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31 de dezembro 2016

SORTEIO PRANCHA ILLUSION.

26 DE DEZEMBRO 2016


20 de dezembro 2016

MICHEL BUREZ FAZ A FESTA EM PIPE.

O taitiano Michel Bourez, 30 anos, é o novo campeão do Billabong Pipe Masters, surfando lindos tubos nas direitas do Backdoor na segunda-feira de boas ondas de 4-6 pés para fechar a temporada 2016 do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour no Havaí. A final foi contra um estreante em Pipeline, o mais jovem da elite com 19 anos, Kanoa Igarashi, americano que passou pelo mestre Kelly Slater com um tubaço nas semifinais e por Jordy Smith, que tirou o segundo lugar de Gabriel Medina no ranking. Já o único tubo perfeito que mereceu nota 10 dos juízes foi surfado por Filipe Toledo e não foi suficiente para vencer o campeão Michel Bourez na segunda rodada classificatória para as quartas de final.

Michel Bourez (Foto: Poullenot - WSL)
Michel Bourez (Foto: Poullenot – WSL)

O taitiano depois barrou o campeão mundial John John Florence, que fechou o ano do seu primeiro título colecionando mais um troféu da Tríplice Coroa Havaiana. Ainda teve trabalho para superar Kolohe Andino nas semifinais. Se o norte-americano passasse para a final, tiraria mais uma posição de Gabriel Medina no ranking, mas perdeu e permaneceu em quarto lugar, com o australiano Matt Wilkinson fechando o seleto grupo dos top-5 do Jeep WSL Ranking.

Com a vitória no Billabong Pipe Masters, Michel Bourez saltou da 13.a para a sexta posição. Na bateria que decidiu o título, não entraram os tubos que rolaram durante o dia e o taitiano faturou os 100.000 dólares por um baixo placar de 7,53 a 6,17 pontos. Nada parecido com o que os finalistas já haviam feito nas direitas do Backdoor. O campeão ganhou do havaiano John John Florence por 17,20 pontos de 20 possíveis. Duas baterias depois, Kanoa Igarashi atingiu 18,03 contra Jordy Smith, quase repetindo a nota 10 de Filipe Toledo num tubo sensacional no Backdoor.

Michel Bourez tem 30 anos de idade, compete em Pipeline desde 2009 e foi semifinalista uma vez, perdendo para o campeão de 2011, Kieren Perrow, hoje comissário da World Surf League, que integra a comissão técnica nas etapas que definem o campeão mundial. Esta foi a terceira vitória do taitiano em oito temporadas no CT. As outras foram em 2014, em Margaret River na Austrália e a última no Brasil, ganhando a bateria final no Rio de Janeiro do mesmo Kolohe Andino que derrotou na semifinal em Pipeline.

Kanoa Igarashi (Foto: Poullenot - WSL)
Kanoa Igarashi (Foto: Poullenot – WSL)

Já Kanoa Igarashi é o mais jovem dos top-34 com 19 anos e estreou no maior palco do esporte já fazendo final no Billabong Pipe Masters. E chegou a sua primeira decisão de título passando por grandes estrelas bem mais experientes. Derrotou o mestre Kelly Slater duas vezes na segunda-feira, a última depois de barrar Jordy Smith com um tubo quase nota 10 nas quartas de final, com a média ficando em 9,93. Com ele, atingiu 18,03 pontos, quase batendo o recorde do sul-africano na fase anterior, 18,10 contra o americano Nat Young.

Kanoa era o rei do 13.o lugar no ano, sempre ganhando uma bateria e perdendo na terceira fase em nove das dez etapas antes da final no Havaí. Ele estava fora do grupo dos 22 primeiros que são mantidos no CT para o próximo ano e tinha confirmado sua permanência pelo WSL Qualifying Series, com a vitória no QS 6000 Hang Loose Pro Contest 30 Anos na Praia da Joaquina, em Florianópolis (SC). No ano passado, Kanoa também confirmou sua entrada no CT no Brasil, ganhando o QS 6000 de Itacaré, na Bahia, que saiu do calendário esse ano.

SUBSTITUTOS DO CT 2017 – Agora, Kanoa Igarashi retribuiu com seu resultado no Billabong Pipe Masters, deixando dois brasileiros como substitutos do QS para o Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour, o baiano Bino Lopes e o paulista Jessé Mendes. Ele era o quinto no G-10 do ranking de acesso, agora entrou no grupo dos 22 que ficam na elite e tirou o também californiano Nat Young do CT 2017. Mas, a vaga do QS ficou para o seu amigo, o havaiano Ezekiel Lau, que tinha terminado em 11.o no ranking por apenas 50 pontos.

Bino Lopes só saiu do G-10 do QS na Triplice Coroa Havaiana e agora é o segundo “alternate” para substituir os tops em 2017. O primeiro é o 23.o do ranking do CT, Nat Young. No entanto, se Mick Fanning, que ficou em 17.o lugar, realmente abandonar o Circuito Mundial como se comenta, ele entra em seu lugar e o primeiro substituto passa a ser o havaiano Keanu Asing. O segundo é Bino Lopes e o terceiro seria outro havaiano, Dusty Payne, 27.o no ranking do CT, pois Jeremy Flores em 25.o e Jadson André em 26.o se classificaram pelo QS. O quarto é Jessé Mendes.

Filipe Toledo no tubo nota 10 (Foto: Poullenot - WSL)
Filipe Toledo no tubo nota 10 (Foto: Poullenot – WSL)

BRASIL NO CT 2017 – A seleção brasileira no CT 2017 terá nove surfistas, um a menos do que esse ano. Isso porque saíram dois da elite, o catarinense Alejo Muniz e o paulista Alex Ribeiro, entrando apenas uma novidade pelo WSL Qualifying Series, o pernambucano Ian Gouveia. Os oito que continuam no grupo dos top-34 da World Surf League são os campeões mundiais Gabriel Medina e Adriano de Souza, os também paulistas Filipe Toledo, Caio Ibelli, Wiggolly Dantas e Miguel Pupo, e os potiguares Italo Ferreira e Jadson André, único que garantiu sua permanência pelo QS e não entre 22 mantidos pelo CT.

No último dia do Billabong Pipe Masters, Miguel Pupo ainda estava ameaçado de sair da elite, mas a confirmação da sua vaga veio quando Jordy Smith derrotou Nat Young na quinta fase. Foi um dos melhores duelos do último dia. O americano liderava a bateria com duas notas excelentes, acima de 8. Mas, o sul-africano reagiu de forma fulminante, surfando dois tubos incríveis nos minutos finais para vencer de virada por 18,10 a 16,17 pontos. Nat Young ficou desolado e depois saiu do G-22, caindo para o 23.o lugar quando Kanoa Igarashi passou para as semifinais derrotando o próprio Jordy Smith.

O Billabong Pipe Masters em memória a Andy Irons foi transmitido ao vivo do Havaí pelo www.worldsurfleague.com com divulgação também pelos parceiros de mídia da World Surf League: ESPN+, Globosat e Sportv no Brasil, Fox Sports da Austrália, CBS Sports dos Estados Unidos, Edgesport, Sky NZ, Canal + Deportes, Channel Nine, MCS, Starhub e Oceanic Time Warner Cable 250 & 1250 no Havaí.

Michel Bourez (Foto: Poullenot - WSL)
Michel Bourez (Foto: Poullenot – WSL)

 



















RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO BILLABONG PIPE MASTERS:

Campeão: Michel Bourez (TAH) por 7,53 pontos (5,00+2,53) – US$ 100.000 e 10.000 pontos

Vice-campeão: Kanoa Igarashi (EUA) com 6,17 (notas 4,17+2,00) – US$ 50.000 e 8.000 pontos
 

TOP-22 – 11 etapas com 2 descartes:

Campeão mundial: John John Florence (HAV) – 59.850 pontos

2.o: Jordy Smith (AFR) – 46.400

3.o: Gabriel Medina (BRA) – 45.450

4.o: Kolohe Andino (EUA) – 44.150

5.o: Matt Wilkinson (AUS) – 39.500

6.o: Michel Bourez (TAH) – 38.700

7.o: Kelly Slater (EUA) – 37.900

8.o: Julian Wilson (AUS) – 36.850

9.o: Joel Parkinson (AUS) – 35.700

10: Filipe Toledo (BRA) – 35.400

11: Adriano de Souza (BRA) – 35.350

12: Sebastian Zietz (HAV) – 31.950

13: Josh Kerr (AUS) – 30.650

14: Adrian Buchan (AUS) – 29.700

15: Italo Ferreira (BRA) – 27.500

16: Caio Ibelli (BRA) – 26.950

17: Mick Fanning (AUS) – 25.200

17: Conner Coffin (EUA) – 25.200

19: Stu Kennedy (AUS) – 24.700

20: Kanoa Igarashi (EUA) – 24.250

21: Wiggolly Dantas (BRA) – 23.650

22: Miguel Pupo (BRA) – 22.650
 

10 CLASSIFICADOS PELO QS PARA O CT 2017:

1.o: Connor O´Leary (AUS) – 24.025 pontos

2.o: Ethan Ewing (AUS) – 23.400

3.o: Frederico Morais (PRT) – 22.910

4.o: Joan Duru (FRA) – 22.500

5.o: Kanoa Igarashi (EUA) – 21.800 e top-22 do CT

6.o: Leonardo Fioravanti (ITA) – 20.800

7.o: Jeremy Flores (FRA) – 20.650

8.o: Jadson André (BRA) – 19.700

9.o: Ian Gouveia (BRA) – 19.450

10.o: Jack Freestone (AUS) – 18.800

19 de dezembro 2016.

BRASIL É DIZIMADO NO PIPE 

MASTERS.


15 DE DEZEMBRO 2016

BRASIL AVANÇA COM 05 AO ROUND 

03 NO PIPE MASTERS.

O início do Billabong Pipe Masters em memória a Andy Irons vinha sendo adiado desde quinta-feira passada e começou nesta quarta-feira sem as melhores condições ainda, mas as previsões não são boas até o dia 20, quando acaba o prazo do último desafio do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour 2016 no Havaí. Então, foi decidido realizar a rodada inicial em ondas de 3-5 pés, com poucos tubos em Pipeline num dia para manobras nas direitas do Backdoor. O campeão mundial Gabriel Medina e Filipe Toledo, Italo Ferreira, Miguel Pupo e Alex Ribeiro, venceram suas baterias. Eles passaram direto para a terceira fase, mas os outros quatro brasileiros terão uma segunda chance de classificação na repescagem.

Alex Ribeiro (Foto: Kelly Cestari - WSL)
Alex Ribeiro (Foto: Kelly Cestari – WSL)

Um deles é o defensor do título do Billabong Pipe Masters e atual campeão mundial, Adriano de Souza. Ele começou bem sua primeira bateria depois da inédita final brasileira do ano passado com Gabriel Medina no maior palco do esporte. Mas, não conseguiu achar outra onda boa para somar com a nota 7,17 da primeira que surfou nas direitas do Backdoor. Estreando no Pipe Masters, Alex Ribeiro pegou duas para mostrar a força do seu backside e vencer por 11,27 a 10,54 do Mineirinho e 10,27 do californiano Conner Coffin.

“O mar está bem difícil, porque as ondas não estão muito consistentes”, disse Alex Ribeiro, que está se despedindo da elite no seu ano de estreia no CT. “Eu tive que lutar muito até o final, porque o Adriano (de Souza) abriu com um 7,17 e só precisava de 4,10 pra me vencer. Quando ele foi numa onda, eu fiquei com a prioridade (de escolha da próxima onda) e apenas controlei o tempo até acabar. Estou contente por vencer minha primeira bateria aqui em Pipeline e no próximo ano quero voltar ao CT mais forte e preparado para disputar o circuito”.

Adriano de Souza foi o terceiro campeão mundial a se apresentar na quarta-feira de praia cheia em Pipeline. O primeiro foi Gabriel Medina, que massacrou as direitas do Backdoor para fazer os recordes do dia até ali, nota 8,60 e 15,10 pontos, contra o norte-americano Kanoa Igarashi e o havaiano Bruce Irons. Medina foi o segundo brasileiro a passar direto para a terceira fase, pois o também paulista Miguel Pupo já havia vencido a segunda bateria do dia, contra o norte-americano Kolohe Andino e o australiano Bede Durbidge, que no ano passado sofreu um grave acidente em Pipeline que o tirou da temporada 2016.

Gabriel Medina (Foto: Poullenot - WSL)
Gabriel Medina (Foto: Poullenot – WSL)

“Foi uma boa bateria e estou contente por ter vencido, mas está realmente complicado e desafiador lá fora”, disse Gabriel Medina, vice-campeão do Billabong Pipe Masters nos dois últimos anos e atual campeão da Tríplice Coroa Havaiana. “Eu cheguei aqui antes da Vans World Cup em Sunset, mas foi tanto tempo esperando para começar o campeonato que parece que estou aqui há 2 anos. Espero que as ondas melhorem e seria ótimo fazer outra final aqui em Pipeline. Eu amo essa onda, então seria muito bom se conseguisse isso de novo”.

CAMPEÃO MUNDIAL – A bateria de Gabriel Medina acabou e começou a do novo campeão mundial John John Florence. E na estreia em casa com a lycra amarela de número 1 da World Surf League, o havaiano mostrou o caminho dos tubos no Backdoor para aumentar os recordes do brasileiro para 8,83 e 16,66 pontos. O potiguar Jadson André competiu com o havaiano e até começou na frente, completando o primeiro aéreo do dia em Pipeline. Mas, ficou em segundo lugar e terá que encarar uma rodada extra para chegar na terceira fase.

“O Jadson (André) fez um aéreo incrível naquela primeira onda e pensei no que ele faria em toda a bateria”, disse John John Florence. “Ele surfou muito bem nos eventos passados, em Haleiwa e Sunset, eu assisti as baterias dele e hoje (quarta-feira) estava difícil lá fora, então o vencedor seria quem encontrasse duas ondas boas. Eu fiquei um pouco nervoso contra ele, mas estou feliz por ter conseguido pegar aqueles tubos no Backdoor para vencer”.

Filipe Toledo ((Foto: Kelly Cestari - WSL)
Filipe Toledo ((Foto: Kelly Cestari – WSL)

TUBO EM PIPELINE – Outro brasileiro que estreou com vitória no Billabong Pipe Masters foi o novo papai, Filipe Toledo. Ele destruiu uma direita no Backdoor com várias manobras de frontside, depois surfou o primeiro tubo da quarta-feira nas esquerdas de Pipeline, para vencer os dois australianos que enfrentou na bateria. A vitória foi por uma pequena diferença de 12,34 a 12,03 pontos sobre Josh Kerr e Adam Melling ficou em último com 9,37.

Depois de Filipe, o também paulista Caio Ibelli foi derrotado pela fera Kelly Slater, mas na bateria seguinte o potiguar Italo Ferreira conseguiu uma vitória de virada na onda que surfou nos últimos segundos. O australiano Jack Freestone liderou até o minuto final, quando entrou uma série de ondas e o havaiano Sebastian Zietz assumiu a ponta na da frente, mas na de trás o brasileiro pulou do último lugar direto para a terceira fase do Pipe Masters.

ELIMINATÓRIAS – Os perdedores das baterias na rodada inicial, se enfrentam nos primeiros duelos eliminatórios do campeonato. O atual campeão do Billabong Pipe Masters, Adriano de Souza, entra na segunda bateria com o havaiano Bruce Irons. Depois, tem Caio Ibelli contra Ryan Callinan na sexta, Wiggolly Dantas na décima com o também australiano Davey Cathels e o potiguar Jadson André na 11.a, disputando a penúltima vaga para a terceira fase com o norte-americano Nat Young, que está fechando o grupo dos 22 primeiros colocados no ranking que são mantidos na elite da World Surf League para o próximo ano.

Apesar do título mundial já estar definido, outras batalhas acontecem no Billabong Pipe Masters. Uma delas para terminar a temporada no seleto grupo dos top-5 do mundo. Outra para ficar entre os 12 cabeças de chave para a primeira etapa de 2017. E a outra, mais dramática, pelas últimas vagas no G-22 para ficar na elite dos top-34 no ano que vem. E essa briga centralizou as atenções no início da quarta-feira, pois os principais envolvidos nessa disputa competiram nos primeiros confrontos do dia.

Miguel Pupo (Foto: Poullenot - WSL)
Miguel Pupo (Foto: Poullenot – WSL)

ULTIMAS VAGAS NO G-22 – O antepenúltimo colocado na lista, Wiggolly Dantas, perdeu a primeira bateria e tem que vencer na segunda fase para já não ser ultrapassado por Miguel Pupo, que ganhou o segundo confronto do dia e avançou direto para a terceira fase. Com isso, Pupo já trocou 500 pontos por 1.750 com a classificação e atinge 22.650 no ranking, contra 22.400 de Wiggolly Dantas se não passar por Davey Cathels na repescagem.

O último colocado no G-22, Nat Young, entrou na terceira bateria e também foi batido pelo australiano Matt Wilkinson. Na seguinte, Keanu Asing, 23.o do ranking, tiraria o californiano da lista se vencesse, mas o havaiano perdeu para o sul-africano Jordy Smith. Entre eles, a briga pela última vaga é fase a fase no Billabong Pipe Masters e Keanu precisa ficar uma a frente.

Os outros dois principais concorrentes de Nat Young, Miguel Pupo e Wiggolly Dantas, são o também norte-americano Kanoa Igarashi e o brasileiro Jadson André, na 24.a e 25.a posições, respectivamente. Para eles, Young tem duas fases de vantagem e os dois também perderam para os líderes do ranking, Kanoa para Gabriel Medina e Jadson para John John Florence. Ambos já estão garantidos no CT 2017 entre os dez indicados pelo WSL Qualifying Series, mas podem confirmar suas permanências pelo ranking principal.

Jadson Andre (Foto: Kelly Cestari - WSL)
Jadson Andre (Foto: Kelly Cestari – WSL)

Se isso acontecer, Kanoa e Jadson dispensam as vagas no G-10 da divisão de acesso para os próximos colocados no ranking final do QS, o havaiano Ezekiel Lau em 11.o lugar e o brasileiro Bino Lopes em 12.o. A segunda fase do Billabong Pipe Masters será encerrada com dois confrontos diretos pelo último lugar no G-22 do CT. A penúltima bateria será entre o 23.o e 24.o do ranking, Keanu Asing e Kanoa Igarashi, respectivamente. E na última, Nat Young defende a 22.a posição contra o 25.o, Jadson André.

13 de dezembro 2016

NOVA GERAÇÃO HAVAIANA QUEBRA 

EM CASA E FATURA TRIAGEM.


08 dezembro 2016

PIPELINE ABRE JANELA MAS NÃO 

COMEÇA, CHAMADA NESSA SEXTA.


As condições do mar em Banzai Pipeline não estão boas na quinta-feira para iniciar a triagem do Billabong Pipe Masters e uma nova chamada foi marcada para as 7h30 da sexta-feira no Havaí, 15h30 no Brasil.

Apesar do Campeão já definido, muitas vagas estão em disputa, quem sai, quem fica e quem ainda pode
subir da lista de acesso. Grande expectativa para essa etapa na onda mágica do Hawaii.


05. DE DEZEMBRO 2016

O PERNAMBUCANO IAN GOUVEIA 

ENTRA NA ELITE MUNDIAL.

Dia histórico para o Surf nacional e mundial com a conquista de 
uma vaga para disputar a elite mundial pelo filho do Fábio Fabuloso
Gouveia, Ian Gouveia nesse domingo no Havai, palco maior do 
esporte. Parabéns a toda família por mais essa conquista.

25 de novembro 2016

COMEÇOU A JANELA DO ÚLTIMO WQS.

Hoje começou a janela da etapa final do WQS que vai definir
os 10 melhores que sobem para a elite em 2017. O Brasil vem embalado
e pode fazer bonito, já temos pelo menos 05 atletas brigando para
ficar entre os 10 melhores. Hoje não teve competição, a chamada
com o fuso horário é às 15:30.

23 de novembro 2016.

COMEÇOU A PROMOÇÃO DA ILLUSION 

SURFBOARDS, PARTICIPE.



19 de novembro 2016

JOHN JOHN VENCE A PRIMEIRA DA 

TRÍPLICE COROA HAVAIANA.

O havaiano John John Florence brilhou em sua primeira apresentação em casa depois de conquistar o título mundial da World Surf League. Ele surfou as melhores ondas em Haleiwa Beach nas quatro baterias que disputou na sexta-feira para faturar o título do QS 10000 Hawaiian Pro. A decisão terminou empatada e a maior nota do campeão mundial garantiu a vitória sobre Frederico Morais, mas o português conseguiu o resultado que precisava para tirar a vaga do brasileiro Tomas Hermes na lista dos dez indicados pelo WSL Qualifying Series para a elite do CT 2017. O potiguar Jadson André parou nas semifinais e agora está junto com o catarinense e o paulista Jessé Mendes na porta de entrada do G-10.

John John Florence (Foto: Tony Heff - WSL)
John John Florence (Foto: Tony Heff – WSL)

Tomas Hermes é o 11.o colocado no ranking do QS, Jadson subiu da 22.a para a 12.a posição e Jessé saiu da zona de classificação para o CT em Haleiwa Beach, caindo do décimo para o 13.o lugar. Frederico Morais teria que ficar entre os dois primeiros do Hawaiian Pro para ultrapassar os brasileiros e conseguiu isso quase conquistando uma vitória inédita de Portugal no Havaí. Ele e o francês Marc Lacomare largaram na frente na grande final, recebendo nota 8,33 em suas primeiras ondas. John John começou com 6,83, mas ganhou 8,83 na segunda para atingir imbatíveis 15,66 pontos.

Depois, o havaiano não surfou mais nada e por pouco não perdeu o título. O mais incrível foi que Frederico Morais chegou a um centésimo da virada duas vezes, nas últimas ondas que pegou em Haleiwa Beach. Só que em ambas a média ficou em 7,33 e ele precisava de 7,34 para vencer o QS 10000 Hawaiian Pro. Ele apenas igualou os 15,66 pontos do havaiano, que levou o prêmio máximo de 40.000 dólares no desempate pela maior nota. O português faturou 20.000 dólares e ficou feliz pelo excelente resultado no Havaí. O francês Marc Lacomare também chegou perto da vitória totalizando 15,50 pontos, com o australiano Adrian Buchan ficando em quarto lugar com apenas 9,60 nas duas notas computadas.

John John Florence (Foto: Tony Heff - WSL)
John John Florence (Foto: Tony Heff – WSL)

“Este está sendo o melhor ano da minha vida, com certeza”, vibrou John John Florence. “Estou muito feliz por estar em casa, com minha família e amigos. Eu não poderia ter conseguido tudo isso sem minha mãe e meus irmãos me apoiando minha vida toda. E obrigado a todos aqui hoje (sexta-feira), que vieram a praia torcer e nos apoiar. Meu objetivo agora é ser um competidor cada vez melhor. Eu quero ganhar outro título mundial, adoraria vencer a Tríplice Coroa e quero ser campeão do Pipe Masters também. Eu quero ganhar tudo”.

Apesar de ser no desempate, a vitória de John John Florence premiou realmente o melhor surfista nas ondas de Haleiwa Beach. O havaiano vinha fazendo grandes apresentações desde a sua estreia como campeão mundial na ilha de Oahu. No último dia, só não fez o maior placar nas oitavas de final, mas nas quartas registrou os recordes da sexta-feira, com os 18,40 pontos que totalizou somando notas 9,30 e 9,10. Ele usou sua incrível variedade de manobras de borda e também completou aéreos sensacionais com um surfe ultramoderno e progressivo.

“O John John (Florence) é um surfista fantástico”, destacou Frederico Morais. “Eu estive com ele semanas atrás em Portugal, quando ele foi coroado campeão mundial e foi muito legal assistir tudo aquilo. Ele merece. É, provavelmente, o melhor surfista do mundo agora e é uma honra terminar uma final empatada com ele aqui no Havaí. O segundo lugar foi incrível também e me coloca em uma boa posição para me qualificar para o CT. Espero conseguir outro bom resultado em Sunset Beach (local da última etapa do QS) para concretizar esse sonho”.

Frederico Morais (Foto: Kelly Cestari - WSL)
Frederico Morais (Foto: Kelly Cestari – WSL)

O português Frederico Morais também se destacou e venceu a semifinal que tirou o Brasil da decisão do título do QS 10000 Hawaiian Pro. O potiguar Jadson André entraria no G-10 se passasse para a final, mas perdeu a última vaga nos minutos finais da bateria, quando o australiano Adrian Buchan surfou sua segunda onda que valeu 6,27. Jadson ainda teve uma última chance e até tirou a maior nota do confronto, 6,53, porém não foi suficiente para se classificar, sendo barrado pelo australiano por 11,50 a 11,36 pontos.

O brasileiro e o português são amigos e já haviam se enfrentado no Hang Loose Pro Contest 30 Anos em Florianópolis (SC), onde Jadson André eliminou Frederico Morais nas quartas de final. Na sexta-feira em Haleiwa, eles competiram juntos duas vezes. A primeira foi novamente nas quartas de final e o potiguar ganhou de novo, mas o português impediu uma segunda dobradinha verde-amarela de Jadson com o paulista Victor Bernardo em Hawaiian Pro. Frederico passou em segundo para as semifinais, quando vingou a eliminação no Brasil para o potiguar que tenta garantir sua permanência no CT entre os dez indicados pelo QS.

A lista que tinha três brasileiros, agora só tem dois, o pernambucano Ian Gouveia em sétimo lugar e o baiano Bino Lopes em oitavo. O português Frederico Morais foi o único que entrou no G-10 no primeiro desafio da Tríplice Coroa Havaiana, mas o ranking do WSL Qualifying Series agora tem um novo líder, o australiano Connor O´Leary, que dividiu a quinta posição no Hawaiian Pro com Jadson André. Também derrotados nas semifinais, o francês Joan Duru e o australiano Davey Cathels ficaram empatados em sétimo lugar.

CONFIRMADOS NO CT 2017 – Com os 5.100 pontos recebidos, Joan Duru assumiu a segunda posição no ranking e confirmou de vez sua classificação para a elite dos top-34 da World Surf League que vai disputar o título mundial do ano que vem. Além dele, mais quatro também já garantiram suas vagas no G-10 do QS, o novo líder Connor O´Leary, o norte-americano Kanoa Igarashi com a vitória no Hang Loose Pro Contest 30 Anos, o australiano Ethan Ewing e o italiano Leonardo Fioravanti. Os cinco já ultrapassaram a barreira dos 20.000 pontos no ranking.

Jadson Andre (Foto: Kelly Cestari - WSL)
Jadson Andre (Foto: Kelly Cestari – WSL)

Quem está mais próximo de atingir esta marca agora é o francês Jeremy Flores com 19.450 pontos. Os brasileiros vêm logo abaixo dele, Ian Gouveia com 18.410 e Bino Lopes com 17.900. E os mais ameaçados na batalha pelas últimas vagas para o CT 2017 no QS 10000 Vans World Cup of Surfing, que começa na próxima sexta-feira (25) em Sunset Beach, são o australiano Ryan Callinan em nono lugar com 16.250 pontos e o português Frederico Morais em décimo com 16.010.

Os principais concorrentes deles são três brasileiros que estão na porta de entrada do G-10, o catarinense Tomas Hermes com 15.750 pontos, o potiguar Jadson André com 15.200 e o paulista Jessé Mendes com 14.960. Outro paulista, Deivid Silva, chegou no Havaí em 11.o lugar no ranking, mas não foi bem em Haleiwa e despencou para 16.o com 14.680 pontos. Entre os brasileiros, estão o norte-americano Evan Geiselman, em 14.o com 14.850, e o havaiano Ezekiel Lau, em 15.o com 14.700.

Tomas Hermes foi um dos seis brasileiros que competiram nas oitavas de final que abriram a sexta-feira decisiva do Hawaiian Pro. A grande surpresa do evento, Samuel Pupo, de apenas 16 anos de idade, foi barrado na primeira bateria do dia pelo francês Marc Lacomare e o espanhol Gony Zubizarreta. Na terceira, Tomas deixaria a rabeira do G-10 de passasse para as quartas de final, mas perdeu para o australiano Davey Cathels e o italiano Leonardo Fioravanti. E o paulista Robson Santos também ficou em terceiro na disputa seguinte, que classificou John John Florence e o novo líder do QS, Connor O´Leary.

Victor Bernardo (Foto: Tony Heff)
Victor Bernardo (Foto: Tony Heff)

Na chave de baixo, mais três brasileiros participaram das duas últimas batalhas por vagas nas quartas de final. A penúltima foi um confronto direto entre Brasil e Austrália que terminou empatado em 1 a 1. Adrian Buchan venceu e o jovem Victor Bernardo superou o top do CT e também paulista, Miguel Pupo, na briga pelo segundo lugar. E o potiguar Jadson André conquistou a última vaga, despachando o francês Diego Mignot e Cooper Chapman, australiano como o vencedor da bateria, Ethan Ewing.

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RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO QS 10000 HAWAIIAN PRO:

Campeão: John John Florence (HAV) por 15,66 pontos (8,83+6,83) – US$ 40.000 e 10.000 pontos

Vice-campeão: Frederico Morais (PRT) com 15,66 (notas 8,33+7,33) – US$ 20.000 e 8.000 pontos

Terceiro lugar: Marc Lacomare (FRA) com 15,50 pts (8,33+7,17) – US$ 12.000 e 6.700 pontos

Quarto lugar: Adrian Buchan (AUS) com 9,60 pontos (5,17+4,43) – US$ 10.000 e 6.300 pontos

SEMIFINAIS – 3.o=5.o lugar (US$ 7.500 e 5.300 pts) / 4.o=7.o lugar ($ 6.500 e 5.100 pts):

1.a: 1-John John Florence (HAV), 2-Marc Lacomare (FRA), 3-Connor O´Leary (AUS), 4-Davey Cathels (AUS)

2.a: 1-Frederico Morais (PRT), 2-Adrian Buchan (AUS), 3-Jadson André (BRA), 4-Joan Duru (FRA)


14 DE NOVEMBRO 2016

NORONHA SEMPRE, VEM AI!


12 de novembro 2016

OBRA DO SAFADÃO EMBARGADA.

09 de novembro 2016

A CASA CAIU, MARACA PARTIU.


06 de novembro 2016

AMERICANO FAZ A FESTA NO BRASIL

O norte-americano Kanoa Igarashi, 19 anos, é o campeão do histórico Hang Loose Pro Contest 30 Anos na Praia da Joaquina, em Florianópolis. Ele surfou as melhores ondas que entraram na decisão Brasil x Estados Unidos para derrotar o potiguar Jadson André, 26 anos, por 15,84 a 13,37 pontos e faturar o prêmio máximo de 25.000 dólares. Uma multidão lotou a Praia da Joaquina novamente no domingo, relembrando aquele campeonato inesquecível de 1986 que trouxe o Circuito Mundial de volta para o Brasil. A vitória no QS 6000 de Santa Catarina garantiu a permanência de Kanoa Igarashi na elite da World Surf League para o ano que vem e a liderança isolada no ranking do WSL Qualifying Series.

Kanoa Igarashi (Foto: Daniel Smorigo - WSL)
Kanoa Igarashi (Foto: Daniel Smorigo – WSL)

“É uma sensação incrível ganhar de novo aqui no Brasil e foi muito parecido com o ano passado, quando eu precisava de um bom resultado para me classificar para o CT”, disse Kanoa Igarashi, que ocupava um perigoso oitavo lugar na lista dos dez indicados pelo WSL Qualifying Series para a elite dos top-34 do CT. “Agora eu posso ir para o Havaí sem pressão por resultados lá. Eu gosto muito das ondas daqui, das pessoas, da comida e eu falo português, então isso ajuda também. Eu e o Griffin (Colapinto) somos bem amigos, ficamos no mesmo quarto aqui e ele me carregou nos ombros pela praia. Foi muito legal e eu faria a mesma coisa se ele tivesse vencido o campeonato”.

Esta foi a segunda vez que Kanoa Igarashi confirma sua vaga no CT no Brasil. No ano passado, ele entrou na elite dos top-34 da World Surf League com a vitória conquistada no QS 6000 da Bahia, em Itacaré. Agora, garante sua permanência com outro título em águas verde-amarelas, dessa vez no campeonato mais emblemático da história do surfe brasileiro. O americano foi um dos destaques nas ondas da Praia da Joaquina em todos os dias que competiu, sempre conseguindo notas altas para liquidar seus adversários em Florianópolis.

O potiguar Jadson André também faz parte da elite deste ano e, como Kanoa Igarashi, não está conseguindo garantir sua permanência entre os 22 primeiros no ranking do CT que são mantidos na elite. Com os 4.500 pontos do vice-campeonato no Hang Loose Pro Contest 30 Anos, Jadson saltou da 58.a para a 22.a colocação no WSL Qualifying Series, aumentando bastante as chances de confirmar sua vaga nas duas etapas do QS 10000 que vão fechar a temporada no Havaí. Até porque ele ainda não completou os cinco resultados que são computados, enquanto todos que estão à sua frente estarão trocando pontos na Tríplice Coroa Havaiana.

Jadson André (Foto: Daniel Smorigo - WSL)
Jadson André (Foto: Daniel Smorigo – WSL)

“Foi fenomenal fazer uma final aqui no Brasil e é sempre uma sensação muito boa poder surfar em frente da melhor torcida do mundo”, disse Jadson André. “Claro que eu gostaria de ter vencido o campeonato, mas não posso reclamar, o segundo lugar ainda é um bom resultado e parabéns para o Kanoa (Igarashi), que surfou muito durante toda a semana. Eu estava bem fraco no início, meio doente e ainda bem que teve um ‘day off’ (quinta-feira) pra me recuperar. Depois fui melhorando a cada dia e minhas notas refletiram isso. Eu quero manter minha vaga no CT em Pipeline e nem estava prestando atenção no QS, mas é bom saber que eu subi e posso me garantir pelo QS, porque você nunca sabe o que vai acontecer”.

A grande final com 35 minutos de duração começou as 11h00 com a praia já lotada na Joaquina, como na quarta-feira e no sábado. O californiano Kanoa Igarashi ganhou a disputa pela primeira onda e a esquerda abriu a parede para ele fazer três manobras fortes de backside e largar na frente com nota 7,67. O natalense Jadson André erra na primeira escolha de onda, ela fecha rápido e a prioridade da próxima fica para o americano. As condições do mar estavam difíceis, com longos intervalos entre as séries, então era fundamental não desperdiçar qualquer chance.

Kanoa Igarashi (Foto: Daniel Smorigo - WSL)
Kanoa Igarashi (Foto: Daniel Smorigo – WSL)

Demora um pouco para entrar outras ondas e Kanoa Igarashi pega uma direita para mandar um aéreo rodando que vale nota 5,33. Jadson pega a seguinte da série para fazer três manobras de backside em outra direita que só rende 4 pontos. Só que o americano já vem em mais uma variando as manobras com velocidade para botar pressão no brasileiro com uma boa vantagem de 9 pontos na liderança. Jadson falha de novo na escolha da onda, perde a prioridade e deixa uma esquerda para Kanoa usar a força do seu backside de novo e trocar a nota 5,33 por 8,17, deixando Jadson em “combination”, precisando de duas ondas para superar os 15,84 pontos do americano.

Enfim, o potiguar acha uma direita há 20 minutos do fim da bateria, que abre mais para ele desferir uma série de manobras potentes de backside e voltar para a briga do título com nota 6,5. Com ela, Jadson ainda precisava de uma onda excelente, que rendesse 9,34 pontos. Ele vem numa esquerda limpa, com potencial para isso, mas erra a primeira manobra. Em seguida, pega uma direita e arrisca o aéreo rodando de backside, porém não completa.

O tempo foi passando, não entrava ondas boas, os dois competidores ficaram remando no outside, até que sobra uma esquerda para Jadson mandar outro aéreo 360 sem as mãos na prancha, dessa vez de frontside, porém novamente sem aterrissar com perfeição. A calmaria voltou, passou o sinal dos 10 minutos finais, dos 5 minutos, o brasileiro ainda surfa sua melhor onda no final, mas a vitória de Kanoa Igarashi já estava consumada por 15,84 a 13,37 pontos.
 

RESULTADOS DO DOMINGO:

Campeão: Kanoa Igarashi (EUA) por 15,84 pontos (8,17+7,67) – US$ 25.000 e 6.000 pontos

Vice-campeão: Jadson André (BRA) com 13,37 (notas 6,87+6,50) – US$ 12.000 e 4.500 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 3.550 pontos e US$ 5.500 de prêmio:

1.a: Kanoa Igarashi (EUA) 14.84 x 11.50 Griffin Colapinto (EUA)

2.a: Jadson André (BRA) 12.83 x 11.17 Deivid Silva (BRA)

G-10 DO WSL QUALIFYING SERIES – após 46.a etapa:

1.o: Kanoa Igarashi (EUA) – 21.750 pontos

2.o: Leonardo Fioravanti (ITA) – 20.750

3.o: Connor O´Leary (AUS) – 19.775

4.o: Joan Duru (FRA) – 18.900

5.o: Ethan Ewing (AUS) – 18.750

6.o: Ian Gouveia (BRA) – 18.410

7.o: Bino Lopes (BRA) – 17.550

8.o: Jeremy Flores (FRA) – 17.150

9.o: Ryan Callinan (AUS) – 15.950

10.o: Jessé Mendes (BRA) – 14.860

11: Deivid Silva (BRA) – 14.680 pontos

03 de novembro 2016

TRIP SELVAGEM PARTE FINAL


01 DE NOVEMBRO 2016

IAN GOUVEIA QUER GARANTIR 

PASSAPORTE NA JOACA.



29 de outubro 2016

SWELL PESADO ENCOSTA NO RN.

A entrada de um grande swell no estado do Rio Grande do Norte,
comprova que durante o ano duas temporadas de ondas favorecem
a costa do estado.


25 de outubro 2016

O MENINO DO VÍDEO GAME É O

NOVO CAMPEÃO MUNDIAL.


John John Florence, 22 anos, conquistou nesta terça-feira (25) o novo troféu de campeão mundial da World Surf League com vitória no Meo Rip Curl Pro Portugal em Supertubos. O título foi confirmado antes, quando o sul-africano Jordy Smith perdeu nas semifinais para o norte-americano Conner Coffin. Depois de dois títulos consecutivos do Brasil, com Gabriel Medina em 2014 e Adriano de Souza em 2015, John John é o primeiro havaiano a vencer desde Andy Irons em 2004 e vai estrear como campeão de 2016 no Billabong Pipe Masters em homenagem ao tricampeão em Banzai Pipeline, que fecha o Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour nos dias 8 a 20 de dezembro na ilha de Oahu, Havaí.

John John Florence (Foto: Kelly Cestari - WSL)
John John Florence (Foto: Kelly Cestari – WSL)

“Eu, honestamente, nem consigo acreditar em tudo isso agora. Eu sei que a minha mãe e minha família estão assistindo online agora e eu realmente gostaria que eles estivessem aqui comigo”, confessou John John Florence. “Eu estou muito feliz, pois trabalhei toda a minha vida para isso e tenho que agradecer a muitas pessoas que foram importantes para mim”.

A temporada de John John Florence não começou bem nas três provas da “perna australiana”, até conquistar a sua segunda vitória no Oi Rio Pro do Brasil, no Postinho da Barra da Tijuca. Mais motivado com o título no Rio de Janeiro, o havaiano fez grandes apresentações nas etapas seguintes, sendo vice-campeão na África do Sul e no Taiti e ficando em terceiro lugar na França, enquanto seus concorrentes diretos, o brasileiro Gabriel Medina, o australiano Matt Wilkinson, o sul-africano Jordy Smith e o onze vezes campeão mundial Kelly Slater, não conseguiram a mesma consistência de resultados até Portugal.

“Foi um ano longo, mas certamente um dos melhores anos da minha vida”, continuou John John. “Foram muitos eventos divertidos que aprendi bastante e foi muito bom passar esse tempo todo junto com esses surfistas incríveis. Eu estava apenas tentando manter o foco em cada bateria aqui, mas achando que a decisão do título iria ser no Havaí”.

John John Florence (Foto: Poullenot - WSL)
John John Florence (Foto: Poullenot – WSL)

Em seis anos no WSL Championship Tour, o havaiano vinha ameaçando o trono de melhor surfista do mundo desde a sua entrada na divisão de elite em 2011. Ele ficou em quarto lugar no ranking final de 2013 e em terceiro no ano seguinte. Florence sempre foi apontado como uma das grandes promessas dos últimos anos e vinha evoluindo o seu surfe a cada temporada, para se tornar um dos talentos mais dinâmicos que o esporte já viu em 40 anos de história.

“Minha vida inteira foi direcionada para isso, mas só este ano especialmente, aprendi muito mais sobre o surfe competitivo, me concentrando completamente nas competições e tive muita ajuda e apoio incríveis para isso”, conta John John Florence. “O título mundial já era meu objetivo para este ano, então estou muito feliz neste momento e só quero me divertir agora”.

Resultados de John John Florence em 2016:

5.o lugar no Quiksilver Pro Gold Coast contra Stu Kennedy nas quartas de final

13.o lugar no Rip Curl Pro Bells Beach perdendo na terceira fase para Caio Ibelli

13.o lugar no Drug Aware Pro Margaret River contra Caio Ibelli novamente

Campeão do Oi Rio Pro na final com Jack Freestone no Rio de Janeiro, Brasil

5.o lugar no Fiji Pro perdendo na quarta de final com Matt Wilkinson em Fiji

Vice-campeão no J-Bay Open na final com Mick Fanning na África do Sul

Vice-campeão no Billabong Pro Tahiti na final com Kelly Slater em Teahupoo

13.o lugar no Hurley Pro at Trestles na terceira fase com Brett Simpson nos Estados Unidos

3.o lugar no Quiksilver Pro France na semifinal com Keanu Asing em Hossegor

Campeão do Meo Rip Curl Pro Portugal na final com Conner Coffin em Peniche

Carreira de John John Florence na World Surf League:

2011: 34.o lugar no 11.o título de Kelly Slater

2012: 4.o lugar no primeiro título de Joel Parkinson

2013: 10.o lugar no tricampeonato de Mick Fanning

2014: 3.o lugar no título brasileiro de Gabriel Medina

2015: 14.o lugar no título de Adriano de Souza

2016: Campeão mundial da World Surf League

Conner Coffin (Foto: Poullenot - WSL)
Conner Coffin (Foto: Poullenot – WSL)

Depois de ser coroado como campeão mundial de 2016 nas semifinais, John John Florence fez uma final emocionante com o estreante na elite, Conner Coffin, 23 anos. Os dois adotaram estratégias diferentes para o ataque final na “perna europeia” do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour. Florence escolheu as manobras aéreas com suas inúmeras rotações, enquanto Coffin continuou perseguindo os tubos, surfando um bem profundo que valeu nota 8,60. Mas, o havaiano deu o troco num “alley-oop” enorme que arrancou 9,5 dos juízes e garantiu a vitória por 16,67 a 9,93 pontos.

“A sensação de fazer uma final é incrível”, disse Conner Coffin. “Eu adoro Portugal, as ondas são muito boas, as pessoas são incríveis, a comida é boa também, é como na Califórnia e me sinto em casa aqui. Eu sabia que o John John poderia ser campeão na semifinal, mas não fiquei pensando no título dele na minha bateria com o Jordy (Smith). Eu só estava concentrado no meu trabalho, pois eu tinha muito o que fazer aqui neste evento para ficar no CT para o próximo ano. Esse era o meu objetivo”.

Conner Coffin depois de confirmar o título mundial para John John Florence (Foto: Poullenot - WSL)
Conner Coffin depois de confirmar o título mundial para John John Florence (Foto: Poullenot – WSL)

A vitória sobre Jordy Smith, 28 anos, tirou o sul-africano da briga do título e confirmou o troféu de campeão mundial de 2016 para John John Florence, que já havia vencido o duelo com Kolohe Andino que abriu a terça-feira em Supertubos. Jordy subiu do quarto para o terceiro lugar no ranking, atrás só do havaiano e de Gabriel Medina. Em oito temporadas no CT, o sul-africano já foi vice-campeão mundial em 2010 no décimo título de Kelly Slater e ficou em quarto no tricampeonato de Mick Fanning em 2013.

“Lógico que eu gostaria mais de ir para o Havaí com chance de lutar pelo título mundial lá, mas estou feliz com esse resultado”, disse Jordy Smith. “Eu competi esse ano como convidado pela contusão que sofri no ano passado, então estou satisfeito por ter voltado a surfar bem e chegar no fim do ano disputando o título, foi realmente uma conquista importante para mim. E se eu posso ser vice-campeão de novo ainda, então vou buscar isso em Pipeline”.

Jordy Smith (Foto: Poullenot - WSL)
Jordy Smith (Foto: Poullenot – WSL)

Jordy Smith dividiu o terceiro lugar no Meo Rip Curl Pro Portugal com o norte-americano Kolohe Andino, 22 anos. O californiano chegou nas semifinais nas duas provas da “perna europeia” e, assim como na França, ficou a um passo da grande final. Ele foi derrotado pelo novo campeão mundial John John Florence no primeiro duelo da terça-feira em Supertubos e permaneceu numa ótima quinta posição no ranking 2016 da World Surf League.

Oito surfistas ainda têm chances matemáticas de brigar por vaga neste seleto grupo dos top-5 no Havaí, como os brasileiros Adriano de Souza e Filipe Toledo. O Billabong Pipe Masters em homenagem à Andy Irons vai fechar a temporada 2016 do Samsung Galaxy WSL Championship Tour nos dias 8 a 20 de dezembro em Banzai Pipeline, na ilha de Oahu.
 

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 6.500 pontos e US$ 25.000 de prêmio:

1.a: John John Florence (HAV) 13.84 x 8.47 Kolohe Andino (EUA)

2.a: Conner Coffin (EUA) 15.00 x 14.37 Jordy Smith (AFR)

TOP-22 DO JEEP WSL RANKING – após a décima das onze etapas de 2016:

Campeão mundial: John John Florence (HAV) – 56.400 pontos

2.o: Gabriel Medina (BRA) – 45.450

3.o: Jordy Smith (AFR) – 41.700

4.o: Matt Wilkinson (AUS) – 38.250

5.o: Kolohe Andino (EUA) – 38.150

6.o: Julian Wilson (AUS) – 35.600

7.o: Adriano de Souza (BRA) – 34.100

8.o: Joel Parkinson (AUS) – 32.200

9.o: Filipe Toledo (BRA) – 31.900

9.o: Kelly Slater (EUA) – 31.900

11: Sebastian Zietz (HAV) – 30.700

12: Adrian Buchan (AUS) – 29.700

13: Michel Bourez (TAH) – 29.200

14: Italo Ferreira (BRA) – 27.500

15: Caio Ibelli (BRA) – 26.950

16: Josh Kerr (AUS) – 25.950

17: Mick Fanning (AUS) – 25.200

18: Stu Kennedy (AUS) – 24.700

19: Conner Coffin (EUA) – 23.950

20: Wiggolly Dantas (BRA) – 22.400

21: Miguel Pupo (BRA) – 21.400

22: Nat Young (EUA) – 18.900


18 de outubro 2016

SÓ CINCO AVANÇAM AO ROUND 03

O Meo Rip Curl Pro Portugal foi iniciado na terça-feira (18) com os líderes da corrida pelo título mundial estreando com derrotas nas ondas de 2-4 pés de Supertubos, em Peniche, Cascais. O primeiro foi Matt Wilkinson, na vitória brasileira de Miguel Pupo. Depois, Gabriel Medina perdeu para o português Frederico Morais e Jadson André bateu o líder John John Florence. Além de Pupo e Jadson, também passaram direto para a terceira fase, o campeão mundial Adriano de Souza, Wiggolly Dantas e Italo Ferreira, que igualou o maior placar da terça-feira na bateria que fechou o primeiro dia em Portugal.

Italo Ferreira (Foto: Kelly Cestari)
Italo Ferreira (Foto: Kelly Cestari – WSL)

O potiguar de Baía Formosa, Italo Ferreira, foi vice-campeão na final brasileira do ano passado com Filipe Toledo em Supertubos. Ele surfou duas boas ondas para somar notas 8,67 e 7,23 contra os havaianos Sebastian Zietz e Dusty Payne e igualar os 15,90 pontos que o australiano Josh Kerr tinha registrado contra o catarinense Alejo Muniz três baterias antes. Italo foi o quinto brasileiro classificado para a terceira fase da penúltima etapa do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour.

As primeiras vitórias verde-amarelas nas ondas portuguesas vieram para surfistas que estão fora do grupo dos 22 que são mantidos no CT para o ano que vem, precisando de bons resultados nesta reta final para entrar na zona de classificação. E eles começaram bem, derrotando dois ponteiros do ranking. Miguel Pupo achou bons tubos nas esquerdas de Supertubos contra Matt Wilkinson e o também australiano Ryan Callinan. O melhor deles valeu nota 8,17 para totalizar 14,34 pontos, saindo do mar com os recordes do dia até ali. Outro australiano que está na briga do título mundial já havia perdido a primeira bateria da terça-feira em Portugal, Julian Wilson, para o compatriota Kai Otton, que está entre os últimos do ranking.

“Quando eu estava andando na área dos competidores, vi o Wilko (Matt Wilkinson) vendo as ondas, então eu meio que sabia onde ele ia ficar no mar”, contou Miguel Pupo. “Então, eu e o Ryan (Callinan) ficamos brigando onda a onda e felizmente eu consegui um ‘double-up’ (duas notas melhores). Eu estou na pressão, mas já estive nessa posição antes e consegui requalificar. Estou tentando não apressar as coisas e foi assim que surfei essa bateria, sentindo o oceano, esperando pelas ondas, acho que é isso que eu tenho que continuar fazendo”.

Miguel Pupo (Foto: Kelly Cestari - WSL)
Miguel Pupo (Foto: Kelly Cestari – WSL)

Logo após o primeiro tropeço do número 3, Matt Wilkinson, os dois líderes também foram derrotados em sequência. Ambos competiram numa hora de transformação do mar, com a mudança da maré em Supertubos. Gabriel Medina arriscou os aéreos sem completar a maioria, mas chegou a liderar até o português Frederico Morais achar uma boa onda no final para tirar nota 5,80 e vencer por 11,37 pontos. Medina ficou em segundo com 9,76 e o americano Conner Coffin só conseguiu 8,03 nas duas notas computadas.

“Não tenho nada a perder, então só estou querendo mostrar o meu surfe. As condições estão muito difíceis e procurei pegar um monte de ondas para conseguir algumas boas”, disse Frederico Morais. “Eu estou tentando me classificar (para o CT), mas todos sabem como o QS (Qualifying Series) é difícil. Estou em 38 no ranking e tem três eventos grandes para terminar o circuito e eu adoro o Havaí, então espero poder ir bem lá para, talvez, me qualificar para o próximo ano”. 

O número 1 do Jeep WSL Leader, John John Florence, foi pior do que Medina e terminou em último, como Matt Wilkinson. O potiguar Jadson André, que já fez uma final com o havaiano na França em 2014, largou na frente com notas 6,67 e 6,53 nas duas primeiras ondas que surfou e ninguém conseguiu superar esses 13,20 pontos no restante da bateria. O português Miguel Blanco ficou em segundo com 11,17 e vai enfrentar John John Florence na primeira eliminatória do campeonato.

Jadson Andre (Foto: Poullenot - WSL)
Jadson Andre (Foto: Poullenot – WSL)

“Eu certamente não queria estar nessa posição a cada ano, brigando por vaga, mas às vezes você não tem escolha. Eu tive uma série de lesões no início do ano que atrapalhou bastante, então agora é correr atrás”, disse Jadson André. “Eu e o Miguel (Pupo), acho que somos os únicos que sempre ficam nessa situação nos últimos anos, mas eu adoro Portugal, sempre consegui bons resultados aqui e espero poder ganhar mais algumas baterias para melhorar minha posição no ranking”.

Depois de John John e Miguel Blanco, entra Gabriel Medina na segunda bateria com o australiano Ryan Callinan. E Matt Wilkinson está na terceira com o francês Jeremy Flores. Entre os nove surfistas com chances matemáticas de ser campeão da temporada nas duas últimas etapas, apenas quatro passaram direto para a terceira fase, o sul-africano Jordy Smith (4.o do ranking), os norte-americanos Kolohe Andino (5.o) e Kelly Slater (8.o) e o defensor do título mundial, Adriano de Souza (10.o). Julian Wilson (6.o) vai enfrentar o brasileiro Alex Ribeiro no quarto duelo da segunda fase. E no seguinte, entra o atual campeão da etapa portuguesa, Filipe Toledo, com o australiano Adam Melling, para tentar recuperar a derrota para Wiggolly Dantas na estreia dos três na mesma bateria da terça-feira.

O onze vezes campeão mundial Kelly Slater também está na briga do título outra vez e, com seus 44 anos de idade, completou o melhor aéreo do dia para aumentar os recordes de Miguel Pupo para nota 9,00 e 15,83 pontos. Esse placar logo foi batido no confronto seguinte, com o australiano Josh Kerr também usando os aéreos para atingir 15,90 pontos. O catarinense Alejo Muniz surfou bem essa bateria e quase consegue a virada no final, alcançando 15,76 pontos contra o novo recordista do Meo Rip Curl Pro Portugal.

Adriano de Souza (Foto: Kelly Cestari - WSL)
Adriano de Souza (Foto: Kelly Cestari – WSL)

A quarta vitória brasileira falhou por pouco nessa bateria, mas na seguinte o campeão mundial Adriano de Souza batalhou até o fim para conseguir a classificação direta para a terceira fase. Ela veio com a nota 7,30 da sua última onda, totalizando 14,17 pontos para superar os 13,50 do australiano Jack Freestone. Caio Ibelli não achou boas ondas e ficou em último com 11,24. Depois, Joel Parkinson venceu a penúltima bateria da primeira fase e Italo Ferreira fechou a terça-feira igualando o recorde de 15,90 pontos do australiano Josh Kerr.

ELIMINATÓRIAS – Depois da rodada de apresentação dos melhores surfistas do mundo em Portugal, agora vem a primeira fase eliminatória do Meo Rip Curl Pro. E ela vai começar quente, com cinco dos nove concorrentes ao título mundial nas primeiras baterias. O líder John John Florence vai abrir o próximo dia com o português Miguel Blanco. Gabriel Medina entra na segunda bateria, com o australiano Ryan Callinan. Matt Wilkinson está na terceira, com o francês Jeremy Flores. Na quarta, Julian Wilson enfrenta o brasileiro Alex Ribeiro e a quinta repete o confronto Brasil e Austrália, entre Filipe Toledo e Adam Melling.

Mais dois brasileiros vão encarar o tudo ou nada da primeira repescagem da etapa portuguesa da World Surf League. O catarinense Alejo Muniz foi escalado na sétima bateria com o havaiano Sebastian Zietz e o paulista Caio Ibelli na nona com o australiano Davey Cathels. Os vencedores avançam para a terceira fase e quem perder novamente termina em 25.o lugar no Meo Rip Curl Pro Portugal, recebendo 9.000 dólares pela participação e descartando os 500 pontos dentre os nove resultados computados no ranking final da World Surf League.

Wiggolly Dantas (Foto: Poullenot - WSL)
Wiggolly Dantas (Foto: Poullenot – WSL)

Se isso acontecer para os líderes na corrida do título mundial, o vencedor do novo troféu de campeão da World Surf League só será decidido nos tubos de Banzai Pipeline, pelos mesmos nove candidatos que estão matematicamente na briga agora em Portugal. Para garantir o seu primeiro caneco de melhor do mundo por antecipação, John John Florence precisa chegar na grande final do Moe Rip Curl Pro. Se Medina não tiver passado da terceira fase, o havaiano já entrará na bateria consagrado desde que Matt Wilkinson ou Jordy Smith não vençam o campeonato que fecha a perna europeia do Samsung Galaxy WSL Championship Tour.


12 de outubro 2016

MEDINA EXPERIMENTA DO PRÓPRIO 

VENENO E KEANU ASING VENCE NA 

FRANÇA, TYLER WRIGTH

FATURA O CANECO ANTECIPADO.


O campeão mundial Gabriel Medina chegou a sua quarta final em seis participações no Quiksilver Pro France, mas o havaiano Keanu Asing pegou as melhores ondas que entraram nas difíceis condições do mar em Le Guardian, para impedir o tricampeonato do brasileiro em Hossegor. Keanu conquistou a primeira vitória da sua carreira no CT derrotando os dois principais concorrentes ao título da temporada, pois já tinha vencido o número 1 do Jeep WSL Leader, John John Florence. Foi logo após Tyler Wright ser confirmada como nova campeã mundial da World Surf League, com a derrota da norte-americana Courtney Conlogue para Carissa Moore nas semifinais. Depois, a havaiana carimbou a faixa da australiana na decisão do Roxy Pro, conquistando sua primeira vitória no Samsung Galaxy WSL Championship Tour 2016.

Tyler Wright com o novo troféu de campeã mundial (Foto: Poullenot - WSL)
Tyler Wright com o novo troféu de campeã mundial (Foto: Poullenot – WSL)

“Há uma série de razões para eu conseguir o título mundial este ano e estou muito feliz por ter conquistado isso aqui nesta etapa”, disse Tyler Wright. “O ano passado foi muito agitado para mim. Eu perdi um tio e este tinha sido o último evento que ele me viu competir, então eu prometi a ele que eu iria ganhar um título mundial e consegui. É para você tio e para o meu irmão (Owen Wright) também, toda a minha família e meus amigos. Eu os amo muito e é muito especial poder oferecer esse título mundial para todos vocês”.

As finais da etapa francesa só começaram na tarde da quarta-feira, após várias chamadas realizadas desde as 8h00 da manhã. O último dia foi transferido para outra praia, Le Guardian, que apresentava melhores condições do que no palco principal do campeonato em Les Culs Nus. As semifinais femininas foram iniciadas às 15h00 em ondas de 2-4 pés com boa formação, mas grandes intervalos entre as séries fazendo com que a escolha das melhores ganhasse peso decisivo nas baterias. Principalmente nas finais, no fim do dia, quando as condições já estavam bastante deterioradas em Le Guardian.

A última bateria com boas ondas foi quando Medina se classificou para a final do Quiksilver Pro pela quarta vez, fazendo a melhor apresentação do dia contra o norte-americano Kolohe Andino. O brasileiro estava hospedado em frente a Le Guardian e treinava todos os dias nessa onda, então ficou à vontade para usar seu arsenal de manobras modernas e progressivas, completando um aéreo perfeito para liquidar o californiano por 17,83 a 15,03 pontos.

Keanu Asing tinha acabado de barrar o líder do ranking na primeira semifinal por uma pequena diferença de 16,94 a 16,07 pontos com um ataque agressivo de backside nas esquerdas de Le Guardian. Ele arrancou três notas na casa dos 8 pontos dos juízes para ganhar o duelo havaiano com John John Florence. Medina então tinha a chance de diminuir para 700 pontos apenas, a vantagem do havaiano na corrida pelo título mundial da temporada. Só se ele conseguisse sua terceira vitória no Quiksilver Pro, mas Keanu Asing surfou as melhores ondas que entraram na final para festejar seu primeiro título em etapas do CT.

Keanu Asing (Foto: Poullenot - WSL)
Keanu Asing (Foto: Poullenot – WSL)

“Estou muito feliz, é como um sonho se tornando realidade”, vibrou Keanu Asing. “O trabalho não está completo ainda, mas espero ter feito algo de bom para o John John (Florence) na corrida pelo título mundial. Eu estou me sentindo na Lua, é surreal essa emoção e estou muito feliz por ter visto minha amiga de infância, Carissa Moore, vencer aqui também. Eu nunca tinha feito uma final nem em etapas do QS (Qualifying Series) e tudo isso aqui está sendo uma loucura pra mim. Ganhar de caras como o John John e o Gabby (Gabriel Medina) é uma coisa inacreditável e estou muito feliz mesmo com essa minha primeira vitória”.

A bateria final foi um desafio, pois o mar tinha mudado bastante, mas Keanu Asing focou nas esquerdas de La Guardian e foi lá que ele conquistou sua primeira vitória em dois anos na divisão de elite da World Surf League. Medina não conseguiu um bom posicionamento no mar, preferindo as direitas no início que fechavam mais rápido, enquanto Keanu aumentava a vantagem a cada esquerda que abria mais parede para ele usar a potência do seu backside.

DECISÃO DO TÍTULO – O havaiano surfou a primeira onda da bateria, largando na frente com nota 5,0. Medina tenta um tubo nas direitas que fecha rápido e eles ficam remando na correnteza, procurando por melhores ondas. Keanu surfa outra esquerda boa para tirar 6,67 e Medina pega outra fraca de 3 pontos apenas. O tempo passa rápido sem entrar nada e o brasileiro fica precisando de 8,50 nos 15 minutos finais. Parecia que só os aéreos poderiam reverter o resultado.

O havaiano segue apostando nas batidas de backside nas esquerdas para ir trocando nota, o 5,0 da primeira onda por 5,50, depois por 5,53, enquanto Medina continua remando de um lado para outro no outside. Ele passa a precisar de 9,03 pontos para vencer e vai para as esquerdas também, mas falha nas primeiras ondas que escolhe. Keanu pega uma pequena, mas vai lincando uma batida atrás da outra para ganhar 7,27 e Medina precisaria de duas ondas boas para vencer. Quando restavam 7 minutos, ele enfim acha uma esquerda para sair da “combination” com nota 5,90, diminuindo a diferença para 8,04 pontos.

Gabriel Medina (Foto: Poullenot - WSL)
Gabriel Medina (Foto: Poullenot – WSL)

Só que o havaiano, conhecendo o potencial do campeão mundial para tirar notas altas, principalmente com as manobras aéreas, vai para a marcação em cima de Medina, remando lado a lado com o brasileiro e com a prioridade de escolha da próxima onda. O tempo vai passando, não entra mais nada de onda boa e Medina ainda comete uma interferência de remada em Keanu Asing no final. Na seguinte, o brasileiro surfa sua melhor onda, acerta os aéreos, ganha nota 7,0 e foi a única que somou com a penalidade sobre o havaiano, que festejou sua primeira vitória da carreira, saltando do 33.o para o 21.o lugar no ranking.

“Eu amo a França, é sempre um lugar muito bom para mim”, disse Gabriel Medina. “Fico feliz pelo segundo lugar, certamente a vitória seria melhor, mas o segundo é bom também. Foi um bom resultado para ir confiante para Portugal (próxima etapa) e parabéns para o Keanu (Asing) e para a Carissa (Moore). Eu sei como é a sensação de ganhar o primeiro evento, então acho que ele está muito feliz agora e ambos merecem isso. Fico feliz pela Tyler (Wright) também e sei que seu irmão (Owen Wright) está muito orgulhoso do seu título. Estou contente também porque agora estou mais perto do John John (Florence)”.

NOVE CANDIDATOS – A diferença entre eles que era de mais de 4.000 pontos, baixou agora para 2.700 e os dois são os únicos que vão brigar pela liderança do ranking na próxima etapa, o Moche Rip Curl Pro, nos dias 18 a 29 de outubro em Peniche, Portugal. Com o resultado do Quiksilver Pro France, nove surfistas têm chances matemáticas de título mundial nas duas últimas etapas da temporada. Campeão na decisão brasileira com Italo Ferreira em Portugal no ano passado, Filipe Toledo está entre os candidatos ao título pelo segundo ano consecutivo, assim como o atual campeão, Adriano de Souza.

John John Florence (Foto: Poullenot - WSL)
John John Florence (Foto: Poullenot – WSL)

Só que as chances dos dois são bem difíceis, praticamente necessitando vencer o Moche Rip Curl Pro e o Billabong Pipe Masters, além de depender dos resultados dos que estão à sua frente no ranking. Se ganhar duas baterias em Portugal, John John Florence tira quatro concorrentes da briga do título numa tacada só, Mineirinho, Filipe e ainda Kelly Slater e Julian Wilson. Se passar mais uma, chega nas quartas de final e derruba mais um, Kolohe Andino.

A batalha pelo troféu de campeão da World Surf League está mais concentrada nos quatro primeiros do ranking. A disputa principal é entre John John e Medina, que pode assumir a ponta com uma vitória em Portugal, se a decisão da etapa não for com o havaiano. John John garante a liderança chegando na final e nas semifinais já obriga o australiano Matt Wilkinson e o sul-africano Jordy Smith a vencerem as etapas de Portugal e do Havaí.

CAMPEÃ MUNDIAL – Na categoria feminina, a australiana Tyler Wright já festejou o seu primeiro caneco de campeã mundial antes da última etapa, o Maui Women´s Pro no Havaí. Ela ganhou a reedição da final do ano passado no Roxy Pro France com a havaiana Tatiana Weston-Webb na bateria que abriu a quarta-feira em Le Guardian. E o título foi confirmado na segunda semifinal, quando Carissa Moore derrotou a sua única oponente, Courtney Conlogue. A norte-americana ainda tentou a vitória nas duas últimas ondas que surfou, mas o máximo que conseguiu chegar foi a 15,67 pontos, não ultrapassando os 15,90 da havaiana.

Tyler Wright (Foto: Poullenot - WSL)
Tyler Wright (Foto: Poullenot – WSL)

“Eu sabia que um dia eu ia ser campeã mundial e eu estava pronta para conseguir isso esse ano”, disse Tyler Wright. “Eu quero dar um enorme parabéns para a Courtney (Conlogue). Eu já estive na posição dela duas vezes e sei como é chegar tão perto. Eu a amo, amo o jeito que ela compete e é sempre uma adversária muito forte. Um grande obrigado a todas campeãs mundiais, é uma sensação incrível. Obrigado a Carissa (Moore), que é uma grande inspiração e fazer a final com ela foi realmente especial. Obrigado França, obrigado a todos”.

A temporada 2016 de Tyler Wright foi impressionante, computando incríveis 84,6% dos 80.000 pontos possíveis no ranking 2016 da World Surf League. A australiana decidiu o título de seis das nove etapas completadas na França. Em Hossegor, ela foi para a final em quatro das cinco vezes que competiu no Roxy Pro, ganhando as duas últimas edições. Já começou bem o ano em casa, sendo campeã do primeiro Roxy Pro na Gold Coast e também em Margaret River. A terceira vitória veio no Oi Rio Pro do Brasil no Rio de Janeiro. E nesta reta final, foi campeã do Trestles Women´s Pro nos Estados Unidos, vice no Cascais Pro em Portugal e agora na França.

Depois de festejar seu primeiro título, atender todas as entrevistas, Tyler Wright entrou mais relaxada na bateria final e a havaiana buscou a sua primeira vitória no ano do início ao fim. E achou três ondas muito boas para somar notas 7,33 e 9,03 no placar encerrado em 16,36 a 9,83 pontos. Carissa Moore só tinha feito uma final na temporada, isso depois de parar nas semifinais nas quatro primeiras etapas, mas perdeu a decisão do Fiji Women´s Pro para a francesa Johanne Defay. Ela agora vai tentar o tricampeonato consecutivo no Maui Women´s Pro, que fecha a temporada feminina nos dias 22 de novembro a 6 de dezembro no Havaí.

Carissa Moore (Foto: Poullenot - WSL)
Carissa Moore (Foto: Poullenot – WSL)

“Eu estou muito feliz, foi um dia incrível e estou muito contente pela Tyler (Wright) e a Courtney (Conlogue), que fizeram uma corrida do título emocionante até aqui na França e foi muito bom fazer a final com a nova campeã mundial”, disse Carissa Moore. “E estou na Lua agora, só em ver o Keanu (Asing) na final (sem ainda saber da vitória dele que aconteceu depois), ele é uma grande pessoa, surfa com o coração e somos bons amigos desde crianças. Estou feliz pela minha vitória aqui e quero agradecer a todos que me ajudaram a estar onde estou hoje”.


11 de outubro 2016.


MUNDIAL DA FRANÇA PARADO HÁ DOIS 

DIAS SEM ONDAS.


Sem ondas a etapa francesa esta parada, só restam 04 atletas
e o Gabriel Medina é o único do Brasil. Infelizmente mesmo se ele vencer
não assume a liderança porque John John já garantiu pelo menos
um terceiro lugar, uma vez que é um dos 04 semifinalistas.

10 DE OUTUBRO 2016

SILVANA LIMA VENCE E FICA PERTO

DE VOLTAR A ELITE MUNDIAL.


A cearense Silvana Lima conquistou o título do QS 3000 Essential Costa Rica Open neste domingo (09) e ganhou duas posições no WSL Qualifying Series, subindo do sexto para o quarto lugar no ranking que classifica seis surfistas para a elite que disputa o título mundial da World Surf League. Silvana usou os aéreos para liquidar suas adversárias nas ondas de 3-5 pés de Esterillos Este, até na final contra a francesa Pauline Ado. A vice-campeã também está no G-6 que sobe para o CT e tinha barrado a peruana Anali Gomez nas quartas de final. Já no QS 3000 masculino, vencido pelo australiano Ethan Ewing, nenhum sul-americano conseguiu passar para o último dia. O argentino Santiago Muniz e o chileno Manuel Selman foram até a última rodada do sábado e ficaram em nono e em 13.o lugar, respectivamente, na Costa Rica.

Silvana Lima e Ethan Ewing campeões na Costa Rica (Foto: Johan Pacheco - WSL)
Silvana Lima e Ethan Ewing campeões na Costa Rica (Foto: Johan Pacheco – WSL)

A brasileira Silvana Lima é uma das poucas surfistas a arriscar os aéreos em baterias do Circuito Mundial e fez isso até na grande final do domingo, completando um reverse perfeito que valeu nota 8,57. Depois ainda surfou outra onda de forma incrível para ganhar 8,83 dos juízes e garantir o prêmio máximo de 12.000 dólares do QS 3000 Essential Costa Rica Open. A vitória foi por 17,40 a 14,26 pontos, mas Pauline Ado também subiu no ranking, do oitavo para o sétimo lugar, permanecendo em penúltimo no G-6 que está classificando para o CT até a nona colocada, a havaiana Coco Ho.

“Eu estou muito feliz agora por finalmente ter conseguido uma grande vitória esse ano, com pontos importantes para o ranking”, disse Silvana Lima.“Para mim, esta vitória é um alívio, porque agora eu posso passar mais tempo em casa, em vez de ir para o Japão (que vai sediar outra etapa do QS 3000 nos dias 20 a 23 de outubro). Assim, posso me preparar melhor para o QS 6000 da Austrália (de 3 a 6 de novembro em Sydney), que será o último do ano e vai decidir tudo”.

Silvana deu um grande passo para recuperar a vaga na elite das melhores do mundo, perdida no ano passado. Ela acabou trocando os 3.000 pontos da Costa Rica pelos 1.500 da outra etapa que venceu nessa temporada, na estreia do Praia do Forte Pro no litoral norte da Bahia. Apesar do título, era a sua pontuação mais baixa entre os cinco resultados que são computados no ranking. Silvana agora é a terceira na lista das seis que sobem para o CT, pois a vice-líder, Malia Manuel, do Havaí, dispensa a vaga do QS por já estar entre as dez que são mantidas na elite pelo ranking da divisão principal.

Além de Silvana Lima, outras surfistas da América do Sul passaram baterias na Costa Rica, mas só a peruana Anali Gomez também chegou no domingo decisivo do QS 3000 Essential Costa Rica Open. Ela acabou sendo derrotada pela vice-campeã Pauline Ado nas quartas de final, mas ganhou nove posições no ranking com os 1.260 pontos do quinto lugar, subindo da 35.a para a 26.a colocação. A equatoriana Dominic Barona, que já fez parte do G-6 esse ano, ficou em nono lugar na Costa Rica e permaneceu em 13.o no ranking com os 900 pontos recebidos.

PRÓXIMAS ETAPAS – Restam três etapas para fechar o QS feminino de 2016. A próxima é o QS 3000 de Chiba, no Japão, nos dias 20 a 23 de outubro.  Depois, acontece a terceira edição do Pichilemu Women´s Pro nas ondas pesadas de Punta de Lobos, de 27 a 30 de outubro no Chile. E na semana seguinte, de 03 a 06 de novembro, o QS 6000 Sydney International define a lista das seis classificadas para a elite das top-17 da World Surf League nas ondas de Conulla Beach, na Austrália.

Santiago Muniz (Foto: Johan Pacheco - WSL)
Santiago Muniz (Foto: Johan Pacheco – WSL)

QS 3000 MASCULINO – Vários surfistas da América do Sul também foram para a Costa Rica atrás dos 3.000 pontos da vitória, inclusive os brasileiros mais bem colocados no ranking do WSL Qualifying Series, o pernambucano Ian Gouveia e o baiano Bino Lopes. Os dois acabaram sendo ultrapassados pelo campeão do Essential Costa Rica Open, Ethan Ewing. O australiano conquistou o título batendo o havaiano Olamana Eleogram na grande final e tirou a quarta posição de Ian Gouveia, deixando-o em quinto lugar, com Bino Lopes descendo para sexto no G-10.

Um total de doze sul-americanos competiu no sábado, mas nenhum chegou nas quartas de final que abriram o domingo decisivo na Costa Rica. O argentino Santiago Muniz e o chileno Manuel Selman ainda passaram uma bateria, mas perderam na fase seguinte. Santiago foi barrado pelo português Frederico Morais e pelo americano Jordy Collins, mas superou o português Vasco Ribeiro para ficar em nono lugar no campeonato, recebendo 900 pontos e 1.750 dólares de prêmio. Selman ficou em último na sua bateria e terminou em 13.o lugar, com 840 pontos e 1.500 dólares.

Mais informações, fotos e vídeos do QS 3000 Essential Costa Rica Open, podem ser acessadas nowww.worldsurfleague.com

RETA FINAL DO QS – Três brasileiros estão entre os dez indicados pelo Qualifying Series para a elite dos top-34 da World Surf League, o pernambucano Ian Gouveia em quinto lugar, o baiano Bino Lopes em sexto e o paulista Jessé Mendes, que saltou para o décimo lugar com a vitória no QS 10000 Billabong Pro Cascais em Portugal. E estão bem próximos da zona de classificação para o CT o catarinense Tomas Hermes em 13.o lugar, o paulista Deivid Silva em 14.o e o cearense Michael Rodrigues em 18.o.

Faltam três etapas para definir as últimas vagas na lista. O QS 6000 Hang Loose Pro Contest vai celebrar seus 30 anos de Circuito Mundial nos dias 1 a 6 de novembro na Praia da Joaquina, em Florianópolis, Santa Catarina. Será a última parada antes das duas etapas do QS 10000 da Tríplice Coroa Havaiana que fecha a temporada na ilha de Oahu, o Hawaiian Pro de 12 a 23 de novembro em Haleiwa e a Vans World Cup of Surfing de 25 de novembro a 6 de dezembro em Sunset Beach.
 

RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO QS 3000 ESSENTIAL COSTA RICA OPEN:

Campeã: Silvana Lima (BRA) por 17,40 pontos (8,83+8,57) – US$ 12.000 e 3.000 pontos

Vice-campeã: Pauline Ado (FRA) com 14,26 pontos (7,33+6,93) – US$ 5.000 e 2.250 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 1.680 pontos e US$ 2.000 de prêmio:

1.a: Pauline Ado (FRA) 12.33 x 10.50 Mahina Maeda (HAV)

2.a: Silvana Lima (BRA) 13.33 x 9.20 Brianna Cope (HAV)
 

G-6 DO WSL QUALIFYING SERIES – após a 28.a etapa na Costa Rica:

1.a: Nikki Van Dijk (AUS) – 16.400 pontos

2.a: Malia Manuel (HAV) – 16.250 com vaga no G-10 do CT

3.a: Bronte Macaulay (AUS) – 15.300

4.a: Silvana Lima (BRA) – 14.300

5.a: Sage Erickson (EUA) – 13.550 com vaga no G-10 do CT

5.a: Keely Andrew (AUS) – 13.550

7.a: Pauline Ado (FRA) – 12.450
 

G-10 DO WSL QUALIFYING SERIES – após a 43.a etapa na Costa Rica:

1.o: Leonardo Fioravanti (ITA) – 20.750 pontos

2.o: Connor O´Leary (AUS) – 19.775

3.o: Joan Duru (FRA) – 18.900

4.o: Ethan Ewing (AUS) – 18.750

5.o: Ian Gouveia (BRA) – 17.760

6.o: Bino Lopes (BRA) – 17.550

7.o: Jeremy Flores (FRA) – 17.150

8.o: Kanoa Igarashi (EUA) – 16.400 com vaga nos top-22 do CT

9.o: Ryan Callinan (AUS) – 15.950

10: Jessé Mendes (BRA) – 14.860


08 DE OUTUBRO 2016

BAÍA FORMOSA VAI SER O PALCO DE 

MAIS UM GRANDE EVENTO DE SURFE.



07 de outubro 2016
REPESCAGEM SINISTRA.

Dos 05 brasileiros que caíram na repescagem, apenas 02 voltaram, agora no round 03
teremos 07 na equipe.

Mais dois brasileiros se classificaram para a terceira fase do Quiksilver Pro France e sete continuam na disputa do título da nona etapa do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour. Os campeões mundiais Gabriel Medina e Adriano de Souza, os também paulistas Caio Ibelli e Miguel Pupo e o potiguar Italo Ferreira, já tinham se garantido por terem estreado com vitórias. E na sexta-feira de boas ondas de 4-5 pés na praia Les Culs Nus de Hossegor, Filipe Toledo ganhou o duelo paulista com Alex Ribeiro e o catarinense Alejo Muniz despachou o taitiano Michel Bourez no confronto seguinte.

Matt Wilkinson (Foto: Kelly Cestari - WSL)
Matt Wilkinson (Foto: Kelly Cestari – WSL)

O dia começou com o ex-líder do ranking, Matt Wilkinson, ganhando por pouco do francês Joan Duru, 14,56 a 14,33 pontos. Depois, três cabeças de chave foram barrados na primeira rodada eliminatória do Quiksilver Pro France. Campeão da etapa passada em Lower Trestles, na Califórnia, Estados Unidos, quando assumiu a quarta posição no ranking, o sul-africano Jordy Smith foi batido pelo australiano Ryan Callinan por 12,26 a 11,83. O convidado Leonardo Fioravanti, da Itália, derrotou o onze vezes campeão mundial Kelly Slater por 13,26 a 10,16. E o jovem Matt Banting superou o experiente Joel Parkinson por 11,50 a 10,74.

A participação do Brasil na segunda fase começou na sexta bateria, no duelo paulista do surfista de Ubatuba que mora em San Clemente, na Califórnia, Filipe Toledo, com o da Praia Grande, Alex Ribeiro. Filipe achou duas boas direitas que abriram a parede para ele fazer uma série de três manobras executadas com pressão e velocidade para vencer por 15,67 pontos. Era o maior placar do dia até ali, enquanto Alex só conseguiu 7,60 nas duas notas computadas.

Logo após o confronto verde-amarelo, o catarinense Alejo Muniz despachou outro cabeça de chave, o taitiano Michel Bourez. Seu oponente até começou melhor com nota 5,33 e liderou praticamente toda a bateria, mas o brasileiro conseguiu uma reação fulminante nas duas últimas ondas que ele surfou. Na penúltima ganhou nota 5,50 e a última valeu 6,50 para fechar o placar da vitória em 12,00 a 11,33 pontos.

Filipe Toledo (Foto: Poullenot - WSL)
Filipe Toledo (Foto: Poullenot – WSL)

Já os outros dois brasileiros que competiram na sexta-feira foram derrotados por dois americanos. O ubatubense Wiggolly Dantas largou na frente com nota 5,67, mas logo Conner Coffin deu o troco com 7,33 e na onda seguinte surfou um tubaço que valeu nota 9,00 para registrar um novo recorde de 16,33 pontos na segunda fase. O brasileiro também pegou um tubo nas esquerdas de Les Culs Nus, porém foi mais curto e recebeu 6,93 apenas para sair da “combination”, ficando com 12,60 pontos.

A bateria que fechou a segunda fase era um confronto direto por vaga no grupo dos 22 primeiros colocados no ranking que são mantidos na elite dos top-34 da World Surf League para o ano que vem. A condição do mar já estava bem mais difícil com a mudança da maré em Les Culs Nus e o potiguar Jadson André tentou de tudo para vencer. Ele foi em várias ondas que fecharam rápido e infelizmente não conseguiu reverter o placar encerrado em 12,43 a 9,17 pontos para Kanoa Igarashi. Com a derrota em 25.o lugar, Jadson acabou saindo da zona de classificação para o CT de 2017 na França.

Alejo Muniz (Foto: Poullenot - WSL)
Alejo Muniz (Foto: Poullenot – WSL)

TERCEIRA FASE – Apesar das três eliminações na sexta-feira, o Brasil tem sete surfistas já escalados para disputar a terceira fase do Quiksilver Pro France. O primeiro a competir será o atual campeão mundial Adriano de Souza na segunda bateria, contra o americano Conner Coffin. Na terceira, o potiguar Italo Ferreira enfrenta Matt Banting e na quarta o paulista Filipe Toledo pega outro australiano, Davey Cathels, o mesmo que o derrotou na primeira fase.

Em seguida, se apresentam os ponteiros do ranking. O havaiano John John Florence defende a primeira posição no Jeep WSL Leader contra o australiano Ryan Callinan na sexta bateria. E o defensor do título do Quiksilver Pro France, Gabriel Medina, entra na sétima com o italiano Leonardo Fioravanti, que barrou a fera Kelly Slater na sexta-feira. John John e Medina são os principais concorrentes ao título mundial desse ano e o australiano Matt Wilkinson é o outro único que também briga pela ponta do ranking na França.

Logo após o duelo entre Gabriel Medina e o líder do ranking do WSL Qualifying Series, Leonardo Fioravanti, o paulista Caio Ibelli enfrenta o norte-americano Kanoa Igarashi. Depois, tem o catarinense Alejo Muniz contra o australiano Julian Wilson na décima bateria e o paulista Miguel Pupo contra o havaiano Sebastian Zietz na 11.a. A vitória nesta rodada é superimportante, pois ela vale duas chances de classificação para as quartas de final e a pontuação no ranking sobe de 1.750 para 4.000.


06 de outubro 2016
BRASIL COLOCA SÓ 05 NO ROUND 03

Nessa manhã o saldo não foi bom para o brasil que só conseguiu passar
05 dos seus 10 atletas ao round 03 na França. Filipinho esteve fora do normal
caíndo da prancha e sem completar as manobras, depois tivemos uma bateria
com 03 atletas, melhor para o local de Baía Formosa Ítalo Ferreira que venceu
disparando sua manobra mortal de back side. Destaque para o Caio Ibelli que
avançou numa das mais disputas baterias do dia contra Julian Wilson, o carrasco
dos brasileiros e o também verde amarelo Alejo Muniz.

04 de outubro 2016

COMEÇOU A ETAPA 9, OLHO ABERTO.

A terça-feira amanheceu com ondas desafiadoras de 6-8 pés na praia Les Culs Nus para dar a largada no Quiksilver Pro France em Hossegor. No entanto, as condições do mar se deterioraram rapidamente pela força do vento e a comissão técnica decidiu cancelar a competição para o restante do dia. Só foram realizadas duas baterias e uma nova chamada foi marcada para as 8h00 da quarta-feira na França, 3h00 da madrugada pelo fuso horário de Brasília. O primeiro confronto do próximo dia vai marcar a estreia do Brasil no nono desafio do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour, com o potiguar Jadson André enfrentando o sul-africano Jordy Smith e o australiano Kai Otton.

Nat Young (Foto: Kelly Cestari - WSL)
Nat Young (Foto: Kelly Cestari – WSL)

Nesta rodada inicial, os vencedores das baterias passam direto para a terceira fase, mas os perdedores têm outra chance de classificação nos duelos homem a homem da primeira rodada eliminatória do Quiksilver Pro France, que tem prazo até 15 de outubro para ser encerrado na França. As primeiras vitórias foram conquistadas pelo norte-americano Nat Young e pelo havaiano Keanu Asing, Eles derrotaram os cabeças de chave das duas únicas baterias disputadas na terça-feira na praia Les Culs Nus de Hossegor.

Nat Young começou bem a sua bateria, surfando um tubo profundo de backside numa sólida direita, saindo limpo para executar mais duas manobras e ganhar nota 7,17 dos juízes, a maior do dia. Depois, o californiano só conseguiu pegar mais uma onda que valeu 3,83 para vencer por 11,00 pontos. O campeão mundial Joel Parkinson ficou em segundo lugar com apenas 6,47 e o também australiano Matt Banting terminou em último com 3,43 nas duas notas computadas.

“Até tinham boas ondas lá fora, mas a questão era encontra-las, porque a condição está bem difícil”, disse Nat Young, primeiro classificado para a terceira fase do Quiksilver Pro France. “Eu comecei a bateria pegando uma boa onda logo no início e eu sabia que tinha que aproveitar o máximo dela porque estava complicado encontrar uma boa onda em 30 minutos, duas então era quase impossível. Eu peguei a maior prancha que trouxe para cá, era uma marca nova e eu sabia que ela ia funcionar bem, então estou feliz que deu tudo certo”.

Na segunda bateria, o havaiano Keanu Asing bateu o onze vezes campeão mundial Kelly Slater e o também americano Kanoa Igarashi. O mar já estava bem mais difícil e poucas ondas boas entraram para os três competidores. Asing teve mais sorte e conseguiu somar notas 4,83 e 3,17 para vencer por apenas 8,00 pontos. Slater ainda surfou a melhor onda da bateria, mas acabou computando 1,73 com o 5,27 recebido nela e terminou em segundo com 7,00 pontos. Já Kanoa Igarashi não pegou nada e ficou em último com 1,50.

Keanu Asing (Foto: Kelly Cestari - WSL)
Keanu Asing (Foto: Kelly Cestari – WSL)

“Estou feliz porque finalmente consegui vencer o Kelly (Slater) pela primeira vez”, disse Keanu Asing.“As ondas estão muito complicadas e está muito difícil de remar lá para fora. Se o onze vezes campeão do mundo não conseguiu encontrar uma nota 2,00 para me vencer, isso já diz tudo como estava o mar. Mas, eu realmente procurei concentrar apenas em mim e no que eu precisava fazer para vencer a bateria, mas foi bem difícil competir nessa condição aqui hoje”.

Depois destas duas baterias, a comissão técnica da World Surf League decidiu cancelar a continuação da primeira fase devido às péssimas condições do mar em Hossegor. Os confrontos seguintes iriam marcar a estreia dos quatro surfistas que vão brigar pela ponta do ranking no Quiksilver Pro France, então as ondas precisam mesmo estar melhores para isso. O primeiro a entrar no mar no próximo dia é o quarto colocado, Jordy Smith, junto com o brasileiro Jadson André e o australiano Kai Otton.

Depois, entra o número 3 do ranking, Matt Wilkinson, com outro brasileiro, Miguel Pupo, e um dos convidados da etapa francesa do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour, o italiano Leonardo Fioravanti, que lidera o ranking do WSL Qualifying Series. Na quinta bateria, a terceira do próximo dia, o campeão mundial Gabriel Medina começa a defender o título do Quiksilver Pro France contra o havaiano Dusty Payne e o australiano Ryan Callinan. E na sexta, o havaiano John John Florence entra com a lycra amarela de número 1 do Jeep WSL Leader, junto com o californiano Conner Coffin e o outro convidado, o francês Joan Duru.

Jadson Andre (Foto: Kelly Cestari - WSL)
Jadson Andre (Foto: Kelly Cestari – WSL)

BRIGA PELA PONTA – Para Medina, a condição mínima para tirar a primeira posição de John John Florence na França é chegar nas quartas de final, desde que o havaiano não vença nenhuma bateria em Hossegor. Se o havaiano ganhar uma, o brasileiro só o ultrapassa nas semifinais. E se Florence passar mais uma bateria e chegar na quarta fase ou até nas quartas de final, já obriga Medina a vencer o Quiksilver Pro France para superar sua pontuação.

John John garante a dianteira na corrida do título mundial se chegar nas semifinais, mesmo que Medina conquiste sua terceira vitória na França. Os outros dois concorrentes também terão que torcer para o havaiano não avançar na competição. Florence acaba com as chances de Jordy Smith se vencer duas baterias, ou seja, se passar para a quarta fase. E tira Matt Wilkinson da briga pela ponta do ranking na França se chegar nas quartas de final.

ROXY PRO FRANCE – Diferente da categoria masculina, o título mundial feminino já poderá ser decidido no Roxy Pro France. A australiana Tyler Wright tem a chance de ser consagrada como campeã do Samsung Galaxy World Surf League Women´s Tour 2016, antes mesmo da etapa final na ilha de Maui, no Havaí. Sua única concorrente é a norte-americana Courtney Conlogue, que precisa vencer a etapa francesa para continuar na briga. As duas buscam o seu primeiro título mundial e Tyler Wright é bicampeã nas duas últimas edições do Roxy Pro, aumentando o favoritismo da australiana para garantir o caneco de número 1 do mundo antes da grande final no Havaí.

02 de outubro 2016

BLITZ COM GABRIEL FARIAS

01 DE OUTUBRO 2016

JESSÉ MENDES VENCE EM CASCAIS.




30 de setembro 2016

HANG LOOSE VOLTA PARA FLORIPA.



25 de setembro 2016

PERNAMBUCANO 2016 - etapa final






18 DE SETEMBRO 2016

IVAN SILVA É BICAMPEÃO.PARABÉNS


17 de setembro 2016

SHOW DE SURF NA ETAPA FINAL DO 

ESTADUAL.









 

 

 

 

 
 

 


15 de setembro 2016

O COICE DA ZEBRA AFRICANA

O sul-africano Jordy Smith, 28 anos, barrou o brasileiro Filipe Toledo, 21, nas semifinais e repetiu sua vitória de 2014 no Hurley Pro at Trestles, derrotando o australiano Joel Parkinson, 35, na bateria que fechou a etapa norte-americana do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour em San Clemente, na Califórnia. Ele agora passa a ter chance matemática de brigar pela ponta do ranking na próxima etapa, com Gabriel Medina, 22, defendendo o título do Quiksilver Pro France, de 4 a 15 de outubro em Hossegor. O havaiano John John Florence, 23, vai competir de novo com a lycra amarela do Jeep WSL Leader e o brasileiro tirou a segunda posição do australiano Matt Wilkinson, 27, nos Estados Unidos.

Jordy Smith (Foto: Sean Rowland - WSL)
Jordy Smith (Foto: Sean Rowland – WSL)

“Eu tive realmente uma boa prancha nos meus pés neste evento e vim para cá com a mente aberta, atenta a tudo”, destacou Jordy Smith. “Eu perdi essa etapa no ano passado (estava contundido), quando as ondas estavam ótimas, então eu só queria mesmo me concentrar bateria a bateria. Eu assisto o Joel (Parkinson) ao longo da minha carreira e ele é um dos meus surfistas favoritos. Eu estou muito feliz, me sentindo na Lua com essa vitória sobre ele”.

O campeão foi impecável na escolha das ondas de 3-4 pés no mar muito inconsistente da quarta-feira em Lower Trestles, com poucas séries entrando nas baterias. Ele pegou as melhores contra Joel Parkinson para mostrar sua variedade de manobras usando a borda da prancha. O australiano só conseguiu surfar duas boas que renderam notas 8,43 e 6,93 com seus longos arcos e grandes manobras nas direitas. Já Jordy Smith, que mora em San Clemente, achou a vala e pegou seis ondas, ganhando 8,17 na terceira, 7,40 na seguinte e 7,53 na quinta, que depois foi trocada pelo 7,63 da última que surfou para sacramentar a vitória por 15,80 a 15,36 pontos e faturar o prêmio de 100 mil dólares do Hurley Pro at Trestles.

“Eu me apaixonei por essa onda e por esta cidade em 2004 (quando venceu a etapa de Trestles)”, contou Joel Parkinson, que festejou seu melhor resultado no ano e nas semifinais barrou o local de Trestles, Tanner Gudauskas, por uma pequena diferença de 14,43 a 14,33 pontos. “Este ano foi outro ano maravilhoso em Trestles para mim e estou realmente feliz por estar de volta ao pódio, pois o último tinha sido em 2014 na África do Sul. Eu estava muito motivado e ansioso também para conquistar outra vitória aqui, mas o Jordy (Smith) é um surfista incrível e tenho que dar os parabéns para ele, que é forte candidato ao título mundial”.

Joel Parkinson (Foto: Sean Rowland - WSL)
Joel Parkinson (Foto: Sean Rowland – WSL)

SAÍDA DO BRASIL – Sem previsões de melhores ondas até domingo, quando termina o prazo da etapa norte-americana, as finais aconteceram num mar muito irregular na quarta-feira, com longas calmarias. Na semifinal entre dois surfistas que moram em San Clemente e conhecem bem a praia de Lower Trestles, Filipe Toledo não conseguiu surfar nenhuma onda boa. Pegou uma até fraca no início, mas fez o melhor aéreo do campeonato para tirar 8,33 dos juízes numa única manobra. Jordy Smith deu o troco com seu “power surf”, usando a borda da prancha para abrir grandes leques de água e começar com nota 8,00.

O brasileiro pega outra mais rápido para conseguir 6,17 e abrir 6,51 de vantagem sobre o sul-africano. As séries demoravam bastante para entrar e a outra só surgiu há 8 minutos do fim da bateria. Jordy Smith tinha a prioridade de escolha da onda e a direita abriu uma parede limpa para ele fazer várias manobras com força e velocidade e ganhar nota 9,23. Com ela, assumiu a ponta nos 7 minutos finais da bateria.

Infelizmente, esta série só teve uma onda. Filipe teria que esperar a próxima para surfar e que seria decisiva para ele tirar uma nota excelente, 8,91 no mínimo. No entanto, não entrou mais nada e Filipe Toledo não teve como tentar a vitória. Ele terminou em terceiro lugar no Hurley Pro at Trestles, como no ano passado, quando perdeu a semifinal brasileira com Adriano de Souza e agora o sul-africano venceu por 17,23 a 14,50 pontos.

Filipe Toledo (Foto: Sean Rowland - WSL)
Filipe Toledo (Foto: Sean Rowland – WSL)

“Eu tive alguns erros na bateria, como na onda que o Jordy (Smith) foi numa direita e eu entrei na esquerda, que era fraca, em vez de ter ficado com a prioridade (de escolha da próxima onda)”, disse Filipe Toledo. “Eu acho que esse erro foi fatal pra mim, porque não tinham muitas ondas, mas estou feliz pelo terceiro lugar. É sempre uma sensação muito boa você estar no último dia, mas é claro que eu gostaria de ter ido pra final. Mesmo assim, foi mais um bom resultado e já estou ansioso para que chegue logo a etapa da França”. 

“O Filipe é um dos melhores do mundo em aéreos e ele fez um ali incrível, mas procurei manter a calma para selecionar bem as ondas porque o mar estava muito inconsistente, com poucas séries entrando na bateria”, disse o sul-africano Jordy Smith, sobre o duelo com Filipe Toledo, que subiu da 17.a para a 11.a posição no ranking, uma acima do atual campeão mundial Adriano de Souza, que não passou nenhuma bateria na Califórnia e caiu do sétimo para o 12.o lugar na classificação geral das oito etapas completadas nos Estados Unidos.

VITÓRIAS BRASILEIRAS – Restam três para decidir o campeão mundial da temporada, todas vencidas por brasileiros no ano passado. A próxima é o Quiksilver Pro France, que Gabriel Medina já ganhou duas vezes. E as outras duas foram encerradas com finais verde-amarelas. Num verdadeiro show de aéreos, Filipe Toledo derrotou o potiguar Italo Ferreira na decisão do Moche Rip Curl Pro, que acontece entre os dias 18 e 29 de outubro em Peniche, Portugal. Depois, o Billabong Pipe Masters, que já consagrou dois campeões mundiais do Brasil e no ano passado coroou Adriano de Souza com o título na decisão contra Gabriel Medina, fecha a temporada nos dias 8 a 20 de dezembro em Banzai Pipeline, no Havaí.

Tyler Wright (Foto: Sean Rowland - WSL)
Tyler Wright (Foto: Sean Rowland – WSL)

SWATCH WOMEN´S PRO – Também faltam apenas três etapas para definir a campeã mundial de 2016 e a australiana Tyler Wright abriu uma enorme vantagem de 7.250 pontos com a sua quarta vitória na temporada. A hexacampeã mundial Stephanie Gilmore chegou a surfar a melhor onda da bateria final, mas faltou outra para somar com esta nota 9,13, pois Tyler Wright computou duas na casa dos 8 pontos para ganhar por 17,13 a 15,13.

“Eu sabia que tinha que surfar as melhores ondas para enfrentar a Steph (Stephanie Gilmore) na final. Ela é uma inspiração para mim e sou fã do surfe dela desde criança”, disse Tyler Wright. “Eu coloquei um objetivo neste ano, que é ganhar cada bateria e toda final que eu disputar, então será assim também nos próximos eventos. Estou trabalhando muito forte e acho que tenho o melhor time do mundo comigo. Eu já estive na briga pelo título mundial antes e dessa vez me sinto muito diferente, bem mais confiante, mas ainda temos algumas etapas pela frente e não vejo a hora de competir na próxima (em Portugal)”.

Stephanie Gilmore (Foto: Sean Rowland - WSL)
Stephanie Gilmore (Foto: Sean Rowland – WSL)

Para chegar na final, a líder do ranking derrotou a americana Sage Erickson no primeiro duelo da quarta-feira em Lower Trestles e Gilmore foi fantástica no confronto australiano com Nikki Van Dijk. A hexacampeã mundial surfou duas ondas de forma incrível que valeram notas 9,50 e 9,10 para totalizar 18,60 pontos de 20 possíveis. Com o vice-campeonato, Steph subiu de sétimo para quinto no ranking, mas não tem chances de brigar pelo título mundial esse ano.

Com a vitória no Swatch Women´s Pro e a eliminação precoce da vice-líder em nono lugar na Califórnia, Tyler Wright deu um importante passo para conquistar o seu primeiro troféu de campeã na World Surf League. O próximo desafio será em Portugal, o Cascais Women´s Pro de 24 de setembro a 2 de outubro no Estoril. A vantagem da australiana ficou tão grande que ela só perde a lycra amarela do Jeep WSL Leader se não passar nenhuma bateria em Portugal e a americana Courtney Conlogue ainda tem que vencer o campeonato para ultrapassa-la.

RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO HURLEY PRO at TRESTLES:

Campeão: Jordy Smith (AFR) por 15,80 pontos (notas 8,17+7,63) – US$ 100.000 e 10.000 pontos

Vice-campeão: Joel Parkinson (AUS) com 15,36 pontos (8,43+6,93) – US$ 50.000 e 8.000 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 6.500 pontos e US$ 25.000 de prêmio:

1.a: Jordy Smith (AFR) 17.23 x 14.50 Filipe Toledo (BRA)

2.a: Joel Parkinson (AUS) 14.43 x 14.33 Tanner Gudauskas (EUA)

FINAL DO SWATCH WOMEN´S PRO:

Campeã: Tyler Wright (AUS) por 17,13 pontos (notas 8,63+8,50) – US$ 60.000 e 10.000 pontos

Vice-campeã: Stephanie Gilmore (AUS) com 15,13 pontos (9,13+6,00) – US$ 30.000 e 8.000 pontos

11/09/16

SORRIA VOCÊ ESTA SENDO GARFADO.

08 DE SETEMBRO 2016

CRISE DERRUBA EVENTO EM OLINDA.


05 de setembro 2016

KANOA DERRUBA TRÊS BRASILEIROS.

Os norte-americanos Kanoa Igarashi e Sage Erickson foram os campeões do QS 6000 Pantin Classic Galicia Pro, encerrado neste domingo (04) na Espanha. Sage ganhou a final contra a francesa Pauline Ado e Kanoa foi preciso na escolha das ondas para bater três brasileiros na decisão do título em La Coruña. O cearense Michael Rodrigues foi quem chegou mais perto de repetir a vitória do paulista Thiago Camarão no ano passado e o catarinense Tomas Hermes entrou no G-10 do WSL Qualifying Series com o terceiro lugar na bateria completada pelo pernambucano Ian Gouveia. Devido ao forte nevoeiro na manhã do domingo na Playa de Pantin, com a competição só iniciando à tarde, 5 horas depois do previsto, as baterias tiveram que ser modificadas para o sistema de quatro competidores até a final.

Kanoa Igarashi (Foto: Laurent Masurel - WSL)
Kanoa Igarashi (Foto: Laurent Masurel – WSL)

Com isso, os duelos homem a homem das oitavas de final, se transformaram em quartas de final. E nas baterias com quatro atletas, Michael Rodrigues e Ian Gouveia fizeram uma dobradinha brasileira vencedora até a grande final. A primeira foi sobre os franceses Jeremy Flores e Nomme Mignot, depois contra o americano Evan Geiselman e o argentino Santiago Muniz nas semifinais. Já Tomas Hermes despachou todos os australianos que chegaram no domingo do QS 6000 Pantin Classic Galicia Pro, com Connor O´Leary e Soli Bailey sendo as últimas vítimas na semifinal vencida por Kanoa Igarashi.

O americano de apenas 18 anos de idade, mais jovem integrante da elite dos top-34 do CT esse ano, estava numa sintonia incrível com as séries de 4-6 pés do domingo na Playa de Pantin. A primeira onda que ele surfou na primeira bateria do dia já mostrou isso, com Kanoa Igarashi detonando uma sequência de manobras modernas que arrancaram nota 9,00 dos juízes, a maior do último dia. Ele só surfou duas ondas nesta bateria, como na grande final, quando largou na frente com nota 7,83 e ganhou 8,60 na segunda para totalizar 16,43 pontos.

“Eu não ficaria feliz com outro resultado que não fosse esse. Foi um evento muito bom para mim e aproveitei cada segundo dessa semana aqui”, disse Kanoa Igarashi. “Estou com uma prancha mágica da Channel Island que funcionou bem em todas as diferentes condições do mar e parece que tudo passa a dar certo quando você está cercado por boas pessoas. Com esta vitória, diminuo um pouco a pressão para me manter no CT, pois a última coisa que penso é sair, então quero tentar me garantir logo”.

Michael Rodrigues (Foto: Laurent Masurel - WSL)
Michael Rodrigues (Foto: Laurent Masurel – WSL)

Os brasileiros também surfaram boas ondas na grande final, porém os três ficaram na casa dos 14 pontos, precisando de uma segunda nota melhor para superar a pontuação de Kanoa Igarashi. Michael Rodrigues ainda tirou a maior da bateria – 8,67 – completando um aéreo incrível numa direita, mas depois só conseguiu um 6,13 para atingir 14,80 pontos. E Tomas Hermes quase fica com o vice-campeonato, pois chegou a 14,77 com as notas 7,97 e 6,80 recebidas em suas últimas ondas. Já Ian Gouveia ficou em quarto com 14,04, somando 7,87 com 6,17 das duas melhores ondas que surfou.

“Este é o segundo melhor resultado da minha carreira no circuito mundial do QS e estou feliz com o meu surfe durante essa semana aqui em Pantin”, disse Michael Rodrigues. “Eu estou tendo um ano estranho, com altos e baixos. Em alguns eventos eu perdi logo no início, por outro lado, tive um nono lugar em Ballito (QS 10000 da África do Sul), agora um segundo lugar aqui, então não sei o que está acontecendo. Só sei que estou treinando muito forte e procurando me divertir, sem ficar muito focado em rankings e pontos”.

Tomas Hermes (Foto: Laurent Masurel - WSL)
Tomas Hermes (Foto: Laurent Masurel – WSL)

BRASIL NO G-10 – Esta foi a segunda etapa do QS 6000 vencida pelo jovem americano Kanoa Igarashi, de apenas 18 anos de idade. A outra foi em 2015 no Brasil e o título em Itacaré, na Bahia, foi decisivo para sua entrada no grupo dos top-34 que disputa o título mundial da World Surf League. No momento, ele está garantindo sua permanência na elite entre os 22 primeiros que são mantidos pelo CT, mas já assumiu o quinto lugar no WSL Qualifying Series caso precise usar a vaga na lista dos dez indicados pelo ranking de acesso da World Surf League.

Essa posição estava ocupada por Deivid Silva, que foi barrado na última rodada do sábado e nem usou os 1.050 pontos do 17.o lugar na Espanha, pois tem 1.550 pontos para trocar entre os cinco resultados computados no ranking. O paulista ainda foi ultrapassado por outro norte-americano que foi até as semifinais, Evan Geiselman, caindo para o sétimo lugar. O baiano Bino Lopes também descartou o Pantin Classic e desceu de sétimo para oitavo, com o catarinense Tomas Hermes passando a fechar o G-10 na Espanha.

Com os 4.500 pontos do vice-campeonato, Michael Rodrigues saltou da 39.a para a 13.a colocação do WSL Qualifying Series. Caso vencesse a decisão do título no domingo, seria ele o terceiro brasileiro no grupo dos dez surfistas indicados para a elite dos top-34 da World Surf League pelo ranking de acesso. Tomas Hermes pode ter perdido o vice-campeonato por apenas 0,03 de diferença, mas ganhou a vaga do norte-americano Patrick Gudauskas no G-10. O catarinense recebeu 3.550 pontos pelo terceiro lugar, subiu de 28.o para 11.o no ranking e está na lista porque Kanoa Igarashi não precisa do QS no momento.

Ian Gouveia (Foto: Laurent Masurel - WSL)
Ian Gouveia (Foto: Laurent Masurel – WSL)

Dos quatro finalistas, quem mais ganhou posições foi Ian Gouveia, que saltou de 70 para 35 na classificação geral das 38 etapas completadas no QS 6000 da Espanha. O argentino Santiago Muniz foi o outro sul-americano que chegou no domingo decisivo do Pantin Classic Galicia Pro e também lucrou com o sétimo lugar conseguido nas semifinais, que o levou do 34.o para o 21.o lugar no ranking que continua liderado pelo italiano Leonardo Fioravanti, seguido pelos australianos Ethan Ewing e Connor O´Leary.

PERNA EUROPÉIA – Depois de passar pela Inglaterra, França e Espanha, a perna europeia do WSL Qualifying Series segue agora para Portugal, onde nesta terça-feira (06) começa outra etapa do QS 6000 como a de Pantin, o Azores Pro, que vai até domingo (11) nas Ilhas Açores. Depois, tem o QS 10000 Cascais Billabong Pro, de 24 de setembro a 2 de outubro na Praia de Carcavelos, em Cascais. Este será o último evento com pontuação máxima antes dos dois primeiros desafios da Tríplice Coroa Havaiana que fecha a temporada na ilha de Oahu.

No total, 37 surfistas da América do Sul competiram na Espanha e a maioria estará em Portugal disputando o QS 6000 Azores Pro. Entre os 144 participantes do Pantin Classic Galicia Pro, 28 eram do Brasil, quatro do Peru, dois da Argentina, dois do Chile e um do Uruguai. Já para as meninas, que competiram junto com os homens na Espanha, o próximo QS 6000 será só nos dias 3 a 6 de novembro, com o Sydney International fechando a lista das seis classificadas para o CT na Austrália.

Sage Erickson (Foto: Laurent Masurel - WSL)
Sage Erickson (Foto: Laurent Masurel – WSL)

TÍTULO FEMININO – A expectativa é para que a brasileira Silvana Lima consiga recuperar sua vaga perdida no ano passado. Ela foi até as quartas de final do QS 6000 Pantin Classic Galicia Pro e permanece no grupo das seis indicadas pelo ranking de acesso da World Surf League. A norte-americana Sage Erickson barrou a cearense no sábado e ainda lhe tirou a quinta posição no ranking com a vitória conquistada sobre a francesa Pauline Ado no domingo. Mas, foi no sufoco, na onda surfada nos últimos segundos da bateria.

A francesa liderou toda a disputa, porém tudo foi decidido na última série de ondas que entrou no minuto final, as melhores de todo o confronto. Pauline Ado pegou uma direita limpa para fazer quatro manobras fortes de borda e Sage Erickson foi mais explosiva, principalmente na finalização da sua onda, deixando o suspense pela divulgação das notas. Os juízes deram 8,33 para a francesa ampliar a vantagem, mas a da norte-americana valeu 8,93 para virar o resultado para 14,80 a 14,56 pontos e repetir a sua vitória conquistada na Espanha em 2012.

“Foi uma final incrível, com um monte de grandes ondas chegando e eu só tive que ter fé de que a onda certa viria para mim”,contou Sage Erickson. “Mas, confesso que não consigo acreditar até agora que veio essa última onda e caí de joelhos na praia agradecendo a Deus por ter mandado ela para mim. Só tenho que agradecer a todos pelo apoio aqui em Pantin e a todos os meus amigos e familiares em casa, que assistiram a transmissão pela internet”.

Pauline Ado (Foto: Laurent Masurel - WSL)
Pauline Ado (Foto: Laurent Masurel – WSL)

A californiana faz parte da elite das top-17 da Liga Mundial de Surf esse ano, porém não está conseguindo ficar entre as dez primeiras do ranking que são mantidas para o ano que vem e já busca garantir sua permanência entre as seis indicadas pelo WSL Qualifying Series. Com os 6.000 pontos da vitória no Pantin Classic, Sage Erickson subiu da 12.a para a quarta posição, tirando a equatoriana Dominic Barona do G-6. A vice-campeã Pauline Ado também entraria na lista se vencesse o campeonato, mas ficou em nono no ranking que está classificando até a oitava no momento, a havaiana Alessa Quizon.

“Perder uma final no último minuto e por menos de um ponto, realmente dói”, lamentou Pauline Ado. “A Sage (Erickson) surfou muito bem e foi uma das melhores competidoras de todo o evento, então eu sabia que não ia ser uma bateria fácil. Tudo se resume a pequenos detalhes e no momento estou me sentindo muito decepcionada. Mas, tenho boas lembranças de Pantin, muitas vezes consegui bons resultados aqui para que se tornasse um lugar especial para mim e continuo motivada para seguir lutando por uma vaga no CT até o fim”.

RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO QS 6000 PANTIN CLASSIC GALICIA PRO:

FINAL FEMININA DO QS 6000 PANTIN CLASSIC GALICIA PRO:

Campeã: Sage Erickson (EUA) por 14,80 pontos (8,93+5,87) – US$ 10.000 e 6.000 pontos

Vice-campeã: Pauline Ado (FRA) com 14,56 (notas 8,33+6,23) – US$ 5.000 e 4.500 pontos

FINAL MASCULINA DO QS 6000 PANTIN CLASSIC GALICIA PRO:

Campeão: Kanoa Igarashi (EUA) por 16,43 pontos (8,60+7,83) – US$ 25.000 e 6.000 pontos

Vice-campeão: Michael Rodrigues (BRA) com 14,80 (8,67+6,13) – US$ 12.000 e 4.500 pontos

Terceiro lugar: Tomas Hermes (BRA) com 14,77 (7,97+6,80) – US$ 6.000 e 3.550 pontos

 

Quarto lugar: Ian Gouveia (BRA) com 14,04 pontos (7,87+6,17) – US$ 5.000 3.100 pontos
 

G-10 DO WSL QUALIFYING SERIES – após 38 etapas completadas na Espanha:

1.o: Leonardo Fioravanti (ITA) – 18.500 pontos

2.o: Ethan Ewing (AUS) – 16.500

3.o: Connor O´Leary (AUS) – 16.425

4.o: Joan Duru (FRA) – 14.880

5.o: Kanoa Igarashi (EUA) – 14.800 com vaga nos top-22 do CT

6.o: Evan Geiselman (EUA) – 13.650

7.o: Deivid Silva (BRA) – 12.680

8.o: Bino Lopes (BRA) – 11.610

9.o: Ryan Callinan (AUS) – 10.750

10.o: Ezekiel Lau (HAV) – 10.300

11.o: Tomas Hermes (BRA) – 10.040
 

-6 DO WSL QUALIFYING SERIES FEMININO – após a 25.a etapa na Espanha:

1.a: Nikki Van Dijk (AUS) – 16.400 pontos

2.a: Malia Manuel (HAV) – 16.250 com vaga no G-10 do CT

3.a: Bronte Macaulay (AUS) – 15.300

4.a: Sage Erickson (EUA) – 13.550

4.a: Keely Andrew (AUS) – 13.550

6.a: Silvana Lima (BRA) – 12.800

7.a: Laura Enever (AUS) – 11.250 com vaga no G-10 do CT

8.a: Coco Ho (HAV) – 11.050

04 de setembro 2016.

SWELL ALINHA NO DOMINGO


03 de setembro 2016

SWELL ENCOSTA EM PERNAMBUCO.



31 DE AGOSTO 2016

ACABOU O MÊS DO DESGOSTO




27 DE AGOSTO 2016

LÁ VEM CHEGANDO O VERÃO


24 de agosto 2016

SLATER COMANDA OS TUBOS E VENCE EM 

TEAHUPOO


O onze vezes campeão mundial Kelly Slater deu mais um show nos tubos de Teahupoo e aumentou para cinco o seu recorde de títulos conquistados em sete finais na etapa mais desafiadora do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour. Ele fez uma bateria perfeita computando duas notas 10 em sua primeira apresentação na terça-feira de ondas fantásticas de 5-7 pés, tirou outro 10 contra Bruno Santos nas quartas de final e totalizou 19,67 pontos de 20 possíveis na decisão contra John John Florence. O havaiano garantiu a liderança no Jeep WSL Ranking nas semifinais, quando venceu por 19,66 a 19,23 um duelo sensacional com Gabriel Medina, que também surfou um tubaço nota 10 nesta bateria.

Kelly Slater (Foto: Kelly Cestari - WSL)
Kelly Slater (Foto: Kelly Cestari – WSL)

O último dia do Billabong Pro Tahiti foi marcado por grandes performances dos melhores surfistas do mundo, com os dois finalistas surfando mais de trinta tubos em Teahupoo. Slater já tinha vencido o maior desafio da Liga Mundial de Surf em 2000, 2003, 2005, 2011 e agora conquista a 55.a etapa da sua carreira. Com os 10.000 pontos recebidos no Taiti, o maior ídolo do esporte saltou da 19.a para a oitava posição no Jeep Leaderboard. Já o havaiano John John Florence tirou a lycra amarela do australiano Matt Wilkinson e Gabriel Medina permaneceu em terceiro lugar. Somente os três vão novamente brigar pela ponta na próxima etapa, o Hurley Pro Trestles, de 7 a 18 de setembro em San Clemente, na Califórnia, Estados Unidos.

“Quando olho para trás, vejo que essa foi uma das melhores vitórias que já tive”, disse Kelly Slater.“Fazer uma final com o John John (Florence) é um sonho para mim. Não é nenhum segredo que estou na reta final da minha carreira. O John John e o Gabriel (Medina) estão vindo agora e esses caras são dois monstros. O John John é um grande surfista, então quero ver quantas baterias posso fazer com ele aqui, onde ele e o Gabriel são os favoritos. Este é um momento muito especial para mim e estou muito feliz por tudo que aconteceu hoje aqui”.

Depois de um péssimo início de temporada, vencendo apenas uma bateria nas três etapas da “perna australiana” da World Surf League, Slater nem quis vir ao Brasil, cancelando sua participação no Oi Rio Pro em cima da hora. Depois, foi até as semifinais do Fiji Pro, onde foi barrado pelo campeão do evento, Gabriel Medina, chegou nas quartas de final do J-Bay Open na África do Sul e agora volta a vencer uma final contra John John Florence como na última etapa que tinha conquistado em 2013, no Billabong Pipe Masters do Havaí.

John John Florence (Foto: Kelly Cestari - WSL)
John John Florence (Foto: Kelly Cestari – WSL)

“Hoje (terça-feira) deu tudo certo para mim”,continuou Slater. “Eu estava no lugar certo para pegar as ondas certas e totalmente relaxado o tempo todo. Se eu perdesse essa final para o John John, não teria nenhum problema para mim. Eu estava encarando cada bateria como um bônus. Eu estava vindo de dois anos historicamente muito ruins, então qualquer coisa que acontecesse aqui hoje ia ser bom para mim”.

A grande final reuniu duas grandes estrelas do CT. Florence foi rápido para largar na frente com uma nota 8,0 em sua primeira onda, mas Slater respondeu com um quase perfeito 9,77. Logo Kelly pega outro tubo incrível, muito profundo, que valeu 9,17, deixando o havaiano em uma situação de combinação, precisando trocar suas duas notas nos dez minutos finais. No entanto, Slater continuou a aumentar sua pontuação com um fenomenal 9,90 para confirmar a vitória por 19,67 a 15,23 pontos.

BATERIA PERFEITA – Ele já tinha começado muito bem a terça-feira, postando o máximo de 20 pontos com duas notas 10 contra o havaiano Keanu Asing no segundo confronto do dia. Esta foi apenas a nona vez que aconteceu uma bateria perfeita em 40 anos de Circuito Mundial e a terceira conseguida por Slater. Uma delas foi nos mesmos tubos de Teahupoo, em plena final contra o também norte-americano Damien Hobgood em 2005.

“O primeiro 10 foi definitivamente um tubo mais difícil e o segundo foi um bem maior e mais perfeito, um tubo clássico aqui de Teahupoo”, disse Slater, depois de vencer Keanu Asing na quinta fase. “Eu realmente fiquei em dúvida se eles (juízes) iriam dar um 10 no segundo tubo, pois o primeiro tinha sido muito mais difícil de completar. Uma bateria perfeita não vai acontecer muitas vezes na sua vida, então fiquei amarradão por ter repetido isso aqui”.

Bruno Santos (Foto: Poullenot - WSL)
Bruno Santos (Foto: Poullenot – WSL)

PRÊMIO ANDY IRONS – Slater depois ainda surfou outro tubo nota 10 contra Bruno Santos nas quartas de final, quando vingou a derrota sofrida para o niteroiense na quarta fase. Ele também recebeu o prêmio “Andy Irons Most Committed Performance Award”, oferecido ao surfista de maior destaque no Billabong Pro Tahiti. Antes dele, os vencedores deste prêmio foram o francês Jeremy Flores (2011), o brasileiro Ricardo dos Santos (2012), o próprio John John Florence (2013), o australiano Owen Wright (2014) e o americano C. J. Hobgood (2015).

“Estou feliz porque tenho buscado esse prêmio há anos”, confessou Slater. “O Andy (Irons) certamente deve estar amarradão por eu ter ganho. A última vez que eu surfei contra o Andy foi aqui em Teahupoo e ele ganhou o evento. Foi a sua última vitória e eu perdi para ele nas semifinais. Foi uma bateria muito especial para mim e esse prêmio é muito especial. Não vejo a hora de colocar esse troféu na minha casa. É como seu eu tivesse vencido o campeonato já”.

NOVO LÍDER – O vice-campeonato de John John Florence é o melhor resultado do havaiano em Teahupoo e valeu a lycra amarela de número 1 do Jeep WSL Leader, que ele vai usar na próxima etapa em Lower Trestles. No caminho para chegar na grande final na terça-feira, Florence derrotou Joel Parkinson na quinta fase, depois o também australiano Julian Wilson e Gabriel Medina em outra bateria fantástica do último dia do Billabong Pro Tahiti.

“Estou super feliz por ser o líder do Jeep Ranking”, disse John John Florence. “Mas, neste momento, é apenas uma lycra amarela, pois o que conta mesmo é no final do ano e ainda há um longo caminho até lá. Certamente, vou trabalhar bastante para ficar com ela até o fim”.

Gabriel Medina (Foto: Poullenot - WSL)
Gabriel Medina (Foto: Poullenot – WSL)

CONFRONTO DIRETO – A primeira posição no Jeep Leaderboard foi disputada num confronto direto com Gabriel Medina, que pelo terceiro ano consecutivo chegou nas semifinais do Billabong Pro Tahiti. Ele venceu esta etapa em 2014, quando conquistou o título mundial, foi vice-campeão na final contra o francês Jeremy Flores no ano passado e agora terminou em terceiro lugar. Foi uma bateria impressionante, certamente uma das melhores do campeonato esse ano, com os dois surfando sete tubos excelentes com notas acima de 9,0.

O havaiano liderou a disputa com 18,44 pontos contra 17,46 de Medina, mas o brasileiro desafiou Florence saindo de um tubo monstruoso que arrancou nota 10 dos juízes nos 10 minutos finais. A pressão ficou para John John, que passou a precisar de 9,31 para vencer. O havaiano usou sua prioridade de escolha da próxima onda para surfar um tubaço quando restavam apenas quatro minutos e recuperou a liderança com um 9,93. E ele ainda pegou outro que valeu 9,73 para selar a vitória por um incrível placar de 19,56 a 19,23 pontos.

“Foi uma bateria muito divertida”, disse Gabriel Medina. “O John John (Florence) é sempre muito difícil de bater em qualquer lugar. Nós dois surfamos ondas incríveis, mas hoje era o dia dele. Estou feliz pelo resultado e já estou ansioso para competir em Trestles”.

Antes de enfrentar John John Florence, Medina ganhou o duelo brasileiro da quinta fase contra o potiguar Jadson André e depois também não deu qualquer chance para o australiano Josh Kerr nas quartas de final. Ele permaneceu em terceiro lugar no Jeep Leaderboard, mas diminuiu a diferença para o ex-líder, Matt Wilkinson, para apenas 300 pontos. Ultrapassaria o australiano se passasse para a final, mas segue na disputa direta pelo título mundial deste ano.

John John Florence e Kelly Slater (Foto: Kelly Cestari - WSL)
John John Florence e Kelly Slater (Foto: Kelly Cestari – WSL)

MUDANÇAS NO RANKING – Além de Slater, quem também subiu bastante no ranking foi o australiano Adrian Buchan, que terminou empatado em terceiro lugar no Billabong Pro Tahiti com Gabriel Medina. Com os 6.500 pontos recebidos, Buchan saltou da 11.a para a quarta posição no Jeep Leaderboard, antes ocupada pelo atual campeão mundial Adriano de Souza. O australiano Julian Wilson e o sul-africano Jordy Smith também ultrapassaram Mineirinho, que não passou nenhuma bateria em Teahupoo esse ano e caiu para o sétimo lugar na classificação geral das sete etapas completadas no Taiti.

Outros brasileiros que também perderam posições no ranking por terem ficado em último lugar no Billabong Pro Tahiti foram os paulistas Caio Ibelli (de 12.o para 16.o), Filipe Toledo (13.o para 17.o) e Wiggolly Dantas (14.o para 18.o). Já Miguel Pupo permaneceu em 22.o, fechando o grupo dos 22 que são mantidos na elite dos top-34 da World Surf League para disputar o título mundial do ano que vem. Entre os integrantes da atual “seleção brasileira”, continuam foram da zona de classificação o catarinense Alejo Muniz (26.o), o potiguar Jadson André (28.o) e o paulista Alex Ribeiro (38.o).

RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO BILLABONG PRO TAHITI:

Campeão: Kelly Slater (EUA) por 19.67 pontos (notas 9.90+9.77) – US$ 100.000 e 10.000 pontos

Vice-campeão: John John Florence (HAV) com 15.23 pontos (8.00+7.23) – US$ 50.000 e 8.000 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 6.500 pontos e US$ 25.000 de prêmio:

1.a: Kelly Slater (EUA) 18.40 x 16.10 Adrian Buchan (AUS)

2.a: John John Florence (HAV) 19.56 x 19.23 Gabriel Medina (BRA)



23 de agosto 2016

SÓ DOIS NAS QUARTAS DE FINAL



22 DE AGOSTO 2016

BRASILEIRO MASTER NA BAHIA.


21 de agosto 2016

SÓ 03 AVANÇAM AO ROUND 03 NO TAHITI.


19 de agosto 2016

A JANELA DE TEAHUPOO ABRE HOJE.

Hoje às 14:30 horário de Brasilia, sera aberta a janela da etapa
do Thaiti da WSL. Momento importante do circuito uma vez que
restam apenas 5 etapas para definir o Campeão 16 que até essa
etapa é liderada pelo australiano Matt Wilkinson seguindo do
havaiano John John e do brasileiro Gabriel Medina. Com certeza
essa deve ser a etapa mais disputada devido as grandes ondas e
a pequena distância entre os atletas. Nosso time reforçado pelo
Bruno Santos tem 11 atletas e estréia na bateria 02 com o potiguar
Ítalo Ferreira.

16 de agosto 2016

BRUNO SANTOS VENCE TRIAGEM EM 

TEAHUPOO E PODE SER BICAMPEÃO



09 de agosto 2016

TERÇA SEGURA O TERRAL


07 DE AGOSTO 2016

DOUGLAS SILVA BRILHA EM CASA.

RESULTADOS DA SEGUNDA ETAPA PERNAMBUCANA.

 
PROFISSIONAL

1- Douglas José
2- Luel Felipe
3- Cesar Aguiar
4- Halley Batista.


 FEMININA

1- Natália Malta
2- Ramayana Silveira
3- Paula Mourão
4- Nicole Cristina

INICIANTE

1- José Cláudio
2- Jonatas Rafael
3- Alex Silva
4- Leandro José.

UNIVERSITÁRIO/ FEM.

1- Natália Malta
2- Maria Gabriela 
3- Maria Eduarda

LONGBOARD

1- Reginaldo Nascimento
2- Bruno Urick
3- Romualdo Nascimento
4- Gel Lima.

UNIVERSITÁRIO

1- Thales Luiz
2- Arthur Andrade
3- André Labanca
4- Lucas Rodrigues

MIRIM

1- Cauã Nunes
2- Erick Chalaça
3- Lucas Lisboa
4- Wedson Marley

JUNIOR

1- Sinoe Cronier
2- Raul Borman
3- Andre Labanca
4- Tiago Pereira

OPEN

1- Tiago Silva
2- Tarciso Willians
3- Deyvison Silva
4- Cauã Nunes

FORMADOS

1- Carlos Pito
2- Raimundo Alves
3- Bruno Monteiro
4- Leo Macaco

SENIOR

1- Julio Pereira
2- Saulo Carvalho
3- Osvaldo Cajá
4- Fred Vilela

MASTER

1- Julio Pereira
2- Rogério Galvão
3- Pedro Lima
4- Saulo Carvalho



06 de agosto 2016.

SÁBADO AGITADO EM MARACAÍPE.

04 DE AGOSTO 2016
MARACA RECEBE SEGUNDA ETAPA ESTADUAL





01 DE AGOSTO 2016

AGOSTO COMEÇA COM TUFÃO.


31 de agosto 2016

FILIPINHO E TATIANA VENCE NA 

CALIFÓRNIA O QS 10000.


O brasileiro Filipe Toledo levou a multidão que lotou o famoso píer de Huntington Beach no domingo ao delírio, com seus aéreos decidindo a conquista do segundo título nos três últimos anos do campeonato mais tradicional dos Estados Unidos, no maior palco do esporte na Califórnia. E quase que a decisão foi 100% brasileira como em 2014, quando Filipe derrotou o catarinense Willian Cardoso na final. Mas, o jovem australiano Ethan Ewing, 18 anos, barrou o campeão mundial Adriano de Souza nas semifinais e agora é o vice-líder no ranking do WSL Qualifying Series. O baiano Bino Lopes também competiu no domingo e entrou no grupo dos dez que se classificam para o CT com o quinto lugar no QS 10000 Vans US Open of Surfing.

Tatiana Weston-Webb (Foto: Van Kirk - WSL)
Tatiana Weston-Webb (Foto: Van Kirk – WSL)

No domingo, também foi encerrada a sexta etapa do Samsung Galaxy WSL Women´s Championship Tour em Huntington Beach, com uma decisão inédita para duas havaianas, que deixaram as líderes do ranking pelo caminho até a final. A mais jovem, Tatiana Weston-Webb, 20 anos, surfou a melhor onda da bateria para comemorar a sua primeira vitória da carreira no CT. Malia Manuel, 22, terminou em segundo lugar, mas fez uma semifinal brilhante contra a australiana Tyler Wright, que retomou a lycra amarela de número 1 do Jeep WSL Leader da americana Courtney Conlogue, barrada pela campeã Tatiana nas quartas de final.

“Para ser honesta, eu estava muito decepcionada por ter perdido na primeira fase do QS 6000 Supergirl Pro na semana passada e eu só queria ter a minha confiança de volta”, disse Tatiana Weston-Webb, que subiu da sexta para a terceira posição no ranking com a vitória no Vans US Open of Surfing. “Eu sabia que esse evento ia ser muito difícil, especialmente por enfrentar a Courtney (Conlogue) hoje. Ela está em casa e surfa de forma incrível aqui, então toda a confiança voltou quando ganhei dela. A final foi contra minha amiga Malia (Manuel), que vem arrebentando em todos os eventos, então a gente só procurou surfar nosso melhor e estou muito feliz pela vitória, que certamente ficará marcada para sempre na minha vida”.

O próximo desafio na acirrada disputa pelo título mundial no Samsung Galaxy WSL Women´s Championship Tour, será também na Califórnia, com as meninas voltando a competir nas ondas de Lower Trestles, em San Clemente, de 7 a 18 de setembro nos Estados Unidos. Assim como no US Open, a batalha pela lycra amarela do Jeep WSL Leader será fase a fase entre a agora líder Tyler Wright e Courtney Conlogue. A australiana permanece na frente se as duas terminarem empatadas no Swatch Trestles Women´s Pro e agora é a norte-americana que precisa ficar uma posição à frente para retomar a ponta do ranking ainda na Califórnia.

Filipe Toledo (Foto: Kenneth Morris - WSL)
Filipe Toledo (Foto: Kenneth Morris – WSL)

BICAMPEÃO DO US OPEN – O CT masculino retorna em agosto com o Billabong Pro Teahupoo nos dias 19 a 30 no Taiti, então alguns tops da elite aproveitaram o intervalo para competir no QS 10000 US Open. Como Filipe Toledo, que conquistou o bicampeonato em Huntington Beach, provando mais uma vez ser um dos melhores do mundo em “beach breaks” (praias com fundo de areia). O campeão mundial Adriano de Souza também prestigiou o evento e apenas dois dos oito finalistas que chegaram no domingo não eram do CT, o australiano Ethan Ewing, que derrotou Mineirinho nas semifinais, e o baiano Bino Lopes, novo integrante do grupo dos dez indicados pelo QS para a divisão principal da World Surf League.

O domingo decisivo em Huntington Beach começou com Ethan Ewing barrando um top da elite, Ryan Callinan. O havaiano Sebastian Zietz foi derrotado por Adriano de Souza na disputa seguinte. O norte-americano Kanoa Igarashi também confirmou o favoritismo contra o baiano Bino Lopes. E Filipe Toledo começou o seu show de aéreos contra o taitiano Michel Bourez no segundo confronto direto entre tops da elite nas quartas de final.

Nas semifinais, o jovem australiano de apenas 18 anos de idade surpreendeu de novo ao barrar o campeão mundial Adriano de Souza por uma pequena vantagem de 14,60 a 13,53 pontos. Ethan Ewing começou bem com uma nota 7,83, que depois foi igualada por Mineirinho. A segunda onda computada acabou decidindo a bateria e o australiano somou um 6,77, contra 5,70 do brasileiro, para ganhar a primeira vaga na grande final.

Ethan Ewing (Foto: Kenneth Morris - WSL)
Ethan Ewing (Foto: Kenneth Morris – WSL)

A segunda foi vencida por Filipe Toledo com o maior placar do último dia. Foi, talvez, sua melhor apresentação depois da contusão sofrida no início da temporada na Gold Coast, Austrália. Filipinho usou a sua incrível variedade de aéreos e de manobras modernas de borda também para despachar o vice-campeão do US Open no ano passado, Kanoa Igarashi, última esperança de título norte-americano. A melhor onda de Filipe valeu 8,17 para totalizar 15,67 pontos, contra 13,40 do mais jovem integrante do CT este ano, com 18 anos de idade.

DECISÃO DO TÍTULO – Na grande final, Filipe Toledo continuou com a tática de pegar várias ondas e seguir arriscando as manobras aéreas para aumentar suas notas. Ele novamente completou as aterrisagens para tirar notas 7,83 e 7,07 em duas ondas seguidas. Elas construíram o placar da sua segunda vitória no prestigiado US Open of Surfing, por 14,90 a 10,46 pontos do australiano Ethan Ewing. O título valeu um prêmio de 40 mil dólares e os 10.000 pontos levaram Filipe Toledo direto para a nona posição do ranking na sua primeira participação em etapas do WSL Qualifying Series esse ano.

“Este é o momento mais especial para mim, depois de uma semana de surfe abençoada contra todos esses grandes surfistas”, disse Filipe Toledo, que mora na Califórnia com toda a família. “Estou muito feliz por ter dois títulos do US Open, a multidão aqui em Huntington é incrível e tenho todo o apoio da minha família e amigos. Este resultado aumenta minha confiança para competir no Taiti (próxima etapa do CT). Eu sei que é uma onda totalmente diferente, mas vencer um campeonato sempre te dá uma motivação extra”, completou Filipe, que atravessou a multidão pela praia carregado nos ombros dos seus irmãos do mar até o pódio.

Bino Lopes (Foto: Van Kirk - WSL)
Bino Lopes (Foto: Van Kirk – WSL)

G-10 PARA O CT 2017 – Mesmo perdendo a final, Ethan Ewing consolidou sua classificação para o CT do ano que vem com o vice-campeonato no Vans US Open of Surfing. Ele tiraria a liderança do italiano Leonardo Fioravanti se vencesse o QS 10000 dos Estados Unidos, mas subiu do sexto para o segundo lugar com os 8.000 pontos recebidos. O resultado da segunda etapa com status máximo do ano, provocou duas mudanças na lista dos dez surfistas que o ranking do WSL Qualifying Series classifica para completar a elite dos top-34 que disputa o título mundial da World Surf League.

Uma delas é o brasileiro Bino Lopes. Ele entrou no G-10 quando se classificou para a quarta fase na quinta-feira, tirando a vaga do australiano Cooper Chapman. Na sexta-feira, subiu do nono para o sétimo lugar com a passagem para as oitavas de final. No sábado, venceu mais uma bateria e foi do sétimo para o sexto lugar quando avançou para o domingo decisivo. No último dia, não achou boas ondas contra o norte-americano Kanoa Igarashi, mas a missão já estava cumprida, pois sai dos Estados Unidos bem posicionado no ranking.

Além de Bino Lopes, o outro único brasileiro no G-10 é o paulista Deivid Silva, que tinha chance de assumir a ponta do ranking no US Open, mas acabou caindo da quarta para a quinta posição. E a outra novidade no G-10 é o australiano Ryan Callinan, que também perdeu nas quartas de final e ficou em quinto lugar no US Open. Ele é um dos estreantes na elite deste ano, mas não está conseguindo ficar entre os 22 primeiros colocados do CT que são mantidos entre os top-34 para o ano que vem e tenta garantir sua permanência pelo ranking de acesso. Ele chegou na Califórnia em 24.o lugar e agora é o sétimo colocado.
 

Campeã: Tatiana Weston-Webb (HAV) por 12,96 pontos (7,33+5,63) – US$ 60.000 e 10.000 pontos

Vice-campeã: Malia Manuel (HAV) com 11,34 pontos (notas 6,17+5,17) – US$ 30.000 e 8.000 pontos

TOP-10 DO JEEP WSL WOMEN´S RANKING – 6 etapas:

1.a: Tyler Wright (AUS) – 43.450 pontos

2.a: Courtney Conlogue (EUA) – 42.900

3.a: Tatiana Weston-Webb (HAV) – 35.150

4.a: Carissa Moore (HAV) – 34.500

5.a: Sally Fitzgibbons (AUS) – 31.450

6.a: Johanne Defay (FRA) – 30.400

7.a: Stephanie Gilmore (AUS) – 29.300

8.a: Malia Manuel (HAV) – 28.300

9.a: Sage Erickson (EUA) – 22.050

10: Bianca Buitendag (AFR) – 21.800
 

Campeão: Filipe Toledo (BRA) por 14,90 pontos (notas 7,83+7,07) – US$ 40.000 e 10.000 pontos

Vice-campeão: Ethan Ewing (AUS) com 10,46 pontos (6,13+4,33) – US$ 20.000 e 8.000 pontos
 

G-10 DO WSL QUALIFYING SERIES – 32 etapas:

1.o: Leonardo Firoravanti (ITA) – 17.750 pontos

2.o: Ethan Ewing (AUS) – 16.500

3.o: Connor O´Leary (AUS) – 14.700

4.o: Joan Duru (FRA) – 13.480

5.o: Deivid Silva (BRA) – 12.680

6.o: Bino Lopes (BRA) – 11.610

7.o: Ryan Callinan (AUS) – 10.750

8.o: Ezekiel Lau (HAV) – 10.300

9.o: Filipe Toledo (BRA) – 10.000

10: Evan Geiselman (EUA) – 9.400


31 de agosto 2016

DANILO COSTA VENCE O MASTER NORDESTE


26 de julho 2016

SEMANA COMEÇA FUMAÇANDO.




22 de julho 2016

FRANCÊS FAZ A MALA NO CHILE.

Com um tubo fantástico que valeu a única nota 10 do ano nas ondas desafiadoras de El Gringo, William Aliotti conquistou a primeira vitória da França nas sete edições do QS 1500 Maui and Sons Arica Pro Tour no Chile. A bateria final foi eletrizante. O australiano Dean Bowen também surfou ótimos tubos na sexta-feira e quase consegue virar o resultado no último minuto, mas os 10.000 dólares e os 1.500 pontos no ranking mundial do WSL Qualifying Series ficaram mesmo com o francês, no placar encerrado em 17,50 a 15,00 pontos. Os peruanos Alonso Correa e Tomas Tudela perderam nas semifinais e dividiram o terceiro lugar no show de tubos da etapa mais antiga do calendário da WSL South America.

Foto: Rodrigo Farias (Agua Sagrada)
Foto: Rodrigo Farias (Agua Sagrada)

“Eu estava me sentindo superbem na final, só curtindo cada momento, porque as ondas estavam incríveis”, disse William Aliotti. “Eu vi o Dean (Bowen) pegar umas boas também, então eu sabia que ia ser uma bateria bem disputada. Arica é um lugar fantástico, as ondas estão sempre grandes e bastante fortes com altos tubos muito consistentes em qualquer tipo de swell (ondulação). As pessoas aqui são demais, muito amáveis, a comida é deliciosa e me diverti muito. Com certeza quero voltar nos próximos anos”.

Esta foi a primeira vez que William Aliotti esteve no Chile, que certamente ficará marcado na sua vida com a primeira vitória importante no Circuito Mundial: “As ondas estavam muito boas todos os dias e é por isso que venho para esse tipo de evento. Tentei ir aumentando minhas notas a cada bateria e finalmente consegui um dez na final. Eu estava muito profundo no tubo, então precisei acelerar muito, tive que passar da espuma, tinha umas partes quase fechando, então quando eu saí, eu sabia que ia ser uma nota boa e fiquei muito feliz pelo dez”.

O francês falou mais de Arica e do seu planejamento para o restante da temporada, já que essa foi apenas a primeira etapa que ele participou esse ano: “Eu cheguei antes aqui em Arica e peguei um swell grande, então sabia que a onda tinha potencial para um bom campeonato. Vim dirigindo desde Santiago e parando para surfar pelo caminho. Eu quero continuar competindo em ondas de qualidade como essas. Esse é o meu primeiro evento do ano porque não queria surfar em ondas ruins, somente em condições incríveis como aqui, mas devo participar de algumas etapas na Europa ainda esse ano”. 

William Aliotti (Foto: Pablo Jimenez)
William Aliotti (Foto: Pablo Jimenez)

DECISÃO DO TÍTULO – A grande final foi iniciada ao meio-dia e as primeiras ondas surfadas pelos dois competidores fecharam rápido. O mar estava difícil, as ondas baixaram para 4-6 pés e ficaram ainda mais perigosas, quebrando muito próximas da bancada de pedras. Mas, El Gringo nunca falha e os tubos apareceram para o último espetáculo do Maui and Sons Arica Pro Tour. William Aliotti conseguiu uma melhor sintonia com as séries e surfou três tubos seguidos. O primeiro valeu 7,5, o segundo 7,07 e o terceiro foi o mais perfeito de todo o campeonato na avaliação dos juízes, que deram nota 10 unânime para o francês totalizar 17,50 pontos.

O australiano Dean Bowen também surfou um tubaço nota 9,17 e ficou precisando de 8,34 pontos para vencer. No último minuto, ele dropou dentro de um canudo incrível, foi acelerando, passando as sessões e, quando ia sair com o spray, acabou se chocando com o fotógrafo do evento. Ele até poderia conseguir a virada se completasse o tubo, mas não teve como trocar o 5,83 da sua segunda nota computada e terminou como vice-campeão, recebendo 5.000 dólares e 1.125 pontos para o ranking mundial do WSL Qualifying Series.

“Foi um campeonato incrível e a final também”, disse Dean Bowen. “Já faz um tempão que eu e o William (Aliotti) somos amigos e a gente estava conversando no outside. Eu tentei pegar as maiores ondas das séries e ficar o mais profundo possível, mas eu não saí de alguns tubos. Eu consegui sair daquela onda louca no final, mas eu estava tão rápido que perdi o controle e caí. A visão que eu tive no tubo foi espetacular e nunca mais vou esquecer dessa final. Não ganhei, mas estou amarradão porque foi show de surfe”.

Dean Bowen (Foto: Pablo Jimenez)
Dean Bowen (Foto: Pablo Jimenez)

Sobre o que pretende fazer do seu futuro, Dean Bowen respondeu: “Eu adoraria continuar competindo nos eventos do QS. Fiquei alguns anos sem participar, só treinando e melhorando a minha performance, mas agora estou achando um bom ritmo e gostaria de competir em um outro evento grande. Eu vim aqui para Arica porque meus amigos Owen Wright e Anthony Walsh (campeão no Chile em 2012), me disseram que era o tipo de evento que eu poderia me dar bem e eles estavam certos (risos). Eu queria mostrar que sou um bom tube-rider e as ondas daqui me deram essa oportunidade”.

RANKING QS – Este foi o primeiro campeonato que William Aliotti disputou esse ano e o francês já aparece em 150.o lugar na classificação geral das 29 etapas do WSL Qualifying Series completadas no Chile. Dean Bowen tinha participado de oito provas na Austrália, Indonésia e Japão, mas o vice-campeonato no Maui and Sons Arica Pro Tour foi o seu melhor resultado na temporada. Ele entraria no grupo dos top-100 se vencesse o campeonato, mas ficou em segundo e subiu de 202 para 119 no ranking. O único que entrou na lista dos 100 primeiros colocados foi o peruano Alonso Correa, que estava em 118.o e foi para a 86.a posição com o terceiro lugar no Desafio de Arica.

“As ondas estão mais difíceis do que pareciam aqui de fora”, disse Alonso Correa. “Hoje (sexta-feira), estão um pouco menores e quebrando bem em cima das pedras, mas ainda tem ondas muito boas. Estou feliz com meu desempenho, pois foi um ótimo resultado para mim. Eu queria ter chegado na final, mas o (Dean) Bowen e o (William) Aliotti surfaram bem no evento inteiro, então parabéns para eles”.

Alonso Correa (Foto: Rodrigo Farias - Agua Sagrada)
Alonso Correa (Foto: Rodrigo Farias – Agua Sagrada)

Alonso abriu a sexta-feira vencendo o duelo peruano das quartas de final contra Martin Jeri. Depois foi barrado pelo campeão William Aliotti numa bateria fraca de ondas. O francês só surfou uma e foi um tubaço que valeu nota 9,70 e garantiu a segunda vaga na grande final. Na bateria anterior, El Gringo bombou altas ondas e o australiano Dean Bowen comandou o espetáculo surfando tubos incríveis para tirar notas 9,00, 8,77 e 8,00 nas três primeiras ondas que pegou. O peruano Tomas Tudela também surfou bem, conseguindo quatro notas na casa dos 7 pontos, mas acabou eliminado pelo maior placar do campeonato, 17,77 a 15,27 pontos.

SUL-AMERICANO – O QS 1500 Maui and Sons Arica Pro Tour foi a terceira etapa do WSL Qualifying Series realizada na América do Sul esse ano, todas valendo 1.000 pontos para o ranking regional da WSL South America. O resultado no Chile não alterou os ponteiros na corrida pelo título de campeão sul-americano da temporada, com o argentino Leandro Usuna permanecendo em primeiro lugar, seguido pelos brasileiros Flavio Nakagima em segundo e Bino Lopes em terceiro. Já o peruano Alonso Correa assumiu a quarta colocação ao chegar nas semifinais em El Gringo, com o brasileiro Marcos Correa fechando o grupo dos top-5 do ranking da WSL South America.

FINAL GRINGA – Esta foi apenas a segunda vez em sete anos de história do Maui and Sons Arica Pro Tour, que nenhum sul-americano decidiu o título de campeão nos tubos de El Gringo. A outra foi em 2012, quando o australiano Anthony Walsh derrotou o havaiano Eala Stewart na grande final. A primeira edição em 2009 foi encerrada com uma decisão peruana vencida por Gabriel Villarán. Em 2010 não teve o campeonato. Em 2011, ele terminou com uma final chilena e Guillermo Satt foi o campeão. Em 2013, Alvaro Malpartida conquistou a segunda vitória do Peru e em 2014 Jessé Mendes ganhou o único título do Brasil. No ano passado, as finais foram canceladas por causa das condições extremas e muito perigosas do mar no último dia e agora a França entra na Galeria dos Campeões do Desafio de Arica com William Aliotti.
 

RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO QS 1500 MAUI AND SONS ARICA PRO TOUR:

Campeão: William Aliotti (FRA) por 17,50 pontos (10,00+7,50) – US$ 10.000 e 1.500 pontos no QS

Vice-campeão: Dean Bowen (AUS) com 15,00 pontos (notas 9,17+5,83) – US$ 5.000 e 1.125 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 840 pontos no QS e US$ 2.250 de prêmio:

1.a: Dean Bowen (AUS) 17.77 x 15.27 Tomas Tudela (PER)

2.a: William Aliotti (FRA) 11.63 x 5.76 Alonso Correa (PER)


17 DE JULHO 2016

A NOVELA DO TUBARÃO.


MICK TUBARÃO FANNING VENCE EM JBAY.


16 de julho 2016

BRASIL FICA FORA DA FINAL EM JBAY.




06 de julho2016

JAY BAY BOMBANDO



28 de junho 2016

SEGUNDA LENDÁRIA.

Mais uma vez as previsões falham e o swell que ia chegar em Pernambuco
vira lenda e fica pra próxima sexta...será?


22 de junho 2015

PROGRAMA SURFE NORDESTE 49 NO AR.

Cobertura da etapa WSL no Rio de Janeiro e recebendo como convidado, o empresário
e surfista Marcio Bruzaca da Mklagem- gestão ambiental.


17 de junho 2015

MEDINA VENCE E COLOCA MATT NA

COMBINAÇÃO, ELE AGORA É VICE.




Gabriel Medina surfou os únicos tubos que entraram na grande final e conquistou o bicampeonato no Fiji Pro, repetindo a vitória de 2014 para assumir a vice-liderança no ranking da World Surf League e entrar de vez na briga pelo título mundial da temporada. O líder Matt Wilkinson não achou as ondas e perdeu por uma "combination" de 15,60 a 6,34 pontos. (Foto: Sloane - WSL)


16 de junho 2015

BRASIL COM 03 ATLETAS NAS 

QUARTAS DE FINAL EM FIJI


Em mais um dia de mar clássico com ondas de 6-8 pés em Cloudbreak, três brasileiros passaram para as quartas de final que vão abrir o último dia do Fiji Pro. A quinta-feira já começou com Gabriel Medina surfando dois tubos perfeitos numa onda incrível para ganhar a primeira nota 10 unânime dos cinco juízes logo na primeira bateria. Medina também vai abrir o último dia, num duelo de campeões mundiais com Adriano de Souza valendo a primeira vaga nas semifinais. E Wiggolly Dantas disputa a segunda com Kelly Slater, que tirou o segundo 10 do ano em Fiji contra ele próprio e o Mineirinho, no segundo confronto do dia. As previsões indicam ondas maiores e condições perfeitas para definir o campeão na manhã da sexta-feira em Cloudbreak. As quartas de final devem ser iniciadas as 7h00 em Fiji, 16h00 pelo fuso de Brasília, ao vivo pelowww.worldsurfleague.com

Gabriel Medina no tubo nota 10 (Foto: Sloane - WSL)
Gabriel Medina no tubo nota 10 (Foto: Sloane – WSL)

A quinta-feira começou muito bem para o Brasil, com Gabriel Medina dando um show numa onda fantástica que entrou para ele surfar um tubaço muito profundo, sair dele e já pegar outro em seguida. Os cinco juízes deram a primeira nota 10 do Fiji Pro para ele. Depois disso, só entrou mais um tubão em toda a bateria para Dusty Payne ganhar 8,33 e até a assumir a liderança com essa nota, somada ao 2,83 da sua primeira onda. Mas, Medina voltou a usar a tática de se manter ativo dentro d´água, indo em várias ondas e usou até os aéreos para conseguir 4,60 que confirmou a vitória por 14,60 pontos. O havaiano não achou mais nada e ficou em segundo com 11,16 e o taitiano Michel Bourez em último com 10,23 pontos.

“Estou amarradão por conseguir a nota 10. As ondas estão incríveis”, disse Gabriel Medina. “Eu acho que é o melhor Cloudbreak que eu já surfei. Só que todo mundo tem ondas boas e ondas mais fracas na bateria e dessa vez eu precisei de uma fraca para poder vencer. E eu tentei fazer o meu melhor nessa onda, tudo que ela permitiu. Certamente, foi o melhor 4 da minha vida”.

Campeão desta etapa em 2014, mesmo ano que se consagrou como primeiro brasileiro a conquistar o título mundial, Gabriel Medina conquistou a primeira vaga para as quartas de final, mas os dois perdedores ainda poderiam avançar na quinta fase. Ela também aconteceu na quinta-feira, porém ambos foram eliminados pelos dois brasileiros derrotados por um inspirado Kelly Slater no segundo confronto do dia. O maior ídolo do esporte já começou a bateria com um tubaço que valeu 9,77 e o segundo foi maior e mais profundo ainda para arrancar a segunda nota 10 do ano nas Ilhas Fiji. O atual campeão mundial Adriano de Souza e o também paulista Wiggolly Dantas não tiveram o que fazer, a não ser guardar forças para a quinta fase que ia rolar em seguida.

O potiguar Jadson André entrou para disputar a terceira vaga para as quartas de final e até começou bem com um tubo nota 7,93. Mas os dois australianos que ele enfrentou acabaram pegando as melhores ondas da bateria. O tricampeão mundial Mick Fanning surfou dois tubaços seguidos para totalizar imbatíveis 18,07 pontos com notas 8,27 e 9,80. Josh Kerr também pegou um muito bom que valeu 9,07 para ficar em segundo lugar com 15,07 pontos, contra 13,43 do brasileiro, que também ia ter que encarar uma bateria extra na quinta-feira.

Matt Wilkinson(Foto: Sloane - WSL)
Matt Wilkinson(Foto: Sloane – WSL)

JEEP WSL LEADER – E para fechar a primeira rodada classificatória para as quartas de final, Cloudbreak ficou clássico e os três competidores puderam surfar altos tubos. Os dois surfistas que brigavam pela liderança do ranking estavam na bateria e eles centralizaram a disputa. O havaiano John John Florence foi quem completou o melhor tubo e precisava vencer para continuar com chance de tirar a lycra amarela do Jeep WSL Leader de Matt Wilkinson. John John tirou a maior nota – 9,33 – da bateria, mas o australiano também surfou um tubaço na última onda para ganhar 8,83 e garantir a vitória por uma pequena diferença de 16,56 a 16,43 pontos. O também australiano Adrian Buchan ficou em terceiro com 15,16.

“Surfar aqui é incrível, porque é uma das melhores ondas do mundo e eu realmente queria mostrar para as pessoas que ficam questionando se sou capaz de surfar bem em esquerdas ou não”, disse Matt Wilkinson. “Para vencer o John John (Florence) e o Ace (Adrian Buchan) lá fora, nessas condições, é a maior dificuldade que você pode ter aqui. Eu acho que essas foram as melhores ondas que eu já vi e poder ganhar uma bateria como essa, surfando altos tubos, é a melhor sensação do mundo. As ondas estão impressionantemente perfeitas”.

Wilko nunca passou tantas baterias desde quando Fiji voltou ao calendário do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour em 2012. E em todos esses anos, ele só tinha vencido uma em 2013, mas perdeu na terceira fase e ficou em 13.o lugar. Nas outras quatro participações, amargou o 25.o e último lugar. Mas, essa temporada está sendo especial em tudo para o australiano, que entrou na elite em 2010 e só agora, aos 27 anos de idade, vem conseguindo feitos inéditos na carreira. Começou com suas primeiras vitórias em etapas do CT na Gold Coast e em Bells Beach, não largando mais a lycra amarela do Jeep WSL Leader, desde que recebeu do campeão mundial Adriano de Souza.

John John Florence (Foto: Sloane - WSL)
John John Florence (Foto: Sloane – WSL)

E com a passagem para as quartas de final, Matt Wilkinson não perde mais a liderança do ranking nas Ilhas Fiji, mas John John pode se aproximar ainda mais dele e os dois vão voltar a se enfrentar nas quartas de final. O havaiano, que venceu o Oi Rio Pro esse ano no Rio de Janeiro, se recuperou no último confronto do dia, surfando dois tubos que valeram nota 8,5 na vitória sobre o brasileiro Jadson André. O potiguar terminou em nono lugar no Fiji Pro, conseguiu seu melhor resultado na temporada, porém continua fora do grupo dos 22 que são mantidos na elite dos top-34 para o ano que vem, ocupando o 28.o lugar.

“Eu apenas tentei pegar ondas mais limpas e deu tudo certo, estou feliz pela vitória”, disse John John Florence. “Eu sabia que estavam entrando boas ondas, então só procurei ser bem seletivo para pegar as melhores. E estou animado para enfrentar o Matt (Wilkinson) nas quartas de final. Ele me derrotou na quarta fase, não perde mais a liderança do ranking agora, mas estou procurando me concentrar no meu próprio surfe. Amanhã (sexta-feira) devemos ter ondas melhores e maiores, por isso estou animado para competir de novo”.

MAIS VITÓRIAS BRASILEIRAS – Assim como John John Florence, Adriano de Souza e Wiggolly Dantas aproveitaram a segunda chance de classificação para as quartas de final. As ondas já não formavam aqueles tubaços do início do dia, mas Mineirinho usou toda a sua técnica e experiência para despachar o havaiano Dusty Payne por 11,34 a 10,37 pontos. Ele agora vai fazer o segundo duelo de campeões mundiais com Gabriel Medina em etapas do CT. A primeira foi quando ele se tornou o primeiro brasileiro a conquistar o cobiçado título do Billabong Pipe Masters na inédita final verde-amarela do ano passado, com o recém-coroado campeão da Tríplice Coroa Havaiana.

Adriano de Souza (Foto: Cestari - WSL)
Adriano de Souza (Foto: Cestari – WSL)

“Essa bateria com o Dusty (Payne) foi complicada, porque eu estava com muita expectativa de que as ondas iam bombar”, disse Adriano de Souza. “Mas, quando estávamos lá fora, eu fiquei esperando um tempo pelas ondas e aí percebi que estava numa bateria e não num freesurf, que precisava conseguir alguns pontos. Só sei que estou muito feliz em estar aqui, surfando esses tubos incríveis e estou muito ansioso já para amanhã (sexta-feira), porque já ouvi dizer que vai estar até maior do que isso”.

Depois de Adriano de Souza abrir a quinta fase, entrou Wiggolly Dantas com o outro surfista derrotado por Gabriel Medina na primeira bateria do dia. E o brasileiro conseguiu achar bons tubos para ganhar fácil do taitiano Michel Bourez, que chegou a cometer uma interferência no final, indo numa onda que a prioridade de escolha era do ubatubense. Com a penalidade, Bourez só computou uma nota e a maior que ele tinha era 3,77, contra 14,27 das duas melhores de Wiggolly Dantas, que vai voltar a encarar a fera Kelly Slater nas quartas de final.

“Infelizmente, não deu muitas ondas boas na bateria”, disse Wiggolly Dantas. “Quando eu vi que o Michel (Bourez) pegou uma que parecia ser boa no final, eu tive que ir nela porque a prioridade era minha. É difícil você bloquear um amigo como ele é para mim, mas era o que eu tinha que fazer e estou feliz por ter passado para a próxima fase. Minhas pranchas estão boas, estou me sentindo bem e vamos ver como vai estar o mar amanhã (sexta-feira). Pelo que já sei, vai ter altas ondas”.


15 DE JUNHO 2016

FIJI VOLTA COM ALTAS ONDAS E O 

BRASIL FICA COM 04 NO ROUND 04.



11 DE JUNHO 2016

FIJI CONTINUA SEM ONDAS.



08 de junho 2016

PROGRAMA SURFE NORDESTE 49 EM 

PRODUÇÃO, ESTRÉIA DIA 15 DE JUNHO.



06 DE JUNHO 2016,

FIJI PAROU.

A etapa 05 da WSL entrou em espera, sem ondas o jeito é parar, ainda tem
uma janela de 10 dias, vamos aguardar.

05 DE JUNHO 2016

BRASIL VOLTA COM 03 DA REPESCAGEM



04 de junho 2016

METADE DA EQUIPE BRASIL AVANÇA AO 

ROUND 03 EM FIJI.


03 de junho 2016

ÍTALO PODE ASSUMIR O TOPO EM 

FIJI, E AVANÇAR RUMO AO CANECO

01 DE JUNHO 2016

JUNHO COMEÇA NO FLAT


31 de maio 2016

JOHANNE FESTEJA EM FIJI.

A francesa Johanne Defay conquistou sua segunda vitória em etapas do Samsung Galaxy World Surf League Champioship Tour batendo a tricampeã mundial Carissa Moore nas ondas fantásticas de 6-8 pés da terça-feira em Cloudbreak, na ilha de Tavarua, em Fiji. No caminho até a decisão do Fiji Women´s Pro, Defay barrou a número 1 do Jeep WSL Leader, Courtney Conlogue, antes da semifinal contra a sensação do evento, a havaiana Bethany Hamilton. Com a vitória, Johanne subiu da sétima para a quarta colocação no ranking e ganhou novo ânimo para defender o seu título de campeã do próximo desafio do CT feminino, Vans US Open of Surfing em julho na Califórnia, Estados Unidos. Depois das meninas, será a vez dos homens competirem em Fiji, a partir do próximo domingo, 5 de junho, ao vivo pelo www.worldsurfleague.com

Johanne Defay (Foto: Sloane - WSL)
Johanne Defay (Foto: Sloane – WSL)

“Eu nunca tinha vencido uma bateria da Carissa (Moore) antes”, destacou Johanne Defay. “Ela é uma surfista incrível e vinha tirando notas acima de 9 nos tubos que surfou em cada bateria que disputou hoje (terça-feira) aqui. Foi uma loucura ganhar dela nessas ondas fantásticas e estou muito feliz. Quero dedicar essa vitória para a minha família, porque eles ficaram acordados a noite toda assistindo o campeonato”.

No ano passado, Johanne Defay também fez bonito nas ondas de Cloudbreak, passando pela mesma Courtney Conlogue nas quartas de final, mas acabou perdendo para a sul-africana Bianca Buitendag nas semifinais. Mas, ela saiu de Fiji para festejar a primeira vitória da sua carreira na divisão de elite da World Surf League na etapa seguinte, a Vans US Open of Surfing no famoso píer de Huntington Beach, que vai sediar a sexta parada da corrida pelo título mundial feminino nos dias 25 a 31 de julho na Califórnia, Estados Unidos.

“As ondas aqui em Fiji estavam fantásticas para nós este ano e estamos todas muito felizes por isso”, disse Johanne. “Todas as meninas estavam arrebentando, mas eu senti que não estava sendo muito inteligente nas baterias que antecederam a final. Eu só estava conseguindo pegar boas ondas no fim para avançar, então eu queria começar forte na final”.

Na decisão do título, Carissa Moore não conseguiu reeditar as grandes apresentações que a levaram até a final. A havaiana tirou a segunda nota máxima do Fiji Women´s Pro esse ano na bateria contra a dona do único 10 até ali, a australiana Laura Enever. Nesta bateria, Carissa totalizou incríveis 19,03 pontos de 20 possíveis e repetiu a dose contra a sul-africana Bianca Buitendag nas semifinais, quando atingiu 19,04 com notas 9,77 e 9,27 também em tubos incríveis.

Carissa Moore no tubo nota 10 das quartas de final (Foto: Sloane - WSL)
Carissa Moore no tubo nota 10 das quartas de final (Foto: Sloane – WSL)

Mas, na grande final foi Johanne Defay quem pegou as melhores ondas da bateria para faturar o prêmio máximo de 60 mil dólares com notas 8,70 e 8,40. A maior recebida pela havaiana foi 6,67, que somou com o 4,03 da sua última onda para totalizar apenas 10,70 pontos, contra 17,10 da francesa. Esta foi a primeira final das duas competidoras esse ano e Carissa Moore se manteve em terceiro lugar no ranking, abaixo da australiana Tyler Wright e da americana Courtney Conlogue, que recuperou a lycra amarela do Jeep WSL Leader nas Ilhas Fiji.

“Foi um evento realmente incrível e estou muito feliz pela maneira que todas as meninas surfaram aqui em Fiji esse ano”, disse Carissa Moore. “Para mim, foi um pouco decepcionante não ter conseguido manter o mesmo ritmo das outras baterias que eu competi hoje (terça-feira), mas parabéns a Johanne (Defay), porque ela pegou as melhores ondas da final e mereceu a vitória. Fiji tem sido um evento desafiador para mim e quero agradecer ao meu treinador, C. J. Hobgood, por ter conseguido surfar bem melhor dessa vez”.

Mesmo parando nas semifinais, outra havaiana surpreendeu no Fiji Women´s Pro, Bethany Hamilton, convidada da World Surf League para esta etapa. Ela brilhou na segunda-feira ao barrar a ex-líder do ranking, Tyler Wright, na segunda fase. Depois, também derrotou a hexacampeã mundial Stephanie Gilmore na primeira rodada classificatória para as quartas de final. Esta foi a sexta participação em etapas do CT da surfista que perdeu o braço esquerdo num ataque de tubarão em 2003 e o terceiro lugar foi o melhor resultado da sua carreira.

Bethany Hamilton (Foto: Sloane - WSL)
Bethany Hamilton (Foto: Sloane – WSL)

“Estar aqui competindo no Fiji Pro foi a realização de um sonho e estou muito feliz da forma como foi”,disse Bethany Hamilton. “As meninas do Championship Tour estão surfando num nível incrível e tenho muito respeito por todas elas. Eu consegui um resultado surpreendente aqui e sou muito grata pelo apoio do meu marido, da família e de todos os meus fãs que torceram por mim. Foi realmente uma experiência incrível para mim”.

A havaiana dividiu o terceiro lugar no Fiji Women´s Pro com a vice-campeã desta etapa no ano passado, Bianca Buitendag. No último dia, a sul-africana conseguiu vingar a derrota sofrida na final de 2015 para Sally Fitzgibbons, despachando a australiana nas quartas de final. No entanto, não teve o que fazer na semifinal contra a havaiana Carissa Moore, que fez o maior placar do campeonato – 19,04 pontos – para conquistar a segunda vaga na grande final.

“Temos que aprender com as melhores, como a Carissa (Moore), que foi impecável nessa bateria”, reconheceu Bianca Buitendag. “A forma como ela se aproxima do lip da onda é muito mais comprometido e crítico do que eu poderia fazer. Definitivamente, eu preciso passar mais tempo surfando em esquerdas, pois não faço isso frequentemente. Há muito o que aprender com todas essas meninas e estou muito feliz por fazer parte deste grupo”.

 

Bianca Buitendag (Foto: Sloane - WSL)
Bianca Buitendag (Foto: Sloane – WSL)

 

 

RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO FIJI WOMEN´S PRO:

Campeã: Johanne Defay (FRA) por 17,10 pontos (notas 8,70+8,40) – US$ 60.000 e 10.000 pontos

Vice-campeã: Carissa Moore (HAV) com 10,70 pontos (6,67+4,03) – US$ 30.000 e 8.000 pontos

Johanne Defay e Carissa Moore no pódio (Foto: Kelly Cestari - WSL)
Johanne Defay e Carissa Moore no pódio (Foto: Kelly Cestari – WSL)

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 6.500 pontos e US$ 18.250 de prêmio:

1.a: Johanne Defay (FRA) 17.47 x 11.06 Bethany Hamilton (HAV)

2.a: Carissa Moore (HAV) 19.04 x 16.60 Bianca Buitendag (AFR)

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com 5.200 pontos e US$ 13.250 de prêmio:

1.a: Bethany Hamilton (HAV) 12.33 x 11.26 Nikki Van Dijk (AUS)

2.a: Johanne Defay (FRA) 15.07 x 14.00 Courtney Conlogue (EUA)

3.a: Carissa Moore (HAV) 19.03 x 15.77 Laura Enever (AUS)

4.a: Bianca Buitendag (AFR) 14.40 x 10.67 Sally Fitzgibbons (AUS)

TOP-10 DO JEEP WSL RANKING – 5 etapas:

1.a: Courtney Conlogue (EUA) – 37.700 pontos

2.a: Tyler Wright (AUS) – 36.950

3.a: Carissa Moore (HAV) – 34.000

4.a: Johanne Defay (FRA) – 28.650

5.a: Sally Fitzgibbons (AUS) – 28.150

6.a: Tatiana Weston-Webb (HAV) – 25.150

7.a: Stephanie Gilmore (AUS) – 24.100

8.a: Malia Manuel (HAV) – 20.300

9.a: Bianca Buitendag (AFR) – 20.050

10: Laura Enever (AUS) – 17.200

 


30 DE MAIO 2016

MAIO SE SALVA COM TERRAL.


24 de maio 2016.

 WSL COMPRA A PISCINA DE SLATER E

RECIFE PODE TER A PRIMEIRA DO 

BRASIL.


19 de maio 2016

JOHN JOHN DETONA TODOS E 

É BICAMPEÃO NO RIO.

Os campeões mundiais Adriano de Souza e Gabriel Medina pararam nas semifinais e o havaiano John John Florence festejou sua segunda vitória na etapa brasileira do Samsung Galaxy World Surf League Championship no Rio de Janeiro. Assim como em 2012, ele enfrentou um australiano na grande final do Oi Rio Pro apresentado por Corona e deu um show nas ondas de 4-6 pés da quinta-feira, para o público que enfrentou a chuva no Postinho da Barra da Tijuca. Por 18,97 a 16,13 pontos, John John ganhou de Jack Freestone a disputa pelo prêmio máximo de 100.000 dólares e saltou da 13.a para a terceira posição no ranking, que continua liderado pelo australiano Matt Wilkinson com Italo Ferreira em segundo lugar.

John John Florence (Foto: Daniel Smorigo - WSL)
John John Florence (Foto: Daniel Smorigo – WSL)

“Confesso que entrei na final um pouco nervoso, porque o Jack (Freestone) estava arrebentando no evento”, disse John John Florence. “Eu achei que demorei muito para pegar ondas e no início eu tinha certeza que ele ia mandar um aereozão e me colocar em combination. Adorei que tinha bastante onda com pressão e são nessas condições que me sinto em casa. E o público aqui é demais, todo mundo me apoia bastante e acho que isso me ajudou a ganhar o campeonato. Agora subi para terceiro no ranking, mas ainda tem muito chão pela frente e não estou pensando em título mundial nem nada, só mesmo em fazer o meu melhor em cada bateria, cada etapa”.

O havaiano fez de tudo na grande final do Oi Rio Pro, aumentando a vantagem a cada onda. Ele surfou belos tubos, usou seu arsenal de manobras modernas e progressivas para passar cada seção e ainda as manobras aéreas que arrancaram as maiores notas da bateria. John John recebeu nota 7,00 na primeira onda, 8,00 na segunda e construiu o maior placar da quinta-feira com o 9,70 e 9,27 recebidos em duas ondas seguidas. O australiano Jack Freestone também surfou bem, manobrando forte e voando nos aéreos, mas o máximo que conseguiu foram notas 8,33 e 7,80 para somar no resultado encerrado em 18,97 a 16,13 pontos.

No último dia, o campeão John John Florence começou ganhando o duelo havaiano com Dusty Payne que abriu as quartas de final. O campeão mundial Adriano de Souza despachou o australiano Davey Cathels na bateria seguinte, mas não teve qualquer chance contra o havaiano nas semifinais. Já o australiano Jack Freestone, que não participou das duas etapas antes do Brasil por estar contundido, passou por três brasileiros nas fases decisivas. Na quarta-feira, eliminou o novo vice-líder do ranking, Italo Ferreira, no último confronto do dia. E na quinta-feira, primeiro barrou Miguel Pupo e depois o campeão mundial Gabriel Medina nas semifinais, frustrando a enorme torcida que queria ver um brasileiro na final.

Jack Freestone (Foto: Daniel Smorigo - WSL)
Jack Freestone (Foto: Daniel Smorigo – WSL)

“Apesar de não ganhar o evento, achei que tive uma boa performance aqui, não fiquei nervoso nenhuma vez, nem na final quando ele (John John Florence) estava 18 pontos à minha frente”, disse Jack Freestone. “Eu sabia que se tivesse acertado aquele (aéreo) alley-oop poderia até ter vencido, mas fiquei feliz pelo segundo lugar também. Certamente esse resultado me dá mais confiança para os próximos eventos e posso ficar um pouco mais tranquilo também em relação a me manter nos tops da elite para o ano que vem”.

BRASIL NAS SEMIFINAIS – As semifinais começaram com a reedição da final da etapa de Margaret River no ano passado. Na Austrália, o campeão mundial Adriano de Souza derrotou John John Florence, mas o havaiano achou as melhores ondas que entraram na bateria, surfou lindos tubos sempre emendando fortes manobras na saída para receber notas 9,80 e 8,93. Com elas fez o segundo maior placar do Oi Rio Pro 2016 até ali, 18,73 pontos contra apenas 12,66 do Mineirinho, que terminou em terceiro lugar na etapa brasileira da World Surf League. Mesmo com a derrota, Adriano agora volta a brigar na ponta de cima da tabela de classificação, passando a ocupar a sexta posição no ranking.

“Foi uma bateria muito difícil”, admitiu Adriano de Souza. “O mar estava muito complicado hoje (quinta-feira), então quem estava em sintonia com as ondas, no lugar certo na hora certa para pegar as boas, levava vantagem, o que não foi o meu caso contra o John John (Florence). Ele estava no ritmo desde o início do evento e, com todo o talento que tem, é sempre muito difícil ganhar dele. Mas, estou feliz com minha performance e desempenho no campeonato. Fiz o meu melhor e fiquei contente com o meu resultado”.

Adriano de Souza (Foto: Daniel Smorigo - WSL)
Adriano de Souza (Foto: Daniel Smorigo – WSL)

Na outra semifinal, Gabriel Medina usou sua arma mortal, o aéreo reverse de backside nas direitas do Postinho, para tirar a maior nota da bateria, 9,07. O australiano Jack Freestone entrou na briga numa direita que rendeu duas manobras muito fortes que valeram nota 7,83. Depois Medina arriscou outro aéreo muito alto sem completar e Freestone repetiu a fórmula de duas manobras em mais uma direita para ganhar 8,67 e assumir a liderança com 16,50 pontos, deixando o campeão mundial precisando de 7,43 nos cinco minutos finais. Só que não entrou mais nenhuma onda boa e Medina também terminou em terceiro lugar no Oi Rio Pro, marcando 6.500 pontos no ranking e recebendo 25 mil dólares de prêmio como Mineirinho.

“Eu queria muito ter passado para a final, mas foi um bom evento e agora já mudo meu foco para Fiji (local da próxima etapa)”, disse Gabriel Medina. “É sempre empolgante entrar na água com toda essa torcida na praia. Eu consegui duas notas 10 aqui esse ano, passei umas baterias boas e agora estou bem mais confiante para a próxima etapa. Eu fiquei em casa por um tempão, surfando e treinando bastante como sempre e estou com pranchas boas também, então vamos com tudo para Fiji tentar outro bom resultado lá”.

O australiano Jack Freestone já tinha barrado outro brasileiro nas quartas de final, o paulista Miguel Pupo, que ficou em quinto lugar no Oi Rio Pro e entrou no grupo dos 22 primeiros colocados que são mantidos na divisão de elite da World Surf League para o ano que vem. Pupo agora divide a 21.a posição com o também paulista Wiggolly Dantas, com os dois fechando a zona de classificação após a etapa brasileira encerrada na quinta-feira. O próximo desafio do Samsung Galaxy WSL Championship Tour é nos dias 5 a 17 de junho nas Ilhas Fiji.

Foto: Daniel Smorigo - WSL
Foto: Daniel Smorigo – WSL

ILHAS FIJI – Apesar de não ter vencido nenhuma bateria no Rio de Janeiro, o australiano Matt Wilkinson permanece com a lycra amarela do Jeep WSL Leader para competir nas Ilhas Fiji. O potiguar Italo Ferreira poderia ter assumido a ponta se vencesse o Oi Rio Pro, porém ficou em nono lugar sendo mais uma vítima do australiano Jack Freestone nas ondas do Postinho. Mesmo assim, Italo subiu da terceira para a segunda posição no ranking e Caio Ibelli da sexta para a quinta. Já Adriano de Souza saltou do 13.o para o sexto lugar e Gabriel Medina foi da 18.a para a nona colocação no ranking das quatro etapas completadas no Brasil.

Nas Ilhas Fiji, cinco surfistas têm chances matemáticas de tirar a lycra amarela do Jeep WSL Leader de Matt Wilkinson. Para superar os 25.000 pontos que o australiano garante com os 500 do último lugar, Italo Ferreira e John John Florence precisam no mínimo chegar nas semifinais. O havaiano Sebastian Zietz e o brasileiro Caio Ibelli terão que ser finalistas. Já para o campeão mundial Adriano de Souza só interessa a vitória no Fiji Pro e Wilkinson não poderá vencer nenhuma bateria, como aconteceu na etapa brasileira da World Surf League.

RESULTADOS DO ÚLTIMOS DIA DO OI RIO PRO 2016:

Campeão: John John Florence (HAV) por 18,97 pontos (9,70+9,27) – US$ 100.000 e 10.000 pontos

Vice-campeão: Jack Freestone (AUS) com 16,13 (notas 8,33+7,80) – US$ 50.000 e 8.000 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 6.500 pontos e US$ 25.000 de prêmio:

1.a: John John Florence (HAV) 18.73 x 12.66 Adriano de Souza (BRA)

2.a: Jack Freestone (AUS) 16.50 x 14.67 Gabriel Medina (BRA)

17 de maio 2016

TYLER DESTRÓI TUDO E SAMBA NO 

RIO DE JANEIRO.


A australiana Tyler Wright, 22 anos, conquistou o primeiro título do Oi Rio Pro apresentado por Corona na capital do Rio de Janeiro. Ela chegou na grande final contra a compatriota Sally Fitzgibbons, 25, com a lycra amarela do Jeep WSL Leader já garantida após a derrota da campeã da etapa brasileira da World Surf League em 2015, Courtney Conlogue, 23, na primeira semifinal. A terça-feira (17) amanheceu com ondas pequenas, mas com previsão de subirem e as quartas de final femininas só foram iniciadas as 13h00 no Postinho da Barra da Tijuca. O mar foi aumentando durante a tarde e a decisão das meninas aconteceu em séries de 6-8 pés, prometendo condições desafiadoras para a categoria masculina nos próximos dias. A chamada para o início da terceira fase foi marcada para as 6h30 da quarta-feira na arena do Postinho.

Tyler Wright (Foto: Daniel Smorigo - WSL)
Tyler Wright (Foto: Daniel Smorigo – WSL)

“O Brasil 
sempre muito interessante e aconteceu um monte de coisas esse ano, competimos em Grumari, 40 minutos daqui, mas é sempre tudo muito divertido aqui”, 
disse Tyler Wright, após sua terceira vitória nas quatro primeiras etapas da temporada 2016 da World Surf League. “Para mim, a melhor estratégia é não perder a calma e tentar me divertir sempre. Acho que nunca passei tanto sufoco num evento, como aqui. Tomei um caldo forte na final e estou exausta. Eu e a Sally (Fitzgibbons) somos da mesma região da Austrália e para mim não é surpresa chegarmos juntas na final, mas hoje foi o meu dia e estou muito feliz por mais uma vitória esse ano. As coisas vêm dando certo para mim e espero que continuem assim”.

As duas australianas reeditaram a final de 2013 no Postinho da Barra da Tijuca, quando Tyler Wright conseguiu sua primeira vitória no Brasil. Já o retrospecto de Sally Fitzgibbons no Rio de Janeiro é impressionante. Ela foi finalista em cinco das seis edições da etapa brasileira desde que ela retornou a capital carioca em 2011, vencendo as de 2012 e 2014. Só não decidiu o título no ano passado, quando Courtney Conlogue conquistou a primeira vitória dos Estados Unidos no Brasil, derrotando a sul-africana Bianca Buitendag na grande final.

CONDIÇÕES DIFÍCEIS – Além disso, as duas finalistas deste ano tinham nove vitórias em etapas do CT cada uma e a decisão de 35 minutos começou em séries pesadas de 6-8 pés, correnteza forte, céu nublado quase escurecendo as 16h30, mas com um bom público na praia enfrentando o vento e a frente fria entrando no Rio de Janeiro. As condições estavam tão difíceis que foi autorizado o uso do jet-ski para rebocar as atletas até o outside após a finalização das suas ondas depois da primeira semifinal.

Sally surfou a primeira da bateria mas foi fraca, de apenas 3,17 pontos. Já Tyler largou na frente com duas manobras potentes de frontside jogando água pra cima numa boa direita que valeram nota 8,67. Logo, Tyler pega uma esquerda enorme que só dá para dar uma batida forte de backside para tirar 3,77. Sally também despenca numa esquerda no mesmo lugar em frente a arena do evento, que acaba lhe derrubando na primeira manobra. As duas então voltaram a ficar posicionadas para surfar as direitas do Postinho, que eram a melhor opção na terça-feira.

Depois delas ficarem um longo tempo só remando na forte correnteza do Postinho, Tyler pega outra direita que proporciona duas manobras para ganhar 4,10 e aumentar a vantagem contra Sally para 9,60 pontos nos 15 minutos finais da bateria. Enquanto Sally fica com a prioridade de escolha da próxima onda, aguardando por uma realmente boa, Tyler ficou pegando as que ela deixava passar para tentar trocar o 4,10 da sua segunda nota computada, até conseguir um 4,23 e depois um 4,33.

Só quando restavam nove minutos para o término, Sally achou uma boa direita para mostrar a força do seu frontside com duas manobras bem executadas e entrar na briga do título com nota 7,17, passando a precisar de 5,94 pontos nos minutos finais. As séries não paravam de entrar, com ondas cada vez maiores, prometendo grandes emoções para os próximos dias com a categoria masculina. As duas ficaram na zona de impacto levando ondas na cabeça, o tempo foi passando, acabou e a segunda vitória de Tyler Wright no Rio de Janeiro foi consumada por um placar de 13,10 a 10,34 pontos. O título valeu um prêmio de 60 mil dólares para a australiana.

Sally Fitzgibbons (Foto: Daniel Smorigo - WSL)
Sally Fitzgibbons (Foto: Daniel Smorigo – WSL)

“Acredito que o meu sucesso aqui no Rio de Janeiro é resultado da energia da torcida aqui, que é incrível”,disse Sally Fitzgibbons. “Os brasileiros amam esportes e o surfe também, então é sempre um prazer competir aqui no Brasil. A final hoje (terça-feira) foi um verdadeiro desafio. As ondas estavam fortes e estou com meus ouvidos cheios de areia agora (risos). Parabéns para a Tyler (Wright), ela surfou muito bem o evento inteiro e mereceu o título. De manhã nem tinham ondas aqui e agora de tarde tinham 6 pés sólidos, aumentou bastante. Eu só precisava de mais uma oportunidade, mas a onda não veio e hoje foi o dia da Tyler vencer”.

Nas quartas de final que abriram a terça-feira, as quatro surfistas que se classificaram foram as que já venceram a etapa brasileira da World Surf League desde que ela retornou para o Rio de Janeiro em 2011. Depois, a campeã de 2012 e 2014, Sally Fitzgibbons, barrou a defensora do título do Oi Rio Pro, Courtney Conlogue, na primeira semifinal e abriu a chance da compatriota Tyler Wright assumir a ponta do ranking na disputa seguinte. Para isso, ela precisava passar pela tricampeã mundial Carissa Moore, vencedora da etapa carioca em 2011, o que acabou conseguindo.

“Fiquei muito chateada porque perdi bastante tempo para chegar no outside sem assistência do jet-sky e agora estão usando o jet-sky na outra semifinal. Não achei isso justo”, reclamou Courtney Conlogue, que falou sobre a próxima etapa nas Ilhas Fiji. “Eu gosto muito de surfar lá e já estou ansiosa para embarcar. No ano passado, mesmo lesionada, cheguei até as quartas de final em Fiji e meu objetivo é melhorar esse resultado, porque para ganhar o título mundial é preciso fazer finais nas etapas. Essa foi a primeira vez que eu não cheguei na final esse ano, mas já quero virar essa página e focar no próximo evento”.

Apesar de perder a liderança do ranking no Brasil, Courtney Conlogue continua viva na disputa do título mundial, sendo a única a ter chance de superar Tyler Wright e retomar a ponta na próxima etapa do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour para as meninas, de 29 de maio a 3 de junho nas Ilhas Fiji. A expectativa agora fica para a continuação do Oi Rio Pro com os homens devendo competir em condições desafiadoras nos próximos dias no Postinho da Barra da Tijuca. A primeira chamada para o início da terceira fase masculina foi marcada para as 6h30 da quarta-feira na arena no Postinho.
 

TOP-10 DO RANKING FEMININO DA WORLD SURF LEAGUE – 4 etapas:

1.a: Tyler Wright (AUS) – 35.200 pontos

2.a: Courtney Conlogue (EUA) – 32.500

3.a: Carissa Moore (HAV) – 26.000

4.a: Tatiana Weston-Webb (HAV) – 23.400

5.a: Sally Fitzgibbons (AUS) – 22.950

6.a: Stephanie Gilmore (AUS) – 20.800

7.a: Johanne Defay (FRA) – 18.650

8.a: Malia Manuel (HAV) – 17.000

9.a: Bianca Buitendag (AFR) – 13.550

9.a: Sage Erickson (EUA) – 13.550

 

12 de maio 2016

RIO PRO PARA, CHAMADA SÓ 

SÁBADO NO POSTINHO.


A continuação do Oi Rio Pro apresentado por Corona foi adiada na quinta-feira por causa das ondas pequenas na Praia de Grumari. A decisão só foi anunciada na terceira chamada do dia, as 10h30, depois da comissão técnica aguardar para ver se a mudança da maré iria melhorar as ondas, o que não aconteceu. Também já foi confirmado que não haverá competição na sexta-feira pelas previsões do mar e a próxima chamada foi marcada para as 6h30 do sábado na arena do Postinho da Barra da Tijuca e não em Grumari, como nos primeiros dias da etapa brasileira do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour.

Oi Rio Pro em Grumari (Foto: Daniel Smorigo - WSL)
Oi Rio Pro em Grumari (Foto: Daniel Smorigo – WSL)

Dois atletas que precisam passar suas próximas baterias falaram sobre a decisão da comissão técnica do Oi Rio Pro apresentado por Corona. A tricampeã mundial Carissa Moore perdeu o confronto que fechou a quarta-feira para a hexacampeã Stephanie Gilmore e vai disputar a última vaga para as quartas de final com a também australiana Bronte Macaulay, fechando a rodada que pode abrir o próximo dia.

“Eu, na verdade, estou meio dividida”, disse Carissa Moore. “Se o campeonato fosse rolar, tudo bem, porque achei que tinha algumas oportunidades nestas ondas que estão rolando hoje (quinta-feira). Mas, se tivermos melhores condições nos próximos dias, é bom esperar também. Então vou cair no mar agora para pegar umas ondinhas e depois vou para o hotel relaxar”.

O australiano Matt Wilkinson, que defende a liderança no ranking da World Surf League no Oi Rio Pro, também ficou em dúvida sobre o adiamento na quinta-feira: “É, eu não sei direito. Tem umas ondas divertidas, mas estão pequenas e a previsão mostra que vai aumentar nos próximos dias. Está complicado, mas acho que não vai ter nenhum dia com ondas muito boas. É muito difícil ter que tomar essa decisão e fico feliz não ser minha responsabilidade (risos)”.

Matt Wilkinson (Foto: Daniel Smorigo - WSL)
Matt Wilkinson (Foto: Daniel Smorigo – WSL)

JEEP RANKINGS LEADER – Matt Wilkinson começou a temporada de forma fulminante, vencendo as duas primeiras etapas do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour 2016 na Gold Coast e em Bells Beach, na Austrália. No Oi Rio Pro, o australiano só precisa vencer uma bateria para manter a lycra amarela do Jeep Rankings Leader para o próximo desafio do ano, nas Ilhas Fiji. A primeira ele perdeu para o baiano Marco Fernandez, campeão da triagem da Federação de Surf do Rio de Janeiro (FESERJ) na segunda-feira em Grumari. Agora vai enfrentar o bicampeão mundial Pro Junior, Deivid Silva, no segundo duelo da segunda fase.

Mesmo que termine em último lugar no Oi Rio Pro, Matt Wilkinson só perde a lycra amarela do Jeep Rankings Leader se o brasileiro Italo Ferreira, ou o havaiano Sebastian Zietz, vencer a etapa brasileira da World Surf League no Rio de Janeiro. Caso contrário, o australiano permanece na frente da corrida pelo título mundial da temporada. Italo Ferreira estreou na terça-feira com os recordes do campeonato (nota 9,0 e 16,50 pontos), enquanto Zietz perdeu para o catarinense Alejo Muniz e terá um confronto havaiano contra Keanu Asing na sua segunda chance de classificação para a terceira fase.

A segunda fase masculina já vai começar quente, com o campeão mundial Adriano de Souza fazendo um duelo brasileiro com o baiano Bino Lopes, Matt Wilkinson defendendo a liderança do ranking na segunda bateria com o paulista Deivid Silva e Gabriel Medina entrando na quarta com Alex Ribeiro em outro confronto verde-amarelo da repescagem. Se a comissão técnica do Oi Rio Pro decidir iniciar o próximo dia pela categoria feminina, a primeira bateria a entrar no mar do Postinho da Barra será a da havaiana Malia Manuel com a australiana Keely Andrew pela quarta fase.

11 DE MAIO 2016

RIO PRO SÓ PRA MULHERES.

As ondas baixaram um pouco na quarta-feira e a segunda fase masculina foi logo adiada para as 7h00 da quinta-feira na Praia de Grumari. Mas, as meninas competiram e quatro favoritas já conquistaram as primeiras vagas para as quartas de final do Oi Rio Pro apresentado por Corona no Rio de Janeiro. Uma delas é a defensora do título da etapa brasileira da World Surf League e atual líder do ranking, Courtney Conlogue, dos Estados Unidos. As outras foram as australianas Tyler Wright, Sally Fitzgibbons e a hexacampeã mundial Stephanie Gilmore, que derrotou a tricampeã Carissa Moore no último confronto do dia em Grumari.

Stephanie Gilmore (Foto: Daniel Smorigo - WSL)
Stephanie Gilmore (Foto: Daniel Smorigo – WSL)

A havaiana tinha barrado a brasileira Silvana Lima na segunda fase com a nota 8,5 da onda surfada no minuto final da bateria que era liderada pela cearense. E Carissa Moore quase consegue outra vitória no último minuto na primeira rodada classificatória para as quartas de final do Oi Rio Pro. Mas, a nota dessa vez saiu 6,17 e não foi suficiente para superar os 15,44 pontos de Stephanie Gilmore. A havaiana chegou a 15,17 e terá uma segunda chance de avançar para as quartas de final na quarta fase contra outra australiana, Bronte Macaulay.

“Eu competi na última bateria do dia tanto ontem como hoje (quarta-feira) e você acaba aprendendo muito assistindo a competição, o que fazer, o que não fazer, as mudanças nas condições do mar e o que vou fazer na minha vez de entrar na água”, disse Stephanie Gilmore. “Sem dúvidas, eu estava pronta pra competir. As ondas estavam difíceis, mas consegui colocar o meu plano em prática e deu tudo certo. Essa é a particularidade do nosso esporte. Você não está lutando somente contra as competidoras, mas contra você mesma, com o mar, o jogo mental, é um pouco de tudo. São tantos desafios e variáveis, então é importante sempre manter a positividade em tudo”.

A hexacampeã mundial conquistou a última vaga para as quartas de final e a primeira ficou com outra australiana, Sally Fitzgibbons, finalista da etapa brasileira da World Surf League quatro vezes nos últimos cinco anos. Ela só não disputou o título no Rio de Janeiro no ano passado, quando Courtney Conlogue festejou sua primeira vitória no Brasil, derrotando a sul-africana Bianca Buitendag. Fitzgibbons começou bem com nota 7,0 e liderou toda a bateria contra a também australiana Keely Andrew e a havaiana Tatiana Weston-Webb, que terão outra oportunidade de tentar a classificação para as quartas de final na quinta fase.

“Eu achei que essa bateria foi um grande desafio”, disse Sally Fitzgibbons. “Tinha que ficar lutando contra as condições do mar e contra duas oponentes muito fortes, o que limita as chances de cada uma. Tem também o nervosismo, que pode deixar você com as pernas moles na hora de surfar, mas em baterias com três atletas eu procuro surfar como num freesurf e não de maneira mais conservadora. Gosto de atacar mais e estou feliz por passar direto para as quartas de final”.

Courtney Conlogue (Foto: Daniel Smorigo - WSL)
Courtney Conlogue (Foto: Daniel Smorigo – WSL)

JEEP WSL LEADER – Na segunda bateria, a número 1 do Jeep WSL Leader, Courtney Conlogue, conseguiu tirar a maior nota – 7,83 – para superar a também norte-americana Sage Erickson por uma pequena diferença de 13,50 a 13,13 pontos, com a havaiana Malia Manuel ficando em último com 12,40. A atual campeã do Oi Rio Pro chegou a arriscar alguns aéreos na bateria, mas não conseguiu completar nenhum para aumentar a vantagem. No entanto, o importante era a classificação direta, que foi conquistada.

“Essa condição (de mar) como a de hoje (quarta-feira), pode ficar muito difícil se você não conseguir pegar ondas boas, especialmente quando suas oponentes estão surfando bem também”, disse Courtney Conlogue. “O mais importante é escolher bem as ondas para pegar as melhores das séries. Eu tenho as minhas estratégias e gosto de me impor nas baterias, mas acho que ser consistente é crucial para atingir meus objetivos, que é ganhar campeonatos”.

A única surfista que pode tirar a lycra amarela do Jeep WSL Leader da norte-americana no Oi Rio Pro é Tyler Wright. E a disputa entre elas é fase a fase, ou seja, se a australiana avançar uma a mais, já assume a ponta do ranking no Rio de Janeiro. Wright fez a melhor apresentação da quarta-feira em Grumari, massacrando uma onda com muita força nas manobras para receber nota 9,17 dos juízes. Ela já havia ganho um 7,73 para totalizar 16,90 pontos, marca que só não superou os 17,66 conseguidos por Johanne Defay na segunda fase pela manhã. A francesa foi uma das adversárias de Tyler Wright nessa bateria e ficou em segundo lugar com 12,97 pontos, com a australiana Bronte Macaulay terminando em último com 11,23.

“Eu entro nas baterias muito concentrada no que eu preciso fazer, onde me posicionar e quando devo usar a minha prioridade (de escolha da próxima onda)”, contou Tyler Wright. “Eu tento sempre manter a calma e a mesma energia no mar, independente se está com 6 pés de gala ou não. A Mãe Natureza pode mandar as ondas e, mesmo assim, as vezes você não consegue pegar as melhores que entram numa bateria. Na minha cabeça, eu sei o que quero fazer nas baterias e tento só focar nisso”.

Tyler Wright (Foto: Daniel Smorigo - WSL)
Tyler Wright (Foto: Kelly Cestari – WSL)

CHAMADA ÀS 7 HORAS – Assim como já aconteceu nos dois primeiros dias do Oi Rio Pro, a primeira chamada da quinta-feira também foi marcada para as 7 horas na Praia de Grumari. Serão analisadas as condições do mar para decidir se a etapa brasileira da World Surf League continua no terceiro dia ou se será adiada. Se as ondas ainda estiverem boas e for escolhido iniciar o dia com a segunda fase masculina, a primeira bateria da quinta-feira será 100% brasileira, entre o campeão mundial Adriano de Souza e o baiano Bino Lopes. Se for pela feminina, entram a havaiana Malia Manuel e a australiana Keely Andrew para continuar a batalha por vagas nas quartas de final na quarta fase da competição.

ACESSO A GRUMARI – O Parque Natural Municipal de Grumari já costuma ter o acesso controlado pelos órgãos governamentais do Rio de Janeiro. No período de realização do Oi Rio Pro, de 10 a 21 de maio, será utilizado o mesmo sistema aplicado na “Operação Verão” da capital carioca. A prioridade de entrada será para os atletas e seus acompanhantes, staff técnico e imprensa. Quando completar o limite de 600 carros do estacionamento de Grumari, a cancela no início da estrada será fechada para automóveis.

10 de maio 2016

COMEÇA O RIO PRO 16

O Oi Rio Pro 2016 apresentado por Corona começou bem para o Brasil, com o defensor do título da etapa carioca do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour, Filipe Toledo, vencendo a primeira bateria do dia na Praia de Grumari. Na segunda, Gabriel Medina foi o primeiro cabeça de chave a perder e logo o líder do ranking, Matt Wilkinson, e o atual campeão mundial Adriano de Souza, foram derrotados pelos convidados Marco Fernandez e Lucas Silveira, respectivamente. Depois, o Brasil só voltou a vencer com Alejo Muniz na penúltima bateria, mas ninguém surfou melhor do que o potiguar Italo Ferreira, que fez os recordes – nota 9 e 16,50 pontos – da terça-feira na bateria brasileira com Miguel Pupo e Bino Lopes. A primeira fase feminina fechou o primeiro dia e a chamada da quarta-feira será novamente às 7 horas, com Mineirinho e Bino Lopes abrindo a segunda fase em Grumari.

Italo Ferreira (WSL / Smorigo)
Italo Ferreira (WSL / Smorigo)

O surfista de Baía Formosa (RN) foi premiado como o “Estreante do Ano” em 2015 e é um dos dois únicos surfistas que podem tirar a lycra amarela do Jeep WSL Leader de Matt Wilkinson no Oi Rio Pro. No entanto, para isso, Italo Ferreira e o havaiano Sebastian Zietz precisam vencer a etapa brasileira e o australiano não passar nenhuma bateria no Rio de Janeiro. A primeira ele perdeu para o baiano Marco Fernandez, o campeão da triagem organizada pela Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro (FESERJ) na segunda-feira em Grumari. E a segunda será contra outro reforço da “seleção brasileira” no Rio de Janeiro, o bicampeão sul-americano Pro Junior, Deivid Silva.

“Eu estou competindo sem sentir nenhuma pressão, só tentando fazer o meu trabalho bem feito em todos os eventos desse ano”, disse Italo Ferreira, que vem de duas semifinais consecutivas na “perna australiana” da World Surf League. “Eu só quero conseguir mais um bom resultado aqui e estou me sentindo superbem, com o apoio incrível de todos os meus patrocinadores. As minhas pranchas também estão muito boas e estou feliz porque tenho o suporte de toda a minha família que está aqui comigo”.

Italo também comentou sobre a vitória com os recordes do Oi Rio Pro 2016. “Eu consegui me posicionar no lugar certo para pegar a onda da série e eu já tinha treinado ontem (segunda-feira) aqui nas direitas, então joguei todas as minhas fichas no início da bateria. Fico feliz que deu tudo certo e espero continuar assim até o fim do campeonato”.

Lucas Silveira (WSL / Smorigo)
Lucas Silveira (WSL / Smorigo)

RECORDES DO DIA – Italo venceu Miguel Pupo e Bino Lopes logo nas duas primeiras ondas que surfou na bateria. Na primeira, conseguiu acertar uma série de duas manobras muito potentes de backside numa direita para arrancar nota 9,0 dos juízes. Na segunda, ganhou 7,5 para fechar o maior placar do Oi Rio Pro em 16,50 pontos. Quem chegou mais perto dessa marca foi o também brasileiro Lucas Silveira, que só garantiu a vitória sobre o campeão mundial Adriano de Souza na última onda que surfou na bateria e valeu nota 8,67. Com ela, atingiu 15,84 pontos contra 13,80 do Mineirinho e 13,74 do havaiano Keanu Asing.

“Essa torcida aqui do Rio de Janeiro é incrível, não tem o que falar da motivação que eles dão para a gente dentro d´água”, destacou Lucas Silveira, atual campeão mundial Pro Junior da World Surf League.“Eu sou o único carioca no evento, então é mais um motivo para eles torcerem. Estou querendo aproveitar ao máximo essa oportunidade, mas o nível do CT é muito alto. Mesmo assim, as vezes ter sucesso no QS é mais difícil de ficar entre os top-10 entre 900 surfistas. No CT, são 34 tops da elite, alguns não vieram para cá e quero aproveitar como outros caras que se deram bem”.

Antes de Lucas Silveira ganhar do atual campeão mundial, Adriano de Souza, Marco Fernandez já tinha repetido o ataque nas ondas de Grumari que usou para vencer a triagem contra o líder do ranking 2016 da World Surf League. Matt Wilkinson não achou as ondas e o baiano aproveitou bem as chances que teve para vencer a bateria por 13,43 pontos. O potiguar Jadson André ficou em segundo com 11,57 e o australiano em último com apenas 8,73 pontos. Wilkinson vai ter que disputar a segunda fase, como os campeões mundiais Adriano de Souza e Gabriel Medina e, ainda, o vice-líder do ranking, Sebastian Zietz, e Kolohe Andino, quarto colocado no seleto grupo dos top-5.

“Eu estou muito feliz por estar representando o meu estado (Bahia) numa etapa do CT depois de dez anos”, disse Marco Fernandez, que no momento ocupa a décima posição na lista dos dez surfistas que se classificam para o CT pelo ranking do WSL Qualifying Series. “Mesmo sendo somente nesta etapa, fazia muito tempo que nenhum baiano competia com os melhores do mundo. Mas, isso é só o início de um grande trabalho e espero no final do ano estar fazendo parte dessa elite de uma vez por todas. O foco é nessa etapa agora, que vou tentar fazer um grande resultado para levar lá para a galera da Bahia”.

Filipe Toledo (WSL / Smorigo)
Filipe Toledo (WSL / Smorigo)

DEFENSOR DO TÍTULO – Quem também saiu muito feliz do mar na terça-feira foi o defensor do título de campeão do Oi Rio Pro apresentado por Corona. Filipe Toledo sofreu uma contusão séria na aterrisagem de um aéreo durante a semifinal da primeira etapa da temporada na Gold Coast, contra o hoje líder do ranking, Matt Wilkinson. Ele nem competiu nas outras duas provas da “perna australiana” e só voltou a surfar na semana passada. Filipe preferiu não arriscar as manobras mais perigosas, mas já voou na vitória por 13,77 pontos contra o norte-americano Kanoa Igarashi e o havaiano Dusty Payne.

“Estou amarradão em estar de volta, de voltar a vestir a lycra de competição e vencer a bateria então, foi a melhor sensação do mundo”, disse Filipe Toledo. “A minha família inteira está aqui comigo, meus amigos também e estou pronto para defender o meu título do evento. Já estou me sentindo quase 100% recuperado da contusão, talvez uns 95%, mas nada que me incomode durante o surfe. Ainda estou fazendo fisioterapia diariamente para chegar nos 110% e ficar bem melhor para o restante da temporada, que ainda é bem longa e muita coisa pode acontecer”.

Depois das vitórias de Filipe Toledo, Italo Ferreira, Marco Fernandez e Lucas Silveira, o outro único dos quatorze participantes do Brasil no Oi Rio Pro a passar direto para a terceira fase nas ondas de 3-4 pés de Grumari foi o catarinense Alejo Muniz. No penúltimo confronto da primeira fase masculina, ele tirou a vitória do australiano Adrian Buchan na sua última onda, virando o placar para 13,50 a 13,46 pontos. O vice-líder do ranking, Sebastian Zietz, do Havaí, terminou em último com 12,77 e vai ter que passar pela segunda fase para já não ser ultrapassado pelo potiguar Italo Ferreira.

Leonardo Fiorvanti (WSL / Smorigo)
Leonardo Fiorvanti (WSL / Smorigo)

O campeão mundial Gabriel Medina também terá que disputar uma rodada extra em Grumari. Ele não conseguiu pegar boas ondas na bateria e ficou em último no segundo confronto do dia, vencido pelo italiano Leonardo Fioravanti. Os atletas da elite vêm sofrendo bastante para ganhar destes surfistas que estão entrando como substitutos dos tops contundidos ou dos ausentes neste início de temporada. O próprio Medina já foi eliminado por um deles, o australiano Stu Kennedy, na Gold Coast.

“Eu não acho que eles (tops) sintam medo dos wildcards (convidados), pois eles são os melhores do mundo”, opinou Leonardo Fioravanti, que lidera o ranking 2016 do WSL Qualifying Series. “Este é o World Tour, então o talento de todos aqui é incrível, mas eles sabem que os wildcards surfam sem nenhuma pressão e sempre tentam fazer o melhor possível para mostrar o seu surfe. É isso que estou tentando fazer, dar o meu melhor para ver o que vai acontecer no final da bateria. Esse ano está sendo fantástico para mim e quando você está confiante, facilita o seu desempenho”.

CONFRONTOS BRASILEIROS – Com nove brasileiros caindo para a repescagem, três baterias ficaram 100% verde-amarelas. Isso garante três classificados para a terceira fase do Oi Rio Pro, porém três acabarão saindo da briga do título na primeira rodada eliminatória da etapa brasileira do Samsung Galaxy WSL Championship Tour. A segunda fase já vai começar com o campeão mundial Adriano de Souza enfrentando ao baiano Bino Lopes.

Na segunda bateria, o convidado Deivid Silva vai encarar o número 1 do Jeep WSL Leader, Matt Wilkinson. A torcida dos brasileiros é para mais uma derrota do australiano, pois só assim o potiguar Italo Ferreira terá chance de assumir a ponta do ranking com uma vitória no Oi Rio Pro 2016. Depois, tem Gabriel Medina contra Alex Ribeiro na quarta bateria e Caio Ibelli contra Jadson André na oitava. Na nona, entra Miguel Pupo com Adrian Buchan e na décima Wiggolly Dantas enfrenta outro australiano, Stu Kennedy.

Courtney Conlogue (WSL / Smorigo)
Courtney Conlogue (WSL / Smorigo)

ESTREIA DO FEMININO –  Depois da estreia dos 36 concorrentes ao título masculino do Oi Rio Pro, foi iniciada a categoria feminina com as dezoito participantes competindo também pela primeira vez nas ondas de Grumari, que recebeu um ótimo público na terça-feira. A única representante do Brasil entre as meninas é a cearense Silvana Lima, que fez parte da elite mundial até o ano passado. Só que ela enfrentou a atual líder do ranking e defensora do título de campeã do Oi Rio Pro, Courtney Conlogue, com a americana confirmando o favoritismo.

“Eu acho que as condições do mar ficaram inconsistentes durante o dia inteiro, em termos das ondas boas. Mas, eu tive a sorte de estar no lugar certo na hora certa e consegui usar a minha prioridade (de escolha da próxima onda). Arrisquei umas manobras numas ondas e acabei me dando bem”, disse Courtney Conlogue, que falou sobre a torcida que compareceu em bom número em Grumari. “Isso me deixa mais empolgada ainda para surfar o meu melhor em cada onda, quando você vê a galera gritando e pulando. Eu sou uma pessoa que também tem muita paixão pelo surfe e vendo uma torcida com a mesma paixão do que você, é muito emocionante”.

02 DE MAIO 2016

BINO E SILVANA VENCEM NA BAHIA.

A torcida baiana teve motivos de sobra para comemorar na tarde deste domingo (1). Dos 93 homens inscritos para o Oi apresenta QS 1500 Praia do Forte Pro, realizado na praia do Papagente, em Mata de São João, litoral norte baiano, os dois melhores foram os filhos da terra. Local de Praia do Forte, Bino Lopes se consagrou campeão da etapa, que teve o também baiano Marco Fernandez na segunda colocação.

Bino Lopes (Foto: Luca Castro - Taurus Comunicação)
Bino Lopes (Foto: Luca Castro – Taurus Comunicação)

A bateria final foi acirrada do início ao fim. Após levar a melhor na disputa na água e ser carregado nos braços da torcida na areia, Bino Lopes ressaltou a qualidade do amigo. “Marquinho é, sem dúvidas, um dos melhores surfistas que temos no Brasil. A bateria não poderia ser diferente. Muito disputada. A cada onda, uma nova emoção. Estou muito feliz por ter feito essa final com ele, que é um amigo que torço muito pelo sucesso dele. Vamos continuar juntos, firmes e fortes levando o nome da Bahia e do Brasil para o mundo”, enfatizou o atleta que também viveu fortes emoções para chegar à decisão, quando bateu Jessé Mendes na semifinal.

“Na última onda, ele tinha a preferência, mas me deixou surfar. Ele estava na frente e eu precisava de 7.60 para ultrapassá-lo e tomar a liderança. Justo nessa última oportunidade, eu tirei 7.80 e avancei à final. Foi sensacional a emoção em ver a minha família e meus amigos vibrando na torcida”, emendou.

Vice-campeão, Fernandez também destacou o alto nível técnico do campeonato. “A galera deu um show na água. Todas as baterias foram muito niveladas e isso, com certeza, valorizou a competição. Claro que queria o título, mas segundo lugar me deixou muito feliz. Só tenho a agradecer aos meus familiares, a toda minha equipe multidisciplinar e aos meus demais apoiadores pela parceria de sempre”, disse o baiano que, na semifinal, passou pelo argentino Leandro Usuna, único estrangeiro entre os quatro melhores.

Marco Fernandez (Foto: Luca Castro - Taurus Comunicação)
Marco Fernandez (Foto: Luca Castro – Taurus Comunicação)

QS RANKING – Com o resultado, Bino Lopes e Marquinho Fernandez subiram significativamente na tabela de classificação do QS ranking. Antes da competição, Bino Lopes ocupava o 60.o lugar. Agora, ele é o 22.o. Marquinho Fernandez, antes 21.o, subiu nove posições e agora é o 12.o. Jessé Mendes, por sua vez, entrou no grupo dos dez atletas que ascendem à elite do surfe mundial. Antes do Praia do Forte Pro, apresentado pela Oi, o paulista ocupava a 12.a colocação. Hoje, ele ocupa a oitava colocação. Leandro Usuna pulou do 58.o lugar para o 30.o.

Já no ranking Sul-Americano da WSL, o argentino ultrapassou o brasileiro Flávio Nakagima e é o novo líder. Após o Praia do Forte Pro, ficou assim:

1.o: Leandro Usuna (ARG) – 1.310 pontos

2.o: Flavio Nakagima (BRA) – 1.280

3.o: Bino Lopes (BRA) – 1.000

4.o: Marco Fernandez (BRA) – 750

5.o: Marcos Correa (BRA) – 745

Leandro Usuna (Foto: Luca Castro - Taurus Comunicação)
Leandro Usuna (Foto: Luca Castro – Taurus Comunicação)

6.o: David do Carmo (BRA) – 700

7.o: Messias Felix (BRA) – 605

8.o: Caetano Vargas (BRA) – 580

9.o: Jesse Mendes (BRA) – 560

10.o: Wesley Santos (BRA) – 530

“Estou muito feliz porque é só o início do ano, ainda falta muito até o final da temporada. Espero seguir nesse ritmo. A América do Sul deve ser a mais forte, porque tem os melhores competidores da WSL. Estar no topo, é bom demais. Quero me manter aqui”, cravou Usuna.

Como premiação pelo título, Bino Lopes ganhou USD 10.000 e Marquinho Fernandez, pelo vice, USD 6.000.

FEMININO – Entre as mulheres, deu Silvana Lima mais uma vez. Para chegar ao bicampeonato da competição, ela precisou vencer Jaqueline Silva, por 33 décimos (8.83 x 8.50), na semifinal. Na decisão, contra Nathalie Martins, ela teve uma onda com nota 9.60 e fechou a bateria com 17.93, a maior somatória de toda a competição no masculino e feminino.

“Por pouco, não perco minha vaga na final. Vibrei muito quando confirmei presença na decisão. Nessa última bateria, fiz a minha melhor somatória. Só tenho que agradecer à organização e aos meus patrocinadores. Agora, estou com a confiança em alta. Estou indo para o Rio Pro, como convidada do WCT, e vou soltar o pé por lá”, garantiu Silvana Lima.

Silvana Lima (Foto: Luca Castro - Taurus Comunicação)
Silvana Lima (Foto: Luca Castro – Taurus Comunicação)

Ela também falou sobre o bom histórico surfando em águas baianas. “Eu me sinto super bem na Bahia. Sou metade cearense, metade baiana. Adoro essa onda de Praia do Forte. Sempre venho aqui quando tem evento. Então, conheço bastante. E é maravilhosa, com altas ondas e hoje teve mais ondas ainda para fechar com chave de ouro”.

Para Nathalie Martins, o Praia do Forte Pro, apresentando pela Oi, foi o primeiro passo para o fortalecimento do surfe brasileiro. “Está todo mundo de parabéns. A Marina Werneck, que organizou tudo isso aqui e foi diretora de prova é um exemplo de que nós podemos nos unir para fazer várias etapas como essa, onde o que se viu foi muita atleta feliz e realizada com o nível técnico, com o cenário e todos os detalhes que vimos no PF Pro. Precisamos muito que pessoas como ela continuem incentivando o esporte e, especialmente, o feminino. Todo mundo está de parabéns. Foi um espetáculo dentro e fora d’água”, observou a vice-campeã.

Notoriamente feliz com o resultado, Marina Werneck lembrou do trabalho conjunto que foi feito para que o campeonato fosse realizado. “Foi uma sintonia incrível entre atletas, toda a equipe de trabalho que fez parte da organização, o público local e a natureza. Conseguimos, juntos, fazer um trabalho muito bom. O gostinho de quero mais ficou em todos nós. Essa competição nos estimulou a continuar trabalhando forte para dar sequência. É bom demais ver a alegria nos olhos de cada surfista, seja ele homem ou mulher. O sentimento é o melhor possível”, pontuou.

Marina Werneck, Silvana Lima e Nathalie Martins (Foto: Luca Castro - Taurus Comunicação)
Marina Werneck, Silvana Lima e Nathalie Martins (Foto: Luca Castro – Taurus Comunicação)

Após o campeonato, o ranking Sul-Americano da WSL ficou dessa forma:

1.a: Silvana Lima (BRA) – 1.000 pontos

2.a: Nathalie Martins (BRA) – 750

3.a: Jacqueline Silva (BRA) – 560

3.a: Yanca Costa (BRA) – 560

5.a: Givanilta Ferreira (BRA) – 420

5.a: Monik Santos (BRA) – 420

5.a: Tais de Almeida (BRA) – 420

5.a: Larissa dos Santos (BRA) – 420

Como premiação pelo título, Silvana Lima ganhou USD 6.000 e Nathalie Martins, pelo vice-campeonato, ganhou USD 3.000.

 


01 de maio 2016

PARAIBANO E CARIOCA FAZEM A 

FESTA EM MARACAÍPE.


30 de abril 2016

SHOW DE SURF MASTER EM 

MARACAÍPE, VENHA.


28 de abril 2016
ALAN JHONES E MIGUEL PUPO 

FAZEM SHOW NA BAHIA.

O segundo dia do Oi apresenta QS 1500 Praia do Forte Pro foi marcado pela estreia do brasileiro Miguel Pupo, único surfista do CT na disputa da etapa baiana do World Surf League Qualifying Series. Com notas 7.5 e 7.1, ele liderou a última bateria da quarta-feira e avançou para a terceira fase. Cotado como um dos principais favoritos ao título, Pupo nega que tenha qualquer tipo de vantagem sobre os concorrentes nas ondas do Papagente na Praia do Forte, em Mata de São João, litoral norte da Bahia.

“Não existe favoritismo. Sou um atleta como outro qualquer”, disse Miguel Pupo. “Todos os surfistas que estão aqui são de muita qualidade. Vim exatamente para pegar a energia dessa galera que está chegando. Lembro dos tempos que eu também vivia essa fase. É uma vontade muito grande de fazer bonito. E o que eu quero é melhorar a cada bateria para sair daqui com um bom resultado”.

Miguel Pupo (Foto: Luca Castro - Taurus Comunicação)
Miguel Pupo (Foto: Luca Castro – Taurus Comunicação)

Impressionado com a beleza natural da Praia do Forte, Pupo não economizou elogios à praia do Papagente, onde estão acontecendo as baterias. “É um visual incrível, uma reserva rodeada de coqueiros. Muito bonito também dentro d’água. O fundo é de coral, que é muito raro aqui no Brasil. Enfim, é tudo muito diferente de qualquer lugar que já fui. Gostei muito, recomendo a todos e pretendo voltar”, destacou.

Junto com Miguel Pupo, outro brasileiro brilhou em águas baianas. Pelo segundo dia consecutivo, Alan Jhones deu um verdadeiro show e conseguiu emplacar várias manobras com alto grau de dificuldade, que lhe renderam notas 8.75 e 7.65.  De acordo com o potiguar, o bom rendimento é fruto de muito treinamento específico para o tipo de onda existente na Praia do Forte.

“O foco no meu treino ficou totalmente voltado para esse tipo de onda, quando me falaram que havia uma direita na bancada e que ela seria uma boa opção para mim”, revelou Alan Jhones. “Vou continuar insistindo nelas. Estou conseguindo me encaixar e acreditando muito naquela direita. Estou com uma energia tão legal com ela que não consigo ir para a esquerda. Venho de um treinamento nas direitas. Foram oito dias de muito treino e consegui deixar o meu frontside afiado. A expectativa é a melhor possível e espero que continue dando certo até o fim, que as direitas continuem aparecendo”.

Torcida local

Anfitriões, os baianos compareceram em bom número para prestigiar Marco Fernandez, filho da terra que também estreou no Oi apresenta QS 1500 Praia do Forte Pro nesta quarta-feira (12). “Marquinho”, como é chamado pela torcida, não decepcionou. Com manobras ousadas, finalizou a bateria na liderança com 13 pontos, deixando para trás o peruano Juninho Urcia e os brasileiros Luan Carvalho e Luan Wood.

Marco Fernandez (Foto: Luca Castro - Taurus Comunicação)
Marco Fernandez (Foto: Luca Castro – Taurus Comunicação)

Exigente, o atual número 21 do QS ranking, garantiu empenho para melhorar a cada bateria. “Estou em busca do meu melhor. É muito bom surfar diante da minha família e dos meus amigos. Tenho tido uma boa sequência, mas não estou satisfeito. Sei que posso melhorar. Quero e sei que vou conseguir dar muitas alegrias ao povo da minha terra e ao brasileiro que ama o surfe. Todos podem ter a certeza de que continuarei me dedicando bastante para ter resultados positivos de forma contínua”, disse Fernandez.

Outro baiano que levantou a galera foi Wallace Sampaio, que se garantiu na próxima fase com uma nota 6 na última onda. Com o resultado, ele superou os brasileiros Hizunomê Bettero e Raphael Seixas.

A torcida local vibrou ainda com os bons rendimentos dos conterrâneos Aurélio Souza e Bruno Galini. Ambos lideraram suas respectivas baterias e estão na terceira fase do Oi apresenta QS 1500 Praia do Forte Pro.

Nesta quinta-feira (28), as baterias estão com previsão de começarem a partir das 8h.

 


25 de abril 2016

FESTA PORTUGUESA NO CARIBE.

O português Frederico Morais conquistou sua primeira vitória em etapas do WSL Qualifying Series na final contra o espanhol Gony Zubizarreta no QS 3000 Martinique Surf Pro no Caribe. Com o título, Frederico saltou da 160.a para a 13.a posição no ranking que classifica dez surfistas para a elite dos top-34 da World Surf League. O brasileiro Deivid Silva chegou nas semifinais pela segunda vez esse ano, mas novamente terminou em terceiro lugar, sendo barrado por quatro centésimos pelo espanhol na Ilha Martinica. Com os 1.680 pontos recebidos, Deivid ganhou a quarta colocação no QS liderado pelo italiano Leonardo Fioravanti.

Frederico Morais (Foto: Poullenot - WSL)
Frederico Morais (Foto: Poullenot – WSL)

Depois de passar por nove países – Austrália, Taiti, Indonésia, Israel, Espanha, Estados Unidos, Havaí, Martinica e Argentina – a disputa por pontos no ranking do WSL Qualifying Series chega pela primeira vez no Brasil esse ano, para a estreia do Oi apresenta QS 1500 Praia do Forte Pro, que começa terça-feira no município de Mata de São João, no litoral norte da Bahia. O evento também terá competição feminina com o mesmo status QS 1500, valendo 1.500 pontos para os rankings mundiais das duas categorias, além de 1.000 pontos para os rankings regionais da WSL South America, que definem os campeões sul-americanos da temporada.

Um total de 32 surfistas da América do Sul foi até o Caribe participar da segunda edição do QS 3000 Martinique Surf Pro e muitos deles vão direto para a Bahia competir no Oi apresenta QS 1500 Praia do Forte Pro. Quatro brasileiros e um peruano chegaram no domingo decisivo da etapa da Ilha Martinica no pointbreak de Basse-Pointe. O último dia começou com vitória verde-amarela de Jessé Mendes na primeira bateria e Ian Gouveia e Deivid Silva fazendo uma dobradinha brasileira na segunda disputa por vagas para as quartas de final, sobre o pernambucano Alan Donato e Charles Martin, da Ilha Guadalupe.

Na bateria seguinte, o peruano Lucca Mesinas Novaro também saiu da briga do título, sendo barrado pelo sul-africano Slade Prestwich e o português Vasco Ribeiro. O peruano e Alan Donato terminaram em nono lugar no Martinique Surf Pro, marcando 900 pontos no ranking e recebendo 1.750 dólares de prêmio cada um. As quartas de final começaram com Deivid Silva achando boas ondas em Basse Pointe para ganhar o duelo brasileiro com Jessé Mendes por 16,00 a 8,63 pontos. E na segunda bateria, Ian Gouveia foi derrotado por 14,80 a 12,60 pelo espanhol Gony Zubizarreta e também ficou em quinto lugar no campeonato, recebendo 2.500 dólares e 1.260 pontos.

Deivid Silva foi o único sul-americano nas semifinais e fez uma disputa eletrizante contra o espanhol Gony Zubizarreta, perdendo a bateria por quatro centésimos de diferença no placar encerrado em 15,87 a 15,83 pontos. Mas, o grande destaque do domingo nas ondas de Basse Pointe foi mesmo Frederico Morais. Ele fez uma grande apresentação nas quartas de final, totalizando 18,17 pontos de 20 possíveis no confronto português contra Vasco Ribeiro. Depois não deu chances também para o australiano Luke Hynd na semifinal vencida por 16,67 a 14,57 e nem para Gony Zubizarreta na final, derrotando o espanhol por 16,66 a 14,30 com as notas 8,93 e 7,73 das melhores ondas surfadas na bateria.

Jesse Mendes ficou em quinto lugar e subiu para 12.o no ranking que está classificando até o 11.o colocado para o CT 2017 no momento. (Foto: Poullenot - WSL)
Jesse Mendes ficou em quinto lugar e subiu para 12.o no ranking que está classificando até o 11.o colocado para o CT 2017 no momento. (Foto: Poullenot – WSL)

G-10 E TOP-100 – O resultado do QS 3000 Martinique Surf Pro não provocou nenhuma mudança de nomes no grupo dos dez surfistas que o WSL Qualifying Series indica para a divisão de elite da World Surf League. Apenas o brasileiro Deivid Silva ganhou uma posição, subindo do quinto para o quarto lugar que era do norte-americano Patrick Gudauskas. O também paulista Jessé Mendes chegou bem perto do G-10, subindo do 26.o para o 12.o lugar, ficando na porta de entrada da zona de classificação para o CT. Já a batalha na parte de baixo da tabela foi intensa, com quatorze surfistas entrando na lista dos 100 primeiros colocados, grupo que participa das etapas mais importantes, com status QS 10000 e QS 6000.

O campeão Frederico Morais foi um deles, saltando de 160 para 13 no ranking, logo abaixo de Jessé Mendes. Os outros que também ingressaram nos top-100 do QS na Ilha Martinica foram o australiano Luke Hynd (de 170 para 40), que dividiu o terceiro lugar com Deivid Silva, o brasileiro Ian Gouveia (110 para 43), o português Vasco Ribeiro (120 para 45), os franceses Charles Martin de Guadalupe (114 para 64) e Diego Mignot (108 para 66), o sul-africano Slade Prestwich (170 para 68), o peruano Lucca Mesinas Novaro (de 144 para 75), o havaiano Seth Moniz (103 para 78), o português José Ferreira (125 para 86), Timothee Bisso de Guadalupe (161 para 89), Joshua Burke de Barbados (114 para 96), o francês Andy Criere (131 para 98) e o sul-africano Michael February (108 para 100).

Entre os que saíram do grupo dos 100 primeiros do ranking no QS 3000 Martinique Surf Pro, estão três brasileiros, os paulistas Thiago Camarão (caiu de 79 para 101) e David do Carmo (99 para 120) e o pernambucano Luel Felipe (88 para 103). No entanto, eles podem recuperar seus lugares no Oi apresenta QS 1500 Praia do Forte Pro, que começa nesta terça-feira e vai até domingo na bancada de corais conhecida como Papagente na paradisíaca Praia do Forte, em Mata de São João, no litoral norte da Bahia.

Mais informações, fotos e vídeos do QS 3000 Martinique Surf Pro no www.worldsurfleague.com

Gony Zubizarreta e o campeão Frederico Morais (Foto: Poullenot - WSL)
Gony Zubizarreta e o campeão Frederico Morais (Foto: Poullenot – WSL)

 

 


















RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO QS 3000 MARTINIQUE SURF PRO:

Campeão: Frederico Morais (PRT) por 16,66 pontos (notas 8.93+7.73) – US$ 16.000 e 3.000 pontos

Vice-campeão: Gony Zubizarreta (ESP) com 14,30 pontos (7.30+7.00) – US$ 10.000 e 2.250 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 1.680 pontos e US$ 4.500 de prêmio:

1.a: Gony Zubizarreta (ESP) 15.87 x 15.83 Deivid Silva (BRA)

2.a: Frederico Morais (PRT) 16.67 x 14.57 Luke Hynd (AUS)
 

RANKING DO WSL QUALIFYING SERIES 2016 – 18 etapas:

1.o: Leonardo Fioravanti (ITA) – 9.330 pontos

2.o: Matt Wilkinson (AUS) – 7.550

3.o: Dion Atkinson (AUS) – 7.390

4.o: Deivid Silva (BRA) – 6.780

5.o: Patrick Gudauskas (EUA) – 6.185

6.o: Joan Duru (FRA) – 5.400

7.o: Joshua Moniz (HAV) – 5.020

8.o: Cooper Chapman (AUS) – 4.670

9.o: Mihimana Braye (TAH) – 4.575

10: Connor O´Leary (AUS) – 4.345

11: Tomas Hermes (BRA) – 3.950


22 DE ABRIL 2016

RAMAYANA SILVEIRA CONVIDA PARA ETAPA

PRO CRIANÇA.


19 de abril 2016

SEGUNDA SEM LEI


16 de abril 16

A PRIMEIRA VEZ NINGUEM ESQUECE,

PARABÉNS SEBASTIAN.


O havaiano Sebastian Zietz, 28 anos, festejou sua primeira vitória da carreira no Drug Aware Margaret River Pro, encerrado na manhã do sábado na Austrália. Ele nunca havia chegado nem nas semifinais em etapas do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour, mas passou pelo brasileiro Italo Ferreira (21 anos) e depois tirou a vice-liderança no ranking mundial do potiguar com o título conquistado na final com o australiano Julian Wilson (27). Zietz e Italo são os únicos com chances de brigar pela lycra amarela do Jeep WSL Leader do australiano Matt Wilkinson (27) no Oi Rio Pro, a etapa brasileira da World Surf League que será disputada entre os dias 10 e 21 de maio no Rio de Janeiro, com seu palco principal no Postinho da Barra da Tijuca, mas podendo acontecer também na Macumba se as ondas estiverem melhores.

Sebastian Zietz (Foto: WSL / Cestari)
Sebastian Zietz (Foto: WSL / Cestari)

“Estou muito feliz, porque vencer definitivamente era a meta que eu tinha há muito tempo”, disse Sebastian Zietz, que saiu da elite dos top-34 no ano passado e está competindo substituindo os atletas contundidos. “Foi muito difícil sair do tour, me fez sentir muito mal, então fui pra casa surfar um monte de ondas para voltar ao ritmo. É incrível ganhar uma etapa do CT contra todos os tops e também estar no topo do ranking. Eu só quero dedicar essa vitória a minha família e a todos em casa. Obrigado a todos que me apoiaram e me ajudaram ao longo do caminho para eu chegar aqui hoje (sábado)”.

Só que para tirar a liderança do campeão das duas primeiras etapas da temporada, que só perdeu a invencibilidade no último desafio da perna australiana, Sebastian Zietz e Italo Ferreira precisam vencer o Oi Rio Pro e Matt Wilkinson não passar nenhuma bateria no Brasil. No entanto, foi exatamente no Rio de Janeiro que o australiano conquistou seu melhor resultado no ano passado, perdendo só nas semifinais para o compatriota Bede Durbidge. A expectativa é de que, pela primeira vez no ano, a “seleção brasileira” estará completa para competir em casa, com o retorno de Filipe Toledo para defender o título conquistado no ano passado, diante de uma multidão que lotou as areias do Postinho no último dia.

O paulista de Ubatuba, que mora na Califórnia, Estados Unidos, se contundiu durante as semifinais da primeira etapa na Gold Coast e perdeu as duas seguintes, em Bells Beach e Margaret River, onde foi substituído pelo próprio Sebastian Zietz. O havaiano perdeu sua vaga na elite no ano passado e é o terceiro na lista dos quatro substitutos para os top-34 da temporada 2016. Os australianos Owen Wright e Bede Durbidge sofreram sérias lesões em Banzai Pipeline no Havaí e devem ficar de fora por toda a temporada, com os australianos Adam Melling e Stuart Kennedy entrando nas vagas deles. Mas, mesmo com a volta de Filipe Toledo, o havaiano também está garantido no Oi Rio Pro porque o australiano Taj Burrow anunciou sua aposentadoria e não vem ao Brasil.

Sebastian Zietz foi quem melhor aproveitou as chances que teve para competir na perna australiana e agora já entra na briga direta pelo título mundial da temporada com sua inédita vitória em Margaret River. O havaiano soube escolher as maiores e melhores ondas que entraram nas duas baterias que disputou no sábado de boas ondas de 6-8 pés em Main Break. A primeira foi contra o brasileiro Italo Ferreira, que vinha se destacando com a potência do seu backside criado nas direitas do Pontal de Baía Formosa (RN). Zietz começou forte com nota 7,17 e depois ganhou 9,10 com duas manobras explosivas de frontside para vencer por 16,27 a 13,17 pontos. O potiguar repetiu o terceiro lugar em sua segunda semifinal consecutiva na Austrália.

Italo Ferreira (Foto: WSL / Cestari)
Italo Ferreira (Foto: WSL / Cestari)

“Eu não consegui ir para a final, mas foi mais um bom resultado certamente”, disse o estreante do ano em 2015, Italo Ferreira, que está apenas iniciando sua segunda temporada na divisão de elite da World Surf League. “Estou contente por fazer duas semifinais aqui na Austrália, por ter surfado bem em Bells Beach e aqui em Main Break, duas ondas muito difíceis. E agora vou com tudo para o Brasil para tentar conseguir outro bom resultado em casa, onde tenho um grande apoio dos brasileiros lá”.

GRANDE FINAL – O havaiano nem quis sair do mar de tanta empolgação em fazer sua primeira final e ficou esperando por Julian Wilson, que tinha vencido a semifinal australiana com Joel Parkinson antes dele. Ficou pegando ondas enquanto isso, mas quando a bateria começou foi Julian Wilson quem largou na frente manobrando forte nas duas primeiras ondas que surfou, para tirar notas 8,67 e 7,67. Sebastian não tinha pegado nada ainda, mas entrou na briga atacando uma direita da série com uma rasgada incrível no crítico da onda, invertendo totalmente a direção da prancha para abrir um grande leque de água, emendou outra na junção e recebeu 9,10 dos juízes.

Apesar da boa qualidade das ondas, o maior problema no sábado eram os grandes intervalos entre as séries e uma longa calmaria deixou o havaiano preocupado. Só nos minutos finais entrou outra série que acabou decidindo o título do Drug Aware Margaret River Pro. Julian Wilson vem primeiro manobrando forte com velocidade até a perigosa bancada de coral de Main Break, para trocar o 7,67 da sua segunda onda por 8,00. Mas, Sebastian pega uma maior e arrisca tudo na primeira manobra, a onda abre para ele continuar atacando e arrancar 8,30 dos juízes, virando o placar para 17,40 a 16,67 pontos.

Julian Wilson (Foto: WSL / Cestari)
Julian Wilson (Foto: WSL / Cestari)

“Eu amo essa onda de Margaret River e a multidão que vem aqui ver o campeonato”, disse Julian Wilson.“Foi uma boa final e parabéns ao Seabass (Sebastian Zietz) pela sua primeira vitória. Nós surfamos boas ondas na bateria, tiramos notas altas e estou feliz por conseguir fazer a final aqui. Em Bells Beach eu já tinha conquistado um resultado melhor do que no ano passado também, então estou ansioso para ver como será o restante da temporada. Quero continuar nesse ritmo e vou viajar mais confiante para o Brasil com este resultado”.

RANKING JEEP WSL – A vitória em Margaret River valeu um prêmio de 100.000 dólares e 10.000 pontos no ranking para Sebastian Zietz. Julian Wilson ficou com 50.000 dólares e 8.000 pontos, com Italo Ferreira e Joel Parkinson recebendo 25.000 dólares e 6.500 pontos pelo terceiro lugar no Drug Aware Margaret River Pro. O havaiano saltou da 17.a para a segunda posição no ranking Jeep Leaderboard da World Surf League, o brasileiro subiu do quinto para o terceiro lugar, Parko foi do décimo para o quinto e Julian saiu da 19.a para a sétima colocação. Entre os dois australianos está uma das novidades na “seleção brasileira” deste ano, Caio Ibelli, em sexto lugar como o melhor estreante nas três etapas que abriram a temporada na Austrália.

Depois vem o atual campeão mundial Adriano de Souza dividindo a 13.a posição com o também paulista Wiggolly Dantas e mais dois surfistas que já venceram o Oi Rio Pro na Barra da Tijuca como Mineirinho, o havaiano John John Florence e o taitiano Michel Bourez. O outro campeão mundial do Brasil, Gabriel Medina, está em 18.o junto com Filipe Toledo. E fora do grupo dos 22 que são mantidos na elite dos top-34 para a próximo ano, estão Miguel Pupo em 23.o lugar, Jadson André e Alejo Muniz em 28.o e o estreante Alex Ribeiro em 37.o. Todos estarão disputando mais 10.000 pontos no Oi Rio Pro, a partir de 10 de maio no Rio de Janeiro.

Sebastian Zietz e Julian Wilson (Foto: WSL / Cestari)

Sebastian Zietz e Julian Wilson (Foto: WSL / Cestari)

 

 

 

RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO DRUG AWARE MARGARET RIVER PRO:

Campeão: Sebastian Zietz (HAV) por 17,40 pontos (notas 9,10+8,30) – US$ 100.000 e 10.000 pontos

Vice-campeão: Julian Wilson (AUS) com 16,67 pontos (8,67+8,00) – US$ 50.000 e 8.000 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 6.500 pontos e US$ 25.000 de prêmio:

1.a: Julian Wilson (AUS) 16.60 x 15.50 Joel Parkinson (AUS)

2.a: Sebastian Zietz (HAV) 16.27 x 13.17 Italo Ferreira (BRA)

TOP-22 NO RANKING JEEP WORLD SURF LEAGUE – 3 etapas:

1.o: Matt Wilkinson (AUS) – 24.000 pontos

2.o: Sebastian Zietz (HAV) – 15.750

3.o: Italo Ferreira (BRA) – 14.750

4.o: Kolohe Andino (EUA) – 13.700

5.o: Joel Parkinson (AUS) – 13.450

6.o: Caio Ibelli (BRA) – 13.200

7.o: Julian Wilson (AUS) – 12.500

7.o Jordy Smith (AFR) – 12.500

9.o: Nat Young (EUA) – 12.150

10: Adrian Buchan (AUS) – 10.950

11: Conner Coffin (EUA) – 9.700

12: Stuart Kennedy (AUS) – 8.750

13: Adriano de Souza (BRA) – 8.700

13: John John Florence (HAV) – 8.700

13: Wiggolly Dantas (BRA) – 8.700

13: Michel Bourez (TAH) – 8.700

17: Mick Fanning (AUS) – 8.250

18: Gabriel Medina (BRA) – 7.500

18: Filipe Toledo (BRA) – 7.500

18: Kanoa Igarashi (EUA) – 7.500

21: Leonardo Fioravanti (ITA) – 5.200

22: Davey Cathels (AUS) – 5.000

——–outros brasileiros:

23: Miguel Pupo (BRA) – 4.000 pontos

28: Jadson André (BRA) – 2.750

28: Alejo Muniz (BRA) – 2.750

37: Alex Ribeiro (BRA) – 1.500

15 de abril 2016

TYLER VENCE EM MARGARET

Tyler Wright (Foto: WSL / Cestari)
Tyler Wright (Foto: WSL / Cestari)
 


Já foi decidido o título feminino do Drug Aware Margaret River Pro. E deu Austrália, com Tyler Wright sendo impecável na escolha das melhores ondas para ganhar outra final da norte-americana Courtney Conlogue no Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour 2016. Ela pegou tubo e fez grandes manobras desde a primeira onda que surfou na bateria, que valeu nota 8,93. A segunda foi melhor ainda e arrancou 9,60 dos juízes.

Courtney tentou entrar na briga pelo bicampeonato consecutivo no Drug Aware Margaret River Pro com uma boa onda nota 8,70, mas Tyler surfou outra direita de forma incrível para receber 9,07 e fechar o placar da segunda vitória no ano por 18,67 a 14,70 pontos. A californiana fez as três finais na perna australiana e permanece na frente do ranking, mas agora com uma pequena vantagem de 800 pontos sobre Tyler Wright.

A norte-americana vinha sendo o grande destaque nas ondas de Main Break na sexta-feira. Ela fez a maior somatória de pontos nas quartas de final e nas semifinais, batendo a australiana Laura Enever por 17,33 e a havaiana Tatiana Weston-Webb por 17,44, respectivamente. Já Tyler Wright começou o dia não dando qualquer chance para a hexacampeã mundial Stephanie Gilmore e depois derrotou a tricampeã Carissa Moore por uma pequena diferença de 15,07 a 14,77 pontos.
 

FINAL FEMININA DO DRUG AWARE MARGARET RIVER PRO:

Campeã: Tyler Wright (AUS) por 18,67 pontos (notas 9.60+9.07) – US$ 60.000 e 10.000 pontos

Vice-campeã: Courtney Conlogue (EUA) com 14,70 (8.70+6.00) – US$ 30.000 e 8.000 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 6.500 pontos e US$ 18.250 de prêmio:

1.a: Courtney Conlogue (EUA) 17.44 x 12.17 Tatiana Weston-Webb (HAV)

2.a: Tyler Wright (AUS) 15.07 x 14.77 Carissa Moore (HAV)
 

TOP-10 NO RANKING WORLD SURF LEAGUE 2016 – 3 etapas:

1.a: Courntey Conlogue (EUA) – 26.000 pontos

2.a: Tyler Wright (AUS) – 25.200

3.a: Carissa Moore (HAV) – 19.500

4.a: Tatiana Weston-Webb (HAV) – 18.200

5.a: Stephanie Gilmore (AUS) – 15.600

6.a: Sally Fitzgibbons (AUS) – 14.950

7.a: Johanne Defay (FRA) – 13.450

8.a: Bianca Buitendag (AFR) – 11.800

8.a: Malia Manuel (HAV) – 11.800

10: Sage Erickson (EUA) – 10.250

14 de abril 2016

ÍTALO FERREIRA PASSA A SEMI FINAL E

SE TORNA O MELHOR BRASILEIRO NA 

WSL


O potiguar Italo Ferreira chega as semifinais pela segunda vez consecutiva na perna australiana do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour. Ele ganhou uma disputa direta pela vice-liderança no ranking do norte-americano Kolohe Andino e vai enfrentar Sebastian Zietz na briga pela segunda vaga na grande final do Drug Aware Margaret River Pro. O havaiano impediu que a semifinal fosse brasileira, ao barrar o paulista Caio Ibelli no último confronto da longa sexta-feira de boas ondas de 6-8 pés em Main Break. A outra será australiana, entre Joel Parkinson e Julian Wilson, que venceram as primeiras baterias das quartas de final, logo após a australiana Tyler Wright ganhar a decisão feminina da norte-americana Courtney Conlogue.

Italo Ferreira (Foto: WSL / Cestari)
Italo Ferreira (Foto: WSL / Cestari)

Depois de três dias parado à espera de boas ondas, o Drug Aware Pro retornou com uma verdadeira maratona de dezenove baterias realizadas na sexta-feira em Margaret River, desde as 7h00 até as 17h00, com os homens e as meninas competindo intercaladamente. Os três brasileiros perderam na primeira rodada classificatória para as quartas de final que abriram o dia. O campeão mundial Gabriel Medina e Italo Ferreira acabaram formando uma bateria brasileira na repescagem e o potiguar achou duas boas ondas para mostrar a força do seu backside nas direitas de Main Break. Ele somou notas 8,33 e 7,60 contra duas na casa dos 6 pontos na vitória por 15,93 a 13,17 pontos sobre Medina.


10 de abril 2016

ÍTALO, MEDINA E CAIO SÃO O BRASIL

NO ROUND 04 DA AUSTRÁLIA


O campeão mundial Gabriel Medina, o potiguar Italo Ferreira e o estreante na elite da World Surf League, Caio Ibelli, são os brasileiros que vão disputar classificação para as quartas de final do Drug Aware Margaret River Pro na Austrália. Medina despachou o australiano Adam Melling e Caio Ibelli ganhou a batalha de aéreos com John John Florence, derrotando o havaiano como em Bells Beach. E Italo venceu o duelo brasileiro com Alejo Muniz que fechou a terceira fase no domingo de boas ondas de 4-6 pés em Main Break, para definir os doze concorrentes ao título da última etapa da perna australiana do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour 2016 em Margaret River.

Gabriel Medina ( Foto: WSL / Sloane)
Gabriel Medina ( Foto: WSL / Sloane)

A primeira vitória foi conquistada por Gabriel Medina depois de duas derrotas brasileiras. O atual campeão mundial e defensor do título do Drug Aware Pro, Adriano de Souza, tinha acabado de ser eliminado e Miguel Pupo perdido no início do dia. Mineirinho ainda tirou a maior nota da sua bateria, 8,67, mas o italiano Leonardo Fioravanti, de apenas 18 anos de idade, que já havia barrado Kelly Slater, pegou uma boa onda no final para buscar os 7,74 pontos que precisava e conseguiu 7,83 para vencer por um décimo de diferença, 15,60 a 15,50 pontos.

Foi a segunda vez que Adriano perdeu para um convidado na terceira fase neste início de temporada. Em Bells Beach, onde também fez final no ano passado, foi para o havaiano Mason Ho e agora para o italiano que esse ano lidera o ranking do WSL Qualifying Series que classifica dez surfistas para a elite dos top-34 e foi um dos convidados para participar do Drug Aware Pro. Já Miguel Pupo não achou boas ondas contra o australiano Julian Wilson e também ficou em 13.o lugar na despedida da Austrália.

VITÓRIAS BRASILEIRAS – Mas, Gabriel Medina acabou com a série de derrotas, manobrando forte de backside com batidas verticais e rasgadas abrindo grandes leques de água para tirar duas notas na casa dos 7 pontos. O campeão mundial despachou o australiano Adam Melling por 14,67 a 13,10 pontos na primeira vez que passou da terceira fase esse ano. Dois surfistas que dividem a terceira posição no ranking serão seus adversários na disputa pela terceira vaga para as quartas de final, o norte-americano Kolohe Andino e o sul-africano Jordy Smith.

Os dois fizeram as finais das duas primeiras etapas vencidas pelo australiano Matt Wilkinson, com Kolohe sendo vice-campeão na Gold Coast e Jordy em Bells Beach. O californiano completou um aéreo muito alto com grande amplitude no domingo para arrancar nota 10 de três dos cinco juízes, com a média 9,83 sendo a maior do dia em Main Break. Com ela, Kolohe liquidou o brasileiro Wiggolly Dantas, que não conseguiu achar boas ondas para repetir as atuações do sábado em Margaret River e foi eliminado por 16,10 a 11,20 pontos.

Caio Ibelli voando para a vitória ( Foto: WSL / Sloane)
Caio Ibelli voando para a vitória ( Foto: WSL / Sloane)

VIRADA NA PRIORIDADE – Depois, o Brasil só voltou ao mar nas últimas baterias da terceira fase. O estreante Caio Ibelli repetiu no domingo a vitória emocionante decidida nos últimos minutos sobre a fera John John Florence em Bells Beach. O havaiano liderou toda a bateria de novo com seu arsenal de manobras modernas, incluindo as aéreas que usou nas direitas de Main Break. Caio entrou na briga quando achou uma onda abrindo mais parede para fazer uma série de três manobras potentes que valeram nota 7,77, mas ainda precisava de 7,78 para vencer.

Além da boa vantagem, John John ainda tinha a prioridade de escolha da próxima onda nos minutos finais, para poder confirmar a vitória com seus 15,54 pontos. No entanto, o havaiano comete um erro ao deixar passar uma onda para o brasileiro no último minuto. Caio entra nela e arrisca tudo num aéreo rodando muito alto, aterrissa e ainda faz mais duas manobras fortes para arrancar nota 8,5 dos juízes e totalizar 16,27 pontos. A vitória confirmou Caio Ibelli como o melhor estreante na perna australiana da World Surf League, ultrapassando o norte-americano Conner Coffin que estava na vice-liderança do ranking e não venceu nenhuma bateria em Margaret River.

Somente Caio Ibelli e o dono da lycra amarela do Jeep WSL Leader, Matt Wilkinson, passaram da terceira fase nas três etapas da Austrália. Mas Caio ainda não conseguiu chegar nas quartas de final como o australiano. Perdeu as duas chances que teve na Gold Coast, as duas de Bells Beach e a primeira em Margaret River será contra o também brasileiro Italo Ferreira e o havaiano Sebastian Zietz. Com os resultados do domingo atualizados no ranking, Italo já defende a quarta posição, Caio subiu para a quinta e o havaiano aparece em nono lugar.

Italo Ferreira ( Foto: WSL / Cestari)
Italo Ferreira ( Foto: WSL / Cestari)

DUELO BRASILEIRO – O potiguar Italo Ferreira foi criado nas direitas do Pontal de Baía Formosa, mesma direção das ondas na perna australiana. Ele só parou nas semifinais em Bells Beach e no domingo em Margaret River também mostrou a força do seu backside para ganhar 7,33 dos juízes. Essa nota decidiu a vitória por 12,43 a 8,23 pontos sobre Alejo Muniz no duelo brasileiro que fechou a terceira fase do Drug Aware Pro. O catarinense ficou em 13.o lugar, mas surfou bem no seu retorno a elite dos top-34 e também às competições, pois essa foi a primeira etapa que participou depois da cirurgia no joelho contundido em outubro na França.

A repescagem feminina fechou o domingo em Margaret River e a primeira chamada para a batalha pelas vagas nas quartas de final masculinas do Drug Aware Pro foi marcada para as 7h00 da segunda-feira na Austrália, 20h00 do domingo pelo fuso horário de Brasília. A terceira etapa do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour 2016 está sendo transmitida ao vivo pelo www.worldsurfleague.com


09 de abril 2016

EQUIPE BRASILEIRA AVANÇA

AO ROUND 03 NA AUSTRÁLIA.

Mais quatro brasileiros venceram suas primeiras baterias em Margaret River e sete vão disputar a terceira fase do Drug Aware Pro na Austrália. O único que está fora da briga do título na etapa que fecha a perna australiana do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour é Alex Ribeiro, que perdeu um duelo verde-amarelo na repescagem para Caio Ibelli. Já Wiggolly Dantas surfou um dos melhores tubos do sábado nas boas ondas de 4-6 pés em Main Break, Alejo Muniz ganhou sua primeira bateria depois da cirurgia no joelho e Miguel Pupo confirmou a ótima participação do Brasil em Margaret River. Os quatro se juntam aos campeões mundiais Adriano de Souza e Gabriel Medina e a Italo Ferreira, que estrearam com vitórias no primeiro dia e não competiram no sábado na Austrália.

Wiggolly Dantas (Foto: WSL / Cestari)
Wiggolly Dantas (Foto: WSL / Cestari)

O paulista Wiggolly Dantas, de Ubatuba, foi um dos destaques do dia. Ele já havia surfado bem nos primeiros confrontos da manhã, que faltavam para fechar a primeira fase, mas perdeu por pouco – 14,90 a 14,50 – para o australiano Josh Kerr. Teve que voltar ao mar e aproveitou muito bem a segunda chance de classificação para a terceira fase contra o local de M-River, Jack Robinson. Wiggolly ganhou 9,63 dos juízes atacando uma onda com três manobras explosivas de backside e ainda tirou mais duas notas excelentes, acima de 8, pegando um dos melhores tubos do dia nas direitas de Main Break. Ele foi o segundo e último surfista a ultrapassar a barreira dos 18 pontos em Margaret River, com seus 18,06 só ficando abaixo dos 18,87 das notas 9,87 e 9,00 do havaiano John John Florence no confronto que fechou a primeira fase.

Três baterias após a vitória de Wiggolly Dantas, aconteceu o duelo dos estreantes do Brasil na elite dos top-34 da World Surf League esse ano. Caio Ibelli foi um dos três únicos surfistas a passar da terceira fase nas duas primeiras etapas da temporada. Os outros foram o líder do ranking, Matt Wilkinson, e o vice-líder, Conner Coffin, dos Estados Unidos. Caio surfou bem de novo, mostrando muita segurança nas manobras e pegou as melhores ondas que entraram para tirar duas notas na casa dos 7 pontos. Ele totalizou 14,74 pontos, contra 12,83 pontos do também paulista Alex Ribeiro, que não conseguiu passar nenhuma bateria na Austrália.

Na disputa seguinte, o outro reforço na seleção brasileira deste ano, Alejo Muniz, ganhou a primeira dele depois da cirurgia no joelho contundido em outubro na França. O catarinense não competiu nas duas primeiras etapas e só está retornando agora em Margaret River. Mostrou estar bem preparado e já havia surfado bem na sexta-feira, perdendo por pouco para o taitiano Michel Bourez. No sábado, pegou a melhor onda da bateria e a nota 7,33 recebida foi decisiva para derrotar o experiente australiano Kai Otton por 12,23 a 10,57 pontos.

Caio Ibelli (Foto: WSL / Cestari)
Caio Ibelli (Foto: WSL / Cestari)

E o paulista Miguel Pupo despachou outro australiano na disputa pela penúltima vaga para a terceira fase, Davey Cathels. Pupo achou uma onda muito boa e foi abrindo grandes leques de água com a potência das suas rasgadas e batidas de backside, lincando as manobras com velocidade para receber 8,17 dos juízes. Essa nota liquidou uma das novidades da Austrália na elite deste ano, que tinha barrado o campeão mundial Gabriel Medina na terceira fase da etapa passada, em Bells Beach.

BRASIL NA TERCEIRA FASE – E o último brasileiro a se classificar, será o primeiro a competir na segunda rodada eliminatória do Drug Aware Margaret River Pro. Miguel Pupo vai enfrentar na terceira bateria, o mesmo australiano Julian Wilson que o eliminou no Rip Curl Pro Bells Beach. A terceira fase já vai começar quente, com Matt Wilkinson com a lycra amarela do Jeep WSL Leader, disputando um duelo australiano com o jovem Matt Banting.

Depois terão três baterias seguidas com brasileiros disputando vagas para as duas rodadas classificatórias para as quartas de final em Margaret River. Na sexta, o defensor do título do Drug Aware Pro, Adriano de Souza, terá pela frente o jovem italiano Leonardo Fioravanti de apenas 18 anos de idade, que derrotou Kelly Slater no sábado. Na sétima, entra o também campeão mundial Gabriel Medina contra o australiano Adam Melling. E na oitava, Wiggolly Dantas encara o americano Kolohe Andino, vice-campeão da primeira etapa na Gold Coast.

Alejo Munizi (Foto: WSL / Cestari)
Alejo Munizi (Foto: WSL / Cestari)

A terceira fase vai começar com um duelo australiano e será encerrada com outra bateria brasileira em Margaret River, entre o potiguar Italo Ferreira já defendendo a quarta posição no ranking e o catarinense Alejo Muniz, que está participando da sua primeira etapa no Samsung Galaxy WSL Championship Tour este ano. Já a penúltima bateria vai reeditar outro confronto da terceira fase em Bells Beach, entre Caio Ibelli e o havaiano John John Florence, que foi vencido pelo brasileiro.

SURPRESAS DO SÁBADO – A grande zebra do sábado foi o jovem Leonardo Fioravanti, que eliminou o onze vezes campeão mundial Kelly Slater. Quando o italiano nasceu em Roma, Slater, com seus 44 anos de idade, já tinha dois títulos no currículo. Fioravanti lidera o ranking do WSL Qualifying Series esse ano e está participando do Drug Aware Pro como convidado. A outra surpresa do dia foi o australiano Taj Burrow, que anunciou sua aposentadoria do Circuito Mundial aos 37 anos de idade. Ele vai encerrar a carreira na etapa de Fiji, nos dias 5 a 17 de junho, depois de dezenove temporadas e dois vice-campeonatos mundiais, em 1999 e 2007.

Taj Burrow é da região de Margaret River e venceu a bateria que abriu o Drug Aware Pro na sexta-feira. Seu próximo desafio é contra o norte-americano Nat Young no quarto duelo da terceira fase. A primeira chamada do domingo foi marcada para as 7h00 na costa ocidental da Austrália, 20h00 do sábado pelo fuso horário de Brasília, com transmissão ao vivo pelowww.worldsurfleague.com 

08 de abril 2016

COMEÇA A ETAPA 03 DA WSL,

É HORA DO BRASIL REAGIR.


A etapa que fecha a perna australiana do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour começou na sexta-feira com três brasileiros estreando com vitórias no Drug Aware Margaret River Pro. A primeira foi conquistada pelo potiguar Italo Ferreira, que no momento é o mais bem colocado no ranking, em quinto lugar. E nas baterias seguintes, os campeões mundiais Gabriel Medina e Adriano de Souza, que defende o título desta etapa, também passaram direto para a terceira fase derrotando seus adversários nas ondas de 4-6 pés da sexta-feira na perigosa bancada de pedras de Main Break, em Margaret River.

Outros três brasileiros perderam no primeiro dia, mas os paulistas Caio Ibelli e Alex Ribeiro e o catarinense Alejo Muniz, que retorna de uma cirurgia no joelho contundido em outubro na etapa da World Surf League na França, têm uma outra chance de classificação na segunda fase. Já os paulistas Miguel Pupo e Wiggolly Dantas não competiram, porque as três últimas baterias da rodada inicial foram adiadas por causa do forte vento terral que deixou o mar muito balançado, afetando a qualidade das ondas durante a tarde.

Aereo full rotation de Italo Ferreira na primeira vitória brasileira (Foto: WSL / Sloane)
Aereo full rotation de Italo Ferreira na primeira vitória brasileira (Foto: WSL / Sloane)

Pupo então vai estrear na primeira do próximo dia, junto com o onze vezes campeão mundial Kelly Slater e o também norte-americano Kolohe Andino. Dantas está na última com os australianos Josh Kerr e Jay Davies, que entrou na vaga do brasileiro Jadson André. O potiguar se contundiu em Bells Beach e foi até Margaret River, mas viu que não teria condições de competir e teve que cancelar sua participação no Drug Aware Pro. Ele foi o segundo brasileiro a sair machucado do mar neste início de temporada na Austrália.

O paulista Filipe Toledo foi a primeira vítima, com uma lesão muscular na perna durante a semifinal da primeira etapa na Gold Coast. Filipe ficou de fora de Bells Beach e Margaret River e só retorna para defender o título de campeão do Oi Rio Pro, a etapa brasileira da World Surf League que será disputada nos dias 10 a 21 de maio no Rio de Janeiro. O palco principal continua no Postinho da Barra da Tijuca e a novidade para este ano é a sede alternativa, que será instalada na preservada praia de Grumari para receber a competição nos dias que as ondas estiverem melhores.

Com as vitórias nos dois primeiros desafios do ano, o australiano Matt Wilkinson já garantiu a lycra amarela do Jeep WSL Leader para competir no Oi Rio Pro, pois não perde a liderança do ranking em Margaret River. Ele já passou para a terceira fase do Drug Aware Pro na sexta-feira, antes do potiguar Italo Ferreira conquistar a primeira vitória brasileira com uma virada espetacular nas duas ondas que surfou no último minuto da bateria toda liderada pelo norte-americano Kanoa Igarashi.

Gabriel Medina (Foto: WSL / Sloane)
Gabriel Medina (Foto: WSL / Sloane)

VITÓRIAS BRASILEIRAS – O potiguar foi muito guerreiro e garantiu a vitória na penúltima, com as duas manobras explosivas de backside arrancando nota 8,03 dos juízes. Enquanto os três remavam para buscar a prioridade no outside, Italo era o último da fila e entrou numa onda intermediária para acertar o aéreo full rotation que vinha tentando. Ele recebeu nota 7,73 para selar a vitória por 15,76 pontos, contra 14,54 de Kanoa Igarashi e 9,70 do australiano Jack Robinson.

“Estou muito feliz por ter vindo essas últimas ondas para mim no final, porque eu estava atrás delas desde o início”, disse Italo Ferreira. “Nos primeiros dez minutos, eu não consegui pegar nenhuma onda e o Kanoa (Igarashi) já tinha surfado duas boas. Mas, nos últimos minutos elas vieram para mim e eu consegui fazer algumas manobras bem fortes, uns aéreos também, então estou feliz pela vitória, mas foi muito difícil. Foi ninja também, porque ficava com medo de cair quando via as pedras, mas deu tudo certo”.

Italo estava saindo do mar, quando Gabriel Medina começou forte na bateria seguinte, botando pressão nos adversários logo na sua primeira onda, destruída por uma série de manobras potentes para largar na frente com nota 8,60. Ele chegou a quebrar uma das quilhas da prancha na manobra fortíssima que tentou em sua segunda onda e teve que trocar o equipamento. A prancha nova também era muito boa e o campeão mundial confirmou a vitória com nota 8,10 na última onda. Medina vingou a derrota para o novato australiano Davey Cathels na terceira fase em Bells Beach e também superou o italiano Leonardo Fioravanti, que lidera o ranking do WSL Qualifying Series esse ano e foi um dos convidados para competir no Drug Aware Margaret River Pro.

Outro campeão mundial do Brasil entrou na bateria seguinte para defender o título da etapa que fecha a perna australiana da World Surf League, Adriano de Souza. Nessa hora, o vento terral já estava agindo negativamente na boa formação das ondas e o começo foi fraco para todos. Mas, logo Mineirinho conseguiu achar duas ondas seguidas abrindo a parede para ele mandar uma série de três manobras com pressão e velocidade e tirar notas 6,67 e 6,43. O jovem local de M-River, Jacob Willcox, foi quem mais ameaçou os 13,10 pontos do brasileiro. Ele chegou a tirar a maior nota da bateria – 6,73 – e ficou arriscando os aéreos, terminando em segundo com 12,40 pontos, com o havaiano Keanu Asing em último com 10,64.

Adriano de Souza (Foto: WSL / Sloane)
Adriano de Souza (Foto: WSL / Sloane)

“Estou contente por conseguir vencer essa bateria, pois o (Jacob) Willcox surfou muito bem e o Keanu (Asing) é uma ameaça perigosa em qualquer tipo de condição de mar”, disse Adriano de Souza. “Estou feliz por estar de volta a um lugar que me deu muita alegria no ano passado e estou tentando encontrar o meu ritmo. Quero ver se posso ir longe nesse campeonato mais uma vez, porque já sabemos que vai dar altas ondas nos próximos dias”.

O RETORNO DE ALEJO – Mais dois brasileiros competiram na sexta-feira e surfaram bem nas direitas de Main Break, chegaram a liderar suas baterias, mas foram ultrapassados pelos seus adversários e ficaram em último. O catarinense Alejo Muniz retornou bem depois da cirurgia no joelho contundido em outubro do ano passado na etapa da França.  Ele surfou com bastante força nas manobras para ficar na frente com 13,13 pontos. Mas, as ondas que entraram no final mudaram tudo. O taitiano Michel Bourez atingiu 14,17 pontos com a nota 7,5 da sua última onda e superou os 14,04 do sul-africano Jordy Smith.

Em outra bateria eletrizante definida por uma pequena diferença, com os três competidores tirando notas no critério excelente dos juízes, o paulista Caio Ibelli também terminou na última colocação somando uma nota 8,10 no seu placar de 14,60 pontos. O norte-americano Nat Young ficou em primeiro com 15,93 das notas 8,60 e 7,33 das suas melhores ondas e o australiano Matt Banting em segundo com 15,53, computando a maior nota da bateria, 8,93, na onda finalizada com um aéreo full rotation de frontside.

ÚLTIMA DO DIA – A última bateria do dia foi vencida pelo experiente Joel Parkinson e a próxima a entrar no mar seria a do maior ídolo do esporte, Kelly Slater. Mas, as condições do mar já estavam bastante deterioradas pela força do vento e a comissão técnica do Drug Aware Pro decidiu adiar a bateria do onze vezes campeão mundial para abrir o próximo dia. Slater vai estrear contra o também norte-americano Kolohe Andino e o brasileiro Miguel Pupo.

A primeira chamada do sábado foi marcada para as 7h00 na costa ocidental da Austrália, 20h00 da sexta-feira pelo fuso horário de Brasília. O Drug Aware Margaret River Pro está sendo transmitido ao vivo pelo www.worldsurfleague.com e também pelo canal +HD da ESPN Brasil.

SURPRESAS NO FEMININO – Antes dos homens competirem, as meninas abriram o Drug Aware Margaret River Pro com grandes apresentações nas boas ondas da manhã da sexta-feira em Main Break. As cabeças de chave confirmaram o favoritismo nas primeiras baterias, com Tatiana Weston-Webb, Sally Fitzgibbons, Courtney Conlogue estreando com a lycra amarela do Jeep WSL Leader e a atual campeã mundial, Carissa Moore, passando direto para a terceira fase. Já as outras duas cometeram interferência em suas baterias e ficaram em último lugar.

Tyler Wright, que venceu a primeira etapa da temporada na Gold Coast, ainda surfou a melhor onda – nota 8,77 – contra a havaiana Coco Ho e a também australiana Nikki Van Dijk, que ficou em primeiro com 14,80 pontos. Depois, foi a vez da francesa Johanne Defay cometer o erro fatal na bateria vencida por Bronte Macaulay, que está substituindo a contundida Lakey Peterson (EUA) nestas primeiras etapas. A australiana bateu até a hexacampeã mundial Stephanie Gilmore, que vai ter que disputar a repescagem em Margaret River.

 

PRIMEIRA FASE DO DRUG AWARE MARGARET RIVER PRO:

1.a: 1-Taj Burrow (AUS)=16.34, 2-Jeremy Flores (FRA)=16.10, 3-Alex Ribeiro (BRA)=5.43

2.a: 1-Julian Wilson (AUS)=17.10, 2-Adam Melling (AUS)=15.47, 3-Kai Otton (AUS)=12.06

3.a: 1-Matt Wilkinson (AUS)=12.67, 2-Stuart Kennedy (AUS)=9.17, 3-Dusty Payne (HAV)=7.60

4.a: 1-Italo Ferreira (BRA)=15.76, 2-Kanoa Igarashi (EUA)=14.54, 3-Jack Robinson (AUS)=9.70

5.a: 1-Gabriel Medina (BRA)=16.70, 2-Leonardo Fioravanti (ITA)=12.27, 3-Davey Cathels (AUS)=10.16

6.a: 1-Adriano de Souza (BRA)=13.10, 2-Jacob Willcox (AUS)=12.40, 3-Keanu Asing (HAV)=10.64

7.a: 1-Michel Bourez (TAH)=14.17, 2-Jordy Smith (AFR)=14.04, 3-Alejo Muniz (BRA)=13.13

8.a: 1-Nat Young (EUA)=15.93, 2-Matt Banting (AUS)=15.53, 3-Caio Ibelli (BRA)=14.60

9.a: 1-Joel Parkinson (AUS)=12.84, 2-Conner Coffin (EUA)=11.26, 3-Ryan Callinan (AUS)=10.50

———-adiadas para abrir o sábado:

10: Kelly Slater (EUA), Kolohe Andino (EUA), Miguel Pupo (BRA)

11: John John Florence (HAV), Adrian Buchan (AUS), Sebastian Zietz (HAV)

12: Wiggolly Dantas (BRA), Josh Kerr (AUS), Jay Davies (AUS)

PRIMEIRA FASE DO DRUG AWARE MARGARET RIVER PRO WOMEN´S:

1.a: 1-Tatiana Weston-Webb (HAV)=13.60, 2-Keely Andrew (AUS)=13.43, 3-Bianca Buitendag (AFR)=8.63

2.a: 1-Sally Fitzgibbons (AUS)=15.57, 2-Malia Manuel (HAV)=13.67, 3-Chelsea Tuach (BRB)=10.60

3.a: 1-Courtney Conlogue (EUA)=13.40, 2-Alessa Quizon (HAV)=10.37, 3-Felicity Palmateer (AUS)=9.43

4.a: 1-Carissa Moore (HAV)=15.77, 2-Laura Enever (AUS)=12.83, 3-Sage Erickson (EUA)=10.57

5.a: 1-Nikki Van Dijk (AUS)=14.80, 2-Coco Ho (HAV)=12.16, 3-Tyler Wright (AUS)=8.77

6.a: 1-Bronte Macaulay (AUS)=14.60, 2-Stephanie Gilmore (AUS)=7.77, 3-Johanne Defay (FRA)=7.00

03 de abril 2016

AUSTRALIANO FAZ A FESTA EM CASA, DE NOVO.

O australiano Matt Wilkinson, 27 anos, disparou na frente do ranking vencendo as duas primeiras etapas do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour 2016 na Austrália. Ele surfou as melhores ondas que entraram na final contra o sul-africano Jordy Smith, 28, para badalar o sino do troféu de campeão do Rip Curl Pro, depois de barrar os brasileiros Italo Ferreira, 21, e Wiggolly Dantas, 26, no domingo de ondas difíceis de 6-10 pés em Bells Beach. Com as duas vitórias, o australiano já garantiu que vai competir no Brasil com a lycra amarela do Jeep WSL Leader no Oi Rio Pro, com todas as estrelas do surfe mundial se apresentando nas ondas do Postinho da Barra da Tijuca, do dia 10 a 21 de maio no Rio de Janeiro. Ele não perde a ponta do ranking na etapa que fecha a perna australiana nos dias 8 a 19 de abril em Margaret River.

Matt Wilkinson (Foto: WSL / Cestari)
Matt Wilkinson (Foto: WSL / Cestari)

“Eu sempre tentei ganhar em todos os lugares, mas nunca aconteceu”, disse Matt Wilkinson, que é um dos atletas patrocinados pela Rip Curl, como os campeões mundiais Mick Fanning e Gabriel Medina, entre outros. “Este ano parece que estou conseguindo pegar os troféus que sempre quis, então estou muito feliz por ter vencido aqui em Bells. Eu venho para esse evento há tanto tempo, sempre quis ganhar e finalmente tive a minha chance”.

A competitividade do australiano neste início de ano impressiona, para quem vinha sempre brigando na parte de baixo da tabela para permanecer na elite dos top-34 nos últimos anos. O seu backside funcionou bem com batidas verticais, grandes arcos, manobras de borda executadas com pressão, nas diferentes condições de mar nas direitas de Snapper Rocks e de Bells Beach. Além de escrever seu nome no cobiçado troféu do Rip Curl Pro, como campeão da 56.a edição do campeonato mais antigo do esporte, Wilkinson igualou um feito que não acontecia há 17 anos, ser o primeiro goofy-footer a vencer depois de Mark Occhilupo em 1998. E a última vez que um alguém começou ganhando as duas primeiras etapas tinha sido sete anos atrás, o também australiano Joel Parkinson em 2009.

“Eu tenho trabalhado bastante e se você melhorar 10% em dez áreas diferentes do seu surfe, você vai ser 100% melhor”, disse Matt Wilkinson, sobre o seu início de ano fulminante, pois também venceu a única etapa do QS que disputou esse ano em Newcastle. “Estou com boas pranchas, me sinto em forma, meu surfe está muito bom e estou competindo melhor, tomando decisões mais inteligentes, como manter a calma em momentos complicados. Eu só quero continuar fazendo o que estou fazendo, tentar não cometer erros e jogar tudo em cada onda que eu pegar”.

Wiggolly Dantas (Foto: WSL / Sloane)
Wiggolly Dantas (Foto: WSL / Sloane)

No domingo de muito frio e mar difícil com séries desafiadoras de 6-10 pés, correnteza e água gelada, Wilko conseguiu pegar as melhores ondas que entraram nas três baterias que disputou no último dia. As duas primeiras foram contra os brasileiros. O australiano só perdeu uma bateria esse ano, para Wiggolly Dantas, na quarta fase em Bells. E quase perde de novo, mas achou uma onda no último minuto para tirar nota 7,43 e virar o placar para 13,26 a 12,00 pontos. Já a semifinal contra o potiguar Italo Ferreira foi dominada pelo australiano, que pegou duas ondas muito boas logo no início para ganhar notas 8,00 e 9,27 e garantir passagem para a sua segunda final consecutiva por uma larga vantagem de 17,27 a 12,40 pontos.

Na decisão do título, Matt Wilkinson foi preciso mais uma vez na escolha das melhores ondas e aproveitou muito bem as chances que teve, manobrando forte de backside para atingir imbatíveis 17,37 pontos com notas 9,20 e 8,17. O sul-africano Jordy Smith não conseguiu repetir as ótimas atuações e estava mais desgastado, passando por três duelos muito difíceis desde o início do dia. Ele só voltou a competir esse ano e ainda disputou a segunda semifinal, contra o bicampeão consecutivo do Rip Curl Pro, Mick Fanning, ficando com menos tempo de se preparar para a bateria final.

“Eu tive uma lesão nas costas que me tirou do circuito no ano passado, mas estou contente em fazer a final aqui hoje”, disse Jordy Smith. “Este ano foi um pouco diferente para mim aqui em Bells. Eu não tinha uma boa expectativa para competir aqui, é uma onda difícil, mas queria surfar o meu melhor. Eu estou apenas tentando colocar na minha cabeça para fazer o meu melhor surfe possível e trabalhar o mais forte e duro que puder”.

Jordy Smith (Foto: WSL / Sloane)
Jordy Smith (Foto: WSL / Sloane)

O primeiro desafio do sul-africano no domingo foi na segunda bateria do dia, contra o brasileiro Caio Ibelli, valendo a última vaga para as quartas de final. Ambos surfaram ondas no critério excelente dos juízes e a última série que entrou na bateria decidiu tudo. O estreante na elite deste ano vencia com notas 8,50 e 7,43 e trocou essa menor por 7,83, totalizando 16,33 pontos. Mas, a do Jordy Smith foi melhor e valeu 8,37, que somou com o 8,43 da sua segunda onda para vencer por 16,80 pontos.

Depois ganhou outra bateria com menos de um ponto de diferença contra Michel Bourez nas quartas de final. O sul-africano começou forte com notas 9,27 e 8,50 e o taitiano chegou perto dos seus 17,77 pontos, atingindo 17,26 com o 9,03 da sua última onda. Aí veio outra batalha contra o defensor do título, Mick Fanning, mas essa acabou sendo mais tranquila porque ele pegou as melhores ondas e tirou duas notas 8,17 e um 9,00 para vencer por 17,17 a 13,90 pontos. Com o vice-campeonato, Jordy Smith passou a dividir a terceira posição no ranking com o norte-americano Kolohe Andino, abaixo apenas do californiano Conner Coffin e do líder disparado com 20.000 pontos, Matt Wilkinson.

Ninguém vai poder tirar a lycra amarela do Jeep WSL Leader no Drug Aware Pro Margaret River, que começa no dia 8 e vai até 19 de abril em West Australia. Foi com a vitória nesta etapa que Adriano de Souza assumiu a ponta do ranking pela primeira vez no ano passado, surfando ondas incríveis, enormes, que rolaram em Margaret River. Mineirinho não foi bem em Bells Beach e está em décimo lugar depois das duas primeiras etapas na Austrália, empatado com o também paulista Wiggolly Dantas e outros cinco surfistas.

Italo Ferreira (Foto: WSL / Cestari)
Italo Ferreira (Foto: WSL / Cestari)

BRASIL NO RANKING – Com o excelente terceiro lugar no Rip Curl Pro, em sua apenas segunda vez competindo nas ondas difíceis de Bells Beach, o estreante do ano em 2015, Italo Ferreira, agora encabeça a lista dos brasileiros no ranking da World Surf League. Ele divide a quinta posição com o australiano Mick Fanning, que já anunciou que não vai competir em Margaret River e nem no Oi Rio Pro do Brasil, retornando só para Fiji e África do Sul, para apagar o trauma do tubarão na final do ano passado em Jeffreys Bay.

“Foi uma grande bateria e um grande campeonato para mim”, disse Italo Ferreira. “Este é o meu melhor resultado aqui em Bells, consegui surfar bem nas baterias esse ano e o (Matt) Wilkinson está arrebentando, surfando muito forte, mereceu. Estou feliz pelo resultado, o ano é longo e vou continuar fazendo o meu melhor em cada onda que eu surfar”.

Depois de Italo, vem um dos reforços da “seleção brasileira” esse ano, Caio Ibelli, em oitavo lugar no ranking. O contundido Filipe Toledo, caiu de terceiro para nono. Adriano de Souza e Wiggolly Dantas estão em décimo e o campeão mundial Gabriel Medina na 22.a e última posição no grupo dos 22 que são mantidos na elite para o ano que vem. O potiguar Jadson André e o paulista Miguel Pupo, empatados em 23.o lugar, e as outras duas novidades do Brasil no CT deste ano, o catarinense Alejo Muniz e o paulista Alex Ribeiro, em 33.o, estão fora da zona de classificação neste início de ano.

Alejo Muniz só vai estrear na temporada agora em Margaret River, pois operou o joelho no ano passado e não competiu nas duas primeiras etapas. Mesmo sem participar, os contundidos recebem os mesmos 500 pontos dos últimos colocados nas competições. Já Filipe Toledo, que se machucou durante as semifinais na Gold Coast, só retorna no Oi Rio Pro, para defender o título de campeão da etapa brasileira da World Surf League nos dias 10 a 21 de maio no Postinho da Barra da Tijuca.

Matt Wilkinson (Foto: WSL / Sloane)
Matt Wilkinson (Foto: WSL / Sloane)

SOBRE A WORLD SURF LEAGUE – A missão da Liga Mundial de Surf é simples: inspirar uma mudança positiva para o surf, nossos fãs, e para o meio ambiente. Anteriormente denominada Association of Surfing Professionals, a WSL tem promovido os principais campeonatos de surf desde 1976, decidindo os campeões mundiais no Samsung Galaxy WSL Championship Tourmasculino e feminino, o Big Wave Tour, o Qualifying Series, o Junior, o Longboard e produzindo eventos como o WSL Big Wave Awards. A WSL possui um profundo apreço pelo passado do esporte, promovendo ao mesmo tempo o desenvolvimento, inovação e desempenho no mais alto nível. Nós colocamos os melhores surfistas do mundo nas melhores ondas do mundo.

Exibindo o melhor do surf em sua plataforma digital através da www.worldsurfleague.com, a WSL tem energizado sua legião de fãs apaixonados com milhões de novos fãs em todo o mundo, todos sintonizados para acompanhar as grandes estrelas do surf mundial, como Kelly Slater, Filipe Toledo, Gabriel Medina, Makua Rothman, Grant “Twiggy” Baker, Greg Long, Stephanie Gilmore, John John Florence, Carissa Moore, entre outros, competindo no ambiente mais dinâmico e imprevisível de todos os esportes.

 

RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO RIP CURL PRO BELLS BEACH:

Campeão: Matt Wilkinson (AUS) por 17,37 pontos (9,20+8,17) – US$ 100.000 e 10.000 pontos

Vice-campeão: Jordy Smith (AFR) com 14,16 pontos (7,33+6,83) – US$ 50.000 e 8.000 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 6.500 pontos e US$ 25.000 de prêmio:

1.a: Matt Wilkinson (AUS) 17.27 x 12.40 Italo Ferreira (BRA)

2.a: Jordy Smith (AFR) 17.17 x 13.90 Mick Fanning (AUS)

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com 5.200 pontos e US$ 16.500 de prêmio:

1.a: Italo Ferreira (BRA) 15.30 x 12.33 Nat Young (EUA)

2.a: Matt Wilkinson (AUS) 13.26 x 12.00 Wiggolly Dantas (BRA)

3.a: Mick Fanning (AUS) 16.90 x 16.17 Conner Coffin (EUA)

4.a: Jordy Smith (AFR) 17.77 x 17.26 Michel Bourez (TAH)

QUINTA FASE – Vitória=Quartas de Final e Derrota=9.o lugar com 4.000 pontos e US$ 12.750:

———-baterias que fecharam a sexta-feira:

1.a: Nat Young (EUA) 16.83 x 11.67 Mason Ho (HAV)

2.a: Matt Wilkinson (AUS) 16.57 x 16.57 Julian Wilson (AUS) =maior nota 9.57 x 8.90

———-baterias que abriram o domingo:

3.a: Mick Fanning (AUS) 14.50 x 6.33 Davey Cathels (AUS)

4.a: Jordy Smith (AFR) 16.80 x 16.33 Caio Ibelli (BRA)

TOP-22 DO JEEP LEADERBOARD DA WORLD SURF LEAGUE – 2 etapas:

1.o: Matt Wilkinson (AUS) – 20.000 pontos

2.o: Conner Coffin (EUA) – 9.200

3.o: Kolohe Andino (EUA) – 8.500

3.o: Jordy Smith (AFR) – 8.500

5.o: Mick Fanning (AUS) – 8.250

5.o: Italo Ferreira (BRA) – 8.250

5.o: Stu Kennedy (AUS) – 8.250

8.o: Caio Ibelli (BRA) – 8.000

9.o: Filipe Toledo (BRA) – 7.000

10: Adriano de Souza (BRA) – 6.950

10: Nat Young (EUA) – 6.950

10: Joel Parkinson (AUS) – 6.950

10: John John Florence (HAV) – 6.950

10: Wiggolly Dantas (BRA) – 6.950

10: Adrian Buchan (AUS) – 6.950

10: Michel Bourez (TAH) – 6.950

17: Sebastian Zietz (HAV) – 5.750

17: Kanoa Igarashi (EUA) – 5.750

19: Julian Wilson (AUS) – 4.500

19: Davey Cathels (AUS) – 4.500

21: Mason Ho (HAV) – 4.000

22: Gabriel Medina (BRA) – 3.500

01 de abril 2016

AMERICANA VENCE EM BELLS, E ASSUME O

TOPO DO RANKING WSL.

O potiguar Italo Ferreira e o paulista Wiggolly Dantas venceram as duas primeiras vagas para as quartas de final do Rip Curl Pro Bells Beach, que será encerrado neste sábado na Austrália, noite de sexta-feira no Brasil. Depois de três dias de espera, um novo swell chegou com ondas perfeitas de 4-6 pés no Bowl de Bells, para os brasileiros fazerem grandes manobras de backside nas baterias que abriram a sexta-feira. O paulista Caio Ibelli perdeu a dele, mas tem outra chance para disputar a última vaga com o sul-africano Jordy Smith, depois do bicampeão dessa etapa, Mick Fanning, enfrentar o novato Davey Cathels. A primeira chamada para este duelo australiano foi marcada para as 7h30 do sábado na Austrália, 17h30 da sexta-feira pelo fuso horário de Brasília, ao vivo pelo www.worldsurfleague.com

Courtney Conlogue festejando a primeira vitória no Rip Curl Pro Bells Beach (Foto: WSL / Cestari)
Courtney Conlogue festejando a primeira vitória no Rip Curl Pro Bells Beach (Foto: WSL / Cestari)

As duas primeiras baterias das quartas de final são as únicas que já estão formadas. Italo Ferreira enfrenta o norte-americano Nat Young na primeira e a segunda será entre Wiggolly Dantas e o australiano Matt Wilkinson. Wiggolly é o único surfista que não perdeu nenhuma bateria esse ano em Bells Beach e na sexta-feira acabou com a invencibilidade de Wilkinson competindo com a lycra amarela do Jeep WSL Leader, que não perde mais nessa etapa. Entre os dez surfistas que continuam na disputa do título da segunda etapa do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour 2016, apenas Mick Fanning já venceu o Rip Curl Pro Bells Beach, quatro vezes com o bicampeonato nos dois últimos anos.

São nove querendo badalar o sino do troféu pela primeira vez, feito que a norte-americana Courtney Conlogue já conseguiu na categoria feminina encerrada na sexta-feira. As meninas também tiveram a chance de competir em ótimas condições e a vitória no Rip Curl Women´s Pro Bells Beach foi conquistada numa onda incrível que valeu nota 9,03. Com ela, a californiana virou para 16,53 a 16,43 pontos o placar da final com a australiana Sally Fitzgibbons. Courtney já entrou na decisão do título com a lycra amarela do Jeep WSL Leader garantida quando passou pela havaiana Tatiana Weston-Webb nas semifinais.

“Eu fui muito confiante para obter a pontuação que eu precisava naquela última onda, tentando colocar um pouco mais de pressão de manobras. Eu sabia que precisava de uma nota oito e pouco, mas queria um nove. Eu vi que poderia muito bem perder o evento, então joguei tudo naquela onda e foi incrível”, contou Courtney Conlogue. “Estou muito feliz por estar começando bem o ano, com um primeiro lugar aqui e um segundo lá em Snapper (Gold Coast). Ainda tem uma longa temporada pela frente e obviamente que eu quero ganhar o título mundial, mas não vai ser uma tarefa fácil. Sei que tive um bom começo, mas ainda tem oito etapas pela frente e tudo pode acontecer”.

Courtney Conlogue (Foto: WSL / Sloane)
Courtney Conlogue (Foto: WSL / Sloane)

A nova campeã do Rip Curl Women´s Pro Bells Beach já começou bem o dia, vingando a derrota na final da primeira etapa na Gold Coast para Tyler Wright. Depois, ultrapassou a australiana no ranking quando venceu a havaiana Tatiana Weston-Webb nas semifinais. Foi mais uma bateria impecável da californiana nas direitas de Bells Beach, somando notas 8,50 e 8,33 contra 8,00 e 7,67 no resultado encerrado em 16,83 a 15,67 pontos. Courtney Conlogue agora vai defender a liderança no ranking da World Surf League na etapa de Margaret River que ela venceu no ano passado. A próxima é no Brasil, o Oi Rio Pro nas ondas do Postinho da Barra da Tijuca, de 10 a 21 de maio no Rio de Janeiro.

A australiana Sally Fitzgibbons também fez grandes apresentações em Bells, se recuperando do pior resultado da sua carreira, o último lugar na Gold Coast pela primeira vez em etapas do CT. No Rip Curl Pro ela já tem três vitórias e seu grande momento na sexta-feira foi na onda da semifinal contra a havaiana Carissa Moore, acertando uma série de manobras potentes para receber nota 9,33 dos juízes. Com ela, eliminou a tricampeã mundial e tricampeã consecutiva do Rip Curl Pro, por 16,16 a 15,37 pontos. Com o vice-campeonato, Sally subiu para a sétima posição no ranking agora liderado por Courtney Conlogue.

“Descer e subir essas escadas (de acesso à praia) por quatorze anos que venho aqui, você nunca fica velha”, brincou Sally Fitzgibbons. “Eu adoro quando minha adversária está no seu melhor momento. A Courtney (Conlogue) esteve em grande forma neste evento inteiro e quando vejo minha adversária indo lá fora tentando o seu melhor, é muito desafiador para mim. Eu mal posso esperar pelo próximo campeonato, para ir elevando o meu nível para ficar cada vez melhor e melhor para enfrentar minhas concorrentes”.

Italo Ferreira (Foto: WSL / Cestari)
Italo Ferreira (Foto: WSL / Cestari)

VITÓRIAS BRASILEIRAS – Depois da final feminina, a programação era rolar as duas últimas baterias da quinta fase masculina para fechar o dia. Mas, a maré enchendo já estava interferindo na boa condição do mar em Bells Beach e a comissão técnica decidiu adiar o duelo de Mick Fanning para o último dia do Rip Curl Pro, que pode acabar no sábado ou no domingo. O australiano foi mandado para a repescagem pela nova aposta do surfe americano, Conner Coffin, logo após as duas vitórias brasileiras que abriram a sexta-feira em Bells Beach.

O potiguar Italo Ferreira entrou na primeira do dia e começou bem com 6,5 para depois garantir a vitória com o 7,5 da sua terceira e última onda surfada na bateria. Seus adversários só tiveram duas oportunidades cada um, devido aos longos intervalos entre as séries do início da manhã. O australiano Julian Wilson ficou em último com 8,60 pontos e o norte-americano Nat Young em segundo com 10,93, contra 14,00 do brasileiro que conquistou a primeira vaga para as quartas de final do Rip Curl Pro 2016.

A segunda foi vencida por Wiggolly Dantas, também surfando de backside nas direitas de Bells Beach. O surfista de Ubatuba foi preciso na escolha das ondas e botou pressão nas manobras para arrancar notas 7,17 e 8,20 na última, que sacramentou a primeira derrota de Matt Wilkinson com a lycra amarela do Jeep WSL Leader. O australiano ficou em segundo com 12,20 pontos e o brasileiro totalizou 15,37. O havaiano Mason Ho, algoz do campeão mundial Adriano de Souza na terceira fase, ficou em último com 10,93, mesmo tendo a maior nota da bateria, 8,70.

Wiggolly Dantas (Foto: WSL / Sloane)
Wiggolly Dantas (Foto: WSL / Sloane)

VIRADA NA CONTA EXATA – Matt Wilkinson voltou ao mar depois das semifinais femininas e venceu um duelo emocionante contra o também australiano Julian Wilson. Ambos surfaram ótimas ondas e o confronto terminou empatado em 16,57 pontos. Isto porque o líder do ranking achou uma onda no final que abriu a parede para ele arriscar grandes manobras, pois tinha que tirar uma nota excelente para vencer. E Wilko conseguiu exatamente os 9,57 pontos que precisava para ganhar no desempate da maior nota computada, já que a do oponente era 8,90. Com a vitória, Wilkinson vai voltar a enfrentar Wiggolly Dantas nas quartas de final e o brasileiro é o único invicto em baterias em Bells Beach esse ano.

Além de Wiggolly e Italo Ferreira, o paulista Caio Ibelli também está vivo no Rip Curl Pro. Ele só conseguiu surfar uma onda que valeu nota 8,0 na bateria que fechou a primeira rodada classificatória para as quartas de final e a vaga ficou com o taitiano Michel Bourez por 13,36 pontos. O australiano Davey Cathels também só pegou uma onda e ficou em último com 6,43. Caio Ibelli agora pode aproveitar a segunda chance na disputa pela última vaga com o sul-africano Jordy Smith, derrotado junto com Mick Fanning pelo norte-americano Conner Coffin.

O Rip Curl Pro Bells Beach vai fechar a segunda etapa do Samsung Galaxy WSL Championship Tour 2016 neste fim de semana com transmissão ao vivo pelo www.worldsurfleague.com. A primeira chamada do sábado foi marcada para as 7h30 na Austrália, 17h30 da sexta-feira pelo fuso horário de Brasília.

SOBRE A WORLD SURF LEAGUE – A missão da Liga Mundial de Surf é simples: inspirar uma mudança positiva para o surf, nossos fãs, e para o meio ambiente. Anteriormente denominada Association of Surfing Professionals, a WSL tem promovido os principais campeonatos de surf desde 1976, decidindo os campeões mundiais no Samsung Galaxy WSL Championship Tourmasculino e feminino, o Big Wave Tour, o Qualifying Series, o Junior, o Longboard e produzindo eventos como o WSL Big Wave Awards. A WSL possui um profundo apreço pelo passado do esporte, promovendo ao mesmo tempo o desenvolvimento, inovação e desempenho no mais alto nível. Nós colocamos os melhores surfistas do mundo nas melhores ondas do mundo.

Exibindo o melhor do surf em sua plataforma digital através da www.worldsurfleague.com, a WSL tem energizado sua legião de fãs apaixonados com milhões de novos fãs em todo o mundo, todos sintonizados para acompanhar as grandes estrelas do surf mundial, como Kelly Slater, Filipe Toledo, Gabriel Medina, Makua Rothman, Grant “Twiggy” Baker, Greg Long, Stephanie Gilmore, John John Florence, Carissa Moore, entre outros, competindo no ambiente mais dinâmico e imprevisível de todos os esportes.

 

QUARTAS DE FINAL DO RIP CURL PRO BELLS BEACH:

1.a: Italo Ferreira (BRA) x Nat Young (EUA)

2.a: Matt Wilkinson (AUS) x Wiggolly Dantas (BRA)

3.a: Conner Coffin (EUA) x vencedor da 3.a bateria da Quinta Fase

4.a: Michel Bourez (TAH) x vencedor da 4.a bateria da Quinta Fase

QUINTA FASE – Vitória=Quartas de Final e Derrota=9.o lugar com 4.000 pontos e US$ 12.750:

1.a: Nat Young (EUA) 16.83 x 11.67 Mason Ho (HAV)

2.a: Matt Wilkinson (AUS) 16.57 x 16.57 Julian Wilson (AUS) =maior nota 9.57 x 8.90

———-ficaram para abrir o último dia:

3.a: Mick Fanning (AUS) x Davey Cathels (AUS)

4.a: Jordy Smith (AFR) x Caio Ibelli (BRA)

QUARTA FASE – Vitória=Quartas de Final e 2.o e 3.o=Quinta Fase:

1.a: 1-Italo Ferreira (BRA)=14.00, 2-Nat Young (EUA)=10.93, 3-Julian Wilson (AUS)=8.60

2.a: 1-Wiggolly Dantas (BRA)=15.37, 2-Matt Wilkinson (AUS)=12.20, 3-Mason Ho (HAV)=10.93

3.a: 1-Conner Coffin (EUA)=16.86, 2-Mick Fanning (AUS)=15.44, 3-Jordy Smith (AFR)=15.30

4.a: 1-Michel Bourez (TAH)=13.36, 2-Caio Ibelli (BRA)=8.00, 3-Davey Cathels (AUS)=6.43

RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO RIP CURL WOMEN´S PRO:

Campeã: Courtney Conlogue (EUA) por 16,53 pontos (9,03+7,50) – US$ 60.000 e 10.000 pontos

Vice-campeã: Sally Fitzgibbons (AUS) com 16.43 (notas 8.33+8.10) – US$ 30.000 e 8.000 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 6.500 pontos e US$ 18.250 de prêmio:

1.a: Sally Fitzgibbons (AUS) 16.16 x 15.37 Carissa Moore (HAV)

2.a: Courtney Conlogue (EUA) 16.83 x 15.67 Tatiana Weston-Webb (HAV)

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com 5.200 pontos e US$ 13.250 de prêmio:

1.a: Sally Fitzgibbons (AUS) 15.60 x 13.33 Alessa Quizon (HAV)

2.a: Carissa Moore (HAV) 19.23 x 13.26 Stephanie Gilmore (AUS)

3.a: Courtney Conlogue (EUA) 15.00 x 13.13 Tyler Wright (AUS)

4.a: Tatiana Weston-Webb (HAV) 12.67 x 11.67 Johanne Defay (FRA)

RANKING FEMININO DA WORLD SURF LEAGUE – 2 etapas:

1.a: Courtney Conlogue (EUA) – 18.000 pontos

2.a: Tyler Wright (AUS) – 15.200

3.a: Carissa Moore (HAV) – 13.000

4.a: Johanne Defay (FRA) – 11.700

4.a: Tatiana Weston-Webb (HAV) – 11.700

6.a: Stephanie Gilmore (AUS) – 10.400

7.a: Sally Fitzgibbons (AUS) – 9.750

8.a: Malia Manuel (HAV) – 8.500

9.a: Alessa Quizon (HAV) – 6.950

9.a: Sage Erickson (EUA) – 6.950

——as top-10 ficam na elite para 2017:

11: Bianca Buitendag (AFR) – 6.600 pontos

11: Nikki Van Dijk (AUS) – 6.600

11: Bronte Macaulay (AUS) – 6.600

14: Keely Andrew (AUS) – 5.050

15: Lakey Peterson (EUA) – 3.500

15: Coco Ho (HAV) – 3.500

15: Laura Enever (AUS) – 3.500

15: Chelsea Tuach (BRB) – 3.500

 



31 DE MARÇO 2016

CORRUPÇÃO AMEÇA O SURF BRASILEIRO.

CORRUPÇÃO ABALA O SURF COMPETIÇÃO NO BRASIL.No ano que comemoramos o bicampeonato mundial temos de conviver com essa...

Publicado por Surfe Nordeste em Quinta, 31 de março de 2016



23 de março 2016

GALERIA DO BRASILEIRO EM MARACAÍPE.

Última galeria de imagens da primeira etapa do Circuito CBS que aconteceu na Baía de Maracaípe nos dias 19 e 20 de março...

Publicado por Surfe Nordeste em Sábado, 26 de março de 2016


21 de março 2016

PERNAMBUCO MOSTRA SUA FORÇA E VENCE

BRASILEIRO EM MARACAÍPE.


PERNAMBUCO MOSTRA FORÇA E VENCE BRASILEIRO EM MARACAÍPE.Final de semana espetacular em Porto de Galinhas com a realiza...

Publicado por Surfe Nordeste em Segunda, 21 de março de 2016


16 / 03 / 16

AUSTRALIANOS VECEM EM CASA,BRASIL MORRE 

NA PRAIA 

Os australianos fizeram a festa em casa, com Matt Wilkinson e Tyler Wright vencendo a etapa de abertura do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour 2016 e largando na frente na corrida pelos títulos mundiais da temporada. Wilkinson parou os brasileiros na quarta-feira de muita chuva em Snapper Rocks, primeiro o campeão mundial Adriano de Souza e depois o defensor do título do Quiksilver Pro Gold Coast, Filipe Toledo, antes de derrotar o norte-americano Kolohe Andino na disputa pela lycra amarela de número 1 do Jeep Leaderboard. No Roxy Pro, Tyler Wright também barrou a campeã mundial Carissa Moore e depois conquistou o título na decisão contra a norte-americana Courtney Conlogue. Agora todos partem para o segundo desafio do ano, o Rip Curl Pro Bells Beach, que começa no dia 24 em Victoria, sul da Austrália.

Matt Wilkinson (Foto: Kelly Cestari - WSL)
Matt Wilkinson (Foto: Kelly Cestari – WSL)

O campeão Matt Wilkinson começou muito bem a bateria final com suas manobras explosivas de backside nas direitas de Snapper Rocks, botando pressão no americano com a nota 8,60 recebida dos juízes. Kolohe Andino também surfou bem e chegou a liderar a bateria com notas 6,83 e 5,83. Só que o australiano parecia abençoado na quarta-feira e com paciência aguardava para liquidar a fatura no final da bateria, como já havia feito contra Filipe Toledo na semifinal e Adriano de Souza nas quartas de final. A onda veio para ele mais uma vez e a nota 5,60 garantiu sua primeira vitória na divisão de elite da World Surf League. Por 14,20 a 13,66 pontos, Wilkinson faturou 100.000 dólares e marcou 10.000 pontos no primeiro ranking da temporada 2016.

“Eu comecei o ano com uma vitória no Qualifying Series (QS 6000 de Newcastle) e agora ganhar este evento é um sentimento incrível. Eu não esperava isso, mas eu estava esperando por isso”, disse Matt Wilkinson. “A minha bateria com o Adriano (de Souza) foi o tipo de bateria que eu costumo perder. Eu só consegui vencer no final e aquilo me deu uma energia, pois senti que o oceano estava a meu favor. Eu surfei bem o evento todo, com pressão, mas ainda não tinha conseguido uma grande onda em Snapper, como aquela primeira da final que teve duas seções muito boas no início para fazer grandes manobras. Estou muito feliz pela vitória”.

O australiano também falou que sua meta é ficar entre os top-5 ou top-10 do ranking em 2016, pois nos últimos anos vinha apenas brigando para terminar entre os 22 primeiros que são mantidos na elite na temporada seguinte. “Eu sinto que o meu surfe amadureceu muito e espero que possa fazer um monte de baterias boas esse ano e até ganhar o título mundial depois dessa vitória aqui”, disse Matt Wilkinson, o novo número 1 do ranking da World Surf League, que impediu o Brasil de tentar um inédito tricampeonato na Gold Coast.

Filipe amparado pelo pai, Ricardo Toledo, na saída do mar (Foto: Kelly Cestari - WSL)
Filipe amparado pelo pai, Ricardo Toledo, na saída do mar (Foto: Kelly Cestari – WSL)

DERROTAS BRASILEIRAS – As duas vitórias foram conquistadas em finais contra os australianos. Em 2014, Gabriel Medina bateu Joel Parkinson e no ano passado Filipe Toledo derrotou Julian Wilson. Filipe era o grande favorito para vencer novamente. Ninguém estava atacando as ondas de Snapper Rocks com uma variedade tão grande de manobras modernas e inovadoras, tanto as de borda como as aéreas. Filipe começou a quarta-feira despachando o próprio Joel Parkinson e começou bem a semifinal contra Matt Wilkinson. Porém, na segunda onda arriscou o aéreo reverse e acabou machucando a perna esquerda na aterrisagem. Mesmo contundido, surfou outra boa onda para liderar a bateria até os minutos finais, quando o australiano novamente achou uma direita abrindo uma longa parede para fazer várias manobras e virar o placar para 14,43 a 13,27 pontos.

“Eu fui para o aéreo na última manobra da onda e, quando eu estava aterrissando, a onda veio com tudo na minha prancha e colocou pressão na minha perna, que foi pra cima e para os lados”, contou Filipe Toledo. “Apesar das dores, eu me mantive na bateria tentando me classificar. Agora estou melhor, mas lá dentro eu estava sentindo muitas dores. Mesmo assim, estou feliz com o meu resultado. Eu estava surfando bem, as pranchas estavam boas, então agora é se recuperar e ir para a próxima com tudo de novo”.

Adriano de Souza (Foto: Kirstin Scholtz - WSL)
Adriano de Souza (Foto: Kirstin Scholtz – WSL)

Foi a segunda virada na última onda do australiano sobre um brasileiro na quarta-feira. Nas quartas de final, ele já havia eliminado o campeão mundial Adriano de Souza assim. Não entraram muitas ondas boas nessa bateria, mas Wilkinson surfou a melhor primeiro para largar na frente com nota 6,83. Mineirinho tenta aproveitar ao máximo as que pega e só consegue 4,90 na primeira e 5,83 na segunda. Mas, assume a ponta quando acha uma onda com mais parede para mandar batidas, rasgadas, laybacks, ganhando nota 6,90 dos juízes. Quando a vitória parecia consumada, nos últimos segundos surge uma onda para o australiano detonar manobras explosivas jogando muita água para tirar nota 6,33 e vencer por 13,16 a 12,73 pontos.

“Ele (Matt Wilkinson) surfou bem, com um ritmo forte, achou a onda da virada ali no final, enfim, foi uma bateria difícil”, disse Adriano de Souza. “Ele obteve a pontuação que precisava naquela direita, mas eu vou continuar lutando, como sempre. É mais um resultado que eu vou embora pensando que poderia ter sido melhor, mas sigo confiante e vou definitivamente em busca de outro bom resultado lá em Bells (onde foi vice-campeão na final com Mick Fanning que terminou empatada no ano passado)”.

FINAL FEMININA – Assim como Adriano de Souza, a havaiana Carissa Moore também terá que entregar a sua lycra amarela de número 1 do Jeep Leaderboard para quem a derrotou em Snapper Rocks. A campeã mundial ainda defendia o título do Roxy Pro Gold Coast e perdeu para Tyler Wright, com a australiana vingando a derrota sofrida para Carissa também nas semifinais do ano passado. A decisão do título com a vice-campeã mundial Courtney Conlogue foi eletrizante, com a liderança da bateria mudando praticamente a cada onda surfada. O equilíbrio refletiu no placar encerrado por uma pequena vantagem de 14,20 a 13,66 pontos.

Tyler Wright (Foto: Kelly Cestari - WSL)
Tyler Wright (Foto: Kelly Cestari – WSL)

“Nos últimos meses aconteceu de tudo, foi uma experiência muito louca, mas trouxe muita clareza pra mim, para que eu pudesse vir aqui fazer o meu melhor. Eu quero ganhar um título mundial, mas quero fazer isso do meu jeito”, disse Tyler Wright. “Eu quero ser a melhor, como a Steph (Stephanie Gilmore), a Carissa (Moore), a Courtney (Conlogue) e todas as meninas do Tour, todas elas são as melhores do mundo. Eu sei que eu já poderia ter ganhado o título e agora é acreditar nisso, arregaçar as mangas e dizer: sim, você pode. Eu quero agradecer ao Glenn Hall que está ao meu lado, me ajudando, assim como a minha família, a Rip Curl e todos que torceram por mim. Foi absolutamente incrível, muito obrigado”.

Mais informações, fotos, vídeos, do Quiksilver Pro Gold Coast e do Roxy Pro podem ser acessadas nowww.worldsurfleague.com que transmitiu as duas competições ao vivo da Austrália.

SOBRE A WORLD SURF LEAGUE – A missão da Liga Mundial de Surf é simples: inspirar uma mudança positiva para o surf, nossos fãs, e para o meio ambiente. Anteriormente denominada Association of Surfing Professionals, a WSL tem promovido os principais campeonatos de surf desde 1976, decidindo os campeões mundiais no Samsung Galaxy WSL Championship Tour masculino e feminino, o Big Wave Tour, o Qualifying Series, o Junior, o Longboard e produzindo eventos como o WSL Big Wave Awards. A WSL possui um profundo apreço pelo passado do esporte, promovendo ao mesmo tempo o desenvolvimento, inovação e desempenho no mais alto nível. Nós colocamos os melhores surfistas do mundo nas melhores ondas do mundo.

Exibindo o melhor do surf em sua plataforma digital através da www.worldsurfleague.com, a WSL tem energizado sua legião de fãs apaixonados com milhões de novos fãs em todo o mundo, todos sintonizados para acompanhar as grandes estrelas do surf mundial, como Kelly Slater, Filipe Toledo, Gabriel Medina, Makua Rothman, Grant “Twiggy” Baker, Greg Long, Stephanie Gilmore, John John Florence, Carissa Moore, entre outros, competindo no ambiente mais dinâmico e imprevisível de todos os esportes.

 

Foto: Kirstin Scholtz - WSL
Foto: Kirstin Scholtz – WSL

FINAL DO QUIKSILVER PRO GOLD COAST:

Campeão: Matt Wilkinson (AUS) por 14,20 pontos (notas 8,60+5,60) – US$ 100.000 e 10.000 pontos

Vice-campeão: Kolohe Andino (EUA) com 13,66 pontos (6,83+6,83) – US$ 50.000 e 8.000 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 6.500 pontos e US$ 25.000 de prêmio:

1.a: Matt Wilkinson (AUS) 14.43 x 13.27 Filipe Toledo (BRA)

2.a: Kolohe Andino (EUA) 14.23 x 14.20 Stu Kennedy (AUS)

QUARTAS DE FINAL – Derrota=5.o lugar com 5.200 pontos e US$ 16.500 de prêmio:

1.a: Filipe Toledo (BRA) 12.34 x 12.16 Joel Parkinson (AUS)

2.a: Matt Wilkinson (AUS) 13.16 x 12.73 Adriano de Souza (BRA)

3.a: Kolohe Andino (EUA) 16.00 x 4.63 Adrian Buchan (AUS)

4.a: Stu Kennedy (AUS) 15.23 x 14.00 John John Florence (HAV)

FINAL DO ROXY PRO GOLD COAST:

Campeã: Tyler Wright (AUS) por 14,67 pontos (notas 8,17+6,50) – US$ 60.000 e 10.000 pontos

Vice-campeã: Courtney Conlogue (EUA) com 10,94 (5,77+5,17) – US$ 30.000 e 8.000 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 6.500 pontos e US$ 18.250 de prêmio:

1.a: Tyler Wright (AUS) 14.17 x 14.00 Carissa Moore (HAV)

2.a: Courtney Conlogue (EUA) 15.27 x 10.50 Johanne Defay (FRA)

TOP-22 DO JEEP LEADERBOARD DA WORLD SURF LEAGUE – 1.a etapa:

1.o: Matt Wilkinson (AUS) – 10.000 pontos

2.o: Kolohe Andino (EUA) – 8.000

3.o: Filipe Toledo (BRA) – 6.500

3.o: Stu Kennedy (AUS) – 6.500

5.o: Adriano de Souza (BRA) – 5.200

5.o: Joel Parkinson (AUS) – 5.200

5.o: John John Florence (HAV) – 5.200

5.o: Adrian Buchan (AUS) – 5.200

9.o: Sebastian Zietz (HAV) – 4.000

9.o: Caio Ibelli (BRA) – 4.000

9.o: Kanoa Igarashi (EUA) – 4.000

9.o: Conner Coffin (EUA) – 4.000

13: Mick Fanning (AUS) – 1.750

13: Gabriel Medina (BRA) – 1.750

13: Italo Ferreira (BRA) – 1.750

13: Jeremy Flores (FRA) – 1.750

13: Nat Young (EUA) – 1.750

13: Josh Kerr (AUS) – 1.750

13: Wiggolly Dantas (BRA) – 1.750

13: Taj Burrow (AUS) – 1.750

13: Jadson André (BRA) – 1.750

13: Michel Bourez (TAH) – 1.750

——–outros brasileiros:

25: Miguel Pupo (BRA) – 500 pontos

25: Alejo Muniz (BRA) – 500

25: Alex Ribeiro (BRA) – 500

TOP-10 DO JEEP LEADERBOARD FEMININO – 1.a etapa:

1.a: Tyler Wright (AUS) – 10.000 pontos

2.a: Courtney Conlogue (EUA) – 8.000

3.a: Carissa Moore (HAV) – 6.500

3.a: Johanne Defay (FRA) – 6.500

5.a: Stephanie Gilmore (AUS) – 5.200

5.a: Tatiana Weston-Webb (HAV) – 5.200

5.a: Malia Manuel (HAV) – 5.200

5.a: Sage Erickson (EUA) – 5.200

9.a: Bianca Buitendag (AFR) – 3.300

9.a: Nikki Van Dijk (AUS) – 3.300

9.a: Keely Andrew (AUS) – 3.300

9.a: Bronte Macaulay (AUS) – 3.300
 

14 DE MARÇO 2016.

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12 de março 2016

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11 DE MARÇO 2016

ÍTALO FERREIRA VENCE A PRIMEIRA

BATERIA DO ANO NO MUNDIAL.

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10 DE MARÇO 2016

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09 de março 2016

PASSAGEM PARA O MAR É FECHADO PELA 

ORDBRECHT NA PRAIA DO PAIVA.


NOTÍCIA URGENTE: Pico de Surf fechado.ATENÇÃO MINISTÉRIO PUBLICO FEDERAL, ODEBRECHT FECHA PASSAGEM PARA O MAR.Atençã...

Publicado por Surfe Nordeste em Terça, 8 de março de 2016





29 DE FEVEREIRO 2016

TUBULAÇÃO ABERTA NA CACIMBA

TUBULAÇÃO ABRE DEPOIS DE QUATRO DIAS SEM ONDA.Noronha para quem conhece é magica, durante quatro dias vimos o Bode...

Publicado por Surfe Nordeste em Domingo, 28 de fevereiro de 2016


26 DE FEVEREIRO 2016

NORONHA 16 BOMBANDO

NORONHA 16 - COISA FINA.Chegando da ilha de Fernando de Noronha aonde acompanhamos por 06 dias as condições perfeitas...

Publicado por Surfe Nordeste em Sábado, 27 de fevereiro de 2016