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VENHA PARA O FESTIVAL ARRECIFES EM GAÍBU.
Valendo pela primeira etapa do Circuito Pernambucano de Surf 2018.



15 de agosto 2018

INFORMATIVO FEDERAÇÃO PERNAMBUCANA




14 de agosto 2018

POUSADA EUROPA CLUB APOIA ARRECIFES



13 DE AGOSTO 2018

CONVOCAÇÃO PARA O ARRECIFES OPEN.



12 de agosto 2018

CORRIDA PELAS MOTOS CONTINUA ABERTA.



07 de agosto 2018.

KANOA VENCE QS10000 NA CALIFÓRNIA.

O japonês Kanoa Igarashi conquistou o bicampeonato do QS 10000 US Open of Surfing na final com o norte-americano Griffin Colapinto e a californiana Courtney Conlogue bateu a líder do ranking, Stephanie Gilmore, na decisão da sétima etapa feminina do World Surf League Championship Tour. O potiguar Jadson André parou no defensor do título nas semifinais e o confronto brasileiro das quartas de final não aconteceu, porque Italo Ferreira se contundiu no sábado e é dúvida para o próximo desafio do CT, que começa sexta-feira no Taiti.

Os finalistas Griffin Colapinto, Kanoa Igarashi, Courtney Conlogue e Stephanie Gilmore (Foto: @WSL / Kenneth Morris)

Já as meninas só voltarão a competir na reta final da corrida pelo título mundial de 2018 na piscina das ondas perfeitas do Surf Ranch, em setembro junto com os homens em Lemoore, na Califórnia. Os ingressos para o público já estão à venda no www.worldsurfleague.com. Será a oitava das dez etapas da temporada feminina e Stephanie Gilmore segue firme rumo ao seu sétimo título mundial. A principal concorrente é a americana Lakey Peterson, primeira vítima da campeã Courtney Conlogue no domingo. E a brasileira Tatiana Weston-Webb, terceira colocada no ranking, ficou em nono lugar no US Open, se distanciando da briga.

Esta foi a quarta final da australiana nas sete etapas deste ano e a primeira que perdeu. A hexacampeã mundial ganhou a primeira derrotando a gaúcha Tatiana Weston-Webb em Bells Beach na Austrália e as outras foram uma disputa direta pela lycra amarela do Jeep Leaderboard contra Lakey Peterson no Oi Rio Pro em Saquarema e no Corona J-Bay Open da África do Sul. Já Courtney Conlogue começou o ano contundida, essa foi apenas a terceira etapa que ela participa e mostrou estar em forma novamente, se destacando nas ondas de Huntington Beach desde a primeira fase.

Courtney Conlogue (Foto: @WSL / Kenneth Morris)

FINAL FEMININA – No domingo, o mar até melhorou, mas continuou com longos intervalos entre as séries e poucas ondas boas entrando nas baterias, como durante toda a semana. A californiana escolheu bem a primeira, que abriu a parede para manobrar forte e ganhar 7,33 dos juízes. A australiana respondeu com 5,83, mas Courtney pegou outra onda boa para tirar 6,50, que fechou em 13,83 a 11,86 pontos sua primeira vitória em etapas do CT em Huntington Beach. Mesmo somando 10.000 pontos no ranking, ela só subiu do 16.o para o 15.o lugar no Jeep WSL Leader, que quase não sofreu mudanças na etapa norte-americana.

“Não foi fácil todo o período que passei para me recuperar da contusão, mas eu lutei muito e agora estou aqui no alto do pódio. É inacreditável isso”, disse Courtney Conlogue. “Eu tive tantas pessoas incríveis me apoiando e estou muito feliz agora. Eu fiquei maravilhada com o surfe da Steph (Gilmore) essa semana aqui e foi incrível fazer uma final com ela. Eu adoro competir em casa, junto da minha torcida e com minha família e amigos aqui me apoiando. Foi realmente uma semana incrível e uma vitória muito importante para mim”.

Stephanie Gilmore (Foto: @WSL / Sean Rowland)

BICAMPEÃO – Logo após a final feminina, foi iniciada a decisão do título do segundo QS 10000 do ano na batalha pelas dez vagas do WSL Qualifying Series, para a elite dos top-34 que disputa o título mundial. Novamente com Kanoa Igarashi como no ano passado, quando derrotou o catarinense Tomas Hermes em sua primeira vitória no US Open, competindo ainda como norte-americano, pois mora na Califórnia. Agora ele defende a bandeira do Japão e o confronto com o Brasil aconteceu nas semifinais, com o potiguar Jadson André quase conseguindo a vitória no duelo encerrado em 13,83 a 13,67 pontos.

Assim como nessa bateria, seu oponente na final também começou na frente. O californiano Griffin Colapinto aproveitou bem sua primeira onda que valeu nota 8,00, contra 7,60 do japonês. A segunda nota computada iria decidir o campeão e Kanoa conseguiu um 6,93, mas o norte-americano se manteve em primeiro lugar com uma nota 7,00. Só que o japonês também achou outra onda boa no final e arriscou tudo para ganhar 8,17, que lhe garantiu o bicampeonato por 15,77 a 15,00 pontos.

G-10 DO WSL QUALIFYING SERIES – após 39 etapas:

1.o: Seth Moniz (HAV) – 17.750 pontos

2.o: Peterson Crisanto (BRA) – 17.420

3.o: Kanoa Igarashi (JPN) – 17.150 e top-22 do CT

4.o: Griffin Colapinto (EUA) – 14.950 e top-22 do CT

5.o: Jadson André (BRA) – 14.110

6.o: Jorgann Couzinet (FRA) – 12.585

7.o: Alejo Muniz (BRA) – 12.580

8.o: Mikey Wright (AUS) – 12.355 e top-22 do CT

9.o: Evan Geiselman (EUA) – 12.210

10.o: Jack Freestone (AUS) – 10.720



04 de agosto 2018

ANUNCIO DA VOLTA DO HANG LOOSE EM

NORONHA, AGITA E GERA DUVIDAS
.



30 de julho 2018

BT SURF FESTIVAL

ELIVELTON SANTOS VENCE EM CASA.



23 de julho 2018

CONFIRMADO ABERTURA DO PERNAMBUCANO 




22 de julho 2018

DANILO COSTA VENCE NA ABERTURA DO

MASTER TOUR NA PRAIA DO CUPE.




14 de julho 2018

GILMORE VOLTA AO TOPO.

Depois de uma semana de espera, as ondas voltaram a bombar em Jeffreys Bay para fechar com chave de ouro a volta de uma etapa feminina do World Surf League Championship Tour para a África do Sul, depois de 18 anos. As três principais concorrentes ao título mundial da temporada chegaram nas semifinais, passando por duas fases nas séries pesadas de 4-6 pés da sexta-feira sem muitos tubos, mas com paredes perfeitas para fazer várias manobras.

A brasileira Tatiana Weston-Webb fez os recordes nas direitas de Jeffreys Bay e depois perdeu para Stephanie Gilmore, a quem tinha eliminado nas duas etapas da Indonésia. A australiana seguiu então para conquistar sua terceira vitória em três finais esse ano, ganhando a disputa direta pela liderança do ranking com Lakey Peterson na decisão do Corona Open J-Bay.

Stephanie Gilmore (Foto: @WSL / Kelly Cestari)

“É bom estar na frente novamente, mas definitivamente ainda tem muita coisa para acontecer”, disse Stephanie Gilmore. “A Lakey (Peterson) está surfando melhor a cada evento e isso que é a magia do esporte, a rivalidade, isso é o que eu amo em competir, de você se encontrar nesses momentos sob pressão, que é desafiada, podendo se recompor durante uma bateria. Eu já estou no circuito há alguns anos, já tive muitas vitórias, mas eu adoro isso”.

Esta foi a 29.a etapa que o furacão australiano venceu desde que entrou na divisão de elite da World Surf League já conquistando quatro títulos mundiais consecutivos, em 2007, 2008, 2009 e 2010. A havaiana Carissa Moore quebrou essa hegemonia em 2011, mas Stephanie Gilmore voltou a ser campeã no ano seguinte. As duas então ficaram trocando a coroa, com Carissa vencendo seu segundo título em 2013, Steph sendo hexacampeã em 2014 e a havaiana voltando ao topo em 2015. Depois, só deu a australiana Tyler Wright em 2016 e 2017.

(Foto: @WSL / Kelly Cestari)

Agora, a disputa está mais concentrada em Stephanie Gilmore e Lakey Peterson e essa é a segunda final que a australiana vence a norte-americana, valendo a lycra amarela do Jeep Leaderboard de número 1 do mundo. A primeira foi no Oi Rio Pro em Saquarema, quando Gilmore também retomou a ponta do ranking, para depois perder na Indonésia sempre sendo barrada pela brasileira Tatiana Weston-Webb nas duas provas de Bali. Lakey derrotou a gaúcha na final do Corona Bali Protected em Keramas para voltar a liderar a corrida do título mundial, até a decisão do Corona Open J-Bay nesta sexta-feira na África do Sul.

“Esperar por uma semana com a certeza de teríamos ótimas condições para surfar, foi muito importante para nós, meninas”, disse Stephanie Gilmore. “As ondas vieram e todas as meninas fizeram performances incríveis, mesmo sem nunca terem competido aqui. Sair daqui com a vitória é muito especial, pois eu e a Lakey (Peterson) estamos muito próximas no ranking. Essa vitória foi crucial na disputa do título mundial, então quero me manter na frente até o fim”.

DECISÃO DO TÍTULO – A disputa do título do Corona Open J-Bay foi bastante acirrada, uma batalha quase onda a onda, com as duas surfistas fazendo grandes manobras nas direitas perfeitas de Jeffreys Bay. Stephanie Gilmore ganhou a maior nota – 7,67 – da bateria e ainda surfou mais duas ondas na casa dos 6 pontos para derrotar Lakey Peterson por 14,24 a 11,50. A norte-americana não conseguiu reeditar suas grandes apresentações, como na semifinal com a sul-africana Bianca Buitendag, quando ganhou 8,83 e 7,83 em duas ondas excelentes.

TOP-10 DO JEEP LEADERBOARD – RANKING WSL 2018 – 6 etapas:

01: Stephanie Gilmore (AUS) – 45.575 pontos

02: Lakey Peterson (EUA) – 43.430

03: Tatiana Weston-Webb (BRA) – 35.245

04: Johanne Defay (FRA) – 27.050

05: Tyler Wright (AUS) – 26.190

06: Carissa Moore (HAV) – 25.150

07: Caroline Marks (EUA) – 24.830

08: Sally Fitzgibbons (AUS) – 22.780

09: Nikki Van Dijk (AUS) – 21.440

09: Silvana Lima (BRA) – 21.440



12 de julho 2018

NUNCA RECLAME DO SEU PICO QUANDO ESTIVER PEQUENO.



08 de julho 2018

JADSON E LARISSA BRILHAM EM PORTO.





05 de julho 2018

FILIPINHO O REI DE J-BAY

Filipe Toledo é bicampeão do Corona Open J-Bay e lidera o ranking com quase 3940 pontos de vantagem sobre
Julian Wilson. Nas seis etapas do World Surf League Championship Tour completadas na África do Sul,
cinco foram vencidas pelo Brasil e essa foi a segunda de Filipe derrotando Wade Carmichael como na
final do Rio Pro em Saquarema contra o australiano.

worldsurfleague.com
 
The action and drama conclude, and we crown a champ at J-Bay





04 de julho 2018.

ACONTECEU O QUE NINGUÉM QUERIA.



03 de julho 2018

ÍTALO FERREIRA DECEPCIONA NA ÁFRICA
.




30 de junho 2018.

PETERSON CRISANTO CHEGA PRA FESTA.

O paranaense Peterson Crisanto faturou o título da primeira etapa com pontuação máxima do WSL Qualifying Series 2018 e saltou da 42.a para a primeira posição no ranking que classifica dez surfistas para a elite dos top-34 da World Surf League. No sábado decisivo do QS 10000 Ballito Pro nas ondas de Willard Beach, o campeão ganhou o duelo brasileiro com o paulista Thiago Camarão pelas quartas de final, depois bateu o havaiano Seth Moniz que tinha assumido a liderança do ranking na sexta-feira e na grande final derrotou o australiano Jack Freestone. Esta foi a quarta vitória verde-amarela na temporada e o Brasil segue ocupando metade das vagas do G-10 para o CT de 2019.

Peterson Crisanto (Foto: @WSL / Kelly Cestari)

“Eu nem consigo acreditar que ganhei este campeonato e estou muito feliz porque é a maior vitória da minha carreira”, disse Peterson Crisanto. “Dois anos atrás, eu perdi meu patrocinador principal e fiquei só competindo no Brasil para juntar dinheiro para poder viajar. Foram tempos difíceis, mas segui trabalhando forte para conseguir meus objetivos. Estou muito feliz por estar de volta ao Circuito Mundial, competindo contra os melhores surfistas do mundo e ganhar a quinquagésima edição deste evento é muito especial para mim”.

O mar melhorou bastante no último dia em Willard Beach para fechar a histórica edição número 50 do Ballito Pro. Apesar dos longos intervalos entre as séries no sábado, quando elas vinham, proporcionavam boas condições para os surfistas mostrarem todo o seu talento. Na grande final, as primeiras ondas só foram surfadas depois de 8 minutos, com Peterson Crisanto largando na frente com notas 5,50 e 8,73 para liderar toda a bateria.

Jack Freestone (Foto: @WSL / Kelly Cestari)

O australiano Jack Freestone entrou na briga surfando uma boa onda que valeu 7,83, após também somar um 5,50. Mas, foi o brasileiro que ficou mais ativo dentro d´água e aumentou seu placar em duas ondas seguidas que renderam notas 6,93 e 8,20 num tubo seguido por três manobras muito fortes numa boa direita em Willard Beach. Com ela, sacramentou a sua vitória mais importante da carreira por 16,93 a 14,13 pontos, faturando 40.000 dólares de prêmio.

“O início do ano foi muito ruim para mim e mal consegui passar baterias nos eventos do QS 3000 e QS 6000”, contou Jack Freestone. “Mas, Ballito é geralmente onde começa o ano e estou muito feliz em conseguir o segundo lugar no primeiro QS 10000 da temporada. Isso significa muito para mim, especialmente aqui em Ballito, onde eu nunca consegui passar de um quinto lugar. Foi um ótimo resultado, agora estou em quinto no ranking e de volta na briga por vaga no CT”.

Peterson Crisanto (Foto: @WSL / Kelly Cestari)





















G-10 DO WSL QUALIFYING SERIES – após 36 etapas:

1.o: Peterson Crisanto (BRA) – 13.720 pontos

2.o: Seth Moniz (HAV) – 12.950

3.o: Mikey Wright (AUS) – 12.205

4.o: Alejo Muniz (BRA) – 10.980

5.o: Jack Freestone (AUS) – 9.720

6.o: Deivid Silva (BRA) – 9.400

7.o: Ryan Callinan (AUS) – 9.280

8.o: Evan Geiselman (EUA) – 9.210

9.o: Ricardo Christie (NZL) – 8.555

10: Thiago Camarão (BRA) – 8.265

11: Jadson André (BRA) – 8.210



26 de junho 2018

MÁQUINA LIGADA NO CP.



17 de junho 2018

FESTIVAL ARRECIFES É SUCESSO EM ITAPUAMA
.




SUPER GALERIA DO ARRECIFES.



09 de junho 2018

PANDA DETONA E VENCE EM ULUWATU.

O catarinense Willian Cardoso conquistou a segunda vitória verde-amarela seguida na Indonésia, a primeira de um estreante na elite esse ano e a quarta seguida do Brasil no World Surf League Championship Tour 2018. A decisão do Uluwatu CT foi contra o australiano Julian Wilson, que recuperou a lycra amarela do Jeep Leaderboard ao chegar na final. Com o título, Willian saltou da 16.a para a quinta posição no ranking, atrás de Filipe Toledo em segundo lugar, Italo Ferreira em terceiro e Gabriel Medina em quarto. É o Brasil dominando o Circuito Mundial e a gaúcha Tatiana Weston-Webb quase consegue a vitória também, mas a francesa Johanne Defay impediu a comemoração dupla na última onda que surfou em Uluwatu.

Willian Cardoso (Foto: @WSL / Kelly Cestari)

“Eu sinto que meu coração está quase explodindo agora”, disse Willian Cardoso. “Depois que venci o Filipe (Toledo) nas quartas de final, fiquei bem mais confiante e começando a pensar que poderia sim chegar na final. Eu vi o Julian (Wilson) fazer uma grande onda no final da bateria e fiquei um pouco preocupado, pois ele já tinha vencido algumas baterias no final. Ele precisava de uma nota alta e, felizmente para mim, não conseguiu. Eu trabalhei muito duro durante vários anos para chegar até esse momento, então só tenho que agradecer a todos que me apoiaram e acreditaram em mim ao longo da minha carreira”.

Ninguém conseguiu bater o backside poderoso de Willian Cardoso nas esquerdas de Uluwatu. O catarinense usou sua força nas manobras para levantar grandes leques de água com potentes batidas e rasgadas executadas sempre com a pressão característica do seu ‘power-surf’. Foi assim que ele passou por Filipe Toledo nas quartas de final e pelo algoz de Gabriel Medina nas semifinais, o australiano Mikey Wright.

Willian Cardoso (Foto: @WSL / Ed Sloane)

Na decisão do título, Willian optou em escolher as melhores ondas, enquanto Julian Wilson ia pegando todas. A tática funcionou, pois o catarinense ganhou notas 8,07 e 7,50 nas duas únicas boas que surfou para vencer por 15,57 a 14,43 pontos. O australiano ainda tirou a maior nota – 8,60 – da bateria no final, mas somou um 5,83 no placar e já tinha cumprido o objetivo de retomar a ponta do ranking, para competir com a lycra amarela do Jeep Leaderboard na próxima etapa, o Corona Open J-Bay, de 06 a 16 de julho na África do Sul.

“Foi um dia muito longo e estou esgotado de cansaço agora”, disse Julian Wilson. “Não consegui o resultado que eu queria em Keramas na semana passada, então conseguir um vice-campeonato aqui em Uluwatu foi muito bom. É legal voltar ao topo do Jeep Leaderboard, mas não estou pensando muito nisso agora, pois estamos só na metade da temporada e temos muitas baterias ainda pela frente. Estou animado para chegar logo em casa para rever minha esposa e filha e já começar a preparação para o Corona Open J-Bay”.

Willian e Julian Wilson (Foto: @WSL / Kelly Cestari)

JEEP LEADERBOARD – A liderança do ranking mudou de dono duas vezes durante os apenas dois dias do Uluwatu CT em Bali. O paulista Filipe Toledo já havia tirado a lycra amarela do potiguar Italo Ferreira quando passou para as quartas de final no sábado, mas aí encontrou um inspirado Willian Cardoso pela frente. O catarinense também surfou só duas ondas boas como na bateria final, para derrotar Filipe por 14,24 a 11,67 pontos.

O campeão já vinha embalado da classificação na quarta fase conquistada no último minuto, numa onda que ele detonou uma série incrível de oito manobras com suas patadas de Panda (seu apelido) que valeram nota 7,93. Com ela, superou o australiano Connor O´Leary por 14,66 a 14,63 pontos. O vencedor desse confronto foi Gabriel Medina, que achou os tubos em Uluwatu para fazer os recordes do evento, nota 9,00 e 17,07 pontos.

Gabriel Medina (Foto: @WSL / Ed Sloane)

O australiano Julian Wilson estava na chave de cima do Uluwatu CT e também surfou bons tubos para vencer suas baterias antes da final. O duelo mais eletrizante foi contra o sul-africano Jordy Smith nas quartas de final, quando ele somou notas 8,17 e 8,03 no placar de 16,20 a 15,50 pontos. Ele ainda tinha que chegar na decisão do título para voltar ao topo do ranking e conseguiu isso de virada na semifinal dominada pelo norte-americano Kolohe Andino. A vitória só veio em sua última onda, que foi a melhor da bateria e valeu nota 8,50 para garantir a classificação por 15,83 a 14,53 pontos.

DOMINIO BRASILEIRO – A vitória de Willian Cardoso em Uluwatu foi a quarta seguida do Brasil nas cinco etapas do World Surf League Championship Tour 2018 completadas na Indonésia. É um domínio verde-amarelo impressionante, nunca antes visto na história do Circuito Mundial iniciada em 1976. A série começou com o potiguar Italo Ferreira badalando o emblemático sino do troféu de campeão do Rip Curl Pro Bells Beach, na final que marcou o encerramento da carreira do tricampeão mundial Mick Fanning na casa dele.

Filipe Toledo (Foto: @WSL / Ed Sloane)

Depois, veio o evento de Margaret River, que foi cancelado na terceira fase pela ameaça de tubarões na área do campeonato na costa ocidental da Austrália e só terminou agora em Uluwatu. Então, a terceira etapa encerrada foi o Oi Rio Pro no Brasil, vencido por Filipe Toledo nos tubos da Barrinha de Saquarema, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. Na Indonésia, Italo Ferreira festejou sua segunda vitória no Corona Bali Protected nas direitas de Keramas e neste sábado Willian Cardoso conseguiu seu primeiro título em etapas do CT.

MAIS BRASILEIROS – Além do catarinense, mais quatro brasileiros competiram no último dia do Uluwatu CT. Depois da brilhante apresentação na quarta fase, fazendo os recordes do campeonato com tubos e aéreos nas esquerdas de Uluwatu, o campeão mundial Gabriel Medina competiu numa hora ruim do mar nas quartas de final e foi batido pelo australiano Mikey Wright por 11,13 a 10,90 pontos. Na disputa seguinte, Willian Cardoso ganhou de Filipe Toledo o quarto duelo 100% brasileiro em Uluwatu por 14,24 a 11,67. Filipe e Medina terminaram em quinto lugar na segunda etapa seguida em Bali.

Willian Cardoso (Foto: @WSL / Ed Sloane)

O cearense Michael Rodrigues, que tinha derrotado o lycra amarela Italo Ferreira na terceira fase, também disputou vagas para as quartas de final, mas foi eliminado no confronto que classificou Julian Wilson e o californiano Conner Coffin. Michael ficou em nono lugar no Uluwatu CT e o outro brasileiro que competiu no sábado foi o catarinense Yago Dora, derrotado na bateria brasileira com Filipe Toledo que abriu o último dia. Esse evento especial foi promovido pela World Surf League para encerrar a etapa de Margaret River, cancelada na terceira fase masculina na Austrália.

FRANCESA CAMPEÃ – A categoria feminina em Margaret River parou nas quartas de final e só uma brasileira competiu no Uluwatu CT. E a gaúcha Tatiana Weston-Webb foi muito bem, despachando duas campeãs mundiais no caminho até a sua segunda final na temporada. A primeira vítima foi a tricampeã Carissa Moore, eliminada por 13,10 a 12,66 nas quartas de final. Depois, bateu a hexacampeã Stephanie Gilmore pela segunda vez em Bali, surfando um belo tubo nota 8,5 para fechar uma “combination” massacrante por 14,50 a 2,50 pontos.

Johanne Defay (Foto: @WSL / Kelly Cestari)

Já a francesa Johanne Defay começou o sábado passando fácil por Nikki Van Dijk nas quartas de final, por 13,00 a 6,97 pontos. Nas semifinais, enfrentou a também australiana Tyler Wright, que largou na frente com nota 7,23. Johanne ganhou 6,00 em sua primeira onda e depois só surfou mais uma até o final que valeu 7,77 para vencer por 13,77 a 13,73 pontos. A francesa estava fora do grupo das dez primeiras colocadas no ranking que são mantidas na elite das top-17 da World Surf League para o ano que vem e, assim como Willian Cardoso, assumiu a quinta posição no ranking com a vitória no Uluwatu CT.

“Isso é uma loucura. Todas as meninas no circuito estão surfando muito bem e merecem vencer, mas estou feliz que hoje (sábado) foi a minha vez”, disse Johanne Defay. “A Tatiana (Weston-Webb) estava incrível, tirando notas acima de 8 em qualquer onda. No final, eu precisava de um 6 e entrou uma última onda para mim, que eu sabia que ia ficar próximo disso. Felizmente, consegui a nota que me garantiu a vitória e estou muito feliz”.

Willian, Julian, Johanne e Tatiana (Foto: @WSL / Kelly Cestari)

Na grande final, Johanne Defay usou a tática de pegar mais ondas para ir somando pontos, até conseguir uma nota 6,63 em sua última apresentação, que acabou virando o placar para 13,13 a 12,67 pontos. A brasileira Tatiana Weston-Webb só surfou duas ondas boas durante toda a bateria e liderava com as notas 5,67 e 7,00 recebidas. Apesar de perder sua segunda decisão de título esse ano, a gaúcha se aproximou das líderes Lakey Peterson e Stephanie Gilmore e agora já tem chances matemáticas de brigar pela lycra amarela do Jeep Leaderboard na próxima etapa, o Corona Open J-Bay nos dias 6 a 16 de julho na África do Sul.

“Eu estava me sentindo bem e muito confiante nesse evento”, disse Tatiana Weston-Webb. “Eu pensei que ia ganhar e realmente dói muito perder no último minuto, especialmente com uma pontuação tão boa, mas competição é assim mesmo. Estou feliz com a minha temporada e por mais um bom resultado. Meus treinadores, minhas pranchas e toda a minha equipe de suporte foram ótimos para chegar nesse nível e agora é manter o foco nas próximas etapas”.