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QUINTA 18 DE FEVEREIRO 2016

PERNAMBUCO BALANÇA EM PLENO VERÃO.


SEXTA FEIRA 12 DE FEVEREIRO 2016

FEDERAÇÃO PERNAMBUCANA ANUNCIA

CIRCUITO 2016 SÓ PARA AMADORES.




Terça feira 26 de janeiro 2016.


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Segunda 25 de janeiro 2016.

RICARDO MARROQUIM JR, FESTEJA 40 ANOS DE

FABRICAÇÃO DE SURFBOARDS.


QUARTA 20 DE JANEIRO 2016

TRIP RN 2016 - GALERIA ESPECIAL

SEGUNDA 18 DE JANEIRO 2016

RN E SEU LITORAL ABENÇOADO



Quarta 13 de janeiro 2016

LUCAS SILVEIRA É CAMPEÃO MUNDIAL PRO JUNIOR

O carioca Lucas Silveira aumentou para sete o recorde de títulos mundiais do Brasil na categoria Pro Junior da World Surf League nessa quarta-feira em Portugal. Ele foi, sem dúvidas, o melhor surfista nas direitas de Ribeira D´Ilhas e fez os maiores placares do último dia, sempre conseguindo notas excelentes acima de 8 nas três baterias que disputou. Na decisão do Ericeira World Junior Championships, totalizou 16,17 pontos contra 11,74 do francês Timothee Bisso, da Ilha Guadalupe. Na final feminina, a australiana Isabella Nichols bateu a defensora do título, Mahina Maeda, do Havaí, para ser a campeã mundial de 2015 em Portugal.

Os campeões mundiais Pro Junior de 2015, Lucas Silveira e Isabella Nichols (Foto: Poullenot - Aquashot)
Os campeões mundiais Pro Junior de 2015, Lucas Silveira e Isabella Nichols (Foto: Poullenot – Aquashot)

“Estou tremendo de emoção agora”, disse Lucas Silveira. “Fazem duas semanas que estou aqui e finalmente as ondas ficaram muito boas ontem e hoje (quarta-feira) para fechar o campeonato. A final foi um pouco fraca de ondas, mas eu comecei bem e felizmente terminei muito bem também. Foi um evento mito louco para mim. Acho que minha menor pontuação nas baterias aqui em Ribeira (D´Ilhas) foi 15 pontos e pouco e foi incrível conseguir surfar bem, sempre achando boas ondas em todas as baterias que disputei aqui. Estou muito feliz pelo título e agora é comemorar”.

O título Pro Junior era o único que faltava para o Brasil consolidar o domínio absoluto na temporada 2015 da World Surf League. Lucas Silveira vai completar 20 anos de idade no próximo dia 29 e será mais um brasileiro na concorrida Festa de Gala da WSL para os campeões mundiais, que acontece antes do início do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour na Gold Coast, Austrália. Em dezembro passado, Adriano de Souza coroou a conquista do título mundial sendo o primeiro brasileiro a vencer o Billabong Pipe Masters numa igualmente inédita final verde-amarela com Gabriel Medina no templo sagrado do esporte.

Além disso, o próprio Medina se consagrou mais uma vez ao ser o primeiro brasileiro campeão da Tríplice Coroa Havaiana, Italo Ferreira venceu o prêmio “Rookie of the Year” de melhor estreante da temporada e Caio Ibelli terminou 2015 como número 1 no ranking do WSL Qualifyiing Series. Lucas Silveira completou a extensa lista de conquistas verde-amarelas em 2015 com o sétimo título brasileiro na última edição do Mundial Pro Junior disputada por surfistas com até 20 anos, pois em 2016 o limite de idade da categoria vai baixar para 18 anos.

Lucas Silveira (Foto: Masurel - WSL)
Lucas Silveira (Foto: Masurel – WSL)

Lucas foi o sexto surfista do Brasil a vencer o título mundial nas dezessete edições da categoria completadas em Portugal. O primeiro foi o também carioca Pedro Henrique no ano 2000, na última vez que o campeão mundial Pro Junior foi definido na ilha de Oahu, no Havaí. Depois, a competição mudou para a Austrália e Adriano de Souza venceu a edição de 2003, o cearense Pablo Paulino foi bicampeão em 2004 e 2007, Caio Ibelli ganhou a de 2011 e Gabriel Medina foi o campeão de 2013 na única vez que o título foi decidido no Brasil, no HD World Junior Championships na Praia da Joaquina, em Florianópolis (SC).

DECISÃO EM PORTUGAL – Na quarta-feira em Portugal, o mar baixou um pouco para 3-4 pés, mas as direitas de Ribeira D´Ilhas continuaram abrindo longas paredes para Lucas Silveira mostrar a potência e variedade das suas manobras de frontside abrindo grandes leques de água. Na decisão do Ericeira World Junior Championships contra Timothee Bisso, já começou bem com nota 8,00 e liderou a bateria do início ao fim, somando o 8,17 da sua quinta onda para vencer fácil por 16,17 a 11,74 pontos. O surfista da Ilha Guadalupe surpreendeu ao barrar o australiano Soli Bailey nas semifinais, mas não conseguiu acompanhar o forte ritmo do brasileiro nas baterias que disputou no último dia em Portugal.

“Foi um grande resultado para mim, mas estou um pouco triste porque realmente não consegui achar boas ondas para mostrar o meu melhor na final”, disse Timothee Bisso. “Não foi como eu esperava, mas ser vice-campeão mundial Junior é um ótimo resultado também. Eu acho que ganhei um pouco de respeito dos outros concorrentes e estou mais confiante agora para disputar o circuito do QS (WSL Qualifying Series) esse ano”.

O primeiro desafio de Lucas Silveira na quarta-feira foi o mais difícil para ele, contra o novo top do CT, Kanoa Igarashi. Foi uma bateria de poucas ondas, mas com alto nível técnico. O norte-americano começou melhor com nota 7,17 contra 5,00 do brasileiro, que na seguinte encaixou uma série de manobras mais explosivas para tirar 8,40. Depois pegou uma onda melhor ainda para ganhar 9,20 e fazer o maior placar do dia, 17,60 pontos. Igarashi também surfou uma direita de forma incrível para receber nota 9,00 na sua terceira e última onda, mas acabou eliminado com 16,17 pontos.

Timothee Bisso (Foto: Poullenot - Aquashot)
Timothee Bisso (Foto: Poullenot – Aquashot)

Nas semifinais, Lucas enfrentou outro forte concorrente, o italiano Leonardo Fioravanti. Ele novamente teve paciência para fazer uma boa escolha de ondas e conseguir três notas na casa dos 8 pontos para vencer por 17,10 a 14,54 pontos. Leonardo Fioravanti terminou empatado em terceiro lugar com o australiano Soli Bailey, enquanto Kanoa Igarashi dividiu o quinto lugar com o japonês Hiroto Ohhara e os taitianos Mihimana Braye e O´Neill Massin.

O resultado do Ericeira World Junior Championships também indicou os quatro surfistas da categoria Pro Junior que terão participação garantida nas principais etapas do WSL Qualifying Series em 2016, com status QS 6000 e QS 10000 que são decisivas na briga pelas dez vagas para a elite dos top-34 que disputam o título mundial no Samsung Galaxy WSL Championship Tour. Os que ficaram com as vagas foram os finalistas em Portugal, Lucas Silveira e Timothee Bisso, e os semifinalistas Soli Bailey e Leonardo Fioravanti.

DECISÃO FEMININA – Na categoria feminina, a mesma australiana Isabella Nichols que barrou a peruana Melanie Giunta nas quartas de final, se consagrou como campeã mundial Pro Junior de 2015 da World Surf League. A decisão foi contra a defensora do título, Mahina Maeda, do Havaí, que só conseguiu pegar uma onda boa durante toda a bateria, enquanto Nichols surfou três e somou as notas 9,37 e 8,93 das duas melhores para ganhar o Ericeira World Junior Championships por uma larga vantagem de 18,30 a 11,16 pontos.

“Estou muito feliz e não sei nem o que dizer, estou sem palavras”, disse Isabella Nichols, muito emocionada após a vitória.“Tive a sorte de achar essas duas ondas muito boas, mas não sabia o que estava acontecendo porque nós não conseguíamos ouvir as notas lá dentro. Eu só me acalmei um pouco quando eu soube que tinha uma boa vantagem sobre ela (Mahina Maeda), mas certamente essa foi a bateria mais longa da minha vida”.

Isabella Nichols (Foto: Poullenot - Aquashot)
Isabella Nichols (Foto: Poullenot – Aquashot)

NOVO LIMITE DE IDADE – A partir de 2016, o limite de idade da categoria Junior da WSL diminui de 20 para 18 anos de idade, regra válida já para as próximas seletivas regionais que classificam os participantes da etapa que decide o campeão da temporada, sempre no início do ano seguinte. O calendário da WSL South America ainda está sendo definido e a tentativa é aumentar o número de etapas no continente, além das três de 2015 que já estão com suas datas agendadas para esse ano.

As primeiras previstas são as duas do Rip Curl Pro Junior Series que abriram as seletivas sul-americanas do ano passado. A do Peru está marcada para os dias 26 a 28 de fevereiro em San Bartolo e a da Argentina para 21 a 26 de março em Mar del Plata. A outra etapa disputada em 2015 que definiu a equipe sul-americana da WSL South America para o Mundial Pro Junior foi o Maui and Sons Pro Junior, que está com a data de 22 a 24 de julho reservada para esse ano. A tentativa é voltar a realizar seletivas da categoria no Brasil em 2016.
 

RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO ERICEIRA WORLD JUNIOR CHAMPIONSHIPS:

Campeão mundial: Lucas Silveira (BRA) por 16,17 pontos (notas 8,17+8,00)

Vice-campeão: Timothee Bisso (GLP) com 11,74 pontos (notas 6,57+5,17)

FINAL FEMININA DO ERICEIRA WORLD JUNIOR CHAMPIONSHIPS:

Campeã mundial: Isabella Nichols (AUS) por 18.30 pontos (notas 9,37+8,93)

Vice-campeã: Mahina Maeda (HAV) com 11,16 pontos (notas 7,33+3,83)


SÁBADO 02 DE JANEIRO 2016
EXCLUSIVO SURFE NORDESTE

ÍTALO FERREIRA ENTRA  NA EQUIPE

BILLABONG INTERNCIONAL


O melhor estreante do ano na elite mundial foi fotografado
com adesivo da Billabong no bico da prancha surfando no
quintal de casa em Baía Formosa. É um grande incentivo
para ele chegar ao lugar mais alto do pódio e alcançar o
título mundial





QUINTA FEIRA 31 DE DEZEMBRO 2015

FELIZ ANO NOVO AOS NOSSOS CLIENTES,
AMIGOS E FAMÍLIA.


SEXTA FEIRA 25 DE DEZEMBRO 2015

FELIZ NATAL COM MUITA PAZ E ALEGRIAS, são os votos de toda equipe SN aos nossos clientes, amigos e família.

QUARTA FEIRA 23 DE DEZEMBRO 2015

TRIP PRÉ-NATAL

DOMINGO 20 DE DEZEMBRO 2015

PARAIBANOS FAZEM A FESTA EM ITAPUAMA


Sabado 19 de dezembro 2015

SHOW DE SURF MASTER



QUINTA FEIRA 17 / 12 / 15

DIA PERFEITO NO HAWAII, MINEIRINHO É 

CAMPEÃO MUNDIAL E CAMPEÃO EM PIPE.


Num dia histórico, dramático, Adriano de Souza e Gabriel Medina festejaram mais feitos inéditos para o Brasil na meca do surfe mundial. Medina foi o primeiro brasileiro a conquistar a prestigiada Tríplice Coroa Havaiana, tirando Mick Fanning do caminho de Mineirinho, que conseguiu o seu tão perseguido troféu de campeão da World Surf League ao derrotar o havaiano Mason Ho na outra semifinal. Pela primeira vez, o Billabong Pipe Masters foi encerrado com uma decisão verde-amarela no Havaí e Adriano de Souza se tornou o primeiro brasileiro a ser campeão no maior palco do esporte, com Medina repetindo o vice-campeonato do ano passado nos tubos de Pipeline e Backdoor.

Adriano de Souza (Foto: Kirstin Scholtz - WSL)
Adriano de Souza (Foto: Kirstin Scholtz – WSL)

“É um sentimento incrível e especial poder dedicar esse título ao meu grande amigo, Ricardo dos Santos (surfista especialista em tubos assassinado no início do ano em frente à sua casa na Guarda do Embaú-SC)”, disse Adriano de Souza, em lágrimas. “Eu quero agradecer a Deus por esse momento, eu sou muito abençoado por Ele e pelo Ricardo lá em cima. Eu fiz uma homenagem pra ele, está aqui na minha pele pra sempre (mostrando a tatuagem), que diz ‘Força, Equilíbrio e Amor’ e era o que eu precisava para ganhar este título mundial. Vou carregar a alma dele junto comigo e sei que ele vai estar comigo onde eu estiver, porque eu tinha muito respeito por ele aqui na Terra”.

Muito emocionado, Mineirinho também lembrou do seu início sofrido no esporte, por ser de uma família humilde do Guarujá.  “Eu também dedico esse troféu de campeão do mundo ao meu irmão (o Mineiro que originou seu apelido), que por 30 Reais ele comprou uma prancha de surfe pra mim quando eu era criança. Na época, eu sei que era muito dinheiro pra ele poder comprar essa prancha e hoje eu estou no topo do mundo por 30 Reais, então muito obrigado meu irmão, eu te amo, amo toda a minha família e não vejo a hora de ver todos vocês com esse troféu gigante nas minhas mãos”.

Para aumentar a dramaticidade do dia que Adriano de Souza conquistou o segundo título mundial consecutivo do Brasil no Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour, com ele recebendo o seu tão desejado troféu das mãos do campeão do ano passado, Gabriel Medina, no pódio do Billabong Pipe Masters, as condições do mar estavam muito difíceis. Poucas ondas boas entravam nas baterias e a maioria foi decidida com notas baixas, pois eram raros os tubos que não fechavam rapidamente nas séries de 4-6 pés da quinta-feira em Pipeline.

Sem tubos, Medina usou até a sua arma mortal, um aéreo full-rotation muito alto, para derrotar o australiano Mick Fanning na semifinal que valia o título da Vans Triple Crown of Surfing. Além disso, abriu a chance para Mineirinho se sagrar campeão mundial contra o havaiano Mason Ho em mais uma disputa fraca de ondas em Pipeline. Na metade dos 35 minutos da bateria, o placar estava apenas 1,57 a 1,24 para Adriano.

Medina entregando o troféu de campeão mundial para Adriano de Souza (Foto: Kirstin Scholtz - WSL)
Medina entregando o troféu de campeão mundial para Adriano de Souza (Foto: Kirstin Scholtz – WSL)

DECISÃO DO TÍTULO – O tempo ia passando e nada de entrar ondas. Quando chegou uma série, Mineirinho vem na da frente e pega um tubo no Backdoor que valeu nota 4,00, enquanto Mason Ho tira 3,83 na onda de trás. Aí os dois travam uma batalha na remada para ver quem chega primeiro no outside para ficar com a prioridade de escolha da próxima onda e Adriano venceu. Só que ele pega uma que fecha rápido e perde a prioridade. Mason desce na maior onda da bateria, mas cai no drop e ainda volta com a prioridade, precisando de pouco pra vencer, 1,38 apenas nos 10 minutos finais da bateria.

Faltando 6 minutos para o término, Adriano pega uma esquerda em Pipeline e faz uma série de quatro manobras com batidas e rasgadas jogando muita água para trocar o 1,20 da sua segunda nota computada por 2,83. Com ela, aumenta para 3,01 a vantagem sobre o havaiano. Mason arrisca para o Backdoor, mas o tubo não rolou e Mineirinho ficou com a prioridade nos 4 minutos finais da bateria. O havaiano pega outra direita fraca e o brasileiro entra numa maior já dentro do tubo, que fecha a saída. Mas, Mineirinho volta rápido e mantém a prioridade. O tempo foi passando, a torcida na areia já gritava “é campeão” no último minuto e o título mundial foi finalmente anunciado para Adriano de Souza.

“No meio do ano, eu achei que o Mick (Fanning) merecia o título mundial mais do que eu”, disse Adriano de Souza, talvez pelo ataque do tubarão no australiano em plena final da etapa de Jeffreys Bay, na África do Sul. “Ele é muito forte e ter um tricampeão lutando comigo pelo meu primeiro título mundial não foi fácil. Eu quero dar os melhores votos para o Mick e sua mãe (o irmão mais velho do australiano faleceu quarta-feira na Austrália), mas acho que o dia da minha vida chegou. É um sonho também ser campeão do Pipe Masters, como o Jamie (O´Brien), o Kelly (Slater), o Bede Durbidge, entre tantos nomes que estão passando pela minha cabeça. Não tenho palavras para descrever como estou me sentindo agora”.

Adriano de Souza (Foto: Masurel - WSL)
Adriano de Souza (Foto: Masurel – WSL)

MEDINA FORA DA BRIGA – O último dia do Samsung Galaxy WSL Championship Tour 2015 começou com três concorrentes ao título mundial, Mick Fanning tentando o quarto dele, Gabriel Medina buscando o bicampeonato e Adriano de Souza o primeiro da sua carreira de 10 anos representando o Brasil na divisão de elite do esporte. Medina fez a parte dele pegando um tubaço e mandando um aéreo reverse para fechar a onda que abriu as quartas de final. A bateria marcou a despedida do campeão mundial de 2001, C. J. Hobgood, das competições, mas Medina ainda precisava que Fanning e Mineirinho perdessem suas baterias para continuar vivo na disputa do título com uma vitória no Billabong Pipe Masters.

A bateria do australiano era contra o recordista de títulos nos tubos de Pipeline, o onze vezes campeão mundial Kelly Slater, mas só que não apareceu nenhum para ele dessa vez. Mick Fanning ainda achou um no Backdoor para tirar nota 6,0 e vencer por 9,50 a 6,17 pontos, acabando com a chance do bicampeonato de Medina. No confronto seguinte, Adam Melling ganharia a vaga do taitiano Michel Bourez se passasse para as semifinais, mas o havaiano Mason Ho pegou o único tubo que entrou na bateria para ganhar por 8,03 a 4,53 pontos e a lista final dos top-34 para 2016 permaneceu com os mesmos nomes.

As condições do mar iam se deteriorando muito rapidamente com a força do vento e quase não entrou ondas na última quarta de final, justamente a do Adriano de Souza. O australiano Josh Kerr poderia confirmar o tetracampeonato para Mick Fanning, mas Mineirinho garantiu a vitória com o 3,5 que recebeu em sua última onda, fechando o placar mais baixo do dia em 5,50 a 4,43 pontos. Adriano adiou a decisão do título para as semifinais, quando encontrou o perigoso havaiano Mason Ho, da mesma equipe de Fanning e que já tinha tirado Filipe Toledo do campeonato.

Gabriel Medina (Foto: Masurel - WSL)
Gabriel Medina (Foto: Masurel – WSL)

CAMPEÃO DA TRÍPLICE COROA – A busca incessante pelas ondas marcou a participação brasileira nas semifinais que definiram o campeão mundial da temporada 2015 da World Surf League. Mick Fanning abriu a primeira bateria, que também decidia o título da Tríplice Coroa Havaiana, completando um tubo difícil que valeu nota 7,33. Enquanto pacientemente ele mantinha a prioridade de escolha da próxima onda, Medina corria atrás pegando quase todas que Fanning deixava passar.

Procurou tubos nas esquerdas de Pipeline, nas direitas do Backdoor, sem achar nada parecido com o do australiano, mas estava na disputa com notas 4,10 e 3,67. Fanning logo computou um 3,03 para se manter na frente com 10,36 pontos, então Medina usou sua arma mortal na esquerda que pegou no minuto final da bateria, um aéreo full rotation muito alto que arrancou nota 6,50 e a vitória por 11,33 pontos. Medina então se tornou o primeiro brasileiro a ser campeão da Tríplice Coroa Havaiana com a passagem para a final do Billabong Pipe Masters. Nas outras duas etapas, ele foi até as semifinais tanto em Haleiwa, como em Sunset Beach.

“Estou feliz por ser o primeiro brasileiro a vencer a Tríplice Coroa, que era, na verdade, o meu objetivo quando vim para o Havaí”, disse Gabriel Medina. “Este ano foi um pouco difícil para mim, quando eu perdi cedo nos quatro primeiros eventos. Aí todo mundo dizia que eu não tinha mais chance de disputar o título mundial, então estou feliz por chegar aqui ainda na briga até o último dia. A bateria com o Mick (Fanning) foi bem difícil, mas consegui a pontuação que eu precisava no último minuto e estou feliz em fazer outra final aqui em Pipeline. Estou feliz também porque o Adriano (de Souza) ganhou o seu primeiro título mundial e do Pipe Masters. Sei que ele vinha sonhando com isso há muito tempo e fez tudo que podia para conseguir, então mereceu”.

DESPEDIDAS DA ELITE – Gabriel Medina também viveu outro momento especial no último dia do Billabong Pipe Masters, nas quartas de final contra o norte-americano C. J. Hobgood. Foi sua segunda bateria na temporada que marcou a aposentadoria do seu oponente. A primeira foi na etapa de Trestles, em San Clemente, na Califórnia, quando o havaiano Fredrick Patacchia o derrotou com uma nota 10 e se despediu do Circuito Mundial após essa vitória no meio da competição. Agora foi o campeão mundial de 2001, de 36 anos de idade, 17 deles competindo nas melhores ondas do mundo contra os melhores surfistas do mundo.

“Eu passei 17 anos da minha vida não apenas com os melhores surfistas do mundo, mas com os melhores seres humanos”,destacou C. J. Hobgood. “Eu acho que o nível do surfe hoje não está apenas melhor do que quando comecei, mas 1.000 por cento mais alto, por isso estou feliz por sair do circuito. Eu quero agradecer a WSL por me dar a chance de falar agora e por me deixar fazer o que eu amo. Espero que tudo fique cada vez melhor e melhor, porque estarei em casa assistindo e vou ser exigente. Quero agradecer a todos vocês, estou feliz por começar a trabalhar com a Salty Crew agora, muito obrigado, amo vocês”.

Foto: Kirstin Scholtz - WSL
Foto: Kirstin Scholtz – WSL

Adriano de Souza agora registra o seu nome na Galeria dos Campeões Mundiais, assim como a havaiana Carissa Moore, que conquistou o terceiro dela no início do mês na ilha de Maui, também no Havaí. O CEO da World Surf League, Paul Speaker, falou sobre o encerramento emocionante da temporada 2015 nesta quinta-feira na ilha de Oahu.

“Dezembro de 2015 foi, talvez, o melhor mês da história do surfe profissional. O Billabong Pipe Masters alcançou a maior audiência ao vivo da história do esporte e nós somos muito gratos aos atletas, fãs e nossos parceiros que fizeram esta temporada para ser lembrada para sempre. Nossos parabéns vão para o Adriano de Souza com sua performance incrível em Pipeline para vencer seu primeiro título mundial, bem como o do Pipe Masters, e ao Gabriel Medina pelo primeiro título do Brasil na Vans Triple Crown of Surfing. Nós também gostaríamos de externar nossas mais profundas condolências à família Fanning pela perda trágica do seu irmão, desejando ainda para Bede Durbidge e Owen Wright, suas famílias, uma recuperação completa das graves lesões que sofreram aqui em Pipeline”.

SELEÇÃO BRASILEIRA 2016 – Os melhores surfistas do mundo voltam em 2016 para a abertura da temporada no início de março na Gold Coast, em Queensland, na Austrália. No ano que vem, a “seleção brasileira” que dominou 2015 com os títulos de Mineirinho e Medina e ainda o potiguar Italo Ferreira sendo premiado como o “Rookie of the Year”, estreante do ano, terá três reforços classificados pelo WSL Qualifying Series, Caio Ibelli que foi o campeão do ranking, o também paulista Alex Ribeiro e o catarinense Alejo Muniz, que volta à elite depois de 1 ano fora. Agora serão dez brasileiros entre os top-34 da World Surf League, contando com os sete desse ano, os campeões mundiais Adriano de Souza e Gabriel Medina, Filipe Toledo, Italo Ferreira, Wiggolly Dantas, Jadson André e Miguel Pupo.

Nesse ano, o Brasil mostrou e comprovou definitivamente ao mundo ser uma das maiores potências do esporte, junto com a Austrália e Estados Unidos. Os brasileiros decidiram os títulos em incríveis nove das onze etapas do Samsung Galaxy WSL Championship Tour 2015, ganhando seis delas com duas finais 100% verde-amarelas seguidas fechando a temporada. Ela já começou com três brasileiros invadindo as semifinais na Gold Coast. Adriano de Souza e Miguel Pupo perderam e dividiram o terceiro lugar, mas Filipe Toledo festejou a sua primeira das três vitórias no ano derrotando o australiano Julian Wilson com seus aéreos mortais.

Gabriel Medina (Foto: Masurel - WSL)
Gabriel Medina (Foto: Masurel – WSL)

RETROSPECTIVA 2015 – Na etapa seguinte, Adriano de Souza quase consegue sua segunda vitória no tradicional Rip Curl Pro Bells Beach, perdendo só no desempate para Mick Fanning pela maior nota da bateria. Mas, Mineirinho foi até a final de novo nas grandes ondas de Margaret River e conquistou o título disputado com o havaiano John John Florence, para assumir a ponta do ranking na última prova da perna australiana da World Surf League.

No Brasil, Filipe Toledo brilhou de novo com seus aéreos notas 10 em mais uma vitória espetacular por 19,87 pontos de 20 possíveis no Oi Rio Pro contra outro australiano, Bede Durbidge, com uma multidão torcendo para a sensação do surfe brasileiro no Postinho da Barra da Tijuca. Adriano de Souza continuou com a lycra amarela de número 1 do Jeep Leaderboard por mais quatro etapas. Nas duas encerradas com finais australianas nas Ilhas Fiji e na África do Sul, que não teve vencedor por ter sido cancelada após o ataque do tubarão em Fanning. Na dos tubos de Teahupoo, onde o francês Jeremy Flores impediu o bicampeonato de Gabriel Medina no Billabong Pro Tahiti. E no Hurley Pro Trestles, quando Mineirinho perdeu sua segunda final para Mick Fanning e também a liderança do ranking nos Estados Unidos.

O australiano competiu com a lycra amarela do Jeep Leaderboard até a semifinal contra Gabriel Medina no Havaí e em 2016 ela voltará a ser vestida por Adriano de Souza na abertura da temporada na Austrália. Depois da vitória de Mick Fanning na Califórnia, os brasileiros dominaram as últimas etapas do ano. Gabriel Medina entrou na briga do título mundial ao vencer o Quiksilver Pro France pela segunda vez. Em Portugal, o Moche Rip Curl Pro foi encerrado com uma final brasileira vencida por Filipe Toledo contra o potiguar Italo Ferreira. E o fato se repetiu agora na última etapa, com Mineirinho sendo coroado como o Pipe Masters de 2015 contra Gabriel Medina no Havaí.

RESULTADOS DE ADRIANO DE SOUZA NO SAMSUNG GALAXY WSL TOUR 2015:

1.a: 3.o lugar no Quiksilver Pro Gold Coast (AUS) perdendo para Filipe Toledo nas semifinais

2.a: Vice-campeão no Rip Curl Pro Bells Beach (AUS) perdendo no desempate para Mick Fanning

3.a: Campeão no Drug Aware Pro Margaret River (AUS) derrotando John John Florence na final

4.a: 13.o lugar no Oi Rio Pro (BRA) perdendo para Ricardo Christie (NZL) na terceira fase

5.a: 13.o lugar no Fiji Pro (FJI) perdendo para Dane Reynolds (EUA) na terceira fase

6.a: 5.o lugar no J-Bay Open (AFR) perdendo para Julian Wilson (AUS) nas quartas de final

7.a: 13.o lugar no Billabong Pro Teahupoo (TAH) perdendo para Bruno Santos na terceira fase

8.a: Vice-campeão do Hurley Pro Trestles (EUA) perdendo para Mick Fanning na final

9.a: 3.o lugar no Quiksilver Pro France na semifinal contra o campeão da etapa, Gabriel Medina

10.a: 13.o lugar no Moche Rip Curl Pro Portugal perdendo para Vasco Ribeiro (PRT) no round 3

11.a: Campeão do Billabong Pipe Masters na final contra Gabriel Medina nos tubos de Pipeline

SOBRE A WORLD SURF LEAGUE – A missão da Liga Mundial de Surf é simples: inspirar uma mudança positiva para o surf, nossos fãs, e para o meio ambiente. Anteriormente denominada Association of Surfing Professionals, a WSL tem promovido os principais campeonatos de surf desde 1976, decidindo os campeões mundiais no Samsung Galaxy WSL Championship Tour masculino e feminino, o Big Wave Tour, o Qualifying Series, o Junior, o Longboard e produzindo eventos como o WSL Big Wave Awards. A WSL possui um profundo apreço pelo passado do esporte, promovendo ao mesmo tempo o desenvolvimento, inovação e desempenho no mais alto nível. Nós colocamos os melhores surfistas do mundo nas melhores ondas do mundo.

Exibindo o melhor do surf em sua plataforma digital através da www.worldsurfleague.com, a WSL tem energizado sua legião de fãs apaixonados com milhões de novos fãs em todo o mundo, todos sintonizados para acompanhar as grandes estrelas do surf mundial, como Kelly Slater, Filipe Toledo, Gabriel Medina, Makua Rothman, Grant “Twiggy” Baker, Greg Long, Stephanie Gilmore, John John Florence, Carissa Moore, entre outros, competindo no ambiente mais dinâmico e imprevisível de todos os esportes.

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João Carvalho – WSL South America Media Manager – jcarvalho@worldsurfleague.com

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FINAL BRASILEIRA DO BILLABONG PIPE MASTERS:

Campeão: Adriano de Souza (BRA) por 14,07 pontos (notas 7,67+6,40) – US$ 100.000 e 10.000 pontos

Vice-campeão: Gabriel Medina (BRA) com 8,50 pontos (4,50+4,00) – US$ 40.000 e 8.000 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 6.500 pontos e US$ 20.000 de prêmio:

1.a: Gabriel Medina (BRA) 11.33 x 10.36 Mick Fanning (AUS)

2.a: Adriano de Souza (BRA) 6.83 x 3.83 Mason Ho (HAV)

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com 5.200 pontos e US$ 15.000:

1.a: Gabriel Medina (BRA) 11.67 x 4.67 C. J. Hobgood (EUA)

2.a: Mick Fanning (AUS) 9.50 x 6.17 Kelly Slater (EUA)

3.a: Mason Ho (HAV) 8.03 x 4.53 Adam Melling (AUS)

4.a: Adriano de Souza (BRA) 5.50 x 4.43 Josh Kerr (AUS)

QUINTA FASE – Vitória=Quartas de Final / Derrota=9.o lugar com 4.000 pontos e US$ 12.750:

———–baterias que fecharam a quarta-feira:

1.a: C. J. Hobgood (EUA) 13.34 x 9.76 John John Florence (HAV)

2.a: Kelly Slater (EUA) 17.07 x 9.77 Keanu Asing (HAV)

3.a: Adam Melling (AUS) 5.17 x 4.20 Joel Parkinson (AUS)

———–bateria que abriu a quinta-feira:

4.a: Josh Kerr (AUS) 13.83 x 7.73 Jeremy Flores (FRA)

TOP-22 DO JEEP LEADERBOARD DA WORLD SURF LEAGUE – 9 melhores resultados nas 11 etapas:

Campeão mundial: Adriano de Souza (BRA), 28 anos – 57.700 pontos

Vice-campeão: Mick Fanning (AUS), 34 anos – 54.650

3.o: Gabriel Medina (BRA), 22 anos – 51.600

4.o: Filipe Toledo (BRA), 20 anos – 50.950

5.o: Owen Wright (AUS), 25 anos – 43.600

6.o: Julian Wilson (AUS), 27 anos – 42.700

7.o: Italo Ferreira (BRA), 21 anos – 41.600

8.o: Jeremy Flores (FRA), 27 anos – 41.200

9.o: Kelly Slater (EUA), 43 anos – 37.600

10: Nat Young (EUA), 24 anos – 33.200

11: Josh Kerr (AUS), 31 anos – 33.100

12: Bede Durbidge (AUS), 32 anos – 31.700

13: Joel Parkinson (AUS), 34 anos – 30.600

14: John John Florence (HAV), 23 anos – 28.700

15: Wiggolly Dantas (BRA), 26 anos – 26.850

16: Taj Burrow (AUS), 37 anos – 26.200

17: Kai Otton (AUS), 36 anos – 24.850

18: Matt Wilkinson (AUS), 27 anos – 23.750

19: Adrian Buchan (AUS), 33 anos – 22.700

20: Keanu Asing (HAV), 22 anos – 22.250

21: Michel Bourez (TAH), 30 anos – 19.950

21: Jadson André (BRA), 25 anos – 19.950

——-prováveis wildcards da WSL por contusão:

28: Jordy Smith (AFR), 27 anos – 15.200

33: Matt Banting (AUS), 21 anos – 10.500

——-saíram da elite dos top-34 em 2015:

23: Adam Melling (AUS), 30 anos – 18.950 pontos

23: C. J. Hobgood (EUA), 36 anos – 18.950

26: Sebastian Zietz (HAV), 27 anos – 16.750

29: Brett Simpson (EUA), 30 anos – 14.250

30: Glenn Hall (IRL), 34 anos – 11.750

31: Ricardo Christie (NZL), 26 anos – 11.700

32: Fredrick Patacchia (HAV), 34 anos – 11.500

36: Dusty Payne (HAV), 27 anos – 8.250

——-os dez classificados pelo QS 2015

1.o: Caio Ibelli (BRA), 22 anos – 28.400 pontos

1.o: Jack Freestone (AUS), 23 anos – 28.400

3.o: Kolohe Andino (EUA), 21 anos – 27.660 e 25.o no CT

4.o: Miguel Pupo (BRA), 24 anos – 26.100 e 27.o no CT

5.o: Alejo Muniz (BRA), 25 anos – 23.450

6.o: Kanoa Igarashi (EUA), 18 anos – 23.350

7.o: Alex Ribeiro (BRA), 26 anos – 22.550

8.o: Davey Cathels (AUS), 24 anos – 21.300

8.o: Ryan Callinan (AUS), 23 anos – 21.300

10.o: Connor O´Leary (AUS), 22 anos – 19.300

 

QUARTA FEIRA 16 DE DEZEMBRO 2015

DIA TENSO NO HAWAII, FILIPE TOLEDO

É BARRADO NA LUTA DO CANECO.



Mineirinho numa bomba.

Infelizmente, numa bateria de poucas ondas boas, Filipe Toledo acabou sendo eliminado pelo havaiano Mason Ho e saiu da briga pelo título mundial, que agora fica restrita a Mick Fanning que volta a liderar o ranking, Gabriel Medina´já necessitando da vitória no Billabong Pipe Masters e Adriano de Souza, que vai fechar a terceira fase com Glenn Hall:

Gabriel Medina fez mais uma bateria impecável abrindo a quarta fase num lindo tubo nota 9,30 em Pipeline para conquistar a primeira vaga para as quartas de final do Billabong Pipe Masters. A chance agora do bicampeonato é vencer a etapa final do Samsung Galaxy WSL Championship Tour e que Mick Fanning e Adriano de Souza não cheguem nas semifinais. Medina derrotou C. J. Hobgood e Keanu Asing, que tem outra chance de classificação na quinta-feira. Agora a "Super Bateria" com Mick Fanning, Kelly Slater e John John Florence.

Mick Fanning venceu a "Super Bateria" com Kelly Slater e John John Florence e Adriano de Souza também passou direto para as quartas de final do Billabong Pipe Masters como Gabriel Medina. Os três vão disputar o título mundial na quinta-feira em Pipeline. Seus adversários sairão da quinta-fase que já foi iniciada para fechar a quarta-feira no Havaí.

A nota triste fica por conta de duas noticias pesadas, a morte do irmão do Mick Fanning e a vaca do
Bede Burbidge que vai precisar de cirugia na lombar.


SEXTA 11 DE DEZEMBRO 2015
BRASILEIROS AVANÇAM EM BUSCA DO CANECO
MUNDIAL EM PIPELINE.


Highlights: Round 2 Pipe Masters
Concorrentes ao título mundial, Filipe e Adriano, seguem na briga.

O mar baixou, o swell mudou de direção e as direitas do Backdoor proporcionaram os melhores momentos nas ondas de 4-6 pés da sexta-feira no Havaí, para a primeira rodada eliminatória do Billabong Pipe Masters. Foi um dia tenso, com clima de decisão nas duas pontas da tabela de classificação na maioria das baterias da segunda fase. Os três concorrentes ao título mundial venceram. Filipe Toledo achou bons tubos no Backdoor e um em Pipeline também para derrotar o havaianoBruce Irons e ultrapassar Mick Fanning na liderança do ranking com a classificação para a terceira fase. Adriano de Souza também surfou um tubaço no Backdoor contra o jovem australiano Jack Robinson e segue na briga pelo troféu de campeão do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour 2015.

"Eu estava bem nervoso, não pelo fato do título mundial, mas por estar competindo com o Bruce (Irons), um cara que desde criança eu assistia os vídeos dele e do irmão, o Andy (Irons), surfando aqui, fazendo coisas absurdas, uns aéreos muito altos, um tubo melhor do que outro", enaltece Filipe Toledo. "Eu estava muito focado, mas ao mesmo tempo emocionado de estar competindo com ele, porque é um nome de peso, tem muita história, então poder vencê-lo no quintal da casa dele, não tem sensação melhor. Acho que toda pressão do primeiro round saiu agora nessa bateria. Estou mais confiante do que nunca, o Backdoor tá funcionando, é o que eu mais gosto, então vamo que vamo".

Entrevista com Filipe Toledo
Filipe Toledo superou o havaiano Bruce Irons, que não conseguiu achar boas ondas.

Na segunda fase, os confrontos são homem a homem, mas no Bllabong Pipe Masters é utilizado o sistema "Dual Heat" idealizado por Kelly Slater, com duas baterias sendo disputadas simultaneamente, com 40 minutos de duração. Somente na primeira, os dois competidores ficam sozinhos no outside na primeira metade da bateria, mas nem conseguiram aproveitar o privilégio porque quase não entrou onda para Filipe Toledo e Bruce Irons.

A não ser uma bomba no Backdoor que Filipe dropou no tubo e saiu no único lugar possível para tirar nota 6,67. Depois pegou um para a esquerda em Pipeline e ganhou 7,00, ainda surfando outro no Backdoor mais longo que rendeu nota 7,23. O havaiano não achou nada e Filipinho venceu por 14,23 a 5,07 pontos. Ele agora é o único que pode até ser consagrado campeão mundial na terceira fase, mas apenas se Medina, Fanning, Mineirinho e Julian Wilson, perderem nessa rodada.

Entrevista com Adriano
Adriano de Souza vence sua bateria do segundo round e segue na briga.

Quando terminou essa primeira bateria, começou a terceira entre Adriano de Souza e Jack Robinson, na segunda metade da que Taj Burrow derrotou Brett Simpson, com o americano se despedindo da elite dos top-34 da World Surf League. Mineirinho foi rápido e logo completou um tubo para largar na frente com nota 4,83. Os longos intervalos entre as séries eram agonizantes e a maioria das ondas fechava rápido, sem abrir os tubos.

Robinson passou quase toda a bateria sem surfar nada, mas nos minutos finais achou um bom tubo nas direitas que valeu 7,33. Só que Adriano logo deu o troco num tubaço também no Backdoor que tirou 8,27 dos juízes. O australiano ainda pegou outro precisando de 5,78 pontos, mas a nota saiu 5,17 e a vitória de Mineirinho foi confirmada por 13,10 a 12,50 pontos.

"Eu sabia desde que treinei de manhã que ia ser só Backdoor. Tentei algumas em Pipe, mas o vento não tá colaborando, não estavam abrindo as portas, então vi que o jogo ia ser no Backdoor", disse Adriano de Souza. "Com todas essas temporadas que tenho passado aqui, eu aprendi muita coisa dessa onda. Acho que o meu Anjo da Guarda e Deus têm me abençoado muito, em ter mandado aquela onda boa e estou dentro, muito feliz por ter passado pro rounde 3. Sei que vai ser muito difícil, mas se for pra ser meu, vai ser. Acredito muito nisso, acredito no meu potencial, toda minha dedicação, acho que todos os planetas têm que se alinhar para eu ser campeão aqui, então estou bem focado, bem concentrado e espero que as coisas aconteçam a meu favor".

Adriano em sua melhor onda
Adriano De Souza faz 8.27 e segue para o round 3

TERCEIRA FASE DECISIVA - Adriano de Souza está hospedado na casa do havaiano Jamie O'Brien, que já foi finalista no Pipe Masters e vai enfrentar Mick Fanning na quinta bateria. A terceira fase pode decidir o título mundial para Filipe Toledo, se os seus quatro concorrentes perderem na mesma rodada. O primeiro a se apresentar é o atual campeão, Gabriel Medina, abrindo o próximo dia contra o sul-africanoJordy Smith, recordista da sexta-feira com os 16 pontos sobre Wiggolly Dantas no último confronto do dia. Italo Ferreira está na terceira bateria com o nota 10, C.J. Hobgood, depois Kelly Slater enfrenta o taitianoMichel Bourez e Fanning entra na seguinte com Jamie O´Brien.

O onze vezes campeão mundial falou sobre a disputa do título esse ano, após a vitória sobre o havaiano Dusty Payne. "No início, tudo aqui parecia estar a favor do Mick (Fanning), mas agora parece que toda a pressão está sobre ele", disse Kelly Slater. "Ele está contra o Jamie (O´Brien), que muitos consideram como o melhor surfista aqui de backside ou frontside. Provavelmente, é quem surfou mais ondas aqui do que qualquer um nos últimos dez anos. O Mick pode ter muito trabalho contra o Jamie, mas ele foi campeão mundial três vezes por alguma razão".

Kelly Slater (USA) was nearly eliminated after a shocking Round 1 performance as the 11-time WSL Champion had flu-like symptoms leading up to the event, but recovered with a win in Round 2 over Dusty Payne (HAW).Kelly Slater em mais um tubo para o Backdoor

Os outros três postulantes ao título mundial estão na chave de baixo, que vai apontar o segundo finalista do Billabong Pipe Masters. Filipe Toledo entra na sétima bateria com Mason Ho, que substituiu o contundido Owen Wright na última hora. É mais um havaiano que surfa em Pipeline há mais tempo do que ele. O primeiro foi o maior especialista, Jamie O´Brien, que o derrotou na primeira fase. Depois passou por Bruce Irons e agora terá um representante da Dinastia Ho pela frente, em sua primeira defesa da liderança no Havaí. Se Fanning passar para a quarta fase, Filipe também tem que vencer para permanecer na frente do Jeep Leaderboard.

Na décima bateria, Julian Wilson pode nem ter mais chances de título mundial quando enfrentar o também australiano Adam Melling, que necessita de um bom resultado para entrar no grupo dos 22 primeiros do ranking que são mantidos na elite dos top-34. O atual campeão do Billabong Pipe Masters sai da briga se Filipe ou Fanning tiverem vencido suas baterias. Já Adriano de Souza vai fechar a terceira fase contra o irlandês Glenn Hall, mais um que está saindo da divisão principal da World Surf League.

Os vencedores das doze baterias terão duas chances de classificação para as quartas de final do Billabong Pipe Masters. Além dos três que estão na briga pelo título mundial, o Brasil ainda tem o "Rookie of the Year", Italo Ferreira, estreante do ano no Samsung Galaxy WSL Championship Tour. O potiguar de Baía Formosa, está na terceira bateria com o dono do único tubo nota 10 até agora, C. J. Hobgood, que está encerrando a carreira nesta última etapa de 2015.

Earning an excellent 8.83 going on a Backdoor bomb, Adam Melling (AUS) defeated fellow countrymen Matt Wilkinson (AUS).Adam Melling pegou uma das melhores ondas do round 2

VAGAS NO G-22 - A outra batalha decisiva nas baterias da segunda fase na sexta-feira foi pelas últimas vagas no grupo dos 22 primeiros do ranking, que são mantidos na divisão de elite da World Surf League. Os mais ameaçados eram o brasileiro Jadson André, o havaiano Keanu Asing e o taitiano Michel Bourez. O californiano Brett Simpson foi o primeiro a se despedir, na derrota para Taj Burrow no segundo confronto do dia. Adam Melling manteve a esperança ao ganhar o duelo australiano com Matt Wilkinson. Depois, o havaiano Dusty Payne perdeu para Kelly Slater e também está fora do CT 2016.

Na disputa seguinte, Jadson André competiu numa hora ruim do mar, com poucas ondas abrindo os tubos e perdeu para Sebastian Zietz por 10,50 a 6,74 pontos. O havaiano é um dos que podem entrar no G-22 e o potiguar depois caiu para a última posição na lista, com a classificação de Keanu Asing para a terceira fase. O havaiano ultrapassou Jadson e o taitiano Michel Bourez, que agora dividem o 21.o lugar. Para superar os dois, Zietz precisa chegar nas quartas de final em Pipeline, enquanto Adam Melling, Jordy Smith e até C. J. Hobgood, que já anunciou sua aposentadoria, só passam dos 19.950 pontos de Jadson André nas semifinais.