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31 DE DEZEMBRO 2017

JÁ VAI TARDE 2017, VAZA.




28 de dezembro 2017

2018 SERÁ DIFERENTE OU NÃO?



25 de dezembro 2017

FELIZ NATAL AOS NOSSOS INTERNAUTAS.




19 de dezembro 2017

JOHN JOHN É BICAMPEÃO

nfelizmente, faltou onda para Gabriel Medina na bateria contra o francês Jeremy Flores, que acabou garantindo o bicampeonato mundial de John John Florence com a vitória sobre o brasileiro nas quartas de final. Jeremy ainda carimbou a faixa do havaiano na final, para conquistar sua segunda coroa de campeão do Billabong Pipe Masters em memória a Andy Irons. Depois de festejar o título com a torcida que lotou a praia na segunda-feira, John John venceu sua última bateria na semifinal com o pernambucano Ian Gouveia, que ficou em terceiro lugar em sua primeira participação no Pipe Masters. Ele não conseguiu garantir sua vaga na elite, mas será o primeiro substituto dos top-34 no ano que vem, por ter terminado em 23.o lugar no ranking final do World Surf League Championship Tour 2017.

John John Florence (Foto: Tony Heff – WSL)

“Sempre foi meu sonho ganhar o título mundial aqui em casa”, disse John John Florence. “Eu fiquei muito nervoso neste evento e nem sei o que dizer, estou tremendo agora. Tanta gente veio aqui na praia torcer por mim e isso foi incrível. Foi um ano fantástico e acho que aprendi bastante sobre mim mesmo com toda essa pressão. Foi assustador ter alguém como o Gabriel (Medina) brigando pelo título, pois ele é um excelente surfista e um grande competidor. O que ele fez na Europa foi incrível, ganhou dois eventos seguidos e teria sido legal se tivéssemos feito a final aqui. Eu quase consegui ser um Pipe Masters, mas estou feliz pelo Jeremy Flores. A última onda dele foi insana e ele surfou muito bem o evento todo, então mereceu a vitória”.

Antes de perder pela segunda vez para Jeremy Flores na segunda-feira, Medina tinha feito a melhor apresentação do Billabong Pipe Masters esse ano. A maioria da torcida de John John Florence achava que Kelly Slater poderia encerrar a disputa do título mundial nessa bateria, mas Medina liquidou o maior ídolo do esporte logo nas duas primeiras ondas que surfou. Foram dois tubaços no Backdoor que valeram notas 8,90 e 9,07 para o brasileiro fazer o maior placar do ano em Pipeline, 17,97 pontos de 20 possíveis.

Gabriel Medina (Foto: Tony Heff – WSL)

No entanto, o mar estava bastante irregular na segunda-feira. Algumas baterias aconteciam com boas ondas, outras não e foi assim no confronto de Gabriel Medina com Jeremy Flores nas quartas de final. Na bateria anterior, John John Florence pegou altos tubos contra Julian Wilson e chegou perto do recorde de Medina com os 17,60 pontos que somou com notas 8,83 e 8,77. Depois, as ondas pararam de entrar e o francês conseguiu pegar o melhor tubo da bateria para acabar com a chance de bicampeonato do brasileiro por 12,76 a 6,04 pontos.

“Estou bem cansado agora, porque dei tudo de mim lá dentro d´água”, disse Gabriel Medina. “2017 foi um grande ano, apesar de uma lesão que tive no início do ano, que não foi bom pra mim, mas tentei fazer o meu melhor. Eu tive alguns resultados ruins, mas também consegui bons resultados. Foi um ano longo e é difícil lidar com estes altos e baixos, isso foi estressante, mas faz parte do jogo. Meu objetivo aqui era chegar na final, não consegui, mas no ano que vem estarei de volta com tudo de novo”.

Ian Gouveia (Foto: Tony Heff – WSL)

Com a derrota de Medina, dois brasileiros ainda tinham objetivos a atingir no Pipe Masters. Se chegasse na grande final, o potiguar Italo Ferreira tiraria o título de campeão da Tríplice Coroa Havaiana do norte-americano Griffin Colapinto, uma das novidades entre os top-34 do CT 2018. Italo entrou na bateria seguinte e a condição do mar ainda estava ruim, então arriscou até os aéreos e liderou o confronto até Kanoa Igarashi achar um tubo nota 7,67 para vencer por 9,57 a 8,67. Com isso, garantiu o título da Tríplice Coroa para o seu compatriota.

Em seguida começaram as semifinais com Ian Gouveia enfrentando o novo bicampeão mundial John John Florence. O pernambucano precisava vencer o campeonato para conseguir a última vaga para o CT 2018 e vinha fazendo grandes apresentações em sua primeira participação nos tubos de Pipeline e Backdoor. Tinha derrotado outro campeão mundial, Joel Parkinson, e achou dois tubos na difícil condição do mar para liderar o duelo com o havaiano até o fim com notas 6,83 e 5,50.

John John Florence (Foto: Poullenot – WSL)

No entanto, John John acha uma onda no último minuto no Backdoor, passa por dentro de um tubo mais longo e ainda manda um aéreo para ganhar nota 8,73 e avançar para a grande final por 12,56 a 12,33 pontos. Esse era o resultado que John John precisava para garantir seu segundo título mundial por ele mesmo. Poderia ter fechado a temporada com chave de ouro com sua primeira coroa de Pipe Masters, mas o francês Jeremy Flores não deixou.

O havaiano ainda surfou o melhor tubo da bateria, recebeu a maior nota e somou o 8,93 com 7,23, descartando um 7,03 da sua última onda. Jeremy só reagiu no final, entrando na briga com um tubo 7,90 e conseguiu a virada com o 8,33 recebido no último que surfou, mudando o resultado para 16,23 a 16,16 pontos. O francês chegou no Havaí com sua vaga ameaçada na elite e saltou da 19.a para a 15.a posição no ranking com sua segunda vitória no Billabong Pipe Masters. E conseguiu isso derrotando os dois melhores surfistas da temporada.

Jeremy Flores (Foto: Poullenot – WSL)

“Ganhar o Pipe Masters contra o John John Florence assim, no Backdoor perfeito com uma onda nos últimos segundos, foi demais”, disse Jeremy Flores. “Eu nem poderia sonhar com uma maneira melhor de vencer o Pipe Masters. Parabéns ao John John e ao Gabriel (Medina), vocês estão em outro nível. Meu objetivo era vencer esse evento, mas conseguir isso é muito louco. Para ser sincero, eu não gosto de ser aquele cara que entra na briga de um título decisivo. É por isso que, honestamente, me senti mal quando ganhei do Gabriel. Deveria ser um confronto entre eles, pois esses caras trabalham muito duro também. Eu só queria um bom resultado para não sair do CT e acabei conseguindo ganhar este título para a França, então estou feliz porque isso não acontece muitas vezes”.

Ele já começou a segunda-feira ganhando de virada também na última onda que pegou nos minutos finais da bateria contra os brasileiros Gabriel Medina e Italo Ferreira, que valia a terceira vaga direta para as quartas de final. A primeira foi conquistada por Ian Gouveia, que pegou todos os tubos que entraram nas esquerdas de Pipeline no primeiro confronto do dia, contra o australiano Julian Wilson e o norte-americano Conner Coffin. A segunda quase que Caio Ibelli manda John John Florence para a repescagem, mas o havaiano achou um tubo no final para derrotar o brasileiro como fez contra Ian Gouveia nas semifinais.

Caio Ibelli (Foto: Poullenot – WSL)

Caio Ibelli depois foi batido por Julian Wilson e terminou em nono lugar no Billabong Pipe Masters. Já Gabriel Medina não deu qualquer chance para Kelly Slater e Italo Ferreira despachou Leonardo Fioravanti, com o italiano não conseguindo surfar nenhuma onda nos 30 minutos da bateria que definiu o último classificado para as quartas de final. Elas foram iniciadas em seguida com Ian Gouveia eliminando Joel Parkinson, mas Medina e Italo perderam suas baterias e ficaram em quinto lugar no Billabong Pipe Masters.

FESTEJANDO CONQUISTAS – Além de John John Florence e Jeremy Flores, outros surfistas festejaram conquistas no último dia do World Surf League Championship Tour 2017. O norte-americano Griffin Colapinto ficou com o título da Tríplice Coroa Havaiana e o australiano Connor O´Leary com o prêmio de “Rookie of the Year”, o melhor estreante da temporada. Outro que também comemorou foi o norte-americano Patrick Gudauskas, que vai retornar a elite no ano que vem porque o potiguar Italo Ferreira entrou no grupo dos 22 primeiros do ranking que são mantidos no CT e dispensou sua vaga no G-10 do QS para o californiano.

Italo Ferreira (Foto: Poullenot – WSL)

Como o pernambucano Ian Gouveia não conseguiu ingressar nos top-22, a “seleção brasileira” terá dez surfistas disputando o título mundial em 2018, um a mais do que nesse ano. Os campeões mundiais Gabriel Medina e Adriano de Souza, Filipe Toledo, Caio Ibelli e Italo Ferreira, foram os que permaneceram na elite e cinco novidades se classificaram pelo QS, o paulista Jessé Mendes, os catarinenses Tomas Hermes, Yago Dora, Willian Cardoso e o cearense Michael Rodrigues.

Os que saíram do time e vão ter que disputar o WSL Qualifying Series no ano que vem foram o pernambucano Ian Gouveia, que será o primeiro substituto dos tops de 2018, os paulistas Miguel Pupo e Wiggolly Dantas e o potiguar Jadson André. Ian terminou em 23.o lugar no ranking, Pupo em 25.o, Wiggolly em 26.o e Jadson em 32.o. Dos quatro rebaixados para o QS, o que ficou em melhor posição foi Ian Gouveia, que será o primeiro a ser chamado para substituir qualquer ausência de tops da elite no ano que vem.

Jeremy Flores e John John Florence (Foto: Kelly Cestari – WSL)

O último desafio do World Surf League Championship Tour 2017 foi transmitido direto do Havaí pelo www.worldsurfleague.com e pelo aplicativo da WSL e no Facebook Live através da página da World Surf Lefague no Facebook, com o Billabong Pipe Masters passando ao vivo também pela ESPN+ e Globoesporte.com no Brasil, CBS Sports Network nos Estados Unidos, Fox Sports na Austrália, SKY NZ na Nova Zelândia, SFR Sports na França e em Portugal e EDGE Sports Network na China, Japão, Malásia e outros territórios asiáticos.

Bicampeão: John John Florence (HAV) – 59.600 pontos

02: Gabriel Medina (BRA) – 53.700

03: Julian Wilson (AUS) – 48.650

04: Jordy Smith (AFR) – 47.600

05: Matt Wilkinson (AUS) – 40.700

06: Owen Wright (AUS) – 39.850

07: Kolohe Andino (EUA) – 37.250

08: Adriano de Souza (BRA) – 36.600

09: Joel Parkinson (AUS) – 36.550

10: Filipe Toledo (BRA) – 35.450

11: Sebastian Zietz (HAV) – 34.450

12: Mick Fanning (AUS) – 33.000

13: Connor O´Leary (AUS) – 29.950

14: Frederico Morais (PRT) – 29.900

15: Jeremy Flores (FRA) – 29.700

16: Adrian Buchan (AUS) – 27.750

17: Kanoa Igarashi (EUA) – 27.200

18: Caio Ibelli (BRA) – 25.250

19: Michel Bourez (TAH) – 24.950

20: Conner Coffin (EUA) – 24.500

21: Joan Duru (FRA) – 23.400

22: Italo Ferreira (BRA) – 22.400


06 de dezembro 2017

HAWAII, A HORA DA VERDADE.

O prazo do Billabong Pipe Masters em memória a Andy Irons, começa na sexta-feira e tem até o dia 20 de dezembro para fechar a temporada 2017 do World Surf League Championship Tour. Os surfistas já estão escalados e o havaiano John John Florence e o brasileiro Gabriel Medina vão tentar o bicampeonato mundial, mas o sul-africano Jordy Smith e o australiano Julian Wilson têm chances de conseguir o primeiro título deles esse ano. Também em Banzai Pipeline será definida a lista dos top-34 que vão disputar o CT 2018 e a briga pelas últimas vagas no grupo dos 22 que são mantidos na elite, vai envolver quatorze surfistas na parte de baixo da tabela.

John John Florence (Foto: Poullenot – WSL)

A batalha principal pelo título mundial está mais concentrada em John John Florence e Gabriel Medina, que venceu as duas etapas da perna europeia na França e em Portugal, última parada antes da grande final no templo sagrado do esporte na ilha de Oahu. O havaiano tem 53.350 pontos no ranking e o brasileiro está com 50.250, precisando no mínimo chegar nas quartas de final para atingir 53.700. John John confirma o bicampeonato consecutivo se chegar na final do Billabong Pipe Masters, o que ainda não conseguiu.

No entanto, se o havaiano parar nas semifinais, por exemplo, Medina ainda tem chance de lhe tirar o título se vencer o campeonato, o que ele também não conseguiu ainda, apesar de já ter feito duas finais em Banzai Pipeline. A primeira perdeu para Julian Wilson depois de festejar o título mundial em 2014. No ano seguinte, a decisão foi brasileira e Medina já tinha conquistado a Tríplice Coroa Havaiana e garantido o título mundial de Adriano de Souza ao barrar Mick Fanning nas semifinais. Mineirinho depois ganhou a coroa do Pipe Masters.

Gabriel Medina (Foto: Masurel - WSL)
Gabriel Medina (Foto: Masurel – WSL)

John John Florence pode ir dificultando as chances de Gabriel Medina a cada bateria que vencer em Pipeline. Se passar pela terceira fase, obriga o brasileiro a chegar na final para supera-lo. Se ganhar mais uma e avançar para as quartas de final, Medina já vai precisar vencer o campeonato, mesma situação se o havaiano chegar nas semifinais. Já os outros dois concorrentes, John John tira Julian Wilson da briga se passar pela terceira fase e acaba com as chances de Jordy Smith se avançar para as quartas de final.

VAGAS NO CT 2018 – Na parte de baixo da tabela, a briga pelas últimas vagas para o CT 2018 promete ser intensa também. Serão cinco surfistas defendendo suas permanências no G-22, Caio Ibelli (18.o lugar), Jeremy Flores (19.o), Kanoa Igarashi (20.o), Conner Coffin (21.o) e Bede Durbidge (22.o). Entre os nove que podem superar as pontuações atuais deles no ranking, a melhor chance é para os três brasileiros que estão na porta de entrada da zona de classificação, Miguel Pupo (23.o lugar), Wiggolly Dantas (24.o) e Italo Ferreira (25.o). Para eles, a condição mínima é passar da terceira fase no Havaí, ou seja, ganhar duas baterias para garantir 4.000 pontos do nono lugar no Billabong Pipe Masters.

 

















PRIMEIRA FASE DO BILLABONG PIPE MASTERS:

1.a: Matt Wilkinson (AUS), Jeremy Flores (FRA), Jadson André (BRA)

2.a: Owen Wright (AUS), Kanoa Igarashi (EUA), Josh Kerr (AUS)

3.a: Julian Wilson (AUS), Conner Coffin (EUA), Stuart Kennedy (AUS)

4.a: Jordy Smith (AFR), Bede Durbidge (AUS), Ethan Ewing (AUS)

5.a: Gabriel Medina (BRA)Miguel Pupo (BRA), convidado

6.a: John John Florence (HAV), Wiggolly Dantas (BRA), convidado

7.a: Adriano de Souza (BRA)Caio Ibelli (BRA), Jack Freestone (AUS)

8.a: Kolohe Andino (EUA), Joan Duru (FRA), Kelly Slater (EUA)

9.a: Filipe Toledo (BRA), Michel Bourez (TAH), Ezekiel Lau (HAV)

10: Sebastian Zietz (HAV), Adrian Buchan (AUS), Ian Gouveia (BRA)

11: Joel Parkinson (AUS), Connor O´Leary (AUS), Leonardo Fioravanti (ITA)

12: Mick Fanning (AUS), Frederico Morais (PRT), Italo Ferreira (BRA


05 DE DEZEMBRO 2017

BAÍA FORMOSA, AONDE O SURFE NUNCA PARA.

Veja galeria especial do último swell nessa importante cidade
do Surfe potiguar.




03 de dezembro 2017

BRASIL ENTRA RASGANDO TUDO NO WQS.

A Vans World Cup of Surfing fechou o WSL Qualifying Series 2017 neste sábado no Havaí, com o Brasil conquistando seis das dez vagas para a elite dos top-34 que vai disputar o título mundial de 2018 no Championship Tour. O último a ser confirmado foi o cearense Michael Rodrigues, que ficou ameaçado de sair do G-10 até o último minuto das semifinais. Foi quando seu último concorrente, Patrick Gudauskas, terminou em quarto lugar na bateria e tiraria o brasileiro da lista se tivesse ficado em terceiro pelo menos.

Conner Coffin (Foto: Tony Heff – WSL)

Os outros classificados foram o paulista Jessé Mendes, os catarinenses Tomas Hermes, Yago Dora, Willian Cardoso e o potiguar Italo Ferreira. Os norte-americanos também festejaram no último dia, com Griffin Colapinto tirando o primeiro lugar no ranking final do QS 2017 do brasileiro Jessé Mendes, Conner Coffin vencendo a World Cup e Kolohe Andino sendo o vice-campeão. O australiano Wade Carmichael ficou em terceiro lugar e o próprio Colapinto em quarto no QS 10000 de Sunset Beach.

O jovem Griffin Colapinto, 19 anos, também ganhou uma batalha direta pela liderança da Tríplice Coroa Havaiana com Wiggolly Dantas nas semifinais. Na primeira etapa desta competição especial que fecha a temporada da World Surf League na ilha de Oahu, o californiano ficou em segundo lugar na decisão do Hawaiian Pro e o Wiggolly em terceiro. O campeão Filipe Toledo não competiu em Sunset, então a briga pela ponta era entre os dois.

Griffin Colapinto (Foto: Tony Heff – WSL)

A bateria foi logo dominada por Colapinto e por Wade Carmichael, que atacou uma onda com seu “power surf” agressivo para ganhar 9,57 dos juízes. Mas, o norte-americano liderou desde o início com as notas 6,17 e 8,23 das suas duas primeiras ondas. Wiggolly Dantas só conseguiu surfar nos 10 minutos finais, mas em ondas que só proporcionavam uma ou duas manobras antes de fechar. Já era tarde para uma reação e ele terminou em terceiro lugar na disputa pelas duas primeiras vagas na grande final.

ÚLTIMA VAGA – Na outra semifinal, foi decidida a última classificação para o CT 2018. Eram três norte-americanos e Patrick Gudauskas tiraria o brasileiro Michael Rodrigues do G-10 se ficasse no mínimo em terceiro lugar na bateria. Mas, seus compatriotas Conner Coffin e Kolohe Andino que já estão na elite, atacaram as ondas para receber grandes notas e ganharam as duas últimas vagas para tentar o prestigiado título da Vans World Cup of Surfing.

Wiggoly Dantas (Foto: Tony Heff – WSL)

Mesmo assim, Patrick poderia conseguir a última vaga no CT se ficasse em terceiro lugar, à frente de Barron Mamiya. Ambos quase não surfaram na bateria. O californiano surfou uma no início que valeu 6,23 e só pegou outra há 3 minutos do fim. Ele ainda teve mais uma chance de superar o havaiano, mas não conseguiu. A nota saiu 5,77 e ele ficou em último por 4 décimos, totalizando 12,00 pontos contra 12,04 do terceiro colocado.

Com isso, a última vaga para o CT 2018 ficou mesmo para Michael Rodrigues. Ele perdeu na sexta-feira e o sábado começou com nove surfistas tendo chances matemáticas de ultrapassa-lo. Mas, para a sua felicidade, todos foram caindo um a um, até acontecer o único resultado que ainda manteria o cearense no G-10, Patrick Gudauskas ficar em último na semifinal. Para Michael Rodrigues, foi o fim de uma agonia que durou o dia inteiro, pois em quase todas as baterias tinha alguém ameaçando a sua última vaga na lista.

Caio Ibelli (Foto: Keoki Saguibo – WSL)

SELEÇÃO BRASILEIRA – O cearense é a quinta novidade na “seleção brasileira” do CT no ano que vem. Os outros que também nunca fizeram parte do seleto grupo dos 34 melhores surfistas do mundo e vão estrear na divisão principal da World Surf League em 2018 são o paulista Jessé Mendes e os catarinenses Tomas Hermes, Yago Dora e Willian Cardoso. O potiguar Italo Ferreira já era da elite e confirmou sua permanência entre os dez indicados pelo QS no sábado também em Sunset Beach.

Em 2018, o Brasil estará reforçado por um surfista a mais do que os nove deste ano, pois quatro estão entre os 22 primeiros do CT que são mantidos na elite dos top-34, os campeões mundiais Gabriel Medina e Adriano de Souza, Filipe Toledo e Caio Ibelli. E este número pode até aumentar, caso Miguel Pupo e Wiggolly Dantas consigam entrar no G-22 do CT no Billabong Pipe Masters, que começa nesta sexta-feira, 8 de dezembro. Pupo está em 23.o no ranking e Wiggolly é o 24.o, seguido por Italo Ferreira em 25.o. Se o potiguar se classificar pelo CT, sua vaga no QS fica para o americano Patrick Gudauskas.

Wiggoly Dantas (Foto: Tony Heff – WSL)

MAIORIA BRASILEIRA – Os brasileiros chegaram no sábado com maioria entre os 32 escalados nas oitavas de final que abriram o último dia em Sunset Beach. O mar tinha baixado um pouco em relação aos outros dias, mas o swell continuou bombando séries pesadas de 2 metros, porém com longos intervalos entre as séries e poucas ondas boas entrando nas baterias. Os sete brasileiros ficaram divididos em cinco baterias.

Na primeira do dia, entraram dois e só um passou, Caio Ibelli, na vitória de Dion Atkinson. Os favoritos eram o campeão mundial Adriano de Souza e outro australiano, Matt Wilkinson, que acabaram eliminados. O peruano Miguel Tudela competiu na segunda e ficou em último. A terceira foi outro confronto direto entre Brasil e Austrália que terminou empatado, o baiano Bino Lopes venceu, Stu Kennedy passou em segundo e Miguel Pupo, que estava bem próximo do G-10, não achou as ondas nas condições irregulares do mar e ficou em último.

Na bateria seguinte, Wiggolly Dantas usou seu “backside attack” explosivo nas direitas de Sunset Beach para avançar junto com seu principal concorrente no ranking da Tríplice Coroa Havaiana, Griffin Colapinto. Depois, os brasileiros começaram a ajudar Michael Rodrigues a permanecer no G-10. Italo Ferreira barrou o sul-africano Michael February, que já tiraria a vaga do cearense se passasse essa bateria encerrada com vitória portuguesa de Vasco Ribeiro. E Lucas Silveira despachou outro forte concorrente que estava se aproximando a cada rodada, o italiano Leonardo Fioravanti.

Kolohe Andino (Foto: Keoki Saguibo – WSL)

MAIORIA AMERICANA – Nas quartas de final, apenas Wiggolly Dantas se classificou, vencendo muito bem a primeira bateria com a força do seu backside vertical atacando os pontos mais críticos das direitas em Sunset Beach. Na segunda bateria, os novos tops do CT, Griffin Colapinto e Wade Carmichael, derrotaram o paulista Caio Ibelli e o baiano Bino Lopes.

Na seguinte, Conner Coffin e Kolohe Andino iniciaram contra o carioca Lucas Silveira, uma dobradinha campeã que foi até o pódio. Na última quarta de final, Italo Ferreira também ficou em terceiro, eliminado por Patrick Gudauskas e o havaiano Barron Mamiya, a grande surpresa do evento. A situação então se inverteu e os norte-americanos passaram a ter maioria entre os semifinalistas, quatro surfistas contra dois australianos, um brasileiro e um havaiano.

Conner Coffin, Grifin Colapinto, Wade Carmichael e Kolohe Andino (Foto: Tony Heff – WSL)

Na primeira, a dupla Colapinto e Carmichael tirou o Brasil da decisão do título, com Wiggolly Dantas terminando em quinto lugar na World Cup. Na outra bateria, deu Conner Coffin e Kolohe Andino mais uma vez, contra Barron Mamiya e Patrick Gudauskas. Na última bateria do campeonato, a dobradinha americana se repetiu com Conner Coffin ganhando o troféu de campeão da segunda joia da Tríplice Coroa Havaiana. Kolohe Andino ficou em segundo lugar, seguido por Wade Carmichael e o campeão do QS 2017, Griffin Colapinto.

Mais informações, notícias, fotos, vídeos e todos os resultados do QS 10000 Vans World Cup of Surfing podem ser acessadas na página do evento no www.worldsurfleague.com que transmitiu a grande final do WSL Qualifying Series 2017 ao vivo de Sunset Beach.
 

G-10 DO WSL QUALIFYING SERIES 2017 – após a última etapa no Havaí:

1.o: Griffin Colapinto (EUA) – 26.900 pontos

2.o: Jessé Mendes (BRA) – 25.400

3.o: Kanoa Igarashi (EUA) – 23.030 e top-22 do CT

4.o: Wade Carmichael (AUS) – 21.400

5.o: Tomas Hermes (BRA) – 20.880

6.o: Yago Dora (BRA) – 20.450

7.o: Italo Ferreira (BRA) – 20.360

8.o: Willian Cardoso (BRA) – 19.000

9.o: Keanu Asing (HAV) – 16.950

10.o: Ezekiel Lau (HAV) – 16.750

11.o: Michael Rodrigues (BRA) – 16.550


26 DE NOVEMBRO 2017

MIMPI SUPER GALERIA


21 de novembro 2017

VENCEDORES DO MIMPI CELEBRAM NO

PARQUE LAJE



20 de novembro 2017

DOMINGO DE ESTRELAS NO MIMPI


18 de novembro 2017

ABERTURA DO MIMPI

17  de novembro 2017

MIMPI COMEÇA FUMAÇANDO.


15 de novembro 2017

BATE E VOLTA NA BAÍA FORMOSA.











12 de novembro 2017

ODEBRECHT FECHA A PRAIA DO PAIVA.


04 de novembro 2017

DEIVID SILVA VENCE AS ESTRELAS DA ELITE.

O Hang Loose São Sebastião Pro foi encerrado no sábado com a Praia de Maresias ficando lotada mais uma vez no último dia da etapa do QS 3000 que fechou o calendário da WSL South America no litoral norte de São Paulo. O campeonato terminou com festa paulista de Deivid Silva e Thiago Camarão comemorando títulos no pódio. Deivid derrotou Flavio Nakagima na final para conquistar sua segunda vitória seguida no Brasil, pois também ganhou o QS 1500 de Itacaré, domingo passado na Bahia. Os dois barraram os campeões mundiais Gabriel Medina e Adriano de Souza nas quartas de final. Já Thiago Camarão, que é de São Sebastião, ficou com o título de campeão sul-americano de 2017 no ranking que liderou o ano inteiro.

Deivid Silva (Foto: @WSL / Daniel Smorigo)

“Eu só tenho que agradecer, pois ganhar dois eventos seguidos com tantos surfistas de alto nível competindo, foi sensacional”, disse o guarujaense Deivid Silva, no pódio. “Muito obrigado a toda essa galera que lotou a praia esses dias, que passou uma vibe incrível fazendo uma festa a cada onda que a gente surfava. Quero também agradecer a minha família e minha esposa que me ajudaram muito aqui e parabéns ao (Flavio) Nakagima pela bateria emocionante que fizemos na final e ao (Thiago) Camarão, que é o novo campeão sul-americano. Espero que no ano que vem tenha esse evento de novo com essa vibe incrível de vocês. Obrigado a todos”.

No sábado, as ondas estavam bem menores do que nos dois primeiros dias, mas apresentando boa formação ainda nas séries de 2-3 pés que rolavam na Praia de Maresias. A torcida que lotou a praia para ver principalmente os campeões mundiais em ação, permaneceu nas areias até as finais, mesmo depois que eles perderam. O campeão Deivid Silva ganhou duas vezes de Gabriel Medina na casa dele, até elimina-lo nas quartas de final. Na disputa seguinte, foi a vez de Flavio Nakagima barrar Adriano de Souza no desempate do duelo que terminou com os dois totalizando 13,07 pontos. A nota 7,90 de Nakagima na última onda definiu a vitória.

Flavio Nakagima (Foto: @WSL / Daniel Smorigo)

“O evento todo foi alucinante e o dia hoje (sábado) foi incrível”, disse o surfista da Praia Grande, Flavio Nakagima. “Foi um dia tenso, com muitas baterias difíceis e quero parabenizar o Deivid (Silva) pelo excelente campeonato que fez. Ele mostrou mais uma vez que está em altíssimo nível e parabéns ao Camarão também pelo título sul-americano. Eu amo muito Maresias, me sinto em casa aqui e quero agradecer ao público que veio aqui para nos prestigiar. É isso, o surfe é um show e vocês que fazem a festa, obrigado”.

A grande final com 35 minutos de duração foi iniciada as 14h50 com a praia cheia em Maresias para assistir uma decisão paulista no Hang Loose São Sebastião Pro. As ondas estavam pequenas e demorando a entrar, com a escolha das melhores ganhando peso decisivo na definição do campeão. Deivid Silva foi o primeiro a surfar, pegando uma direita para fazer duas manobras fortes no outside e outra no inside pra finalizar. Flavio Nakagima entrou na seguinte e usou a mesma fórmula de três manobras também de backside em outra direita. As notas demoraram um pouco a sair e a do Deivid foi melhor, valeu 7,83 contra 6,67 de Nakagima.

Deivid Silva (Foto: @WSL / Daniel Smorigo)

Deivid logo pega outra e insiste nela até a beira para tirar 4,17 e liderar com 5,34 pontos de vantagem. Nagakima dá o troco numa esquerda que ele sai acelerando e voa num aéreo rodando de frontside para receber 6,03 e passar à frente da bateria. Deivid fica precisando de 4,87 e também pega uma esquerda, mas erra o segundo movimento. A prioridade de escolha da próxima onda fica então para Nakagima, mas Deivid entra em outra esquerda que ele deixa passar, faz uma rasgada e tenta o aéreo, só que não consegue aterrisar.

O tempo passa rápido e chega nos 10 minutos finais com Deivid mais ativo no mar, remando de um lado para o outro. Ele pega mais uma esquerda que abre a parede para fazer três manobras de frontside e conseguir a virada com nota 5,73. Nakagima passa a precisar de 6,03 para vencer. Os dois pegam ondas fracas na sequência, mas logo Deivid escolhe bem uma direita boa para mandar duas batidas fortes com seu backside vertical e aumentar a vantagem para 7,0 pontos com a nota 5,83 recebida.

Deivid Silva e Flavio Nakagima (Foto: @WSL / Daniel Smorigo)

O sinal de 5 minutos para o término soou com o mar quase “flat”. Somente nos últimos segundos entrou uma onda e Nakagima foi para a esquerda, mandou mais um aéreo, enquanto Deivid pegou uma direita, ficando o suspense pelas notas. A do Nakagima valeu 5,60 e Deivid Silva festejou sua segunda vitória seguida por 13,66 a 12,70 pontos, faturando mais 12.000 dólares de prêmio e os 3.000 pontos no QS, que o levaram do 29.o para o 21.o lugar na classificação geral das 51 etapas completadas neste sábado na Praia de Maresias.

VAGAS NO CT – Com o vice-campeonato no Hang Loose São Sebastião Pro, Flavio Nakagima subiu da 28.a para a 23.a posição no ranking que classifica os dez primeiros para a elite dos top-34 do CT. No momento, os brasileiros estão com metade das vagas no G-10. O líder, Jessé Mendes, e o terceiro colocado, Yago Dora, já são duas novidades garantidas para o ano que vem. Willian Cardoso em quarto lugar e Tomas Hermes em quinto, estão bem pertos disso também e Michael Rodrigues fecha a lista na décima posição. A definição dos dez indicados pelo QS será na Triplice Coroa Havaiana, que começa no próximo dia 12 na ilha de Oahu.

Jessé Mendes (Foto: @WSL / Daniel Smorigo)

Jessé Mendes e Tomas Hermes foram até as semifinais do Hang Loose São Sebastião Pro no sábado. A bateria entre Nakagima e Tomas Hermes foi mais disputada e decidida nas ondas surfadas nos últimos minutos. As do vice-campeão foram melhores e valeram 7,33 e 5,87, contra 6,27 e 5,73 do catarinense no placar encerrado em 13,20 a 12,00 pontos. E foi contra Jessé Mendes, que Deivid fez sua melhor apresentação na Praia de Maresias. Ele detonou uma onda com uma série interminável de manobras que arrancou dos juízes a maior nota do campeonato, 9,87, superando a 9,80 de Gabriel Medina na sexta-feira.

“O Deivid (Silva) estava em sintonia com as ondas, pegou as melhores e mereceu ir para a final”, disse Jessé Mendes. “Mesmo já classificado para o CT no ano que vem, eu vim aqui para manter o ritmo de competição. Tive muitas baterias difíceis e sinto que fiz um bom resultado em um evento com tantos surfistas bons. Eu tenho treinado muito forte esse ano, me sinto mais maduro, mas acho que foi por forças maiores que eu consegui tantos resultados bons que me garantiram no CT”.

Adriano de Souza (Foto: @WSL / Daniel Smorigo)

Nas quartas de final, a maioria das baterias foram definidas nos minutos finais. Na primeira, Jessé Mendes conseguiu uma nota 7,0 para derrotar o potiguar Italo Ferreira por 11,87 a 11,56 pontos. Na segunda, Deivid ganhou 7,33 na última onda para ganhar de virada de Gabriel Medina por 13,50 a 13,36 pontos. No duelo seguinte, Nakagima conseguiu a nota exata para empatar o placar com Adriano de Souza em 13,07 pontos e o 7,90 recebido decidiu a vitória. Só na última quarta de final, Tomas Hermes não deu qualquer chance para o jovem catarinense Mateus Herdy, derrotando-o com a maior somatória do último dia, 16,67 a 11,93 pontos.

TÍTULO SUL-AMERICANO – Além de valer 3.000 pontos para o ranking mundial do WSL Qualifying Series, o Hang Loose São Sebastião Pro também definiu o campeão sul-americano da WSL South America no sábado em Maresias. O título foi decidido na última bateria classificatória para as quartas de final. O paulista Thiago Camarão, local da Praia de Juquehy em São Sebastião, precisava ficar no mínimo em terceiro lugar para acabar com as chances do seu único concorrente, Deivid Silva. No entanto, o confronto terminou com ele em quarto, sem contar a nota da sua última onda, que demorou um pouco para ser divulgada.

Thiago Camarão (Foto: @WSL / Daniel Smorigo)

Camarão ficou na beira do mar aguardando o anúncio e a nota 6,33 recebida foi suficiente para tirar o terceiro lugar do catarinense Willian Cardoso no confronto que classificou o campeão mundial Adriano de Souza e Tomas Hermes para as quartas de final. Só então, Thiago Camarão festejou o título de melhor surfista profissional da América do Sul em 2017 e foi carregado pela torcida até a arena do evento.

Ele liderou o ranking desde a sua vitória na primeira etapa em Mar del Plata, na Argentina. O circuito ainda passou pelo Peru, Chile e por Itacaré, na Bahia, antes de chegar no Hang Loose São Sebastião Pro. O prêmio para os campeões regionais da World Surf League é a garantia de participação nas principais etapas do WSL Qualifying Series, com status QS 6000 e QS 10000, que são decisivas na disputa pelas dez vagas para o CT.

Thiago Camarão campeão sul-americano de 2017 (Foto: @WSL / Daniel Smorigo)

“Estou muito feliz pelo título, mas triste pelo resultado aqui, porque eu estava almejando a vitória nessa etapa”, disse Thiago Camarão. “Mas, estou contente pelo título sul-americano, que é inédito na minha vida e pretendo focar ainda mais nos próximos eventos do Havaí, pois vou com tudo pra lá. Fico um pouco triste porque esse evento era muito importante pelo fato de ser em casa, em frente da torcida, família, é onde eu mais treino, conheço bem a onda e tenho apoio da torcida também. Acabei perdendo a bateria, mas ganhei o título sul-americano, então só posso sair daqui feliz por isso, claro”.


29 de outubro 2017

DANILO COSTA BRILHA EM ITAPUAMA.

Potiguar ex-top mundial brilhou na etapa Surf Master que acabou a pouco
na bela praia de Itapuama.

 


28 de outubro 2017

SURF MASTER NORDESTE AGITA ITAPUAMA.


Começou hoje na bela praia de Itapuama (25 km do Recife), a etapa
Surf Master Nordeste reunindo atletas de vários estados do país.
Confira a galeria de fotos do sábado. Nossa cobertura tem apoio:
Shark Surfboards, Brisa Wax e Blocos Teccel.



25 de outubro 2017

MEDINA "SHOW" VENCE EM PORTUGAL.

Com uma performance inédita em ganhar as duas etapas da “perna europeia” do World Surf League Championship Tour, Gabriel Medina entra de vez na briga pelo bicampeonato mundial. Dessa vez, vingou a derrota sofrida para o australiano Julian Wilson nos tubos de Teahupoo, Taiti, conquistando o título do MEO Rip Curl Pro Portugal com uma virada nos últimos minutos da bateria que fechou a décima etapa da temporada na quarta-feira em Supertubos. Com a vitória, Medina assumiu a vice-liderança no ranking e passou a ser o principal concorrente do havaiano John John Florence, que também tenta o segundo título mundial e ambos já tiveram grandes resultados nos tubos de Banzai Pipeline, palco da etapa final no Havaí.

Gabriel Medina (Foto: Poullenot – WSL)

“Estou realmente muito feliz agora. Eu tinha um objetivo de ganhar um evento na Europa, então ganhar os dois foi uma coisa incrível”, disse Gabriel Medina. “Estou muito cansado agora, porque tive que trabalhar bastante. O Julian (Wilson) já me ganhou tantas vezes desse jeito, então foi bom dar o troco nele. Quando ele conseguiu passar a frente quando faltavam cinco minutos, pensei: ‘oh meu Deus, de novo’. Mas, estava confiante e estou muito contente por ter conseguido ganhar no finalzinho dele dessa vez”.

Medina chegou na Europa em oitavo lugar no Jeep Leaderboard e tirou a vice-liderança do sul-africano Jordy Smith com as duas vitórias consecutivas em Hossegor, na França, e em Peniche, Portugal. Agora, o primeiro campeão mundial do Brasil em 2014, entrou na disputa direta pelo bicampeonato no Billabong Pipe Masters, de 8 a 20 de dezembro no templo sagrado do esporte na ilha de Oahu, Havaí.

Gabriel Medina (Foto: Poullenot – WSL)

O retrospecto dos dois nesse evento é favorável ao brasileiro. O havaiano só fez uma final em Banzai Pipeline em 2013, quando perdeu para Kelly Slater, apesar de ter outras vitórias no mesmo lugar na etapa do QS que acontece em fevereiro. Já Medina disputou duas finais seguidas no Pipe Masters, em 2014 perdeu para o próprio Julian Wilson quando foi campeão mundial e em 2015 para Adriano de Souza, na inédita final verde-amarela que coroou o segundo título brasileiro no CT.

“Antes, eu não estava realmente pensando em título mundial, mas agora estou definitivamente acreditando nisso”, disse Gabriel Medina. “Ele (John John Florence) tem uma vantagem, mas agora tudo pode acontecer lá no Havaí. Eu só quero surfar o melhor que eu puder em Pipeline. Adoro aquela onda e já consegui bons resultados neste evento, então nada é impossível e vou preparado para disputar o título lá mais uma vez”.

Gabriel Medina (Foto: Poullenot – WSL)

CAMPEÕES MUNDIAIS EM MARESIAS – Antes do Havaí, Gabriel Medina vai passar em casa e será mais uma grande atração do Hang Loose São Sebastião Pro, etapa do QS 3000 nos dias 2 e 5 de novembro na Praia de Maresias, onde ele mora em São Sebastião, litoral norte de São Paulo. Com exceção de Filipe Toledo, que mora na Califórnia, toda a “seleção brasileira” do CT vai prestigiar o último evento da WSL South America, o também campeão mundial Adriano de Souza, Caio Ibelli, Miguel Pupo, Wiggolly Dantas, Italo Ferreira, Ian Gouveia e Jadson André.

Na quarta-feira decisiva em Portugal, as condições estavam difíceis para competir, com poucas ondas entrando nas baterias, mas Supertubos seguiu apresentando belos tubos nas séries de 3-4 pés e boas rampas para as manobras aéreas no último dia. Na bateria final, Medina começou na frente botando pressão no australiano com uma tática e surfar várias ondas, quatorze no total, enquanto Julian preferiu ser mais paciente na escolha.

Julian Wilson (Foto: Poullenot – WSL)

DECISÃO EM PORTUGAL – Foi assim que ele conseguiu assumir a ponta numa esquerda que pegou há cinco minutos do fim da bateria e rodou um belo tubo que valeu 6,27. Mas, Medina permaneceu ativo e ainda aumentou as duas notas que estava computando nos minutos finais. Usou os aéreos também nas esquerdas de Supertubos para arrancar notas 6,93 e 6,33 e virar o placar para 13,26 a 10,94 pontos. Depois, foi carregado pelo pai e pela torcida da areia até o pódio do MEO Rip Curl Pro Portugal.

“Parabéns ao Gabriel (Medina) e tivemos dias maravilhosos aqui, com condições desafiadoras antes do mar diminuir nesses últimos dias, mas foi um grande evento”, disse Julian Wilson. “Nós sempre conseguimos boas ondas aqui em Peniche, podem ser amedrontantes ou emocionantes e agradeço a todos que vieram a praia nos apoiar nesses dias incríveis. Todos nós gostamos dessa onda, do desafio, então realmente somos gratos por toda a positividade aqui”.

DISPUTA DO TÍTULO MUNDIAL – Julian Wilson é o quarto colocado no ranking e sua chance de título mundial é bastante remota. Ele já entra no Billabong Pipe Masters necessitando unicamente da vitória. Além disso, John John Florence não poderá vencer nenhuma bateria em Pipeline, Medina não passar da terceira fase e Jordy Smith não ser o outro finalista da bateria.  Para o sul-africano, a condição mínima é chegar na final, mas John John tira ele da briga se chegar nas quartas de final e Medina também se estiver na final.

John John Florence (Foto: Poullenot – WSL)

A batalha agora ficou mais centralizada em John John Florence e Gabriel Medina e o havaiano conquista o bicampeonato se chegar na grande final do Billabong Pipe Masters, o que só conseguiu uma vez. Caso perca nas semifinais, Medina pode ficar com o título se repetir a vitória de 2014 em Banzai Pipeline. John John obriga o brasileiro a ganhar o campeonato quando chegar as quartas de final. Se terminar em nono lugar, Medina terá que chegar na final para supera-lo. De qualquer maneira, o brasileiro precisa no mínimo alcançar as quartas de final, ou seja, vencer três baterias para ultrapassar a pontuação atual do havaiano.

Em Portugal, John John tinha a chance de confirmar o bicampeonato por antecipação, antes da etapa final em Pipeline, porém competiu numa hora ruim do mar na quarta-feira em Supertubos. Ele quase não achou ondas para surfar contra Kolohe Andino, que seguiu para disputar a semifinal com Julian Wilson, deixando o havaiano em quinto lugar no Rip Curl Pro. Na mesma posição ficou o brasileiro Miguel Pupo, barrado por outro surfista dos Estados Unidos, Kanoa Igarashi, última vítima de Medina antes da decisão do título em Peniche.

“Foi realmente difícil encontrar ondas e ele (Kolohe Andino) achou duas melhores para vencer”, lamentou John John Florence. “Infelizmente, as ondas não estavam como pela manhã. Eu estava ansioso para pegar uns tubos, mas não consegui achar nenhum na bateria. Vou voltar pra casa agora e estou muito motivado para surfar em Pipeline. Espero que tenhamos boas ondas lá e se eu ganhar o título mundial em casa, será ainda mais emocionante”.

Miguel Pupo (Foto: Poullenot – WSL)

VAGAS NO CT 2018 – Apenas dois brasileiros competiram no último dia em Portugal. Diferente de Medina, o também paulista Miguel Pupo está na batalha pelas últimas vagas para o CT 2018, na parte de baixo da tabela de classificação. Ele conseguiu reagir na “perna europeia” e está agora na porta de entrada do grupo dos 22 primeiros do Jeep Leaderboard, que são mantidos na elite dos top-34 da World Surf League para o ano que vem. Ele poderia ter ingressado no G-22 se chegasse na final em Portugal, porém ficou nas quartas de final. Mesmo assim, foi mais um excelente resultado para assumir o 23.o lugar no ranking, seguido por Wiggolly Dantas em 24.o e Italo Ferreira em 25.o.

Além dos três, também estão fora da zona de classificação para o CT 2018 o pernambucano Ian Gouveia em 27.o no ranking e o potiguar Jadson André em 32.o lugar. Eles podem também garantir suas permanências entre os dez indicados pelo WSL Qualifying Series e Jadson André vai participar das duas provas que serão realizadas agora no Brasil, antes da Tríplice Coroa Havaiana. Ele é a estrela do CT no South to South apresenta Itacaré Surf Sound Festival, que começa nesta quinta-feira e vai até domingo na Praia da Tiririca, em Itacaré, no sul da Bahia. E também estará no Hang Loose São Sebastião Pro, semana que vem na Praia de Maresias.

No WSL Qualifying Series, os brasileiros ocupam metade das vagas no G-10. No momento, os cinco estariam substituindo os cinco que estão perdendo seus lugares na elite dos top-34. O paulista Jessé Mendes (1.o no ranking) e o catarinense Yago Dora (3.o) já são dois reforços confirmados na “seleção brasileira” do CT no ano que vem. Mais dois catarinenses estão bem próximos disso, Willian Cardoso em quarto lugar e Tomas Hermes em quinto. O cearense Michael Rodrigues fecha a lista de novidades em oitavo lugar, porém terá mais trabalho para garantir vaga no G-10 na Triplice Coroa Havaiana, que fecha a temporada.






22 de outubro 2017

PAULISTA FAZ FESTA NO RIO.

A paulista Camila Cassia, 27 anos, conquistou o título mais importante do Neutrox Weekend, tirando a vitória da favorita Silvana Lima, 32, nos últimos minutos da grande final do QS 1500 que fechou o domingo na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. A cearense da elite mundial do CT e líder do ranking do WSL Qualifying Series, liderou a bateria desde o início, até Camila achar uma boa esquerda que abriu a parede para ela fazer três manobras fortes de backside e ganhar nota 8,33 dos juízes, para virar o placar para 12,93 a 12,84 pontos. Na outra decisão do domingo, a catarinense Tainá Hinckel, 14 anos, venceu a final Pro Junior Sub-20, mas quem festejou o título brasileiro da categoria foi a saquaremense Kayane Reis, 18 anos.

Camila Cassia (Foto: Pedro Monteiro – Neutrox)

“Nossa, nem tenho palavras para descrever o que estou sentindo nesse momento, mas é um sonho realizado”, disse a surfista de Ubatuba, Camila Cassia. “Eu sempre sonhei em fazer uma final com a Silvana (Lima), que sempre foi uma inspiração pra mim e só tenho que agradecer a Deus por tudo isso que estou vivendo agora. Quero oferecer essa vitória a toda galera de Ubatuba, minha família, meus amigos, ao Maicon que sempre está do meu lado e também para a galera da escolinha do Zecão”.

A cearense Silvana Lima era a grande favorita ao título do Neutrox Weekend e começou forte a bateria decisiva numa boa onda que valeu nota 7,67. As séries estavam demorando bastante para entrar e ambas tiveram que ter muita paciência dentro d´água. Camila Cassia só conseguiu notas 4,00 e 4,60 nas duas primeiras ondas que surfou e logo Silvana respondeu com 5,17 para abrir uma grande vantagem de 8,24 pontos.

Camila Cassia (Foto: Pedro Monteiro – Neutrox)

O tempo foi passando, as ondas não apareciam, mas há 3 minutos do fim, surgiu uma série boa e Camila pegou uma esquerda que abriu uma parede lisa com bom tamanho para mandar três manobras fortes de backside. A decisão ficou para os juízes, que deram nota 8,33 para ela assumir a liderança com 12,93 pontos, contra 12,84 da cearense. Silvana ainda pegou uma onda no final, mas era fraca e o prêmio máximo de 6.000 dólares da vitória no QS 1500 Neutrox Weekend ficou mesmo para Camila Cassia.

“Foi a fé. Quando a pessoa tem fé, tudo pode acontecer até os minutos finais e estou muito feliz”, vibrou Camila Cassia, com sua primeira vitória no Circuito Mundial. “Desde o começo da bateria, eu optei em pegar as esquerdas perto da boia e procurei me manter calma, respirar e no final deu tudo certo pra mim. Pena que eu não consigo correr mais campeonatos por falta de patrocínio e aqui no Brasil todo mundo vive isso. Eu queria ter oportunidade de correr várias etapas, porque sei que eu tenho potencial. Espero conseguir um apoio, um patrocinador, para correr todo o Circuito Mundial ano que vem”.

Silvana Lima (Foto: Pedro Monteiro – Neutrox)

Antes da vitória espetacular contra Silvana Lima, Camila Cassia já tinha barrado a grande surpresa do QS 1500 Neutrox Weekend, Tainá Hinckel, nas semifinais e passado também pela vice-líder do ranking sul-americano da WSL South America, Dominic Barona, equatoriana que ocupa a 15.a posição no WSL Qualifying Series. Ou seja, Camila derrotou as duas participantes mais bem colocadas no QS no domingo decisivo de boas ondas na Barra da Tijuca. Silvana também ficou feliz pelo resultado e pelo verdadeiro festival de surfe feminino promovido pela Neutrox no Rio de Janeiro, com várias categorias sendo disputadas desde sexta-feira.

“A Camila Cassia está de parabéns, porque surfou muito bem o evento inteiro e eu sabia que não ia ser fácil. Até falei a ela na semifinal que queria encontrar ela na final e foi isso que aconteceu”, disse Silvana Lima. “Eu cometi um erro de prioridade ali no final que acabou fazendo a diferença na bateria, pois foi quando ela conseguiu a melhor onda que valeu mesmo a nota que recebeu. Mas, o evento foi alucinante, com a Neutrox ajudando o surfe feminino e acho que isso foi só o começo porque no ano que vem vai ter mais. Eu vou continuar treinando forte, testando pranchas novas e agora é focar na última etapa do CT em Maui (Havaí), para buscar um bom resultado lá para fechar bem o ano”.

Nathalie Martins (Foto: Pedro Monteiro – Neutrox)

SEMIFINAIS – Como não conseguiu o título no evento promovido por um dos seus patrocinadores, Neutrox, a última bateria que Silvana venceu na Barra da Tijuca foi a semifinal contra a campeã sul-americana do ano passado, Nathalie Martins. A paranaense não conseguiu achar boas ondas e dividiu o terceiro lugar no QS 1500 Neutrox Weekend com a catarinense Tainá Hinckel, que perdeu a segunda semifinal para a campeã Camila Cassia. Nathalie confirmou que vai participar da última etapa da WSL South America, no próximo fim de semana no Peru.

“É lógico que eu queria ter passado para a final, mas o terceiro lugar também é um bom resultado e hoje (domingo) eu não consegui me encontrar nesse mar em nenhum momento, até nas baterias que eu passei”, disse Nathalie Martins, que ainda não tinha participado de nenhuma das três etapas do QS antes realizadas na América do Sul. “Infelizmente, eu me lesionei e não pude ir nas outras três etapas, mas agora vou lá para San Bartolo (Peru) também e ano que vem estarei de volta com tudo para brigar pelo título sul-americano de novo”.

Anali Gomez (Foto: Pedro Monteiro – Neutrox)

TITULO SUL-AMERICANO – A campeã do ranking 2017 da WSL South America poderia até ter sido decidido no Neutrox Weekend, no entanto as três primeiras colocadas foram barradas nas quartas de final e a decisão do título sul-americano acabou ficando para a última etapa, no próximo fim de semana em San Bartolo, no Peru.

Camila Cassia só tinha participado de um evento na Argentina e, com a vitória no Rio de Janeiro, saltou do 17.o para o quarto lugar no ranking. Apesar de ter reunido chances matemáticas de brigar pelo título sul-americano no Peru, ela confessou que não estava programada para isso. Então, a disputa deve ficar mesmo entre as peruanas Anali Gomez e Melanie Giunta.

Podio (Foto: Pedro Monteiro – Neutrox)

Em terceiro lugar no ranking, Melanie Giunta foi a primeira a perder no domingo, para a paranaense Nathalie Martins na abertura das quartas de final. No duelo seguinte, Camila Cassia derrotou a vice-líder do sul-americano, Dominic Barona, do Equador, que não vai competir no Peru porque preferiu participar de uma prova mais importante no Japão na mesma semana. E a líder, Anali Gomez, foi surpreendida pela revelação do QS 1500 Neutrox Weekend, Tainá Hinckel, por uma pequena diferença de 12,83 a 12,33 pontos.

“Lamentavelmente, perdi agora e poderia conseguir o título aqui, mas tudo bem, vamos com tudo para competir em casa lá em San Bartolo, onde já venci uma etapa esse ano”, disse Anali Gomez, que tenta um inédito tricampeonato na história da WSL South America, pois foi campeã sul-americana em 2010 e 2013. “Sei que a Mimi (Dominic Barona) vai para o Japão, então parece que só a Melanie (Giunta) mesmo vai disputar o título comigo lá em San Bartolo, mas estou confiante que vou conseguir ir bem lá para conseguir o tricampeonato”.

Taina Hinckel (Foto: Pedro Monteiro – Neutrox)

BRASILEIRO PRO JUNIOR – Além de Camila Cassia, outras duas surfistas festejaram conquistas no domingo decisivo do Neutrox Weekend. A catarinense Tainá Hinckel perdeu a semifinal do QS 1500 para Camila Cássia e nem saiu do mar, ficando para disputar o título da categoria Pro Junior Sub-20, válida como última etapa do Circuito da Associação Brasileira de Surf Profissional (ABRASP). Ela travou mais uma batalha com a peruana Sol Aguirre, que no domingo passado conquistou o título sul-americano Pro Junior Sub-18 da WSL South America, derrotando a catarinense na casa dela, na Guarda do Embaú.

As duas dominaram a bateria final na Barra da Tijuca e Tainá deu o troco na peruaninha também de apenas 14 anos, por uma pequena vantagem no placar encerrado em 10,67 a 9,70 pontos entre elas. Tainá somou notas 5,50 e 5,17 contra 6,17 e 3,53 de Sol Aguirre, que terminou como vice-campeã Pro Junior no Neutrox Weekend. A cearense Yanca Costa ficou em terceiro lugar com 8,33 pontos e a carioca Luara Thompson em quarto com 6,10.

Podio Pro Junior (Foto: Pedro Monteiro – Neutrox)

“Estou muito feliz. Foi um evento incrível, desde o começo eu tive boas notas, fiz boas baterias e foi uma semana muito maneira”, disse Tainá Hinckel. “Estou muito feliz pelo terceiro lugar no QS e por ter sido campeã do Pro Junior. Eu queria muito ter ido pra final do QS também, foi por pouco, mas tudo serve como aprendizado. O evento foi muito maneiro e a Sol (Aguirre) surfa muito bem também. Eu queria muito vencer essa categoria, já que não tinha passado pra final do QS e ela é uma grande atleta, uma grande adversária, então estou feliz porque dessa vez consegui vencer uma final contra ela, mostrando que a gente também incomoda (risos)”.

CAMPEÃ BRASILEIRA – A outra surfista que festejou título no domingo foi a saquaremense Kayane Reis. Ela perdeu logo em sua estreia na categoria Pro Junior do Neutrox Weekend, mas já tinha vencido duas das outras três etapas do circuito da ABRASP e ninguém conseguiu lhe tirar o troféu de campeã brasileira Pro Junior de 2017 na Barra da Tijuca. Kayane esteve na praia também para acompanhar o último dia do festival de surfe feminino da Neutrox.

Kayane Reis (Foto: Pedro Monteiro – Neutrox)

“Estou muito feliz por ter conquistado este título, que é muito importante para a minha carreira”, disse Kayane Reis. “Eu tinha vencido as etapas do Pena Little Monster de Itacaré (BA) e de Cabo Frio (RJ), que me deram bastante pontos para conseguir ficar em primeiro no ranking final. Esse ano, eu também fui campeã estadual profissional do Rio de Janeiro e no ano que vem eu já tenho a vaga para correr a triagem do CT de Saquarema garantida. Então, vou treinar muito até lá para conseguir ganhar essa triagem e entrar no evento principal, para competir com as melhores surfistas do mundo na minha casa, pois moro em Saquarema”.

No sábado, foram definidas as campeãs das outras três categorias que fizeram parte do Neutrox Weekend. No Longboard, a vencedora foi a número 1 do ranking mundial, Chloé Calmon, embaixadora da Neutrox junto com Silvana Lima e Nicole Pacelli. No Stand Up Paddle, modalidade praticada com remo nos pranchões, a paulista Aline Adisaka levou o título para Ubatuba, mesma cidade de Camila Cassia. E na categoria Sub-16, a campeã foi a peruana Sol Aguirre. O Neutrox Weekend foi um grande sucesso e promete ser reeditado em 2018, com mais novidades ainda do que as apresentadas esse ano no Posto 3 da Barra da Tijuca.



14 de outubro 2017

MEDINA VENCE NA FRANÇA E ABRE PORTAL PARA
TENTAR O BICAMPEONATO.


A multidão que lotou a praia La Graviere no sábado, viu Gabriel Medina despachar John John Florence com um aéreo incrível nas semifinais e também derrotar outro havaiano, Sebastian Zietz, para conquistar sua terceira vitória no Quiksilver Pro France em sua terceira final consecutiva em Hossegor. Com o título em sua quinta decisão na etapa francesa do World Surf League Championship Tour, Medina saltou da oitava para a terceira posição no ranking e entra na briga do título mundial nesta reta final da temporada. O próximo desafio dos homens já começa na sexta-feira em Portugal. A havaiana Carissa Moore também ganhou chances de buscar o tetra com o bicampeonato no Roxy Pro contra a americana Lakey Peterson.

Gabriel Medina (Foto: Poullenot – WSL)

“Estou muito feliz, pois trabalhei bastante antes desse evento e é muito bom ganhar novamente aqui. Este é um lugar realmente especial para mim”, disse Gabriel Medina. “Foi um evento ótimo, com boas ondas todos os dias e estou muito feliz pela vitória. Não estou pensando em ranking ou título mundial, eu só quero fazer o meu melhor em todos os eventos. Eu prometi a mim mesmo que eu tinha que ganhar um evento este ano e finalmente consegui”.

No sábado, as ondas baixaram para 3-4 pés, mas continuaram apresentando boa formação em La Graviere para finalizar a nona etapa da corrida pelos títulos mundiais masculino e feminino da World Surf League na França. Gabriel Medina continuou usando a potência do seu backside nas direitas de La Graviere e a variedade das suas manobras de borda para liquidar seus oponentes. A primeira vítima foi Joel Parkinson, que não surfou nada na bateria das quartas de final e Medina passou fácil por uma larga vantagem de 15,20 a apenas 1,20 pontos.

“É sempre muito bom para mim voltar aqui pra França”, continou Gabriel Medina. “Eu adoro este tipo de beach break, com ondas fortes. São parecidas com as que tenho em casa (Maresias, São Sebastião-SP), então me sinto muito confortável aqui. Esta é minha terceira vitória aqui e isso é incrível. Fico feliz por ter chances agora de conseguir o título mundial e agora é focar em Portugal. Todo mundo começa do zero lá, então vamos com tudo para tentar outro bom resultado lá”.

John John Florence (Foto: Poullenot – WSL)

Depois, veio o grande clássico do surfe mundial no momento, com o surfista que vinha batendo recordes a cada bateria com seus voos espetaculares, John John Florence. Mas, quem fez o aéreo mais incrível e muito difícil de ser completado foi Gabriel Medina, que com a nota 8,57 dessa sua segunda onda, atingiu insuperáveis 16,40 pontos. O havaiano ainda ganhou a maior nota da bateria – 9,00 – mas não conseguiu trocar o 7,00 que tinha recebido na onda anterior e terminou em terceiro lugar na França. John John já tinha recuperado a primeira posição no ranking e vai competir com a lycra amarela do Jeep WSL Leader em Portugal.

“Foi uma bateria boa, muito divertida e é sempre interessante competir contra o Gabe (Medina)”, disse John John Florence. “Eu cometi alguns erros nas ondas que surfei no início da bateria e isso me custou caro. Mas, não me abati e acabei conseguindo surfar algumas ondas boas na bateria. Agora vamos para Portugal e estou muito confiante para buscar outra vitória lá. As ondas aqui na França estavam incríveis e espero que lá também seja assim”.

Sebastian Zietz (Foto: Poullenot – WSL)

Na grande final, Medina também não deu qualquer chance para o havaiano Sebastian Zietz, que barrou Miguel Pupo na abertura das quartas de final. Nas semifinais ele passou bem pelo americano Kolohe Andino, algoz de Caio Ibelli na quarta fase, mas não achou boas ondas na decisão do título. Ele não conseguiu tirar nenhuma nota 5,00 nas cinco que surfou, enquanto Gabriel Medina ia aumentando a vantagem a cada apresentação. Nas duas melhores, recebeu notas 8,17 e 7,83 para conquistar sua terceira vitória em cinco finais disputadas no Quiksilver Pro France, por 16,00 a 9,30 pontos.

“As ondas estavam incríveis nesse evento e estou superfeliz pelo resultado”, destacou Sebastian Zietz. “Eu acho que o Gabriel (Medina) e o John John (Florence) são provavelmente os melhores surfistas do circuito, então eu sabia que ia ser muito difícil enfrentar o Gabriel numa final. Eu, infelizmente, não consegui surfar bem nenhuma onda na bateria, não consegui nem uma nota 5 pelo menos, mas está tudo bem porque consegui um troféu e o segundo lugar também é um grande resultado”.

Gabriel Medina (Foto: Poullenot – WSL)

VITÓRIAS BRASILEIRAS – Esta foi a primeira vitória de Gabriel Medina na temporada 2017, mas a quarta do Brasil nas nove etapas completadas na França e a segunda consecutiva, pois Filipe Toledo foi o campeão da antes dessa, o Hurley Pro Trestles nos Estados Unidos. Filipe já tinha vencido o Corona J-Bay Open na África do Sul e Adriano de Souza conquistado sua segunda vitória no Oi Rio Pro, que mudou para Saquarema esse ano. Os três estão entre os oito surfistas que ainda têm chances matemáticas de conseguir o título mundial esse ano, mas apenas os três primeiros colocados vão brigar pela ponta do ranking no MEO Rip Curl Pro Portugal, que começa na próxima sexta-feira nas ondas de Supertubos, em Peniche.

O único brasileiro que pode chegar no Havaí com a lycra amarela do Jeep WSL Leader é Gabriel Medina. A possibilidade existe, mas será difícil de acontecer, pois o brasileiro já necessita unicamente da vitória em Portugal. Além disso, o líder John John Florence não poderá passar da terceira fase e o vice, Jordy Smith, não chegar nas quartas de final. Até porque John John foi o campeão do MEO Rip Curl Pro Portugal no ano passado e está em excelente fase, saindo da França como recordista absoluto, com as maiores notas e placares do Quiksilver Pro.

Miguel Pupo (Foto: Poullenot – WSL)

DERROTAS BRASILEIRAS – Além de Medina, mais dois brasileiros competiram no último dia da etapa francesa, mas foram derrotados em suas primeiras baterias no sábado em Hossegor. Caio Ibelli tentou aproveitar a segunda chance de classificação para as quartas de final no segundo duelo do dia, porém foi eliminado pelo norte-americano Kolohe Andino por 14,94 a 11,96 pontos. Mesmo não avançando, Ibelli já tinha subido da 22.a para a 19.a posição no ranking, deixando a rabeira da lista dos 22 surfistas que são mantidos na elite do CT para o ano que vem, com o também paulista Wiggolly Dantas.

O outro representante do Brasil era Miguel Pupo, que venceu dois duelos verde-amarelos na França. O primeiro foi contra Filipe Toledo na primeira repescagem do Quiksilver Pro e o outro contra o campeão mundial Adriano de Souza na terceira fase. Pupo está fora do G-22 e precisava da vitória em Hossegor para tirar a última posição de Wiggoly Dantas. No entanto, não conseguiu passar por Sebastian Zietz na primeira quarta de final e terminou em quinto lugar no evento, seu melhor resultado na temporada.

Caio Ibelli (Foto: Masurel – WSL)

BRASIL NO G-22 – Dos nove integrantes da “seleção brasileira” no CT 2017, cinco estão confirmando suas permanências no G-22, Gabriel Medina agora em terceiro lugar, Adriano de Souza em sétimo, Filipe Toledo em oitavo, Caio Ibelli em 19.o e Wiggolly Dantas em 22.o. Na porta de entrada da zona de classificação está Italo Ferreira na 23.a posição, depois tem Ian Gouveia na 25.a, Miguel Pupo que subiu da 31.a para a 27.a e Jadson André na trigésima.

Estes quatro terão que conseguir bons resultados nas duas etapas que fecham o World Surf League Championship Tour 2017, ou então buscar garantir suas vagas pelo ranking do WSL Qualifying Series, que classifica dez surfistas para completar o grupo dos top-34 que vai disputar o título mundial no ano que vem. No momento, metade das vagas no G-10 do QS é do Brasil, com Jessé Mendes e Yago Dora já confirmados para reforçar a “seleção brasileira” em 2018, além de Willian Cardoso, Tomas Hermes e Michael Rodrigues.

O prazo do MEO Rip Curl Pro Portugal começa na próxima sexta-feira e vai até o dia 31 de outubro em Peniche. Já a etapa final da temporada, o Billabong Pipe Masters nos tubos de Banzai Pipeline, será disputada entre os dias 6 e 20 de dezembro, fechando também a Tríplice Coroa Havaiana na ilha de Oahu. Antes do Pipe Masters, acontecem as duas últimas etapas do WSL Qualifying Series com status QS 10000, o Hawaiian Pro de 12 a 24 de novembro em Haleiwa Beach e o Vans World Cup de 25 de novembro a 5 de dezembro em Sunset Beach.

Carissa Moore (Foto: Poullenot – WSL)

ROXY PRO FRANCE – No CT feminino, só resta mais uma etapa para definir a campeã mundial da temporada, o Maui Women´s Pro, entre os dias 25 de novembro e 6 de dezembro em Honolua Bay, na ilha de Maui, no Havaí. A havaiana Carissa Moore necessitava da vitória no Roxy Pro France para ter chances de tentar o tetracampeonato mundial e conseguiu isso. O bicampeonato em Hossegor levou a havaiana da sétima para a quarta posição no ranking e as cinco primeiras colocadas vão brigar pelo título mundial de 2017 no Havaí.

No entanto, as chances de Carissa Moore e de Stephanie Gilmore são as mais remotas, pois ambas precisam unicamente da vitória no Maui Women´s Pro e de uma combinação de resultados das três que estão na frente delas. A líder Sally Fitzgibbons e a vice Tyler Wright, não poderão chegar nas semifinais e a terceira colocada, Courtney Conlogue, não ser finalista em Honolua Bay. Antes de conquistar o bicampeonato na França, Carissa Moore barrou a número 1 do Jeep WSL Leader, Sally Fitzgibbons, nas semifinais.

Lakey Peterson (Foto: Poullenot – WSL)

Na outra bateria, a americana Lakey Peterson impediu que a atual campeã mundial, Tyler Wright, reeditasse a final do ano passado em Hossegor com Carissa. Peterson foi um dos destaques do evento, por usar as manobras aéreas na maioria das suas baterias em La Graviere. A decisão feminina foi disputada em altíssimo nível, com Carissa somando notas 9,20 e 7,50 contra 8,27 e 6,23 no placar encerrado em 16,70 a 14,50 pontos.

“Esse ano foi muito louco pra mim e conseguir uma vitória aqui foi incrível”, disse Carissa Moore. “Isso significa muito pra mim, porque foi um ano complicado. Tivemos boas ondas para competir aqui e estava um pouco nervosa contra a Lakey (Peterson) na final, mas sabia que tinha que relaxar e simplesmente me divertir. Todas as meninas estão surfando muito bem e estou muito feliz por estar aqui comemorando mais uma vitória na França”.

TOP-22 DO JEEP WSL LEADERBOARD – 9 etapas:

1.o: John John Florence (HAV) – 49.900 pontos

2.o: Jordy Smith (AFR) – 47.600

3.o: Gabriel Medina (BRA) – 40.750

4.o: Owen Wright (AUS) – 39.850

5.o: Matt Wilkinson (AUS) – 38.200

6.o: Julian Wilson (AUS) – 37.700

7.o: Adriano de Souza (BRA) – 36.600

8.o: Filipe Toledo (BRA) – 34.950

9.o: Joel Parkinson (AUS) – 31.850

10: Kolohe Andino (EUA) – 30.000

11: Sebastian Zietz (HAV) – 29.750

12: Mick Fanning (AUS) – 28.300

13: Frederico Morais (PRT) – 26.400

14: Adrian Buchan (AUS) – 25.250

15: Connor O´Leary (AUS) – 25.200

16: Joan Duru (FRA) – 23.400

17: Michel Bourez (TAH) – 22.450

18: Jeremy Flores (FRA) – 21.450

19: Caio Ibelli (BRA) – 20.500

20: Bede Durbidge (AUS) – 20.200

21: Conner Coffin (EUA) – 19.750

22: Wiggolly Dantas (BRA) – 18.700



08 de outubro 2017

VERÃO ESQUENTA COM LUA CHEIA.




05 de outubro 2017

EZEKIEL LAU É SINISTRO.

O potiguar Italo Ferreira ficou muito perto de conquistar a quinta vitória seguida do Brasil em etapas do WSL Qualifying Series nesta quinta-feira em Portugal. Mas, por 12,90 a 12,10 pontos, o havaiano Ezekiel Lau conseguiu acabar com essa série invicta e faturou o título do QS 10000 EDP Billabong Pro Cascais. A vitória valeu 92 posições no ranking para o havaiano, que saiu da 104.a para a 12.a colocação. E os 8.000 pontos do vice-campeonato, levaram o brasileiro do 96.o para o 17.o lugar. Os quatro surfistas que chegaram no último dia, agora partem de Portugal para a França, onde no sábado começa a oitava das dez etapas do World Surf League Championship Tour em Hossegor.

Italo Ferreira (Foto: Poullenot – WSL)

O surfista de Baía Formosa (RN) sofreu uma contusão no início da temporada e não competiu em três etapas do CT. Com isso, está fora do grupo dos 22 primeiros do ranking que são mantidos na elite dos top-34 para o ano que vem, mas bem perto da zona de classificação, em 23.o lugar. Esta foi apenas a segunda participação de Italo Ferreira em eventos do QS esse ano e agora está em uma situação mais confortável para garantir sua permanência pelo ranking de acesso, que indica dez surfistas para o CT. Já faziam dois anos que ele não decidia um título na World Surf League e o potiguar agora ganha novo ânimo para buscar outros bons resultados.

“Foram três meses muito difíceis de recuperação da minha lesão (tornozelo), então estou muito feliz por estar de volta ao pódio”, disse Italo Ferreira. “Parabéns ao Zeke (Ezekiel Lau), pois ele surfou muito bem e obrigado a todo este público que veio aqui para nos apoiar. A vibração aqui em Portugal é sempre fantástica. Eu tenho ótimas lembranças daqui, onde fiz final do World Junior, no CT em Peniche e agora aqui em Cascais, então saio feliz mais uma vez pelo resultado e já estou ansioso para voltar”.

A decisão do título da última etapa com status máximo QS 10000, antes da Tríplice Coroa Havaiana que fecha a temporada na ilha de Oahu, rolou com notas medianas nas ondas de 3-4 pés da quinta-feira na Praia do Guincho. Italo largou na frente surfando uma esquerda que rendeu nota 5,83. As ondas não estavam abrindo paredes mais longas para fazer mais manobras, então ambos optaram em usar os aéreos para arrancar maiores notas.

Ezekiel Lau (Foto: Poullenot – WSL)

O havaiano entrou na briga com notas 5,17 e 6,67 seguidas, enquanto o brasileiro não conseguia completar as aterrisagens. Ezekiel Lau seguiu aumentando a vantagem a cada onda, trocando o 5,17 por 5,33 e logo por um 6,23 que construiu o seu placar da vitória por 12,90 pontos. Italo Ferreira ainda tentou uma reação no final, porém o máximo que conseguiu foi uma nota 6,27 para totalizar 12,10 pontos.

“Este é o primeiro ano que eu participo deste evento e só em chegar na final já era uma grande vitória para mim”, contou Ezekiel Lau, que também está fora dos top-22 do CT e busca confirmar sua permanência pelo QS. “Está sendo um ano de aprendizado para mim, aprendendo sobre mim mesmo e como eu gosto de competir. Tentei encarar cada dia como se fosse um surfe normal, apenas com uma lycra e eu adoro competir, então eu simplesmente aprendi a amar tudo isso, vivendo intensamente cada momento”.

O havaiano entrou no CT com a última vaga do QS no ano passado e já conseguiu um bom resultado em sua primeira temporada na divisão de elite da World Surf League, um terceiro lugar parando nas semifinais do Rip Curl Pro Bells Beach na Austrália. Depois disso, não passou mais da terceira fase nas outras etapas e ocupa a 25.a posição no ranking. Agora, deve confirmar sua permanência pelo G-10 de novo, pois as duas últimas etapas com status QS 10000 serão na sua casa, abrindo a Tríplice Coroa Havaiana na ilha de Oahu.

Frederico Morais (Foto: Poullenot – WSL)

SEMIFINAIS – Nas semifinais, Ezekiel Lau barrou o favorito ao título do EDP Billabong Pro Cascais, o português Frederico Morais. Nessa bateria, o havaiano fez a melhor apresentação do último dia, surfando muito bem as quatro ondas que pegou. Ele recebeu três notas na casa dos 7 pontos para conquistar a segunda vaga na grande final por 15,27 a 12,13 pontos.

No primeiro duelo do dia, Italo Ferreira usou sua variedade de manobras para liquidar o norte-americano Kanoa Igarashi por um placar mais apertado, 12,67 a 12,30 pontos. A classificação para a grande final foi confirmada só na última onda do potiguar, que valeu 6,47. O californiano ainda recebeu a maior nota da bateria – 6,77 – e tentou a vitória mais duas vezes, porém o máximo que conseguiu foi 5,53 e precisava de um pouquinho mais do que isso.

PRÓXIMAS NO BRASIL – Depois do encerramento da “perna europeia” em Portugal, o Brasil vai sediar as próximas etapas do WSL Qualifying Series nesta reta final da temporada. Serão duas em semanas seguidas. A primeira é o South to South apresenta Itacaré Surf Sound Festival com status QS 1500 nos dias 26 a 29 de outubro na Praia da Tiririca, em Itacaré, na bela Costa do Cacau do Sul da Bahia. E a última parada antes da Tríplice Coroa Havaiana será no litoral norte de São Paulo, no Hang Loose São Sebastião Pro com nível QS 3000 de 1.o a 5 de novembro na Praia de Maresias, em São Sebastião.

Ezekiel Lau e Italo Ferreira (Foto: Poullenot – WSL)

No momento, os brasileiros dominam a lista dos dez indicados pelo WSL Qualifying Series para a elite dos top-34 da World Surf League. São cinco que estão se classificando. O paulista Jessé Mendes e o catarinense Yago Dora, já ultrapassaram a barreira dos 19.000 pontos que garantem vaga no CT 2018. Jessé lidera o ranking e Yago perdeu a segunda posição para o norte-americano Kanoa Igarashi, que também confirmou o seu nome agora em Portugal.

Os catarinenses Willian Cardoso e Tomas Hermes estão mais perto disso, ocupando a quarta e quinta posições com 17.550 e 17.000 pontos, respectivamente. O cearense Michael Rodrigues, que foi vice-campeão nas duas provas do QS 6000 da “perna europeia”, na Espanha e Portugal, não passou da sua estreia em Cascais e caiu da quarta para a oitava posição. E os mais próximos da zona de classificação agora são o catarinense Alejo Muniz em 16.o lugar e Italo Ferreira em 17.o, somando apenas dois resultados entre os cinco computados no ranking.


03 de outubro 2017


BRASIL COM 07 NA DISPUTA DO WQS
10 MIL PONTOS EM PORTUGAL.

Os brasileiros são maioria entre os concorrentes ao título do QS 10000 EDP Billabong Pro Cascais, que estava parado desde sábado aguardando a volta das ondas em Portugal. E entraram com força total na terça-feira, com séries de 6-8 pés na Praia do Guincho, mas as condições do mar ficaram tão difíceis, que só rolaram as quatro baterias restantes da quarta fase. O defensor do título desta etapa, Jessé Mendes, e os catarinenses Tomas Hermes, Willian Cardoso e Alejo Muniz, avançaram para as oitavas de final e se juntam ao paulista Deivid Silva e os potiguares Italo Ferreira e Jadson André, que se classificaram nas últimas baterias da sexta-feira em Portugal.

Tomas Hermes (Foto: Poullenot – WSL)

São tantos brasileiros que um duelo ficou 100% verde-amarelo, entre Tomas Hermes e Willian Cardoso, que estão no grupo dos dez indicados pelo WSL Qualifying Series para a elite dos top-34 que disputa o título mundial no World Surf League Championship Tour. Tomas foi o primeiro a enfrentar as difíceis condições do mar na terça-feira e passou em segundo lugar no confronto vencido pelo português Frederico Morais, por 11,33 pontos apenas. O placar foi apertado e Tomas barrou o australiano Ethan Ewing por 10,84 a 10,34 em sua última onda.

Willian Cardoso ganhou a disputa seguinte com o 6,17 e 5,00 que recebeu nas duas únicas que surfou, superando os 10,43 pontos do italiano Leonardo Fioravanti e os 8,90 do francês Maxime Huscenot. Com o segundo lugar de Tomas Hermes e a vitória de Willian, os dois vão ter que disputar a sexta vaga para as quartas de final e um terminará em nono lugar no QS 10000 EDP Billabong Pro Cascais. No entanto, ambos já ganharam posições no ranking, com Tomas já aparecendo em quarto lugar e Willian em sexto, saindo da incômoda nona posição na lista dos dez que se classificam para o CT 2018.

Willian Cardoso (Foto: Poullenot – WSL)

“Foi muito difícil ganhar essa bateria contra o Leo (Leonardo Fioravanti) e o Maxime (Huscenot), pois ambos são grandes surfistas”, destacou Willian Cardoso. “Os dois vivem na França e têm muita experiência em condições de mar como hoje (terça-feira) aqui no Guincho. Então, tentei fazer o meu jogo, pegar uma onda com algum espaço para fazer uma grande manobra e estou feliz por ter dado certo. Eu já estou buscando uma vaga no CT há doze anos e esta temporada está funcionando bem para mim, então espero fazer a final aqui para somar mais pontos para atingir meu grande objetivo”.

MELHOR DO DIA – Na bateria seguinte, o líder disparado do ranking já com vaga confirmada no CT 2018 por antecipação e campeão do EDP Billabong Pro Cascais no ano passado, Jessé Mendes, confirmou todo o favoritismo contra o havaiano Ezekiel Lau e o australiano Ryan Callinan. O brasileiro fez os recordes das quatro baterias disputadas na terça-feira – nota 7,50 e 13,33 pontos – e vai enfrentar o norte-americano Griffin Colapinto no penúltimo duelo das oitavas de final.

Jesse Mendes (Foto: Poullenot – WSL)

“Eu tenho tentado aproveitar meu tempo para respirar bem, antes de uma bateria, durante a bateria, entre as manobras”, disse Jessé Mendes, que segue firme rumo ao bicampeonato em Portugal. “Isso acalma os nervos e evita você lutar consigo mesmo. Essa é a maior lição que aprendi esse ano, saber como se manter calmo e paciente para escolher boas ondas para surfar nas baterias”.

O havaiano Ezekiel Lau somou 9,97 pontos contra 9,50 de Ryan Callinan na bateria vencida por Jessé Mendes e será o adversário do catarinense Alejo Muniz na disputa pela última vaga nas quartas de final do QS 10000 de Portugal. Alejo competiu na hora que os ventos fortes já agiam negativamente na qualidade das ondas, tanto que logo após sua vitória a comissão técnica decidiu adiar as oitavas de final para a quarta-feira. Alejo ficou perdido no mar, mas achou uma onda no final que valeu 6,50 para vencer por 10,40 pontos, contra 10,00 de Griffin Colapinto e 8,83 do outro norte-americano, Nat Young, que foi eliminado.

Alejo Muniz (Foto: Poullenot – WSL)

“Nossa, estou muito feliz, é uma sensação incrível, pois pensei que tinha perdido a bateria”, disse Alejo Muniz. “Eu não conseguia ouvir nada lá fora, então não sabia o resultado quando saí do mar. Eu tentei pegar a última onda que o Nat (Young) surfou e eu realmente não tinha qualquer ideia do que aconteceria. Eu perdi nessa fase nos últimos eventos do QS 10000 esse ano, então estou muito contente por ter passado para as oitavas dessa vez”.

PRÓXIMO DO G-10 – Alejo Muniz é o brasileiro que está mais próximo da zona de classificação para o CT, porém só entra no G-10 se chegar na grande final do EDP Billabong Pro Cascais. Caso perca nas semifinais, termina com 14.600 pontos no ranking, um pouco abaixo dos 14.750 do sul-africano Michael February e do australiano Wade Carmichael, que no momento dividem a nona posição. February já perdeu em Portugal e Carmichael vai enfrentar o potiguar Jadson André no quarto duelo das oitavas de final.

Jadson é um dos tops da atual elite do CT que tenta se manter no grupo dos top-34 pelo ranking de acesso e precisa de um bom resultado para ficar mais perto do G-10. Outro que está fora dos 22 primeiros do Jeep WSL Ranking que permanecem no CT é o também potiguar Italo Ferreira, que disputa a bateria anterior com o havaiano Keanu Asing. Já o paulista Deivid Silva, que vem embalado do bicampeonato no QS 1500 de Marrocos, será o primeiro brasileiro a brigar por vagas nas quartas de final, na segunda bateria com o francês Joan Duru, mais um top do CT que busca sua permanência pelo ranking do QS.

Frederico Morais (Foto: Poullenot – WSL)

MAIORIA BRASILEIRA – Os brasileiros são maioria entre os dezesseis finalistas do EDP Billabong Pro Cascais e tentam a quinta vitória consecutiva nas etapas do WSL Qualifying Series. A outra que teve em Portugal foi encerrada com uma final verde-amarela e o catarinense Yago Dora também confirmou sua vaga antecipada no CT 2018, com a vitória sobre o cearense Michael Rodrigues no QS 6000 Azores Airlines Pro nas Ilhas Açores.

Agora em Cascais, são sete brasileiros escalados nas oitavas de final, contra dois australianos, dois norte-americanos, dois havaianos e três europeus que estão estreando na elite do CT esse ano, o português Frederico Morais, o italiano Leonardo Fioravanti e o francês Joan Duru. Frederico ganhou a primeira bateria da terça-feira na Praia do Guincho, a que Tomas Hermes se classificou em segundo lugar, eliminando o australiano Ethan Ewing.

“Nós tivemos uma chamada na Praia de Carcavelos, porque o swell (ondulação) parecia ser bom para lá, mas no final voltamos para o Guincho, que é uma praia muito bonita e eu adoro”, disse Frederico Morais. “Foi difícil competir hoje (terça-feira) nessas ondas grandes, com várias séries quebrando em cima da sua cabeça. Mas, estou muito acostumado em surfar em condições assim, então me senti em casa, literalmente”.

Frederico Morais enfrenta o italiano Leonardo Fioravanti na quinta oitava de final e a outra única bateria que não terá algum brasileiro disputando classificação é a primeira, entre o norte-americano Kanoa Igarashi e o australiano Stuart Kennedy. Os surfistas que chegaram nessa fase já garantiram um mínimo de 3.700 pontos no ranking. Quem passar para as quartas de final, a pontuação aumenta para 5.200, os semifinalistas recebem 6.500, o vice-campeão ganha 8.000 e os 10.000 pontos vão para o campeão, que também fatura o prêmio máximo de 40.000 dólares oferecido em etapas do WSL Qualifying Series.






27 de setembro 2017

GALERIA DO NORDESTINO DE SURF.


24 de setembro 2017

JUNIOR LAGOSTA FAZ FESTA NO QUINTAL.



23 de setembro 2017

GALERIA DO NORDESTINO PRO.





NORDESTINO PRO COMEÇA COM BOAS ONDAS.


22 DE SETEMBRO 2017

TUDO PRONTO PARA O NORDESTINO PRO.




21 de setembro 2017

MARACAÍPE RECEBE NORDESTINO PRO.






19 DE SETEMBRO 2017

SETEMBRO SEGUE COM BOAS ONDAS.



17 de setembro 2017

CARLOS BAHIA É CAMPEÃO BRASILEIRO DE LONGBOARD 2017.



16 de setembro 2017

MARACAÍPE  SHOW DO LONGBOARD



13 de setembro 2017

MARACAÍPE RECEBE BRASILEIRO LONGBOARD.


12 DE SETEMBRO 2017

ROUND 03 VAI SER PESADO.



11 / 09 / 17

COMEÇA A ETAPA CALIFÓRNIANA DA WSL.


sexta 08 de setembro 2017

YAGO VENCE E ASSUME VICE NO WQS.

O catarinense Yago Dora venceu outra final brasileira em etapas do QS 6000 e praticamente garantiu sua vaga na elite dos top-34 que vai disputar o título mundial no World Surf League Championship Tour do ano que vem. Na primeira do ano com esse status, ele derrotou o líder do ranking, Jessé Mendes, em Newcastle, na Austrália. E nessa sexta-feira, a decisão do Azores Airlines Pro em Portugal foi contra o cearense Michael Rodrigues, que já havia sido vice-campeão em outro QS 6000 encerrado no último fim de semana na Espanha. Com a vitória, Yago Dora voltou ao segundo lugar no ranking com 19.610 pontos e Michael entrou na lista dos dez que se classificam para o CT, saltando do 12.o para o quarto lugar. Agora, o Brasil possui metade das vagas do WSL Qualifying Series.

Podio dominado pelos brasileiros Michael Rodrigues, Yago Dora e Bino Lopes. (Foto: Poullenot – WSL)

“É um sentimento incrível conseguir uma segunda vitória este ano e nem tenho palavras para descrever tanta emoção”, disse Yago Dora. “No ano passado, eu não consegui ir tão bem no circuito e é muito louco como tudo mudou. Fazer a final com o Michael (Rodrigues) foi muito legal. Ele acabou de fazer uma final na Espanha e voltou a surpreender aqui também, então espero que ele consiga mais bons resultados no restante do ano para entrar no CT, porque surfa muito e merece também”.

Os dois são especialistas nas manobras aéreas, que arrancaram as maiores notas dos juízes nas ondas de 3-4 pés da Praia de Santa Bárbara formando boas rampas para voar na Ilha de São Miguel, nos Açores. Foi assim que Yago Dora ganhou uma nota 9,0 para despachar o espanhol Gony Zubizarreta no primeiro confronto da sexta-feira. O catarinense repetiu o ataque para derrotar o australiano Wade Carmichael por 16,00 pontos com nota 9,23 na semifinal. E na decisão do título, conseguiu um 7,07 para superar Michael Rodrigues por 13,50 a 12,27 pontos e levantar o troféu de campeão do Azores Airlines Pro, que no ano passado foi vencido pelo pernambucano Ian Gouveia.

“O Ian (Gouveia) me pediu para ganhar esse evento para ele, pois ele não poderia estar aqui porque está rolando o CT em Trestles nessa semana”, contou Yago Dora. “Definitivamente saiu um peso dos ombros agora. Meu objetivo era terminar a perna europeia com todos os pontos que precisava para me qualificar e acho que consegui fazer isso. Competir é o que eu amo fazer, então não importa pontos e classificação, vou aproveitar ao máximo os próximos eventos, pois enfrentar alguns dos melhores surfistas do mundo é sempre emocionante”.

Yago Dora (Foto: Poullenot – WSL)

No ano passado, o havaiano Ezekiel Lau ficou com a última vaga no G-10 somando 18.750 pontos no ranking. Yago Dora já ultrapassou essa marca e atingiu 19.610 com os 6.000 recebidos pelo título no Azores Airlines Pro. Ele superou até os 19.450 que Ian Gouveia totalizou para se classificar para o CT 2017 em nono lugar, chegando perto dos 19.700 do oitavo colocado, o potiguar Jadson André. Ou seja, Yago Dora está com sua vaga praticamente garantida para reforçar a “seleção brasileira” do ano que vem junto com Jessé Mendes.

O cearense Michael Rodrigues também se aproximou bastante com a impressionante performance na “perna europeia”, decidindo os títulos das duas etapas seguidas com status QS 6000. Apesar de não ter conseguido nenhuma vitória, foram dois resultados importantes que o levaram para o quarto lugar na classificação geral das 44 etapas completadas nas Ilhas Açores nesta sexta-feira em Portugal. Para chegar na final, Michael passou por dois duelos difíceis, decididos por pequenas diferenças.

Nas quartas de final, competiu numa hora ruim do mar, com poucas ondas boas entrando para os dois competidores. Ambos computaram as notas das duas primeiras que eles surfaram na bateria. As do cearense valeram 5,33 e 4,50, que foram suficientes para superar o espanhol Aritz Aranburu por 9,83 a 9,23 pontos. Já o baiano Bino Lopes, não deu chances para o australiano Davey Cathels e conquistou a última vaga para as semifinais por uma larga vantagem de 14,84 a 5,36 pontos.

Michael Rodrigues (Foto: Poullenot – WSL)

Os dois brasileiros então se enfrentaram nas semifinais e Michael Rodrigues confirmou a passagem para a sua segunda final consecutiva na Europa por décimos de diferença no placar encerrado em 12,77 a 12,40 pontos. A nota 7,17 da sua última onda garantiu a classificação e Bino Lopes terminou em terceiro lugar no QS 6000 Azores Airlines Pro, subindo da 51.a para a 27.a posição no ranking do WSL Qualifying Series. O cearense chegou em Portugal na 12.a e agora é o quarto colocado com 15.090 pontos.

“Estou me sentindo muito bem, sabendo que tentei fazer o meu melhor para vencer, mas infelizmente não foi suficiente mais uma vez”, disse Michael Rodrigues. “Mesmo assim, o segundo lugar foi mais um ótimo resultado para mim e estou muito mais confiante e animado para continuar na busca por mais pontos nos próximos eventos”.

QS 10000 EM CASCAIS – O Brasil agora tem metade das dez vagas para o CT 2018 que estão sendo disputadas no WSL Qualifying Series. O paulista Jessé Mendes já está 100% garantido e lidera o ranking desde a sua vitória no QS 6000 de Sydney, no início do ano na Austrália. Yago Dora agora voltou a figurar na vice-liderança e Michael Rodrigues assumiu a quarta posição antes ocupada por Tomas Hermes, que caiu para o sexto lugar. Outro catarinense, Willian Cardoso, permaneceu em nono e a próxima etapa importante será também em Portugal, o QS 10000 Cascais Billabong Pro de 26 de setembro a 5 de outubro na Praia de Carcavelos, onde Jessé Mendes vai defender o título conquistado no ano passado.

Bino Lopes (Foto: Poullenot – WSL)

O baiano Bino Lopes ficou bem perto da classificação para o CT em 2016, já figurou no G-10 esse ano e volta a brigar por uma vaga com o terceiro lugar conquistado no QS 6000 Azores Airlines Pro. Ele já fez duas finais esse ano, ficando em segundo lugar no QS 3000 da Ilha Martinica e em terceiro no QS 1000 de Sunset Beach, no Havaí. Agora, Bino é o quarto brasileiro entre os que estão mais próximos do G-10, abaixo dos paulistas Alex Ribeiro em 16.o lugar e Flavio Nakagima em 19.o, além do catarinense Alejo Muniz em 24.o.

“É claro que o terceiro lugar foi um ótimo resultado também, mas estou me sentindo muito mal porque um único erro que cometi me fez perder a bateria, infelizmente”, destacou Bino Lopes, sobre a derrota na última onda surfada por Michael Rodrigues. “Parabéns para o Michael, porque ele aproveitou muito bem, esmagou a onda e mereceu a vitória. Fico feliz porque subi bastante no ranking e quero agradecer minha família, aos amigos, patrocinadores, minha namorada e todos que me apoiaram com as mensagens que recebi durante toda a semana”.

Outro brasileiro que competiu no último dia do QS 6000 Azores Airlines Pro foi o paranaense Peterson Crisanto. Ele foi o único que não passou pelas quartas de final que abriram a sexta-feira na Praia de Santa Bárbara. O australiano Wade Carmichael achou as melhores ondas que entraram na bateria para vencer por 14,66 a 11,50 pontos, impedindo que as semifinais ficassem 100% verde-amarelas. Isso quase aconteceu no QS 3000 de Durban, na África do Sul, onde Alex Ribeiro ganhou uma final paulista com Hizunomê Bettero e Victor Bernardo terminou em terceiro lugar, empatado com o peruano Miguel Tudela.
 

RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO QS 6000 AZORES AIRLINES PRO:

Campeão: Yago Dora (BRA) por 13,50 pontos (notas 7,07+6,43) – US$ 25.000 e 6.000 pontos

Vice-campeão: Michael Rodrigues (BRA) com 12,27 (6,27+6,00) – US$ 12.000 e 4.500 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 3.550 pontos e US$ 5.500 de prêmio:

1.a: Yago Dora (BRA) 16.00 x 10.83 Wade Carmichael (AUS)

2.a: Michael Rodrigues (BRA) 12.77 x 12.40 Bino Lopes (BRA)

G-10 DO WSL QUALIFYING SERIES – após 44.a etapa em Portugal:

01: Jessé Mendes (BRA) – 25.250 pontos

02: Yago Dora (BRA) – 19.610

03: Kanoa Igarashi (EUA) – 16.490

04: Michael Rodrigues (BRA) – 15.090

05: Michael February (AFR) – 14.750

06: Tomas Hermes (BRA) – 14.560

07: Keanu Asing (HAV) – 14.300

08: Jorgann Couzinet (FRA) – 13.685

09: Willian Cardoso (BRA) – 13.000

 

10: Griffin Colapinto (EUA) – 12.910


terça 05 de setembro 2017

SUPER GALERIA DO PERNAMBUCANO EM OLINDA.



DOMINGO 03 DE SETEMBRO 2017

CAUÃ NUNES BRILHA EM OLINDA

Local de Itapuama venceu a PRO na sua estreia como profissional




sábado 02 de setembro 2017.

SÁBADO SHOW EM OLINDA.





sexta 01 de setembro 2017

GALERIA DO MARANDS SURF FESTIVAL.



MARANDS SURF FESTIVAL COMEÇA EM OLINDA.




QUINTA FEIRA 31 DE AGOSTO 2017

ZÉ PEQUENO CHAMA PARA O ESTADUAL.




quarta 30 de agosto 2017

PERNAMBUCO EM PÂNICO.




TERÇA 29 DE AGOSTO 2017

LA BOMBONERA DO SURF.


sábado 26 de agosto 2017

FEDERAÇÃO PERNAMBUCANA HOMENAGEIA
LENDAS DE OLINDA.


Como anunciamos no informativo 01 do MARANDS SURF FESTIVAL, segue a relação dos nomes de surfistas que marcaram história no surf olindense em mais de 40 anos e de várias gerações. Claro que teríamos bem mais nomes, mas a ideia da federação e da marands e fazer sempre homenagens a olindenses que deixaram e deixam seus nomes na história do surf de Olinda, outros nomes virão nos próximos anos.

Vai ser um dia inesquecível não só para o surf olindense e sim de Pernambuco.

Espero o contato e confirmação de todos, diretamente comigo pelo fone/WhatsApp:

(81) 98271.5331 Geraldinho.

A homenagem será dia 03/09 durante as finais do MARANDS SURF FESTIVAL, na praia do Zé Pequeno e na ocasião serão entregues a cada homenageado uma camisa com seu nome gravado nas costas.

Teremos neste momento a presença de grande parte da imprensa, o prefeito e vice do município, vários secretários e demais autoridades.

Aguardo com urgência o contato de todos, abraços e Aloha.



Segue a relação por ordem alfabética:


ALEMÃO, ANDREIA, BRENO MEDEIROS, CEZAR BOCÃO, DECO, DINHO, EDUARDO FORMIGA, FABÍO PARIZI, FERNANDO PEREIRA BACTERIA, GEL, IRAJÁ NETO, JOÃO MAURÍCIO, JUBA, LUCIANA, LUCIDIO, MARCOS BORNAIT, MARINHO, MAURÃO LUCENA, MATEUS SÁ, NENÉM, NEY MARANHÃO, PAULINHO BORO, PAULINHO MENDES, PAULO PATETA, PAULO TAMPINHA, RENATINHO MENDES, RENATO LISBOA BOLINHO, RICARDO CABEÇA, ROBINHO, RUCLECIO, TONHO, VALENCIA, XANDO.



quarta feira 23 de agosto 2017

PERNAMBUCO BOMBOU ESSE ANO.




Ainda são aguardados alguns swells, mas a contabilidade
de ondas esse ano foi muito boa até o momento. As bancadas
de Ipojuca como sempre, registraram as maiores e mais perfeitas
ondas do ano. Fica só a velha frase, "...quem pegou pegou."

Na foto Ozias aproveita o swell do dia 01 de agosto considerado
um dos dias prime.



terça 22 de agosto 2017

OLINDA RECEBE ETAPA DO PERNAMBUCANO.


sábado 19 de agosto 2017

DEYVISON SANTOS JÁ PODE SORRIR.


QUARTA 16 DE AGOSTO 2017

AGOSTO SEGUE GERANDO.



segunda 14 de agosto 2017

JULIAN WILSON VENCE MEDINA NA FINAL DO THAITI

Uma decisão emocionante nos tubos de Teahupoo fechou o Billabong Pro Tahiti, com o campeão mundial Gabriel Medina ganhando a única nota 10 no domingo, antes de disputar o título pela terceira vez na etapa mais desafiadora do World Surf League Championship Tour. Ele também achou bons tubos na final, para liderar a bateria com uma “combination” de 17,87 pontos com notas 9,20 e 8,67. Mas, o australiano Julian Wilson reagiu pegando ondas que rodaram tubos mais limpos para tirar a vitória do brasileiro com notas 9,23 e 9,73. Medina agora entra na lista dos sete surfistas que vão brigar pela lycra amarela do Jeep WSL Leader na próxima etapa, que passará a ser vestida pelo sul-africano Jordy Smith no Hurley Pro Trestles, do dia 6 a 17 de setembro na Califórnia, Estados Unidos.

Medina tem um retrospecto impressionante na etapa das ondas mais perigosas do Circuito Mundial. Foi campeão em 2014 na final contra Kelly Slater, vice em 2015 contra o francês Jeremy Flores e terceiro colocado no ano passado, perdendo a semifinal para John John Florence, com ambos somando mais de 19 pontos de 20 possíveis em tubos incríveis. Já Julian Wilson conseguiu sua terceira vitória em etapas do CT e todas contra Medina, sempre ganhando de virada nas baterias lideradas pelo brasileiro. Ele só venceu o australiano na sua primeira vitória em 2011 na França, no seu ano de estreia na divisão de elite da World Surf League. Depois, Julian deu o troco em 2012 na etapa portuguesa em Peniche e também ganhou a final do Pipe Masters de 2014, quando Medina já tinha se desconcentrado festejando o primeiro título mundial do Brasil garantido nas semifinais.

Julian Wilson (Foto: Kelly Cestari – WSL)

“É muito especial ganhar e estou em êxtase, não sei nem dizer tudo que estou sentindo agora”, disse Julian Wilson. “Estou feliz e aliviado por finalmente ganhar um evento novamente. Eu precisava de muitas ondas boas para vencer esse evento e tive sorte em conseguir fazer os tubos que eu procurava surfar. Eu venho conseguindo alguns bons resultados, chegando em finais, mas precisava vencer para ganhar confiança e fico feliz por estar mais perto da briga pelo título agora. Estou realmente ansioso para ver como será o restante do ano”.

A bateria final começou tensa, como na semifinal entre Gabriel Medina e Kolohe Andino, devido a batalha para pegar a primeira onda boa da bateria. O brasileiro ganhou essa briga nas duas. O australiano pressionou bastante na remada braço a braço, mas Medina foi mais forte e dropou, só que a onda fechou. Medina logo pega outra onda, faz um tubo rápido seguido por duas manobras pra tirar nota 5,0.  Julian Wilson demora um pouco e pega uma maior, que rende um tubo e duas manobras mais fortes para começar com nota 7,0.

Medina responde num tubo mais profundo e bem maior para ganhar 8,67. Depois, o brasileiro pega outro tubo que fica muito entocado lá dentro, some, reaparece e manda mais três manobras na onda para tirar 9,20 dos juízes e deixar o australiano em “combination”. Teahupoo começa a bombar bons tubos para Julian, que reage com nota 8,10. Logo faz outro melhor para ganhar 9,23 e diminuir a vantagem que era de 17,87 pontos para 8,64. E o australiano ainda pega outro tubaço de backside, some lá dentro e sai limpo para ganhar 9,73 e tirar uma vitória quase certa de Gabriel Medina, virando o placar para 18,96 a 17,87.

Gabriel Medina (Foto: Kelly Cestari – WSL)

“Foi uma ótima final e obrigado ao Gabe (Gabriel Medina) por mais uma bateria fantástica”, destacou Julian Wilson. “Nós sempre fazemos grandes confrontos em finais e tivemos mais uma boa batalha hoje (domingo). Os tubos apareceram para nós dois na bateria e esse é um dia especial para mim, acho que o campeonato terminou em boas condições”.

Gabriel Medina também ficou feliz pelo resultado, pois ainda não tinha feito nenhuma final esse ano: “Foi legal ter feito outra final com o Julian (Wilson). Ele vinha surfando bem durante todo o evento e acho que é até um pouco mais difícil de backside aqui, mas ele soube trabalhar muito bem e mereceu a vitória. Estou feliz pelo resultado também, é bom voltar ao jogo e já estou pensando em Trestles agora. Hoje (domingo) é Dia dos Pais no Brasil e meu pai está aqui, então esse foi um bom presente para ele”.

Com a vitória no Taiti, Julian Wilson tirou o quinto lugar no ranking de Adriano de Souza, enquanto Gabriel Medina trocou de posição com Filipe Toledo, subindo da nona para a sétima colocação. No entanto, a chance matemática para os dois brasileiros, Mineirinho e Medina, saírem de Trestles liderando a corrida do título mundial é ingrata, tem que vencer a etapa norte-americana e os que estão à sua frente perderem nas primeiras fases. A briga segue mais concentrada em Jordy Smith, John John Florence e Matt Wilkinson, que caiu do primeiro para o terceiro lugar com a derrota para Wiggolly Dantas na quinta fase. Owen Wright também poderia ter ultrapassado o ex-líder, mas foi barrado por Gabriel Medina nas quartas de final e permaneceu em quarto lugar.

Wiggolly Dantas (Foto: Kelly Cestari – WSL)

ÚNICA NOTA 10 – Foi nessa bateria que saiu a única nota 10 desse ano no Billabong Pro Tahiti. E o tubo perfeito, ou o mais difícil na análise dos juízes, foi surfado por Medina logo na primeira onda que pegou contra Owen Wright. Ele ficou muito profundo, passando por várias placas que caíam a sua frente, parecia que não conseguiria sair, mas ressurgiu e ainda mandou uma série de três manobras potentes para fechar a melhor apresentação do ano no Taiti. O australiano também começou bem com 7,17 e na segunda onda tirou 6,77 para liderar a bateria. O brasileiro foi em várias ondas e o máximo que conseguiu foi 2,83, mas ele trocou as posições desses números em outro tubaço que achou no final para receber nota 8,23 e confirmar a primeira vaga nas semifinais por 18,23 a 13,94 pontos.

Na bateria seguinte, Wiggolly Dantas foi vitimado pelas longas calmarias em Teahupoo no domingo, perdendo muito tempo esperando por ondas com tubos e só pegou um que valeu nota 6,17. O norte-americano Kolohe Andino ficou mais ativo, pegando as que ele deixava passar para liderar com notas 5,00 e 5,60, que depois foram trocadas por 6,23 e 8,10 no placar encerrado em 14,33 a 7,67 pontos. Apesar da derrota, o quinto lugar foi um excelente resultado para Wiggolly, que entrou no grupo dos 22 primeiros do ranking que são mantidos na elite dos top-34 para o ano que vem. Ele ganhou seis posições, subindo do 25.o para o 19.o lugar na classificação geral das sete etapas completadas no Taiti.

Kolohe Andino (Foto: Poullenot – WSL)

SEMIFINAIS – Kolohe então seguiu para enfrentar Gabriel Medina e a bateria começou sem ondas, chegando a ser reiniciada após 10 minutos sem entrar nenhuma série. Os dois travaram uma grande disputa pela primeira onda e Medina começou melhor com nota 7,33, O californiano falhou nas primeiras tentativas, sua prancha chegou a ser partida numa queda, aí pegou outra do seu pai e com ela surfou um tubaço nota 8,90, a maior da bateria. Mas, Gabriel Medina ainda acha outro tubo que rende 7,83 para vencer Kolohe Andino por 15,16 a 13,90 pontos, se classificando para a final do Billabong Pro Teahupoo pela terceira vez.

Na outra semifinal, não entraram muitas ondas boas e Julian Wilson derrotou Jordy Smith por 14,26 a 7,33 pontos. O sul-africano estreava como líder isolado na corrida pelo título mundial, posição conquistada num confronto direto com o havaiano John John Florence na terceira quarta de final. Os dois já tinham ultrapassado o ex-líder Matt Wilkinson, barrado na fase anterior pelo brasileiro Wiggolly Dantas e a lycra amarela do Jeep WSL Leader foi disputada nessa bateria. Ela ficou com Jordy Smith, que surfou o melhor tubo da bateria para tirar nota 8,0 que garantiu a vitória por 14,50 a 13,10 pontos sobre o havaiano.

Jordy Smith (Foto: Kelly Cestari – WSL)

No domingo, as condições do mar e do vento variaram bastante como nos outros dias, mas algumas baterias aconteceram nos melhores momentos, com Teahupoo bombando mais tubos nas séries de 4-6 pés. No entanto, as longas calmarias também continuaram, com poucas ondas entrando para os dois competidores. Gabriel Medina vinha sempre começando bem suas baterias, apesar de que no sábado ficou esperando por uma onda que só chegou nos últimos segundos. Ele não começou bem no último dia, inclusive fez uma “interferência” em Matt Wilkinson na bateria que Kolohe Andino ganhou a vaga direta para as quartas de final.

Medina teve que disputar uma rodada extra e aproveitou a segunda chance de classificação surfando dois tubos na casa dos 7 pontos para despachar Connor O´Leary por 14,37 a 11,66. Na bateria seguinte, deu Brasil de novo com Wiggolly Dantas derrotando o lycra amarela Matt Wilkinson por 15,50 a 12,00 pontos, com um tubaço nota 8,17 na primeira onda. O australiano perdeu a bateria e a liderança do ranking, que foi disputada num confronto direto entre John John Florence e Jordy Smith nas quartas de final, vencido pelo sul-africano.
 

TOP-22 DO JEEP WSL LEADERBOARD – após a sétima etapa no Taiti:

1.o: Jordy Smith (AFR) – 37.850 pontos

2.o: John John Florence (HAV) – 36.900

3.o: Matt Wilkinson (AUS) – 35.950

4.o: Owen Wright (AUS) – 35.350

5.o: Julian Wilson (AUS) – 33.200

6.o: Adriano de Souza (BRA) – 29.650

7.o: Gabriel Medina (BRA) – 29.000

8.o: Joel Parkinson (AUS) – 26.150

9.o: Filipe Toledo (BRA) – 24.450

10: Connor O´Leary (AUS) – 24.200

11: Kolohe Andino (EUA) – 23.000

12: Mick Fanning (AUS) – 21.350

13: Michel Bourez (TAH) – 20.200

14: Frederico Morais (PRT) – 19.450

15: Sebastian Zietz (HAV) – 17.750

16: Joan Duru (FRA) – 17.650

17: Conner Coffin (EUA) – 17.500

18: Adrian Buchan (AUS) – 17.000

19: Wiggolly Dantas (BRA) – 16.450

20: Caio Ibelli (BRA) – 15.500

21: Jeremy Flores (FRA) – 14.500

22: Bede Durbidge (AUS) – 14.450


SÁBADO 12 DE AGOSTO 2017

PISTAS LIBERADAS SEM CROWD


QUINTA 10 DE AGOSTO 2017

INVERNO AGRADA PERNAMBUCANOS



terça 08 de agosto 2017

FÁBIO GOUVEIA FALA SOBRE OLINDENSE.



DOMINGO 06 DE AGOSTO 2017

JULIO PEREIRA COMANDA O MARACATU

EM OLINDA E VENCE FESTIVAL
.


SÁBADO 05 DE AGOSTO 2017

ALTO ASTRAL E SHOW DE SURF NA

ABERTURA DO FESTIVAL OLINDENSE.



SEXTA 04 DE AGOSTO 2017

LIBERADO TROFÉU FÁBIO GOUVEIA.



QUINTA 03 DE AGOSTO 2017

TUDO PRONTO PARA O OLINDENSE.


terça 01 de agosto 2017

AGOSTO COMEÇA FUMAÇANDO.



Domingo 30 de julho 2017

3X ATALANTA, ESPETACULAR.

O bicampeão mundial Phil Rajzman conseguiu o desejado título sul-americano da WSL South America que faltava em sua carreira e Atalanta Batista manteve sua invencibilidade no Peru com uma nota 10 na decisão do Huanchaco Repalsa Longboard Pro 2017. O sábado foi um dia de mar enorme na Playa El Elio, exigindo um bom preparo físico para suportar a força das ondas de 6-8 pés entrando sem parar durante todo o dia. Atalanta garantiu o tricampeonato na onda que pegou nos minutos finais da bateria liderada pela número 1 do mundo, Chloé Calmon. A americana Kaitlin Maguire ficou em terceiro lugar e a peruana Carolina Thun em quarto. A grande surpresa foi o jovem Julian Schweizer, 17 anos apenas e primeiro uruguaio a chegar na final em sete edições do Mundial de Huanchaco no Peru.

Phil Rajzman (Foto: Renato Moreno – Olas Norte)

“Estou muito feliz com meu primeiro título sul-americano aqui no Peru. As condições estavam difíceis, a maré muito seca, mas achei boas ondas e estou muito feliz”, vibrou Phil Rajzman. “A correnteza também estava muito forte, tivemos que remar muito mais, as ondas estão muito difíceis de achar as boas, mas tentei manter a tranquilidade na final e tive sorte também. O Julian (Schweizer) é muito talentoso, o Piccolo (Clemente) já havia me falado dele, que tinha potencial para ganhar esse campeonato, mas estou muito contente por ter conseguido o título sul-americano, que há muitos anos venho buscando. Quero agradecer a todos aqui do Peru e do Brasil também, é mais um título aí pra galera festejar comigo”.

Essa foi a quinta participação de Phil Rajzman nas sete edições do Huanchaco Repalsa Longboard Pro. Em duas, perdeu logo em sua primeira bateria no campeonato, mas foi finalista em dois anos seguidos. Só que acabou vendo Rodrigo Sphaier ganhar seu segundo título sul-americano em 2013 e o peruano Piccolo Clemente repetir o feito em 2014. A terceira chance de conseguir seu primeiro troféu da WSL South America, foi contra o jovem Julian Schweizer. O uruguaio só tinha competido uma vez em Huanchaco, em 2015, com apenas 15 anos de idade, ficando em último na sua primeira bateria.

Julian Schweizer (Foto: Renato Moreno – Olas Norte)

Na grande final, Phil Rajzman usou toda a sua experiência para escolher as melhores ondas e repetir a atuação da semifinal brasileira contra Wenderson Biludo, quando se tornou o recordista absoluto do Huanchaco Repalsa Longboard Pro com nota 9,65 e 17,65 pontos. Na decisão do título, surfou apenas três ondas. Começou com nota 4,00, depois ganhou 6,25 na segunda e a terceira foi simplesmente a melhor apresentação de todo o campeonato. Sua combinação das manobras clássicas dos pranchões, com batidas e rasgadas numa longa esquerda surfada até o fim, arrancou nota 10 de dois dos quatro juízes e a média ficou 9,75. Com ela, ganhou fácil de Julian Schweizer por uma “combination” de 16,00 a 6,05 pontos.

“O mar estava muito mais complicado do que na semifinal e eu já estava sem braços e sem pernas de tanto cansaço”, disse Julian Schweizer, lembrando que os finalistas encararam as morras de El Elio três vezes, nas quartas de final, semifinais e na grande final. “Eu não consegui pegar nenhuma onda boa, mas fiz o meu melhor e estou muito contente pelo segundo lugar também, que é um resultado inédito para o Uruguai. Certamente minha família está muito contente e tenho muitos amigos na Costa Rica também que ficaram felizes. Eu realmente estava muito cansado, quase 2h30 remando sem parar nas baterias, já não aguentava mais. Eu vim para cá mais para me divertir e fazer uma final com um cara como o Phil (Rajzman), um ídolo para todos nós, foi muito bom, bem mais do que eu esperava”.

Phil Rajzman com o troféu de campeão do Huanchaco Repalsa Longboard Pro (Foto: Renato Moreno – Olas Norte)

Phil Rajzman viajou ao Peru com o objetivo de conquistar o título sul-americano e na semifinal fez a melhor apresentação do campeonato nas grandes ondas de 6-8 pés do sábado de mar pesado na Playa El Elio. Com a forte correnteza dificultando ainda mais as condições, era preciso escolher bem a onda para não desperdiçar chance nenhuma, senão o preparo físico seria mais exigido, ou na remada contra a corrente, ou na corrida pela praia até o melhor lugar para varar a arrebentação.

RECORDISTA ABSOLUTO – Contra o também brasileiro Wenderson Biludo, Phil começou bem com uma nota 8,0 e depois achou uma onda com a parede mais limpa para mostrar toda a sua variedade de manobras e confirmar a passagem para a sua terceira final em Huanchaco. O 9,65 que ele recebeu nessa onda, era a maior nota que os juízes deram no Huanchaco Repalsa Longboard Pro 2017 até ali. Com ela, se tornou o recordista absoluto com os 17,65 pontos que totalizou, batendo a nota 9 e os 17 pontos de Anderson da Silva na sexta-feira, o brasileiro que passou a representar o Peru por estar morando no país andino há dois anos.

Joel Ucañan (Foto: Renato Moreno – Olas Norte)

Na segunda semifinal, o peruano Joel Ucañan, local de Huanchaco, foi abatido pela força do mar na Playa El Elio. Ele começou melhor com nota 6,75, contra 6,25 de Julian Schweizer. Mas, não conseguiu aproveitar a outra oportunidade que teve de surfar, para tirar a vantagem da nota 4,00 da segunda onda computada pelo uruguaio. Mesmo assim, Joel foi o melhor representante do Peru esse ano e o terceiro lugar é seu melhor resultado no Huanchaco Repalsa Longboard Pro, pois nunca tinha passado da segunda fase nas outras seis edições.

“O mar está muito forte, muita correnteza e lamentavelmente não consegui pegar a onda que eu queria. Mas, seguirei lutando, com a força de todos os amigos, da família, e estou feliz por ter sido o único peruano nas semifinais”, disse Joel Ucañan. “Espero que seja uma boa final, que tenha boas ondas e eu vou seguir adiante, treinando com força e dedicação para que no próximo campeonato aqui, eu consiga fazer ainda melhor”.

Atalanta Batista com o seu terceiro troféu de campeã do Huanchaco Repalsa Longboard Pro (Foto: Renato Moreno – Olas Norte)

DECISÃO FEMININA – A decisão do título sul-americano de longboard feminino, entrou no mar depois das semifinais masculinas. Como o mar estava muito grande para as meninas, a comissão técnica decidiu realizar baterias com quatro atletas. Elas foram as primeiras a encarar as ondas de El Elio no sábado e duas delas não conseguiram pegar nenhuma onda na primeira bateria do dia. A número 1 do ranking mundial, Chloé Calmon, e a peruana Carolina Thun, se classificaram nessa. Na outra, a peruana Maria Fernanda Reyes chegou a ter seu pranchão partido ao meio pela força da arrebentação. Vice-campeã em 2015, ela acabou eliminada pela americana Kaitlin Maguire e pela bicampeã sul-americana, Atalanta Batista.

Na grande final, estava um pouco diferente, sem a neblina da manhã, com a praia já cheia por um bom público, Sol, porém as ondas continuavam grandes e com forte correnteza. A escolha das melhores era fundamental, além de aproveitar ao máximo cada chance de surfar. A bateria de 45 minutos começou depois que as quatro ultrapassaram a arrebentação e as ondas não paravam de bombar em El Elio. A peruana Carolina Thun logo foi pega por uma série e voltou para a zona de perigo no inside, até ela decidir pegar uma ondinha para sair pela praia para entrar em outro lugar sem tanta turbulência. Assim, passou a liderar a bateria com nota 1,75.

Atalanta Batista (Foto: Renato Moreno – Olas Norte)

Atalanta Batista foi a segunda a surgir no espumeiro, jogada pela força das ondas que quebrou sua prancha principal. Ela pegou outra e ficou remando para retornar ao outside. Como não conseguia, passou a buscar as ondas do inside para pontuar na bateria e conseguiu notas 2,25 e 3,00 para assumir a ponta. Kaitlin Maguire também foi varrida pelas séries, ficou remando contra a corrente e surfou uma esquerda no inside para começar com nota 3,15. Já Chloé Calmon pega uma direita que rendeu 4,00 e sai do mar sem passar sufoco na arrebentação. As duas escolhem ir pela praia para voltar ao mar mais à esquerda, mais próximo do pico.

O posicionamento no mar estava difícil e as competidoras tinham que ficar remando o tempo todo. Kaitlin Maguire consegue caminhar um pouco pelo pranchão em sua segunda onda e recebe 2,35 para tirar a liderança de Atalanta Batista. Mas, Chloé Calmon foi a primeira a surfar uma onda por inteiro, fazer um longo hang-five no bico para tirar nota 8,0 e abrir uma grande vantagem de 8,85 pontos sobre a americana e 9,00 sobre Atalanta. Carolina Thun tinha sido levada pelas séries de novo e continuava só com 1,75.

Phil Rajzman e Atalanta Batista com os troféus da WSL South America de campeões sul-americanos de 2017 (Foto: Renato Moreno – Olas Norte)

A briga do título parecia definida, mas Atalanta Batista pega uma onda enorme que abre uma parede limpa para ela mostrar suas manobras e arrancar a primeira nota 10 do Huanchaco Repalsa Longboard Pro 2017. Com ela, voltou a liderar a bateria com Chloé Calmon precisando de 5,01 para impedir seu tricampeonato sul-americano. Mas, nem a número 1 do mundo conseguiu acabar com a invencibilidade de Atalanta Batista nas ondas de Huanchaco, nem no mar gigante do sábado em El Elio, que partiu outra prancha sua depois da nota 10 unânime dos quatro juízes.

“Já estava muito feliz por estar aqui novamente em Huanchaco, mas as ondas dessa vez estavam muito difíceis, muito grandes, quebrei duas pranchas, tomei muitas séries na cabeça, mas estou com Deus, Ele me protegeu e me deixou calma para achar aquela onda incrível, que entrou perfeita para mim”, disse Atalanta Batista. “As minhas oponentes eram superfortes, uma que está liderando o ranking mundial (Chloé Calmon), uma campeã californiana (Kaitlin Maguire) e uma peruana também que é promessa (Carolina Thun). Mas, dei tudo de mim para conseguir superar todas as dificuldades e conquistar meu terceiro título sul-americano aqui em Huanchaco. Estou muito feliz e dedico essa vitória aos meus filhos, minha família e a todos que me apoiaram e torcem por mim”.

Chloé Calmon (Foto: Renato Moreno – Olas Norte)

A favorita ao título dessa vez era Chloé Calmon, que no ano passado foi vice-campeã mundial e lidera o ranking 2017 da World Surf League. A pernambucana Atalanta Batista entrou na final com o status de ter vencido as duas únicas edições do Huanchaco Repalsa Longboard Pro com a categoria feminina, em 2014 e 2015. Mas, a carioca também estava invicta esse ano, ganhando os dois eventos que tinha competido, em Papua Nova Guiné e Portugal. Essa era a primeira vez que Chloé Calmon participava da disputa do título sul-americano, mas a nota 10 garantiu o tricampeonato de Atalanta Batista.

“As condições estavam muito difíceis para competir, teve uma confusão no início da bateria porque não sabíamos se tinha começado ou não, mas sei que dei o meu melhor dentro da água e estou feliz pelo resultado”, disse Chloé Calmon. “Fico feliz em ver outras surfistas mais jovens do Brasil aqui, as peruanas também, vendo que a cada ano o nível está melhor e espero que continue assim. Não consegui a vitória que eu queria, mas todo resultado serve de aprendizado e já estou pronta para a próxima competição. Parabéns a todos pelo evento”.

DECISÃO FEMININA DO HUANCHACO REPALSA LONGBOARD PRO 2017:

Tricampeã: Atalanta Batista (BRA) por 13,00 pontos (10,00+3,00) – US$ 800 e 1.000 pontos

Vice-campeã: Chloé Calmon (BRA) com 12,00 pontos (8,00+4,00) – US$ 400 e 750 pontos

Terceiro lugar: Kaitlin Maguire (EUA) com 5,50 pontos (3,15+2,35) – US$ 300 e 560 pontos

 

Quarto lugar: Carolina Thun (PER) com 3,20 pontos (1,75+1,45) – US$ 200 e 525 pontos

sábado 29 de julho 2017

MAQUINA LIGADA

quinta 27 de julho 2017.

CAMPEÃ PERNAMBUCANA CONFIRMA 

FESTIVAL OLINDENSE.


Quarta feira 26 de julho 2017

SHOW DO MESTRE ZIG BROA.

SEGUNDA 24 DE JULHO 2017

SEGUNDA SEM LEI EXISTE.



DOMINGO 23 DE JULHO 17

MOLUSCO VENCE NORDESTINO EM CASA.


SEXTA 21 DE JULHO 17

CHOVE 18 HORAS SEM PARAR.


quinta feira 20 de julho 17

FILIPINHO APAVORA NA ÁFRICA.



QUARTA 19 de julho 2017

INVERNO QUENTE.


segunda 17 de julho 2017

CEARENSE FAZ FESTA EM PERNAMBUCO.



SÁBADO 15 de julho 2017.

COMEÇA O SHOW EM MARACAÍPE.



Sexta 14 de julho 2017.

PERNAMBUCO RECEBE O BRASILEIRO 

MASTER EM MARACAÍPE.



TERÇA 11 DE JULHO 2017

SWELL ENCOSTA COM FORÇA.



DOMINGO 09 DE JULHO 2017

CARDOSO É VICE EM BALITO.

O catarinense Willian Cardoso não conseguiu a terceira vitória consecutiva do Brasil nas etapas da “perna sul-africana” do WSL Qualifying Series. Mas, o vice-campeonato na final do QS 10000 Ballito Pro, o levou da 29.a para a segunda colocação no ranking liderado por Jessé Mendes, que já garantiu sua vaga na elite da World Surf League em 2018 por antecipação na África do Sul. No sábado, Willian só perdeu para o grande favorito ao título em KwaZulu-Natal, o ídolo local Jordy Smith, vice-campeão mundial no ano passado. Agora, tem duas etapas seguidas na América do Sul, o QS 1000 Rip Curl Pro San Bartolo Peru que começa na quinta-feira e o QS 3000 Maui and Sons Arica Pro Tour no Chile na semana seguinte, antes do segundo QS 10000 do ano no início de agosto nos Estados Unidos.

Willian Cardoso (Foto: Kelly Cestari – WSL)

A potência das manobras de frontside de Willian Cardoso nas direitas de Willard Beach, dizimou mais dois adversários no último dia do QS 10000 Ballito Pro apresentado pela Billabong em KwaZulu-Natal. A primeira vítima foi o português Vasco Ribeiro nas quartas de final, quando o catarinense conseguiu notas 8,33 e 7,50 para vencer por 15,83 a 12,77 pontos. Depois, barrou o recordista absoluto do campeonato, Mikey Wright, por 14,00 a 10,84, somando notas 8,00 e 6,00 na semifinal com o australiano.

“Eu sabia que o Jordy (Smith) ia vir com tudo pra vencer o campeonato e eu fiquei tentando encontrar as ondas realmente boas para supera-lo, mas só consegui achar uma e não deu”, disse Willian Cardoso. “Mesmo assim, estou feliz pelo resultado, pois já fazia dois anos que eu não chegava numa final. O segundo lugar me coloca em uma posição muito boa no ranking, mas já vivi isso algumas vezes e acabei não conquistando a vaga pro CT. Então, espero obter outros bons resultados nas etapas do QS 10000 e nos QS 6000 também que ainda vem por aí, para chegar no final do ano no Havaí mais relaxado”.

Jordy Smith (Foto: Kelly Cestari – WSL)

Ele só não conseguiu superar o ataque aéreo de Jordy Smith, que apresentou todo o seu repertório de voos espetaculares nas ondas de Willard Beach, para repetir a vitória conquistada no Ballito Pro em 2010. Na manobra mais impressionante que acertou na bateria final, o sul-africano recebeu nota 9,73 para faturar o prêmio máximo de 40.000 dólares por 18,06 a 15,37 pontos. Esta foi a primeira etapa do WSL Qualifying Series que ele disputou esse ano e com os 10.000 pontos recebidos já aparece em quinto lugar no ranking, mas dispensa a vaga por já estar se garantindo na elite pelo World Surf League Championship Tour.

“O Willian (Cardoso) é um competidor muito forte, como são todos os brasileiros, mas ele é um dos que tem o surfe mais poderoso do mundo, então foi realmente uma boa final”, disse Jordy Smith. “Eu comecei a bateria meio devagar, mas tudo mudou depois que acertei o meu primeiro aéreo. Eu consegui achar uma onda que formou uma das maiores rampas da semana aqui e estou feliz por ter completado a manobra. Para mim, é uma honra ganhar esse evento de novo, com tantos amigos e familiares aqui. Agora é preparar para J-Bay (próxima etapa do CT que começa na quarta-feira) e espero levar toda essa motivação daqui para lá também”.

Jesse Mendes (Foto: Kelly Cestari – WSL)

Além de Willian Cardoso, mais dois brasileiros competiram no último dia do QS 10000 Ballito Pro, porém foram barrados pelos sul-africanos nos primeiros duelos do sábado. O líder disparado do ranking e já com vaga confirmada no CT 2018, Jessé Mendes, perdeu por 15,33 a 12,43 pontos para Michael February. Já Miguel Pupo deu mais trabalho para Jordy Smith e tirou a maior nota da bateria, 8,03, mas o sul-africano levou a melhor na soma das duas ondas computadas e venceu por uma pequena vantagem de 14,50 a 14,20 pontos.

Nas semifinais, curiosamente, a maioria da torcida que lotou a praia no sábado era para Michael February, mas o favoritismo de Jordy Smith foi confirmado com duas notas na casa dos 8 pontos, no placar encerrado em 16,10 a 13,10. Já Willian Cardoso usou o seu “power-surf” mais uma vez para despachar o australiano Mikey Wright por 14,00 a 10,84. Os semifinalistas terminaram em terceiro lugar no QS 10000 Ballito Pro, marcaram 6.500 pontos no ranking e entraram no grupo dos dez surfistas que o WSL Qualifying Series indica para completar a elite dos top-34 que disputa o título mundial da World Surf League.

Michael February (Foto: Kelly Cestari – WSL)

“Quando você surfa contra o Jordy (Smith), você tem que dar o seu melhor, pois ele é muito bom e foi bem legal assisti-lo dentro d´água”, disse Michael February, que já venceu três provas do QS 1000 na África do Sul esse ano. “É incrível competir contra ele, porque realmente é um surfista fantástico. Estou muito feliz por chegar nas semifinais num evento tão importante, é o meu melhor resultado da carreira e espero me manter entre os dez primeiros do ranking nas próximas etapas até o fim do ano”.

MUDANÇAS NO G-10 – O resultado do QS 10000 Ballito Pro provocou quatro mudanças no G-10. O vice-campeão Willian Cardoso recebeu 20.000 dólares e 8.000 pontos que o levaram do 29.o para o segundo lugar no ranking. Mas, o primeiro a entrar na zona de classificação para o CT 2018 foi o norte-americano Griffin Colapinto, que subiu da 11.a para a sétima colocação com o nono lugar nas oitavas de final. Os outros dois foram os que perderam nas semifinais. Michael February pulou da 21.a para a quarta posição, enquanto Mikey Wright saltou da 87.a para a 11.a e está fechando o G-10 porque Jordy Smith dispensa a vaga do QS.

Mikey Wright (Foto: Kelly Cestari – WSL)

Os quatro acabaram tirando da lista o francês da Ilha Reunião, Jorgann Couzinet, que caiu do quarto para o 12.o lugar no ranking, o australiano Soli Bailey, de sexto para 15.o, o norte-americano Ian Crane, de oitavo para 21.o, e o brasileiro Flavio Nakagima, de décimo para 14.o. O catarinense Alejo Muniz chegou a entrar no G-10 durante a semana, mas parou na quarta fase da competição e até caiu no ranking, pois chegou em Ballito em 14.o lugar e agora é o 18.o colocado na classificação geral das 31 etapas completadas na África do Sul.

Entre os seis que permaneceram no G-10, o líder Jessé Mendes sai de Ballito com a vaga no CT 2018 confirmada por antecipação no meio da temporada. O catarinense Yago Dora subiu do quinto para o terceiro lugar. O havaiano Keanu Asing foi de nono para sexto. Já os outros três perderam posições. O australiano Cooper Chapman só desceu uma, da sétima para a oitava. Mas, o ex-vice-líder Alex Ribeiro e o japonês Hiroto Ohhara caíram sete. O brasileiro tinha vencido as duas etapas anteriores da “perna sul-africana” e perdeu na estreia em Ballito, despencando para o nono lugar. E Ohhara foi da terceira para a décima posição.

 

G-10 DO WSL QUALIFYING SERIES – após a 31.a etapa na África do Sul:

1.o: Jessé Mendes (BRA) – 22.060 pontos

2.o: Willian Cardoso (BRA) – 12.095

3.o: Yago Dora (BRA) – 11.960

4.o: Michael February (AFR) – 10.550

5.o: Jordy Smith (AFR) – 10.000 com vaga pelo CT

6.o: Keanu Asing (HAV) – 9.450

7.o: Griffin Colapinto (EUA) – 9.280

8.o: Cooper Chapman (AUS) – 9.260

9.o: Alex Ribeiro (BRA) – 8.900

10.o: Hiroto Ohhara (JPN) – 8.830


sexta 07 de julho 2017

JESSÉ MENDES CONSEGUE VAGA PARA

O MUNDIAL DE 2018.



quarta 05 de julho 2017

GAÍBU SEGURA O TUFÃO





SEGUNDA 03 DE JULHO 2017.

TIAGO SILVA (PE) SEM GRANA FAZ FINAL 

EM FORTALEZA.




SEXTA 30 DE JUNHO 2017

JUNHO SE CONSAGRA.




QUINTA 29 DE JUNHO 2017.

SÃO PEDRO DERRAMA ÁGUA



QUARTA 28 DE JUNHO 2017

TEMPESTADE CHEGA COM TUDO.



TERÇA 27 DE JUNHO 2017

GAÍBU FUNCIONA NA SECANTE.


Segunda 26 de junho 2017

EMANUEL DE SOUZA DETONA EM BF

VEJA RESULTADOS:

http://www.surfcore.com.br/system/2017/detonacao/index.php?etapa=2&tab=2

sábado 24 de junho 2017

SÁBADO DA DETONAÇÃO EM BF.


Sexta 23 de junho 2017

COMEÇA A DETONAÇÃO EM BF.



QUARTA FEIRA 21 DE JUNHO 2017

BF RECEBE ETAPA DO DETONAÇÃO.



Domingo 18 de junho 2017

SEMANA COM BOAS ONDAS.


Quinta feira 15 de junho 2017

MATT WILKINSON FATURA FIJI E

SOBE AO TOPO DO RANKING.


Domingo 11 de junho 2017.

BOAS ONDAS NO FINAL DE SEMANA.

QUARTA FEIRA 07 DE JUNHO 2017.

FIJI PAROU.
Sem condições de competições, Fiji Parou só deve voltar
dia 13 de junho. Se fosse no Brasil já estaria o maior
ti ti ti. Previsão falhou feio.

SEGUNDA 05 DE JUNHO 2017

FIA JUNIOR AVANÇA AO ROUND 05

DOMINGO 04 DE JUNHO 2017

SÓ 03 NO ROUND 03


SÁBADO 03 DE JUNHO 2017

AMERICANA VENCE EM FIJI.



TERÇA 30 DE MAIO 2017

MAIO VAI ATÉ O FIM COM BOAS ONDAS.



SEGUNDA 29 DE MAIO 2017

SAQUAREMA SUPER GALERIA.


sábado 27 de maio 2017

ESSE NÃO PODE FALTAR AO SURF.

SEXTA 26 DE MAIO 2017.

MAIO CONTINUA COM ONDA.


QUINTA 25 DE MAIO 2017

PARQUE ABERTO.


quarta 24 de maio 2017

BANCADAS FUMAÇANDO.


TERÇA 23 DE MAIO 2017

JOHN JONH NA JUNÇÃO.


SEGUNDA 22 DE MAIO 2017

SONHANDO COM O BICAMPEONATO.


DOMINGO 21 DE MAIO 2017

VALEU SAQUAREMA.

sexta 19 maio 2017.

SAQUAREMA É O LUGAR.

QUINTA FEIRA 18 DE MAIO 2017

SAQUAREMA COM SHOW LOCAL.


quarta feira 17 de maio 2017.

MINEIRINHO É CAMPEÃO EM ITAÚNA



EM EVENTO DE DORA, ADRIANO É REI.

Sensacional a etapa 04 da WSL que acabou a pouco na praia de
Itaúna em Saquarema, o Adriano de Souza foi o grande campeão
derrotando na final o australiano Adrian Buchan que surfou muito
valorizando ainda mais a vitória do Mineirinho.
Nesses 08 dias de campeonato a torcida escolheu o Yago Dora para 
vencer o evento, afinal ele teve um história de campeão, venceu a
triagem, caiu em duas repescagens, derrotou 03 campeões mundiais
e perdeu na semi final para o campeão do evento. 
Foi uma tragetória espetacular que empolgou a todos em Saquarema
mostrando para o mundo que ano que vem teremos um novo atleta
na elite mundial.
Saquarema também se consagrou como Capital Mundial do Surfe
realizando um evento de alto nível, sem nenhuma ocorrência, com
alto astral e muito Surf na veia. Um encontro com os melhores do 
mundo no melhor lugar do Rio de Janeiro.
Nesse cenário mágico Mineirinho foi o melhor e virou REI.


DOMINGO 14 DE MAIO 2017

TYLER WRIGTH É TRI NO RIO
.

A australiana Tyler Wrigth foi a campeã da etapa Brasil da
WSL em Saquarema. Com um surf muito poderoso não deu
chances as suas adversárias. PARABÉNS CAMPEÃ.


SÁBADO 13 DE MAIO 2017

FILIPINHO FAZ INTERFERÊNCIA RECLAMA

DOS JUIZES E PEGA PUNIÇÃO.

Noticia que caiu como uma bomba hoje em Saquarema, Filipe Toledo foi multado e suspenso pela WSL. Todo mundo esperava uma multa pela confusão que ele fez ao tentar invadir a sala dos juízes depois que perdeu a bateria para Kanoa Igarashi fazendo uma interferência no começo da bateria, mas ser suspenso de Fiji por causa disso foi um pouco demais. Ano complicado para os brasileiros.


SEXTA 12 DE MAIO 2017
SAQUAREMA VOLTA A BOMBAR.


quinta 11 de maio 2017

PARADO MAIS AGITADO.



quarta 10 de maio 2017

SAQUAREMA PAROU.


terça 09 de maio 2017

SAQUAREMA ESTRÉIA COM GARFO DE OURO.



SEGUNDA 08 DE MAIO 2017

GALERIA DO SURF MASTER NORDESTE.


domingo 07 de maio 2017

POTIGUAR FAZ A FESTA EM ITAPUAMA.


sábado 06 de maio 2017

MUITA CHUVA E MUITO SURF.


sexta 05 de maio 2017

TREINO EM ITAPUAMA PARA O MASTER.


SWELL ENTRA NO SEGUNDO EXPEDIENTE.


terça 02 de maio 2017

TERRAL SOPRA NA TERÇA.


SEGUNDA 01 DE MAIO 2017

MAIO COMEÇA TRONCHO.

 





DOMINGO 30 DE ABRIL 2017.

SAQUAREMA RECEBE SWELL GIGANTE.


SEXTA 28 DE ABRIL 2017

CRISE AFETA O SURFE.


quinta 27 de abril 2017

ÍTALO FERREIRA FORA DO BRASIL.


SEGUNDA 24 DE ABRIL 2017

TAL PAI, MELHOR FILHO.



quarta 19 de abril 2017

CAIO IBELLI PERDE, MAS FESTEJA.


O paulista Caio Ibelli barrou o campeão mundial John John Florence com uma virada espetacular no último minuto da semifinal, mas não conseguiu superar o vice-campeão, Jordy Smith, na decisão do título do Rip Curl Pro Bells Beach. Os dois deram um show nas ótimas direitas de 6-8 pés da quarta-feira e o sul-africano ganhou a final por 18,90 a 17,46 pontos, para badalar o sino do troféu da vitória que não conseguiu no ano passado contra o australiano Matt Wilkinson. Mas, o brasileiro também festejou bastante no seu primeiro pódio em etapas do World Surf League Championship Tour.

Caio Ibelli (Foto: Kelly Cestari – WSL)

“Esse é um evento que a gente tem no caderninho de querer ir pra final dele. As ondas estavam alucinantes o dia inteiro, tinha tamanho, tinha força, então foi um campeonato alucinante e não tenho nem palavras”, disse Caio Ibelli. “Quando eu era um pivetinho, o Jordy (Smith) já tava fazendo sessões de vídeo, então todas essas coisas somam e criam esse momento único que estou vivendo hoje (quarta-feira). Tenho uma equipe que trabalha comigo que me dá todo o suporte, me deixando confortável para competir em todas as condições e vamos pra próxima agora, ir lá pro Rio (de Janeiro) ver a brasileirada torcendo por nós lá”.

Outros três brasileiros competiram no último dia em Bells Beach. Adriano de Souza e Filipe Toledo perderam nas quartas de final e Wiggolly Dantas no duelo com Mineirinho na quinta fase. A próxima apresentação dos melhores surfistas do mundo é no Brasil, de 9 a 20 de maio em Saquarema, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. Caio Ibelli tem 23 anos de idade e no ano passado recebeu o prêmio de melhor estreante da temporada. Ele foi apenas o terceiro brasileiro da história a decidir o título na etapa mais antiga do Circuito Mundial e subiu do 19.o para o sétimo lugar no ranking com o vice-campeonato no Rip Curl Pro.

“No começo da bateria, eu peguei a primeira onda que não era boa, então ele ficou com a prioridade e conseguiu fazer boas notas no início”, contou Caio Ibelli. “No finalzinho, fiz minha melhor onda e quando falaram que a última do (lycra) vermelho tinha sido 9,63 eu vibrei, mas dez segundos depois ouvi, nota do azul, 9,77, aí eu ia precisar de outro nove, nossa, foi alucinante. Dias atrás eu estava na casa do Jordy (Smith), batendo um rango com os caras, conversando, então estar numa final com ele foi demais. Ele já vem aqui uns 15 anos e essa é só minha segunda vez, então estou amarradão”.

Jordy Smith (Foto: Kelly Cestari – WSL)

A bateria final foi eletrizante. Jordy Smith começou imprimindo um ritmo muito forte, escolhendo boas ondas para largar na frente com notas 7,00, 9,10 e 8,53 seguidas. Caio Ibelli demorou para reagir, mas entrou na briga quando tirou 7,83 em sua primeira onda boa. Em outra melhor ainda, mostrou seu potencial com grandes arcos, alongando as rasgadas e atacando o crítico da onda com manobras mais explosivas para tirar 9,63 e passar a frente. Só que o sul-africano logo deu o troco com um surfe altamente veloz e progressivo para ganhar 9,77. Depois, ainda tira um 9,13 para selar a vitória por 18,90 a 17,46 pontos.

“Não consigo nem acreditar. Fiquei em segundo no ano passado e agora ser campeão é incrível”, disse Jordy Smith. “Quando eu tirei um 9, a pressão diminuiu um pouco, mas em seguida o Caio (Ibelli) continuou atacando e vi que tinha mais trabalho pela frente. Ele é um surfista incrível e surfou muito bem esse evento todo. Eu venho tentando ganhar este campeonato há 10 anos e conseguir agora é um sentimento incrível, um grande sonho se tornando realidade para mim. Depois de alguns anos sofrendo com lesões, sinto que as peças do quebra-cabeça estão se encaixando este ano. Minha esposa e minha família estão comigo e não poderia conseguir nada disso sem o apoio deles”.

VIRADA NO CAMPEÃO – Caio Ibelli festejou dentro do mar o vice-campeonato em sua primeira final no CT e numa etapa que aconteceu com altas ondas em todos os dias. Seu grande momento foi na semifinal com John John Florence. Ele começou forte com nota 8,90, liderando a bateria até o havaiano destruir uma onda com uma série de manobras que arrancou nota 10 de três dos cinco juízes e a média ficou em 9,93. Na seguinte tirou 7,50 e assumiu a ponta da bateria. Aí veio uma longa calmaria e outra série boa de ondas só entrou no último minuto. Florence tinha a prioridade de escolha e foi na primeira, mas a de trás era maior e Caio Ibelli aproveitou a chance para arriscar mais as manobras, atacando a onda até explodir a junção na finalização. A nota saiu 8,73 e virou o placar para 17,63 a 17,43 pontos.
 

TOP-22 DO JEEP WSL RANKING 2017 – após as 3 primeiras etapas na Austrália:

1.o: John John Florence (HAV) – 23.000 pontos

2.o: Jordy Smith (AFR) – 19.200

2.o: Owen Wright (AUS) – 19.200

4.o: Adriano de Souza (BRA) – 14.400

5.o: Kolohe Andino (EUA) – 13.750

6.o: Filipe Toledo (BRA) – 12.200

7.o: Caio Ibelli (BRA) – 11.500

8.o: Joel Parkinson (AUS) – 10.950

9.o: Matt Wilkinson (AUS) – 10.250

10: Sebastian Zietz (HAV) – 9.750

11: Gabriel Medina (BRA) – 8.750

11: Ezekiel Lau (HAV) – 8.750

13: Kelly Slater (EUA) – 8.700

13: Connor O´Leary (AUS) – 8.700

15: Conner Coffin (EUA) – 8.500

16: Julian Wilson (AUS) – 7.500

16: Jeremy Flores (FRA) – 7.500

16: Jack Freestone (AUS) – 7.500

19: Michel Bourez (TAH) – 7.450

19: Mick Fanning (AUS) – 7.450

19: Frederico Morais (PRT) – 7.450

22: Italo Ferreira (BRA) – 6.200


SEGUNDA 17 DE ABRIL 2017

AMERICANA BRILHA EM BELLS.


SÁBADO 15 DE ABRIL 2017

VIA CRUCIS.



SEXTA 14 DE ABRIL 2017

FILIPINHO É 10 EM BELLS.


QUARTA 12 DE ABRIL 2017

BALANÇO SANTO.


SEGUNDA 10 DE ABRIL 2017

SEGUNDA ALINHADA.



domingo 09 de abril 2017

JOHN JOHN ESPETACULAR VENCE EM MARGARET.

O campeão mundial John John Florence estava simplesmente imbatível no domingo, batendo recordes a cada bateria com seu ataque agressivo de frontside nas direitas de 6-8 pés de Main Break, no último dia do Drug Aware Margaret River Pro na Austrália. Com a vitória massacrante, por 19,03 pontos de 20 possíveis, na final com o norte-americano Kolohe Andino, o havaiano recuperou a lycra amarela do Jeep WSL Leader, perdida para o australiano Owen Wright na Gold Coast. Kolohe chegou na decisão do título vencendo Filipe Toledo na semifinal que chegou a ser interrompida pela ameaça de tubarões na área do campeonato.

Filipe Toledo (Foto: Matt Dunbar – WSL)

O brasileiro vencia a bateria antes da comissão técnica decidir retirar os dois do mar pela presença de grandes cardumes de salmões, que atraem tubarões. Rapidamente, os jet-skies chegaram neles para resgata-los até a praia por precaução. Eles retornaram depois de um tempo para disputar os cerca de 15 minutos finais e o mar estava bem melhor, com mais ondas boas entrando para os dois decidirem a segunda vaga na grande final.

Logo o californiano tira a liderança de Filipe com nota 7,83 na melhor onda surfada até ali. O brasileiro volta para a briga escolhendo bem uma direita da série, maior, explode a parte mais crítica na primeira manobra, alonga bastante a segunda para usar todo o espaço e ataca forte a junção na finalização para tirar a maior nota – 8,67 – da bateria. Mas, na onda de trás, Kolohe repete a dose em outra boa direita que tira 7,80 para confirmar a vitória por 15,63 a 15,00 pontos, deixando Filipe Toledo e o Brasil em terceiro lugar no campeonato.

“Teve aquele imprevisto ali com os tubarões e, quando voltamos de jet-ski, os peixes estavam todos lá ainda”, contou Filipe Toledo, que passou a dividir a oitava posição no ranking com Gabriel Medina. “Então, foi um pouco difícil se concentrar e surfar tranquilo, porque você não sabia se poderia acontecer alguma coisa, mas estou feliz por estar vivo. Estou feliz por estar aqui fazendo o que eu amo e quero agradecer a Deus pela oportunidade de surfar altas ondas hoje (domingo). Foi um bom resultado e estou me sentindo bem confiante para ir para Bells (próxima etapa) e quebrar tudo lá”.

Filipe Toledo começou o domingo ganhando o duelo brasileiro com o campeão mundial Adriano de Souza. Antes deles, John John Florence tinha surfado um tubaço incrível em sua primeira onda que valeu nota 9,27 e ainda massacrou outra com a potência das suas manobras para tirar 8,77 na vitória por 18,04 a 15,77 sobre o taitiano Michel Bourez. Já no primeiro confronto do dia, Owen Wright só conseguiu pegar uma onda contra Jack Freestone e era a chance que John John precisava para recuperar a primeira posição no ranking. Mas, só se vencesse o Drug Aware Margaret River Pro.

Adriano de Souza (Foto: Matt Dunbar – WSL)

DUELO BRASILEIRO – Nas quartas de final foi assim, uma bateria com ondas fracas e uma com altas ondas, como a do atual campeão mundial. Os brasileiros competiram numa hora ruim do mar e Filipe Toledo aproveitou bem as oportunidades que teve para vencer por 12,83 a 10,33 de Adriano de Souza. Foi a volta de Filipe Toledo as semifinais no CT, feito que não conseguia desde a etapa de Trestles de 2015 nos Estados Unidos, quando também ficou em terceiro lugar sendo barrado pelo campeão do Hurley Pro aquele ano, Jordy Smith.

“Foi uma bateria bem apertada, eu e o Adriano (de Souza) com scores medianos, aí ele não conseguiu entrar numa onda e teve uma troca de prioridade para mim. No final, também peguei uma onda boa e estou amarradão por ter passado”, disse Filipe Toledo. “O Adriano é um cara que a gente tem como ídolo, que eu sempre admirei desde criança e podendo estar aqui competindo com ele é um momento muito especial”.

Adriano de Souza iniciou a campanha do seu título mundial em 2015 com vitória no Drug Aware Margaret River Pro, batendo o próprio John John Florence na final em Main Break. Dessa vez, Mineirinho ficou em quinto lugar, mas assumiu a quarta posição no ranking e é o único brasileiro com chances matemáticas de brigar pela lycra amarela do Jeep WSL Leader no Rip Curl Pro Bells Beach, que começa quarta-feira em Victoria, na gelada região sul da Austrália.

“Foi uma bateria bem difícil com o Filipe (Toledo). Eu observei bem o Owen (Wright) e ele fez um erro que foi fatal para ele não avançar, então tentei não errar, mas acabei errando mais de duas vezes”, analisou Adriano de Souza. “Mesmo assim, eu tinha a oportunidade de vencer nos 5 minutos finais, só que as ondas não vieram, então agora é pensar em Bells. Esse resultado me deu muita motivação para ir bem lá. Meu objetivo é sair com uns 15.000 pontos no ranking aqui da Austrália, já tenho quase 10.000 (9.200), então quero no mínimo fazer a semifinal lá em Bells”.

John John Florence (Foto: Ed Sloane – WSL)

TÍTULO MERECIDO – No domingo em Margaret River, só deu John John Florence. Ele parecia abençoado. Entrava no mar e as ondas melhoravam, apareciam para ele e ninguém atacou as direitas de Main Break como o havaiano no último dia. O campeão mundial encontrou a fórmula certa para tirar as maiores notas, com longos arcos combinados com batidas e rasgadas muito fortes, sem perdoar as junções nas finalizações. Foi assim que ele liquidou Jack Freestone na semifinal por incríveis 19,27 pontos com notas 9,90 e 9,37. E também não deu qualquer chance para Kolohe Andino com os 19,03 pontos que totalizou na bateria final, com o 9,63 da sua primeira onda e o 9,40 da última.

“Este é um dos meus lugares favoritos no mundo, pois tem uma abundância de ondas diferentes e surpreendentes”, disse John John Florence. “A multidão que vem no evento é incrível e é um campeonato muito especial. Obrigado a minha mãe e família. Minha mãe sempre levava eu e meus irmãos para competir quando éramos crianças, sempre nos apoiou e gostaria que ela estivesse aqui para comemorar, mas sei que estão assistindo em casa. Obrigado também a toda a minha equipe pelo grande suporte, sinto que aprendi bastante no ano passado e foi muito legal fazer a final com o Kolohe (Andino). Ele sempre me ganhou nos eventos nacionais quando éramos crianças, então foi bom dar o troco nele agora (risos)”.

TOP-22 DO JEEP WSL RANKING 2017 – após as 2 primeiras etapas:

1.o: John John Florence (HAV) – 16.500 pontos

2.o: Owen Wright (AUS) – 15.200

3.o: Kolohe Andino (EUA) – 12.000

4.o: Jordy Smith (AFR) – 9.200

4.o: Adriano de Souza (BRA) – 9.200

6.o: Matt Wilkinson (AUS) – 8.500

7.o: Conner Coffin (EUA) – 8.000

8.o: Gabriel Medina (BRA) – 7.000

8.o: Filipe Toledo (BRA) – 7.000

8.o: Jack Freestone (AUS) – 7.000

11: Kelly Slater (EUA) – 6.950

11: Joel Parkinson (AUS) – 6.950

11: Connor O´Leary (AUS) – 6.950

14: Julian Wilson (AUS) – 5.750

14: Sebastian Zietz (HAV) – 5.750

14: Jeremy Flores (FRA) – 5.750

17: Michel Bourez (TAH) – 5.700

17: Italo Ferreira (BRA) – 5.700

19: Caio Ibelli (BRA) – 3.500

19: Miguel Pupo (BRA) – 3.500

19: Ian Gouveia (BRA) – 3.500

22: Adrian Buchan (AUS) – 2.250

 

22: Jadson André (BRA) – 2.250


sexta 07 de abril 2017

ARGENTINA ABRE CALENDÁRIO.


quarta feira 05 de abril 2017

MUNDIAL CONTINUA PARADO

Ainda continua sem condições de finalizar o evento na Austrália.
Amanhã vai faltar apenas 03 dias para o encerramento da janela,
vamos ver que avança para a semi final Mineirinho ou Filipe Toledo.


sexta 31 de março 2017

MINEIRINHO AVANÇA AS QUARTAS.


quinta 30 de março 2017

FILIPINHO, PUPO E MINEIRINHO VOLTAM

DA REPESCAGEM NA AUSTRÁLIA 





quarta 29 de março 2017
MUNDIAL COMEÇA

FIA JUNIOR AVANÇA EM CIMA DO LÍDER.


terça feira 28 de março 2017

SEGUNDA ETAPA DO MUNDIAL COMEÇA HOJE.

Hoje já é amanhã na Austrália, e daqui à sete horas teremos a abertura
da janela para a segunda etapa que aconteec em Margaret River. A expectativa
é que tenhamos grandes ondas. Nosso time depois de perder o Ítalo Ferreira
terá a participação do Jessé Mendes convidado do evento. Na primeria bateria
teremos a particpação do KS, Mick Fanning e do estreante Leonardo Fioravanti.



SÁBADO 25 DE MARÇO 2017

PARAIBANO VAI COMEÇAR NO MACACO.


SEXTA 24 DE MARÇO 2017

ÍTALO FICA FORA DO MUNDIAL.


QUARTA 22 DE MARÇO 2017

ÍTALO FERREIRA SE MACHUCA EM TREINO.

terça 21 de março 2017

FLAT VOLTA A ASSOMBRAR PERNAMBUCO.




DOMINGO 19 DE MARÇO 2017

OWEN VOLTOU.

GILMORE VOLTA AO TOPO.



SÁBADO 18 de março 2017

ÍTALO E MEDINA ENTRE OS 08 MELHORES.


SEXTA 17 DE MARÇO 2017

FIA JUNIOR VENCE SUA PRIMEIRA BATERIA.



QUINTA 16 DE MARÇO 2017

ABERTURA COMPLICADA NA AUSTRÁLIA.


QUARTA 15 DE MARÇO 2017

SORTUDO RECEBE PRANCHA ILLUSION.


TERÇA 14 MARÇO 2017

MUNDIAL PARADO.

CIRCUITO MUNDIAL NÃO COMEÇA.

Com janela de 12 dias dois já foram comidos. A etapa inaugural do circuito Slater não começou 
por falta de condições de ondas na primeira bateria teremos o potiguar Jadson André.

http://www.worldsurfleague.com/…/…/quiksilver-pro-gold-coast



segunda 13 de março 2017

SEGUNDA SEM LEI PERFEITA.


Sábado 11 de março 2017

VERÃO SEM ONDA.


SEXTA 10 DE MARÇO 2017

JORNAL DO COMMÉRCIO ERRA FEIO.


QUINTA 09 DE MARÇO 2017

A CAIXA PRETA DA WSL.


QUARTA 08 DE MARÇO 2017

VIVA AS MULHERES, ESSE É O DIA.


TERÇA 07 DE MARÇO 2017

COMEÇA A POLÊMICA OLÍMPICA.


DOMINGO 05 DE MARÇO 2017

JESSE MENDES ASSUME LIDERANÇA DO ACESSO.



Brasileiro assume a liderança da DIVISÃO de acesso a elite, detonando o carrasco dos brasileiros.

Jesse Mendes
 campeão do Australian Open of Surfing com uma vitória sensacional
por 18,13 a 18,00 pontos sobre o favorito ao título, 
Julian Wilson, conseguindo uma nota 9,40
logo após o australiano fazer um 9,33 na onda anterior. O novo líder do WSL Qualifying Series
foi finalista nas duas etapas do QS 6000 esse ano. Em Newcastle perdeu a decisão verde-amarela
para 
Yago Dora e agora festeja uma grande vitória. É o Brasil começando bem a temporada 
na Austrália.

No feminino vitória da havaiana Malia Nanuel que apresentou um Surf de alto
nível. Parabéns aos dois.

sexta 03 de março 2017

SCOOBY ABRE A CABEÇA EM NAZARÉ.

quinta 02 de março 2017

AUSTRALIAN OPEN 6000 AGITA MANLY BEACH

O QS 6000 Australian Open of Surfing começou na segunda-feira com as meninas e a peruana Melanie Giunta estreou com vitória nas ondas de Manly Beach, em Sydney, na Austrália. Na terça-feira, foi realizada a rodada inicial masculina e mais quinze sul-americanos passaram suas primeiras baterias. Oito brasileiros sairam mar em primeiro lugar e Samuel Pupo fez os recordes do dia – nota 8,83 e 16,60 pontos. Outros paulistas, David do Carmo, Flavio Nakagima, Thiago Guimarães e Marcos Correa, o catarinense Willian Cardoso, o baiano Marco Fernandez e o pernambucano Luel Felipe, também começaram com vitórias no segundo QS 6000 do ano na Austrália.

David do Carmo (Foto: Tom Bennett - WSL)
David do Carmo (Foto: Tom Bennett – WSL)

Os outros sete se classificaram em segundo lugar nas suas baterias, os brasileiros Robson Santos e Rafael Teixeira, os peruanos Juninho Urcia, Alonso Correa, Lucca Mesinas Novaro, Joaquin del Castillo e o argentino Leandro Usuna, atual campeão sul-americano da WSL South America. Os que triunfaram na terça-feira vão enfrentar os cabeças de chave do Australian Open of Surfing na segunda e última rodada de 24 baterias em que foram divididos os 144 participantes do QS 6000 de Sydney.

Oito sul-americanos foram eliminados no primeiro dia, mas outros nove ainda vão estrear nas ondas de Manly Beach, como os novos líderes do ranking do WSL Qualifying Series, o catarinense Yago Dora e o paulista Jessé Mendes, que decidiram o título do primeiro QS 6000 da temporada no último domingo em Newcastle. O campeão Yago Dora encabeça a 11.a bateria da segunda fase do Australian Open, completada pelo australiano Kalani Ball e os norte-americanos Griffin Colapinto e Cam Richards. E Jessé Mendes está na 22.a com o argentino Leandro Usuna, o americano Patrick Gudauskas e o australiano Tom Whitaker.

DOBRADINHAS BRASIL E PERU – Na terça-feira, já aconteceram seis baterias com participação dupla de surfistas da América do Sul. Na primeira delas, a quarta do dia, o brasileiro Willian Cardoso e o peruano Juninho Urcia despacharam o americano Parker Coffin e o australiano Brent Dorrington. E a dobradinha Brasil e Peru se repetiu na sétima bateria, vencida por David do Carmo com o peruano Alonso Correa ganhando a briga pela segunda vaga do chileno Manuel Selman e do havaiano Finn McGill.

Dois brasileiros entraram na disputa seguinte e Thiago Guimarães estreou com vitória, mas o carioca Lucas Silveira, campeão mundial Pro Junior de 2015 da World Surf League, foi barrado pelo francês Nomme Mignot. Na 14.a bateria, o peruano Joaquin del Castillo avançou em segundo lugar e o uruguaio Marco Giorgi ficou em último, assim como o peruano Tomas Tudela na 16.a, vencida pelo pernambucano Luel Felipe. Na vigésima, a última chance de dobradinha sul-americana também não foi concretizada no confronto direto entre Brasil e Austrália, O capixaba Rafael Teixeira passou junto com Wade Carmichael, mas o catarinense Yuri Gonçalves perdeu em terceiro lugar.

Thiago Guimaraes (Foto: Tom Bennett - WSL)
Thiago Guimaraes (Foto: Tom Bennett – WSL)

MELHOR DO DIA – Entre os sul-americanos que competiram sozinhos com três surfistas de outros continentes, o grande destaque foi o jovem brasileiro Samuel Pupo, que acertou os aéreos para fazer os recordes da terça-feira em Manly Beach. Sua melhor onda valeu nota 8,83 e ninguém conseguiu superar os 16,60 pontos que ele totalizou na décima bateria, contra Charles Martin, de Guadalupe, o americano Cory Arrambide e o australiano Luke Hynd. Antes dele, o baiano Marco Fernandez e o paulista Marcos Correa já haviam estreado com vitórias e o peruano Lucca Mesinas Novaro passado em segundo lugar nas suas baterias.

CAMPEÕES SUL-AMERICANOS – Depois de Samuel Pupo colocar o Brasil no topo da lista de recordes do Australian Open of Surfing, o também paulista Flavio Nakagima conseguiu a última vitória verde-amarela contra três representantes de outros continentes. E a lista dos sul-americanos classificados na terça-feira é completada pelos dois últimos campeões da WSL South America, o brasileiro Robson Santos de 2015 e o argentino Leandro Usuna de 2016, que avançaram em segundo lugar nas suas baterias.

Os dois acabaram seguindo para confrontos encabeçados por brasileiros na segunda fase. Leandro Usuna foi para o 22.o, do vice-líder do ranking, Jessé Mendes. Eles vão competir contra o norte-americano Patrick Gudauskas e o australiano Tom Whitaker. Já Robson Santos foi para a 12.a bateria, dos cabeças de chave Alex Ribeiro e Kanoa Igarashi, dos Estados Unidos, com o australiano Mikey Wright sendo o outro concorrente por duas vagas para a terceira fase.

DUPLA PARTICIPAÇÃO – Além dessas duas, mais cinco baterias terão participação dupla de sul-americanos na segunda fase. Classificados na terça-feira, o brasileiro Marco Fernandez e o peruano Juninho Urcia completaram a terceira bateria, encabeçada pelo havaiano Ezekiel Lau e o australiano Dion Atkinson. Na disputa seguinte, o argentino Santiago Muniz estreia junto com o australiano Jack Freestone, contra Willian Cardoso e o português Miguel Blanco. E a quinta bateria terá o brasileiro Marcos Correa e o peruano Lucca Mesinas Novaro contra os australianos Connor O´Leary e Kai Otton.

Na oitava, tem Brasil e Peru de novo disputando classificação, com Thiago Guimarães e Alonso Correa enfrentando o português Frederico Morais e o sul-africano Beyrick De Vries. Na décima, o baiano Bino Lopes e o recordista Samuel Pupo fazem um confronto direto Brasil x Austrália com Cooper Chapman e Dean Bowen. E na 16.a bateria, a última participação dupla com os brasileiros Hizunomê Bettero e Luel Felipe contra o italiano Leonardo Fioravanti e o australiano Chris Zaffis.


28 de fevereiro 2017

YAGO VENCE NA AUSTRÁLIA.

Uma final verde-amarela fechou o primeiro campeonato importante da World Surf League na temporada 2017, com mais um jovem talento do surfe brasileiro brilhando no tradicional Surfest Newcastle da Austrália. Ninguém sobreviveu ao ataque aéreo do catarinense Yago Dora, 20 anos, no domingo em Merewether Beach. Na final contra o paulista Jessé Mendes, 24, ele foi aumentando a vantagem a cada voo, até arrancar nota 10 unânime dos juízes num aéreo incrível que garantiu a sua primeira vitória no Circuito Mundial. Com o título no QS 6000 Maitland and Port Stephens Toyota Pro, Yago Dora assumiu a liderança do WSL Qualifying Series e Jessé Mendes é o segundo colocado no ranking das nove etapas de 2017.

Yago Dora (Foto: Tom Bennett - WSL)
Yago Dora (Foto: Tom Bennett – WSL)

“Quero agradecer toda a galera que estava torcendo no Brasil pela transmissão ao vivo, aos brasileiros que estão aqui na praia também e essa final 100% brasileira foi animal”, disse Yago Dora, no pódio do Surfest Newcastle. “As ondas aqui estavam incríveis ontem e hoje (domingo) e foi muito legal fazer a final com o Jessé (Mendes), que é um grande amigo meu no ‘tour’ e tinha me estraçalhado na última vez que nos enfrentamos. Foi a minha primeira vitória e estou feliz por ter sido aqui na Austrália, num campeonato tão importante, com tanta história, e espero que tenha muitas ainda por vir”.

As condições do mar no domingo estavam muito favoráveis para Yago Dora mostrar o seu arsenal de aéreos de frontside nas esquerdas de Merewether Beach. Elas formavam rampas perfeitas para o catarinense voar nas ondas e aterrissar depois de giros completos no ar cada vez mais altos. Na final, completou um “reverse full rotation” sensacional, que ganhou nota 10 unânime dos cinco juízes e outros aéreos já tinham recebido notas 8,00, 8,27 e 8,83. Jessé Mendes não teve o que fazer e Yago Dora festejou sua primeira vitória no Circuito Mundial, logo num dos eventos mais tradicionais do esporte na Austrália, o Surfest Newcastle.

“Foi divertido competir contra meu amigo de infância na final”, disse Jessé Mendes. “Tivemos algumas boas baterias no passado, eu ganhei a última, então agora foi a vez dele. Estou feliz porque sinto que surfei bem durante todo o campeonato, mas na final o Yago (Dora) não me deu qualquer chance. Eu só quero continuar fazendo o que estou fazendo, pois sinto que esse evento foi positivo para mim e estou contente pelo resultado também”.

Jessé Mendes (Foto: Tom Bennett - WSL)
Jessé Mendes (Foto: Tom Bennett – WSL)

MAIORIA BRASILEIRA – Entre os oito surfistas que chegaram no domingo decisivo, metade era do Brasil. O catarinense Willian Cardoso perdeu o primeiro duelo das quartas de final para o norte-americano Ian Crane. Mas, Jessé Mendes despachou o francês Jorgann Couzinet no segundo e o terceiro foi 100% catarinense, entre Yago Dora e Alejo Muniz, campeão desta etapa de Newcastle em 2015. Nesta bateria, Yago completou seu primeiro grande aéreo do dia na onda que valeu nota 9,5, para vencer por 16,33 a 13,60 pontos.

Nas semifinais, Jessé Mendes usou sua variedade de manobras de borda e aéreas também para liquidar o norte-americano Ian Crane por 14,67 a 11,76 pontos. E Yago Dora teve mais trabalho no confronto com o australiano Mitch Coleborn, que é de uma escola diferente, mais baseada no “power surf”. Foi, talvez, a bateria mais difícil para o catarinense durante toda a semana em Merewether Beach, mas ele conseguiu uma nota 7,67 que fez a diferença no placar apertado de 12,94 a 12,27 pontos.

BRASIL NO RANKING – O resultado do QS 6000 Maitland and Port Stephens Toyota Pro praticamente formou o novo ranking do WSL Qualifying Series 2017. Ele agora é encabeçado pelos brasileiros Yago Dora e Jessé Mendes, que já tinham disputado as duas etapas realizadas no Havaí, em Sunset Beach e em Pipeline. Abaixo deles estão os semifinalistas em Newcastle, com o americano Ian Crane em terceiro lugar e o australiano Mitch Coleborn em quarto.

Outros dois brasileiros também passaram a figurar na lista dos dez surfistas que sobem para o grupo dos top-34 que disputa o título mundial da World Surf League, com os resultados conquistados no Surfest Newcastle. Os catarinenses Alejo Muniz e Willian Cardoso perderam nas quartas de final nesta primeira etapa que disputaram esse ano e dividem a nona posição no ranking com o italiano Leonardo Fioravanti, quinto colocado também no domingo.

G-10 DO WSL QUALIFYING SERIES 2017 – ranking das 9 primeiras etapas:

1.o: Yago Dora (BRA) – 6.785 pontos

2.o: Jessé Mendes (BRA) – 4.980

3.o: Ian Crane (EUA) – 4.710

4.o: Mitch Coleborn (AUS) – 4.450

5.o: Jorgann Couzinet (FRA) – 3.775

6.o: Soli Bailey (AUS) – 3.700

7.o: Cam Richards (EUA) – 2.845

8.o: Seth Moniz (HAV) – 2.690

9.o: Alejo Muniz (BRA) – 2.650

9.o: Leonardo Fioravanti (ITA) – 2.650

9.o: Willian Cardoso (BRA) – 2.650
 

Sexta 24 de fevereiro 2017

CANTO DO MORRO DE GALA.


Terça 21 de fevereiro 2017

CHARLES É BARRADO PELA WSL.


SEGUNDA 14 DE FEVEREIRO 2017.

HERÓIS PERNAMBUCANOS, CONTRA TUDO 

E CONTRA TODOS.





DOMINGO 12 DE FEVEREIRO 2017

HERÓIS LOCAIS SÃO DESTAQUE


Quarta 08 de fevereiro 2017

EVENTO EM BF GERANDO NA ALTA.


QUINTA 09 DE FEVEREIRO 2017.

SOLI BAILEY VENCE EM PIPE

Adriano de Souza é vice-campeão do Volcom Pipe Pro e David do Carmo fica em quinto; Soli Bailey vence em Pipeline, Havaí.
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Adriano de Souza é vice-campeão do Volcom Pipe Pro 2017. Foto: © WSL / Heff.

 

O jovem australiano Soli Bailey roubou a cena ao vencer o Volcom Pipe Pro, etapa do Qualifying Series finalizada nesta quinta-feira, em ondas de 2,5 metros e formação regular em Pipeline, Havaí.

Em uma decisão com poucos tubos, o atleta de 21 anos fez um bom trabalho nas direitas do Backdoor e somou 7.33 e 5.93 para superar o brasileiro Adriano de Souza, o californiano Griffin Colapinto e o havaiano Bruce Irons.

Pela vitória, Soli Bailey embolsou US$ 12 mil e somou 3.000 pontos no ranking da divisão de acesso do Circuito Mundial, assumindo a liderança com apenas um resultado. 

O australiano também quebrou um tabu no Volcom Pipe Pro. Até então, apenas três atletas haviam vencido o evento: John John Florence (quatro vezes), Kelly Slater (duas) e Jamie O’Brien.

Já Adriano de Souza fez a sua segunda final no evento. Em 2014, o brasileiro foi o quarto colocado na decisão com Slater, Wiggolly Dantas e Mason Ho. Desta vez, o campeão mundial de 2015 foi ainda melhor, mas o dia era de Soli Bailey. Mineiro terminou em segundo com notas 4.50 e 3.93, levando US$ 6 mil para casa. O atleta assumiu a mesma posição no ranking do QS com este único resultado, ultrapassando até o norte-americano Cam Richards, que já participou de três eventos com 1.000 pontos e fez duas finais na Austrália, vencendo uma prova e ficando em segundo na outra.
 

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Soli Bailey, 21 anos, faz a festa em Pipeline. Foto: Tom Carey.

 

O último dia do Volcom Pipe Pro começou com os duelos pendentes da terceira fase. Adriano de Souza protagonizou uma das melhores atuações de todo o evento ao arrancar 9.50 e 7.00 dos juízes, saindo da água com o total de 16.50 pontos em 20 possíveis.

Na quarta fase, Jerônimo Vargas, Yago Dora, Marco Giorgi e Wiggolly Dantas foram eliminados, enquanto Adriano de Souza, Lucas Silveira e David do Carmo seguiram adiante. Destaque para a ótima performance de Lucas, autor de 8.60 e 6.83.

Nas quartas, David do Carmo seguiu atrás do havaiano Bruce Irons e Adriano de Souza também foi segundo colocado em seu duelo, vencido pelo basco Aritz Aranburu. Na briga pela classificação, Adriano barrou Lucas Silveira e o local Seth Moniz.
 

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David do Carmo chega à semifinal e fica fora da decisão por apenas um décimo. Foto: © WSL / Heff.

 

Atual campeão mundial e vencedor de quatro edições do Volcom Pipe Pro, John John Florence estava invicto na prova, mas sofreu o seu primeiro revés e deu adeus na semifinal. Em uma bateria com poucas ondas, o australiano Soli Bailey e o californiano Griffin Colapinto conseguiram a classificação nos instantes finais, somando 8.17 e 7.37, respectivamente. Pior para o argentino Leandro Usuna e John John Florence.

Na outra semi, os brasileiros Adriano de Souza e David do Carmo chegaram a ocupar as duas primeiras posições, mas nos últimos minutos Bruce Irons encontrou um bela onda e arrancou 8.93 dos juízes para pular de terceiro para primeiro, deixando Adriano em segundo, David em terceiro e Aritz Aranburu em quarto. David ficou atrás de Adriano por apenas um décimo.

O Volcom Pipe Pro homenageou ainda o atleta com mais atitude durante a competição. O troféu - em memória a Todd Chesser - ficou com o havaiano Seth Moniz.
 

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Lucas Silveira fica em nono lugar no evento. Foto: WSL / Brenden Donahue.

 
Resultado do Volcom Pipe Pro 2017

1 Soli Bailey (AUS)
2 Adriano de Souza (BRA)
3 Griffin Colapinto (EUA)
4 Bruce Irons (HAV)
5 David do Carmo (BRA)
5 Leandro Usuna (ARG)
7 Aritz Aranburu (ESP)
7 John John Florence (HAV)
9 Lucas Silveira (BRA)
9 Mitch Coleborn (AUS)
9 Hank Gaskell (HAV)
9 Luke Sherpadson (HAV)
13 Koa Smith (HAV)
13 Makai McNamara (HAV)
13 Seth Moniz (HAV)
13 Brian Toth (PRI)
17 Yago Dora (BRA)
25 Jerônimo Vargas (BRA)
25 Wiggolly Dantas (BRA)
25 Marco Giorgi (URU)

Ranking do QS 2017

 

1 Soli Bailey (AUS) 3.000
2 Adriano de Souza (BRA) 2.250
3 Cam Richards (EUA) 2.145
4 Peterson Crisanto (BRA) 1.895
5 Griffin Colapinto (EUA) 1.880
6 Bruce Irons (HAV) 1.700
7 Ty Watson (AUS) 1.530
8 Kalani Ball (AUS) 1.500
9 Jack Robinson (AUS) 1.330
10 Timothee Bisso (GLP) 1.320

Segunda 06 de fevereiro 2017

NORONHA EM ALTO ASTRAL



sábado 04 de fevereiro 2017

NOVO TRAILER NORONHA SEMPRE


sexta 03 de fevereiro 2017

SEMANA MÁGICA EM NORONHA.


SEXTA 27 DE JANEIRO 20117

PETERSON CRISANTO VENCE EM ISRAEL.

O paranaense Peterson Crisanto, 24 anos, brilhou com seu surfe potente de manobras de borda e principalmente as aéreas nas ondas de Kontiki Beach, em Netanya, Israel. Ele arrancou as maiores notas dos juízes com brilhantes apresentações para festejar a sua primeira vitória no Circuito Mundial da World Surf League. Com o título do QS 1500 SEAT Pro Netanya nesta quinta-feira, conquistado na bateria final contra o francês Jorgann Couzinet, da Ilha Reunião, Petersinho assumiu a liderança no ranking do WSL Qualifying Series 2017 neste início de temporada.

Peterson Crisanto (Foto: Masurel - WSL)
Peterson Crisanto (Foto: Masurel – WSL)

“É uma sensação incrível poder vencer uma etapa da World Surf League, especialmente considerando todo o trabalho árduo que vem sendo realizado”, disse Peterson Crisanto. “Eu estou começando o ano com o pé direito e espero que continue assim nos próximos eventos. Esta é a primeira vez que venho para Israel, tive uma semana maravilhosa aqui e esta viagem certamente ficará marcada na minha vida para sempre”.

O paranaense sempre foi considerado uma grande promessa do surfe brasileiro, mas perdeu o patrocínio que tinha desde criança e no ano passado nem competiu no Circuito Mundial. Com isso, está tendo de começar do zero, participando das etapas menores para somar pontos visando entrar no grupo dos 100 primeiros no ranking. Isso para, no decorrer do ano, poder disputar as mais importantes que definem os dez classificados para o CT.

Garazi Sanchez Ortun (EUK) , Marissa Shaw (USA), Peterson Crisanto (BRA) , Jorgann Couzinet (REU) .Netanya 2017
Garazi Sanchez Ortun, Marissa Shaw, Jorgann Couzinet e Peterson Crisanto (Foto: Masurel – WSL)

Peterson Crisanto já havia sido o sul-americano mais bem colocado na prova que abriu a temporada 2017 nos Estados Unidos. No QS 1000 Shoe City Pro em Huntington Beach, Califórnia, ele ficou a um passo das semifinais na prova vencida pelo americano top do CT, Kanoa Igarashi. Já em Israel, o paranaense foi o destaque em todos os dias que competiu nas ondas de Kontiki Beach. Chegou no último dia como recordista absoluto do campeonato, com a nota 9,07 e os 17,74 pontos que totalizou na rodada classificatória para as quartas de final.

Na quinta-feira decisiva, ampliou essas marcas para 18,17 pontos, somando 9,80 da melhor apresentação do evento. Um dos cinco juízes chegou a dar nota 10 para ele. Petersinho usou todo o seu arsenal de manobras modernas, principalmente as aéreas, para liquidar o espanhol Jonathan Gonzalez, das Ilhas Canárias, nesta bateria da semifinal. E na grande final, também não deu qualquer chance para o francês Jorgann Couzinet.

Jorgann Couzinet (Foto: Masurel - WSL)
Jorgann Couzinet (Foto: Masurel – WSL)

O surfista da Ilha Reunião tinha vencido o primeiro duelo do dia, barrando o defensor do título do QS 1500 SEAT Pro Netanya, Pedro Henrique, carioca que compete representando Portugal, onde mora há alguns anos. A disputa entre os dois foi acirrada e decidida nas últimas ondas que surfaram. A do Pedro Henrique valeu 6,03, mas Jorgann Couzinet recebeu 6,90 e garantiu a primeira vaga na final por 13,83 a 12,86 pontos.

Na disputa final pelo título da prova mais importante neste início de ano, Peterson Crisanto já começou forte com 7,50 e praticamente confirmou a vitória nas duas ondas seguintes, que arrancaram notas 8,77 e 7,73 dos juízes. Jorgann Couzinet também arriscou os aéreos, mas o máximo que conseguiu foram notas 6,43 e 6,27. O brasileiro faturou o prêmio máximo de 10.000 dólares oferecido ao campeão, por uma larga vantagem de 16,50 a 12,70 pontos.

“Ainda não ganhei nenhum QS, então eu realmente queria muito vencer, mas tudo bem, pois o segundo lugar também é um bom resultado para um início de temporada”, disse o vice-campeão europeu do ano passado, Jorgann Couzinet. “Eu adorei cada minuto que passei aqui em Israel. Acho que não tive uma boa escolha de ondas na final e estou feliz pelo Peterson (Crisanto) também. Agora vou para a Austrália participar de alguns eventos mais importantes e espero conseguir outros bons resultados lá”.

Juninho Urcia (Foto: Smith - WSL)
Juninho Urcia (Foto: Smith – WSL)

PERNA AUSTRALIANA – Até a vitória de Peterson Crisanto no QS 1500 SEAT Pro Netanya, o melhor resultado de um sul-americano na temporada 2017 tinha sido o quinto lugar de outro brasileiro, Victor Mendes, no QS 1000 Carve Pro encerrado domingo passado em Maroubra Beach, Sydney, na Austrália. Ele só foi barrado nas quartas de final pelo vencedor da etapa, o norte-americano Cam Richards. O peruano Juninho Urcia tinha perdido na fase anterior e ficado em nono lugar.

Mais duas provas estão em andamento nessa semana, também com participação de surfistas da América do Sul. O QS 1000 Sunset Pro começou na semana passada e tem prazo até sábado para terminar, mas a segunda fase nem foi encerrada ainda, pois vem sendo adiado por falta de ondas em Sunset Beach. A outra foi iniciada nesta quinta-feira na Gold Coast e vai até domingo. O QS 1000 Burleigh Pro é a segunda das sete etapas da longa “perna australiana” do WSL Qualifying Series 2017, que vai até o dia 12 de março.

QS FEMININO – Em Israel, também foi encerrada na quinta-feira, a terceira etapa feminina da temporada 2017. E a vitória da espanhola Garazi Sanches Ortun no QS 1500 SEAT Pro Netanya, igualmente lhe valeu a liderança no ranking do WSL Qualifying Series. A final foi contra a norte-americana Marissa Shaw, que assumiu a segunda posição com 1.125 pontos, à frente da australiana Macy Callaghan, que neste ano faturou o título mundial Pro Junior da World Surf League e já emendou outra vitória no QS 1000 Carve Pro também em Sydney, na Austrália.


SÁBADO 21 JANEIRO 2017

APROVEITE O VERÃO E ENCOMENDE

SUA PRANCHA ILLUSION.


SEGUNDA 16 de janeiro 2017

MAR MORTO


segunda 09 janeiro 2017
AUSTRALIANOS VENCEM EM CASA.

CAMPEÕES

O melhor brasileiro, Mateus Herdy, ficou nas quartas de final.

 
Os australianos Ethan Ewing e Macy Callaghan venceram o World Surf League Junior Championship e festejaram os últimos títulos mundiais de 2016 em casa na Austrália. O novo top da elite do CT derrotou o norte-americano Griffin Colapinto na final masculina e Macy impediu que a havaiana Mahina Maeda conquistasse um inédito bicampeonato feminino nas pequenas ondas de Bombo Beach na segunda-feira em Kiama, na costa sul de New South Wales. Os brasileiros decidiram o título masculino nas três últimas edições, mas dessa vez o mais bem colocado foi o catarinense Mateus Herdy em quinto lugar. Já Weslley Dantas ficou em nono com a derrota na quarta fase, que abriu a segunda-feira na Austrália.
O prazo do World Surf League Junior Championship só termina na sexta-feira, mas as previsões das ondas não são boas até lá e a comissão técnica decidiu encerrar a competição nas ondas pequenas de meio metro de altura da segunda-feira em Bombo Beach. As finais da primeira edição da categoria com o novo limite de até 18 anos de idade, aconteceram em condições difíceis, com grandes intervalos entre as séries e, principalmente, pela chegada de um vento afetando a boa formação das poucas ondas que entravam.
O australiano Ethan Ewing foi vice-campeão no ranking do WSL Qualifying Series 2016 e será o mais jovem integrante da nova elite dos top-34 que vai disputar o título mundial no Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour em 2017. Ele teve mais sorte de começar bem a bateria final com nota 6,17 e garantiu o título mundial Pro Junior com o 5,17 da sua última onda. Já o norte-americano Griffin Colapinto bateu os recordes do campeonato na semifinal, mas não achou nada de ondas na decisão, perdendo por 11,34 a 1,97 pontos apenas.
“Isso é incrível. Eu nunca planejei nada disso do que aconteceu esse ano para mim”, disse Ethan Ewing. “Eu pretendia ganhar o título Junior australiano, mas todo o resto aconteceu inesperadamente. Chegar neste evento como cabeça de chave número 1 me deu confiança e tudo funcionou sem problemas desde o início do campeonato. O Griffin (Colapinto) é um grande amigo meu e foi engraçado porque conversamos sobre as chances de nos encontrarmos na final, então aconteceu e foi muito legal. Certamente, esta é uma ótima maneira de começar o meu ano e já estou ansioso esperando pelo início do CT”.
O norte-americano Griffin Colapinto apareceu para o mundo ao chegar nas semifinais do Hang Loose Pro Contest 30 Anos na Praia da Joaquina, em novembro do ano passado em Florianópolis (SC). Na segunda-feira, ele começou o dia barrando o campeão sul-americano da WSL South America, Weslley Dantas, na quarta fase. E nas semifinais, bateu todos os recordes do World Surf League Junior Championship. Ganhou nota 9,60 ao completar um aéreo reverse muito alto e totalizou 15,60 pontos na vitória sobre o campeão da triagem do último Billabong Pipe Masters, Finn Mc Gill, que dividiu o terceiro lugar com outro havaiano, Cody Young.
“Infelizmente, as ondas sumiram na final, mas estou feliz por ter chegado na decisão”, disse Griffin Colapinto. “Eu tive grandes momentos aqui e terminar o campeonato fazendo a final com meu bom amigo foi incrível. Eu gostaria de ter tido mais chances para surfar, mas mesmo assim, saio daqui muito mais animado para competir nos eventos do QS esse ano”.
RECORDE DE TÍTULOS – O título de Ethan Ewing foi o quinto da Austrália na história do Mundial Pro Junior da World Surf League e o Brasil continua sendo o recordista com sete conquistas. A primeira foi com o carioca Pedro Henrique no ano 2000. Depois, o hoje campeão mundial Adriano de Souza venceu a edição de 2003, o cearense Pablo Paulino foi bicampeão em 2004 e 2007, o paulista Caio Ibelli ganhou o único circuito de três etapas em 2011, o campeão mundial Gabriel Medina faturou o título na única decisão disputada no Brasil em 2013 e o carioca Lucas Silveira levantou o caneco de 2015 em Portugal.
Neste ano, o Brasil não passou das quartas de final. O catarinense Mateus Herdy brilhou na primeira bateria masculina da segunda-feira em Bombo Beach. Ele registrou um novo recorde de 15,26 pontos com notas 7,83 e 7,43 na vitória sobre o sul-africano Jordy Maree e o francês Marco Mignot. Este placar só foi batido por Griffin Colapinto nas semifinais. Depois, o sobrinho do ex-top da elite do CT, Guilherme Herdy, só achou uma onda boa que valeu nota 7,00 na quarta de final contra o havaiano Cody Young, que venceu por 12,74 a 11,83 pontos a bateria que marcou a saída do Brasil da disputa do título mundial Pro Junior em Kiama.
O campeão sul-americano Pro Junior da WSL South America, Weslley Dantas, já havia sido eliminado na primeira rodada do dia, que definiu os classificados para as quartas de final. Ele também só conseguiu surfar uma onda boa que tirou nota 6,90 dos juízes e terminou em último no confronto vencido pelo australiano Reef Heazlewood, com o vice-campeão Griffin Colapinto passando em segundo lugar. O irmão mais jovem do top do CT, Wiggolly Dantas, ficou em nono lugar no World Surf League Junior Championship 2016.
DECISÃO FEMININA – Na decisão feminina, aconteceu o mesmo que na masculina, com praticamente só a campeã surfando todas as ondas da bateria. A favorita ao título era a havaiana Mahina Maeda, que faturou o caneco de 2014 e foi vice-campeã em 2015, quando o limite de idade era de 21 anos. Em sua terceira final consecutiva, ela poderia se tornar a primeira a vencer dois títulos na categoria feminina, mas a australiana Macy Callaghan fez sua melhor apresentação no campeonato. Com notas 8,17 e 7,50, ganhou facilmente por uma larga vantagem de 15,67 a 4,60 pontos o primeiro título para surfistas com até 18 anos.
“Estou muito feliz. Este é o maior evento que eu participo e ganhar o título mundial é uma coisa incrível”, disse Macy Gallaghan. “Eu sabia que a bateria ia ser complicada, porque não tinha muitas ondas, então eu teria que ter atenção para escolher as boas. Quando consegui aquele 8,17, minha confiança só aumentou, porque o mar estava difícil. 2016 foi um ano incrível para mim e começar este ano sendo campeã é quase um sonho. Mal posso esperar pelo que vem pela frente”.
Já a havaiana Mahina Maeda lamentou o resultado: “Estou muito decepcionada com o meu desempenho hoje (segunda-feira), mas é bom estar aqui no WJC. A final não foi como eu gostaria, mas estou feliz pela Macy (Callaghan), ela tem um futuro brilhante pela frente. Este é o meu último evento Junior, então agora é hora de me concentrar no QS para tentar entrar no CT esse ano”.



08 de janeiro 2017

BRASILEIROS SEGUEM NA DISPUTA PRO JUNIOR.

Depois de um dia parado, o World Surf League Junior Championship 2016 retornou no domingo e os brasileiros Weslley Dantas e Mateus Herdy avançaram para a rodada classificatória para as quartas de final na Austrália. As ondas estavam pequenas ainda em Bombo Beach, mas a comissão técnica aguardou durante quase toda a manhã para realizar a terceira fase masculina, com a feminina sendo adiada. O peruano Alonso Correa perdeu o primeiro duelo do dia, mas Weslley e Mateus podem aumentar para oito o recorde de títulos brasileiros na categoria Pro Junior em Kiama, na costa sul de New South Wales.

Mateus Herdy (Foto: Smith - WSL)
Mateus Herdy (Foto: Smith – WSL)

Se esperassem um pouco mais, Alonso Correa teria competido em melhores condições e ele não achou as ondas, enquanto o francês Marco Mignot usou os aéreos para vencer a bateria por um baixo placar de 10,23 a 7,70 pontos, deixando o peruano em 13.o lugar no World Surf League Junior Championship 2016. Mateus Herdy entrou no segundo duelo do dia, quando o mar já produzia boas direitas. Ele liquidou o norte-americano Kei Kobayashi nas duas primeiras ondas que surfou. O catarinense também completou belos aéreos e manobrou forte para tirar notas 7,17 e 7,23 dos juízes e vencer por 14,40 a 11,63 pontos.

“As ondas hoje (domingo) estão bem parecidas com as que surfo em casa e acho que isso me ajudou”, disse Mateus Herdy, sobrinho de um ex-top do CT, Guilherme Herdy. “O Kei (Kobayashi) estava arrebentando nas sessões livres, então eu sabia que ia ser uma bateria difícil e estou feliz por ter ganhado dele. Foi uma boa batalha entre nós e tive a sorte de encontrar boas ondas no início. Minhas pranchas estão boas para este tipo de mar e não vejo a hora de competir de novo”.

O catarinense vai abrir a quarta fase da competição, disputando as duas primeiras vagas para as quartas de final com o francês Marco Mignot e o sul-africano Jordy Maree, que aumentou para 14,90 o recorde de 14,83 pontos registrado pelo peruano Alonso Correa na quinta-feira. Além disso, igualou a maior nota – 8,50 – do campeonato, conseguida pelo mesmo americano Jake Marshall que ele derrotou no domingo.

Jordy Maree (Foto: Kelly Cestari - WSL)
Jordy Maree (Foto: Kelly Cestari – WSL)

“Estou feliz por voltar a competir depois de dois dias de descanso”, disse Jordy Maree, pois na sexta-feira apenas as meninas entraram no mar e no sábado a competição foi adiada porque as ondas estavam muito pequenas em Bombo Beach. “Eu estava nervoso indo para a bateria, porque não tinha surfado contra o Jake (Marshall) e sabia que era um forte concorrente. Mas, treinei bastante em ondas pequenas assim e me senti bem lá fora para surfar o meu melhor”.

 Após essa bateria, o australiano Quinn Bruce foi eliminado pelo havaiano Cody Young, mas outros dois brilharam nas pequenas ondas de Bombo Beach, ambos conseguindo tirar notas acima de 7 para derrotar dois japoneses. Harley Ross-Webster atingiu 14,24 pontos nas duas computadas contra Taichi Wakita e o novo top da elite mundial da World Surf League, Ethan Ewing, superou Joh Azuchi por 14,00 a 8,50. Os dois vão disputar a segunda classificatória para as quartas de final com o havaiano Cody Young.

CAMPEÃO SUL-AMERICANO – Depois de duas vitórias dos donos da casa, dois foram eliminados nos confrontos seguintes. O norte-americano Griffin Colapinto bateu Lucas Wrice por 11,17 a 8,57 pontos e o atual campeão sul-americano Pro Junior da WSL South America, Weslley Dantas, despachou o local de New South Wales, Sandon Whittaker, numa disputa bem mais acirrada. Os dois ganharam 6,5 em suas melhores ondas e a segunda nota computada definiu o vencedor. O irmão mais jovem do top do CT, Wiggolly Dantas, somou 5,57 contra 5,33 do australiano no placar encerrado em 12,07 a 11,83 pontos.

Weslley Dantas (Foto: Smith - WSL)
Weslley Dantas (Foto: Smith – WSL)

Weslley Dantas e Griffin Colapinto vão enfrentar outro australiano, Reef Heazlewood, na batalha por duas vagas para as quartas de final na terceira bateria da quarta fase. E os dois últimos classificados sairão do confronto envolvendo o único representante de Barbados, Che Allan, com dois havaianos, Noa Mizuno e Finn McGill, campeão da triagem do Billabong Pipe Masters em dezembro do ano passado.

RECORDE DE TÍTULOS – Weslley Dantas e Mateus Herdy são as apostas para o Brasil aumentar para oito o recorde de títulos na categoria Pro Junior da World Surf League. O primeiro foi conquistado pelo carioca Pedro Henrique no ano 2000. Depois, o hoje campeão mundial Adriano de Souza venceu a edição de 2003, o cearense Pablo Paulino foi bicampeão em 2004 e 2007, Caio Ibelli ganhou o único circuito de três etapas em 2011, o campeão mundial Gabriel Medina faturou o título na única decisão disputada no Brasil em 2013 e o carioca Lucas Silveira levantou o caneco de 2015 em Portugal.

O World Surf League Junior Championship tem prazo até a próxima sexta-feira para definir os últimos títulos mundiais de 2016 e a primeira chamada da segunda-feira foi marcada para as 7h30 na Austrália, 18h30 do domingo no fuso de Brasília, com transmissão ao vivo pelo www.worldsurfleague.com

05 de janeiro 2017

BRASIL É ELIMINDO NO FEMININO PRO JUNIOR.

A brasileira Tainá Hinckel e a argentina Josefina Ane saíram da disputa do título do World Surf League Junior Championship 2016 na Austrália. A sexta-feira amanheceu com ondas pequenas de meio metro de altura em Bombo Beach e a terceira fase masculina foi adiada, mas as meninas disputaram a primeira rodada eliminatória da competição que define os campeões mundiais da categoria para surfistas com até 18 anos de idade. O time sul-americano da WSL South America ainda está na briga pelo último título mundial de 2016, com os brasileiros Weslley Dantas e Mateus Herdy e o peruano Alonso Correa.

Caroline Marks (Foto: Kelly Cestari - WSL)
Caroline Marks (Foto: Kelly Cestari – WSL)

A catarinense Tainá Hinckel, de apenas 13 anos de idade, ficou muito perto da classificação para a terceira fase. A bateria foi fraca de ondas e ela e a americana Caroline Marks só conseguiram surfar as duas que são computadas no resultado. A atual campeã sul-americana Pro Junior da WSL South America começou bem com nota 5,17, mas sua oponente pegou duas antes dela que valeram 4,60 e 4,07. Tainá precisava então de 3,50 para vencer e pegou uma onda no último minuto que só rendeu uma manobra. Dois dos cinco juízes acharam que valia a vitória, mas a média da nota ficou em 3,23 e o placar em 8,67 a 8,40 pontos.

“As ondas realmente diminuíram muito nessa bateria”, disse Caroline Marks. “Nós duas só tivemos duas chances para surfar e fiquei muito preocupada no final, porque ela (Tainá Hinckel) tinha a prioridade (de escolha da próxima onda) e pegou uma onda. Eu estava muito nervosa esperando para ouvir a sua nota e fiquei muito feliz por conseguir a vitória”.

Diferente de Tainá Hinckel, que ainda terá outras oportunidades para tentar trazer um inédito título Pro Junior feminino para a América do Sul, a argentina Josefina Ane se despediu da categoria na sexta-feira, pois já completou o limite de 18 anos de idade. Ela competiu no último confronto do dia e não achou nenhuma onda boa para mostrar o seu surfe em Bombo Beach. A japonesa Minori Kawai teve mais sorte nas difíceis condições do mar, começou bem com nota 5,83 e venceu fácil por 10,50 a 4,53 pontos a briga pela última vaga para a terceira fase.

Tania Hinckel (Foto: Kelly Cestari - WSL)
Tania Hinckel (Foto: Kelly Cestari – WSL)

As meninas agora já vão disputar classificação para as quartas de final do World Surf League Junior Championship 2016 na Austrália. As seis surfistas que estrearam com vitórias na quarta-feira e as seis que aproveitaram a segunda chance na sexta-feira, foram divididas em quatro baterias na terceira fase. As duas primeiras colocadas em cada uma delas avançam para as quartas de final e as que ficarem em último terminam em nono lugar na competição.

O World Surf League Junior Championship ainda tem prazo até a próxima sexta-feira, 13 de janeiro, para definir os últimos títulos mundiais de 2016 e a primeira chamada do sábado foi marcada para as 7h30 na Austrália, 18h30 da sexta-feira no fuso de Brasília, com transmissão ao vivo pelo www.worldsurfleague.com

TERCEIRA FASE MASCULINA – A chamada é para as duas categorias e se a comissão técnica decidir começar pela terceira fase masculina, dois sul-americanos vão disputar os primeiros confrontos do dia. O peruano Alonso Correa enfrenta o francês Marco Mignot na primeira bateria e o brasileiro Mateus Herdy entra na segunda com o norte-americano Kei Kobayashi. Já o atual campeão sul-americano Pro Junior da WSL South America, Weslley Dantas, está na nona bateria com o australiano local de New South Wales, Sandon Whittaker. A vitória na terceira fase vale vaga na rodada classificatória para as quartas de final.