecia na frente, porém não conseguiu mais nenhuma onda melhor nas condições difíceis do mar no domingo em Merewether Beach, para aumentar os seus 13,33 pontos. Ao contrário do brasileiro, que nos minutos finais achou uma boa direita para apresentar suas manobras de WCT e assumir a ponta com nota 8,67. Alejo ainda ganhou outro presente no dia do seu aniversário, uma onda melhor ainda para arrancar um 9,73 dos juízes e garantir a vitória com um placar recorde de 18,40 pontos para o Burton Automotive Pro 2015.

“É difícil você ir tão longe num evento e acabar em segundo lugar na final”, lamentou Jack Freestone, que tem dois títulos mundiais da categoria Pro Junior no currículo. “Só tenho que tirar o chapéu para o Alejo (Muniz), que é um grande surfista e mostrou isso aqui hoje (domingo). Mesmo assim, eu estou empolgado com este ótimo começo de ano para mim, já fazendo final no segundo evento que participo. Agora vou voltar para casa e me preparar para o Quiksilver Pro Trials (triagem para a primeira etapa do WCT na Gold Coast) na próxima semana. Vamos ver o que acontece lá”.

Foto de Matt Dunbar / WSL

Foto de Matt Dunbar / WSL

Jack Freestone não conseguiu impedir que Alejo Muniz conquistasse a quinta vitória do Brasil em Newcastle esse ano. Alejo repetiu o feito de outros dois catarinenses, Willian Cardoso na decisão brasileira contra o paulista Filipe Toledo em 2012 e Neco Padaratz em 2006. Também já escreveram seus nomes no troféu do Surfest de Newcastle, o paulista Adriano de Souza em 2008 e o niteroiense Guilherme Herdy, que foi o primeiro a levantar a bandeira do Brasil no alto do pódio em Merewether Beach na temporada de 1996.

MUDANÇAS NO G-10 – Integrante da elite mundial do WCT até o ano passado, Alejo Muniz começou bem a batalha para recuperar sua vaga pelo G-10 do WSL Qualifying Series na “perna australiana”. Ele e o experiente Pedro Henrique, que está voltando a disputar o circuito mundial depois da mudança para Portugal, foram dois dos cinco surfistas que entraram na lista dos dez primeiros colocados no ranking com seus resultados no WSL QS 6000 de Newcastle. Os outros foram os australianos Jack Freestone e Brent Dorrington e o norte-americano Evan Geiselman.

Entre os cinco que saíram da zona de classificação para o WCT em Newcastle, dois eram do Brasil, o paulista Jessé Mendes e o cearense Michael Rodrigues, que foram substituídos por Alejo Muniz e Pedro Henrique. Já as outras três vagas eram dos havaianos John John Florence, que não competiu nas duas etapas do WSL QS 6000 da Austrália e Fredrick Patacchia e Mason Ho, que perderam logo em suas estreias no Burton Automotive Pro.

Foto de Hayden-Smith / WSL

Foto de Hayden-Smith / WSL

DOMÍNIO BRASILEIRO – A histórica trigésima edição do Surfest Newcastle foi dominada pelos brasileiros. No domingo passado, o paulista Deivid Silva conquistou o título da categoria Pro Junior e foi uma das surpresas do evento principal, se destacando desde as primeiras fases até parar em Joel Parkinson no duelo das quartas de final que abriu o domingo decisivo em Merewether Beach. O atual campeão sul-americano Pro Junior da WSL South America chegou no último dia em décimo lugar no G-10 do Qualifying Series, mas foi ultrapassado por Pedro Henrique quando o carioca derrotou o australiano Brent Dorrington na terceira bateria do dia.

WSL QS 1000 FEMININO – No domingo também foi decidido o título do World Surf League QS 1000 Burton Automotive Women´s Pro, com a novata Ellie Brooks conseguindo a sua primeira vitória no circuito mundial no desempate. Ela e a também australiana Philippa Anderson terminaram a bateria com 12,66 pontos nas duas ondas computadas e a nota 7,83 da melhor apresentação de Ellie Brooks lhe garantiu o título. Porém, elas não conseguiram entrar no grupo das seis surfistas que o ranking do Qualifying Series feminino classifica para o WCT nesta etapa de 1.000 pontos. A única que ingressou no G-6 em Newcastle foi a surfista de Barbados, Chelsea Tuach, mesmo após ser barrada nas semifinais pela campeã Ellie Brooks.

PRÓXIMAS ETAPAS – Depois da “perna australiana” do World Surf League Qualifying Series, a próxima disputa por pontos na batalha pelas dez vagas para o WCT será na América do Sul, o WSL QS 1500 Rip Curl Pro Argentina, de 31 de março a 5 de abril na Playa Grande de Mar del Plata. Esta etapa será a primeira organizada pelo escritório da WSL South America e vai abrir a corrida pelo título sul-americano, que agora garante participação nas principais etapas qualificatórias para o WCT da próxima temporada, com status QS 6000 e QS 10000.

Já para as meninas, tem uma etapa do WSL QS 1000 nos dias 16 a 27 de março em Pipeline no Havaí, porém a próxima importante é o QS 6000 da Nova Zelândia, o Port Taranaki Pro NZ Home Surf Festival nos dias 26 a 29 de março nas ondas geladas de Fitzroy Beach, em Taranaki. No ano passado, esta prova foi vencida pela cearense Silvana Lima, que confirmou o seu retorno a elite das top-17 do WCT em primeiro lugar no ranking do Qualifying Series. Ela volta a representar o Brasil e a América do Sul na disputa o título mundial da World Surf League, que começa no próximo dia 28 na Gold Coast, Austrália.

RESULTADOS DO DOMINGO NO SURFEST DE NEWCASTLE:

FINAL DO WSL QS 6000 BURTON AUTOMOTIVE PRO:

Campeão: Alejo Muniz (BRA) por 18.40 pontos (9.73+8.67) – US$ 25.000 e 6.000 pontos

Vice-campeão: Jack Freestone (AUS) com 13.33 (7.00+6.33) – US$ 12.000 e 4.500 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com US$ 5.500 e 3.550 pontos:

1.a: Jack Freestone (AUS) 17.17 x 14.57 Joel Parkinson (AUS)

2.a: Alejo Muniz (BRA) 14.44 x 10.10 Pedro Henrique (BRA)

FINAL DO WSL QS 1000 BURTON AUTOMOTIVE WOMEN´S PRO:

Campeã: Ellie Brooks (AUS) com 12.66 pontos (7.83+4.83) – US$ 2.000 e 1.000 pontos

Vice-campeã: Philippa Anderson (AUS) com 12,66 (6.83+5.83) – US$ 1.000 e 750 pontos

G-10 DO WORLD SURF LEAGUE QUALIFYING SERIES 2015 – 5 etapas:

1.o: Kolohe Andino (EUA) – 8.260 pontos

2.o: Alejo Muniz (BRA) – 7.550

3.o: Jack Freestone (AUS) – 6.050

4.o: Mateia Hiquily (TAH) – 4.620

5.o: Stu Kennedy (AUS) – 4.595

6.o: Ian Gouveia (BRA) – 4.190

7.o: Pedro Henrique (BRA) – 4.160

8.o: Ryan Callinan (AUS) – 3.950

9.o: Brent Dorrington (AUS) – 3.900

10.o: Evan Geiselman (EUA) – 3.710





QUINTA FEIRA 19 DE FEVEREIRO 2015

BAÍA FORMOSA NO CARNAVAL


Hemerson Marinho pegando todas no Pontal.

Baía Formosa (RN) recebeu uma multidão nesse carnaval lotando suas ruas e praias, cada vez mais seu carnaval atrai turistas e moradores de cidades vizinhas. A parte boa foi que dentro d'água o crowd não apareceu e os locais desfilaram tranquilos no swell da folia. Destaques para a nova geração que vem chegando inspirada em grandes nomes como: Chicó, Alan Jhones e Italo Ferreira , eles estão sempre extrapolando nos treinos em busca das melhores manobras, isso é BF, até no carnaval a escola nunca para.

  

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DOMINGO 15 DE FEVEREIRO 2015.

KOLOHE E LAURA VENCEM NA AUSTÁLIA

O norte-americano Kolohe Andino, 20 anos, é a sensação da World Surf League neste início de temporada. Ele já começou 2015 vencendo o WSL QS 1000 em casa na final com o brasileiro Ian Gouveia em Huntington Beach, na Califórnia. Agora, conquista o título do primeiro QS 6000 do ano na Austrália para ratificar a liderança no ranking do WSL Qualifying Series que garante os dez primeiros colocados no grupo dos top-34 que participa da disputa do título mundial no WCT.  A decisão do Hurley Australian Open of Surfing em Sydney foi contra o taitiano Mateia Hiquily, que começou a se destacar quando barrou o tricampeão mundial Mick Fanning nas oitavas de final. Os brasileiros Jessé Mendes e Michael Rodrigues ficaram nas quartas de final que abriram o domingo e dividiram o quinto lugar em Manly Beach, passando a figurar no G-10 do QS junto com Ian Gouveia. Já a final feminina foi australiana e Laura Enever ganhou da vice-campeã mundial Tyler Wright.

Kolohe Andino brilhando em Manly Beach (Foto: Matt Dunbar / WSL)

Kolohe Andino brilhando em Manly Beach (Foto: Matt Dunbar / WSL)

O paulista Jessé Mendes foi o primeiro a se apresentar, mas o australiano Ryan Callinan achou as melhores ondas que entraram na bateria para vencer por 16,66 a 13,27 pontos. O cearense Michael Rodrigues entrou na última quarta de final e também não conseguiu duas notas consistentes na primeira participação do líder Kolohe Andino nas boas ondas de 3-4 pés do domingo de praia lotada em Manly Beach. O americano ganhou essa com boa vantagem de 14,33 a 9,67 pontos, mas passou um sufoco para vencer o australiano Stu Kennedy nas semifinais por 13,60 a 13,46. Foi logo depois de Mateia Hiquily estabelecer um novo recorde de 17,63 pontos na briga pela primeira vaga na grande final com Ryan Callinan.

Mas, na decisão do título o taitiano não repetiu esse desempenho, enquanto Kolohe Andino achou boas ondas e acertou todas as manobras que arriscou para somar notas 9,73 e 7,33 na vitória por 17,06 a 10,13 pontos. Além dos 6.000 pontos no ranking, o californiano faturou 25 mil dólares de prêmio, com Mateia Hiquily ficando com 12 mil dólares e 4.500 pontos que o levaram direto para o segundo lugar no ranking em sua estreia na temporada 2015. Dos brasileiros no G-10, Jessé Mendes é o quinto colocado, seguido por Ian Gouveia em sexto e Michael Rodrigues divide a sétima posição com o havaiano Fredrick Patacchia, após as quatro etapas completadas em Sydney.

DECISÃO AUSTRALIANA – No WSL QS 6000 feminino, a vencedora na decisão australiana do Hurley Australian Open of Surfing foi Laura Enever, batendo a vice-campeã mundial Tyler Wright por 14,77 a 13,94 pontos. Mas a líder no ranking é a havaiana Tatiana Weston-Webb, uma das novidades da elite do WCT este ano e que perdeu por menos de um ponto para a campeã nas semifinais, 13,16 a 13,07 pontos.

Com o título em Sydney, Laura Enever agora divide a segunda posição com a ex-líder, Mahina Maeda, do Havaí, que começou o ano com vitória no QS 6000 da China. Apenas quatro sul-americanas competiram na Austrália e só a equatoriana Dominic Barona conseguiu passar uma bateria em Manly Beach, terminando em 17.o lugar no evento. Ela divide o quinquagésimo lugar no ranking com mais quatro surfistas que também perderam nessa fase em Sydney.

PRÓXIMAS ETAPAS – A “perna australiana” da World Surf League parte agora para o tradicional Festival de Newcastle realizado em homenagem ao tetracampeão mundial Mark Richards, com o Burton Automotive Pro promovendo a segunda etapa masculina do QS 6000 esse ano, junto com uma feminina do QS 1000 a partir desta segunda-feira nas ondas de Merewether Beach. Esta é a última etapa do WSL Qualifying Series na Austrália e a próxima para os homens será na América do Sul, com o QS 1500 Rip Curl Pro Argentina abrindo o calendário do WSL South America Surf Series 2015 do dia 31 de março a 5 de abril na Playa Grande de Mar del Plata.

RESULTADOS DO DOMINGO FINAL DO WSL QS 6000 HURLEY AUSTRALIAN OPEN OF SURFING:

Campeão: Kolohe Andino (EUA) por 17,06 (notas 9,73+7,33) – US$ 25.000 e 6.000 pontos

Vice-campeão: Mateia Hiquily (TAH) com 10,13 (5,13+5,00) – US$ 12.000 e 4.500 pontos
 

FINAL FEMININA DO QS 6000 HURLEY AUSTRALIAN OPEN OF SURFING:

Campeã: Laura Enever (AUS) por 14,77 (notas 7,77+7,00) – US$ 8.000 e 6.000 pontos

Vice-campeã: Tyler Wright (AUS) com 13,94 (7,77+6,17) – US$ 4.000 e 4.500 pontos
 

G-10 DO RANKING DO WSL QUALIFYING SERIES 2015 – 4 etapas:

1.o: Kolohe Andino (EUA) – 8.260 pontos

2.o: Mateia Hiquily (TAH) – 4.500

3.o: Stu Kennedy (AUS) – 3.945

4.o: Ryan Callinan (AUS) – 3.550

5.o: Jessé Mendes (BRA) – 3.250

6.o: Ian Gouveia (BRA) – 3.140

7.o: Fredrick Patacchia (HAV) – 3.010

7.o: Michael Rodrigues (BRA) – 3.010

9.o: John John Florence (HAV) – 3.000
 

G-6 DO WSL QUALIFYING SERIES FEMININO – 3 etapas:

1.a: Tatiana Weston-Webb (HAV) – 7.100 pontos

2.a: Laura Enever (AUS) – 6.700

2.a: Mahina Maeda (HAV) – 6.700

4.a: Bronte Macaulay (AUS) – 6.050

5.a: Paige Hareb (NZL) – 5.550

6.a: Nikki Van Dijk (AUS) – 4.600
 

QUINTA FEIRA 12 DE FEVEREIRO 2015

LUEL FELIPE QUEBRA TUDO NA AUSTRÁLIA

Seis brasileiros vão disputar vagas para as oitavas de final do World Surf League QS 6000 Hurley Australian Open of Surfing em Sydney, na Austrália. Eles se classificaram na quinta-feira de ondas de 2-3 pés em Manly Beach, com o pernambucano Luel Felipe fazendo o maior placar do dia – 16,84 pontos – na dobradinha brasileira com Ian Gouveia que fechou a terceira fase. Eles repetiram o feito que o catarinense Alejo Muniz e o paulista Jessé Mendes já haviam conseguido na quinta bateria, logo após outro catarinense, Jean da Silva, ter conquistado a primeira vitória verde-amarela do dia. Além de Jean, o cearense Michael Rodrigues também enfrentou três estrangeiros, mas passou em segundo lugar no confronto Brasil x Estados Unidos vencido por Kolohe Andino.

Foto de arquivo de Luel Felipe no Oceano Santa Catarina Pro 2014 (Crédito: Daniel Smorigo / WSL)

Foto de arquivo de Luel Felipe no Oceano Santa Catarina Pro 2014 (Crédito: Daniel Smorigo / WSL)

Os dois catarinenses agora vão competir juntos na terceira bateria da sexta-feira, contra o top do WCT, Bede Durbidge. Ele vai tentar impedir que Alejo Muniz consiga outra dobradinha brasileira em Sydney, desta vez com Jean da Silva, que na quinta-feira já despachou outro australiano da elite mundial, Kai Otton. O paulista Jessé Mendes entra na disputa seguinte para encarar mais dois australianos, Mitch Coleborn e Ryan Callinan. Já os outros três brasileiros estão nas duas baterias que vão definir os últimos classificados para as oitavas de final, quando os duelos passam a ser homem a homem, sistema que prossegue até a grande final do Australian Open.

O pernambucano Ian Gouveia começou bem a temporada sendo vice-campeão em sua primeira final no Circuito Mundial, contra o norte-americano Kolohe Andino no WSL QS 1000 de Huntington Beach, na Califórnia. E os dois finalistas da primeira etapa do ano voltam a se enfrentar nesta sexta-feira na Austrália, com o australiano Brent Dorrington completando esta penúltima bateria. Na última, o recordista da quinta-feira, Luel Felipe, agora vai competir junto com o cearense Michael Rodrigues, contra outro surfista da Austrália, o bicampeão mundial Pro Junior Jack Freestone.

G-10 DO WSL QS – Com os resultados da quinta-feira atualizados no ranking do WSL Qualifying Series, três brasileiros aparecem na lista provisória dos dez surfistas que se classificam para o WCT. Ian Gouveia largou em segundo lugar, depois teve o QS 3000 de Pipeline no Havaí e ele caiu para quinto, mas já recuperou uma posição em Sydney. E com a passagem para a quarta rodada do WSL QS 6000 de Sydney, Alejo Muniz e Jessé Mendes também entraram neste grupo, mas vão precisar avançar mais na competição para permanecerem na lista.

A participação sul-americana na quinta-feira poderia ter sido melhor, pois o argentino Santiago Muniz e os brasileiros Tomas Hermes, Caio Ibelli, David do Carmo e Caetano Vargas, chegaram perto da classificação, mas todos terminaram em terceiro lugar nas suas baterias. Os primeiros a cair foram Santiago Muniz e o paulista David do Carmo. Depois veio a vitória de Jean da Silva sobre os australianos Mitch Coleborn, Kai Otton e o havaiano Tanner Hendrickson, seguida pela primeira dobradinha verde-amarela de Alejo Muniz e Jessé Mendes sobre o costa-ricense Carlos Munoz e o australiano Kai Hing.

Aí vieram duas dobradinhas australianas antes de uma série de três baterias seguidas com brasileiros sendo eliminados. O paulista Caio Ibelli foi barrado pelo irlandês Glenn Hall e o norte-americano Nathaniel Curran, o ainda recordista absoluto do campeonato com sua brilhante apresentação na quinta-feira, Deivid Silva, terminou em último na disputa seguinte e o também paulista Hizunomê Bettero e o paranaense Caetano Vargas perderam o confronto direto contra a Austrália para Jack Freestone e Brent Dorrington. Já o desafio contra os Estados Unidos terminou empatado em 1 a 1, com Kolohe Andino ficando em primeiro lugar e Michael Rodrigues ganhando a briga pela segunda vaga do catarinense Tomas Hermes.

MELHORES DO DIA – E para fechar o dia, uma bateria eletrizante com participação tripla do Brasil entre três pernambucanos com um norte-americano. Evan Geiselman não conseguiu impedir a dobradinha de Luel Felipe com Ian Gouveia e foi eliminado junto com Alan Donato. Os dois surfaram muito bem e Luel aumentou o recorde do dia que era do top do WCT, Fredrick Patacchia, de 16,44 para 16,84 pontos, somando notas 8,67 e 8,17 contra 9,27 e 7,17 do havaiano. Ian ganhou 8,13 e 7,67 nas suas melhores ondas e totalizou 15,80 pontos.


QUARTA FEIRA 11 DE FEVEREIRO 2015

PERNAMBUCANOS CHEGAM NA FASE DOS 48 NO OPEN DE SURF NA AUSTRÁLIA

As ondas melhoraram na terça-feira em Sydney e o segundo dia do WSL QS 6000 Hurley Australian Open of Surfing ficou reservado apenas para os homens competirem nas direitas e esquerdas de 3 pés com boa formação de Manly Beach. Um total de 25 surfistas da América do Sul entrou no mar e doze se classificaram, com os brasileiros Jean da Silva e David do Carmo e o argentino Santiago Muniz, já passando para a terceira fase da competição que prossegue até domingo na Austrália. Sete deles venceram suas baterias e ainda foram registradas duas dobradinhas brasileiras nos confrontos que restavam para fechar a primeira fase.

Miguel Tudela na primeira vitória sul-americana da terça-feira (Foto: Matt Dunbar / WSL)

Miguel Tudela na primeira vitória sul-americana da terça-feira (Foto: Matt Dunbar / WSL)

A primeira vitória foi conquistada pelo jovem peruano Miguel Tudela, sobre o experiente norte-americano Nathaniel Curran e os australianos Micheal Wright e Ty Watson na terceira bateria do dia. Depois, o catarinense Luan Wood passou em segundo na disputa vencida pelo francês Adrien Toyon e o paranaense Caetano Vargas conseguiu a segunda vitória sul-americana no confronto que eliminou o argentino Leandro Usuna. Ainda teve Deivid Silva se classificando em segundo e em seguida foi concretizada a primeira dobradinha verde-amarela da terça-feira, com os também paulistas Hizunomê Bettero e Victor Bernardo despachando o australiano Jay Thompson e o sul-africano Slade Prestwich.

Depois disso brilharam os pernambucanos Alan Donato e Luel Felipe. Donato superou o havaiano Kevin Sullivan e o português José Ferreira para passar atrás do norte-americano Evan Geiselman. E Luel Felipe conseguiu uma virada espetacular no minuto final da sua bateria para fechar a primeira fase como ela começou, com dobradinha brasileira. O pernambucano Ian Gouveia liderou quase toda a disputa, com o japonês Shun Murakami em segundo. Mas Luel iniciou a recuperação igualando a nota 7,17 da primeira onda do japonês e no último minuto pegou uma boa direita para encaixar duas manobras antes de finalizar com um aéreo perfeito para ganhar nota 7,53 dos juízes e pular do terceiro para o primeiro lugar com 14,70 pontos, contra 14,67 de Ian Gouveia e 13,44 de Shun Murakami.

Em seguida foi iniciada a rodada de estreia dos cabeças de chave e o desfile das principais estrelas do Hurley Australian Open começou com o tricampeão mundial Mick Fanning destruindo suas duas primeiras ondas que valeram notas 8,50 e 7,00. No entanto, o taitiano Mateia Hiquily surpreendeu o favorito também surfando muito bem duas ondas para vencer o confronto por 15,73 a 15,50 pontos somando notas 8,30 e 7,43. O brasileiro Krystian Kymerson também fez bonito e quase ganhou a segunda vaga do australiano Mick Fanning, totalizando 15,20 pontos com notas 7,83 e 7,37. O capixaba acabou eliminado junto com o australiano Jacob Willcox.

O carioca Pedro Henrique, que completou a dobradinha verde-amarela com Krystian Kymerson que abriu o Hurley Australian Open na segunda-feira, também caiu na disputa seguinte, mas duas baterias depois o argentino Santiago Muniz conquistou a primeira classificação sul-americana para a rodada dos 48 melhores do campeonato. Na briga pela segunda vaga, o japonês Takumi Nakamura surpreendeu o novo top do WCT, Wiggolly Dantas, superando-o por 11,23 a 9,50 pontos.  O paulista David do Carmo também ignorou uma estrela da elite mundial, Kai Otton, para estrear com vitória despachando o outro australiano da bateria, Thomas Woods, além do japonês Kaito Ohashi, que ficou em último.

Ainda rolou mais uma bateria sem sul-americanos e na penúltima do dia o francês Joan Duru conseguiu a segunda vaga no confronto contra três surfistas representantes do nosso continente. Ele só não superou o catarinense Jean da Silva, que passou em primeiro lugar com 13,87 pontos, mas acabou eliminando o cearense Heitor Alves por 12,77 a 12,17 pontos, com o uruguaio Marco Giorgi ficando em último. Foi realizada até a oitava bateria da segunda fase na terça-feira e os quatro primeiros combates da terceira rodada já estão formados.

O argentino Santiago Muniz, irmão mais jovem de Alejo Muniz, que compete representando o Brasil, está no segundo com o Mick Fanning, o neozelandês Billy Stairmand e o havaiano Mason Ho. No terceiro, David do Carmo vai enfrentar o francês Joan Duru, o norte-americano Parker Coffin e Jonathan Gonzalez, das Ilhas Canárias. E Jean da Silva entra na quarta bateria com os australianos Kai Otton e Mitch Coleborn e o havaiano Tanner Hendrickson. Outros dezessete brasileiros e um peruano ainda vão disputar a segunda fase, que ficou para ser encerrada nesta quarta-feira em Sydney, na Austrália.

O WSL QS 6000 Hurley Australian Open of Surfing está sendo transmitido ao vivo na internet e o link pode ser acessado clicando-se no banner do evento na capa do www.wslsouthamerica.com

SÁBADO 07 DE FEVEREIRO 2015

WSL AMERICA DO SUL, PROMOVE 14 EVENTOS EM 2015

Um total de quatorze eventos da World Surf League está previsto no calendário do escritório regional da América do Sul para este ano de 2015. A premiação a ser distribuída para os surfistas chegou perto de 1 milhão de dólares, totalizando 985 mil dólares, além de importantes pontos na corrida pelas vagas no WCT masculino e feminino, bem como para as decisões dos títulos mundiais das categorias Pro Junior e Longboard. O calendário mais forte da WSL South America é o do WSL Qualifying Series masculino, com seis etapas oferecendo 850 mil dólares. Outros 60 mil dólares serão disputados nas duas provas femininas do WSL QS, 50 mil dólares nas quatro seletivas sul-americanas para o Mundial Pro Junior e 25 mil dólares nas duas do Longboard. Tanto no Pro Junior como no Longboard, a premiação total é para as categorias masculina e feminina.

Depois do título mundial na China, o bicampeonato em casa (Foto: Renato Moreno / Olas Norte)

Depois do título mundial na China, o bicampeonato em casa (Foto: Renato Moreno / Olas Norte)

Como já vem acontecendo nos últimos anos, a abertura do calendário da WSL South America será mais uma vez no Huanchaco Repalsa Longboard Pro apresentado pela Claro e Samsung, que promoverá a sua sexta edição nos próximos dias 12 a 14 de fevereiro na Playa El Elio de Huanchaco, em Trujillo, norte do Peru. Esse evento vinha decidindo o título sul-americano e os classificados para o Mundial de Longboard desde 2011, mas nesta temporada a definição será em duas etapas. A novidade é a estreia do Rip Curl Longboard Pro nos dias 24 a 26 de julho em San Bartolo, também no Peru. Em cada uma das provas, serão distribuídos US$ 10.000 para a categoria masculina e US$ 2.500 para a feminina. O peruano Piccolo Clemente e a brasileira Atalanta Batista defendem os títulos sul-americanos conquistados em Huanchaco no ano passado.

Nas quatro seletivas do WSL South America Pro Junior Series 2015 a premiação masculina também é de US$ 10.000, mas a feminina é de US$ 5.000, mas todas valem 1.000 pontos para os rankings sul-americanos das duas modalidades. O primeiro desafio para os surfistas com até 20 anos de idade será também em San Bartolo no Peru, o Rip Curl Pro Junior Series San Bartolo nos dias 26 a 28 de fevereiro. Ainda no primeiro semestre tem outro Rip Curl Pro Junior Series na Argentina, de 30 de março a 3 de abril em Mar del Plata. Já as outras duas provas foram marcadas no segundo semestre, o Red Nose Pro Junior no Brasil, de 6 a 9 de agosto no Pontal de Baía Formosa (RN), e o Chicama Pro Junior definindo os campeões sul-americanos Sub-20 nos dias 9 a 13 de setembro em La Libertad, no Peru. Em 2014, os títulos ficaram com o brasileiro Deivid Silva e a peruana Miluska Tello.

BRASIL NO TOPO – Já nas etapas classificatórias para a divisão de elite da World Surf League, a WSL South America apresenta um dos calendários mais importantes na corrida por vagas para os top-34 do WCT e o Brasil é o país onde serão disputados mais pontos – 29.000 – no ranking do WSL Qualifying Series, além de ser o que oferece a maior premiação – US$ 750.000. Os países que mais se aproximam destes números são o Havaí – 27.000 pontos e US$ 708.000 nas cinco etapas confirmadas na ilha de Oahu – e os Estados Unidos – 27.500 pontos e US$ 685.000 em sete etapas. Na Austrália só serão realizados três torneios totalizando US$ 315.000 dólares que valerão 13.000 pontos e as últimas são as duas do WSL QS 6.000 que acontecem nestas duas próximas semanas em Sydney (dias 9 a 15) e Newcastle (16 a 22).

Wiggolly Dantas conquistando o Quiksilver Saquarema Prime (Foto: Daniel Smorigo / WSL South America)

Wiggolly Dantas conquistando o Quiksilver Saquarema Prime (Foto: Daniel Smorigo / WSL South America)

No Brasil, serão reeditados os mesmos quatro eventos do ano passado, sendo dois do WSL QS 10.000 com nível máximo de pontuação e premiação, um do QS 6.000 e um do QS 3.000. O primeiro deles é o QS 10.000 de US$ 250.000 e 10.000 pontos, Quiksilver Saquarema Prime, nos dias 4 a 10 de maio na Praia de Itaúna, em Saquarema, na semana seguinte a do encerramento do prazo da etapa brasileira do WCT na capital do Rio de Janeiro. As outras três provas formam a “perna brasileira de fim de ano” da WSL South America resgatada no ano passado.

PERNA BRASILEIRA – A diferença é que desta vez ela começará pela Bahia e não por Santa Catarina, com o QS 3.000 Mahalo Surf Eco Festival nos dias 20 a 25 de outubro, que aumentou sua premiação para US$ 100.000 e valerá 3.000 pontos no ranking. Depois tem o QS 6.000 Oceano Santa Catarina Pro de US$ 150.000 na Praia da Joaquina, de 27 de outubro a 1.o de novembro em Florianópolis, com outra etapa do QS 10.000 de US$ 250.000 nos dias 2 a 9 de novembro na Praia de Maresias, na casa do campeão mundial Gabriel Medina em São Sebastião, litoral norte de São Paulo. Esta será a última parada do circuito mundial antes de fechar a temporada no Havaí.

Além das quatro etapas no Brasil, a WSL South America ainda promoverá duas do QS 1.500 com premiação de US$ 50.000 valendo 1.500 pontos em outros países da América do Sul. A primeira disputa por pontos no ranking sul-americano profissional e para o mundial da WSL QS no continente, será novamente no Rip Curl Pro Argentina, do dia 31 de março a 5 de abril na Playa Grande de Mar del Plata. Já o tradicional desafio nas perigosas ondas de El Gringo no Chile, o Maui and Sons Arica World Tour, está marcado para 4 a 9 de agosto em Arica. As seis provas da WSL South America distribuirão um total de US$ 850.000 em prêmios e 32.000 pontos para o ranking de acesso para o WCT.

WSL QS FEMININO – Diferente do WSL Qualifying Series masculino que será encerrado no Havaí, o feminino terminará no Brasil, durante a perna brasileira de fim de ano da WSL South America. A lista das seis classificadas para a elite das top-16 da World Surf League será finalizada no Mahalo Surf Eco Festival da Bahia. Esta etapa do QS 3.000 vai distribuir US$ 30.000 para as meninas na mesma semana do QS 6.000 masculino, de 20 a 25 de outubro. O evento também irá decidir o título sul-americano feminino da WSL South America, fechando o ranking iniciado pelo resultado do Maui Women´s Pro Punta de Lobos, que neste ano será realizado antes, de 27 a 30 de agosto em Pichilemu, no Chile. As duas provas do QS 3.000 valem 3.000 pontos para a vencedora. No ano passado, a campeã sul-americana foi a catarinense Jacqueline Silva e o título masculino foi conquistado pelo paulista Alex Ribeiro.

TERÇA 03 DE FEVEREIRO 2015
JOHN JOHN VENCE EM CASA.

As duas grandes estrelas do WSL QS 3000 do Havaí confirmaram as expectativas e chegaram como favoritos na bateria final, com o havaiano John John Florence colecionando a sua quarta vitória no Volcom Pipe Pro. O onze vezes campeão mundial Kelly Slater defendia o título e tinha conseguido a única nota 10 do campeonato durante as quartas de final, mas na decisão não achou boas ondas e também foi batido por Mason Ho, com outro havaiano ficando em quarto lugar, Sebastian Zietz. O único brasileiro que competiu na segunda-feira de ondas de 4-6 pés em Pipeline e Backdoor foi o pernambucano Ian Gouveia, que perdeu no primeiro confronto do dia, mas ocupa a quinta posição no ranking das três etapas do WSL Qualifying Series 2015 completadas no Havaí.

John John Florence tetracampeão no Volcom Pipe Pro (Foto: Ben Reed / Volcom)

John John Florence tetracampeão no Volcom Pipe Pro (Foto: Ben Reed / Volcom)

O filho caçula de Fábio Gouveia começou o ano sendo vice-campeão no WSL QS 1000 de Huntington Beach, na Califórnia, Estados Unidos, vencido pelo americano Kolohe Andino. No domingo, Ian foi o único brasileiro a passar para as quartas de final, junto com o tetracampeão do Volcom Pipe Masters, John John Florence. Nesta bateria ele eliminou um havaiano da elite do WCT 2015, Dusty Payne, mas a vingança dos surfistas locais veio na segunda-feira, com Sebastian Zietz e Ezekiel Lau ganhando as duas primeiras vagas para as semifinais.

Depois John John Florence venceu um confronto 100% havaiano, com Ian Walsh passando em segundo, Kelly Slater ganhou a única nota 10 do campeonato num tubaço incrível na dobradinha norte-americana com Kolohe Andino e o japonês Masatoshi Ohno surpreendeu ao ficar com a última vaga na bateria vencida pelo havaiano Mason Ho que fechou as quartas de final.

Os favoritos Kelly Slater e John John Florence também venceram as semifinais, mas na decisão do título disputada praticamente nas direitas do Backdoor, quem pegou as melhores ondas que entraram na bateria foi o havaiano. Com notas 9,20 e 8,43, Florence registrou um novo recorde de 17,63 pontos para o Volcom Pipe Pro 2015, faturando o prêmio máximo de 16 mil dólares e os 3.000 pontos para liderar o ranking do WSL Qualifying Series. Mason Ho também achou boas ondas para ficar com os 10 mil dólares e os 2.250 pontos do vice-campeonato com notas 8,60 e 7,30. Já Slater terminou em terceiro lugar totalizando 9,00 pontos nas duas notas computadas, com Sebastian Zietz ficando em quarto com 8,47 pontos.

No ano passado, dois brasileiros chegaram na decisão do título do Volcom Pipe Pro, com Wiggolly Dantas só perdendo para Kelly Slater e Adriano de Souza ficando em quarto lugar. Mineirinho escolheu não competir em Pipeline esse ano, mas Wiggolly foi e desta vez parou nas oitavas de final, ficando empatado em 17.o lugar com outros dois surfistas do litoral paulista, Jessé Mendes e Hizunomê Bettero. Vencedor do prêmio de “Estreante do Ano” (Rookie of the Year) da última Tríplice Coroa Havaiana, o carioca Lucas Silveira também parou nas oitavas de final e terminou em 25.o lugar por ter ficado em último no confronto contra três norte-americanos que fechou o domingo no templo sagrado do esporte na ilha de Oahu.
 

RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO WSL QS 3000 VOLCOM PIPE PRO:

Campeão: John John Florence (HAV) por 17,63 pontos (9,20+8,43) – US$ 16.000 e 3.000 pontos

Vice-campeão: Mason Ho (HAV) com 15,90 (notas 8,60+7,30) – US$ 10.000 e 2.250 pontos

Terceiro lugar: Kelly Slater (EUA) com 9,00 pontos (6,70+2,30) – US$ 4.750 e 1.680 pontos

Quarto lugar: Sebastian Zietz (HAV) com 8,47 (notas 7,00+1,47) – US$ 4.250 e 1.580 pontos
 

G-10 DO RANKING DO WSL QUALIFYING SERIES 2015 – 3 etapas:

1.o: John John Florence (HAV) – 3.000 pontos e Top-22 do WCT

2.o: Kolohe Andino (EUA) – 2.260 e Top-22 do WCT

3.o: Mason Ho (HAV) – 2.250 e 1.o do G-10

4.o: Kelly Slater (EUA) – 1.680 e Top-22 do WCT

5.o: Ian Gouveia (BRA) – 1.590 – 2.o do G-10

6.o: Sebastian Zietz (HAV) – 1.580 e Top-22 do WCT

7.o: Ezekiel Lau (HAV) – 1.260 – 3.o do G-10

8.o: Ian Walsh (HAV) – 1.180 – 4.o do G-10

8.o: Masatoshi Ohno (JPN) – 1.180 – 5.o do G-10

10: Kalani David (HAV) – 1.100 – 6.o do G-10

11: Mitch Crews (AUS) – 1.000 – 7.o do G-10

12: C. J. Hobgood (EUA) – 900 – 8.o do G-10

12: Aritz Aranburu (ESP) – 900 – 9.o do G-10

12: Hank Gaskell (HAV) – 900 – 10.o do G-10

Domingo 01 de fevereiro 2015

22 DE JANEIRO NA BAÍA FORMOSA.


José Junior na toca da "ROSA"

Veja imagens do dia 22 de janeiro na Baía Forrmosa quando o mar balançou
oferecendo boas ondas.

VEJA IMAGENS DO DIA 22 


QUINTA FEIRA 29 DE JANEIRO 2015

PEDRO LIMA COMENTA SUA VITÓRIA EM MARACAÍPE.

O Campeão da primeira etapa do brasileiro master comenta sua vitória na Baía de Maracaípe (Ipojuca) PE



SEGUNDA FEIRA 26 DE JANEIRO 2015
CIRCUITO BRASILEIRO MASTER

MARACÍPE EM FESTA COM MASTER 2015.



O POTIGUAR JOCA JUNIOR FLUTUANDO EM MARACA.- nossa cobertura tem apoio da : SECRET POINT

VEJA UM SHOW DE IMAGENS DO MASTER 2015

DOMINGO 25 DE JANEIRO 2015
CIRCUITO BRASILEIRO MASTER

PEDRO LIMA COMEÇA 2015 COMO TERMINOU 2014; VENCENDO.

CAMPEÃO

O ATUAL CAMPEÃO BRASILEIRO PEDRO LIMA SE MANTEVE NO TOPO

O atual Campeão Brasileiro Master, Pedro Dos Santos Lima, confirmou sua excelente fase vencendo a primeira etapa do brasileiro 2015 em Maracaípe (Ipojuca), assim ele começa o ano como terminou 2014, vencendo. Numa bateria de alto nível ele derrotou o ex integrante do WCT Danilo Costa que surfou muito e valorizou a vitoria de Pedro deixando no final uma diferença de apenas 0,95 pontos entre os dois.Outros dois atletas também atuaram muito forte na bateria, os paraibanos Paulo Germano (terceiro) e Saulo Carvalho (quarto) fizeram milagre nas micro ondas de Maracaípe dando muito trabalho nos vinte minutos e podendo a qualquer momento obter uma virada como foi o caso de Saulo na semi final que conseguiu um aéreo espetacular faltando 2 minutos.O evento foi uma grande confraternização de gerações do esporte atraindo atletas de todas as regiões do Brasil gerando grandes baterias espetaculares e atualizando o Surf da geração de campeões.Parabéns a CBS, comandada pelo Adalvo Argolo e a Associação Nordestina de Surf na pessoa do Geraldinho que mais uma vez começam com o pé direito as competições nacionais, trazendo para Pernambuco a honra de sediar a etapa inaugural. Na Grand Master vitória do cearense Rogério Dantas, na Kahuna vitória do Mestre Fabio Gouveia e na Grand Kahuma vitoria do Claudio Marroquim que também fez a final Kahuna. Daqui a pouco fotos e mais detalhes dessa etapa em Maracaípe.
Nossa cobertura tem apoio da : SECRET POINT.


SÁBADO 24 DE JANEIRO 2015
CIRCUITO BRASILEIRO MASTER

O BRASIL COMEÇA EM PERNAMBUCO



FABIO GOUVEIA MOSTRANDO TODO SEU ESTILO EM MARACAÍPE

Dia de festa na Baía de Maracaípe (Ipojuca) com a abertura do circuito CBS para atletas MASTER. Reunindo um número
excelente de surfistas de todas as regiões do Brasil, foi dada a largada para o circuito nacional que vai dar vagas para o
circuito mundial que deve acontecer até o final do ano. Com a presença do mestre 
Fabio Gouveia ,(foto) na categoria
Kahuna a etapa ficou completa. Ainda tivemos uma demostração com a Prancha Gigante produzida pe
lo Cláudio Marroquim
da Real Magia com a Comercio Teccel e uma apresentação inédita de Hoverboard em Pernambuco. Como sempre a
Associação Nordestina de Surf em parceria com a Club Social agita o mês de janeiro com novidades para quem
veio prestigiar a etapa.O mar não deu muita onda mais os atletas estavam mandando muito em qualquer condição. 
Com nomes como Danilo Costa, Joca Junior, Da Rosa Roni Ronaldo Ronaldo, Jojó de Olivençaça, Pedro Dos Santos Lima,
 Gustavo Gouveiaa, Fred Vilela, Rodrigo Jorge e Mickey Hoffmann a etapa inaugural do CBS Master foi de alto nível.
Estamos começando a cobertura que tem apoio cultural da : SecretPoint Surf

VEJA FOTOS DESSE SÁBADO


QUARTA FEIRA 21 DE JANEIRO 2015
SURFE DE LUTO
RICARDO DOS SANTOS NÃO RESISTE AOS FERIMENTOS



Infelizmente, o catarinense Ricardo dos Santos, 24 anos, não resistiu aos ferimentos dos três tiros que levou do policial militar
Luiz Paulo Mota Brentano, 25 anos, do 8.o Batalhão de Joinville, que estava de folga e assassinou nosso surfista em frente a
casa dele na Guarda do Embaú, em Palhoça, na manhã da última segunda-feira. Ricardinho foi socorrido pelo Corpo de
Bombeiros e levado de helicóptero para o Hospital Regional de São José, mas perdeu muito sangue e não suportou a
parada cardíaca sofrida durante a quarta cirurgia a que foi submetido na manhã desta terça-feira, 20 de janeiro de 2015,
para tentar interromper a hemorragia interna causada pelas perfurações entre o tórax e abdômen.


O assassino foi preso em flagrante e depois de ouvido na Delegacia da Palhoça acabou transferido para o
Batalhão da Polícia Militar de Florianópolis, onde está detido. O delito aconteceu por volta das 8h30 da manhã
da segunda-feira, após uma discussão que já parecia encerrada para o meliante tirar o seu carro da frente da 
casa de Ricardinho, para que ele, o seu avô, Nicolau dos Santos, e o seu tio, Mauro da Silva, pudessem realizar
uma obra de encanamento desde a rua. Segundo informações do seu tio, Ricardinho viu o policial fazer uso de
droga (cocaína) e pedido para ele não fazer isso ali naquela hora da manhã, em frente a casa de famílias, além
de precisar fazer a obra no cano que o carro estava impedindo.


"Ele (Ricardo dos Santos) pediu mesmo para eles fazerem isso em outro lugar e eles logo disseram que
já iam vazar. Então a gente subiu até a caixa d´água pra pegar as ferramentas pra fazer a obra, aí quando o
Ricardo passou na frente do carro o cara simplesmente atirou sem falar mais nada. Ele tava tão doido que
atirou até no próprio retrovisor do carro", contou Mauro da Silva, que também comentou sobre o início
da discussão. "Ele meio que falou uma gracinha pro Seu Nicolau (avô do Ricardinho). Eu não vi o que foi,
mas ele falou uma palavra e ficou meio que rindo, aí o Ricardo perguntou o que estava havendo, o que que
foi, aí o cara disse para deixar eles curtirem a onda deles. Na verdade, foi pouca conversa, não teve muita
discussão não, aí na hora que o Ricardo passou, já estava de costas, uma distância de uns 4 metros, deu
pra ver o cara sacar a arma e ele atirou assim sem discutir sem nada".


"Eu cheguei a pegar o Ricardinho nos braços e ele falou para eu correr atrás dos caras, fazer alguma
coisa, anotar a placa, então saí correndo atrás deles e consegui gravar o número da placa", continuou o
tio de Ricardinho. "Eles estavam bem alterados, o motorista (autor dos disparos) não conseguia nem falar
direito. Na real, na hora que eu olhei pra ele, senti que ele era um policial, porque eles têm uma fisionomia
diferente mesmo e quando ele sacou a arma me deu mais certeza ainda, mas na hora a gente não sabia, foi
tudo muito rápido. O Ricardo que chegou mais perto dele no carro, viu que ele tava cheirando (cocaína), aí
disse pra ele que ali não era lugar pra isso, que eram 8 horas da manhã, em frente a casa de famílias, aí
ele disse que ia vazar. Até viramos as costas pra voltar pra casa e nem acreditei quando ele sacou a
arma e atirou. Não teve briga ou discussão pra chegar naquele motivo de sacar a arma e atirar, foi
totalmente sem sentido". 


Um policial do Corpo de Bombeiros da Guarda do Embaú foi o primeiro a socorrer Ricardinho e chamar
o helicóptero que o levou até o Hospital Regional de São José, cidade localizada entre a Palhoça e
Florianópolis. Na segunda-feira mesmo, ele foi submetido a três cirurgias para a retirada das balas e
conter as várias hemorragias internas que duraram cerca de 7 horas. Depois foi encaminhado para
a UTI, onde passou a noite e voltou para a sala de cirurgia na manhã da terça-feira para os médicos
tentarem mais uma vez interromper as hemorragias causadas pelas perfurações. Ele perdeu muito
sangue e não resistiu, sofrendo uma parada cardíaca fatal durante esta quarta cirurgia.


A mãe e a namorada do surfista foram chamadas para dentro do hospital e depois de alguns minutos
voltaram chorando muito para a frente da emergência, onde desde segunda-feira amigos e familiares
faziam uma corrente para o restabelecimento de Ricardo dos Santos. "É mentira, é mentira. Eu quero
o meu filho de volta. Traz ele de volta, traz, por favor", gritava a mãe Luciene dos Santos, que chegou
a cair no chão e precisou ser socorrida pelos familiares. 


Ninguém conseguia acreditar que Ricardinho havia realmente falecido e vários surfistas e fãs do esporte
postaram mensagens de apoio nas redes sociais, como o atual campeão mundial Gabriel Medina, que
lamentou: "Ricardinho, você não merecia isso! Não mesmo, nunca! Porque isso acontece com gente
do bem? Não entendo isso! Mlk gente boa, sempre ajudando o próximo, sorriso de orelha a orelha
todos os dias, exemplo de pessoa. Família dos Santos, que Deus conforte sua família".


Ricardo dos Santos nasceu em 23 de maio de 1990 e sempre morou na paradisíaca e antes pacata
Guarda do Embaú, onde começou a surfar com 7 anos de idade. Logo começou a participar das
competições, disputando os circuitos amadores de Santa Catarina e muito jovem ainda escolheu se
profissionalizar, mas logo preferiu surfar ondas maiores e mais perfeitas do que as encontradas na
maioria dos campeonatos. Ganhou fama internacional nos grandes tubos do Havaí e do Taiti, onde
se tornou o primeiro surfista da história a vencer as triagens para a etapa do WCT da Polinésia
Francesa na temida bancada de Teahupoo por dois anos consecutivos, em 2011 e 2012. 
No Billabong Pro Tahiti chegou a eliminar até o maior fenômeno do esporte em todos os tempos, Kelly Slater.



SEXTA FEIRA 16 DE JANEIRO 2015

CIRCUITO OLINDENSE COMEÇA A SAIR DO PAPEL.


Presidente da ASO Thalis Odilany e o secretário de esportes de Olinda Tales Vital.

Em reunião essa semana o Presidente da ASO Thalis Odilany, entregou ao secretário de esportes de Olinda
Tales Vital, o projeto que pretende viabilizar as etapas do circuito local em 2015 incentivando cada vez mais o
Surf nas praias de Olinda. Com a volta há três anos de atividades esportivas na cidade patrimônio da humanidade
na praia do Zé Pequeno, Olinda é atualmente a única que possui praia urbana em condições de receber eventos
de Surf e a realização do seu circuito é fundamental para a evolução dos atletas, empresários e comercio em torno
do esporte. A previsão é que as etapas sejam realizadas a partir de junho quando começa a temporada de ondas.

  



SEGUNDA 12 DE JANEIRO 2015.

VERÃO BRABO 2015


Acompanhe as primeiras coberturas de 2015 com o verão
mandando no litoral de Pernambuco.


CLIQUE AQUI E VEJA FOTOS

VEJA FOTOS DO VERÃO.



TERÇA 06 DE JANEIRO 2015.
LIGA MUNDIAL SOLTA O CALENDÁRIO 2015.

Esse ano com o Brasil no topo temos mais um motivo para acompanhar as etapas do circuito mundial
e torcer pelos nossos atletas, 
Gabriel Medina,Italo Ferreira , Filipe ToledoAdriano de Souza.
Miguel Pupo Pagina (Oficial)Wiggolly DantasJadson Andre e Silvana Lima que estão preparados
para fazer bonito em 2015. QUE VENHA A LIGA.



SÁBADO 03 DE JANEIRO 2015.

VERÃO: OU VOCÊ ESCRACHA OU BOIA.



Nesse sábado a ideia era apenas pegar aquela praia e curtir o mar azul cobalto na Vala do Lobo em Porto de Galinhas, mas logo
na chegada encontro com o PINO DETONADOR, 
Roberto Pino já se preparando para cair na vala. Depois quando me preparo para
fazer umas fotos do PINO vejo chegar uma barca pesada com os top surfers de Maracaípe, 
Luel Felipe Silva,Alan Donato ,
 
Leandro Peres e Frank Cordeiro que caíram nas micro ondas e começaram a apavorar, resultado : 
APERTA O DEDO QUE NÃO POSSO PERDER A VIAGEM.

CLIQUE E VEJA AS PRIMEIRAS IMAGENS DE 2015.

QUINTA FEIRA 01 DE JANEIRO 2015.

2015 CHEGA COM MUITA ALEGRIA, VIVA O SURFE.



O ANO NOVO CHEGOU E O NOSSO SITE DESEJA QUE TODOS POSSAM REALIZAR SEUS SONHOS E DESEJOS, ALOHA.

TERÇA FEIRA 30 DE DEZEMBRO 2014.

ÍTALO FERREIRA ESPECIAL PARA O SURFE NORDESTE

O novo integrante da Elite Mundial conta como chegou para a festa e como é competir com
o Campeão #1 Gabriel Medina ele fala ao nosso site sobre seus objetivos para a Liga Mundial
de Surf e conta como começou a surfar em uma tampa de isopor. apoio cultural: 
Mklagem Bruzaca


QUARTA FEIRA 24 DE DEZEMBRO 2014
WORLD SURF LEAGUE APRESENTA 
SUAS NOVIDADES PARA 2015.


O título mundial de Gabriel Medina foi o último da história da sigla ASP de Association of Surfing Professionals, que a partir de 2015 vai para WSL de World Surf League, que já apresenta várias novidades para a próxima temporada. A premiação das etapas do WSL World Championship Tour que decidem o título mundial aumentou de 500 mil dólares para 525 mil dólares e a do feminino subiu de 250 mil para 262,5 mil dólares. Mas, as maiores mudanças foram no circuito classificatório para a divisão de elite, que passará a ser chamado de WSL Qualifying Series e terá novas nomenclaturas das etapas. A World Surf League também continuará definindo os campeões mundiais da categoria Pro Junior e das modalidades Longboard e Big Wave em ondas gigantes.

Troféu de campeão mundial de Gabriel Medina é o último da ASP (Foto: Laurent Masurel / ASP)

Troféu de campeão mundial de Gabriel Medina é o último da ASP (Foto: Laurent Masurel / ASP)

O novo WSL Qualifying Series vai diminuir os antigos sete níveis de pontuações classificados por estrelas desde 1992, para apenas cinco níveis utilizando uma nova terminologia que visa simplificar o mecanismo do QS para o público, mídia, mercado e atletas. O objetivo é garantir que os melhores surfistas se classifiquem para a elite dos top-34 que disputa o título mundial no World Championship Tour. As etapas com nível 1 estrela passarão a se chamar “QS 1000”, as de 2 e 3 estrelas se fundiram em “QS 1500”, o mesmo acontecendo com as de 4 e 5 estrelas em “QS 3000”, com as de 6 estrelas mudando para “QS 6000” e as com status Prime para “QS 10000”.

“QS 1000”- premiação de US$ 10.000 no masculino, US$ 5.000 no feminino e 500 pontos no ranking

“QS 1500” – premiação de US$ 50.000 no masculino, US$ 15.000 no feminino e 1.000 pontos

“QS 3000” – premiação de US$ 100.000 no masculino, US$ 30.000 no feminino e 2.000 pontos

“QS 6000” – premiação de US$ 150.000 no masculino, US$ 40.000 no feminino e 4.000 pontos

“QS 10000” – premiação de US$ 250.000 a 400.000 no masculino, US$ 80.000 a 150.000 no feminino e 7.000 pontos

“Nosso objetivo com o Qualifying Series é sempre buscar garantir que os melhores surfistas avancem para o mais alto nível do Circuito Mundial, que é o World Championship Tour”, disse o Comissário da ASP, Kieren Perrow. “As mudanças que estão sendo feitas para o próximo ano foram projetadas para melhorar o processo de classificação já em vigor e tentar envolver ainda mais os nossos atletas, fãs, mídia e promotores dos eventos nesta nova experiência”.

CAMPEÕES REGIONAIS – Além das mudanças acima citadas, a World Surf League também vai valorizar os circuitos dos sete escritórios regionais que organizam as etapas do Qualifying Series, que a partir de 2015 passarão a se chamar WSL South America, WSL North America, WSL Hawaii, WSL Australia, WSL Europe, WSL Africa e WSL Japan. Os campeões regionais da Austrália, Europa, África, Japão, Havaí, América do Norte e da América do Sul, como Alex Ribeiro e Jacqueline Silva que conquistaram os títulos sul-americanos de 2014, terão pré-classificação garantida em todos os eventos do WSL Qualifying Series na temporada seguinte.

PRO JUNIOR E LONGBOARD – A World Surf League também vai promover mudanças significativas na categoria Pro Junior, que já coroou grandes campeões até do WCT como o havaiano Andy Irons (in memoriam), o australiano Joel Parkinson e agora Gabriel Medina, além do também brasileiro Adriano de Souza que foi o mais jovem a festejar um título mundial na história da ASP, com apenas 16 anos de idade em 2003. As vagas para o WSL World Junior Championship continuarão sendo definidas nas seletivas dos sete escritórios regionais e o ano de 2015 será o último da categoria Pro Junior para surfistas com até 20 anos de idade, pois a partir de 2016 este limite vai baixar para 18 anos.

“O ASP World Junior Championship é o evento da categoria Junior de maior prestígio no planeta e o calibre dos campeões das edições passadas comprova isso”, destaca Kieren Perrow. “Nós gastamos um tempo significativo discutindo tendências dentro do mundo do surfe, o desempenho do atleta, o percurso da sua carreira, que determinaram uma proposta evolutiva para o Programa Pro Junior da World Surf League nos próximos dois anos e essas mudanças certamente irão beneficiar o desenvolvimento do esporte”.

As etapas da categoria Pro Junior e da modalidade Longboard organizadas pelos escritórios regionais para selecionar os representantes dos continentes para disputarem o título mundial da World Surf League terão apenas um nível de premiação a partir de 2015, com todas valendo 1.000 pontos para os rankings regionais. Tanto no Pro Junior como no Longboard, a premiação será de 10.000 dólares para a categoria masculina e de 2.500 dólares para a feminina.

Os valores das inscrições nos eventos também já foram anunciados pela World Surf League. Continuando no Pro Junior e no Longboard, o valor a ser pago para participar das seletivas regionais será de 125 dólares para o masculino e 75 dólares para o feminino. Já nas etapas do WSL Qualifying Series, as do QS 1000 e QS 1500 serão de 200 dólares para o masculino e 100 dólares para as meninas, as do QS 3000 e QS 6000 serão de 250 dólares para os homens e os mesmos 100 dólares no feminino, enquanto as do QS 10000 serão 325 dólares para as duas categorias.
 

TOP-34 DO WSL WORLD CHAMPIONSHIP TOUR 2015 – Top-22 do WCT 2014:

Campeão mundial: Gabriel Medina (BRA), 21 anos

2.o: Mick Fanning (AUS), 33 anos

3.o: John John Florence (HAV), 22

4.o: Kelly Slater (EUA), 42

5.o: Michel Bourez (TAH), 29

6.o: Joel Parkinson (AUS), 33

7.o: Jordy Smith (AFR), 26

8.o: Adriano de Souza (BRA), 27

9.o: Taj Burrow (AUS), 36

9.o: Josh Kerr (AUS), 30

11: Kolohe Andino (EUA), 20

12: Owen Wright (AUS), 24

13: Nat Young (EUA), 23

14: Julian Wilson (AUS), 26

15: Adrian Buchan (AUS), 32

16: Bede Durbidge (AUS), 31

17: Filipe Toledo (BRA), 19

18: Kai Otton (AUS), 35

19: Miguel Pupo (BRA), 23

20: Sebastian Zietz (HAV), 26

21: Fredrick Patacchia (HAV), 33

22: Jadson André (BRA), 24

——os 10 que se classificaram para o WCT 2015 pelo Qualification Series:

23: Matt Wilkinson (AUS), 26 anos

24: Adam Melling (AUS), 29

25: Brett Simpson (EUA), 29

26: Jeremy Flores (FRA), 26

27: Matt Banting (AUS), 20

28: Wiggolly Dantas (BRA), 25

29: Italo Ferreira (BRA), 20

30: Keanu Asing (HAV), 21

31: Dusty Payne (HAV), 26

32: Ricardo Christie (NZL), 26

——-convidados por contusões em 2014:

35: C. J. Hobgood (EUA), 35 anos

36: Glenn Hall (IRL), 33

TOP-17 DO WCT FEMININO DA WSL PARA 2015 – Top-10 do WCT 2014:

1.a: Stephanie Gilmore (AUS), 26 anos

2.a: Tyler Wright (AUS), 20

3.a: Carissa Moore (HAV), 22

4.a: Sally Fitzgibbons (AUS), 24

5.a: Malia Manuel (HAV), 21

6.a: Lakey Peterson (EUA), 20

7.a: Bianca Buitendag (AFR), 21

8.a: Johanne Defay (FRA), 21

9.a: Courtney Conlogue (EUA), 22

10: Laura Enever (AUS), 23

——-6 classificadas pelo QS:

11: Coco Ho (HAV), 23 anos

12: Nikki Van Dijk (AUS), 23

13: Alessa Quizon (HAV), 20

14: Silvana Lima (BRA), 30

15: Sage Erickson (EUA), 24

16: Tatiana Weston-Webb (HAV), 18

——-convidada da WSL:

17: Dimity Stoyle (AUS), 23 anos

 

 

SEXTA MEDINA 19 DE DEZEMBRO 2014

GABRIEL MEDINA SE CONSAGRA CAMPEÃO MUNDIAL DE SURF NO HAWAII. O MUNDO É NOSSO !



Quando o brasileiro Alejo Muniz venceu o australiano Mick Fanning estava realizado o sonho
de mais de 35 anos de circuito ASP, Gabriel Medina não poderia mas ser alcançado na 
pontuação e se consagrava CAMPEÃO MUNDIAL DE SURF em pleno Hawaii. Foi mais um dia
histórico para quem vive , pratica e ama o esporte dos Deuses Hawainos. O Brasil entra para
o fechado grupo que é dominado à anos por americanos, australianos e hawainos.

Com a conquista desse jovem de 20 anos o esporte se consolida e aquela divisão que existia
do Surf Brasileiro antes e depois do paraibano Fábio Gouveia, Campeão Mundial Amador, agora
passa para antes e depois de Medina. Mas uma divisão de muitas alegrias que teremos nos 
próximos anos.

PARABÉNS DELEGADO DETONOU GERAL, VIVA O SURF.



TERÇA FEIRA 16 DE DEZEMBRO 2014

FESTA DO SURF PERNAMBUCANO 2014


Nesse sábado (13/12/14) no PARADOR 081, em Maracaípe (Ipojuca) foi realizada a entrega de troféus e homenagem especiais
da Federação Pernambucana de Surf 
Associação Nordestina de Surf aos destaques de 2014. Agradecer ao GERALDINHO e toda
equipe pela lembrança a Revista Surfe Nordeste e mandar um grande abraço aos campeões e todos os patrocinadores, empresários,
prefeituras e governo estadual pelo suporte aos eventos 2014 e que no próximo ano tudo continue evoluindo,

CLIQUE AQUI E VEJA FOTOS DA FESTA







SÁBADO 13 DE DEZEMBRO 2014

MEDINA AVANÇA AO ROUND 03  NO HAWAII
E SE APROXIMA DO CANECO MUNDIAL.


O paulista Gabriel Medina, 20 anos, deu o primeiro passo na busca pelo inédito título mundial para o Brasil no Havaí. Ele estreou com vitória no Billabong Pipe Masters na sexta-feira de tubos de 8-12 pés principalmente no Backdoor. Se vencer mais uma, já acaba com a chance de Kelly Slater, 42 anos, colecionar seu 12.o troféu de campeão do WCT no Havaí. O tricampeão Mick Fanning, 33, também passou direto para a terceira fase, mas Slater foi derrotado pelo tubo que o australiano Adam Melling surfou nos últimos segundos e vai abrir a repescagem no primeiro duelo do sábado, contra o trialista havaiano que Medina enfrentou, Reef McIntosh. A previsão é de ondas maiores e melhores do que as da sexta-feira para realizar duas fases eliminatórias que podem até definir o título mundial para Gabriel Medina, se Mick Fanning e Kelly Slater perderem suas baterias.

Gabriel Medina (Foto: Kirstin Scholtz / ASP)

Gabriel Medina (Foto: Kirstin Scholtz / ASP)

“Não tive muitas oportunidades de surfar, porque entraram poucas ondas boas na bateria, mas optei pegar as intermediárias que estavam entrando mais embaixo para somar pontos e estou feliz que deu tudo certo”, disse Gabriel Medina, que logo foi cercado pela torcida e pela imprensa, principalmente do Brasil que compareceu em grande número no Havaí. “Mesmo assim, foi importante para mim começar vencendo. Amanhã (sábado) eu vou só assistir as baterias da segunda fase e ficar bem preparado para competir ”.

O brasileiro lidera o ranking, só depende dele para ser campeão mundial e neste ano já venceu as outras duas etapas do Samsung Galaxy ASP World Championship Tour em ondas desafiadoras com tubos para a esquerda como em Banzai Pipeline, o Fiji Pro em Cloudbreak e o Billabong Pro Tahiti na temida bancada de Teahupoo. Mas, na sexta-feira de séries irregulares de 8-12 pés, as direitas do Backdoor formaram os principais tubos do dia. A maioria das baterias foi marcada pela falta de ondas, com apenas um surfista conseguindo pegar duas boas.

Em algumas, as condições foram ainda mais difíceis, com grandes intervalos entre as séries, como a da estreia do número 1 do mundo, Gabriel Medina, que usou a tática de pegar as ondas intermediárias para vencer a sua primeira bateria no Billabong Pipe Masters. Seus adversários ficaram esperando as maiores que entravam fechando e a primeira vitória brasieira foi com o placar mais baixo do dia. Medina totalizou apenas 8,83 pontos nas duas notas computadas, contra 5,10 do havaiano Reef McIntosh e apenas 3,30 do australiano Dion Atkinson. Mas, o importante era a vitória que valia classificação direta para a terceira fase.

DERROTA DE VIRADA – Dos concorrentes ao título, Slater foi o primeiro a se apresentar e começou bem, com um belo tubo no Backdoor que valeu nota 8,10. Como estava machucado, foi a primeira onda que ele surfou no Havaí e logo ratificou a liderança com um 7,70 em outro tubo no Backdoor. O havaiano Dusty Payne também pegou um tubaço nota 8,67 e entrou na briga, enquanto o australiano Adam Melling não achava nada. As condições estavam difíceis, com as esquerdas de Pipeline fechando rápido e foi nelas que o havaiano tentou a virada, sem sucesso. Para o outro lado, Slater pegou um tubão no Backdoor e também ficou lá dentro.

Até aí Adam Melling só assistia. O australiano só surfou sua primeira onda quando faltavam menos de 5 minutos para o término da bateria, mas foi um bom tubo que rendeu nota 7,00. Ele passou a ter chance também de vitória se conseguisse outro melhor, de 8,8 pontos. Ainda entrou uma série no final da bateria e nos últimos segundos o australiano pegou uma no Backdoor, talvez o maior tubo do dia, saiu dele e ficou um suspense na praia pela nota, que saiu 8,9 para virar o placar para 15,90 a 15,80 pontos. Slater vai ter que disputar uma bateria extra no sábado, enquanto os outros concorrentes ao título só competirão na terceira fase.

Mick Fanning (Foto: Laurent Masurel / ASP)

Mick Fanning (Foto: Laurent Masurel / ASP)

Os adversários dos líderes nestas rodadas de doze baterias são definidos pelo ranking mundial, com eles sempre enfrentando os piores colocados, ou os que participam substituindo algum top-34 contundido, ou nas vagas dos convidados da etapa. No Billabong Pipe Masters, além de Reef McIntosh e Makai McNamara, que barraram o favorito Jamie O´Brien na final da triagem que abriu a sexta-feira, ainda tem o líder da Tríplice Coroa Havaiana, Dusty Payne, no lugar do contundido C. J. Hobgood. Quem também se machucou foi Travis Logie e Jamie O´Brien pode entrar se o sul-africano não tiver condições de competir na repescagem.

Os líderes Gabriel Medina e Mick Fanning ganharam dos vencedores da triagem em duas baterias fracas de ondas. Como Slater, o australiano também largou na frente na sua bateria com notas 4,83 e 7,33 que acabaram garantindo a sua vitória. O espanhol Aritz Aranburu ainda surfou o melhor tubo da bateria, que valeu a maior nota do dia (9,27), mas foi a única onda que ele pegou na bateria e não conseguiu outra de menos de 3 pontos para vencer. Já o havaiano Makai McNamara não achou nada e terminou em último com 2,20 pontos.


QUINTA 11 DE DEZEMBRO 2014.

ÍTALO FERREIRA (RN) CONQUISTA O
BRASILEIRO DE SURF PROFISSIONAL 2014





ÍTALO FERREIRA ABRE A CAIXA DE PANDORA E DEIXA MUNDO DO SURF DE OLHO EM BAÍA FORMOSA.

Mais uma vez no mesmo ano o local de Baía Formosa ( RN ) mostra ao mundo o que vai ser 2015. Italo Ferreira conquista o caneco 2014 do Surf Pro por antecipação. Parabéns Delegado.

Após conquistar o acesso para a elite do Surf Mundial, o potiguar Ítalo Ferreira comemora mais um feito em 2014. Ele é o novo campeão brasileiro de surf profissional. Aos 20 anos, o surfista de Baía Formosa garantiu o inédito título após o terceiro lugar obtido na segunda etapa do Circuito Catarinense de Surf Profissional, válido pela penúltima prova do Circuito Brasileiro. A competição, vencida pelo pernambucano Luel Felipe Silva , foi encerrada na tarde de quarta-feira, na Prainha, em São Francisco do Sul, em Santa Catarina.

Com a pontuação da terceira colocação na Prainha, Ítalo Ferreira assegurou o título brasileiro por antecipação. No ranking da Associação Brasileira de Surf Profissional (Abrasp), o potiguar soma 5.073 pontos, à frente do baiano Bino Lopes - 3.980 - e do paulista Odirlei Coutinho - 3.945.
Ítalo é representante da nova geração do surf brasileiro e está em ótima fase. Além de conquistar a sonhada vaga para o WCT, elite do Circuito Mundial, também foi vice-campeão mundial Pro Junior em 2014.

- Estou muito feliz. Este ano deu tudo certo e consegui conquistar quase todos os meus objetivos, graças a Deus. Agora é descansar um pouco e focar na próxima temporada - declarou.

Com o título, Ítalo se iguala a Joca Júnior, até então único potiguar a ser campeão brasileiro profissional, em 1996.

Baía Formosa confirma definitivamente sua história no cenário mundial como celeiro de Campeões.

 

QUARTA FEIRA 10 DE DEZEMBRO 2014
COMEÇA NESSA QUARTA A DECISÃO DO WCT NO HAWAII

Confirmando as previsões, a terça-feira amanheceu com ondas desafiadoras de 6-8 pés nas bancadas de Pipeline e Backdoor na ilha de Oahu, no Havaí. Mas, como as condições iriam se deteriorar durante o dia, só foi realizado o Men´s Pipe Masters Invitational, com 31 havaianos e um australiano brigando pelas duas vagas para completar as baterias dos principais concorrentes ao título mundial de 2014 no Billabong Pipe Masters, o líder Gabriel Medina e o atual campeão do WCT, Mick Fanning. As condições do mar estavam tão difíceis que a bateria final da triagem foi adiada para abrir o próximo dia de boas ondas em Pipeline. A primeira chamada foi marcada para as 7h30 da quarta-feira no Havaí.

Jamie O´Brien seguindo o caminho de Pipeline (Foto: Masurel / ASP)

Jamie O´Brien seguindo o caminho de Pipeline (Foto: Masurel / ASP)

Os adversários dos ponteiros no ranking sairão deste confronto entre Jamie O´Brien, Hank Gaskell, Makai McNamara e Reef McIntosh. O´Brien é o grande favorito para ficar com uma vaga. Ele já ganhou uma coroa de campeão do Pipe Masters e surfou o melhor tubo do dia nas esquerdas de Pipeline. Com a nota 9,57 desta onda, registrou imbatíveis 18,40 pontos logo no segundo confronto da terça-feira na ilha de Oahu. Certamente, O´Brien é um duro adversário para qualquer top-34 do WCT no templo sagrado do esporte. Também na primeira fase, Joel Centeio conseguiu a primeira nota 10, saindo expelido por um spray violento de um tubo incrível nas direitas do Backdoor.

No entanto, o show ficou resumido a estas duas baterias. O swell (ondulação) ainda não alinhou na bancada e as condições estavam complicadas até para os locais havaianos acharem boas ondas para completarem os tubos. O retrato da dificuldade foi o resultado das semifinais. A maior nota nas duas baterias foi 6,33 para Reef McIntosh, que garantiu a primeira vaga na decisão da triagem com o meio ponto da sua última onda. O recordista Jamie O´Brien passou em segundo lugar somando notas 2,43 e 2,17. Na outra semifinal, Makai McNamara venceu por 6,26 pontos com notas 5,83 e 0,43 e Hank Gaskell ficou com a última vaga na final com inacreditáveis 3,27 pontos das notas 2,27 e 1,00.

As condições do mar já estavam tão deterioradas, que a comissão técnica preferiu adiar a batalha final pelas duas vagas para o Billabong Pipe Masters. Esta bateria será disputada antes dos australianos Joel Parkinson e Julian Wilson e o francês Jeremy Flores entrarem no mar para abrir a rodada de apresentação dos melhores surfistas do mundo no maior palco do esporte. A grande expectativa é pela estreia dos concorrentes ao título mundial, com o defensor do título do Billabong Pipe Masters, Kelly Slater, sendo o primeiro a competir na quarta bateria. Na quinta entra o vice-líder do ranking e atual campeão mundial, Mick Fanning, depois é a vez de Gabriel Medina iniciar sua caminhada rumo ao primeiro título do Brasil na história do circuito mundial.

TÍTULO MUNDIAL DE 2014:

- GABRIEL MEDINA – para não depender dos resultados dos adversários, confirma o título mundial quando passar para a grande final em Banzai Pipeline

- MICK FANNING – precisa no mínimo chegar nas quartas de final do Pipe Masters para igualar os 56.550 pontos de Gabriel Medina e chega a 61.350 pontos com a vitória no Havaí, conquistando o tetra se a bateria decisiva não for contra o brasileiro, que já festejaria o título com a passagem para a grande final

- KELLY SLATER – necessita unicamente da vitória para alcançar 58.300 e superar os atuais 56.550 pontos de Gabriel Medina, mas o brasileiro acaba com as suas chances se passar para a quarta fase em Pipeline. Se a briga ficar contra Mick Fanning, sua situação fica igual a do Medina com ele, ou seja, garante o título se passar para a grande final, quando atinge 59.350 pontos

CHANCES DE GABRIEL MEDINA:

- Medina em 25.o ou 13.o lugar na terceira fase com 56.550 pontos – será campeão mundial se Kelly Slater não vencer o Pipe Masters e Mick Fanning não chegar nas quartas de final, quando iguala os pontos do brasileiro

- se ficar em 9.o lugar sem vencer na quarta e quinta fase com 58.800 pontos – acaba com as chances de Kelly Slater quando passar da terceira fase e obriga Mick Fanning a ser finalista em Pipeline para superar sua pontuação com 59.350 pontos

- em 5.o lugar nas quartas de final com 60.000 pontos – Mick Fanning passa a precisar da vitória no Pipe Masters para impedir o primeiro título de um brasileiro no Circuito Mundial

- em 3.o lugar nas semifinais com 61.300 pontos – Mick Fanning continua necessitando unicamente da vitória no Havaí para atingir 61.350 pontos

- CAMPEÃO MUNDIAL com a classificação para a final do Billabong Pipe Masters, garantindo imbatíveis 62.800 pontos nas nove etapas computadas no ranking do Samsung Galaxy ASP World Championship To

FINAL DA TRIAGEM QUE CLASSIFICA OS DOIS PRIMEIROS PARA O EVENTO PRINCIPAL
:

Jamie O´Brien (HAV), Reef McIntosh (HAV), Makai McNamara (HAV), Hank Gaskell (HAV)

SÁBADO 06 DE DEZEMBRO 2014

MICHEL BOUREZ VENCE EM SUNSET

Uma vitória taitiana de Michel Bourez sobre três havaianos fechou a Vans World Cup of Surfing nas ondas de 6-8 pés da sexta-feira em Sunset Beach, na ilha de Oahu, Havaí. Mas, o vice-campeão Dusty Payne também comemorou o resultado que confirmou seu retorno ao grupo dos top-34 do WCT e a liderança isolada na Tríplice Coroa Havaiana com a vitória na primeira etapa em Haleiwa Beach. Payne acabou tirando o brasileiro Tomas Hermes da lista dos dez surfistas que o ASP Qualification Series classifica para disputar o título mundial na divisão de elite do esporte. Já o terceiro colocado na final, Sebastian Zietz, e o quarto, Ian Walsh, não tinham chances de entrar no G-10 no último ASP Prime de 6.500 pontos da temporada 2014.

Lucas Silveira representou o Brasil em Sunset Beach (Foto: Ed Sloane / ASP)

Lucas Silveira representou o Brasil em Sunset Beach (Foto: Ed Sloane / ASP)

Cinco brasileiros competiram nas oitavas de final que abriram a sexta-feira de confrontos decisivos na batalha pelas últimas vagas para o WCT 2015. O paulista Filipe Toledo foi barrado pelo americano Chris Ward e o havaiano Ian Walsh no segundo confronto do dia, mas não perdeu o primeiro lugar no ranking do ASP Qualification Series, conquistado com a vitória no O´Neill SP Prime na Praia de Maresias, em São Sebastião, litoral norte de São Paulo. Na disputa seguinte, o número 1 do WCT, Gabriel Medina, também foi eliminado, junto com o catarinense Alejo Muniz, pelo australiano Davey Cathels e Jonathan Gonzalez, das Ilhas Canárias.

Já o carioca Lucas Silveira surpreendeu mais uma vez surfando muito bem em Sunset Beach para salvar a pátria nas oitavas de final da Vans World Cup of Surfing. Ele superou até um top-10 do WCT, Josh Kerr, que acabou impedindo uma segunda dobradinha brasileira de Lucas com o paulista David do Carmo em Sunset Beach. Nas quartas de final, Lucas Silveira não achou boas ondas para repetir suas atuações anteriores e caiu junto com o irlandês Glenn Hall, para o havaiano Sebastian Zietz e o australiano Garrett Parkes. Com o 13.o lugar na Vans World Cup, o carioca saltou da 105.a para a 76.a posição no ranking, entrando no grupo dos 100 primeiros que podem disputar as principais etapas do Qualification Series em 2015.

Dusty Payne se garantindo no WCT 2015 (Foto: Ed Sloane / ASP)

Dusty Payne se garantindo no WCT 2015 (Foto: Ed Sloane / ASP)

MUDANÇAS NO G-10 – Já na briga pelas últimas vagas no G-10, o brasileiro Tomas Hermes e o australiano Jack Freestone ficaram acompanhando os resultados dos que poderiam tira-los da zona de classificação para o WCT. O primeiro a sair foi Jack Freestone, quando o neozelandês Ricardo Christie passou para as quartas de final no sexto confronto da sexta-feira no Havaí, vencido por Sebastian Zietz. E Tomas Hermes permaneceu em último no G-10 até as semifinais, com o havaiano Dusty Payne tirando a sua vaga com vitória na primeira bateria.

Na outra semifinal, o australiano Garrett Parkes também poderia ultrapassar o brasileiro se passasse para a final, mas perdeu e aumentou a chance de Tomas Hermes ainda disputar o WCT no ano que vem. Ele agora vai depender do resultado do Billabong Pipe Masters, que decide o título mundial entre Gabriel Medina, Mick Fanning e Kelly Slater, a partir de segunda-feira em Pipeline. A torcida de Tomas será para que os australianos Matt Wilkinson ou Adam Melling entre no grupo dos 22 primeiros no ranking que são mantidos na elite dos top-34, tirando algum dos havaianos Sebastian Zietz ou Fredrick Patacchia, que estão entre os quatro últimos desta lista.

O neozelandês Ricardo Christie também terá que conviver com esta expectativa. Ele acabou eliminado na última quarta de final pelo campeão Michel Bourez e por Matt Wilkinson, ficando numa perigosa última posição no G-10. O surfista da Nova Zelândia e o penúltimo colocado, Brett Simpson, dos Estados Unidos, também terão de aguardar o resultado do Billabong Pipe Masters para festejarem suas classificações para o primeiro WCT da Era World Surf League (WSL). Eles precisam torcer para que o brasileiro Jadson André e o australiano Julian Wilson não saiam dos top-22 em Pipeline, para não terem que usar as vagas do Qualification Series por estarem entre os primeiros colocados.

Michel Bourez campeão nas ondas de Sunset Beach (Foto: Ed Sloane / ASP)

Michel Bourez campeão nas ondas de Sunset Beach (Foto: Ed Sloane / ASP)

SEIS NOVIDADES NO WCT 2015 – O Brasil ficou no topo do ranking com Filipe Toledo, mas apenas dois se classificaram pelo G-10 do QS, o paulista Wiggolly Dantas em quarto lugar e o potiguar Italo Ferreira em sétimo. Além deles, o WCT poderá ter mais três novatos em 2015, o australiano Matt Banting (2.o no ranking) e o havaiano Keanu Asing (9.o) já garantidos e o neozelandês Ricardo Christie (16.o), caso não saia da lista no Billabong Pipe Masters. O havaiano Dusty Payne (10.o) será outra novidade, mas ele já fez parte da elite até 2013 e retorna no ano que vem.

Os outros quatro que completam o G-10 são os australianos Adam Melling (6.o lugar) e Matt Wilkinson (8.o), o francês Jeremy Flores (11.o) e o norte-americano Brett Simpson (13.o). Eles disputaram o WCT este ano, porém não conseguiram ficar no grupo dos 22 primeiros colocados que são mantidos e garantiram suas permanências pelo ASP Qualification Series. Dos quatro, o único que ainda tem sua vaga ameaçada é Brett Simpson, que vai depender dos resultados do brasileiro Jadson André e do australiano Julian Wilson no Pipe Masters. Para Simpson, a torcida é para que pelo menos um deles não saia dos top-22, pois assim ele permanece no G-10.

 

G-10 DO ASP QUALIFICATION SERIES PARA O WCT 2015 – 34 etapas:

——*classificando-se entre os 22 mantidos pelo WCT

1.o: *Filipe Toledo (BRA) – 20.020 pontos

2.o: Matt Banting (AUS) – 17.920 – 1.o do G-10

3.o: *Julian Wilson (AUS) – 17.585

4.o: Wiggolly Dantas (BRA) – 16.745 – 2.o do G-10

5.o: *Jadson André (BRA) – 16.240

6.o: Adam Melling (AUS) – 15.550 – 3.o do G-10

7.o: Italo Ferreira (BRA) – 14.505 – 4.o do G-10

8.o: Matt Wilkinson (AUS) – 13.800 – 5.o do G-10

9.o: Keanu Asing (HAV) – 13.600 – 6.o do G-10

10: Dusty Payne (HAV) – 13.594 – 7.o do G-10

11: Jeremy Flores (FRA) – 13.030 – 8.o do G-10

12: *Adriano de Souza (BRA) – 12.089

13: Brett Simpson (EUA) – 12.045 – 9.o do G-10

14: *Michel Bourez (TAH) – 12.020

15: *Jordy Smith (AFR) – 11.940

16: Ricardo Christie (NZL) – 11.565 – 10.o do G-10




QUINTA 04 DE DEZEMBRO 2014

BRASILEIROS AVANÇAM NO HAWAI

Os líderes dos rankings mundiais, Gabriel Medina no WCT e Filipe Toledo no QS, foram dois dos cinco brasileiros que passaram para as oitavas de final da Vans World Cup of Surfing nas baterias da rodada de estreia das principais estrelas do ASP Prime de Sunset Beach, no Havaí. Os outros que também se classificaram nas ondas difíceis de 6-8 pés da quarta-feira foram o catarinense Alejo Muniz e o paulista David do Carmo, que ainda têm chance de vaga no G-10 do ASP Qualification Series para o WCT do ano que vem, além do carioca Lucas Silveira, que derrotou três havaianos, incluindo os tops da elite Fredrick Patacchia e Sebastian Zietz, em sua segunda vitória nas direitas de Sunset Beach.

Gabriel Medina estreando na Tríplice Coroa Havaiana (Foto: Ed Sloane / ASP)

Gabriel Medina estreando na Tríplice Coroa Havaiana (Foto: Ed Sloane / ASP)

Com a passagem para as oitavas de final, Lucas retornou ao grupo dos 100 primeiros do ranking que podem participar das etapas mais importantes do ranking de acesso para o WCT. Mas, ninguém ainda conseguiu ingressar na lista dos 10 indicados pelo ASP Qualification Series para completar os top-34 que vão disputar o título mundial de 2015. O último ASP Prime de 6.500 pontos do ano começou com 55 surfistas tendo chances matemáticas de entrar no G-10, mas só restaram onze para brigar pelas últimas vagas, com oito deles ameaçando a classificação do brasileiro Tomas Hermes. Na quarta-feira, o catarinense foi ultrapassado pelo australiano Matt Wilkinson e caiu para a penúltima posição na lista, acima apenas do australiano Jack Freestone.

Os que estão mais próximos do G-10 agora são o neozelandês Ricardo Christie e Charles Martin, da Ilha Guadalupe, que entram na zona de classificação para o WCT se passarem para as quartas de final e já tiram as vagas de Tomas Hermes e Jack Freestone. E os dois vão competir na mesma bateria das oitavas de final, a sexta, contra os havaianos Sebastian Zietz e Mason Ho. Os outros que também podem ultrapassar o brasileiro são o havaiano Dusty Payne se chegar nas semifinais, o neozelandês Billy Stairmand e o australiano Garrett Parkes se passarem para a grande final, Jonathan Gonzalez, das Ilhas Canárias, se ele ficar entre os três primeiros na bateria decisiva da Vans World Cup of Surfing, o australiano Garrett Parkes se for vice-campeão no mínimo e o sul-africano Beyrick De Vries se vencer o campeonato.

Mais três surfistas também continuam com chances matemáticas, mas para eles só interessa a vitória em Sunset Beach e com os 6.500 pontos só conseguem superar os 10.440 pontos do último colocado no G-10, Jack Freestone. Entre eles, os dois últimos brasileiros que ainda estão vivos na batalha pelas últimas vagas para o WCT 2015, o catarinense Alejo Muniz e o paulista David do Carmo. Mas, mesmo que vençam a Vans World Cup, eles e o australiano Wade Carmichael,  ainda irão depender dos resultados dos outros oito concorrentes acima citados que também podem tirar a vaga do catarinense Tomas Hermes.

Entre os que saíram da briga na quarta-feira, está o outro brasileiro que tinha chance de vaga no G-10, o carioca Raoni Monteiro, que foi barrado logo no primeiro confronto do dia pelos havaianos Keanu Asing e Ian Walsh. Depois vieram duas vitórias verde-amarelas, com Filipe Toledo fazendo a primeira defesa da liderança do ranking contra três concorrentes as últimas vagas para o WCT. O sul-africano Beyrick De Vries ganhou a disputa pelo segundo lugar e acabou com as chances do espanhol Aritz Aranburu e do italiano Leonardo Fioravante. O catarinense Alejo Muniz conquistou a segunda vitória brasileira do dia derrotando os australianos Wade Carmichael e Perth Standlick, além do norte-americano Nat Young.

Alejo Muniz segue na luta por vaga no G-10 para permanecer no WCT (Foto: Ed Sloane / ASP)

Alejo Muniz segue na luta por vaga no G-10 para permanecer no WCT (Foto: Ed Sloane / ASP)

PARTICIPAÇÕES DUPLAS – Alejo agora vai competir junto com o número 1 do mundo, Gabriel Medina, que passou em segundo lugar na sua bateria vencida pelo havaiano Dusty Payne. Os adversários dos brasileiros na terceira oitava de final serão o australiano Davey Cathels e Jonathan Gonzalez, das Ilhas Canárias, que estão disputando vagas no G-10 como Alejo Muniz.  Outra participação dupla do Brasil acontece na quinta bateria com David do Carmo e Lucas Silveira, que já fizeram uma dobradinha verde-amarela vitoriosa na segunda fase. O desafio da dupla agora será contra o australiano Josh Kerr e o havaiano Alex Smith.

O carioca Lucas Silveira nem ia participar da Vans World Cup of Surfing, mas o paulista Alex Ribeiro se contundiu e ele entrou para substituir o surfista que conquistou o título sul-americano profissional da ASP South America esse ano. Lucas aproveitou a chance e venceu as duas baterias que disputou nas ondas difíceis de Sunset Beach. Na primeira, David do Carmo completou a dobradinha brasileira sobre o norte-americano Patrick Gudauskas e o australiano Thomas Woods. E a segunda foi sobre três havaianos, Sebastian Zietz que avançou em segundo lugar e os eliminados Fredrick Patacchia e Kai Barger.

Antes de Lucas Silveira encarar três locais das ilhas, David do Carmo tinha vencido a sua bateria em outra participação dupla do Brasil, só que nesta o já garantido no WCT 2015, Wiggolly Dantas, terminou em último lugar. Na briga pela segunda vaga da bateria, o havaiano Mason Ho foi melhor do que o francês Maxime Huscenot. Além de Wiggolly Dantas, outros três brasileiros que vão disputar o título mundial no ano que vem não acharam boas ondas e ficaram em último nas suas baterias, o paulista Miguel Pupo e os potiguares Jadson André e Italo Ferreira.

QUARTA FEIRA 03 DE DEZEMBRO 2014

BRASILEIROS PERDEM E FICAM FORA
DA LIGA MUNDIAL 2015.


Depois de uma semana de espera, as ondas voltaram a bombar em Sunset Beach para a continuação da Vans World Cup of Surfing e a batalha pelas últimas vagas no WCT 2015 não recomeçou bem para o Brasil no Havaí. Todos os cinco que competiram na terça-feira de ondas difíceis de 6-8 pés e estavam nesta briga foram eliminados. O catarinense Tomas Hermes defendia a antepenúltima posição no G-10 do ASP Qualification Series e dezessete surfistas têm chances matemáticas de ultrapassa-lo no último ASP Prime de 6.500 pontos do ano . Os únicos brasileiros que ainda podem reforçar o time verde-amarelo para o WCT do ano que vem são o carioca Raoni Monteiro, o catarinense Alejo Muniz e o paulista David do Carmo.

Tomas Hermes perdeu e vai ter que torcer para permanecer no G-10 (Foto: Ed Sloane / ASP)

Tomas Hermes perdeu e vai ter que torcer para permanecer no G-10 (Foto: Ed Sloane / ASP)

Raoni e Alejo fazem parte da divisão de elite do ASP World Tour esse ano, mas não conseguiram ficar entre os 22 primeiros colocados que são mantidos no grupo dos top-34, então tentam confirmar suas permanências pelo ranking de acesso. Para isso, ambos necessitam de um ótimo resultado na Vans World Cup of Surfing. Raoni terá que repetir as suas atuações de outros anos em Sunset Beach para ultrapassar os 10.440 pontos do australiano Jack Freestone, que ocupa a última posição no G-10 do QS e também perdeu em sua estreia, deixando o caminho livre para 24 surfistas que poderão tirar a sua vaga nesta etapa. Tomas Hermes ficou com 11.180 pontos e é ameaçado por dezessete deles.

O carioca Raoni Monteiro atinge 11.800 se for o vice-campeão da Vans World Cup of Surfing e no ano passado ficou em terceiro lugar na final vencida pelo havaiano Ezekiel Lau, que também foi eliminado na terça-feira. Raoni vai abrir a rodada de estreia dos principais cabeças de chave desta etapa, disputando as duas primeiras vagas para as oitavas de final com o australiano Yadin Nicol e dois havaianos, Ian Walsh e Keanu Asing, que está no G-10 defendendo sua classificação para o WCT do ano que vem.

Para Alejo Muniz a tarefa é mais ingrata, pois tanto para ele como para David do Carmo só interessa a vitória em Sunset Beach para superar a pontuação do lanterna Jack Freestone e ainda depender de uma combinação de resultados dos outros concorrentes. Alejo também já conseguiu bons resultados neste segundo desafio da Tríplice Coroa Havaiana e está escalado na sexta bateria, com o americano Nat Young e os australianos Wade Carmichael e Perth Standlick. Em 2013, ele parou nas quartas de final e em 2012 foi até as semifinais da etapa encerrada com Gabriel Medina sendo vice-campeão na vitória do australiano Adam Melling.

BRASIL LIDERA RANKINGS – Mesmo concentrado na disputa do título mundial no Billabong Pipe Masters, que começa na quinta-feira da próxima semana em Banzai Pipeline, Medina vai competir em Sunset Beach. Ele vai estrear na oitava bateria do dia contra o americano Dane Gudauskas, o australiano Connor O´Leary e o havaiano Dusty Payne. Dos três adversários, Leary e Payne ainda disputam classificação para o WCT. O Brasil lidera os dois rankings mundiais da ASP neste encerramento de temporada no Havaí.

Medina está na frente da corrida do título e Filipe Toledo assumiu a ponta do ASP Qualification Series com a vitória no O´Neill SP Prime que fechou a “perna brasileira” de fim de ano da ASP South America na Praia de Maresias, em São Sebastião, no litoral norte de São Paulo. Filipinho será o segundo brasileiro a se apresentar na quarta-feira, na terceira bateria com três concorrentes por vagas no G-10, o espanhol Aritz Aranburu, o sul-africano Beyrick De Vries e o italiano Leonardo Fioravanti, um dos destaques nas ondas da terça-feira em Sunset Beach ao fazer o maior placar do campeonato com notas 9,07 e 7,10 – 16,17 pontos – na bateria que o catarinense Willian Cardoso viu escapar mais uma chance de conseguir entrar no WCT.

Antes dele, o cearense Heitor Alves e o paulista Jessé Mendes já haviam saído da briga, depois foi a vez do paulista Caio Ibelli também ser barrado, seguido pelo catarinense Tomas Hermes, que defendia vaga no G-10 e agora é ameaçado por dezessete surfistas que vão competir na terceira e última rodada de dezesseis baterias da Vans World Cup of Surfing. Mas os principais concorrentes só superam os 11.180 pontos de Tomas Hermes se alcançar as quartas de final, ou seja, passar mais duas fases em Sunset Beach, o francês Joan Duru, o neozelandês Ricardo Christie, o norte-americano Tim Reyes e Charles Martin, da ilha Guadalupe.

SELEÇÃO BRASILEIRA – No momento, oito surfistas formam a “seleção brasileira” na lista dos top-34 que vai disputar o título mundial na estreia da World Surf League (WSL) em 2015, um a mais do que este ano. Os paulistas Gabriel Medina, Adriano de Souza, Miguel Pupo, Filipe Toledo e o potiguar Jadson André estão entre os 22 que permanecem no WCT, com o ASP Qualification Series podendo classificar três novatos na divisão de elite, o paulista Wiggolly Dantas e o potiguar Italo Ferreira já confirmados e o catarinense Tomas Hermes, que depende do resultado da Vans World Cup of Surfing para permanecer no G-10.

As únicas baixas no time que competiu esse ano estão sendo o carioca Raoni Monteiro e o catarinense Alejo Muniz, mas ambos têm chances de se classificar em Sunset Beach, assim como o atual campeão brasileiro David do Carmo. Ele completou uma dobradinha verde-amarela com o carioca Lucas Silveira que acabou com o sonho do norte-americano Patrick Gudauskas reconquistar sua vaga no WCT. Além deles, o outro único brasileiro que triunfou na terça-feira em Sunset Beach foi o potiguar de Baía Formosa, Ítalo Ferreira, uma das novidades no grupo dos 34 melhores surfistas do mundo da temporada 2015.

SEGUNDA 01 DE DEZEMBRO 2014

CONTAGEM REGRESSIVA PARA 2015


Nessa segunda percorremos os picos de Itapuama, Enseada dos Corais, Cupe
e Maracaípe para acompanhar o primeiro dia do último mês do ano. Chuva,
ventos, terral e pouca gente no mar marcaram esse dia.


VEJA FOTOS DESSA SEGUNDA

SEXTA FEIRA 28 DE NOVEMBRO 2014

STEPHAINE GILMORE CONQUISTA SEU SEXTO TÍTULO; 

PARABÉNS


A australiana Stephanie Gilmore, 26 anos, conquistou o seu sexto título mundial nesta quinta-feira no Havaí, mesmo perdendo nas quartas de final do Target Maui Pro na ilha de Maui. O hexa só foi confirmado na grande final, quando a também australiana Tyler Wright, 20, perdeu a decisão para a havaiana Carissa Moore, 22, nas ótimas ondas do último dia do Samsung Galaxy ASP Women´s Championship Tour 2014 em Honolua Bay. Se vencesse, Wright forçaria uma bateria extra contra Gilmore para definir a campeã mundial, pois ambas ficariam empatadas com 64.200 pontos nos oito resultados computados no ranking. Agora só falta decidir o campeão masculino, com Gabriel Medina, 20 anos, tentando o primeiro título do Brasil na história do Circuito Mundial contra Mick Fanning, 33, e Kelly Slater, 42, no Billabong Pipe Masters, a partir de 8 de dezembro nos tubos de Pipeline e Backdoor na ilha de Oahu.

Stephanie Gilmore (Foto: Laurent Masurel / ASP)

Stephanie Gilmore (Foto: Laurent Masurel / ASP)

Depois de passar 2013 sem vencer nenhuma etapa, Gilmore abriu a temporada deste ano com uma vitória enfática em casa na Gold Coast, mas logo a defensora do título mundial, Carissa Moore, assumiu a ponta do ranking com duas vitórias seguidas em finais sempre contra Tyler Wright nas outras etapas do WCT na Austrália, em Bells Beach e Margaret River. Gilmore parou nas semifinais em ambas e na etapa brasileira no Rio de Janeiro ela não conseguiu vencer nenhuma bateria nas ondas da Barra da Tijuca e se afastou um pouco da briga pela ponta, que passou para Sally Fitzgibbons com a vitória no Rio Women´s Pro.

“Eu não ganhei nenhum evento no ano passado e acho que serviu como um alerta para mim”, disse Stephanie Gilmore. “Eu vim para esta temporada com o objetivo de surfar melhor e acho que a melhoria na qualidade das ondas do circuito feminino foi muito motivador para mim também. Começar o ano com uma vitória em casa na Gold Coast foi, talvez, mais importante porque senti que eu estava surfando em um nível melhor, mais competitivo, me dando mais confiança para o restante do ano”.

Depois do tropeço no Brasil, Gilmore engatou uma reação sendo finalista nas três etapas seguintes. Nas Ilhas Fiji, não conseguiu impedir a segunda vitória consecutiva de Sally Fitzgibbons. No US Open of Surfing em Huntington Beach, perdeu a bateria final para Tyler Wright, mas iniciou uma batalha particular contra Fitzgibbons barrando-a na semifinal. Depois, Gilmore ganhou duas finais contra ela, a primeira na outra prova dos Estados Unidos em Lower Trestles e em Portugal, quando assumiu a ponta do ranking na última parada antes da etapa final na ilha de Maui.

 

Campeã mundial de 2014 (Foto: Kirstin Scholtz / ASP)

Campeã mundial de 2014 (Foto: Kirstin Scholtz / ASP)

“Foi, sem dúvidas, uma das corridas do título mais emocionantes da história do nosso esporte”, disse Gilmore. “Todas as meninas do topo do ranking sempre ficaram muito próximas. Só mesmo eu fiquei um pouco para trás na metade da temporada, mas ainda estava obtendo bons resultados e sempre senti que estava viva na briga do título”.

Stephanie Gilmore entrou no WCT em 2007 comandando a troca de guarda na elite feminina e em 2014 é a mais velha entre as top-17 do ASP World Tour, mesmo tendo apenas 26 anos de idade. O furacão australiano reinou absoluta durante quatro temporadas, até Carissa Moore conseguir impedir o pentacampeonato consecutivo em 2011 com uma performance igualmente avassaladora, sendo finalista em seis das sete etapas daquela temporada, ganhando metade delas. Gilmore voltou a ser a número 1 do mundo em 2012, mas a havaiana recuperou a coroa no ano passado.

FINAL EM MAUI – Nesta temporada de 2014, o ASP Women´s Tour ganhou novas etapas e voltou a ser encerrado no pointbreak de Honolua Bay na ilha de Maui, onde Gilmore dominou o alto do pódio com um tricampeonato em 2007, 2008 e 2009. Apesar de ter surfado bem nas rodadas iniciais, Gilmore caiu nas quartas de final que abriram a quinta-feira decisiva do Target Maui Pro. Ela perdeu para a californiana Courtney Conlogue, que na quarta-feira fez os recordes do campeonato com a única nota 10 do evento e o placar de 19,40 pontos de 20 possíveis que totalizou na briga pela vaga para as quartas de final contra a havaiana Coco Ho.

“Eu realmente não consegui encontrar um bom posicionamento no mar na bateria”, disse Gilmore. “Quando eu vi que ia enfrentar a Courtney (Conlogue) nas quartas de final, já pensei comigo mesma que ia ser difícil, pois ela era uma forte concorrente ao título aqui. Eu fiquei super desapontada e cheguei a chorar quando remava depois da bateria. Foi um ano longo e eu fiquei pensando em tudo o que aconteceu ao longo do caminho, mas ainda bem que deu tudo certo e o título foi confirmado na final”.

Carissa Moore (Foto: Laurent Masurel / ASP)

Carissa Moore (Foto: Laurent Masurel / ASP)

DECISÃO DO TÍTULO – Com a derrota prematura nas quartas de final, Gilmore deixou a porta aberta para as outras duas únicas concorrentes ao título, Sally Fitzgibbons e Tyler Wright, que precisavam da vitória no Target Maui Pro para conseguirem o seu primeiro troféu de campeã mundial da ASP. Só que Fitzgibbons foi barrada no duelo seguinte das quartas de final pela sul-africana Bianca Buitendag e Wright perdeu a decisão do título para Carissa Moore, que surfou um tubo incrível que valeu nota 9,73 para fechar o placar da vitória em 18,23 a 14,03 pontos.

“Essa foi provavelmente a final mais emocionante que eu vi na minha vida”, disse Gilmore. “Eu sei como a Tyler (Wright) é super focada e eu já estava completamente preparada para uma surf-off (bateria extra para definir a campeã mundial). No entanto, eu também sabia da incrível capacidade da Carissa (Moore) e foi muito emocionante assistir esse show de surfe das meninas. Eu estou muito feliz porque foi aqui em Honolua Bay que eu ganhei o meu primeiro título, mas depois de perder nas quartas de final fiquei me preparando para qualquer coisa que pudesse acontecer. Só sei que estou muito emocionada agora”.

RECORDE DE TÍTULOS – Com o sexto título conquistado em oito temporadas no WCT, Stephanie Gilmore se aproxima ainda mais da recordista de todos os tempos, Layne Beachley, que colecionou sete troféus de campeã mundial com um impressionante hexacampeonato consecutivo entre 1998 e 2003, série interrompida pela peruana Sofia Mulanovich em 2004. A australiana voltou a ser a número 1 do ranking em 2006, antes de Gilmore iniciar o seu reinado no ASP World Tour. Beachley só não supera os onze títulos mundiais de Kelly Slater.

“O nível das meninas nesta temporada foi mais alto que nunca”, destacou Gilmore. “Não há eliminatórias fáceis. Este foi, certamente, o título mais difícil que eu já ganhei. E o nível só vai aumentar nos próximos anos, mas eu estou tão contente que eu ganhei e quero agradecer a todos que me apoiaram neste ano, minha família, meus amigos e meus patrocinadores”.

Resultados de Stephanie Gilmore no Samsung Galaxy ASP Women´s Tour 2014:

Roxy Pro Gold Coast na Austrália: CAMPEÃ

Drug Aware Pro Margaret River na Austrália: 3.o lugar nas semifinais

Rip Curl Pro Bells Beach na Austrália: 3.o lugar nas semifinais

Rio Women´s Pro no Brasil: 13.o lugar na segunda fase

Fiji Women´s Pro nas Ilhas Fiji: Vice-campeã contra Sally Fitzgibbons

Vans US Open of Surfing nos Estados Unidos: Vice-campeã contra Tyler Wright

Swatch Women´s Pro Trestles nos Estados Unidos: CAMPEÃ

Roxy Pro France na França: 5.o lugar nas quartas de final

Cascais Women´s Pro em Portugal: CAMPEÃ

Target Maui Pro no Havaí: 5.o lugar nas quartas de final

RANKING FINAL DO SAMSUNG GALAXY ASP WOMEN´S TOUR 2014:

1.a: Stephanie Gilmore (AUS) – 64.200 pontos

2.a: Tyler Wright (AUS) – 62.200

3.a: Carissa Moore (HAV) – 61.400

4.a: Sally Fitzgibbons (AUS) – 60.700

5.a: Malia Manuel (HAV) – 43.600

6.a: Lakey Peterson (EUA) – 42.300

7.a: Bianca Buitendag (AFR) – 40.350

8.a: Johanne Defay (FRA) – 38.850

9.a: Courtney Conlogue (EUA) – 36.900

10: Laura Enever (AUS) – 32.100

———saíram da elite das top-17 do WCT em 2014:

11.a: Dimity Stoyle (AUS) – 31.500 pontos

14.a: Pauline Ado (FRA) – 23.650

16.a: Paige Hareb (NZL) – 21.750

17.a: Alana Blanchard (HAV) – 14.000

6 CLASSIFICADAS PARA O WCT 2015 PELO ASP WOMEN´S QUALIFICATION SERIES:

1.a: Silvana Lima (BRA) – 12.200 pontos

2.a: Coco Ho (HAV) – 10.700

3.a: Sage Erickson (EUA) – 9.870

4.a: Nikki Van Dijk (AUS) – 9.305

5.a: Tatiana Weston-Webb (HAV) – 8.720

6.a: Alessa Quizon (HAV) – 8.434

RESULTADO FINAL DO TARGET MAUI PRO:

Campeã: Carissa Moore (HAV) por 18,23 pontos (notas 9,73+8,50) – US$ 60.000 e 10.000 pontos

Vice-campeã: Tyler Wright (AUS) com 14,03 pontos (8,93+5,10) – US$ 25.000 e 8.000 pontos




SEXTA FEIRA, 21 DE NOVEMBRO 2014.

PERNAMBUCO BALANÇA E SURPREENDE.


Daniel Brandt Galvão bota pra baixo na Enseada dos Corais.

Nessa sexta feira o mar surpreendeu a todos que surfam em Pernambuco. Um balanço sensacional entrou trazendo
muitas ondas em todos os picos. Na Enseada dos Corais foi possível surfar com poucas cabeças na água.
2014 realmente promoveu a maior temporada dos últimos 15 anos, SHOW DE SURF.


VEJA FOTOS DE HOJE CLIQUE AQUI


QUARTA FEIRA 19 DE NOVEMBRO 2014

MEDINA VAI COMPETIR EM SUNSET ANTES DO PIPE MASTERS NO HAWAII.


Após um período em Maresias, onde disputou o WQS Prime, na cidade de São Sebastião, no litoral
paulista, 
Gabriel Medina vai competir na segunda etapa da Tríplice Coroa Havaiana, em Sunset Beach,
no Havaí, de 24 de novembro a 6 de dezembro. O fenômeno de 20 anos não disputou a primeira etapa,
em Haleiwa, que abriu o tradicional evento, e usará a disputa como um treino de luxo para a última etapa
do Circuito Mundial de Surfe (WCT), e
m Pipeline, entre os dias 8 e 20 de dezembro. É lá que o jovem
poderá escrever o seu nome na história se conquistar o inédito título mundial para o Brasil no surfe. Na
briga pelo caneco, estão o americano Kelly Slater, onze vezes campeão do mundo, e o
australianoMick Fanning Fanning, tricampeão mundial. 
Número um do mundo e o surfista com mais chances de levantar a taça, Medina está na reta final da
preparação para o Pipe Masters. Após treinar nos tubos de Maresias, ele embarca na próxima
quinta-feira para o Havaí, onde irá intensificar o trabalho no North Shore de Oahu. O brasileiro 
depende apenas de si mesmo para alcançar o topo do mundo. Se chegar à final em Pipeline, já
garante o título. Ele pode terminar em terceiro ou quinto e também atingir o seu objetivo, desde
que Mick Fanning não seja campeão. Se ficar em nono lugar, precisa torcer para que o australiano
não chegue à final. Caso fique em 13º ou 25º e Fanning ficar em quinto, o campeão da temporada
será definido em uma espécie de disputa de pênaltis, com a realização de uma bateria especial. 
Medina teve o seu melhor resultado em Sunset Beach em 2012, quando ficou em segundo lugar
depois de uma virada do australiano Adam Melling no fim da bateria. As ondas do pico são
desafiadoras e podem varias de três a 20 pés, dependendo das condições climáticas.


DOMINGO 16 DE NOVEMBRO 2014
HAWAIANO VENCE EM CASA A PRIMEIRA
ETAPA DA TRÍPLICE COROA.


O primeiro desafio da Tríplice Coroa Havaiana foi realizado nos quatro primeiros dias do prazo do Reef Hawaiian Pro em ondas que variaram entre 6 e 20 pés no Alli Beach Park de Haleiwa. O carioca Raoni Monteiro levou o Brasil até as semifinais e saltou da 78.a para a 41.a posição no ASP Qualification Series, passando a ter chances reais de conquistar uma vaga na lista dos dez indicados pelo ranking de acesso para o WCT 2015 na outra etapa do ASP Prime do Havaí, a Vans World Cup of Surfing, que começa no dia 24 e vai até 6 de dezembro em Sunset Beach. Com duas ondas incrivelmente bem surfadas em um espaço de apenas 90 segundos, o havaiano Dusty Payne faturou o título em Haleiwa, com o australiano Julian Wilson ficando em segundo lugar, seguido pelo francês Jeremy Flores e outro australiano, Adam Melling.

Dusty Payne largou na frente na disputa do título da Tríplice Coroa Havaiana (Foto: Kelly Cestari / ASP)

Dusty Payne largou na frente na disputa do título da Tríplice Coroa Havaiana (Foto: Kelly Cestari / ASP)

“Sempre foi um sonho meu ganhar aqui desde que eu assisti o Andy (Irons) vencer este evento anos atrás”,disse Dusty Payne, em meio a lágrimas de alegria ao citar o havaiano Andy Irons, que faleceu em novembro de 2010 e era um amigo íntimo dele e fonte de inspiração durante seus primeiros anos no WCT. “Nós surfamos ondas épicas em Haleiwa por quatro dias seguidos, então o que mais eu posso dizer, só que estou muito feliz e que quero apenas me divertir e me manter no surfe. Este é o melhor emprego do mundo”.

O campeão foi o único dos quatro finalistas a competir desde a primeira fase do Reef Hawaiian Pro, passando um total de sete baterias eliminatórias ao longo dos quatro dias do evento que abriu a Tríplice Coroa Havaiana. Julian Wilson usou a sua variedade de aéreos incríveis para largar na frente na disputa do título do ASP Prime de Haleiwa. Mas, quando restavam 14 minutos para o término da bateria final, Payne virou o placar com as notas 9,87 e 9,77 que recebeu em duas ondas surfadas em um curto período de 90 segundos. Ele atacou as direitas de Haleiwa Beach de forma incrível para superar Julian Wilson por 19,64 a 18,74 pontos, com Jeremy Flores ficando em terceiro lugar com 14,97 e Adam Melling em quarto com 11,33 nas duas notas computadas.

Pelo título no Reef Hawaiian Pro, Dusty Payne faturou 40 mil dólares de prêmio e 6.500 pontos que o levaram da obscura 97.a posição no ranking do ASP Qualification Series para a 24.a, se aproximando da zona de classificação para o WCT, que está garantindo até o 14.o colocado. Esta foi apenas a segunda grande vitória do havaiano na sua carreira. A primeira foi no Drug Aware Pro em março de 2013 em Margaret River, na Austrália. Depois de passar 2 anos sofrendo com lesões que o tiraram da elite do WCT, Payne mostrou estar recuperado das contusões e pronto para recuperar seu lugar no grupo dos melhores surfistas do mundo.

“Quando eu estava no WCT, eu não conseguia ganhar eventos ou até mesmo chegar no último dia dos campeonatos como eu gostaria”, relembra Dusty Payne. “Ficar este ano assistindo meus amigos competindo bem no circuito me deu um novo ânimo para continuar treinando e surfando cada vez mais. Eu só quero mesmo é competir, me divertir surfando boas ondas com apenas mais um ou três surfistas nas baterias, acho que isso é o melhor de tudo para mim”.

Julian Wilson e os seus aéreos espetaculares (Foto: Kelly Cestari / ASP)

Julian Wilson e os seus aéreos espetaculares (Foto: Kelly Cestari / ASP)

CONFIRMADOS NO WCT – Enquanto o havaiano se aproximou da lista dos dez surfistas que o ASP Qualification Series indica para completar a elite dos top-34 do WCT, os outros três finalistas que já fazem parte deste grupo este ano, garantiram suas permanências para 2015 por terem ultrapassado a barreira dos 13.000 pontos no ranking. O vice-campeão Julian Wilson atingiu 16.085 e subiu da décima para a quinta posição que estava sendo ocupada por uma das novidades do Brasil para o ano que vem, o potiguar Italo Ferreira. O também australiano Adam Melling alcançou 15.250 pontos e foi de sétimo para sexto no ranking com o quarto lugar em Haleiwa.

Já o francês Jeremy Flores foi um dos três surfistas que entraram no G-10 com o resultado do Reef Hawaiian Pro, saltando da 19.a para a oitava posição com os 13.030 pontos que passou a totalizar com os 4.450 recebidos pelo terceiro lugar em Haleiwa. Além dele, o australiano Matt Wilkinson que ficou em nono nas quartas de final e o norte-americano Brett Simpson, barrado junto com o brasileiro Raoni Monteiro em sétimo lugar na primeira semifinal, também entraram na zona de classificação para o WCT. Os três tiraram da lista o francês Joan Duru, o brasileiro Jessé Mendes e Charles Martin, da ilha Guadalupe.

MUDANÇAS NO G-10 – Assim como o paulista Jessé Mendes, o catarinense Tomas Hermes também não trocou resultado em Haleiwa, permaneceu com 11.180 pontos no ranking e despencou da oitava para a 12.a posição no ranking que está garantindo até o 14.o colocado. Isto porque quatro surfistas que estão à frente deles fazem parte do grupo dos 22 primeiros colocados no WCT que são mantidos na elite para o ano que vem, o líder do ranking Filipe Toledo, os também brasileiros Jadson André em quarto lugar e Adriano de Souza em nono, além do australiano Julian Wilson que assumiu a quinta posição.

Com a saída do catarinense Willian Cardoso do G-10 durante a “perna brasileira” de fim de ano da ASP South America e agora de Jessé Mendes na primeira etapa da Tríplice Coroa Havaiana, a Austrália passou a deter a maioria das vagas no ranking de acesso para o WCT 2015. O vice-líder do ranking Matt Banting e Adam Melling em sexto lugar já estão garantidos na elite do ano que vem, enquanto Matt Wilkinson e Jack Freestone vão defender as duas últimas vagas na lista na Vans World Cup of Surfing em Sunset Beach.

O Brasil agora tem três surfistas no G-10, o paulista Wiggolly Dantas em terceiro no ranking e o potiguar Italo Ferreira em sétimo já confirmados como novidades da seleção verde-amarela no WCT 2015, além do catarinense Tomas Hermes, que também tem sua vaga ainda ameaçada, assim como o havaiano Keanu Asing em 11.o lugar e o norte-americano Brett Simpson em décimo. Então, a lista agora está dividida exatamente pela metade, com cinco já garantidos para o grupo dos 34 melhores surfistas do mundo e outros cinco brigando pelas últimas vagas principalmente contra o francês Joan Duru (15.o no ranking), o brasileiro Jessé Mendes (16.o), Charles Martin de Guadalupe (18.o), o neozelandês Ricardo Christie (19.o), o norte-americano Tim Reyes (20.o) e o catarinense Willian Cardoso (21.o).

Raoni Monteiro quase coloca o Brasil no pódio em Haleiwa (Foto: Ed Sloane / ASP)

Raoni Monteiro quase coloca o Brasil no pódio em Haleiwa (Foto: Ed Sloane / ASP)

RAONI ENTRA NA BRIGA – Mas, também ganharam um novo ânimo para brigar pelas últimas vagas alguns surfistas que estavam bem mais abaixo no ranking, como é o caso do campeão Dusty Payne que saltou da 97.a para a 24.a posição na classificação geral das 31 etapas completadas em Haleiwa Beach. Quem também corre por fora com boas chances é o brasileiro Raoni Monteiro, que já saltou de 78 para 41 no ranking com os 3.400 pontos do quinto lugar conquistado nas semifinais do Reef Hawaiian Pro. O carioca sempre consegue bons resultados no Havaí, inclusive em Sunset Beach, onde já fez finais em anos anteriores. A vantagem de Raoni é que só agora na última etapa do ASP Qualification Series ele vai completar os cinco resultados computados no ranking, enquanto todos os outros estarão trocando sua quinta melhor pontuação no ano.

Raoni fez grandes apresentações durante o Reef Hawaiian Pro, vencendo baterias muito difíceis para chegar nas semifinais, quando acabou sendo barrado pelos dois melhores surfistas do campeonato, o campeão Dusty Payne e o vice Julian Wilson. Além do carioca, apenas mais três brasileiros chegaram nas oitavas de final. O catarinense Tomas Hermes foi eliminado na bateria que Raoni Monteiro passou em segundo na vitória do sul-africano Jordy Smith. Depois, dois paulistas também saíram da briga do título, com Wiggolly Dantas parando na dobradinha australiana de Adam Melling com Wade Carmichael e o líder do ranking, Filipe Toledo, que vinha embalado pela vitória espetacular no O´Neill SP Prime na lotada Praia de Maresias, em São Sebastião, litoral norte de São Paulo, perdeu para o taitiano Michel Bourez e o francês Jeremy Flores a disputa pelas duas últimas vagas para as quartas de final.
 

RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO ASP PRIME REEF HAWAIIAN PRO:

Campeão: Dusty Payne (HAV) por 19,64 (notas 9,87+9,77) – US$ 40.000 e 6.500 pontos

Vice-campeão: Julian Wilson (AUS) com 18,74 (9,67+9,07) – US$ 20.000 e 5.200 pontos

Terceiro lugar: Jeremy Flores (FRA) com 14,97 (8,00+6,97) – US$ 12.000 e 4.450 pontos

Quarto lugar: Adam Melling (AUS) com 11,33 (6,00+5,33) – US$ 10.000 e 4.000 pontos

SEMIFINAIS – 3.o=5.o lugar (US$ 7.500 e 3.400 pontos) / 4.o=7.o lugar (US$ 6.500 e 3.200 pontos):

1.a: 1-Julian Wilson (AUS), 2-Dusty Payne (HAV), 3-Raoni Monteiro (BRA), 4-Brett Simpson (EUA)

2.a: 1-Adam Melling (AUS), 2-Jeremy Flores (FRA), 3-Frederico Morais (PRT), 4-Torrey Meister (HAV)
 

G-10 DO ASP QUALIFICATION SERIES PARA O WCT 2015 – 31 etapas:

1.o: *Filipe Toledo (BRA) – 20.020 pontos

2.o: Matt Banting (AUS) – 17.920 – 1.o do G-10

3.o: Wiggolly Dantas (BRA) – 16.745 – 2.o do G-10

4.o: *Jadson André (BRA) – 16.240

5.o: *Julian Wilson (AUS) – 16.085

6.o: Adam Melling (AUS) – 15.250 – 3.o do G-10

7.o: Italo Ferreira (BRA) – 14.505 – 4.o do G-10

8.o: Jeremy Flores (FRA) – 13.030 – 5.o do G-10

9.o: *Adriano de Souza (BRA) – 12.089

10: Brett Simpson (EUA) – 12.045 – 6.o do G-10

11: Keanu Asing (HAV) – 11.400 – 7.o do G-10

12: Tomas Hermes (BRA) – 11.180 – 8.o do G-10

13: Matt Wilkinson (AUS) – 10.780 – 9.o do G-10

14: Jack Freestone (AUS) – 10.440 – 10.o do G-10

—–*=classificando-se entre os 22 mantidos pelo WCT

——–próximos sul-americanos até 100 no QS:

16: Jessé Mendes (BRA) – 10.170 pontos

21: Willian Cardoso (BRA) – 9.285

40: Heitor Alves (BRA) – 6.620

41: Raoni Monteiro (BRA) – 6.600

SÁBADO 08 DE NOVEMBRO 2014
FILIPE TOLEDO VENCE PRIME EM CASA
E ITALO FERREIRA ENTRA NA LIGA MUNDIAL.


Com apresentações incríveis, tirando as maiores notas com seu arsenal de aéreos sensacionais, o paulista Filipe Toledo dizimou seus adversários para faturar o prêmio de 40 mil dólares do título no O´Neill SP Prime apresentado pelo Guaraná Antarctica em São Sebastião. Ele dominou a lista de recordes do campeonato iniciado na segunda-feira e no sábado decisivo continuou voando nas ondas da Praia de Maresias, que ficou superlotada no último dia para vibrar com a vitória brasileira na etapa que fechou a “perna sul-americana” de fim de ano da ASP South America. A grande final também valia a liderança isolada no ranking do ASP Qualification Series e Filipinho não deu qualquer chance para Matt Banting, derrotando o australiano por 19,04 a 15,40 pontos com notas 9,17 e 9,87 dos aéreos mais espetaculares que acertou para o delírio do público que vibrava intensamente a cada onda do surfista de Ubatuba que atualmente mora na Califórnia, Estados Unidos.

Filipe Toledo voando para a vitória em Maresias (Foto: Daniel Smorigo / ASP)

Filipe Toledo voando para a vitória em Maresias (Foto: Daniel Smorigo / ASP)

“É muita felicidade e estou muito amarradão com esse crowd (multidão) aqui, essa galera lotando a praia a semana toda foi maravilhoso, todo mundo torcendo, dava pra sentir isso lá dentro d´água e foi demais”,vibrou Filipe Toledo. “Eu só tenho que agradecer a Deus por tudo que aconteceu comigo nesta semana aqui. Eu surfei bem todas as baterias, sempre tirando notas altas, minha família está toda aqui me ajudando, me apoiando, isso não tem preço. Esse campeonato para mim foi um dos melhores da minha vida. Eu vi que os juízes estavam valorizando os aéreos, então arrisquei mesmo essa manobra em todas as baterias e deu tudo certo. Estou muito feliz pela vitória e agora vamos com tudo pro Havaí. Como já estou garantido no WCT do ano que vem, vou competir lá bem mais tranquilo e espero manter este ritmo nos campeonatos lá também. Valeu galera, obrigado Brasil”.

No sábado, as ondas em Maresias estavam pequenas, mas com as séries de 2-3 pés entrando com boa formação principalmente para os aéreos, que novamente arrancaram as maiores notas do dia. Foi voando que Filipe Toledo passou pelo australiano Jack Freestone nas quartas de final por 15,67 a 9,77 pontos, depois atropelou o costa-ricense Carlos Muñoz com uma sonora goleada de 18,43 a 3,93 pontos nas semifinais e manteve o ritmo na grande final, também acertando aéreos de frontside nas direitas e de backside nas esquerdas de Maresias para conquistar sua segunda vitória em etapas do ASP World Prime esse ano. Antes do O´Neill SP Prime, Filipinho já havia vencido o tradicional US Open of Surfing na Califórnia, derrotando o catarinense Willian Cardoso numa final verde-amarela em Huntington Beach.

“Ganhar lá na Califórnia com uma multidão lotando a praia foi muito bom, me deu um novo ânimo na temporada, agora vencer aqui em casa com praia lotada também, foi demais, não tenho nem palavras para descrever o que estou sentindo, é muita emoção”, falou Filipe Toledo. “Desde o início do campeonato eu já pensava numa vitória aqui, então a missão foi cumprida. Eu fiz o que eu tinha que fazer e agora é ir pro Havaí tranquilo, na boa, fazer o meu trabalho lá, pegar as ondas e tentar surfar uns tubos em Pipeline também. Espero que dê tudo certo para os brasileiros que estão brigando para entrar no WCT lá e que o Gabriel (Medina) conquiste o título mundial para fechar esta ótima temporada dos brasileiros no Circuito Mundial”.

Australiano Matt Banting vice-campeão do O`Neill SP Prime (Foto: Daniel Smorigo / ASP)

Australiano Matt Banting vice-campeão do O`Neill SP Prime (Foto: Daniel Smorigo / ASP)

Em comparação a Filipe Toledo, o caminho do australiano Matt Banting até a final foi mais tortuoso, enfrentando duas novidades do Brasil para a elite mundial dos top-34 do WCT do ano que vem. Na primeira bateria do sábado, ele ganhou uma disputa direta pela liderança no ranking do ASP Qualification Series contra o paulista Wiggolly Dantas, de Ubatuba como o campeão Filipe Toledo. Depois, Banting encarou o potiguar Italo Ferreira e o australiano novamente pegou as melhores ondas para usar a sua variedade de manobras modernas na vitória sobre o surfista que vinha sendo a sensação do campeonato, principalmente depois de derrotar duas vezes o número 1 do mundo, Gabriel Medina, na casa dele. Matt Banting só não conseguiu mesmo acompanhar o forte ritmo de Filipe Toledo e terminou como vice-campeão no ASP Prime de São Sebastião, faturando 20 mil dólares e 5.200 pontos.

“É muito difícil enfrentar o Filipe (Toledo) nestas condições de mar. Ele pegava qualquer ondinha, mandava o aéreo e só tirava notas acima de nove, assim fica difícil”, concordou Matt Banting. “Para mim, foi muito bom fazer a final aqui, foi a minha primeira final em etapas do ASP World Prime e estou feliz pelo segundo lugar também, pois é um grande resultado em um evento com tantos nomes importantes. Hoje (sábado) não tinha muitas ondas boas pra manobras, estavam melhores para os aéreos mesmo e ninguém estava surfando como o Filipe (Toledo) nestas ondas. Cada um que ele completava a praia inteira gritava num barulho gigante. Foi bonito de ver tanta gente na praia torcendo e agora vamos pro Havaí já fazer uma preparação para o WCT do ano que vem”.

SEMIFINALISTAS – Mesmo sendo eliminados nas semifinais, o potiguar Italo Ferreira e o costa-ricense Carlos Munoz ficaram felizes pela terceira colocação no O´Neill SP Prime, com cada um faturando um prêmio de 11 mil dólares e marcando 4.225 pontos no ASP Qualification Series. Italo Ferreira derrubou um dos favoritos ao título na Praia de Maresias, Julian Wilson, nas quartas de final, com Carlos Munoz despachando o também australiano Nathan Hedge no duelo seguinte. Na disputa pelas vagas na grande final, Italo Ferreira acabou sendo batido por 14,27 a 9,53 pontos por Matt Banting e Carlos Munoz não teve qualquer chance contra um inspirado Filipe Toledo, que chegou a acertar dois aéreos na mesma onda para vencer por uma larga vantagem de 18,43 a 3,93 pontos.

“Eu não consegui achar boas ondas na semifinal, mas estou feliz porque consegui atingir meu objetivo aqui, que era garantir minha vaga no WCT antes das etapas finais no Havaí”, disse Italo Ferreira. “Eu apostei nas esquerdas, mas não deu certo. Ele (Matt Banting) escolheu surfar as direitinhas e se deu bem ali, porque elas abriram mais para as manobras. Quando eu decidi ir para as direitas já era tarde, não deu tempo de reagir, mas mesmo assim estou amarradão pelo terceiro lugar, que já é o meu melhor resultado esse ano”.

Italo Ferreira garantido no WCT 2015 (Foto: Daniel Smorigo / ASP)

Italo Ferreira garantido no WCT 2015 (Foto: Daniel Smorigo / ASP)

Carlos Muñoz também ficou satisfeito porque agora tem uma chance real de classificação para o WCT nas etapas finais do ASP Qualification Series no Havaí. “Sim, estou bastante feliz com as minhas performances aqui, achei que surfei bem nas várias condições do mar e contra o Filipe (Toledo) eu não pude fazer nada, ele pegou todas as ondas boas que entraram na bateria e deu um show”, destacou Carlos Munoz. “Agora sei que minhas chances de entrar no WCT aumentaram e vou para o Havaí com mais gana, mais vontade e espero surfar bem lá também para conseguir os resultados que preciso para entrar na lista dos dez que sobem pelo QS”.

QUARTAS DE FINAL – Derrotados na quartas de final, o paulista Wiggolly Dantas e os australianos Julian Wilson, Jack Freestone e Nathan Hedge, dividiram a quinta posição no O´Neill SP Prime, com cada um levando 7 mil dólares de prêmio e marcando 3.320 pontos no ranking que classifica dez surfistas para completar a elite dos top-34 do WCT para o ano que vem. O resultado da última etapa importante antes do encerramento da temporada na Tríplice Coroa Havaiana, que começa nesta próxima semana em Haleiwa Beach, provocou três mudanças de nomes no G-10 do ASP Qualification Series.

O australiano Julian Wilson saltou da 23.a para a décima posição no ranking, mas ele ainda está garantindo sua permanência entre os 22 primeiros colocados no WCT que são mantidos na elite para o ano que vem. Julian é um dos quatro surfistas que estão dispensando a vaga do QS no momento. Os outros são o novo líder do ranking, Filipe Toledo, e os também brasileiros Jadson André e Adriano de Souza, que ocupam a quarta e sexta posições, respectivamente. Com isso, o ASP Qualification Series está classificando até o 14.o colocado, Charles Martin, da Ilha Guadalupe.

G-10 PARA O WCT 2015 – As novidades no G-10 com o resultado do O´Neill SP Prime são o australiano Jack Freestone, que subiu do 24.o para o 11.o lugar com a quinta posição em São Sebastião, e o francês Joan Duru, que foi eliminado em nono lugar na quinta-feira, mas já havia garantido a 13.a posição no ranking, sendo o penúltimo na lista dos dez que será definida nas duas provas do ASP World Prime no Havaí, em Haleiwa e Sunset Beach, na ilha de Oahu. Na etapa que fechou a “perna brasileira de fim de ano” da ASP South America na Praia de Maresias, eles tiraram as vagas do neozelandês Ricardo Christie e do catarinense Willian Cardoso.

No momento, quatro brasileiros, três australlianos, um havaiano, um francês e um surfista de Guadalupe, fazem parte do G-10, com três deles já confirmados para o WCT do ano que vem, o australiano Matt Banting e os brasileiros Wiggolly Dantas e Italo Ferreira. Os demais ainda vão precisar de resultados na Tríplice Coroa Havaiana para garantir seus nomes e a briga pelas últimas vagas promete ser intensa. A relação dos que vão defender posições no G-10 é formada pelo australiano Adam Melling em sétimo lugar no ranking, o catarinense Tomas Hermes em oitavo, o havaiano Keanu Asing em nono, o australiano Jack Freestone em 11.o, o paulista Jessé Mendes em 12.o, o francês Joan Duru em 13.o e Charles Martin de Guadalupe em 14.o.

(Foto: Daniel Smorigo / ASP)

(Foto: Daniel Smorigo / ASP)

FESTAS E SHOWS – Além das disputas por pontos decisivos na corrida pelas vagas no WCT de 2015, a etapa mais importante da “perna brasileira de fim de ano” da ASP South America também programou várias atrações para o público que lotou a Praia de Maresias para assistir os melhores surfistas do mundo. A Festa de Abertura aconteceu no sábado passado, 1.o de novembro, no Morocco Bar e no sábado das finais do evento o agito começou na praia mesmo, com um Festival de Música aberto ao público no final de tarde logo após o encerramento da competição, com a banda CPM 22 como principal atração. Depois, à noite, ainda teve a Festa de Encerramento do O`Neill SP Prime no Sirena Club em Maresias.

SOBRE A O´NEILL – A marca O´Neill foi criada em 1952 na Califórnia, Estados Unidos, pelo jovem surfista na época, Jack O´Neill, no seu desejo de estender suas sessões de surfe nas águas geladas do norte da Califórnia. Pioneira na produção de roupas de neoprene (wetsuit) no mundo, a primeira loja O´Neill foi aberta na garagem da casa de Jack. Foi ele quem também inventou as cordinhas para amarrar as pranchas na perna e até a primeira bermuda sem costura especialmente para os surfistas. A marca hoje pode ser encontrada em 85 países e a O´Neill já chegou a promover uma série de etapas do Circuito Mundial WQS pelos mares mais gelados do mundo, como no Canadá, Nova Zelândia, Escócia, mas o O´Neill SP Prime na Praia de Maresias será o primeiro grande evento da marca no Brasil.

RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO O´NEILL SP PRIME:

Campeão: Filipe Toledo (BRA) por 19,04 pontos (notas 9,87+9,17) – US$ 40.000 e 6.500 pontos

Vice-campeão: Matt Banting (AUS) com 15,40 pontos (7,73+7,67) – US$ 20.000 e 5.200 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com US$ 11.000 e 4.225 pontos:

1.a: Matt Banting (AUS) 14.27 x 9.53 Italo Ferreira (BRA)

2.a: Filipe Toledo (BRA) 18.43 x 3.93 Carlos Munoz (CRI)
 

G-10 DO ASP QUALIFICATION SERIES PARA O WCT 2015 – 29 etapas:

1.o: Filipe Toledo (BRA) – 19.420 pontos

2.o: Matt Banting (AUS) – 17.920 – 1.o do G-10

3.o: Wiggolly Dantas (BRA) – 16.465 – 2.o do G-10

4.o: Jadson André (BRA) – 16.240

5.o: Italo Ferreira (BRA) – 14.505 – 3.o do G-10

6.o: Adriano de Souza (BRA) – 12.089

7.o: Adam Melling (AUS) – 11.410 – 4.o do G-10

8.o: Tomas Hermes (BRA) – 11.180 – 5.o do G-10

9.o: Keanu Asing (HAV) – 11.120 – 6.o do G-10

10: Julian Wilson (AUS) – 10.885

11: Jack Freestone (AUS) – 10.373 – 7.o do G-10

12: Jessé Mendes (BRA) – 10.170 – 8.o do G-10

13: Joan Duru (FRA) – 9.650 – 9.o do G-10

14: Charles Martin (GLP) – 9.575 – 10.o do G-10





domingo 02 de novembro 2014
PAULISTA VENCE WQS BAIANO

O paulista Alex Ribeiro salvou a pátria no último dia do Mahalo Surf Eco Festival, faturando os 15 mil dólares e os 1.000 pontos da vitória na final da etapa do ASP 4-Star da Bahia contra o francês Paul Cesar Distinguin na lotada Praia da Tiririca, em Itacaré. Já a decisão feminina foi havaiana, com Tatiana Weston-Webb conquistando sua primeira vitória no ASP Qualification Series sobre Alessa Quizon. As duas barraram as brasileiras Jacqueline Silva e Suelen Naraisa, respectivamente, nas semifinais que abriram o sábado decisivo da sétima edição da etapa do Circuito Mundial promovida pela Dendê Produções na Bahia.

Alex Ribeiro conquistando sua segunda vitória na temporada (Foto: Fabriciano Junior / Dendê)

Alex Ribeiro conquistando sua segunda vitória na temporada (Foto: Fabriciano Junior / Dendê)

“Foi uma bateria de notas baixas, mas consegui escolher duas ondas ali para fazer algumas manobras e ele também não se achou na bateria, então deu tudo certo para mim”, disse Alex Ribeiro, que subiu da 42.a para a 37.a posição no ranking mundial do ASP Qualification Series e aumentou a vantagem na corrida pelo título sul-americano da ASP South America com a sua segunda vitória no ano no continente. A outra foi em Mar del Plata, na Argentina. O título de melhor surfista profissional da América do Sul será decidido no ASP Prime de Maresias, que começa nesta segunda-feira em São Sebastião, no litoral norte de São Paulo. Seus dois únicos concorrentes são o também paulista Jessé Mendes e o cearense Michael Rodrigues.

“Estou muito feliz por conseguir essa vitória para o Brasil aqui em Itacaré. É a segunda que eu conquisto esse ano e estou muito feliz”, disse Alex Ribeiro.“Minha prancha funcionou muito bem aqui nestas ondas, deu tudo certo pra mim e agora vamos com tudo pra Maresias para tentar confirmar este título sul-americano lá. Mas, antes vou passar em casa (mora no Guarujá) pra festejar com minha família e meus amigos esta vitória que não foi fácil porque o mar ficou muito difícil na final, com poucas ondas boas entrando na bateria. Ainda bem que eu tive sorte de achar duas que abriram um pouco para fazer as notas que precisava para vencer”.

A primeira vítima do campeão no sábado foi o mais jovem participante do Mahalo Surf Eco Festival, o catarinense Yago Dora, de 18 anos de idade, que representou a nova geração no pódio, dividindo o terceiro lugar com o paranaense Jihad Khodr. O francês Paul Cesar Distinguin impediu uma decisão verde-amarela na Praia da Tiririca ao derrotar Jihad na disputa pela segunda vaga na grande final, porém não achou boas ondas para mostrar o seu surfe de manobras modernas que o levaram até a última bateria do campeonato. Mesmo assim, ficou feliz porque esta foi a primeira final da sua carreira no Circuito Mundial.

“Foi muito bom para mim chegar a final aqui, pena que as ondas ficaram bem difíceis, o mar deu uma piorada bem na hora das finais, mas estou feliz pelo resultado”, falou Paul Cesar Distinguin, que saltou de 155 para 123 no ranking mundial do ASP Qualification Series com os 750 pontos do vice-campeonato em Itacaré. “No ano passado eu perdi logo de cara aqui, mas este ano passei várias baterias até chegar na final, então estou satisfeito com o meu desempenho. A verdade é que ele (Alex Ribeiro) conseguiu pegar uma onda boa para fazer a maior nota da bateria (5,75), então mereceu a vitória”.

Tatiana Weston-Webb (Foto: Fabriciano Junior / Dendê)

Tatiana Weston-Webb (Foto: Fabriciano Junior / Dendê)

DECISÃO HAVAIANA – Na final feminina que aconteceu antes da masculina, as ondas na Praia da Tiririca estiveram melhores e a disputa foi mais acirrada entre as havaianas Tatiana Weston-Webb e Alessa Quizon. As duas começaram bem a bateria, com Alessa largando na frente com nota 7,75 contra 6,75 da Tatiana. Elas foram trocando a liderança praticamente a cada onda surfada, até Tatiana destruir outra esquerda com várias manobras para tirar nota 6,95 e abrir uma vantagem de 7,85 pontos. Alessa ainda fez uma última tentativa e quase virou o placar, mas recebeu nota 6,85 e a vitória de Tatiana Weston-Webb foi confirmada por 14,70 a 13,60 pontos.

“Estou muito feliz porque essa a minha primeira vitória importante em uma etapa nível 4 estrelas e por ter garantido minha classificação para o WCT 2015 com este resultado”, falou Tatiana Weston-Webb.“Eu e a Alessa (Quizon) somos muito amigas, estávamos batalhando pela sexta vaga do WQS para o WCT, mas queríamos apenas surfar e nos divertir. Acho que dei mais sorte de achar ondas melhores do que as dela e estou muito feliz pela vitória. Agora já começo a pensar no WCT do ano que vem e espero que seja um ano incrível para mim. O que posso dizer agora é que darei o meu melhor em cada bateria, em cada evento, para conseguir bons resultados já no meu primeiro ano”.

CAMPEÃ SUL-AMERICANA – As brasileiras não conseguiram superar o favoritismo das havaianas nas semifinais, mas este resultado praticamente garantiu o título sul-americano profissional da ASP South America para a catarinense Jacqueline Silva. Isto porque nem ela e nem as duas surfistas que têm chances de supera-la, a cearense Silvana Lima e a paulista Suelen Naraisa, vão participar da etapa que vai fechar o ASP Qualification Series 2014, o Maui and Sons Woman Pichilemu Pro nos dias 13 a 16 de novembro no Chile.

Jacqueline Silva pode ficar com o título sul-americano de 2014 (Foto: Fabriciano Junior / Dendê)

Jacqueline Silva pode ficar com o título sul-americano de 2014 (Foto: Fabriciano Junior / Dendê)

“Eu sabia que ia ser uma bateria difícil e eu também cai muito nas minhas ondas, estava um pouco nervosa pela situação de querer fazer a final, mas estou feliz pelo terceiro lugar que é um bom resultado também”, disse Jacqueline Silva, após a derrota para Tatiana Weston-Webb. Ela também falou sobre o título sul-americano que deve ficar para ela, pois suas concorrentes já afirmaram que não vão competir no Chile.

“Infelizmente a falta de patrocínio tem me prejudicado bastante e não vai dar para eu ir para o Chile, mas as meninas também não vão e acho que eu serei a campeã sul-americana desse ano”, disse Jacqueline Silva. “É um título que representa bastante para mim. Eu não fiz um bom ano talvez pela dificuldade de não ter patrocínio, porque você fica sem saber se vai ter dinheiro para a próxima etapa e isso mexe muito com o nosso psicológico. Mesmo assim, ser campeã sul-americana é como um prêmio para mim, pois é um título novo na minha carreira e fico feliz com esta conquista”.



 

RESULTADOS DO SÁBADO NO ASP 4-STAR MAHALO SURF ECO FESTIVAL:

FINAL MASCULINA DO ASP 4-STAR MAHALO SURF ECO FESTIVAL:

Campeão: Alex Ribeiro (BRA) por 11,25 pontos (notas 5,75+5,50) – US$ 15.000 e 1.000 pontos

Vice-campeão: Paul Cesar Distinguin (FRA) com 8,90 (4,85+4,05) – US$ 7.500 e 750 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com US$ 4.250 e 563 pontos:

1.a: Alex Ribeiro (BRA) 14.25 x 13.40 Yago Dora (BRA)

2.a: Paul Cesar Distinguin (FRA) 10.50 x 9.50 Jihad Khodr (BRA)

FINAL FEMININA DO ASP 4-STAR MAHALO SURF ECO FESTIVAL:

Campeã: Tatiana Weston-Webb (HAV) por 14,70 pontos (7,75+6,95) – US$ 7.000 e 1.000 pontos

Vice-campeã: Alessa Quizon (HAV) com 13,60 pontos (notas 6,85+6,75) – US$ 3.500 e 750 pontos
 

G-10 DO ASP QUALIFICATION SERIES 2014 – após a 28.a etapa na Bahia:

1.o: Jadson André (BRA) – 16.240 pontos

2.o: Matt Banting (AUS) – 14.020 e 1.o no G-10

3.o: Wiggolly Dantas (BRA) – 13.845 e 2.o no G-10

4.o: Filipe Toledo (BRA) – 13.330

5.o: Adriano de Souza (BRA) – 12.089

6.o: Adam Melling (AUS) – 11.410 e 3.o no G-10

7.o: Tomas Hermes (BRA) – 11.180 e 4.o no G-10

8.o: Italo Ferreira (BRA) – 10.557 e 5.o no G-10

9.o: Keanu Asing (HAV) – 10.230 e 6.o no G-10

10: Jessé Mendes (BRA) – 10.120 e 7.o no G-10

 

QUINTA FEIRA 30 DE OUTUBRO 2014
BRASILEIROS EM MAIORIA PARA DISPUTAR
WQS BAIANO DE 4 ESTRELAS.

Os brasileiros conquistaram a maioria das dezesseis vagas para disputar classificação para as quartas de final do Mahalo Surf Eco Festival apresentado pela Skol em Itacaré, no litoral sul da Bahia. Foram doze e Krystian Kymerson é o único que pode conquistar um bicampeonato inédito na história deste evento promovido pela Dendê Produções desde 2008 na Bahia, pois o capixaba barrou o defensor do título, o pernambucano Halley Batista, no último confronto da quinta-feira de boas ondas na Praia da Tiririca. Apenas quatro estrangeiros passaram para a quinta fase que vai abrir a sexta-feira, em seguida entram as quartas de final femininas, depois as quartas de final masculinas e os campeões das duas categorias serão definidos na manhã do sábado em Itacaré.

Os que sobreviveram ao ataque verde-amarelo foram os australianos Jay Thompson e Cahill Bell-Warren, que venceram suas baterias, o francês Paul Cesar Distinguin e o único representante da ilha Guadalupe no Mahalo Surf Eco Festival, Dimitri Ouvre. Semifinalista da etapa do ASP 6-Star de Santa Catarina, encerrada na sexta-feira passada em Florianópolis, o australiano Brent Dorrington foi o último gringo a ser eliminado por uma dobradinha brasileira formada por Krystian Kymerson e Renato Galvão. Agora, serão quatro confrontos classificando os dois primeiros colocados de cada para as quartas de final, quando as baterias passam para o sistema homem a homem que prossegue até a grande final.

O capixaba venceu a última edição do Surf Eco Festival realizada na capital baiana em 2012 na Praia de Jaguaribe, em Salvador. Na quinta-feira, Kymerson estreou na última bateria da terceira fase, quase batendo os recordes da semana na Praia da Tiririca. Sua melhor onda valeu nota 8,65 e a maior do é 8,75 que foi conseguida por três brasileiros, o paulista Gabriel André que também avançou para a sexta-feira, o paraibano Samuel Igo e o baiano Alandreson Martins, ambos já eliminados da competição. Krystian ainda surfou mais uma boa onda para tirar nota 7,90 e totalizar 16,55 pontos, chegando perto dos ainda imbatíveis 16,60 do peruano Lucca Mesinas Novaro, que também já está fora da competição.

"Estou muito feliz, minha família está toda aqui, estou focado neste campeonato porque estou voltando de uma contusão no joelho esquerdo que tive na África do Sul, fiquei dois meses parado e estou bem confiante em conseguir um bom resultado aqui", disse Krystian Kymerson. "Tenho que agradecer muito a Deus por estar recuperado e surfando como antes da contusão. Estas duas baterias de hoje (quinta-feira) foram as primeiras que eu disputei depois disso e estou feliz por ter feito os recordes do dia, não sabia disso, então tudo isso me dá mais confiança ainda para buscar o bicampeonato neste evento".

Krystian Kymerson agora vai participar da única bateria 100% brasileira da quinta fase, contra o cabeça de chave número 1 do Mahalo Surf Eco Festival, Jessé Mendes, o também paulista Gabriel André e o paranaense Jihad Khodr. Já a batalha pelas duas primeiras vagas para as quartas de final terá três brasileiros contra o australiano Jay Thompson, o baiano Marco Fernandez, o paulista David do Carmo e o carioca Pedro Henrique. Na segunda bateria da sexta-feira, é o surfista de Guadalupe, Dimitri Ouvre, que vai encarar só brasileiros, o paulista Alex Ribeiro, o catarinense Yago Dora e o cearense Artur Silva. Já o australiano Cahill Bell-Warren e o francês Paul Cesar Distinguin enfrentarão o paulista Renato Galvão e o baiano de Itacaré, Yagê Araujo, que levantou a torcida na Praia da Tiririca.

BAIANOS CLASSIFICADOS - Ele cometeu interferência numa disputa de onda com Jihad Khodr durante sua bateria e como penalidade somou apenas uma nota com metade da segunda maior que conseguisse, enquanto os outros computavam as duas melhores. Yagê então começou a arriscar os aéreos e foi acertando um atrás do outro para delírio do público que encheu a praia na quinta-feira. No melhor deles, o itacareense ganhou nota 8,25 dos juízes para assumir a liderança e ainda arrancou um 8,06 que foi cortado pela metade para vencer a bateria por 12,28 pontos, contra 10,55 de Jihad Khodr, 10,35 do taitiano Mihimana Braye e apenas 8,10 do paulista Hizunomê Bettero.

"Estou muito feliz e acho que depois da interferência eu me soltei mais, comecei arriscar tudo mesmo e consegui tirar as notas que eu precisava para passar em primeiro lugar", disse o jovem talento de Itacaré, Yagê Araujo, de apenas 20 anos de idade. "É até difícil de acreditar que eu venci a bateria com interferência, pois não é comum acontecer isso, mas acho que fui premiado pelo meu esforço, pela atitude de arriscar as manobras. Agora é entrar mais concentrado nas próximas baterias".

Quem também continua representando a Bahia no ASP 4-Star Mahalo Surf Eco Festival é Marco Fernandez, surfista do estado mais bem colocado no ranking mundial, 58.o lugar. Ele despachou o norte-americano Nic Hdez e o potiguar Danilo Costa para passar em segundo na bateria vencida pelo cearense Artur Silva. Ele agora vai disputar as duas primeiras vagas para as quartas de final no confronto que vai abrir a sexta-feira na Praia da Tiririca, contra o carioca Pedro Henrique, o paulista David do Carmo e o australiano Jay Thompson.

VITÓRIA AUSTRALIANA - Outro australiano que se classificou com vitória foi Cahill Bell-Warren, que derrotou três brasileiros na quinta bateria da quarta fase, inclusive o cabeça de chave número 1 do Mahalo Surf Eco Festival, Jessé Mendes. O paulista conseguiu o segundo lugar na onda que surfou no minuto final da bateria, tirando dois nordestinos da briga pelo título no ASP 4-Star da Bahia, o pernambucano Alan Donato e o baiano Franklin Serpa. Um dos adversários de Cahill Bell-Warren na sexta-feira será o local de Itacaré, Yagê Araujo, além do bicampeão brasileiro Renato Galvão e o francês Paul Cesar Distinguin.

"É sempre difícil enfrentar os brasileiros em qualquer lugar do mundo e muito mais ainda no Brasil, mas consegui fazer minhas ondas para passar para a próxima fase", disse Cahill Bell-Warren, que ainda não conhecia o Brasil. "Esta é a primeira vez que eu venho ao Brasil, estou adorando tudo, o açaí que é muito bom e especialmente essa cidade aqui que é bem tranquila, com muito verde, belas praias, pessoas amáveis, então para ficar tudo perfeito só falta eu conseguir um bom resultado para somar pontos no ranking, pois é disso que estou mais precisando no momento".

TÍTULO SUL-AMERICANO - Além dos pontos no ranking mundial do ASP Qualification Series, o Mahalo Surf Eco Festival também é decisivo na disputa do título sul-americano da ASP South America. A etapa da Bahia é a penúltima da temporada 2014 que será encerrada semana que vem no ASP Prime de São Sebastião na Praia de Maresias, no litoral norte de São Paulo. O paulista Alex Ribeiro lidera este ranking desde a sua vitória na primeira etapa da ASP na América do Sul, em Mar del Plata, na Argentina. Seu principal concorrente nesta briga é o também paulista Jessé Mendes. Na quinta-feira em Itacaré, Alex venceu a única bateria que disputou, eliminando o cabeça de chave número 2 do evento, o catarinense Willian Cardoso. 

"Estou liderando o ranking, mas procuro nem pensar muito nisso, só quero ir passando as baterias e manter o foco nas ondas, porque a condição do mar está bem difícil. Não dá pra ficar pensando lá na frente, tem que ser passo a passo", disse Alex Ribeiro. "As ondas deram uma subida hoje, mas o mar ficou muito balançado, difícil de achar as boas, então foi preciso manter a calma para escolher bem. Minha tática foi tentar fazer uma primeira manobra forte pra chamar a nota e deu tudo certo. Estou feliz que continuo no evento e vamos ver como vai ser amanhã (sexta-feira), porque a meta mesmo é vencer o campeonato".

FESTIVAL DE MÚSICA - Desde 2008, o Mahalo Surf Eco Festival é encerrado com um grande festival de música. Nos shows já brilharam diversas bandas de âmbito nacional, local e municipal. E o casamento entre surfe e música se repete em 2014, quando o Festival leva para o palco em Itacaré, no sábado dia 1º de novembro, em uma arena montada na entrada da cidade especialmente para esta finalidade, as bandas O Rappa, Ponto de Equilíbrio, Strike e Massa Sonora.

ECOLOGIA NO SURF ECO FESTIVAL - Além de esporte e música, a Dendê Produções realiza todos os anos durante o evento, uma série de atividades voltadas para a Ecologia. Em 2014 não será diferente. O Mahalo Surf Eco Festival será o primeiro evento de surfe do mundo que terá a utilização de energia solar. Uma grande estrutura será montada para a captação desta energia, que será usada em prol do próprio espetáculo. Além disso, como parte do Programa Socioambiental apoiado pela Petrobras, o Mahalo Surf Eco Festival prepara uma extensa programação com diversas ações como palestras, exposições, exibição de filmes, entre outros. 


QUARTA FEIRA 29 DE OUTUBRO 2014.

WQS BAIANO ENTRA NA FASE 03.

A terça-feira amanheceu com céu nublado em Itacaré, mas o Sol saiu ainda pela manhã para mais um dia de calor e com ondas melhores do que no primeiro dia, com séries mais constantes de 2-3 pés na Praia da Tiririca para realizar mais dezesseis baterias do ASP 4-Star Mahalo Surf Eco Festival na “Cidade do Surf” do litoral sul da Bahia. Os recordes do baiano Alandreson Martins na segunda-feira foram batidos na segunda fase da competição pelos 16,60 pontos do peruano Lucca Mesinas Novaro e pelo brasileiro Samuel Igo, que acertou o difícil aéreo “kerrupt flip” para igualar a maior nota do campeonato – 8,75 – e vencer a sua bateria. Nesta quarta-feira, será iniciada a categoria feminina e a masculina pode continuar já com a estreia dos 32 cabeças de chave mais bem colocados no ranking mundial na terceira fase.


Paraibano Samuel Igo é um dos recordistas de nota em Itacaré (Foto: Fabriciano Junior / Dendê)


“Caramba, eu nem sabia que tinha tirado a maior nota do evento, muito legal saber disso”
, disse Samuel Igo. “Eu estava mau na bateria, precisando de notas, então resolvi dar uma afastada dos outros competidores para poder pegar uma esquerdinha. Nas baterias mais cedo eu tinha visto o próprio paraibano Elivelton (Santos) dando um “kerrupt” numa esquerda e vi que os juízes valorizaram a nota. Essa é uma manobra que sempre treino, está no pé, então resolvi arriscar e deu certo. Estou muito feliz porque preciso de resultados para somar pontos no ranking para poder correr as principais etapas do Circuito Mundial no ano que vem”.

Antes de Samuel Igo mandar o “kerrupt flip”, o também paraibano Elivelton Santos já havia completado essa manobra que poucos surfistas no mundo arriscam em competições. Com o aéreo, Samuel Igo ganhou a primeira posição na bateria do taitiano Mihimana Braye, com ambos despachando o argentino Facundo Arreyes e o paranaense Caetano Vargas. A nota 8,75 de Samuel Igo e do baiano Alandreson Martins ainda foi igualada mais uma vez pelo paulista Gabriel André com um aéreo-reverse no último confronto do dia.

SEIS VITÓRIAS ESTRANGEIRAS – Os brasileiros venceram a maioria das baterias e conquistaram o maior número de vagas para a terceira fase na terça-feira, mas alguns gringos também surfaram bem as ondas da Praia da Tiririca. Dos treze que competiram no segundo dia, oito se classificaram com seis deles vencendo suas baterias. A segunda fase já começou com o japonês Reo Inaba passando em primeiro lugar com o baiano Erick Moraes em segundo. Já Dimitri Ouvre, da Ilha Guadalupe, derrotou três brasileiros, assim como o novo recordista de pontos, Lucca Mesinas Novaro, do Peru. Na disputa seguinte, o destaque do primeiro dia, Rafael Pereira, da Venezuela, passou em segundo no confronto vencido pelo australiano Teale Vanner, com ambos despachando o japonês Nobuyuki Osawa e o brasileiro Gustavo Ramos.

“As ondas estão um pouco difíceis, mas se tiver paciência você vai conseguir pegar algumas boas para fazer as manobras”, disse o australiano Teale Vanner. “É a primeira vez que eu venho ao Brasil, é um lugar especial com muitos bons surfistas, como o (Gabriel) Medina que eu venho sempre assistindo e tantos outros. Eu gostei bastante desta cidade, bem pacata, é muito legal passear pelas ruas, as pessoas daqui são muito alegres e parecem gostar do nosso esporte porque estão sempre aqui na praia assistindo o campeonato

As outras vitórias estrangeiras foram conquistadas pelo norte-americano Nic Hdez e pelo francês Tristan Guilbaud, que também só enfrentaram brasileiros em suas baterias. Guilbaud participou do confronto em que o surfista local de Itacaré, Alandreson Martins, cometeu uma interferência no último minuto sobre Jihad Khodr e acabou eliminado pelo paranaense. O outro gringo que se classificou foi o taitiano Mihimana Braye na bateria que Samuel Igo acertou o aéreo “kerrupt flip” para passar em primeiro lugar.

“As ondas estão um pouco fracas, pequenas, mas com boa formação principalmente para os aéreos”, disse o norte-americano Nic Hdez, após derrotar os brasileiros Danilo Costa e Daniel Silva na sétima bateria da segunda fase. “É a primeira vez que eu surfo aqui nesta praia e não tenho muita experiência nesse tipo de mar, mas estou gostando daqui, a cidade é bem legal, com muita mata, muita Natureza e parece que é um lugar que dá boas ondas, então espero que elas melhorem nos próximos dias”.

 

SEXTA FEIRA 24 DE OUTUBRO 2014
CEARENSE VENCE PRIME NA JOAQUINA.

O cearense Michael Rodrigues, 20 anos, usou a sua variedade de aéreos para conquistar a sua primeira vitória no Circuito Mundial da Association of Surfing Professionals (ASP). Desde março do ano passado morando em Florianópolis, ele foi dizimando seus adversários até derrotar o argentino Santiago Muniz, 21, na grande final do Oceano Santa Catarina Pro nas ondas difíceis de 2-3 pés da sexta-feira na Praia da Joaquina. A última etapa com nível 6 estrelas de 3.500 pontos do ano antecipou o seu encerramento porque a previsão é de que não tenha nada de ondas no sábado. Pela vitória, Michael Rodrigues faturou o prêmio máximo de 25 mil dólares e saltou da 112.a para a 42.a posição no ranking do ASP Qualification Series, enquanto Santiago Muniz subiu da 61.a para a 36.a com os 2.640 pontos do vice-campeonato na Ilha da Magia. O catarinense Tomas Hermes, 27, e o australiano Brent Dorrington, 27, perderam nas semifinais e dividiram o terceiro lugar marcando 2.080 pontos.

Michael Rodrigues voando nas ondas da Joaca (Foto: Daniel Smorigo / ASP)

Michael Rodrigues voando nas ondas da Joaca (Foto: Daniel Smorigo / ASP)

“Estou muito emocionado, não esperava essa vitória”,disse o campeão Michael Rodrigues, depois de ser carregado pela torcida nas areias da Joaquina. “Eu me lesionei e quando voltei a surfar eu falei pra mim mesmo que eu ia treinar cada dia como se fosse o último da minha vida. Venho me dedicando, deixando uma vida de lado só pra treinar, mas não esperava ganhar este evento, não estou nem acreditando”.

O cearense também falou sobre as manobras aéreas que usou para liquidar seus adversários.“Eu venho treinando muito vários tipos de aéreos para ter segurança de usar estas manobras nas competições. Eu surfei em todas as condições de mar aqui na Joaca essa semana, mas estava tranquilo na final e só queria surfar mesmo, não pensava na vitória e só em surfar bem as ondas que eu pegava. Eu não esperava vencer e este resultado me dá um novo ânimo. Eu não vou para o Havaí esse ano, só vou correr a perna brasileira, mas no ano que vem pretendo correr as principais etapas do Circuito Mundial lá fora também para tentar uma vaga no WCT”.

Irmão mais jovem de Alejo Muniz, top da elite que disputa o WCT como brasileiro, pois a família deles em Bombinhas, litoral norte de Santa Catarina, desde que eram crianças, Santiago escolheu representar o seu país de nascimento no Circuito Mundial. Ele já tinha vencido uma etapa do ASP Qualification Series no ano passado em Moquegua, no Peru, mas era menos importante, com nível 3 estrelas apenas. Então, o vice-campeonato no ASP 6-Star Oceano Santa Catarina Pro é o principal resultado neste início da sua carreira de surfista profissional.

“Estou feliz também pela segunda colocação. Deus me ajudou 100% neste campeonato e só tenho que agradecer a Ele”, disse Santiago Muniz. “Este resultado me garante bastante pontos para este final de temporada. Ainda tem mais algumas etapas importantes e agora estou mais perto da briga pela classificação para o WCT com este resultado. Claro que eu queria ter vencido a final, a gente treina muito para isso, mas ele (Michael Rodrigues) conseguiu fazer duas notas 7 nos aéreos, que era uma estratégia que eu deveria ter feito, então não deu dessa vez e espero que a próxima seja melhor”.

Santiago Muniz (Foto: Daniel Smorigo / ASP South America)

Santiago Muniz (Foto: Daniel Smorigo / ASP South America)

CAMINHO DA FINAL – Os finalistas tiveram que enfrentar as difíceis condições do mar, com séries demoradas de 2-3 pés, cinco vezes na sexta-feira. O campeão Michael Rodrigues iniciou sua caminhada para o título passando em segundo lugar no confronto vencido pelo paulista Deivid Silva que eliminou o espanhol Gony Zubizarreta. Depois, começou a acertar os aéreos nas direitas da Joaca para liquidar o novo integrante do WCT, Wiggolly Dantas, nas oitavas de final, o havaiano Tanner Hendrickson nas quartas e o australiano Brent Dorrington na semifinal, quando recebeu sua maior nota até a bateria final, 9,17.

“Eu peguei umas ondas ruins no início, aí o Michael (Rodrigues) tirou aquele 9 numa boa direita, então parabéns para ele porque é um bom surfista e mereceu ir para a final”, disse Brent Dorrington, que subiu 27 posições no ranking do ASP Qualification Series, do 82.o para o 55.o lugar. “Estou amarradão por estar no Brasil, semana que vem vou competir na Bahia (Itacaré), depois em São Paulo (São Sebastião), participarei de toda a perna do Brasil e é muito bom isso de ter três eventos numa sequência. Eu queria ter feito a final aqui, mas subi quase trinta posições e espero continuar essa escalada nestes últimos eventos do ano. Se no fim da temporada eu estiver entre os dez primeiros que vão para o WCT, será fantástico”.

Já Santiago Muniz chegou invicto na bateria decisiva. Ele começou a sexta-feira derrotando o neozelandês Ricardo Christie e o marroquino Ramzi Boukhiam. E nos duelos homem a homem, passou pelo costaricense Carlos Munoz nas oitavas de final, pelo havaiano Torrey Meister nas quartas e pelo catarinense Tomas Hermes nas duas últimas ondas que surfou na semifinal, quando conseguiu virar o resultado para 12,50 a 11,07 pontos. Mas, o que marcou este duelo foi a falta de ondas, com poucas séries entrando durante os 30 minutos da bateria.

“Foi muito difícil porque já não estavam vindo as ondas que estavam entrando antes”, lamentou Tomas Hermes. “O Santi (Santiago Muniz) tem um surfe bem arisco, então as ondas que ele pegou eu não conseguiria fazer o que ele fez, pois surfo mais de borda. Eu preferi esperar por uma onda com mais volume para surfar no meu estilo, mas acabou não vindo essa onda. No final tentei pegar uma esquerdinha que não veio também, mas estou feliz com este resultado e vou continuar trabalhando para os próximos que vêm por aí”.

24_PodioPhotoSmorigo2Com este terceiro lugar, Tomas Hermes vai consolidando sua posição na lista dos dez surfistas que sobem para o WCT pelo ASP Qualification Series, passando da nona para a sétima colocação no ranking. “O negócio é continuar treinando, fazendo o trabalho devagar, ainda tem três etapas Prime (de 6.500 pontos), uma em Maresias (São Sebastião) e duas no Havaí, então devagar a gente vai indo. Fiz uma boa campanha aqui, melhor se tivesse ido para a final, mas bateria é isso mesmo, uma hora acontece pra você, uma hora pro outro, então saio daqui feliz também com o meu resultado”.

SUBINDO NO G-10 – Além de Tomas Hermes, quem também subiu no G-10 se afastando das últimas posições na lista foi o potiguar Italo Ferreira. Ele era o 12.o no ranking que estava classificando até o 13.o para o WCT e foi para oitavo com os 1.560 pontos do quinto lugar na Praia da Joaquina. O surfista de Baía Formosa agora embarca para Portugal, onde vai representar o Brasil na decisão do título mundial Pro Junior da ASP, depois volta ao país para disputar o O´Neill SP Prime nos dias 3 a 9 de novembro na Praia de Maresias, em São Sebastião, no litoral norte de São Paulo.

Italo foi eliminado em um dos confrontos mais disputados do último dia do ASP 6-Star Oceano Santa Catarina Pro, contra o próprio Tomas Hermes, que acabou fazendo a melhor apresentação da sexta-feira nesta bateria. O catarinense achou uma esquerda que abriu uma parede mais longa para as manobras e recebeu nota 9,07 para registrar um novo recorde de 17,94 pontos, contra 13,80 do potiguar. A maior marca era 17,43 de Davey Cathels na quarta-feira, mas o australiano continuou com a maior nota do campeonato, 9,50.

“Foi boa a bateria e o Tomas (Hermes) está de parabéns porque conseguiu pegar boas ondas, mas eu estou feliz também pela minha performance no evento e por mais um bom resultado”, disse Italo Ferreira. “Eu dei uma subida no ranking, mas não tem nada confirmado ainda, então agora é ir para Maresias tentar somar mais pontos lá no Prime. Mas, antes ainda tem Portugal. Eu viajo amanhã (sábado) para disputar o Mundial Pro Junior lá, já fiquei sabendo que a onda lá é pra direita, eu gosto de surfar de backside, então vou com tudo pra lá”.

RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO ASP 6-STAR OCEANO SANTA CATARINA PRO:

Campeão: Michael Rodrigues (BRA) por 15,37 pontos (7,70+7,67) – US$ 25.000 e 3.500 pontos

Vice-campeão: Santiago Muniz (ARG) com 10,20 (notas 5,47+4,73) – US$ 12.500 e 2.640 pontos

G-10 DO ASP QUALIFICATION SERIES 2014 – após a 27.a etapa em Santa Catarina:

1.o: Jadson André (BRA) – 16.240 pontos

2.o: Matt Banting (AUS) – 14.020 e 1.o no G-10

3.o: Wiggolly Dantas (BRA) – 13.845 e 2.o no G-10

4.o: Filipe Toledo (BRA) – 13.330

5.o: Adriano de Souza (BRA) – 12.089

6.o: Adam Melling (AUS) – 11.410 e 3.o no G-10

7.o: Tomas Hermes (BRA) – 11.180 e 4.o no G-10

8.o: Italo Ferreira (BRA) – 10.557 e 5.o no G-10

9.o: Keanu Asing (HAV) – 10.230 e 6.o no G-10

10: Jessé Mendes (BRA) – 10.120 e 7.o no G-10

11: Charles Martin (GLP) – 9.325 e 8.o no G-10

12: Willian Cardoso (BRA) – 9.285 e 9.o no G-10
 

SEGUNDA FEIRA 20 DE OUTUBRO 2014.
MICK VENCE E CHEGA PRA FESTA DO CANECO 2014.

O australiano Mick Fanning venceu o Moche Rip Curl Pro em Portugal e passou a ser o principal concorrente de Gabriel Medina na busca pelo primeiro título do Brasil na história do Circuito Mundial. Ele assumiu a vice-liderança no ranking e só mais Kelly Slater continua na briga pelo troféu de melhor surfista do mundo no Billabong Pipe Masters, que vai fechar o Samsung Galaxy ASP World Championship Tour 2014 nos dias 8 a 20 de dezembro no Havaí. O brasileiro acaba com as chances de Slater quando passar para a quarta fase em Pipeline, mas agora precisa ser finalista para garantir o título independente de vitória de Fanning no templo sagrado do esporte na ilha de Oahu.

Foto de Poullenot (ASP)

Foto de Poullenot (ASP)

Os brasileiros não conseguiram impedir que Mick Fanning continuasse com chances de lutar pelo seu quarto título mundial no Havaí. O australiano sempre achou bons tubos em todas as baterias que disputou nas boas ondas de 4-6 pés da segunda-feira decisiva do Moche Rip Curl Pro em Supertubos, até na grande final contra o sul-africano Jordy Smith. O último dia começou com Filipe Toledo despachando o norte-americano Kolohe Andino na penúltima bateria da terceira fase. Na última, Mick Fanning iniciou o seu caminho para a vitória derrotando o catarinense Alejo Muniz.

Depois, o australiano teve o primeiro encontro com Filipe Toledo na primeira rodada classificatória para as quartas de final e garantiu a vitória com uma das maiores pontuações do dia, 17,74 pontos de 20 possíveis. Esta marca só foi superada pelo havaiano John John Florence, que na abertura das quartas de final atingiu 17,83 pontos com a sua segunda nota 10 nos tubos de Supertubos. Filipe ainda passou pela repescagem tirando um dos concorrentes de Gabriel Medina ao título mundial, o taitiano Michel Bourez, para voltar a enfrentar Mick Fanning na disputa pela última vaga nas semifinais.

O australiano novamente achou um tubaço nas direitas de Supertubos para garantir mais uma vitória sobre Filipe Toledo, mais uma vez com uma larga vantagem de 16,07 a 10,10 pontos. Foi a despedida do Brasil do Rip Curl Pro de Portugal, pois o paulista Adriano de Souza já havia perdido para o sul-africano Jordy Smith, que depois barrou John John Florence nas semifinais e também acabou com as chances do havaiano brigar pelo título mundial em Banzai Pipeline, pois ele precisava ser finalista em Peniche para isso.

Os três concorrentes agora vão trocar os mesmos 1.750 pontos do segundo pior resultado deles na temporada, pois o pior já foi descartado em Portugal. Gabriel Medina continua na frente do ranking com 56.550 pontos, mas a grande vantagem de 6.500 pontos sobre Kelly Slater agora caiu para 3.450 contra o novo vice-líder, Mick Fanning. Para superar a pontuação atual do brasileiro, Slater precisa vencer o Billabong Pipe Masters e Fanning chegar nas semifinais, mas nas quartas de final já iguala os 56.550 pontos, o que provocaria uma bateria extra para decidir o título mundial da temporada.

Foto de Poullenot (ASP)

Foto de Poullenot (ASP)

Medina ainda continua dependendo só dele mesmo para trazer o primeiro caneco de campeão mundial da história do surfe brasileiro. Para aumentar sua somatória no ranking, ele precisa passar da terceira fase para trocar os 1.750 pontos do 13.o lugar em Portugal por 4.000 da nona colocação que já garantiria no Havaí. Aí atingiria 58.800 pontos e já tiraria Kelly Slater da corrida do título, pois o onze vezes campeão mundial só consegue alcançar 58.300 com uma vitória em Banzai Pipeline. Além disso, o brasileiro obrigaria Mick Fanning a ser finalista para supera-lo, ou seja, poderia comemorar o título a partir daí se o australiano perder antes da final.

Caso Medina avance para as quartas de final e terá duas chances para isso, na quarta fase ou na repescagem, Fanning passa a necessitar da vitória no Havaí. A situação é a mesma se o brasileiro passar para as semifinais, pois ele ficando em terceiro lugar o australiano ainda poderá superar os seus 61.300 pontos com os 61.350 que conseguiria com o título no Pipe Masters. No entanto, se os dois forem para a grande final o troféu de campeão mundial de 2014 será de Gabriel Medina independente do resultado da bateria, pois já atingiria imbatíveis 62.800 pontos no ranking final do Samsung Galaxy ASP World Championship Tour.

AS POSSIBILIDADES DO TÍTULO MUNDIAL NO BILLABONG PIPE MASTERS:

- GABRIEL MEDINA – permaneceu com 56.550 pontos no ranking porque não conseguiu trocar os 1.750 pontos do seu pior resultado em Portugal e este será o seu descarte no Havaí. Para não depender dos resultados dos adversários, Medina garante o título mundial quando passar para a grande final em Banzai Pipeline

- MICK FANNING – assumiu a vice-liderança no ranking com 53.100 pontos e precisa no mínimo chegar nas quartas de final do Pipe Masters para igualar os 56.550 pontos de Gabriel Medina e chega a 61.350 pontos com a vitória no Havaí, conquistando o tetracampeonato se a bateria decisiva não for contra o brasileiro, que já festejaria o título com a passagem para a grande final

- KELLY SLATER – necessita unicamente da vitória para alcançar 58.300 e superar os atuais 56.550 pontos de Gabriel Medina, mas o brasileiro acaba com as suas chances se passar para a quarta fase em Pipeline. Se a briga ficar contra Mick Fanning, a situação do australiano passa a ser a mesma de Medina com ele, ou seja, garante o título com a passagem para a grande final, quando atinge 59.350 pontos

PASSO A PASSO PARA O TITULO MUNDIAL DE GABRIEL MEDINA:

Medina em 25.o ou 13.o lugar na terceira fase com 56.550 pontos – será campeão mundial se Kelly Slater não vencer o Pipe Masters para totalizar 58.300 e se Mick Fanning não chegar nas quartas de final, quando iguala os pontos do brasileiro e só ultrapassa se avançar as semifinais para atingir 57.850 pontos.

Medina em 9.o lugar na quarta e quinta fase com 58.800 pontos – acaba com as chances de Kelly Slater quando passar da terceira fase e obriga Mick Fanning a ser finalista em Pipeline para superar sua pontuação com 59.350 pontos

Medina em 5.o lugar nas quartas de final com 60.000 pontos – Mick Fanning passa a precisar da vitória no Pipe Masters para impedir o primeiro título de um brasileiro no Circuito Mundial

Medina em 3.o lugar nas semifinais com 61.300 pontos – Mick Fanning continua necessitando unicamente da vitória no Havaí para atingir 61.350 pontos

GABRIEL MEDINA CAMPEÃO MUNDIAL – com a classificação para a grande final do Billabong Pipe Masters alcança imbatíveis 62.800 pontos nas nove etapas computadas no ranking do Samsung Galaxy ASP World Championship Tour 2014
 

RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO MOCHE RIP CURL PRO PORTUGAL:

Campeão: Mick Fanning (AUS) por 15,50 (notas 9.00+6.50) – US$ 100.000 e 10.000 pontos

Vice-campeão: Jordy Smith (AFR) com 7,67 pontos (só 1 onda)  – US$ 40.000 e 8.000 pontos
 

TOP-22 DO RANKING DO SAMSUNG GALAXY ASP WORLD TOUR 2014 – 10 etapas com 1 descarte:

1.o: Gabriel Medina (BRA) – 56.550 pontos

2.o: Mick Fanning (AUS) – 53.100

3.o: Kelly Slater (EUA) – 50.050

4.o: John John Florence (HAV) – 47.950

5.o: Michel Bourez (TAH) – 43.750

6.o: Joel Parkinson (AUS) – 43.100

7.o: Jordy Smith (AFR) – 42.900

8.o: Adriano de Souza (BRA) – 42.250

9.o: Taj Burrow (AUS) – 41.700

10: Kolohe Andino (EUA) – 35.900

11: Josh Kerr (AUS) – 35.700

12: Owen Wright (AUS) – 31.900

13: Nat Young (EUA) – 29.900

14: Bede Durbidge (AUS) – 27.200

15: Miguel Pupo (BRA) – 24.650

16: Filipe Toledo (BRA) – 23.450

17: Adrian Buchan (AUS) – 22.700

18: Kai Otton (AUS) – 21.500

19: Fredrick Patacchia (HAV) – 20.000

20: Jadson André (BRA) – 19.500

21: Julian Wilson (AUS) – 19.250

22: Sebastian Zietz (HAV) – 17.950

DOMINGO 19 DE OUTUBRO 2014.

MEDINA E SLATER PERDEM, DECISÃO FICA PARA O HAWAII. FORÇA NA PERUCA.

A busca pelo tão sonhado primeiro título mundial do Brasil foi adiada para a última etapa do Samsung Galaxy ASP World Championship Tour, o Billabong Pipe Masters no templo sagrado do esporte no Havaí. Gabriel Medina não conseguiu achar boas ondas nas difíceis condições do mar no domingo em Supertubos e foi derrotado pelo norte-americano Brett Simpson. Com isso, Kelly Slater já ficava na briga do título com qualquer resultado em Portugal, mas ele não conseguiu diminuir a vantagem do brasileiro porque perdeu o duelo seguinte para o espanhol Aritz Aranburu. Com as eliminações dos líderes do ranking na terceira fase do Moche Rip Curl Pro, o australiano Mick Fanning, o havaiano John John Florence e o taitiano Michel Bourez, podem entrar na disputa do título dependendo dos resultados que conseguirem em Portugal.

Gabriel Medina (Foto: Poullenot / ASP)

Gabriel Medina (Foto: Poullenot / ASP)

Para o atual campeão mundial, Mick Fanning, a condição mínima é chegar nas quartas de final e para isso precisa vencer mais duas baterias em Portugal. O havaiano John John tem que ser finalista para ter chance matemática de superar os atuais 56.550 pontos do Gabriel Medina com uma vitória no Havaí. No domingo, ele arrancou a primeira nota 10 do Moche Rip Curl Pro em Supertubos e pode conseguir isso em Peniche. Já para o taitiano Michel Bourez, só interessa a vitória em Portugal e também no Pipe Masters do Havaí. No entanto, o único que poderia tirar a liderança de Gabriel Medina no ranking era Kelly Slater, se vencesse a etapa portuguesa do WCT.

“Estou muito triste com este resultado, mas ainda bem que o Kelly (Slater) perdeu também”, disse Gabriel Medina. “Eu estava pronto para ganhar o título aqui, mas agora já estou focado no Havaí. Estou feliz que ainda estou na corrida pelo título e por não depender dos outros concorrentes, depende de mim mesmo. Eu ainda não sei o que preciso fazer lá no Havaí, mas vou me preparar e treinar para estar pronto para o campeonato”.

O fenômeno de Maresias continua dependendo somente dele mesmo para trazer o primeiro caneco de campeão mundial para o Brasil neste ano. O Billabong Pipe Masters é a única etapa que utiliza um formato diferente para incluir mais surfistas do Havaí e convidados dos organizadores. Eles são divididos na primeira fase com os últimos colocados do ranking. Os que passarem, enfrentam os tops que ocupam da 13.a 24.a posição no WCT na segunda fase. E os doze primeiros do ranking, ou seja, os concorrentes ao título mundial, entram direto na terceira fase da competição. Com isso, se venceram uma bateria já estarão na rodada das duas chances de classificação para as quartas de final.

Então, se Gabriel Medina ganhar o seu primeiro desafio em Banzai Pipeline, já tira Kelly Slater da briga do título. Isto porque o brasileiro troca os 1.750 pontos do 13.o lugar em Portugal por 4.000 do nono no Havaí e atinge 58.880 pontos no ranking, enquanto o máximo que Slater consegue com a vitória no Pipe Masters é 58.300 pontos. Além disso, caso Medina seja derrotado na terceira fase e permaneça com 56.550 pontos como aconteceu em Portugal, o onze vezes campeão mundial ainda necessita da vitória no Havaí para superar o brasileiro. Esta é a situação atual dos dois concorrentes que estão 100% confirmados para brigar pelo título no Billabong Pipe Masters.

Adriano de Souza (Foto: Poullenot / ASP)

Adriano de Souza (Foto: Poullenot / ASP)

AJUDA DOS BRASILEIROS – Os outros três ainda precisam avançar em Portugal para terem chances matemáticas na última etapa da temporada. E Gabriel Medina pode receber a ajuda dos brasileiros da elite mundial que ainda continuam vivos na disputa do título do Rip Curl Pro. O australiano Mick Fanning tem que chegar nas quartas de final e o seu próximo adversário é o catarinense Alejo Muniz na bateria que vai fechar a terceira fase. No domingo foi realizada até a décima e ficaram duas para abrir a segunda-feira. A outra é a do também brasileiro Filipe Toledo com o norte-americano Kolohe Andino.

Os vencedores destes duelos se enfrentarão nos confrontos de três competidores da quarta fase, quando a vitória vale classificação direta para as quartas de final e os perdedores têm uma segunda chance na repescagem. Enquanto Filipe e Alejo estão na chave de baixo, que vai apontar o segundo finalista do Moche Rip Curl Pro, Adriano de Souza está na de cima com outro concorrente de Gabriel Medina, John John Florence. Os dois certamente se encontrarão antes da grande final, que é a meta do havaiano para poder brigar pelo título mundial em Pipeline.

Mineirinho derrotou o potiguar Jadson André na terceira fase e já foi campeão em Supertubos numa final eletrizante contra Kelly Slater em 2011. Ele vai disputar a segunda vaga direta para as quartas de final com o australiano Bede Durbidge e o algoz de Medina, Brett Simpson. Já o havaiano John John Florence está na primeira bateria da quarta fase, com o sul-africano Jordy Smith e o australiano Adam Melling, que tirou o compatriota Joel Parkinson da corrida do título mundial em Portugal.

DERROTAS DOS LÍDERES – Esta foi a primeira surpresa do dia. A segunda foi a derrota de Gabriel Medina para Brett Simpson. O norte-americano achou um belo tubo nas direitas de Supertubos logo no início da bateria e a nota 7,33 desta onda acabou sendo decisiva no resultado. Medina ficou tentando as esquerdas, que fechavam mais rápido. Ele ainda conseguiu sair de alguns, mas as maiores notas que recebeu foram 5,33 e 6,73, com Simpson confirmando a vitória com o 5,17 da sua última onda. Medina saiu da bateria quando restavam 2 minutos para o término e o placar foi encerrado em 12,50 a 12,06 pontos.

As condições do mar continuaram difíceis no duelo seguinte e Kelly Slater praticamente não conseguiu surfar nada, somando notas 4,17 e 2,13 contra 7,50 e 4,50 das únicas que o espanhol Aritz Aranburu pegou durante toda a bateria. O Brasil voltou ao mar com Miguel Pupo, que achou um tubaço nota 8,77, mas também perdeu por pouco para o australiano Josh Kerr, 13,27 a 13,07 pontos.

Na sequência, o taitiano Michel Bourez manteve as esperanças de continuar brigando pelo título mundial contra o havaiano Sebastian Zietz, mas Taj Burrow saiu da briga na brilhante apresentação do atual campeão do Moche Rip Curl Pro, Kai Otton, que totalizou 18,20 pontos com notas 9,37 e 8,83 nos dois tubos que surfou na última bateria do domingo em Supertubos.

sexta feira 17 de outubro 2014
WCT PRO PORTUGAL CONTINUA PARADO.


Esperando as melhores condições o evento esta parado
há 04 dias, espectativa de retornar nesse sábado. As 
ondas estão chegando vamos ser se oferecem condições
para a ASP retornar o evento que pode garantir o
título mundial ao brasileiro Gabriel Medina.


TERÇA 14 DE OUTUBRO 2014
MEDINA CAMINHA PARA SER COROADO

A ventania que impediu o início do Moche Rip Curl Pro nos dois primeiros dias do seu prazo, deu uma trégua na terça-feira para dar a largada no penúltimo desafio do Samsung Galaxy ASP World Championship Tour 2014 em Portugal. As condições do mar estavam favoráveis para voar e Gabriel Medina comandou o ataque da Força Aérea Brasileira em Supertubos. Dos sete concorrentes ao título mundial da temporada, Kelly Slater, Joel Parkinson e Taj Burrow, também venceram suas baterias e passaram direto para a terceira fase. Mas, Mick Fanning terá que encarar a repescagem, assim como John John Florence que perdeu para o potiguar Jadson André e Michel Bourez, derrotado pelo paulista Filipe Toledo. Outros dois brasileiros estrearam com vitórias, os paulistas Adriano de Souza e Miguel Pupo, com o catarinense Alejo Muniz e o carioca Raoni Monteiro sendo os únicos a cair para a repescagem em Peniche.

Gabriel Medina voando em Supertubos (Foto: Kirstin Scholtz / ASP)

Gabriel Medina voando em Supertubos (Foto: Kirstin Scholtz / ASP)

A etapa portuguesa do WCT, que pode decidir o título mundial para Gabriel Medina, começou e parou após a sétima bateria para aguardar a melhor maré para fechar a primeira fase. Foi a conta certa para todos os concorrentes ao título estrearem nas boas ondas de 3-5 pés da manhã da terça-feira em Supertubos. O fenômeno de Maresias ainda precisa vencer mais uma bateria para ligar o botão da contagem regressiva para confirmar o primeiro título do Brasil na história do Circuito Mundial por antecipação em Portugal, antes do Billabong Pipe Masters que fecha a temporada nos dias 8 a 20 de dezembro em Banzai Pipeline, no Havaí.

“Estava muito difícil a condição do mar lá fora. Você tinha que estar no lugar certo na hora certa, senão não conseguia pegar boas ondas”, disse Gabriel Medina. “Eu acho que tive um pouco de sorte, então estou amarradão por conseguir vencer a bateria e passar direto para a terceira fase. O que me impressionou aqui hoje (terça-feira) foram os fãs, que são realmente apaixonados pelo nosso esporte. Estou gostando bastante do apoio que venho recebendo, sem colocar mais pressão sobre mim e tudo isso acaba me motivando ainda mais”.

Medina usou os aéreos para tirar duas notas na casa dos 7 pontos e carimbar a faixa do atual campeão do Moche Rip Curl Pro, Kai Otton, que foi mandado para a repescagem junto com um dos convidados desta etapa e também australiano, Jacob Willcox.  Se vencer mais uma bateria, ele já troca os 1.750 pontos do seu pior resultado por 4.000 do nono lugar em Portugal e acaba com as chances de dois adversários, o australiano Taj Burrow e o taitiano Michel Bourez. Além disso, obriga Kelly Slater a chegar nas semifinais para levar a decisão do título para o Havaí, Mick Fanning precisaria ser finalista para continuar na briga, enquanto o também australiano Joel Parkinson e o havaiano John John Florence teriam que vencer o Moche Rip Curl Pro e ainda o Billabong Pipe Masters para superar os 58.800 pontos que o brasileiro garantiria no ranking com a classificação para a quarta fase em Peniche.

Antes da estreia do brasileiro, cinco concorrentes ao título já haviam competido em Supertubos. Kelly Slater estava perdendo para Matt Wilkinson até achar um tubo que valeu a maior nota do dia – 9,67 – e a virada no resultado para 17,00 a 16,07 pontos sobre o australiano. Ninguém superou o placar de Slater e Wilkinson, que tinha começado a bateria também com um tubaço nota 9,57, poderia ter vencido as três primeiras baterias do dia com a sua pontuação. Até ali, ele só não superava Slater e o havaiano Sebastian Zietz, que atingiu 16,10 contra o número 3 do ranking, Mick Fanning. O carioca Raoni Monteiro ficou em último neste confronto, mas esta foi a única derrota verde-amarela na manhã da terça-feira em Supertubos.

“É sempre difícil competir em condições como essas de hoje (terça-feira), ainda mais quando seu oponente começa com uma nota de quase 10 pontos”,disse Kelly Slater. “Eu só queria surfar algumas ondas boas para avançar e continuar vivo na disputa do título mundial. Mas, o Gabriel (Medina) é um forte concorrente. Ele quer ganhar o título mais do que ninguém e na sua idade eu era exatamente igual. Você pode ver como ele gosta de surfar, de melhorar o que já vem fazendo e ele tem muitas habilidades, mas vou lutar enquanto tiver chances”.

Jadson André vingando John John Florence (Foto: Poullenot / ASP)

Jadson André vingando John John Florence (Foto: Poullenot / ASP)

VINGANÇA A LA FRANCESA – Entre os brasileiros, o primeiro a competir na terça-feira foi Jadson André, que deu o troco em John John Florence, vingando a derrota sofrida para o havaiano na decisão do título do Quiksilver Pro France. O potiguar está em ótima fase e no sábado conquistou o bicampeonato no ASP Prime Cascais Billabong Pro também em Portugal. Agora, estreia em Peniche com mais uma grande apresentação, somando notas 7,83 e 8,10. John John ficou em último e foi o primeiro concorrente ao título mundial a ser mandado para a repescagem.

“Fico muito feliz em estar conseguindo surfar bem e porque os juízes estão gostando também”, disse Jadson André. “Não estava fácil o mar hoje (terça-feira) e você tinha que ter um pouco de sorte para achar as ondas certas. Minha tática era de sair pegando várias ondas porque não dá para perder muito tempo escolhendo a que você acha que vai ser boa, então estou feliz que deu tudo certo e consegui minha classificação direta para a terceira fase”.

O segundo desafiante ao título mundial a cair para a repescagem foi o atual campeão Mick Fanning, que não teve qualquer chance contra um inspirado Sebastian Zietz. O havaiano surfou as melhores ondas da bateria para vencer por 16,10 pontos. E a terceira derrota dos cabeças de chave aconteceu no último confronto da manhã, com Filipe Toledo conquistando a terceira vitória verde-amarela com a nota 8,5 da sua melhor apresentação. Assim como John John Florence contra Jadson André, o taitiano Michel Bourez ficou em último lugar e vai ter que passar pela repescagem para continuar com chances matemáticas de brigar pelo título mundial.

DEPOIS DA PARADA – O campeonato parou bem na hora que ia entrar a bateria da participação dupla do Brasil, com o paulista Adriano de Souza e o catarinense Alejo Muniz disputando uma vaga direta para a terceira fase com o australiano Julian Wilson. Era a estreia de dois surfistas que já festejaram vitória no Rip Curl Pro de Portugal. Em 2011, Mineirinho ganhou uma final eletrizante contra Kelly Slater e Julian venceu de virada a decisão de 2012 contra Gabriel Medina, na onda que surfou nos últimos segundos da bateria.

A interrupção foi para aguardar a melhor maré em Supertubos para dar continuidade à competição. Ela retornou às 15h00 e Adriano de Souza confirmou sua condição de cabeça de chave na quarta vitória brasileira do dia. As ondas ainda não estavam boas e Mineirinho totalizou 12,83 pontos, contra 10,60 de Alejo Muniz e apenas 9,56 do australiano Julian Wilson. Depois, o paulista Miguel Pupo fechou a participação verde-amarela na primeira fase com mais um triunfo sobre o australiano Adam Melling e o norte-americano Kolohe Andino.

SELEÇÃO BRASILEIRA – Dos sete surfistas que formam a seleção brasileira na atual elite dos top-34 do WCT, Alejo Muniz e Raoni Monteiro são os únicos que não estão conseguindo garantir suas permanências para o ano que vem em nenhuma das duas listas classificatórias. Ambos estão fora do grupo dos 22 que são mantidos na divisão principal e também da lista dos dez indicados pelo ASP Qualification Series.

Por outro lado, pelo ranking de acesso liderado pelo potiguar Jadson André, estão entrando no momento cinco novidades do Brasil para disputar o título mundial de 2015, os paulistas Wiggolly Dantas e Jessé Mendes, os catarinenses Tomas Hermes e Willian Cardoso e o potiguar Italo Ferreira. Para completar a ótima temporada, só falta mesmo Gabriel Medina conseguir o inédito caneco de campeão mundial para o Brasil, quem sabe até agora em Portugal.

SÁBADO 11 DE OUTUBRO 2014
JADSON É BI CAMPEÃO EM PORTUGAL.

O potiguar Jadson André, 24 anos, conquistou o bicampeonato no ASP Prime Cascais Billabong Pro neste sábado na Praia do Guincho, em Cascais, vila localizada a 30 minutos de Lisboa, em Portugal. Embalado pelo vice-campeonato no WCT da França domingo passado, o potiguar voador usou os aéreos e até tubo surfou para superar seus adversários. Com os 6.500 pontos da vitória sobre o australiano Stuart Kennedy, 24, na grande final, ele assumiu a liderança no ranking do ASP Qualification Series. Jadson começou o último dia despachando o mesmo sul-africano Jordy Smith, 26, que havia derrotado nas semifinais do Quiksilver Pro France. Depois, ganhou o duelo brasileiro com o paulista Wiggolly Dantas, 24, que dividiu o terceiro lugar em Cascais com o australiano Julian Wilson, 25 anos.

Jadson André reinando nas ondas de Cascais (Foto: Laurent Masurel / ASP)

Jadson André reinando nas ondas de Cascais (Foto: Laurent Masurel / ASP)

“Não sei nem o que dizer. É um sentimento incrível e só quero agradecer a todos aqui pelo apoio durante toda essa semana”, disse Jadson André, se dirigindo para a multidão que lotou a praia no sábado durante a cerimônia de premiação no pódio. “Eu fiquei prestando muita atenção nas condições do mar durante a Expression Session que rolou antes da final e vi que a maré estava baixa, então tracei meu plano de jogo de surfar várias ondas para construir uma boa vantagem e estou feliz que deu tudo certo”.

Foi mais um grande resultado para Jadson André, que neste domingo já começa a disputar a penúltima etapa do Samsung Galaxy ASP World Championship Tour 2014 em Peniche, também em Portugal, onde o paulista Gabriel Medina pode conquistar o primeiro título do Brasil na história do Circuito Mundial. Como o potiguar subiu do 29.o para o vigésimo lugar com o vice-campeonato na França e entrou no grupo dos 22 primeiros colocados no ranking que são mantidos na divisão de elite do ASP World Tour, ele é um dos três surfistas que estão dispensando a vaga para o ano que vem pelo ASP Qualification Series. Os outros são os também brasileiros Filipe Toledo em quarto lugar e Adriano de Souza em quinto.

DOMINIO BRASILEIRO – Com isso, o ranking de acesso está classificando até o 13.o colocado no momento. O resultado do Cascais Billabong Pro provocou duas mudanças de nomes no G-10 do ASP Qualification Series, com o potiguar Italo Ferreira e o californiano Brett Simpson tirando dois norte-americanos da lista, Tim Reyes e Michael Dunphy. A vitória de Jadson André foi a quarta do Brasil nas cinco etapas do ASP World Prime 2014 completadas em Portugal. A próxima que vale decisivos 6.500 pontos para o ranking é o O´Neill SP Prime, que vai fechar a nova “perna brasileira de fim de ano” da ASP South America nos dias 3 a 9 de novembro na Praia de Maresias, em São Sebastião, no litoral norte de São Paulo.

Os brasileiros dominam o ranking de acesso para o WCT 2015. Eles ocupam metade das vagas no G-10, sem contar com os três que estão entre os top-22 que dispensam a classificação pelo ASP Qualification Series. Campeão do primeiro ASP Prime do ano, o Quiksilver Saquarema Prime em Saquarema (RJ), Wiggolly Dantas encabeça o ataque verde-amarelo na terceira posição do ranking. O também paulista Jessé Mendes, que venceu a outra etapa portuguesa do ASP Prime nas Ilhas Açores, é o oitavo colocado, seguido pelos catarinenses Tomas Hermes em nono e Willian Cardoso em 11.o. Já o potiguar Italo Ferreira saltou da 22.a para o 12.a colocação com o quinto lugar em Cascais. Ele perdeu o duelo brasileiro que abriu o sábado para Wiggolly Dantas, mas já havia garantido sua entrada no G-10 quando se classificou na sexta-feira.

Wiggolly Dantas confirmado no WCT 2015 (Foto: Laurent Masurel / ASP Europe)

Wiggolly Dantas confirmado no WCT 2015 (Foto: Laurent Masurel / ASP Europe)

NOVIDADE CONFIRMADA – Com mais este bom resultado em Cascais, o ubatubense Wiggolly Dantas já está confirmado como uma das novidades na elite dos top-34 que vai disputar o título mundial na estreia da World Surf League (WSL) no ano que vem. Com o seu “forehand” letal nas esquerdas de 2-3 pés do sábado na Praia do Guincho, Wiggolly ganhou os dois duelos brasileiros que disputou no último dia. Foi assim que ele superou Italo Ferreira por uma pequena diferença de 12,66 a 12,33 pontos, mas faltou uma segunda nota mais consistente contra o outro potiguar que enfrentou nas semifinais e foi derrotado por Jadson André por 15,10 a 11,70.

“É a melhor sensação do mundo saber que eu já estou qualificado para o WCT do ano que vem”, disse Wiggolly Dantas. “Fiquei um pouco triste por perder na semifinal, mas é muito bom saber que já estou finalmente classificado depois de longos 5 anos de tentativa. O engraçado é que todos no Brasil achavam que eu não surfava bem de frontside. Eu treinei pra melhorar essa deficiência durante 3 anos sem parar, mostrei a todos em Saquarema que eu poderia surfar bem em esquerdas também e aqui consegui outro grande resultado, então estou muito feliz por estar colhendo agora os frutos de toda minha dedicação ao longo destes anos”.

BRASIL X AUSTRÁLIA – Enquanto os brasileiros se degladiaram na chave de cima do Cascais Billabong Pro, na de baixo foram os australianos que se enfrentaram e Stuart Kennedy surpreendeu o favorito Julian Wilson para fazer o confronto final entre Brasil e Austrália contra Jadson André. Ele já havia derrotado outros dois tops da elite mundial no seu caminho até a decisão do título, o havaiano Fredrick Patacchia e o francês Jeremy Flores. Só na última bateria, Kennedy não conseguiu achar boas ondas para repetir suas atuações e terminou em segundo lugar. Mas, com os 5.200 pontos do vice-campeonato, saltou da septuagésima para a 22.a posição no ranking do ASP Qualification Series, que está classificando até o 13.o colocado para o WCT do ano que vem.

Mais uma festa brasileira  nos pódios de Portugal (Foto: Laurent Masurel / ASP)

Mais uma festa brasileira nos pódios de Portugal (Foto: Laurent Masurel / ASP)

“Foi ótimo derrubar grandes nomes do surfe mundial e espero conseguir um patrocinador depois deste resultado, para continuar correndo o circuito”, disse Stuart Kennedy. “Eu ganhei uma etapa do ASP 6-Star alguns anos atrás, mas há muito tempo que eu não fazia um pódio, então estou feliz pelo resultado, mesmo não conseguindo a vitória, que era o que eu mais desejava. Infelizmente, não irei disputar as provas do Brasil e vou ter que deixar tudo para o Havaí. Mas, não estou colocando nenhuma pressão sobre mim mesmo para conseguir a classificação para o WCT”.

PERNA BRASILEIRA – O Cascais Billabong Pro foi a última etapa do ASP Prime antes da estreia do Guaraná Antarctica apresenta O´Neill SP Prime, que vai fechar a nova “perna brasileira de fim de ano” da ASP South America com três provas seguidas entre os dias 18 de outubro e 09 de novembro. A primeira é o ASP 6-Star Oceano Santa Catarina Pro nos dias 18 a 25 de outubro na Praia da Joaquina, em Florianópolis. Da Ilha da Magia, o destino é a Costa do Cacau no sul da Bahia, onde pelo segundo ano consecutivo a Dendê Produções realiza o ASP 4-Star Mahalo Surf Eco Festival nos dias 27 de outubro a 1.o de novembro na Praia da Tiririca, em Itacaré. Depois, tem o O´Neill SP Prime de 03 a 09 de novembro na Praia de Maresias, em São Sebastião, litoral norte de São Paulo.

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RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO ASP PRIME CASCAIS BILLABONG PRO:

Bicampeão: Jadson André (BRA) por 15,76 pontos (notas 8.33+7.43) – US$ 40.000 e 6.500 pontos

Vice-campeão: Stuart Kennedy (AUS com 10,13 pontos (5.70+4.43) – US$ 20.000 e 5.200 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com US$ 11.000 e 4.225 pontos:

1.a: Jadson André (BRA) 15.10 x 11.70 Wiggolly Dantas (BRA)

2.a: Stuart Kennedy (AUS) 16.17 x 12.34 Julian Wilson (AUS)

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com US$ 7.000 e 3.320 pontos:

1.a: Wiggolly Dantas (BRA) 12.66 x 12.33 Italo Ferreira (BRA)

2.a: Jadson André (BRA) 16.77 x 12.54 Jordy Smith (AFR)

3.a: Stuart Kennedy (AUS) 16.03 x 12.00 Jeremy Flores (FRA)

4.a: Julian Wilson (AUS) 13.73 x 11.40 Michel Bourez (TAH)

G-10 DO ASP QUALIFICATION SERIES PARA O WCT 2015 – RANKING DAS 24 ETAPAS DE 2014:

1.o: Jadson André (BRA) – 16.240 pontos e dispensa vaga por ser top-22 do WCT

2.o: Matt Banting (AUS) – 14.020

3.o: Wiggolly Dantas (BRA) – 13.625

4.o: Filipe Toledo (BRA) – 13.330 e dispensa vaga por ser top-22 do WCT

5.o: Adriano de Souza (BRA) – 12.089 e dispensa vaga por ser top-22 do WCT

6.o: Adam Melling (AUS) – 11.410

7.o: Keanu Asing (HAV) – 10.220

8.o: Jessé Mendes (BRA) – 10.120

9.o: Tomas Hermes (BRA) – 10.020

10: Charles Martin (GLP) – 9.325

11: Willian Cardoso (BRA) – 9.285

12: Italo Ferreira (BRA) – 9.274

13: Brett Simpson (EUA) – 9.245

sexta 10 de outubro 2014
DOIS POTIGUARES E UM PAULISTA ENTRE OS
08 MELHORES DO PRIME EM PORTUGAL.


Três brasileiros estão nas quartas de final que vão abrir o sábado decisivo do ASP Prime Cascais Billabong Pro em Portugal, os potiguares Jadson André e Italo Ferreira e o paulista Wiggolly Dantas. Isto porque no domingo começa o prazo da penúltima etapa do Samsung Galaxy ASP World Championship Tour 2014 em Peniche, com Gabriel Medina podendo conquistar o primeiro título do Brasil na história do Circuito Mundial no Moche Rip Curl Pro. Embalado pelo vice-campeonato no WCT da França, Jadson André segue firme na busca pelo bicampeonato em Cascais e vai enfrentar o mesmo sul-africano Jordy Smith que ele derrotou nas semifinais do domingo passado em Hossegor. O duelo é logo depois de Wiggolly Dantas e Italo Ferreira abrirem o sábado disputando a primeira vaga para as semifinais em Portugal.

Italo Ferreira usou os aéreos para derrotar dois tops do WCT (Foto:  Laurent Masurel / ASP Europe)

Italo Ferreira usou os aéreos para derrotar dois tops do WCT (Foto: Laurent Masurel / ASP Europe)

Os três venceram as primeiras baterias das oitavas de final que fecharam a sexta-feira de ondas de 3-5 pés na Praia do Guincho. O paulista Wiggolly Dantas ganhou a primeira vaga tirando o último português do Cascais Billabong Pro, José Ferreira. As condições estavam boas para voar e o espaço aéreo na área do evento teve que ser fechado para os competidores, com os potiguares acertando as manobras para vencer os dois confrontos seguintes.

O jovem surfista de Baía Formosa, Italo Ferreira, enfrentou dois tops do WCT no mesmo dia, passando pelo duelo verde-amarelo da repescagem com Adriano de Souza e depois pelo australiano Adam Melling na segunda oitava de final. Contra Mineirinho, a disputa foi mais acirrada e Italo só surfou duas ondas para vencer por 15,70 a 14,33 pontos. E com a vitória sobre Adam Melling, por 12,57 a 9,83, o potiguar já garantiu sua entrada na zona de classificação para a elite dos top-34 que vai disputar o título mundial no ano que vem. Italo é o quinto brasileiro na lista dos dez indicados pelo ranking do ASP Qualification Series.

O natalense Jadson André também estava no G-10 até o vice-campeonato no WCT da França que o levou da 29.a para a vigésima posição no ranking, entre os top-22 que são mantidos na elite para a próxima temporada. Ele e o paulista Wiggolly Dantas são os únicos que podem tirar a liderança no ranking do QS do australiano Matt Banting em Portugal. Ambos conseguem isso com a classificação para a grande final neste sábado, então o novo número 1 pode ser decidido em uma possível semifinal entre eles, caso vençam as primeiras baterias das quartas de final que vão abrir o último dia do ASP Prime de Cascais.

DOMINIO BRASILEIRO – Os brasileiros vêm se destacando nestas etapas mais importantes da disputa por vagas para o WCT, únicas que valem 6.500 pontos para o campeão. Eles venceram três das quatro provas com status “Prime” realizadas até o Cascais Billabong Pro. Esse domínio verde-amarelo é refletido no ranking, com metade das vagas no G-10 do ASP Qualification Series sendo ocupadas por brasileiros, pelos paulistas Wiggolly Dantas e Jessé Mendes, os catarinenses Tomas Hermes e Willian Cardoso e agora o potiguar Italo Ferreira com a classificação para as quartas de final em Portugal.

A primeira batalha por 6.500 pontos aconteceu no Quiksilver Saquarema Prime apresentado pela Powerade na Praia de Itaúna, que foi vencido pelo próprio Wiggolly Dantas. O segundo foi o Mr. Price Pro Ballito na África do Sul, que terminou com o veterano norte-americano Tim Reyes festejando o título. Já na Califórnia, Filipe Toledo foi o campeão do tradicional US Open of Surfing em uma decisão verde-amarela contra o catarinense Willian Cardoso no maior palco do esporte nos Estados Unidos, Huntington Beach. E o também paulista Jessé Mendes manteve a hegemonia brasileira de vitórias na outra etapa do ASP World Prime em Portugal, o SATA Azores Pro na Ilha de São Miguel, no Arquipélago dos Açores. Agora, são três tentando o bicampeonato do Brasil em Cascais, especialmente Jadson André que defende o título conquistado no ano passado.


DOMINGO 05 DE OUTUBRO 2014

JOHN JOHN VENCE E O POTIGUAR JADSON ANDRÉ É VICE NO WCT FRANÇA PRO.

O potiguar Jadson André colocou o Brasil no pódio do Quiksilver Pro France, repetindo o vice-campeonato de Gabriel Medina no ano passado em Hossegor. Ele só não conseguiu bater o havaiano John John Florence, que reinou nos tubos de 8-10 pés do domingo de praia lotada em Le Gardian. Com a vitória, o havaiano garantiu chances matemáticas de brigar pelo título mundial nas duas últimas etapas do Samsung Galaxy ASP World Championship Tour 2014. Mas, Gabriel Medina pode confirmar o primeiro troféu de melhor do mundo para o Brasil já no Moche Rip Curl Pro Portugal, nos dias 12 a 23 de outubro em Peniche, antes mesmo do Billabong Pipe Masters, que fecha a temporada nos dias 8 a 20 de dezembro no Havaí.

Jadson André conseguindo ótimo resultado na França (Foto: Kirstin Scholtz / ASP)

Jadson André conseguindo ótimo resultado na França (Foto: Kirstin Scholtz / ASP)

Para não depender dos resultados dos seus seis concorrentes, Medina será consagrado como campeão mundial de 2014 se vencer a etapa portuguesa em Supertubos. Mas, ele pode ir derrubando adversários a cada bateria que passar em Portugal e até mesmo se terminar em último ou em 13.o lugar, ficando com os mesmos 56.550 pontos que ele sai da França. Isto desde que Kelly Slater também não passe da terceira fase, que Mick Fanning não chegue nas quartas de final, que Joel Parkinson e John John Florence não sejam finalistas e que Taj Burrow e Michel Bourez não vençam o Rip Curl Pro em Peniche.

Se Medina passar para a quarta fase, já acaba com as chances do australiano Taj Burrow e do taitiano Michel Bourez e força Slater a conseguir no mínimo um terceiro lugar em Portugal, Mick Fanning ser finalista e Parko e Florence terem que vencer as duas últimas etapas. Avançando para as quartas de final, o brasileiro atinge 60.000 pontos no ranking e apenas mais dois surfistas continuarão na briga do título mundial, com Slater passando a precisar de um segundo e um primeiro lugar em Portugal e no Havaí e Fanning a ganhar as duas etapas.

Caso Gabriel Medina chegue nas semifinais, só não será campeão mundial se Slater ou Fanning vencerem o Rip Curl Pro e também o Billabong Pipe Masters. Se ainda passar para a grande final e terminar em segundo lugar em Portugal, também vai comemorar o título antecipado se a bateria final não for contra Kelly Slater, que continuaria necessitando de duas vitórias para superar os 62.800 pontos que Medina atingiria com o vice-campeonato na próxima etapa.

Foto de Kirstin Scholtz / ASP

Foto de Kirstin Scholtz / ASP

Slater poderia ter diminuído a diferença de 6.500 pontos para o brasileiro se conseguisse avançar mais fases na França, no entanto foi derrotado por Jordy Smith no segundo confronto do domingo decisivo do Quiksilver Pro. Com isso, terminou na mesma quinta colocação do líder Gabriel Medina, que foi barrado no último duelo do sábado pelo australiano Josh Kerr. Jordy Smith precisava da vitória em Hossegor para ter chances matemáticas de brigar pelo título mundial, mas o brasileiro Jadson André achou ótimos tubos para derrotar o sul-africano na disputa pela segunda vaga na grande final.

BRASIL NO PÓDIO – O potiguar já havia surfado bons tubos no duelo verde-amarelo com o paulista Miguel Pupo que abriu o domingo em Le Gardian. Porém, não conseguiu achar boas ondas na bateria decisiva contra John John Florence, com o havaiano provando mais uma vez ser um dos melhores “tuberiders” (especialista em tubos) do mundo. Ele não deu qualquer chance para o australiano Josh Kerr nas semifinais e nem para Jadson André, que mesmo assim festejou o vice-campeonato que o levou da 29.a para a vigésima posição no ranking, agora entre os top-22 que são mantidos na elite do ASP World Tour para o ano que vem.

“Fazia muito tempo que eu estava atrás de um bom resultado no WCT e estou muito feliz por ter conseguido isso aqui na França”, disse Jadson André, que não fazia uma final na divisão de elite desde a sua vitória no Billabong Santa Catarina Pro 2010 contra Kelly Slater em Imbituba (SC). “Eu sentia que estava surfando forte durante todo o ano, mas as coisas não estavam saindo como eu desejava e os resultados não apareciam. Então estou muito feliz por ter feito a final aqui e espero que este vice-campeonato me dê ainda mais confiança para o restante da temporada”.

John John Florence reinando nos tubos de Hossegor (Foto: Kirstin Scholtz / ASP)

John John Florence reinando nos tubos de Hossegor (Foto: Kirstin Scholtz / ASP)

Enquanto Jadson brigava na parte de baixo da tabela de classificação, John John Florence precisava ser finalista no Quiksilver Pro France para ter chances de brigar pelo título mundial e atingiu o seu objetivo da melhor forma possível, no alto do pódio em Hossegor. O havaiano engrenou uma série de ótimos resultados nos três últimos eventos do Samsung Galaxy ASP World Tour, ficando em terceiro lugar no Billabong Pro Tahiti, segundo no Hurley Pro Trestles nos Estados Unidos e agora consegue a sua segunda vitória na carreira. A única havia sido na etapa brasileira do WCT em 2012, o Billabong Rio Pro também nos tubos do Postinho da Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.

“Foi um longo evento, competimos em todo tipo de condição aqui na França e estou feliz por conseguir a vitória nos tubos que rolaram nestes dois últimos dias”, disse John John Florence, que subiu da oitava para a quinta posição no ranking com os 10.000 pontos da vitória na França. “O mar estava muito mexido hoje (domingo) e o Jadson (André) é sempre um adversário difícil, principalmente depois de vencer muito bem o Jordy (Smith) na semifinal”.

O havaiano também comentou sobre a possibilidade de brigar pelo título mundial em Portugal e no Havaí. “Eu conversei com várias pessoas sobre isso e todos me disseram que a campanha do título, na verdade, começa no ano anterior. Então estou esperando conseguir mais alguns bons resultados neste final de temporada para realmente fazer uma corrida pelo título de 2015. Sei que a vitória de hoje me coloca na briga, mas o Gabriel (Medina) está tão à frente que teriam que acontecer algumas coisas muito estranhas para ele não ser o campeão deste ano”.

Até Kelly Slater, surfista que tem mais chances de impedir um primeiro título do Brasil na história do Circuito Mundial, mostrou um certo desânimo após a derrota nas quartas de final para o sul-africano Jordy Smith. “Ficou mais difícil, ainda mais que eu não consegui nenhuma vitória esse ano, as coisas simplesmente não estão acontecendo para mim. Hoje (domingo) foi mais uma oportunidade perdida, mas ainda estou na briga do título, então vamos ver o que vai acontecer em Portugal”.

FINAL DO QUIKSILVER PRO FRANCE:

Campeão: John John Florence (HAV) por 16,00 pontos (8.83+7.17) – US$ 100.000 e 10.000 pontos

Vice-campeão: Jadson André (BRA) com 4,57 pontos (2.57+2.00) – US$ 40.000 e 8.000 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com US$ 20.000 e 6.500 pontos:

1.a: John John Florence (HAV) 15.50 x 8.60 Josh Kerr (AUS)

2.a: Jadson André (BRA) 16.67 x 8.84 Jordy Smith (AFR)
 

TOP-22 DO RANKING DO SAMSUNG GALAXY ASP WORLD TOUR 2014 – 9 etapas:

1.o: Gabriel Medina (BRA) – 56.550 pontos

2.o: Kelly Slater (EUA) – 50.050

3.o: Mick Fanning (AUS) – 43.600

4.o: Joel Parkinson (AUS) – 43.100

5.o: John John Florence (HAV) – 41.950

6.o: Taj Burrow (AUS) – 41.700

7.o: Michel Bourez (TAH) – 40.250

8.o: Adriano de Souza (BRA) – 37.550

9.o: Jordy Smith (AFR) – 35.400

10: Kolohe Andino (EUA) – 34.650

11: Josh Kerr (AUS) – 31.000

12: Owen Wright (AUS) – 30.650

13: Nat Young (EUA) – 29.900

14: Bede Durbidge (AUS) – 23.700

15: Miguel Pupo (BRA) – 23.400

16: Adrian Buchan (AUS) – 22.700

17: Julian Wilson (AUS) – 19.250

18: Filipe Toledo (BRA) – 18.750

18: Fredrick Patacchia (HAV) – 18.750

20: Jadson André (BRA) – 18.250

21: C. J. Hobgood (EUA) – 17.700

22: Sebastian Zietz (HAV) – 16.700

——-outros brasileiros:

29: Alejo Muniz (BRA) – 11.700 pontos

35: Raoni Monteiro (BRA) – 4.500

 

 


SÁBADO 04 DE OUTUBRO 2014
MEDINA PERDE, JADSON VOLTA DA REPESCAGEM E
JOHN JOHN BRILHA COM TUBO 10.


O australiano Josh Kerr barrou o líder do ranking, Gabriel Medina, na última bateria disputada no sábado de mar difícil, com séries pesadas de 8-10 pés, em Le Gardian, Hossegor, na França. O brasileiro segue na frente da corrida pelo título mundial, mas com a sua derrota nas quartas de final ficaram cinco concorrentes com chances de supera-lo nas duas últimas etapas do Samsung Galaxy ASP World Championship Tour 2014 em Portugal e no Havaí, Kelly Slater, Mick Fanning, Joel Parkinson, Taj Burrow e Michel Bourez. Este número ainda pode subir para sete se o havaiano John John Florence passar para a final e o sul-africano Jordy Smith vencer o Quiksilver Pro France. Uma bateria brasileira vai abrir o último dia, com Miguel Pupo e Jadson André disputando a terceira vaga para as semifinais em Hossegor.

John John Florence brilhou nos tubos de Le Gardian (Foto: Poullenot / ASP)

John John Florence brilhou nos tubos de Le Gardian (Foto: Poullenot / ASP)

O sábado começou com John John Florence dando um verdadeiro espetáculo nos tubos de Le Gardian. No melhor deles, ele arrancou a primeira nota 10 do campeonato para liquidar o defensor do título da etapa francesa, Mick Fanning, com incríveis 19,90 pontos de 20 possíveis. Depois o havaiano enfrentou o norte-americano Kolohe Andino e também achou um tubaço sensacional para conquistar a primeira vaga nas semifinais por 16,00 a 9,17 pontos. Com a derrota, Andino saiu da briga pelo título mundial e John John precisa passar para a final para ter chances matemáticas de superar os 56.550 pontos que Gabriel Medina ficou no ranking após sua eliminação nas quartas de final.

“As condições surpreenderam hoje (sábado), mas estava difícil de se posicionar porque as ondas entravam em todo lugar lá fora”, disse John John Florence. “Eu tive a sorte de conseguir um bom ritmo com as séries na minha primeira bateria contra o Mick (Fanning) e peguei um tubo melhor do que o outro. Tem altas ondas, mas nas quartas de final contra o Kolohe (Andino) foi mais difícil de encontrar as ondas boas, pois já dava pra sentir a mudança das condições do mar com a entrada do vento onshore”.

Realmente as condições se deterioraram rapidamente logo na bateria de Gabriel Medina contra Josh Kerr. O australiano começou bem com nota 7,00 e não deu nada certo para o brasileiro. Até a quilha da sua prancha quebrou e ele perdeu bastante tempo para trocar o equipamento, enquanto Josh Kerr conseguia ampliar a vantagem com uma nota regular, 5,83. Medina ficou precisando de 8,10 pontos e quando faltavam menos de 5 minutos para o término da bateria, tentou a virada com um aéreo na finalização de uma direita, mas não completou a manobra. Depois não entrou mais nada de ondas e a vitória do australiano foi confirmada por 12,83 a 8,90 pontos.

Kelly Slater no tubo que valeu a vitória sobre Taj Burrow (Foto: Poullenot / ASP)

Kelly Slater no tubo que valeu a vitória sobre Taj Burrow (Foto: Poullenot / ASP)

O mar ficou tão ruim com a entrada do vento que a comissão técnica decidiu paralisar a competição, com o duelo brasileiro entre Miguel Pupo e Jadson André na terceira quarta de final ficando para abrir o último dia do Quiksilver Pro France. Com a derrota de Gabriel Medina em quinto lugar na França, cinco surfistas seguem com chances matemáticas de impedir o primeiro título do Brasil na história do Circuito Mundial. O principal concorrente é Kelly Slater, que despachou o australiano Taj Burrow na repescagem e vai disputar a última vaga para as semifinais com Jordy Smith. E o sul-africano precisa vencer o campeonato para também entrar na lista dos candidatos ao título mundial.

“Com o Gabriel (Medina) caindo nas quartas de final, eu tenho a oportunidade de diminuir a sua vantagem na liderança aqui na França”, disse Kelly Slater.“Depende de mim agora continuar avançando para ficar mais difícil dele conquistar o título em Portugal e para tentar levar a decisão para Pipeline (no Havaí). Temos mais dois dias para realmente escolher as melhores condições de ondas para fazer as cinco últimas baterias do campeonato e eu espero realmente que ele termine em boas ondas”.

TÍTULO MUNDIAL – Apesar do quinto lugar no Quiksilver Pro France, Gabriel Medina ainda possui uma boa vantagem sobre os seus outros concorrentes. Já calculando os descartes dos dois piores resultados no ranking, se perder nas quartas, Slater vai precisar de 12.250 pontos para superar os 56.550 que Medina sai da França. E essa diferença pode cair para 7.450 pontos com uma vitória de Kelly em Hossegor. Já para os outros adversários, a batalha pelo título é bem mais difícil, com a maioria necessitando de vitórias tanto em Portugal como no Havaí.

Como Mick Fanning ficou em nono lugar na França, ele terá que somar 15.200 pontos para igualar os 56.550 de Medina. Ou seja, o australiano teria que ficar no mínimo em quinto lugar em Portugal e vencer em Pipeline, desde que o brasileiro não passe da terceira fase no Moche Rip Curl Pro em Peniche. Para Joel Parkinson conseguir isso, já precisa de um segundo e um primeiro lugar, enquanto Taj Burrow e Michel Bourez necessitam de duas vitórias. Esta também é a única possibilidade para John John Florence e Jordy Smith, caso o havaiano seja finalista na França e o sul-africano vença o campeonato.

Jadson André ganhando o duelo brasileiro com Filipe Toledo (Foto: Poullenot / ASP)

Jadson André ganhando o duelo brasileiro com Filipe Toledo (Foto: Poullenot / ASP)

DUELOS BRASILEIROS – Depois do verdadeiro espetáculo de John John Florence abrindo o sábado contra Mick Fanning, o mar parou de bombar os tubos nos confrontos seguintes. Ainda pela repescagem, Josh Kerr ganhou a bateria australiana com Matt Wilkinson por apenas 7,34 a 6,93 pontos. E o potiguar Jadson André venceu o duelo brasileiro com o paulista Filipe Toledo por 9,23 a 5,33 pontos, ou seja, faltaram ondas para eles mostrarem tudo o que sabem.

Já no confronto direto pelo título mundial que fechou a repescagem, os tubos reapareceram principalmente para Kelly Slater, que totalizou 15,24 pontos na vitória sobre o australiano Taj Burrow. As quartas de final foram iniciadas em seguida e novamente John John Florence parecia iluminado no sábado. Ele surfou outro tubaço nota 9,0 para conquistar a primeira vaga nas semifinais por 16,00 a 9,17 pontos sobre Kolohe Andino. Depois, o mar voltou a ficar com séries muito espaçadas e o vento entrou bem na vez de Gabriel Medina competir. Sem muitas opções, o brasileiro acabou eliminado por 12,83 a 8,90 pelo australiano Josh Kerr.

As condições do mar ficaram tão críticas que a competição foi suspensa e o duelo brasileiro entre Miguel Pupo e Jadson André pela terceira vaga nas semifinais ficou para as 7h30 do domingo na França, 2h30 da madrugada pelo fuso de Brasília. O Quiksilver Pro France está sendo transmitido ao vivo pelo www.aspworldtour.com e notícias com mais detalhes da participação brasileira no Samsung Galaxy ASP World Championship Tour podem ser acessadas no www.aspsouthamerica.com.


SEXTA FEIRA  03 DE OUTUBRO 2014
MAIS UM DAY OFF NO WCT FRANÇA PRO


O potiguar Jadson Andre detonando na bateria contra Parko. Foto: 
Poullenot / ASP

DAY OFF - A sexta-feira amanheceu com mar storm em Hossegor, com ondas de 8-10 pés
muito mexidas e as fases decisivas do Quiksilver Pro France foram adiadas para as 7h30 do
sábado, 2h30 da madrugada pelo fuso de Brasília. O resultado na França vai definir quem
continuará brigando pelo título mundial com Gabriel Medina nas últimas etapas em Portugal e Havaí:


QUINTA FEIRA 02 DE OUTUBRO 2014.
GABRIEL MEDINA MANTÉM A LIDERANÇA DO MUNDIAL.

Com a classificação para a quarta fase, Gabriel Medina não perde mais a liderança do
ranking no Quiksilver Pro France e mais três surfistas saíram da briga pelo título mundial
com os resultados da quinta-feira em Hossegor,
Adriano de Souza, Owen Wright e 
Josh Kerr. Mesmo que eles vençam as duas últimas etapas, não conseguem mais
ultrapassar os 55.350 pontos que Medina já garantiu no ranking na França.

DOMINGO 28 DE SETEMBRO 2014

FELIPE TOLEDO VOLTA DA REPESCAGEM E TYLER VENCE

Com boas ondas de 4-6 pés no domingo de praia lotada, Les Gardians foi o palco da etapa francesa do Samsung Galaxy ASP World Championship Tour pelo terceiro dia consecutivo em Hossegor. Foram realizadas as três baterias que restavam para fechar a repescagem do Quiksilver Pro France e Filipe Toledo despachou o australiano Adam Melling para fazer mais um duelo brasileiro com o também paulista Adriano de Souza nesse ano. Ainda rolaram os quatro primeiros confrontos da terceira fase entre as baterias do Roxy Pro France, que foi encerrado no domingo com vitória da australiana Tyler Wright na final contra a norte-americana Courtney Conlogue.

Tyler Wright e Courtney Conlogue (Foto: Kirstin Scholtz / ASP)

Tyler Wright e Courtney Conlogue (Foto: Kirstin Scholtz / ASP)

Com este resultado, a disputa do título feminino ficou ainda mais embolada entre as quatro primeiras colocadas no ranking. Cada uma delas agora tem duas vitórias nas oito etapas do Samsung Galaxy ASP Women´s World Tour completadas na França. Tyler Wright começou o domingo vingando a derrota sofrida na final do Roxy Pro do ano passado para a também australiana Sally Fitzgibbons, que se mantém na frente. Depois passou pela francesa Johanne Defay nas semifinais e não deu qualquer chance para a norte-americana Courtney Conlogue. A australiana fez uma apresentação impecável, conseguindo quatro notas acima dos 9 pontos. Nas duas ondas computadas no resultado, atingiu 19,20 pontos somando 9,70 com 9,50 para pular do quarto para o segundo lugar no ranking e entrar de vez na briga do título mundial.

“As condições do mar estão muito boas e eu consegui imprimir um ritmo forte na bateria desde o início”,falou Tyler Wright, que agora totaliza 56.200 pontos no ranking, contra 57.900 da líder Sally Fitzgibbons, 55.950 da terceira colocada, Stephanie Gilmore, e 54.700 da quarta, Carissa Moore. “Eu acho que minhas quatro primeiras ondas foram todas acima dos 9 pontos, então eu realmente procurei apenas me divertir e surfar o meu melhor possível. Eu sempre tenho conseguido bons resultados aqui na França ao longo dos anos e estou muito feliz por colocar meu nome mais uma vez no troféu das campeãs deste evento”.

Enquanto o prazo do Quiksilver Pro France prossegue até o dia 6 de outubro em Hossegor, as meninas já partem para Portugal porque no dia 1.o, quarta-feira, começa a penúltima etapa do WCT feminino, o Cascais Women´s Pro que vai até 7 de outubro na Praia do Guincho, em Cascais, Estoril. Diferente do masculino que pode definir o tít