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13 DEZEMBRO 18

MEDINA E JULIAN AVANÇAM FILIPINHO REPESCAGEM

Começou com tudo a última etapa do ano, o Hawai esta em tensão
maxima, já tivemos briga de rua entre o Michael Rodrigues e o
local Tanner, Medina deu show na bateria, Filipinho foi para
repescagem e Julian Wilson também passou ao round 03.


07 dezembro 2018

JADSON ANDRÉ VOLTA A ELITE.

Mais dois brasileiros confirmaram seus nomes no grupo dos 32 surfistas que vai disputar o título mundial de 2019 no último dia do WSL Qualifying Series no Havaí. O paulista Jessé Mendes e o potiguar Jadson André se garantiram entre os dez indicados pelo ranking de acesso, quando passaram para as semifinais nas ondas desafiadoras de 12-15 pés da quinta-feira em Sunset Beach. Jessé ainda foi vice-campeão na final vencida pelo havaiano Ezekiel Lau e tirou a sexta posição no ranking final do QS do paulista Deivid Silva, ficando abaixo da outra novidade do Brasil no CT 2019, o paranaense Peterson Crisanto. Agora, as atenções se voltam para a decisão do título mundial no Billabong Pipe Masters, que começa no sábado no Havaí.

Jesse Mendes (Foto: @WSL / Tony Heff)

A batalha final pelas vagas que restavam no G-10 do QS, foi intensa no último dia do QS 10000 de Sunset Beach, desde as oitavas de final que abriram a quinta-feira. A disputa acontecia a cada bateria, até na grande final, com o francês Joan Duru precisando ficar entre os dois primeiros colocados para tirar o último lugar do australiano Jack Freestone na lista.

Só que não entraram muitas ondas boas na bateria decisiva e a nota 5,30 de Jessé Mendes na última que surfou, foi suficiente para pegar o vice-campeonato do francês por 7,63 a 7,33 pontos das duas ondas computadas por cada um. Ezekiel Lau surfou as melhores para vencer por 12,66 pontos, enquanto o norte-americano Griffin Colapinto não achou nada e terminou em quarto lugar com 4,67 apenas.

Jesse Mendes (Foto: @WSL / Keoki Saguibo)

“Foi um grande dia e estou feliz como ele está terminando”, disse Jessé Mendes. “Eu só tenho que agradecer a Deus, porque na minha primeira bateria hoje (quinta-feira) aqui, eu passei um sufoco e me livrei por pouco. Se não fosse Deus parar o oceano, eu não estaria aqui agora e, provavelmente, nem mesmo qualificado para o CT, então obrigado à Ele, que fez tudo ser possível para mim. E obrigado também a todos que estão sempre comigo, acreditando em mim e no meu trabalho, estou muito feliz por permanecer na elite ano que vem”.

Os dois melhores surfistas no mar pesado da quinta-feira em Sunset Beach, competiram juntos três vezes no último dia, sempre superando seus adversários nas baterias com Ezekiel Lau em primeiro e Jessé Mendes em segundo lugar. Até na decisão da Vans World Cup. A primeira foi nas quartas de final, quando Jessé confirmou seu nome no CT 2019 e acabou com as chances do português Vasco Ribeiro seguir tentando sua vaga. Depois nas semifinais, barrando um top da elite, Jordy Smith, e o jovem paulista Weslley Dantas que foi premiado como o “surfista revelação” da Tríplice Coroa Havaiana esse ano.

Ezekiel Lau (Foto: @WSL / Tony Heff)

“Isso é tudo que eu sempre quis”, disse Ezekiel Lau. “Poder me apresentar em casa, na frente da minha torcida e ganhar em Sunset mais uma vez, é incrível. É por isso que gosto tanto de competir em casa, para todos que sempre me apoiam em tudo que faço. Fico feliz em poder retribuir isso hoje. Eu procurei apenas manter o foco quando cheguei na final e estou feliz por ter vencido, pois tenho trabalhado muito duro para isso”.

VITÓRIA DO GUERREIRO – Um dos momentos mais emocionantes da quinta-feira em Sunset Beach foi protagonizado pelo potiguar Jadson André. Matematicamente, ele já estava garantido no CT quando entrou no mar para disputar as quartas de final. Isso porque Jack Freestone tinha sido eliminado na bateria anterior e não poderia mais ultrapassa-lo no ranking. Mas, Jadson não sabia disso e foi guerreiro mais uma vez, mostrando muita raça na onda que pegou nos últimos segundos.

Jadson Andre (Foto: @WSL / Keoki Saguibo)

Ele arriscou tudo porque estava em último, precisando de uma nota acima de 7 pra se classificar, então manobrou forte e ficou no inside aguardando a nota, que demorou para sair. Os juízes premiaram sua apresentação com 8,10 e Jadson saltou do quarto para o primeiro lugar, deixando o francês Joan Duru em segundo, eliminando o italiano Leonardo Fioravanti e o sul-africano Matthew McGillivray. Ele vibrou bastante dentro d´água ainda, não pela classificação para o CT que ainda não sabia, mas pela passagem para as semifinais.

“Eu só tenho a falar que Deus é o Deus do impossível”, disse Jadson André. “Eu precisava de uma onda excelente ali no final, faltando poucos segundos, e eu só pedi a Deus, que faz as coisas impossíveis acontecer, que me mandasse uma onda por favor. Ele mandou e eu consegui virar a bateria. Estou tentando controlar minha emoção, porque eu quero muito fazer a final aqui, mas essa bateria foi muito importante pra mim, então obrigado a todos pela energia, pela torcida e ainda vou tentar sair daqui com um troféu”, o que não conseguiu. Jadson e Weslley Dantas ficaram empatados em sétimo lugar na Vans World Cup.

REVELAÇÃO DO ANO – O irmão mais jovem do ex-integrante do CT, Wiggolly Dantas, se destacou com seu ataque agressivo de backside nas direitas desafiadoras de Sunset Beach. Weslley chegou até a derrotar as estrelas Italo Ferreira e Jordy Smith, com suas manobras verticais nos pontos críticos das ondas.



29 novembro 2018

SWELL NA PIPA, PRÉ NATAL



28 novembro 2018

CARISSA MOORE VENCE EM CASA

Uma nota 10 na última onda do ano, para fechar com chave de ouro uma temporada emocionante das meninas no World Surf League Championship Tour. Foi assim que a tricampeã mundial Carissa Moore sacramentou a vitória na final havaiana com Malia Manuel no Beachwaver Maui Pro, nas ondas perfeitas da terça-feira em Honolua Bay, na ilha de Maui, Havaí. Com os 10.000 pontos do título, Carissa tirou o terceiro lugar no Jeep Leaderboard da brasileira Tatiana Weston-Webb. E o resultado desta última etapa, manteve a cearense Silvana Lima na última vaga do WSL Qualifying Series para a elite de 2019.

Carissa Moore e Malia Manuel (Foto: @WSL / Kelly Cestari)

Isso tudo é muito especial. Não poderíamos pedir ondas melhores do que essas para o nosso último dia da temporada. Este foi, provavelmente, o melhor dia competitivo da minha vida”, disse Carissa Moore. “Minha família inteira está aqui e estou muito feliz. Eu não estava na briga do título mundial este ano, mas ao mesmo tempo, eu pude competir sem essa pressão. Eu amo essa onda de Honolua e consegui realmente uma conexão muito boa com ela em certos momentos da minha carreira, então vencer aqui de novo foi incrível”.

A terça-feira foi mais um dia com condições épicas para as meninas competirem em ondas excelentes nas direitas de Honolua Bay. Carissa Moore procurou os tubos desde a sua primeira bateria do dia, mas também manobrou forte para liquidar suas oponentes desde as quartas de final. A decisão do título começou meio lenta, mas o mar bombou altas ondas nos últimos 10 minutos, para as duas finalistas buscarem a vitória.

Carissa Moore (Foto: @WSL / Ed Sloane)

O primeiro tubão foi surfado por Carissa Moore, que ficou em pé dentro do canudo e na saída errou a manobra de finalização da onda, mas ganhou nota 8,67 pelo tubaço. Malia Manuel também surfou bem duas ondas seguidas na casa dos 7 pontos, porém no final da bateria, Carissa pegou uma direita perfeita e mandou uma série de batidas e rasgadas muito potentes para ganhar nota 10 unânime dos cinco juízes. Com ela, fechou a vitória por 18,67 a 14,67 pontos como recordista absoluta do Beachwaver Maui Pro.

“É uma honra para mim dividir o pódio com a Steph (Gilmore) e a Carissa (Moore), duas das melhores surfistas da minha geração”, disse Malia Manuel. “Estou feliz por estar aqui, em casa, com todos meus amigos de Kauai. Estou sentindo boas vibrações agora, uma nova faísca em mim por ter me qualificado para o próximo ano. Eu tenho muitos planos e estou ansiosa já para o que vem, quem sabe disputando o título mundial também”.

Malia Manuel (Foto: @WSL / Ed Sloane)

Esta foi a segunda etapa vencida por Carissa Moore no CT esse ano. A primeira na estreia do Surf Ranch, a piscina de ondas idealizada por Kelly Slater na Califórnia. Depois, parou nas semifinais do Roxy Pro France e agora volta a ganhar na ilha de Maui, após o bicampeonato em 2014 e 2015. Carissa também retorna ao seleto grupo das top-3 do mundo, do qual fez parte desde a sua entrada na elite em 2010 e só tinha saído dele no ano passado. Ela tirou o terceiro lugar que era da gaúcha Tatiana Weston-Webb durante quase toda a temporada.

ÚNICA BRASILEIRA – Tatiana era a única brasileira no Beachwaver Maui Pro e também competiu na terça-feira. Ela surfou bem, massacrando uma onda com a potência do seu backside que valeu nota 8,10, para somar com o 6,50 da primeira que pegou na bateria. Só que a americana Courtney Conlogue foi melhor ainda e conseguiu tirar notas 7,33 e 8,07 dos juízes, para vencer por 15,40 a 14,60 pontos. A brasileira terminou então em quinto lugar e até trocou o pior resultado, aumentando sua pontuação no ranking para 46.430.

Tatiana Weston-Webb (Foto: @WSL / Kelly Cestari)

A californiana ainda poderia manter Tatiana entre as top-3, se parasse Carissa Moore nas semifinais. Mas, a havaiana parecia impossível de ser batida e já abriu a bateria surfando um tubaço incrível, mandando ainda duas manobras muito fortes para ganhar a maior nota do dia até ali, 9,5. Courtney começou bem também com 7,77, mas a havaiana respondeu com 6,17, que selou a vitória por 15,67 a 14,44 pontos.

HEPTACAMPEÃ – Esse duelo aconteceu logo após Malia Manuel vencer a primeira semifinal, carimbando a faixa da nova heptacampeã mundial. Além disso, vingou a derrota sofrida na final do ano passado na ilha de Maui, para a mesma Stephanie Gilmore. A havaiana já tinha passado pela recordista absoluta do primeiro dia no primeiro confronto da terça-feira em Honolua Bay, a também australiana Sally Fitzgibbons.

Stephanie Gilmore (Foto: @WSL / Kelly Cestari)

A primeira vaga na grande final foi bem disputada do início ao fim da bateria. Malia largou na frente com 6,33, contra 3,50 da defensora do título. Steph logo mostrou o seu surfe na segunda onda para receber 7,83, mas depois, o máximo que conseguiu para somar foi 5,53. A havaiana ficou na pressão e na quarta tentativa, surfou forte e acertou as manobras para ganhar a nota que precisava para virar o resultado, 7,17. Com ela, seguiu para a final por uma pequena vantagem de 13,50 a 13,36 pontos.

“A Malia (Manuel) é incrível, está sempre pegando as melhores ondas”, disse Stephanie Gilmore, que subiu no pódio para receber o seu sétimo troféu de campeã mundial na World Surf League. “Eu tentei seguir no jogo, buscando uma segunda nota boa para somar, mas está tudo bem. Eu vivi dias incríveis aqui e este ano foi muito além do que eu poderia sonhar. Surfar é muito bom e as pessoas sempre me perguntam porque eu estou sempre rindo, mas se eles fizessem o que eu faço, saberiam o porquê”.

Stephanie Gilmore heptacampeã mundial com o troféu de 2018 (Foto: @WSL / Kelly Cestari)

SILVANA MANTIDA – Com os 7.800 pontos que marcou no ranking pelo segundo vice-campeonato consecutivo em Maui, Malia Manuel subiu da 12.a para a nona posição no Jeep Leaderboard, entrando no grupo das top-10 que são mantidas na elite para o ano que vem. O resultado do Beachwaver Maui Pro não provocou nenhuma mudança de nomes, entre as dezesseis surfistas que já estavam se classificando para o CT 2019.

Malia vinha se garantindo entre as seis indicadas pelo WSL Qualifying Series, então dispensou a vaga do seu segundo lugar no ranking de acesso. Quem saiu do grupo das top-10 do CT em Maui, foi a também havaiana Coco Ho, que é a terceira colocada no QS e passou a encabeçar o G-6. Com essa simples troca de nomes, a cearense Silvana Lima permaneceu com a última vaga da lista para o CT 2019.

Além de Coco Ho e Silvana Lima, mais duas integrantes da elite deste ano que ficaram de fora das top-10 do Jeep Leaderboard, garantiram suas permanências pelo QS, a neozelandesa Paige Hareb em quarto no ranking e a australiana Bronte Macaulay em quinto. Silvana terminou em nono, mas ficou no G-6 porque a número 1, Caroline Marks, a 2 Nikki Van Dijk e a oitava colocada, Malia Manuel, se classificaram entre as top-10 do CT.

NOVIDADES EM 2019 – Com quatro vagas conquistadas pelas tops deste ano, a elite de 2019 terá apenas duas novidades. São mais duas adolescentes ainda, mas já mostrando talento para entrar no grupo das melhores surfistas do mundo, a australiana Macy Callaghan com o sexto lugar no ranking do QS e Brisa Hennessy em sétimo, que vai colocar a Costa Rica na divisão de elite do surfe mundial pela primeira vez na história do WSL Championship Tour.

Macy já participou de sete etapas do CT esse ano, substituindo atletas lesionadas. Na última, surpreendeu ao chegar na final do Roxy Pro France, vencida por Courtney Conlogue. As duas novatas vão ocupar as vagas da norte-americana Sage Erickson e da australiana Keely Andrew, que não conseguiram se manter em nenhuma das duas listas classificatórias e terão que voltar a disputar o WSL Qualifying Series em 2019, para poder retornar ao grupo das melhores do mundo.



19 de novembro 2018

DEIVID SILVA E PETERSON CRISANTO ENTRAM NO CT EM HALEIWA

Um confronto de gerações com dois jovens brasileiros e um australiano encerrando uma brilhante carreira no Circuito Mundial, fechou o Hawaiian Pro com uma final de alto nível nas boas ondas de 4-6 pés do sábado em Haleiwa Beach. O experiente Joel Parkinson, 37 anos, e o catarinense Mateus Herdy, de 17 apenas, protagonizaram a disputa do título e o australiano fez uma bateria impecável para ganhar a primeira joia da Tríplice Coroa Havaiana. Já a grande surpresa do evento, conseguiu o segundo lugar que precisava para entrar na lista dos dez que se classificam para a elite dos top-34 da World Surf League. E o paulista Deivid Silva ficou em quarto na final, mas já havia festejado a conquista da vaga no CT 2019 nas semifinais.

Deivid Silva (Foto: @WSL / Tony Heff)

Deivid chegou na decisão do título invicto, sem perder nenhuma bateria em Haleiwa Beach. Ele ficou bem perto de confirmar sua classificação para o CT quando passou para as semifinais e garantiu de vez o seu nome com mais uma vitória. O surfista do Guarujá foi a segunda novidade do Brasil a garantir vaga no Hawaiian Pro. O primeiro tinha sido o paranaense Peterson Crisanto, que voltou a ocupar a quinta posição no ranking como chegou no Havaí, pois Deivid Silva subiu do sexto para o quarto lugar onde ele estava.

“Este é um dos melhores dias da minha vida, certamente o mais importante da minha carreira”, disse Deivid Silva. “Eu batalhei muito por isso e quero agradecer todos que apoiaram, acreditaram em mim, toda minha família, amigos, patrocinadores, mas eu só procurei fazer o meu melhor nas baterias. Tentei meu melhor em cada onda e agora veio a recompensa pelo trabalho e estou muito feliz”.

Deivid Silva (Foto: @WSL / Tony Heff)

O catarinense Mateus Herdy também estava radiante. Ele nem aparecia entre os principais concorrentes por vagas no G-10, pois chegou no Havaí na 61.a posição e sua única chance era ficar entre os dois primeiros colocados do Hawaiian Pro, algo improvável para um surfista tão jovem como ele. Tanto que nem está inscrito no outro QS 10000 do Havaí, a Vans World Cup que começa no dia 25 em Sunset Beach, porque iria competir no Mundial Pro Junior da WSL em Taiwan, na primeira semana de dezembro.

Mas, Mateus foi avançando as baterias em Haleiwa, sempre fazendo grandes apresentações, até chegar na final. Ainda teria que ser vice-campeão no mínimo para entrar no G-10 e conseguiu isso no desempate, pela maior nota contra o neozelandês Ricardo Christie, a outra única novidade na lista. Mateus saltou da 61.a para a 12.a posição no ranking, que estava com o paulista Jessé Mendes, barrado na primeira semifinal pelo próprio catarinense que agora deixa a dúvida se vai defender a última vaga para o CT 2019 em Sunset Beach, ou parte para a Ilha Taiwan tentar o título mundial Pro Junior.

Mateus Herdy (Foto: @WSL / Tony Heff)

“Eu estou muito feliz e nem sei expressar toda essa emoção que estou sentindo. Parece até melhor do que a vitória”, disse Mateus Herdy. “Eu vim aqui só para passar algumas baterias e chegar na final com um ídolo como o Joel (Parkiinson), é quase inacreditável. Eu estava preparado para surfar aqui, mas não esperava tanto e quero agradecer a força dos brasileiros e a todos aqui na praia. Foi um dia incrível para mim, obrigado”.

Possivelmente, Mateus Herdy não esperava que poderia chegar na final em Haleiwa, feito que muitos passaram a carreira inteira sem conseguir. Nem que entraria na zona de classificação para o CT, pela grande distância dos primeiros colocados. Mas, a realidade é que ele foi o vice-campeão do Hawaiian Pro, subiu 49 posições para o 12.o lugar no ranking, é o vice-líder da Tríplice Coroa Havaiana e está com a tão disputada última vaga do G-10 para o CT 2019.

Mateus Herdy (Foto: @WSL / Keoki Saguibo)

DECISÃO – O segundo lugar no pódio também era a meta de outro finalista, o neozelandês Ricardo Christie, que precisava desse resultado para já confirmar seu nome na elite do ano que vem. A bateria demorou para entrar ondas e foi ele quem pegou a primeira depois de 8 minutos, para largar na frente com nota 6,17 pelas três manobras que fez. Na segunda, Joel Parkinson surfa com mais pressão, jogando água pra cima a cada movimento para ganhar 7,50.

Os brasileiros também fazem suas estreias na final. Mateus Herdy pega uma boa direita, manobra forte e manda outra mais explosiva na junção para receber 8,83, ficando atrás ainda do neozelandês que já tinha somado um 4,17 para se manter na ponta. Deivid falha na primeira tentativa, mas pega outra onda que rendeu um longo floater e mais algumas batidas e rasgadas para entrar na briga com 6,83.

Ricardo Christie (Foto: @WSL / Keoki Saguibo)

Em outra série de boas ondas, Ricardo pega a primeira e faz duas manobras muito fortes, uma voando por cima da junção e ainda pega um tubinho pra fechar sua melhor apresentação, que valeu 8,40. Parko vem na de trás com seu surfe clássico e assume a ponta com 7,70. Deivid erra de novo na sua onda e Mateus levanta a torcida mandando um aéreo full rotation animal como primeira manobra e mais duas muito fortes para pegar a liderança com nota 7,00.

Logo Parko dá o troco, surfando outra boa onda de forma impecável com seu surfe limpo de frontside e retoma o primeiro lugar com um excelente 9,33. Na seguinte, Deivid faz sua melhor apresentação, atacando uma direita mais em pé com manobras potentes de backside que valeram 8,53 e o terceiro lugar. O tempo já chegava nos 10 minutos finais quando Parko destruiu outra direita para aumentar a vantagem com nota 8,03.

Joel Parkinson (Foto: @WSL / Keoki Saguibo)

Na de trás, Mateus surfou até um belo tubo, mas descartou o 6,90 recebido.  Ficou a chance para o neozelandês, que também surfou forte mais uma onda boa para ganhar 7,43 e igualar os 15,83 pontos do catarinense, mas perdeu no desempate da maior nota a chance de já se garantir no CT. Ricardo Christie terminou em terceiro lugar e em sétimo no ranking, com Deivid Silva ficando em quarto na bateria, mas foi por pouco, 15,36 contra os 15,83 dos dois e Joel Parkinson foi o campeão com um total de 17,36 pontos.

“Eu estou chocado e querendo até surfar outra bateria. Eu realmente gostei muito do evento, que provavelmente foi a chave para mim neste estágio da carreira”, disse Joel Parkinson, que está se despedindo do Circuito Mundial na Tríplice Coroa Havaiana, que ele foi tricampeão em 2008, 2009 e 2010. “Certamente, vou sentir falta de momentos assim, mas estou feliz que eles estejam chegando ao fim. O Havaí é um lugar especial para todos nós. Não sei se essa é a última vez que eu subo no pódio, mas o surfe foi incrível para mim e eu adoro isso. Ano que vem eu serei apenas um fã como todos vocês, mas sempre amarei surfar, as pessoas no surfe e agradeço por fazer parte disso. Obrigado a todos aqui no Havaí, que nos emprestam a praia e nos deixam aproveitar estas ondas incríveis, obrigado a todos vocês”.

(Foto: @WSL / Tony Heff)

NOVOS BRASILEIROS – Enquanto mais um ídolo australiano se despede, como já aconteceu com o tricampeão mundial Mick Fanning no início da temporada, os brasileiros vão se fortalecendo como a maior potência do esporte na atualidade. O catarinense Mateus Herdy, com seus apenas 17 anos, é mais uma revelação que mostrou o seu valor com o inesperado vice-campeonato no Hawaiian Pro. Também em Haleiwa, foram confirmadas duas novidades na “seleção brasileira” que vai disputar o título mundial em 2019, o paulista Deivid Silva, 23 anos, e o paranaense Peterson Crisanto, 26.

Outros dois estão na lista dos dez que se classificam pelo WSL Qualifying Series, que será definida no QS 10000 Vans World Cup, a partir do dia 25 em Sunset Beach. O potiguar Jadson André não pontuou em Haleiwa Beach e caiu do sétimo para o nono lugar no ranking que está garantindo até o 12.o colocado, posição conquistada por Mateus Herdy na última bateria do Hawaiian Pro. Essa última vaga no G-10 teve três donos antes de ficar com o catarinense.

Miguel Pupo (Foto: @WSL / Tony Heff)

ÚLTIMA VAGA NO G-10 – O sábado começou com outro catarinense só na torcida para permanecer na lista, Alejo Muniz, derrotado na estreia em Haleiwa. Na primeira bateria do dia, Miguel Pupo já ultrapassaria os seus 12.710 pontos se passasse para as semifinais. Mas, ele perdeu por pouco, 12,70 a 12,10, para o também paulista Jessé Mendes, que já pulava para 13.o no ranking com a classificação. A novidade havaiana para o CT 2019, Seth Moniz, derrotou os três brasileiros por 14,70 pontos, com o baiano Bino Lopes ficando em quarto com 10,17.

Na segunda quarta de final, Mateus Herdy conquistou sua primeira vitória. No fim da bateria, Ricardo Christie impediu uma dobradinha brasileira, barrando o defensor do título do Hawaiian Pro, Filipe Toledo, que não achou as ondas que pegou na quinta-feira, quando fez os recordes do campeonato, nota 9,60 e 19,10 pontos. Na bateria seguinte, o australiano Soli Bailey pegaria a última vaga no G-10 de Alejo Muniz se passasse, mas também perdeu para o invicto Deivid Silva e o italiano Leonardo Fioravanti.

No entanto, na última quarta de final, dois norte-americanos ameaçavam o brasileiro e Patrick Gudauskas venceu para assumir o 12.o lugar, tirando o catarinense da lista. A batalha prosseguiu nas semifinais. O paulista Jessé Mendes estava se classificando junto com o inspirado Mateus Herdy, que dominou mais uma bateria com um surfe moderno e progressivo, usando as manobras aéreas também para liquidar seus adversários. Só que, novamente, Ricardo Christie impediu mais uma dobradinha e ficou com a segunda vaga na final.

Jesse Mendes (Foto: @WSL / Tony Heff)

Mesmo assim, o terceiro lugar foi suficiente para Jessé Mendes entrar no G-10 no lugar de Patrick Gudauskas. O americano entrou na bateria seguinte e só não poderia ficar em último para recuperar o 12.o lugar no ranking. Ele até tirou a maior nota do último dia em sua primeira onda, 9,37, mas depois não surfou mais nada. Deivid Silva arrebentou para vencer por 15,50 pontos e Joel Parkinson ganhou a última vaga na final com 11,97. O italiano Leonardo Fioravanti conseguiu duas notas regulares para somar 11,70, contra 10,00 de Gudauskas, que terminou mesmo em último para alívio do brasileiro.

FIM DA BATALHA – Com esse resultado, Jessé se manteve no G-10, mas ainda ameaçado por Herdy, que ficaria com a vaga se terminasse o campeonato entre os dois primeiros colocados. E o catarinense conseguiu isso para pôr fim na batalha pela última vaga e sair de Haleiwa como o mais jovem integrante na lista provisória para o CT 2019. Dos dez indicados pelo QS, quatro já estão garantidos por terem ultrapassado a barreira dos 19.000 pontos no ranking, o havaiano Seth Moniz, os brasileiros Deivid Silva e Peterson Crisanto e o australiano Ryan Callinan, que já fez parte da elite em 2016.

Mateus Herdy, 17 anos, com Joel Parkinso, 37 (Foto: @WSL / Tony Heff)

Os outros seis que ainda não estão confirmados, são o neozelandês Ricardo Christie com 17.700 pontos em sétimo lugar, o italiano Leonardo Fioravanti em oitavo com 16.600, o potiguar Jadson André em nono com 14.160 tentando recuperar a vaga perdida no ano passado, o australiano Ethan Ewing em décimo com 14.030, o francês Jorgann Couzinet em 11.o com 13.660 e em 12.o a surpresa Mateus Herdy, com 12.960 pontos.

Na porta de entrada do G-10 ficou Jessé Mendes em 13.o com 12.850, seguido por Patrick Gudauskas em segundo na fila com 12.780 e Alejo Muniz, que saiu da lista com 12.710. Outros dois brasileiros se aproximaram da zona de classificação em Haleiwa, o paulista Miguel Pupo que está em 19.o lugar e o baiano Bino Lopes em 25.o, logo abaixo do catarinense Yago Dora em 24.o, que no momento está se mantendo na elite entre os top-22 do CT. Depois deles, tem os paulistas Alex Ribeiro em 29.o e Thiago Camarão em 31.o, com o cearense Michael Rodrigues já garantido para 2019 pelo ranking principal entre eles.



16 de novembro 2018

GRANT BAKER VENCE O BIG WAVE


O brasileiro Lucas “Chumbo” Chianca quase consegue o bicampeonato na etapa do WSL Big Wave Tour de Nazaré, em Portugal. Mas, o sul-africano Grant “Twiggy” Baker conseguiu a maior nota da bateria final na sexta-feira de ondas passando dos 30 pés de altura na Praia do Norte, para vingar a derrota sofrida no ano passado, quando ficou em quinto lugar. Chumbinho foi o vice-campeão dessa vez, com o basco Natxo Gonzalez repetindo a terceira posição de 2017. Dois portugueses chegaram na decisão do título, com Alex Botelho ficando em quarto lugar, João de Macedo em quinto e o australiano Russell Bierke em sexto.

Lucas Chianca (Foto: @WSL / Masurel)

“Estou superfeliz, mas não consegui alcançar o objetivo que queria aqui, que era vencer o evento de novo”, disse Lucas Chianca. “Mesmo assim, foi um dia perfeito e todo mundo estava feliz em ver essas ondas fantásticas aqui em Nazaré. É uma ótima maneira de começar a temporada e estou muito empolgado para o restante do ano. O Twiggy (Grant Baker) é uma lenda e um verdadeiro ídolo que sempre admirei quando era mais novo, então fico feliz em competir de igual para igual com esses caras”.

Enquanto o brasileiro chegou na final vencendo as outras duas baterias que disputou na sexta-feira, o campeão passou raspando, sempre em terceiro lugar, na última vaga para a fase seguinte. Mas, na decisão do título, conseguiu a maior nota para dobrar no resultado, 8,67, somando os 17,34 da multiplicação com o 7,70 da sua última onda para atingir 25,04 pontos. Lucas Chianca tinha começado bem com 7,17 e na última conseguiu 8,07 para multiplicar por dois e alcançar 23,31 pontos. O dono da única nota 10 do Nazaré Challenge esse ano, conseguido nas semifinais, Natxo Gonzalez, terminou em terceiro lugar como em 2017, com 22,71 pontos, superando por pouco os 22,06 do português Alex Botelho.

Grant Baker (Foto: @WSL / Masurel)

“Eu nem acredito que venci. Isso é insano”, disse o bicampeão mundial do WSL Big Wave Tour em 2013 e 2016, Grant Baker. “Estes adolescentes ainda, estavam surfando muito forte hoje (sexta-feira) e nem posso acreditar que ainda tirei tudo de mim para vencer. Esse 8,67 era a onda que eu estava esperando surfar desde o início do dia. Ela veio direto para mim e foi muito louca. Foi um dia realmente perfeito e Nazaré é um sonho. O Lucas (Chianca) foi o cara que me venceu no ano passado aqui e o Natxo (Gonzalez) pegou o tubo mais incrível nas semifinais, então, de alguma forma, acho que tive sorte para vencer hoje”.

O Nazaré Challenge começou em ondas com cerca de 25 pés na maré cheia na Praia do Norte e quando ela secou, as condições ficaram mais pesadas com algumas séries entrando na faixa dos 35 a 40 pés, ou seja, ultrapassando incríveis 10 metros de altura. O comissário do Big Wave Tour, Mike Parsons, concedeu ao evento um coeficiente de prata, o que significa que os resultados em Nazaré terão um acréscimo de 10% na pontuação do ranking. A vitória, por exemplo, valeu então 11.000 pontos para Grant Baker.

(Foto: @WSL / Masurel)

DECISÃO DO TÍTULO – A grande final começou com a maioria dos surfistas pegando boas ondas e Lucas Chianca largou na frente com notas 7,17 e 6,23. Ele seguiu posicionado para surfar as esquerdas que vinha dominando desde o início do dia. Sua qualidade em dropar atrasado nas paredes enormes da Praia do Norte impressionou a todos, com Chumbo surfando boas ondas em todas as três baterias. Na semifinal, conseguiu sua maior nota, com um dos cinco juízes dando 10 para ele e a média ficando em 9,60.

A nota máxima saiu na segunda semifinal, para o basco Natxo Gonzalez, que também chegou a liderar a decisão do título, até o sul-africano Grant Baker conseguir completar uma onda incrível que valeu 8,67 para assumir a ponta. Nesse momento, Lucas Chianca caiu para o terceiro lugar, mas ainda achou uma onda boa, a melhor dele na bateria, para ganhar 8,07 e confirmar o vice-campeonato na abertura do WSL Big Wave Tour 2018/2019 em Portugal.

Koxa Rodrigo (Foto: @WSL / Poullenot)






















06 de novembro 2018

YAGO DORA BRILHA EM MARESIAS.

Um sábado emocionante e ainda com boas ondas na Praia de Maresias lotada, fechou o Red Nose São Sebastião Pro com uma final entre dois tops da elite mundial da World Surf League. O catarinense Yago Dora confirmou sua primeira vitória no Brasil com um aéreo que valeu nota 8,5 para superar o paulista Jessé Mendes por 13,03 a 10,83 pontos. Antes, outro paulista já havia comemorado bastante o título de campeão sul-americano da WSL South America, com Wesley Santos conseguindo exatamente o resultado que precisava para ultrapassar o peruano Alonso Correa na liderança do ranking.

Yago Dora (Foto: Daniel Smorigo – WSL)

“Estou muito feliz por vencer essa final aqui no Brasil, pois acho que nunca tinha feito um resultado tão bom aqui pro público brasileiro”, disse Yago Dora, logo que chegou ao pódio. “A final, infelizmente deu uma mudada no mar e a gente não conseguiu pegar boas ondas. Mas, fiquei feliz por ter voltado daquele aéreo nota 8,5 que me garantiu a vitória. Maresias sempre foi um lugar que eu gosto muito, mas eu nunca tinha tido um resultado bom aqui. Mesmo assim, sempre senti uma conexão muito boa com essa onda, é um lugar que eu amo, então conseguir minha primeira vitória no Brasil aqui, foi perfeito”.

A grande final foi iniciada por volta das 17h00, com a praia cheia ainda já no entardecer em São Sebastião. A disputa do título começou com os dois competidores errando as manobras em suas primeiras ondas. Somente na metade da bateria, Jessé Mendes achou uma esquerda melhor que abriu a parede para fazer duas manobras com velocidade que valeram nota 6,0. Com ela, assumiu a liderança, porém com uma pequena vantagem de 5,83 pontos. O catarinense Yago Dora pegou uma esquerda bem maior, porém errou a segunda manobra.

Jessé Mendes (Foto: Daniel Smorigo – WSL)

Depois, Jessé entrou numa direita que fechou rápido e Yago foi na esquerda, que formou a rampa para arriscar o aéreo que vinha tentando e desta vez completou para receber 8,5 e assumir a ponta nos 5 minutos finais. Jessé passou a precisar de 7,04 para vencer, só que não entrou mais nenhuma onda boa e Yago Dora festejou sua terceira vitória da carreira no WSL Qualifying Series por 13,03 a 10,83, faturando o prêmio máximo de 12.000 dólares e os 3.000 pontos oferecidos ao campeão do Red Nose São Sebastião Pro. Pelo vice-campeonato, Jessé Mendes recebeu 6.000 dólares e marcou 2.250 pontos no ranking do WSL Qualifying Series.

“Estou feliz por ter feito essa final, apesar de que a maré secou muito e as condições ficaram fechando um pouco na bancada. Ficou difícil de achar ondas boas e o Yago (Dora) foi mais feliz em conseguir aquela rampa pra voar que decidiu a bateria”, disse Jessé Mendes. “Mesmo assim, deu altas ondas essa semana toda aqui e é difícil Maresias ter boas ondas assim tantos dias seguidos. Agora troquei minha pior pontuação no ranking e poderia ter sido melhor se vencesse, mas agora vou até mais confiante para tentar minha vaga para o CT do ano que vem lá no Havaí, certamente”.

(Foto: Daniel Smorigo – WSL)






















RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO RED NOSE SÃO SEBASTIÃO PRO:

Campeão: Yago Dora (BRA) por 13,03 pontos (8,50+4,53) – US$ 12.000 e 3.000 pontos

Vice-campeão: Jessé Mendes (BRA) com 10,83 pontos (6,00+4,83) – US$ 6.000 e 2.250 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 1.680 pontos e US$ 4.000:

1.a: Jessé Mendes (BRA) 15.60 x 10.53 Samuel Pupo (BRA)

2.a: Yago Dora (BRA) 16.83 x 15.33 Miguel Pupo (BRA)




01 de novembro 2018

SOFRIMENTO ATÉ A ÚLTIMA BATERIA



 


 


 


 


 

25 de outubro 2018

VERÃO FORTE
 



21 de outubro 2018

ÍTALO VENCE EM PORTUGAL E DECISÃO
DO CANECO VAI PARA O HAWAII.


O MEO Rip Curl Pro Portugal terminou em festa brasileira no sábado de praia superlotada em Supertubos no último dia da “perna europeia” do World Surf League Championship Tour. Não foi pela conquista do título mundial antecipado por Gabriel Medina e sim pela vitória do potiguar Italo Ferreira, a oitava do Brasil nas dez etapas completadas em Portugal e a terceira dele esse ano. Antes de bater o francês Joan Duru na final, ele também usou os aéreos para tirar a maior nota do evento – 9,30 – na semifinal brasileira com Medina. Com isso, a decisão do título de 2018 ficou para a última etapa, com Filipe Toledo e Julian Wilson vivos na briga com Medina nos tubos de Banzai Pipeline, de 8 a 20 de dezembro no Havaí.

A chegada do campeão (Foto: @WSL / Masurel)

“Isso é uma loucura e nem consigo acreditar que consegui vencer aqui com toda essa multidão na praia”, disse Italo Ferreira. “No meu primeiro ano, eu fiquei em segundo na final com o Filipe (Toledo, em 2015), então eu queria muito vencer e estou muito feliz. Obrigado Portugal e a todos na praia, minha família, amigos, todos que torceram pela internet, muito obrigado. Esse ano foi meio louco pra mim. Consegui grandes vitórias, tive alguns resultados ruins, mas estou vivendo o meu sonho e esse é o melhor trabalho do mundo”.

Mesmo sendo o único a vencer três etapas esse ano, Italo Ferreira não tem chances de título mundial e nem de alcançar os três primeiros colocados no Jeep Leaderboard. Mas, já garantiu seu nome no seleto grupo dos top-5 do ranking pela primeira vez em quatro temporadas na divisão principal da World Surf League. Em 2017, foi o último a se classificar para o CT deste ano, em 22.o lugar na lista dos 22 que permanecem na elite. O australiano Owen Wright é o único que pode lhe tirar a quarta posição, somente se vencer o Billabong Pipe Masters.

(Foto: @WSL / Masurel)

O potiguar festejou sua primeira vitória da carreira no CT, badalando o sino do emblemático troféu de campeão do Rip Curl Pro nas direitas de Bells Beach, na Austrália. A segunda foi no Corona Bali Protected, também nas direitas de Keramas, na Indonésia. Em Portugal, quando Supertubos está tubular, as direitas são melhores, mas no sábado as ondas estavam com 3-4 pés e ele apostou nas esquerdas desde a bateria que abriu o dia, após vários adiamentos por toda a manhã e início da tarde.

AÉREOS MORTAIS – Ele já havia treinado ali e foi onde conseguiu ondas formando boas rampas para usar os aéreos mortais que estavam no pé. O taitiano Michel Bourez ficou posicionado para pegar direitas, deixando Italo sozinho para escolher as melhores e conseguir notas 8,77 e 7,33 na fácil vitória por 16,10 a 5,20 pontos na abertura das quartas de final.

Italo Ferreira (Foto: @WSL / Masurel)

Gabriel Medina entrou na bateria seguinte e também foi para as esquerdas, com o australiano Matt Wilkinson preferindo as direitas. O resultado foi o mesmo. Medina pegou as melhores ondas para mostrar seu repertório de aéreos e somar 8,33 com 7,83, contra um total de 11,03 pontos das duas notas computadas pelo australiano.

TÍTULO MUNDIAL – As atenções então ficaram para o confronto seguinte, pois Julian Wilson poderia acabar com a chance de Medina conquistar o título antecipado em Portugal. Era só passar essa bateria, mas o francês Joan Duru largou na frente massacrando uma boa direita que valeu nota 7,0. Depois, não entraram muitas ondas boas e o máximo que o australiano conseguiu foi 3,67 nas dez que tentou surfar. O francês ainda tirou um 4,57 dos juízes na última e Julian Wilson acabou eliminado por 11,57 a 5,10 pontos.

Gabriel Medina (Foto: @WSL / Poullenot)

Com isso, seguia viva a chance de Medina conquistar seu segundo título mundial com a vitória no MEO Rip Curl Pro.  O craque Neymar estava presente mais uma vez na arena do evento, prestigiando o amigo em Portugal, com eles até assistindo algumas baterias ao lado de Italo Ferreira. Depois, os dois fizeram uma verdadeira batalha aérea nas semifinais, com a enorme torcida que lotou a praia no sábado, vibrando a cada voo dos brasileiros.

O início foi parecido, com Italo começando com nota 7,17, contra 6,83 do Medina, que ficou mais ativo dentro d´água, pegando mais ondas até conseguir 7,90 para abrir grande vantagem. O potiguar precisava de uma nota excelente e achou outra onda boa há 3 minutos do fim da bateria, arriscou um aéreo muito alto e aterrisou com perfeição após o giro completo no ar. Os juízes o premiaram com a maior nota do MEO Rip Curl Pro esse ano e o 9,30 recebido por Italo Ferreira, virou o placar para 16,47 a 14,73 pontos de Gabriel Medina.

“Foi uma boa bateria contra o Italo (Ferreira) como sempre. Ele é um grande amigo meu e mereceu vencer com aquela onda”, admitiu Gabriel Medina. “Nós sabíamos que seria um show de aéreos e estou feliz com meu desempenho. Eu sei que fiz o meu melhor aqui e agora meu foco está para o Pipe Masters. Eu venho de duas vitórias e dois terceiros lugares nas últimas etapas, então estou feliz com meu desempenho e Pipeline é uma onda que eu gosto muito. Agora vou focar nisso”.

(Foto: @WSL / Poullenot)

DECISÃO NO HAVAÍ – Com a derrota em terceiro lugar, a decisão do título mundial ficou então para a última etapa no templo sagrado do esporte, Banzai Pipeline, no Havaí. A batalha segue com três concorrentes e Medina vestindo a lycra amarela do Jeep Leaderboard no Billabong Pipe Masters. Filipe Toledo e Julian Wilson agora estão empatados em segundo lugar e já necessitam chegar na grande final para superar os atuais 56.190 pontos do líder. Se Medina chegar nas semifinais, ambos precisarão unicamente da vitória no Havaí.

Caso aconteça uma decisão entre Filipe e Julian, o vencedor será o campeão mundial de 2018. A final só não poderá ser com Gabriel Medina, pois a batalha do seu segundo título é passar das semifinais. Ele já disputou o troféu de campeão do Pipe Masters duas vezes. Em 2014, já chegou como primeiro campeão mundial do Brasil e Julian Wilson venceu o show de tubos nos minutos finais. No ano seguinte, confirmou o título de Adriano de Souza ao derrotar Mick Fanning nas semifinais e Mineirinho festejou a conquista com a vitória no Havaí.

Agora, se seus concorrentes não tropeçarem pelo caminho, Medina terá que chegar na final de novo para se tornar o primeiro brasileiro bicampeão mundial da história da World Surf League. Ele não consegue isso desde a decisão verde-amarela de 2015 com Mineirinho. Mas, Julian Wilson e Filipe Toledo também não chegaram na final em 2016 e nem em 2017, nos anos do bicampeonato mundial do havaiano John John Florence. O australiano só conseguiu decidir o título em Pipeline uma vez em sete participações, na vitória sobre Medina. Filipe disputou cinco Pipe Masters e seu melhor resultado foi um quinto lugar nas quartas de final do mesmo ano de 2014, contra o próprio Medina.

VAGAS NO CT 2019 – O Billabong Pipe Mastes também será decisivo para definir o grupo dos top-34 que vai disputar o título mundial de 2019 no World Surf League Championship Tour. Os 22 primeiros colocados no Jeep Leaderboard permanecem na elite e sete dos onze titulares da “seleção brasileira” deste ano estão na lista, Gabriel Medina em primeiro lugar no ranking das dez etapas completadas em Portugal, Filipe Toledo em segundo, Italo Ferreira em quarto, Willian Cardoso em 13.o seguido por Michael Rodrigues em 14.o, Adriano de Souza em 17.o e Yago Dora na ameaçada 22.a e última vaga para o ano que vem.

Joan Duru (Foto: @WSL / Masurel)

O francês Joan Duru ganhou dez posições com o vice-campeonato no MEO Rip Curl Pro Portugal e está logo abaixo dele, ultrapassando os 18.400 pontos do catarinense com um nono lugar no Havaí. Entre os brasileiros que ainda podem entrar na zona de classificação para o CT 2019, o catarinense Tomas Hermes em 25.o no ranking, também precisa chegar na quarta fase para tirar a 22.a posição de Yago Dora. O pernambucano Ian Gouveia e o paulista Jessé Mendes estão empatados em 29.o e só conseguem isso se chegarem na final do Billabong Pipe Masters. Além dos três, também está fora dos top-22 o paulista Caio Ibelli, contundido desde a segunda etapa do ano.

G-10 DO QS – Caso Tomas, Ian, Jessé e Caio, saiam da elite do CT esse ano, outros quatro estão se classificando entre os dez indicados pelo WSL Qualifying Series, para manter a maioria brasileira no CT com onze surfistas. O paranaense Peterson Crisanto está em quinto no G-10, o paulista Deivid Silva em sexto, o potiguar Jadson André em sétimo e o catarinense Alejo Muniz em décimo. Eles terão chance de disputar pontos em casa no último evento importante antes do encerramento da temporada na Tríplice Coroa Havaiana, o Red Nose São Sebastião Pro com status QS 3000, de 31 de outubro a 4 de novembro na Praia de Maresias.



18 de outubro 2018

MEDINA COLOCA UM DEDO NA TAÇA



12 de outubro 2018

GABRIEL MEDINA O NOVO LÍDER.

10 de outubro 2018

VERÃO ENCOSTA COM FORÇA EM PERNAMBUCO




05 de outubro 2018

BALANÇO NA ROTA NESSA SEXTA




04 de outubro 2018

NOVIDADES NA QUINTA FEIRA



01 de outubro 2018

MONIK SANTOS REINA NO RIO.

A Praia da Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, amanheceu com ondas de meio metro e um belíssimo sol para coroar as campeãs da segunda etapa do Neutrox Weekend 2018, evento idealizado pela Associação Brasileira de Surf Profissional (Abrasp) em parceria com a marca Neutrox. Numa final 100% brasileira, Monik Santos levou a melhor no Feminino Pro em cima da Diana Cristina, a Tininha. Nicole Pacelli e Chloé Calmon também levaram os maiores canecos em suas categorias.

Monik Santos (Foto: Fabriciano Junior / Neutrox)

As semifinais pegaram fogo na categoria Feminino Pro. O primeiro embate foi marcado pela eliminação da favorita e defensora do título, Dominic Barona, com um show de surf de Monik Santos. Com uma esquerda de duas manobras muito fortes que renderam 5,25 pontos, Monik foi a primeira finalista do dia.

Na sequência Diana Cristina surfou com muita velocidade e desbancou Taís de Almeida. Nas esquerdas do Posto 3, Tininha arrancou nota 7 dos juízes pra formal a grande final do Neutrox Weekend.

Chegada a vez de conhecer a grande campeã do SUP Wave. Confirmando o favoritismo, Nicole Pacelli mais uma vez provou toda sua superioridade e sagrou-se campeã da etapa.

Diana Cristina (Foto: Fabriciano Junior / Neutrox)

“A Neutrox está de parabéns pelo evento, está irado. Hoje foi show de surf no Longboard, na pranchinha e no SUP. Estou muito feliz com essa vitória. É muito importante vermos eventos comp esse, que valorizam o surf feminino brasileiro”, declarou a campeã, que somou pontos para o circuito da Confederação Brasileira de Stand Up Paddle (CBSUP).

Do SUP para o Long, repetindo o resultado da etapa do Neutrox Weekend em Itacaré (BA) e exibindo toda sua elegância no pranchão, caminhando com plasticidade sob as ondas, Chloé Calmon não decepcionou a grande torcida na praia e levou a melhor.

“Estou muito feliz. Isso é resultado de muito trabalho. Competir no Rio é muito especial porque eu posso surfar na frente da minha família e de todas as pessoas que fazem parte do meu trabalho, minha psicóloga, preparador físico e meus pais. Com certeza vencer em casa é especial”, comemora Chloé.
 

O dia foi encerrado com a finalíssima do Feminino Pro. A primeira vitória da pernambucana Monik Santos em uma etapa do QS não poderia ter sido mais dominante. Líder do confronto com Diana Cristina do início ao fim, Monik imprimiu um ritmo muito rápido e com manobras muito potentes para administrar o resultado até o final. Saiu da água carregada pelas amigas e companheiras de circuito, Taís de Almeida e Camila Cássia.

 

“Estou muito sem feliz, sem palavras, foi um evento maravilhoso. Só tenho a agradecer e comemorar com minha família, minhas amigas. Temos que parabenizar a Neutrox, o campeonato de Itacaré já foi maravilhoso, e esse aqui foi especial. Essa vitória vai pra minha mãe, que pega na minha mão e não deixa eu desistir dos meus sonhos”, finaliza a grande campeã do Neutrox Weekend.

 



30 DE SETEMBRO 2018

CEARENSE BRILHA NO ALTO BONITO.




29 de setembro 2018

TUDO PRONTO PARA A REMADA DO PRATA




28 de setembro 2018

SEXTOU NA ROTA DOS COQUEIROS.



24 de setembro 2018.

NOVO CONCEITO DE HOSPEDAGEM EM 

BONITO, DEIXA REGIÃO EM DESTAQUE.




21 de setembro 2018

BATE E VOLTA ESPECIAL.



18 DE SETEMBRO 2018

REMADA ROSA DO PRATA ESTA CHEGANDO.



10 de setembro 2018.

MEDINA COMANDA A PISCINA DO SLATER.

O Brasil segue fazendo história com mais um feito inédito no World Surf League Championship Tour 2018. Os brasileiros comandaram o show na primeira etapa disputada nas ondas perfeitas criadas por Kelly Slater em Lemoore, no deserto da Califórnia. Gabriel Medina foi o campeão do Surf Ranch Pro e Filipe Toledo ficou em segundo lugar na sétima vitória brasileira consecutiva nas oito etapas da temporada. Foi a segunda seguida de Medina, que diminui a vantagem de Filipe na briga pelo título mundial e agora vem as duas provas da “perna europeia” que ele venceu no ano passado, em outubro na França e em Portugal.

Os melhores no Surf Ranch Pro, Stephanie Gilmore, a campeã Carissa Moore, Filipe Toledo e Gabriel Medina (Foto: @WSL / Kelly Cestari)

“Foi incrível ganhar de novo, especialmente aqui no Surf Ranch, nesse evento com um formato diferente, muito legal, e também foi bom para ficar mais perto do Filipe (Toledo)”, disse Gabriel Medina. “O Filipe é muito perigoso, provavelmente o melhor no Surf Ranch, por isso a vitória foi ainda mais especial. Estou muito feliz porque surfei do jeito que eu tinha planejado e deu tudo certo. É totalmente diferente você surfar no mar, mas foi muito legal o evento. Acho que é a melhor onda de alta performance que já surfamos e é bom sentir que estamos no mesmo nível dos outros caras. Temos mais três eventos pela frente para fechar o ano e espero seguir neste ritmo até o fim”.

No formato especialmente criado para o Surf Ranch Pro, com cada competidor tendo três chances de pegar uma esquerda e uma direita, para computar a maior nota surfando de frontside e de backside, os dois melhores do Qualifying festejaram os títulos no domingo, Gabriel Medina e Carissa Moore. A havaiana também foi imbatível, igualmente deixando a líder do ranking, Stephanie Gilmore, em segundo lugar. Gabriel e Filipe centralizaram a batalha final desde a primeira apresentação de cada um, com Medina sempre sendo o último a entrar por ter feito a melhor campanha nas fases classificatórias.

Filipe Toledo (Foto: @WSL / Sean Rowland)

Ele viu o japonês Kanoa Igarashi largar na frente e logo Filipe assumir a ponta com seu arsenal de manobras modernas e progressivas na direita, surfando longos tubos e finalizando com um aéreo para ganhar 8,33 e totalizar 15,16 pontos. Medina falhou na esquerda, mas arrebentou a direita ficando bem profundo nos dois tubos e também fechando com um aéreo para tirar 8,73 e começar em terceiro lugar na primeira rodada.

Na segunda volta, o outro brasileiro no domingo decisivo, Miguel Pupo, conseguiu a maior nota nas esquerdas até ali. Mas, o 8,13 não foi suficiente para entrar na briga do título e Pupo terminou em quinto lugar no Surf Ranch Pro, seu melhor resultado substituindo os tops contundidos esse ano. Já Filipe Toledo levantou a torcida na onda que arrancou a maior nota do Surf Ranch Pro – 9,80 – com seu ataque aéreo na direita. Foram três, mandando dois incríveis alley-oops nas saídas dos tubos para aumentar a vantagem na liderança. Mas, ainda tinha uma nota baixa na esquerda, 6,83, para trocar na última volta.

Gabriel Medina (Foto: @WSL / Sean Rowland)

CHANCES IGUAIS – Medina também tinha falhado em sua primeira esquerda e já recuperou na segunda chance, manobrando forte e voando em um aéreo incrível na finalização da onda, que valeu 8,53. Com ela, atingiu 17,26 pontos, superando os 16,63 de Filipe e a batalha do título ficou para a rodada final. Só que alguns surfistas reclamaram da qualidade das suas esquerdas, então para oferecer condições iguais para todos, os comissários da WSL decidiram dar uma chance extra para os oito pegarem mais uma esquerda antes da última volta.

Bom para Filipe Toledo, que ganhou mais uma oportunidade para trocar o 6,83 da sua primeira onda. Mas, ele não conseguiu e quem primeiro aproveitou foi o japonês Kanoa Igarashi, que tinha caído para o grupo dos quintos colocados no evento e recuperou o terceiro lugar no geral com uma nota 7,60. Só que quem acabou lucrando, mesmo sem precisar, foi Gabriel Medina. Ele arrebentou de novo e mandou um kerrupt fantástico para fechar sua esquerda extra, trocando o 8,53 por 9,13 e subindo seu placar para 17,86 pontos.

Os líderes dos rankings Stephanie Gilmore e Filipe Toledo (Foto: @WSL / Kelly Cestari)

Com 9,80 já garantido na direita, Filipe teria que arriscar tudo na esquerda para vencer e até aumentou sua nota para 7,23, mas precisava de um pouco mais e encerrou sua participação com 17,03 pontos. Restou então a expectativa pelas últimas voltas de Kanoa Igarashi e do australiano Julian Wilson, que também não conseguiram superar os brasileiros e Medina foi consagrado campeão antes mesmo de entrar na piscina para surfar suas últimas ondas.

“Eu cometi alguns erros durante todo o evento e se eu tivesse surfado melhor as esquerdas, poderia estar em primeiro lugar agora”, admitiu Filipe Toledo. “Mas, estou muito feliz por ter feito parte desse evento incrível. Esta é uma nova Era do surfe e só tenho que agradecer todos os fãs que vieram aqui e torceram bastante para a gente. Foi um grande evento e é sempre assustador competir contra esses caras. Eles estão entre os top-5 por alguma razão, mas sigo tentando me concentrar apenas em mim mesmo, em fazer meu trabalho bem feito para manter uma boa distância deles”.

Gabriel Medina (Foto: @WSL / Kelly Cestari)

SÓ DÁ BRASIL – A enorme torcida que lotou o Surf Ranch no domingo parecia ser toda verde-amarela, pela grande quantidade de bandeiras do Brasil sendo tremuladas numa vibração incrível por Medina e Filipe. Foi mais uma prova do domínio antes inimaginável na temporada 2018 do World Surf League Championship Tour. São impressionantes sete etapas seguidas terminando com vitórias brasileiras nas oito disputadas este ano. Só a primeira foi vencida por um australiano, Julian Wilson. Depois, só deu Brasil!

A série invicta começou com o potiguar Italo Ferreira badalando o emblemático sino do troféu de campeão do Rip Curl Pro Bells Beach, após ganhar a bateria que marcou a despedida do tricampeão mundial Mick Fanning na casa dele na Austrália. Depois veio o segundo título de Filipe Toledo no Oi Rio Pro em Saquarema e na Indonésia foram mais duas vitórias seguidas, com Italo Ferreira de novo nas direitas de Keramas e do novato na elite, Willian Cardoso, nas esquerdas de Uluwatu, batendo na final o líder do ranking naquele momento, Julian Wilson.

Filipe Toledo assumiu de vez a lycra amarela do Jeep Leaderboard com o bicampeonato consecutivo nas direitas geladas de Jeffreys Bay, na África do Sul. Ele se mantem na frente até agora, mesmo com a aproximação fulminante de Gabriel Medina nesta segunda metade da temporada. O campeão mundial de 2014 venceu duas seguidas, o Tahiti Pro Teahupoo e o Surf Ranch Pro neste domingo. Na perna europeia, ele vai defender o título no Quiksilver Pro France, onde já fez cinco finais e ganhou três, depois no MEO Rip Curl Pro Portugal em Peniche também. Os dois eventos acontecem entre os dias 03 e 27 de outubro.

RANKING WSL 2018 – após 8 etapas:

01: Filipe Toledo (BRA) – 49.785 pontos

02: Gabriel Medina (BRA) – 45.685

03: Julian Wilson (AUS) – 37.125

04: Italo Ferreira (BRA) – 31.825

05: Owen Wright (AUS) – 29.485

06: Jordy Smith (AFR) – 27.275

07: Wade Carmichael (AUS) – 26.970

08: Kolohe Andino (EUA) – 24.690

09: Kanoa Igarashi (JPN) – 24.530

10: Michel Bourez (TAH) – 24.370

11: Mikey Wright (AUS) – 22.530

12: Willian Cardoso (BRA) – 22.245

13: Jeremy Flores (FRA) – 21.610

14: Conner Coffin (EUA) – 21.060

15: Griffin Colapinto (EUA) – 20.365

16: Michael Rodrigues (BRA) – 20.270

17: Adrian Buchan (AUS) – 19.000

18: Adriano de Souza (BRA) – 18.180

19: Ezekiel Lau (HAV) – 17.875

20: Sebastian Zietz (HAV) – 17.780

21: Yago Dora (BRA) – 16.735

22: Frederico Morais (PRT) – 15.945



08 de setembro 2018

FESTIVAL OLINDENSE DE SURF, CADA 

ANO MELHOR
.





07 de setembro 2018

TUDO PRONTO PARA O OLINDENSE 2018





03 de setembro 2018

BRASILEIROS VENCEM WQS NA EUROPA E EUA.

Dois brasileiros festejaram suas primeiras vitórias no Circuito Mundial da World Surf League neste domingo na Europa e na América do Norte. Ambos têm apenas 20 anos de idade e são do litoral norte paulista. O ubatubense Weslley Dantas ganhou o QS 3000 Pull&Bear Pantin Classic Galicia Pro na Espanha e Renan Pulga Peres, de Maresias, São Sebastião, garantiu o bicampeonato do Brasil no QS 1000 WRV Outer Bank Pro na Carolina do Norte, Estados Unidos, onde no ano passado o pernambucano Gabriel Farias também conseguiu seu primeiro título em etapas do WSL Qualifying Series. Outros dois brasileiros ficaram nas semifinais, o catarinense Alejo Muniz na Espanha e o pernambucano Alan Donato, que perdeu para Pulga nos Estados Unidos.

Weslley Dantas (Foto: @WSL / Poullenot)

Por valer mais pontos e contar com surfistas mais expressivos, como vários ex-tops do World Surf League Championship Tour (CT), Weslley Dantas conquistou a vitória mais importante. Ele começa a trilhar o caminho de sucesso dos irmãos, o ex-top do CT, Wiggolly Dantas, e a bicampeã brasileira Suelen Naraisa. Weslley se destacou nas ondas da Playa de Pantin, completando os aéreos mais impressionantes no QS 3000 da Espanha. Foi voando que ele liquidou seus oponentes no último dia.

“Estou muito feliz com a minha primeira vitória no QS, pois trabalhei bastante para chegar até aqui”, disse Weslley Dantas. “Eu já tinha conseguido dois terceiros lugares esse ano, em Pipeline (Havaí) e em El Gringo (Chile), então é ótimo poder sentir agora o gosto de vencer pela primeira vez. Agora vou para o maior QS da perna europeia em Ericeira (QS 10000 em Portugal) e espero manter a minha confiança para fazer outro grande resultado lá também”.

Weslley Dantas (Foto: @WSL / Poullenot)

O campeão só não venceu uma bateria no último dia, mas passou em segundo lugar na que abriu o domingo de ondas de 4-6 pés em Pantin. Depois, vingou essa derrota para o australiano Ethan Ewing nas semifinais, com um aéreo espetacular que arrancou a maior nota do evento, 9,5, para vencer por 11,67 a 6,67 pontos. Nesta hora, o mar já estava difícil, pois o swell chegou bombando ondas pesadas no domingo e a maioria fechava rapidamente. A segunda semifinal também teve poucas ondas surfadas e o costa-ricense Carlos Munoz impediu uma decisão brasileira, barrando o catarinense Alejo Muniz por 9,10 a 5,40 pontos.

MELHOR BATERIA – Antes das semifinais, as condições estavam bem melhores e uma bateria 100% brasileira foi a melhor do último dia. Nela estava Weslley Dantas e ele e o carioca Lucas Silveira fizeram um duelo em alto nível nas quartas de final. Ambos tiraram notas no critério excelente dos juízes e o resultado terminou empatado em 15,50 pontos. Para definir o vencedor, foi computada só a maior nota de cada um e Weslley levou a melhor por ter 8,50 contra 8,33 do Lucas.

Lucas Silveira (Foto: @WSL / Poullenot)

A grande final foi mais uma bateria fraca de ondas, mas Weslley ficou mais ativo dentro d´água, indo em mais ondas para buscar sua primeira vitória na carreira. Ele largou na frente com nota 4,67, depois acertou um aéreo nas esquerdas para conquistar seu primeiro troféu de campeão em etapas do WSL Qualifying Series por 9,54 a 4,10 pontos de Carlos Munoz. Com os 3.000 pontos da vitória, Weslley subiu da 64.a para a 29.a posição no ranking e os resultados do fim de semana não provocaram nenhuma mudança de nomes na lista dos dez surfistas que se classificam para a elite do CT, pelo ranking do QS.

BRASIL NO G-10 – Quem estava mais perto de ingressar na zona de classificação era o atual campeão sul-americano da WSL South America, Thiago Camarão, mas o paulista perdeu na primeira bateria do dia, para o australiano Ethan Ewing e Weslley Dantas. O catarinense Mateus Herdy e o peruano Alonso Correa também ficaram nesta rodada classificatória para as quartas de final, que abriu o domingo do QS 3000 Pull&Bear Pantin Classic Galicia Pro.

Alejo Muniz (Foto: @WSL / Poullenot)

Com a derrota, Thiago Camarão ficou na porta de entrada do G-10, em 14.o lugar no ranking que está garantindo até o 13.o colocado, Reef Heazlewood, da Austrália. Isto porque três surfistas acima dele, estão entre os 22 primeiros no ranking do CT que são mantidos na elite para o ano que vem e dispensam as vagas do QS. A única mudança na lista foi Alejo Muniz, que subiu da sétima para a sexta posição, com o Brasil mantendo o paranaense Peterson Crisanto em segundo lugar, o potiguar Jadson André em quinto e o paulista Deivid Silva em 11.o, mas dentro do G-10.

BICAMPEONATO NOS EUA – Do outro lado do Oceano Atlântico, a bandeira brasileira subiu no alto pódio pelo segundo ano consecutivo no QS 1000 WRV Outer Bank dos Estados Unidos. Assim como Weslley Dantas na Espanha, o também paulista Renan Pulga Peres entrou no mar quatro vezes para competir no domingo em Jennette´s Pier, na Carolina do Norte. A diferença é que ele ganhou e bem todas as quatro baterias. Em duas delas, com outro brasileiro dentro d´agua.

Renan Pulga Peres (Foto: @WSL / Ferguson)

Na que abriu o domingo, valendo as duas primeiras vagas para as quartas de final, Fernando Junior ficou em último e Kevin Schulz passou em segundo junto com ele. Depois, Pulga despachou outro norte-americano, Cam Richards, antes do duelo verde-amarelo com Alan Donato nas semifinais. Nos confrontos homem a homem, Renan Peres sempre conseguiu pegar boas ondas para superar a casa dos 15 pontos nas duas notas computadas. Contra o pernambucano, fez seu maior placar no último dia, 15,73 a 13,84 pontos.

Na decisão do título, Pulga também mostrou uma boa escolha de ondas e não deu qualquer chance para o floridiano Chauncey Robinson. Ele já começou bem com nota 7,17, contra 5,17 do adversário. Depois, massacrou outra boa onda para ganhar 8,50 dos juízes que garantiu o bicampeonato do Brasil no QS 1000 WRV Outer Bank Pro, com Renan Peres repetindo o feito do pernambucano Gabriel Farias no ano passado na Carolina do Norte. A vitória por 15,67 a 11,57 pontos o levou da 173.a para a 119.a posição no ranking do WSL Qualifying Series.

Chauncey Robinson e Renan Pulga (Foto: @WSL / Ferguson)

“Isso é um sonho se tornando realidade e esse é o melhor dia da minha vida. Nem consigo acreditar que consegui a vitória”, disse Renan Peres. “As ondas estavam muito boas e conseguir essas pontuações nas baterias foi aumentando minha confiança. Agora vou para as Filipinas buscar outro bom resultado lá e quero agradecer a Deus, minha família e a todos que me apoiaram. O ano está sendo difícil pra mim, depois que perdi meu patrocinador. Mas, muitas pessoas me ajudaram, meus amigos foram incríveis e esta vitória é para todos eles”.

BICAMPEÃ NA ESPANHA – Também no domingo, foi encerrada na Espanha a penúltima etapa com status máximo de 6.000 pontos do WSL Qualifying Series feminino, portanto decisiva na briga pelas seis vagas para o CT do ano que vem. A brasileira Silvana Lima era a única sul-americana no último dia e foi barrada nas quartas de final. Apesar da derrota, a cearense subiu da sexta para a quarta posição no ranking e segue garantindo sua permanência na elite pelo G-6. Com a vitória sobre Silvana, a neozelandesa Paige Hareb entrou na zona de classificação, tirando da lista a australiana Philippa Anderson.

Silvana Lima (Foto: @WSL / Poullenot)

Paige depois foi eliminada nas semifinais pela havaiana Coco Ho, que conquistou o bicampeonato consecutivo no QS 6000 Pull&Bear Pantin Classic Galicia Pro. A decisão do título foi contra a norte-americana Sage Erickson, que já tinha vencido esta etapa duas vezes. Coco Ho permanece em segundo lugar no ranking liderado pela norte-americana Caroline Marks, mas já atingiu suficientes 18.650 pontos para confirmar seu nome no CT do ano que vem.

“Isso significa que vou poder relaxar um pouco então e focar mais na piscina de ondas (próxima etapa do CT nessa semana no Surf Ranch), em Hossegor (França) e Honolua Bay (Havaí). Que bom”, disse Coco Ho, referindo-se as próximas etapas do CT. “Estou muito feliz porque as ondas estavam bem melhores hoje (domingo). Eu vim aqui pela primeira vez 4 anos atrás e não sabia nada sobre Pantin. Fui conhecendo melhor ao longo do tempo e ganhar aqui no ano passado foi muito especial. Eu realmente admiro o quão bonito é esse lugar, então esta segunda vitória foi ainda mais especial e não vejo a hora de voltar para cá no ano que vem”.

Coco Ho (Foto: @WSL / Poullenot)




















G-10 DO WSL QUALIFYING SERIES 2018 – 47 etapas:

01: Seth Moniz (HAV) – 17.750 pontos

02: Peterson Crisanto (BRA) – 17.420

03: Kanoa Igarashi (JPN) – 17.150 com vaga nos top-22 do CT

04: Griffin Colapinto (EUA) – 14.950 com vaga nos top-22 do CT

05: Jadson André (BRA) – 14.110

06: Alejo Muniz (BRA) – 12.710

07: Jorgann Couzinet (FRA) – 12.585

08: Mikey Wright (AUS) – 12.355 com vaga nos top-22 do CT

09: Evan Geiselman (EUA) – 12.210

10: Jack Freestone (AUS) – 10.720

11: Deivid Silva (BRA) – 10.090

12: Ryan Callinan (AUS) – 10.010

13: Reef Heazlewood (AUS) – 9.780




30 de AGOSTO 2018

BRASILEIROS AVANÇAM NA ESPANHA.

Seis surfistas da América do Sul estão entre os dezesseis classificados para disputar vagas para as quartas de final do QS 3000 Pull&Bear Pantin Classic Galicia Pro neste sábado na Espanha. Os brasileiros Alejo Muniz, Thiago Camarão, Lucas Silveira, Weslley Dantas, Mateus Herdy e o peruano Alonso Correa, passaram pela quinta fase na sexta-feira só de competição masculina na Playa de Pantin. As quartas de final do QS 6000 feminino, com Silvana Lima na terceira bateria, ficaram para o sábado e os dois eventos serão encerrados no fim de semana na Espanha.

Thiago Camarao (Foto: @WSL / Poullenot)

O paulista Weslley Dantas e o carioca Lucas Silveira despacharam o francês Nomme Mignot e o australiano Ty Watson na batalha pelas duas primeiras vagas para a fase dos 16 melhores do QS 3000 da Galícia esse ano. Mais dois brasileiros entraram na segunda bateria, mas apenas um avançou, Thiago Camarão, com o italiano Leonardo Fioravanti ganhando a briga pelo segundo lugar do também paulista Flavio Nakagima e do francês Nelson Cloarec.

Na disputa seguinte, o jovem catarinense Mateus Herdy, atual campeão sul-americano Pro Junior Sub-18 da WSL South America, usou as manobras aéreas para conquistar a terceira vitória brasileira consecutiva valendo classificação para o sábado. Os quatro vão brigar pelas primeiras vagas para as quartas de final. Os paulistas Thiago Camarão e Weslley Dantas vão abrir a sexta fase, contra o australiano Ethan Ewing e o japonês Hiroto Ohhara. Na segunda bateria, Lucas Silveira e Mateus Herdy enfrentam o italiano Leonardo Fioravanti e o taitiano Kauli Vaast, que eliminou o número 5 do ranking, Jadson André, na sexta-feira.

Mateus Herdy (Foto: @WSL / Poullenot)



















Eu fiquei muito tempo esperando por uma onda, então eu sabia que teria que fazer algo especial na que viesse para ganhar uma boa nota”, disse Mateus Herdy. “Quando ela veio, eu já fui direto para o aéreo e tive que segurar a prancha porque o vento estava terrível nas direitas. Eu fiquei muito feliz por ter completado a manobra, pois essa onda me garantiu a vitória na bateria. Eu disputei uma bateria do Pro Junior naquele mesmo pico, então acho que isso ajudou porque eu já sabia onde poderia entrar as ondas que eu precisava”.

Além de Mateus Herdy, outro catarinense segue na disputa do título no QS 3000 Pantin Classic Galicia Pro, o sétimo colocado no ranking do WSL Qualifying Series, Alejo Muniz. Ele e o peruano Alonso Correa conquistaram as últimas vagas para o sábado, na bateria que o baiano Bino Lopes acabou saindo da briga junto com o marroquino Ramzi Boukhiam. O peruano vai disputar a penúltima classificatória para as quartas de final com o americano Nat Young, o costa-ricense Carlos Munoz e o australiano Jackson Baker. E Alejo Muniz fecha a sexta fase com o espanhol Aritz Aranburu, o francês Gatien Delahaye e o sul-africano Adin Masencamp.

22 DE AGOSTO 2018

GABRIEL MEDINA VENCE EM TEAHUPOO

O campeão mundial Gabriel Medina conquistou o bicampeonato no Tahiti Pro Teahupoo na sexta vitória consecutiva do Brasil nas sete etapas do World Surf League Championship Tour 2018, completadas neste domingo na Polinésia Francesa. O retrospecto de Medina na bancada mais perigosa do Circuito Mundial é impressionante. A final contra o australiano Owen Wright, que impediu uma decisão brasileira barrando Filipe Toledo nas semifinais, foi a quarta que ele disputou nos últimos 5 anos, desde a vitória sobre Kelly Slater no mar épico de 2014. Com o segundo título num tubo surfado no último minuto, Medina entrou na corrida do título mundial e é o único que brigará pela lycra amarela do Jeep Leaderboard com Filipe Toledo na próxima etapa, o Surf Ranch Pro em setembro na piscina de ondas criada por Slater.

(Foto: @WSL / Poullenot)

“Estou muito feliz em ganhar aqui novamente e só tenho que agradecer a Deus por aquela onda no final da bateria”, disse Gabriel Medina. “Eu treinei muito para conseguir outra vitória aqui nesse lugar fantástico. Eu amo o Taiti, já tive ótimas finais aqui, ganhei uma, fiquei em segundo duas vezes, agora consegui outra vitória e é incrível isso. Agora, eu posso começar a pensar em ganhar o título mundial de novo. Eu acho que tudo é possível, pois ainda temos quatro eventos e eu só quero continuar dando o meu melhor nas baterias”.

O domingo decisivo do Tahiti Pro Teahupoo foi mais um dia de ondas pequenas, 3 a 5 pés, para um lugar famoso pelos tubos enormes e desafiadores quebrando sob uma rasa e afiada bancada de corais. Com isso, a escolha das ondas ganhou importância na definição das baterias e foi assim que Owen Wright bateu Filipe Toledo nas semifinais. Ele achou os tubos para derrotar o número 1 do Jeep Leaderboard por 12,60 a 10,03 pontos.

Na disputa seguinte, Medina vingou a derrota sofrida na final de 2015 em Teahupoo para Jeremy Flores. O francês perdeu muito tempo esperando pelos tubos, enquanto o brasileiro ia pegando as ondas que ele deixava passar para arriscar os aéreos. Primeiro, acertou um aéreo-reverse numa onda completada por mais duas manobras. Depois, mandou um alley-oop para ganhar outra nota na casa dos 7 pontos e vencer fácil a bateria por 15,17 a 6,10 pontos.

Gabriel Medina (Foto: @WSL / Poullenot)






















20 de agosto 2018

GLEIDSON FRANÇA E YORRANA BORGES VENCEM 

A SEGUNDA ETAPA DO ARRECIFES OPEN.



15 de agosto 2018

INFORMATIVO FEDERAÇÃO PERNAMBUCANA




14 de agosto 2018

POUSADA EUROPA CLUB APOIA ARRECIFES



13 DE AGOSTO 2018

CONVOCAÇÃO PARA O ARRECIFES OPEN.



12 de agosto 2018

CORRIDA PELAS MOTOS CONTINUA ABERTA.



07 de agosto 2018.

KANOA VENCE QS10000 NA CALIFÓRNIA.

O japonês Kanoa Igarashi conquistou o bicampeonato do QS 10000 US Open of Surfing na final com o norte-americano Griffin Colapinto e a californiana Courtney Conlogue bateu a líder do ranking, Stephanie Gilmore, na decisão da sétima etapa feminina do World Surf League Championship Tour. O potiguar Jadson André parou no defensor do título nas semifinais e o confronto brasileiro das quartas de final não aconteceu, porque Italo Ferreira se contundiu no sábado e é dúvida para o próximo desafio do CT, que começa sexta-feira no Taiti.

Os finalistas Griffin Colapinto, Kanoa Igarashi, Courtney Conlogue e Stephanie Gilmore (Foto: @WSL / Kenneth Morris)

Já as meninas só voltarão a competir na reta final da corrida pelo título mundial de 2018 na piscina das ondas perfeitas do Surf Ranch, em setembro junto com os homens em Lemoore, na Califórnia. Os ingressos para o público já estão à venda no www.worldsurfleague.com. Será a oitava das dez etapas da temporada feminina e Stephanie Gilmore segue firme rumo ao seu sétimo título mundial. A principal concorrente é a americana Lakey Peterson, primeira vítima da campeã Courtney Conlogue no domingo. E a brasileira Tatiana Weston-Webb, terceira colocada no ranking, ficou em nono lugar no US Open, se distanciando da briga.

Esta foi a quarta final da australiana nas sete etapas deste ano e a primeira que perdeu. A hexacampeã mundial ganhou a primeira derrotando a gaúcha Tatiana Weston-Webb em Bells Beach na Austrália e as outras foram uma disputa direta pela lycra amarela do Jeep Leaderboard contra Lakey Peterson no Oi Rio Pro em Saquarema e no Corona J-Bay Open da África do Sul. Já Courtney Conlogue começou o ano contundida, essa foi apenas a terceira etapa que ela participa e mostrou estar em forma novamente, se destacando nas ondas de Huntington Beach desde a primeira fase.

Courtney Conlogue (Foto: @WSL / Kenneth Morris)

FINAL FEMININA – No domingo, o mar até melhorou, mas continuou com longos intervalos entre as séries e poucas ondas boas entrando nas baterias, como durante toda a semana. A californiana escolheu bem a primeira, que abriu a parede para manobrar forte e ganhar 7,33 dos juízes. A australiana respondeu com 5,83, mas Courtney pegou outra onda boa para tirar 6,50, que fechou em 13,83 a 11,86 pontos sua primeira vitória em etapas do CT em Huntington Beach. Mesmo somando 10.000 pontos no ranking, ela só subiu do 16.o para o 15.o lugar no Jeep WSL Leader, que quase não sofreu mudanças na etapa norte-americana.

“Não foi fácil todo o período que passei para me recuperar da contusão, mas eu lutei muito e agora estou aqui no alto do pódio. É inacreditável isso”, disse Courtney Conlogue. “Eu tive tantas pessoas incríveis me apoiando e estou muito feliz agora. Eu fiquei maravilhada com o surfe da Steph (Gilmore) essa semana aqui e foi incrível fazer uma final com ela. Eu adoro competir em casa, junto da minha torcida e com minha família e amigos aqui me apoiando. Foi realmente uma semana incrível e uma vitória muito importante para mim”.

Stephanie Gilmore (Foto: @WSL / Sean Rowland)

BICAMPEÃO – Logo após a final feminina, foi iniciada a decisão do título do segundo QS 10000 do ano na batalha pelas dez vagas do WSL Qualifying Series, para a elite dos top-34 que disputa o título mundial. Novamente com Kanoa Igarashi como no ano passado, quando derrotou o catarinense Tomas Hermes em sua primeira vitória no US Open, competindo ainda como norte-americano, pois mora na Califórnia. Agora ele defende a bandeira do Japão e o confronto com o Brasil aconteceu nas semifinais, com o potiguar Jadson André quase conseguindo a vitória no duelo encerrado em 13,83 a 13,67 pontos.

Assim como nessa bateria, seu oponente na final também começou na frente. O californiano Griffin Colapinto aproveitou bem sua primeira onda que valeu nota 8,00, contra 7,60 do japonês. A segunda nota computada iria decidir o campeão e Kanoa conseguiu um 6,93, mas o norte-americano se manteve em primeiro lugar com uma nota 7,00. Só que o japonês também achou outra onda boa no final e arriscou tudo para ganhar 8,17, que lhe garantiu o bicampeonato por 15,77 a 15,00 pontos.

G-10 DO WSL QUALIFYING SERIES – após 39 etapas:

1.o: Seth Moniz (HAV) – 17.750 pontos

2.o: Peterson Crisanto (BRA) – 17.420

3.o: Kanoa Igarashi (JPN) – 17.150 e top-22 do CT

4.o: Griffin Colapinto (EUA) – 14.950 e top-22 do CT

5.o: Jadson André (BRA) – 14.110

6.o: Jorgann Couzinet (FRA) – 12.585

7.o: Alejo Muniz (BRA) – 12.580

8.o: Mikey Wright (AUS) – 12.355 e top-22 do CT

9.o: Evan Geiselman (EUA) – 12.210

10.o: Jack Freestone (AUS) – 10.720



04 de agosto 2018

ANUNCIO DA VOLTA DO HANG LOOSE EM 

NORONHA, AGITA E GERA DUVIDAS
.



30 de julho 2018

BT SURF FESTIVAL

ELIVELTON SANTOS VENCE EM CASA.



23 de julho 2018

CONFIRMADO ABERTURA DO PERNAMBUCANO 




22 de julho 2018

DANILO COSTA VENCE NA ABERTURA DO

MASTER TOUR NA PRAIA DO CUPE.




14 de julho 2018

GILMORE VOLTA AO TOPO.

Depois de uma semana de espera, as ondas voltaram a bombar em Jeffreys Bay para fechar com chave de ouro a volta de uma etapa feminina do World Surf League Championship Tour para a África do Sul, depois de 18 anos. As três principais concorrentes ao título mundial da temporada chegaram nas semifinais, passando por duas fases nas séries pesadas de 4-6 pés da sexta-feira sem muitos tubos, mas com paredes perfeitas para fazer várias manobras.

A brasileira Tatiana Weston-Webb fez os recordes nas direitas de Jeffreys Bay e depois perdeu para Stephanie Gilmore, a quem tinha eliminado nas duas etapas da Indonésia. A australiana seguiu então para conquistar sua terceira vitória em três finais esse ano, ganhando a disputa direta pela liderança do ranking com Lakey Peterson na decisão do Corona Open J-Bay.

Stephanie Gilmore (Foto: @WSL / Kelly Cestari)

“É bom estar na frente novamente, mas definitivamente ainda tem muita coisa para acontecer”, disse Stephanie Gilmore. “A Lakey (Peterson) está surfando melhor a cada evento e isso que é a magia do esporte, a rivalidade, isso é o que eu amo em competir, de você se encontrar nesses momentos sob pressão, que é desafiada, podendo se recompor durante uma bateria. Eu já estou no circuito há alguns anos, já tive muitas vitórias, mas eu adoro isso”.

Esta foi a 29.a etapa que o furacão australiano venceu desde que entrou na divisão de elite da World Surf League já conquistando quatro títulos mundiais consecutivos, em 2007, 2008, 2009 e 2010. A havaiana Carissa Moore quebrou essa hegemonia em 2011, mas Stephanie Gilmore voltou a ser campeã no ano seguinte. As duas então ficaram trocando a coroa, com Carissa vencendo seu segundo título em 2013, Steph sendo hexacampeã em 2014 e a havaiana voltando ao topo em 2015. Depois, só deu a australiana Tyler Wright em 2016 e 2017.

(Foto: @WSL / Kelly Cestari)

Agora, a disputa está mais concentrada em Stephanie Gilmore e Lakey Peterson e essa é a segunda final que a australiana vence a norte-americana, valendo a lycra amarela do Jeep Leaderboard de número 1 do mundo. A primeira foi no Oi Rio Pro em Saquarema, quando Gilmore também retomou a ponta do ranking, para depois perder na Indonésia sempre sendo barrada pela brasileira Tatiana Weston-Webb nas duas provas de Bali. Lakey derrotou a gaúcha na final do Corona Bali Protected em Keramas para voltar a liderar a corrida do título mundial, até a decisão do Corona Open J-Bay nesta sexta-feira na África do Sul.

“Esperar por uma semana com a certeza de teríamos ótimas condições para surfar, foi muito importante para nós, meninas”, disse Stephanie Gilmore. “As ondas vieram e todas as meninas fizeram performances incríveis, mesmo sem nunca terem competido aqui. Sair daqui com a vitória é muito especial, pois eu e a Lakey (Peterson) estamos muito próximas no ranking. Essa vitória foi crucial na disputa do título mundial, então quero me manter na frente até o fim”.

DECISÃO DO TÍTULO – A disputa do título do Corona Open J-Bay foi bastante acirrada, uma batalha quase onda a onda, com as duas surfistas fazendo grandes manobras nas direitas perfeitas de Jeffreys Bay. Stephanie Gilmore ganhou a maior nota – 7,67 – da bateria e ainda surfou mais duas ondas na casa dos 6 pontos para derrotar Lakey Peterson por 14,24 a 11,50. A norte-americana não conseguiu reeditar suas grandes apresentações, como na semifinal com a sul-africana Bianca Buitendag, quando ganhou 8,83 e 7,83 em duas ondas excelentes.

TOP-10 DO JEEP LEADERBOARD – RANKING WSL 2018 – 6 etapas:

01: Stephanie Gilmore (AUS) – 45.575 pontos

02: Lakey Peterson (EUA) – 43.430

03: Tatiana Weston-Webb (BRA) – 35.245

04: Johanne Defay (FRA) – 27.050

05: Tyler Wright (AUS) – 26.190

06: Carissa Moore (HAV) – 25.150

07: Caroline Marks (EUA) – 24.830

08: Sally Fitzgibbons (AUS) – 22.780

09: Nikki Van Dijk (AUS) – 21.440

09: Silvana Lima (BRA) – 21.440



12 de julho 2018

NUNCA RECLAME DO SEU PICO QUANDO ESTIVER PEQUENO.



08 de julho 2018

JADSON E LARISSA BRILHAM EM PORTO.





05 de julho 2018

FILIPINHO O REI DE J-BAY

 

 

Filipe Toledo é bicampeão do Corona Open J-Bay e lidera o ranking com quase 3940 pontos de vantagem sobre
Julian Wilson. Nas seis etapas do World Surf League Championship Tour completadas na África do Sul,
cinco foram vencidas pelo Brasil e essa foi a segunda de Filipe derrotando Wade Carmichael como na
final do Rio Pro em Saquarema contra o australiano.

WORLDSURFLEAGUE.COM
 
The action and drama conclude, and we crown a champ at J-Bay





04 de julho 2018.

ACONTECEU O QUE NINGUÉM QUERIA.



03 de julho 2018

ÍTALO FERREIRA DECEPCIONA NA ÁFRICA
.




30 de junho 2018.

PETERSON CRISANTO CHEGA PRA FESTA.

O paranaense Peterson Crisanto faturou o título da primeira etapa com pontuação máxima do WSL Qualifying Series 2018 e saltou da 42.a para a primeira posição no ranking que classifica dez surfistas para a elite dos top-34 da World Surf League. No sábado decisivo do QS 10000 Ballito Pro nas ondas de Willard Beach, o campeão ganhou o duelo brasileiro com o paulista Thiago Camarão pelas quartas de final, depois bateu o havaiano Seth Moniz que tinha assumido a liderança do ranking na sexta-feira e na grande final derrotou o australiano Jack Freestone. Esta foi a quarta vitória verde-amarela na temporada e o Brasil segue ocupando metade das vagas do G-10 para o CT de 2019.

Peterson Crisanto (Foto: @WSL / Kelly Cestari)

“Eu nem consigo acreditar que ganhei este campeonato e estou muito feliz porque é a maior vitória da minha carreira”, disse Peterson Crisanto. “Dois anos atrás, eu perdi meu patrocinador principal e fiquei só competindo no Brasil para juntar dinheiro para poder viajar. Foram tempos difíceis, mas segui trabalhando forte para conseguir meus objetivos. Estou muito feliz por estar de volta ao Circuito Mundial, competindo contra os melhores surfistas do mundo e ganhar a quinquagésima edição deste evento é muito especial para mim”.

O mar melhorou bastante no último dia em Willard Beach para fechar a histórica edição número 50 do Ballito Pro. Apesar dos longos intervalos entre as séries no sábado, quando elas vinham, proporcionavam boas condições para os surfistas mostrarem todo o seu talento. Na grande final, as primeiras ondas só foram surfadas depois de 8 minutos, com Peterson Crisanto largando na frente com notas 5,50 e 8,73 para liderar toda a bateria.

Jack Freestone (Foto: @WSL / Kelly Cestari)

O australiano Jack Freestone entrou na briga surfando uma boa onda que valeu 7,83, após também somar um 5,50. Mas, foi o brasileiro que ficou mais ativo dentro d´água e aumentou seu placar em duas ondas seguidas que renderam notas 6,93 e 8,20 num tubo seguido por três manobras muito fortes numa boa direita em Willard Beach. Com ela, sacramentou a sua vitória mais importante da carreira por 16,93 a 14,13 pontos, faturando 40.000 dólares de prêmio.

“O início do ano foi muito ruim para mim e mal consegui passar baterias nos eventos do QS 3000 e QS 6000”, contou Jack Freestone. “Mas, Ballito é geralmente onde começa o ano e estou muito feliz em conseguir o segundo lugar no primeiro QS 10000 da temporada. Isso significa muito para mim, especialmente aqui em Ballito, onde eu nunca consegui passar de um quinto lugar. Foi um ótimo resultado, agora estou em quinto no ranking e de volta na briga por vaga no CT”.

Peterson Crisanto (Foto: @WSL / Kelly Cestari)





















G-10 DO WSL QUALIFYING SERIES – após 36 etapas:

1.o: Peterson Crisanto (BRA) – 13.720 pontos

2.o: Seth Moniz (HAV) – 12.950

3.o: Mikey Wright (AUS) – 12.205

4.o: Alejo Muniz (BRA) – 10.980

5.o: Jack Freestone (AUS) – 9.720

6.o: Deivid Silva (BRA) – 9.400

7.o: Ryan Callinan (AUS) – 9.280

8.o: Evan Geiselman (EUA) – 9.210

9.o: Ricardo Christie (NZL) – 8.555

10: Thiago Camarão (BRA) – 8.265

11: Jadson André (BRA) – 8.210



26 de junho 2018

MÁQUINA LIGADA NO CP.



17 de junho 2018

FESTIVAL ARRECIFES É SUCESSO EM ITAPUAMA
.




SUPER GALERIA DO ARRECIFES.



09 de junho 2018

PANDA DETONA E VENCE EM ULUWATU.

O catarinense Willian Cardoso conquistou a segunda vitória verde-amarela seguida na Indonésia, a primeira de um estreante na elite esse ano e a quarta seguida do Brasil no World Surf League Championship Tour 2018. A decisão do Uluwatu CT foi contra o australiano Julian Wilson, que recuperou a lycra amarela do Jeep Leaderboard ao chegar na final. Com o título, Willian saltou da 16.a para a quinta posição no ranking, atrás de Filipe Toledo em segundo lugar, Italo Ferreira em terceiro e Gabriel Medina em quarto. É o Brasil dominando o Circuito Mundial e a gaúcha Tatiana Weston-Webb quase consegue a vitória também, mas a francesa Johanne Defay impediu a comemoração dupla na última onda que surfou em Uluwatu.

Willian Cardoso (Foto: @WSL / Kelly Cestari)

“Eu sinto que meu coração está quase explodindo agora”, disse Willian Cardoso. “Depois que venci o Filipe (Toledo) nas quartas de final, fiquei bem mais confiante e começando a pensar que poderia sim chegar na final. Eu vi o Julian (Wilson) fazer uma grande onda no final da bateria e fiquei um pouco preocupado, pois ele já tinha vencido algumas baterias no final. Ele precisava de uma nota alta e, felizmente para mim, não conseguiu. Eu trabalhei muito duro durante vários anos para chegar até esse momento, então só tenho que agradecer a todos que me apoiaram e acreditaram em mim ao longo da minha carreira”.

Ninguém conseguiu bater o backside poderoso de Willian Cardoso nas esquerdas de Uluwatu. O catarinense usou sua força nas manobras para levantar grandes leques de água com potentes batidas e rasgadas executadas sempre com a pressão característica do seu ‘power-surf’. Foi assim que ele passou por Filipe Toledo nas quartas de final e pelo algoz de Gabriel Medina nas semifinais, o australiano Mikey Wright.

Willian Cardoso (Foto: @WSL / Ed Sloane)

Na decisão do título, Willian optou em escolher as melhores ondas, enquanto Julian Wilson ia pegando todas. A tática funcionou, pois o catarinense ganhou notas 8,07 e 7,50 nas duas únicas boas que surfou para vencer por 15,57 a 14,43 pontos. O australiano ainda tirou a maior nota – 8,60 – da bateria no final, mas somou um 5,83 no placar e já tinha cumprido o objetivo de retomar a ponta do ranking, para competir com a lycra amarela do Jeep Leaderboard na próxima etapa, o Corona Open J-Bay, de 06 a 16 de julho na África do Sul.

“Foi um dia muito longo e estou esgotado de cansaço agora”, disse Julian Wilson. “Não consegui o resultado que eu queria em Keramas na semana passada, então conseguir um vice-campeonato aqui em Uluwatu foi muito bom. É legal voltar ao topo do Jeep Leaderboard, mas não estou pensando muito nisso agora, pois estamos só na metade da temporada e temos muitas baterias ainda pela frente. Estou animado para chegar logo em casa para rever minha esposa e filha e já começar a preparação para o Corona Open J-Bay”.

Willian e Julian Wilson (Foto: @WSL / Kelly Cestari)

JEEP LEADERBOARD – A liderança do ranking mudou de dono duas vezes durante os apenas dois dias do Uluwatu CT em Bali. O paulista Filipe Toledo já havia tirado a lycra amarela do potiguar Italo Ferreira quando passou para as quartas de final no sábado, mas aí encontrou um inspirado Willian Cardoso pela frente. O catarinense também surfou só duas ondas boas como na bateria final, para derrotar Filipe por 14,24 a 11,67 pontos.

O campeão já vinha embalado da classificação na quarta fase conquistada no último minuto, numa onda que ele detonou uma série incrível de oito manobras com suas patadas de Panda (seu apelido) que valeram nota 7,93. Com ela, superou o australiano Connor O´Leary por 14,66 a 14,63 pontos. O vencedor desse confronto foi Gabriel Medina, que achou os tubos em Uluwatu para fazer os recordes do evento, nota 9,00 e 17,07 pontos.

Gabriel Medina (Foto: @WSL / Ed Sloane)

O australiano Julian Wilson estava na chave de cima do Uluwatu CT e também surfou bons tubos para vencer suas baterias antes da final. O duelo mais eletrizante foi contra o sul-africano Jordy Smith nas quartas de final, quando ele somou notas 8,17 e 8,03 no placar de 16,20 a 15,50 pontos. Ele ainda tinha que chegar na decisão do título para voltar ao topo do ranking e conseguiu isso de virada na semifinal dominada pelo norte-americano Kolohe Andino. A vitória só veio em sua última onda, que foi a melhor da bateria e valeu nota 8,50 para garantir a classificação por 15,83 a 14,53 pontos.

DOMINIO BRASILEIRO – A vitória de Willian Cardoso em Uluwatu foi a quarta seguida do Brasil nas cinco etapas do World Surf League Championship Tour 2018 completadas na Indonésia. É um domínio verde-amarelo impressionante, nunca antes visto na história do Circuito Mundial iniciada em 1976. A série começou com o potiguar Italo Ferreira badalando o emblemático sino do troféu de campeão do Rip Curl Pro Bells Beach, na final que marcou o encerramento da carreira do tricampeão mundial Mick Fanning na casa dele.

Filipe Toledo (Foto: @WSL / Ed Sloane)

Depois, veio o evento de Margaret River, que foi cancelado na terceira fase pela ameaça de tubarões na área do campeonato na costa ocidental da Austrália e só terminou agora em Uluwatu. Então, a terceira etapa encerrada foi o Oi Rio Pro no Brasil, vencido por Filipe Toledo nos tubos da Barrinha de Saquarema, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. Na Indonésia, Italo Ferreira festejou sua segunda vitória no Corona Bali Protected nas direitas de Keramas e neste sábado Willian Cardoso conseguiu seu primeiro título em etapas do CT.

MAIS BRASILEIROS – Além do catarinense, mais quatro brasileiros competiram no último dia do Uluwatu CT. Depois da brilhante apresentação na quarta fase, fazendo os recordes do campeonato com tubos e aéreos nas esquerdas de Uluwatu, o campeão mundial Gabriel Medina competiu numa hora ruim do mar nas quartas de final e foi batido pelo australiano Mikey Wright por 11,13 a 10,90 pontos. Na disputa seguinte, Willian Cardoso ganhou de Filipe Toledo o quarto duelo 100% brasileiro em Uluwatu por 14,24 a 11,67. Filipe e Medina terminaram em quinto lugar na segunda etapa seguida em Bali.

Willian Cardoso (Foto: @WSL / Ed Sloane)

O cearense Michael Rodrigues, que tinha derrotado o lycra amarela Italo Ferreira na terceira fase, também disputou vagas para as quartas de final, mas foi eliminado no confronto que classificou Julian Wilson e o californiano Conner Coffin. Michael ficou em nono lugar no Uluwatu CT e o outro brasileiro que competiu no sábado foi o catarinense Yago Dora, derrotado na bateria brasileira com Filipe Toledo que abriu o último dia. Esse evento especial foi promovido pela World Surf League para encerrar a etapa de Margaret River, cancelada na terceira fase masculina na Austrália.

FRANCESA CAMPEà– A categoria feminina em Margaret River parou nas quartas de final e só uma brasileira competiu no Uluwatu CT. E a gaúcha Tatiana Weston-Webb foi muito bem, despachando duas campeãs mundiais no caminho até a sua segunda final na temporada. A primeira vítima foi a tricampeã Carissa Moore, eliminada por 13,10 a 12,66 nas quartas de final. Depois, bateu a hexacampeã Stephanie Gilmore pela segunda vez em Bali, surfando um belo tubo nota 8,5 para fechar uma “combination” massacrante por 14,50 a 2,50 pontos.

Johanne Defay (Foto: @WSL / Kelly Cestari)

Já a francesa Johanne Defay começou o sábado passando fácil por Nikki Van Dijk nas quartas de final, por 13,00 a 6,97 pontos. Nas semifinais, enfrentou a também australiana Tyler Wright, que largou na frente com nota 7,23. Johanne ganhou 6,00 em sua primeira onda e depois só surfou mais uma até o final que valeu 7,77 para vencer por 13,77 a 13,73 pontos. A francesa estava fora do grupo das dez primeiras colocadas no ranking que são mantidas na elite das top-17 da World Surf League para o ano que vem e, assim como Willian Cardoso, assumiu a quinta posição no ranking com a vitória no Uluwatu CT.

“Isso é uma loucura. Todas as meninas no circuito estão surfando muito bem e merecem vencer, mas estou feliz que hoje (sábado) foi a minha vez”, disse Johanne Defay. “A Tatiana (Weston-Webb) estava incrível, tirando notas acima de 8 em qualquer onda. No final, eu precisava de um 6 e entrou uma última onda para mim, que eu sabia que ia ficar próximo disso. Felizmente, consegui a nota que me garantiu a vitória e estou muito feliz”.

Willian, Julian, Johanne e Tatiana (Foto: @WSL / Kelly Cestari)

Na grande final, Johanne Defay usou a tática de pegar mais ondas para ir somando pontos, até conseguir uma nota 6,63 em sua última apresentação, que acabou virando o placar para 13,13 a 12,67 pontos. A brasileira Tatiana Weston-Webb só surfou duas ondas boas durante toda a bateria e liderava com as notas 5,67 e 7,00 recebidas. Apesar de perder sua segunda decisão de título esse ano, a gaúcha se aproximou das líderes Lakey Peterson e Stephanie Gilmore e agora já tem chances matemáticas de brigar pela lycra amarela do Jeep Leaderboard na próxima etapa, o Corona Open J-Bay nos dias 6 a 16 de julho na África do Sul.

“Eu estava me sentindo bem e muito confiante nesse evento”, disse Tatiana Weston-Webb. “Eu pensei que ia ganhar e realmente dói muito perder no último minuto, especialmente com uma pontuação tão boa, mas competição é assim mesmo. Estou feliz com a minha temporada e por mais um bom resultado. Meus treinadores, minhas pranchas e toda a minha equipe de suporte foram ótimos para chegar nesse nível e agora é manter o foco nas próximas etapas”.

 

 




7 de junho 2018

TUDO CERTO PARA O ARRECIFES OPEN 2018



Tudo certo com a definição da premiação para os campeões do circuito de 03 etapas, o Festival Arrecifes Open 2018. A primeira sera dias 16 e 17 de junho em Itapuama, a segunda acontece em agosto em Gaíbu, a terceira etapa sera na Enseada dos Corais. O Shaper Ary Araújo muito feliz com loja da DMAX Motos adquirindo as Suzuki / Haojue

PREMIAÇÃO DO CIRCUITO: - Os campeões vão ganhar uma moto Suzuki / Haojue.
- os vice campeões , uma prancha zero bala.

PREMIAÇÃO POR ETAPA.- Os campeões vão ganhar, prancha + kit + troféus.

- do segundo ao quarto lugar o verdadeiro kit-surf + troféus

 


03 de junho 2018.

ÍTALO VENCE EM BALI E ASSUME O TOPO.

O potiguar Italo Ferreira foi coroado como campeão do Corona Bali Protected e carregado no trono pelos balineses ao sair do mar como Rei de Keramas, após a vitória espetacular no quinto desafio do World Surf League Championship Tour na Indonésia. Com um backside imbatível nas direitas perfeitas de Keramas, ele tirou a única nota 10 do evento nas semifinais e fez um novo recorde de 18,33 pontos na decisão com o taitiano Michel Bourez no domingo em Bali.

A vitória era o único resultado para Italo recuperar a lycra amarela do Jeep Leaderboard, que Filipe Toledo já tinha tirado do australiano Julian Wilson na Indonésia. Os dois brasileiros agora lideram a corrida pelo título mundial da temporada 2018. A americana Lakey Peterson também precisava vencer para retomar a ponta do ranking e conseguiu isso na final com a australiana Tyler Wright.

Italo Ferreira (Foto: @WSL / Ed Sloane)

“É muito legal voltar a usar a lycra do Jeep Leader, quero aproveitar este momento, mas tem muitos passos ainda que preciso dar para chegar ao título mundial”, disse Italo Ferreira. “O CT está cheio de surfistas incríveis, mas estou confiante, quero manter o ritmo e ganhar mais para aumentar minha liderança”.

O novo número 1 do mundo parecia estar surfando em casa, nas direitas do Pontal de Baía Formosa, onde nasceu no Rio Grande do Norte. Ele não deu qualquer chance ao taitiano Michel Bourez, que chegou na final em Keramas como em 2013, na única etapa do CT nessa praia de Bali, vencida pelo australiano Joel Parkinson. Italo já começou forte a bateria com seu backside imbatível massacrando as ondas com batidas verticais, rasgadas também abrindo grandes leques de água, variando as manobras com uma velocidade impressionante.

Italo Ferreira (Foto: @WSL / Ed Sloane)

Ele largou na frente com notas 7,17 e 7,67 nas duas primeiras ondas, enquanto Michel Bourez falhava nas primeiras tentativas. Não tinham os tubos que o levaram até ali e o máximo que conseguiu com manobras foi 5,83 na bateria. Já Italo Ferreira estava “on fire”, dando um show a cada onda, acertando tudo com um surfe moderno, recheado de manobras progressivas e inovadoras de backside nas direitas de Keramas. A terceira onda dele já entrou no critério excelente dos juízes, 8,5, que acabou descartada porque ganhou 9,27 e 9,60 nas duas seguintes, para fechar a “combination” sobre o taitiano em 18,87 a 9,83 pontos.

“Essa onda aqui é perfeita, lembra bastante a da minha casa (Baía Formosa)”, comparou Italo Ferreira. “Eu tenho surfado bem cedo aqui todos os dias porque eu amo essa onda e queria aproveitar ao máximo. Hoje (domingo) foi um dia perfeito. O Michel (Bourez) é realmente um power-surf, provavelmente o melhor do Tour, então eu sabia que precisava fazer o meu melhor para vencer. Felizmente para mim, encontrei algumas boas ondas para mostrar o meu surfe”.

Italo Ferreira e Michel Bourez (Foto: @WSL / Kelly Cestari)

Italo foi o primeiro a vencer duas etapas esse ano, metade das quatro completadas. Filipe Toledo ganhou o Oi Rio Pro em Saquarema e a outra foi Julian Wilson na Gold Coast. O potiguar parece estar colecionando vitórias emblemáticas. A primeira badalando o sino do troféu do Rip Curl Pro Bells Beach, a etapa mais antiga do Circuito Mundial, na bateria que encerrou a carreira do tricampeão mundial Mick Fanning. Agora, vivenciou todo o cerimonial do reino balinês em Keramas, sendo coroado ao sair do mar e carregado no trono até o pódio, já com uma vestimenta da Indonésia e uma bandeira do Brasil.

JEEP LEADERBOARD – O surfista criado nas direitas perfeitas do Pontal de Baía Formosa, parecidas com as de Keramas com séries de 3-4 pés no domingo, vai competir com a lycra amarela sozinho pela primeira vez esse ano. Nas outras duas, Julian Wilson também usava porque dividiram a liderança em Margaret River e no Oi Rio Pro em Saquarema. Filipe Toledo já tinha tirado o primeiro lugar do australiano na terceira fase e Italo Ferreira precisava vencer o campeonato. Conseguiu e a batalha continua já a partir de quarta-feira em Bali mesmo, nas esquerdas tubulares de Uluwatu, onde será finalizada a etapa de Margaret River cancelada na terceira fase, pela ameaça de tubarões na região do evento no oeste da Austrália.

Michel Bourez (Foto: @WSL / Kelly Cestari)

Enquanto os brasileiros assumem a dianteira na corrida pelo título mundial, o taitiano Michel Bourez também entrou na briga com o vice-campeonato em Keramas, tirando o quarto lugar de Gabriel Medina no ranking. A disputa pela lycra amarela do Jeep Leaderboard em Uluwatu será só entre os cinco primeiros, Italo Ferreira, Filipe Toledo, Julian Wilson, Michel Bourez e Gabriel Medina, que tem que vencer o campeonato e Italo não passar nenhuma bateria. Bourez precisa chegar na final para isso, Julian Wilson nas semifinais e Filipe nas quartas de final, ou seja, passar duas baterias em Uluwatu. Isso se o líder Italo Ferreira, perder o duelo brasileiro com o cearense Michael Rodrigues pela terceira fase do Margaret River Pro em Bali.

“Foi legal enfrentar o Italo (Ferreira) na final. Ele estava arrebentando a semana toda e nós éramos sempre os primeiros a entrar no mar todas as manhãs, fazendo o mesmo programa”, contou Michel Bourez. “Ele é um cara tão bom, então estou feliz por ele também. Fazer a final é bom, mas o segundo lugar não é suficiente porque ganhar teria me levado mais para cima no ranking. Mas, tudo bem, estou mais confiante para Uluwatu agora e realmente me sinto muito bem aqui em Bali, parece com a minha casa na ilha do Taiti”.

O taitiano foi, talvez, quem surfou os melhores tubos em Keramas durante o Corona Bali Protected. Foi passando por dentro que ele ganhou a maioria das baterias, mas no domingo teve que manobrar também para bater o australiano Mikey Wright na semifinal que abriu o dia, as 9h00 na Indonésia. Italo entrou na segunda bateria e viu o sul-africano Jordy Smith destruir suas primeiras ondas, com batidas e rasgadas muito fortes para começar na frente com notas 7,00 e 8,00.

Italo Ferreira (Foto: @WSL / Ed Sloane)

SEMIFINAL NOTA 10 – Italo respondeu com o seu primeiro ataque feroz de backside tirando 7,13 na primeira onda. A prioridade de escolha da próxima ficou então para o sul-africano, mas ele deixou passar uma e Italo foi nela. Ele já entrou buscando uma rampa para voar e decolou num aéreo muito alto, fez a rotação completa e aterrissou na base, com controle total e ainda mandou mais duas manobras muito fortes. Foi uma apresentação impressionante e o público vibrou no domingo de praia lotada em Keramas.

Ele mesmo se aplaudiu no final da onda e abriu as duas mãos pedindo nota 10 para os juízes. Eles atenderam para o brasileiro passar a frente pela primeira vez na bateria. Jordy ficou precisando de 9,13 e há 9 minutos do fim achou um tubo incrível, longo, saiu e recebeu 8,93, diminuindo a vantagem para 8,21 pontos possíveis para quem já tinha conseguido isso várias vezes durante o evento. Só que não entraram mais ondas com potencial para isso e o placar foi encerrado já com um novo recorde de 17,13 pontos, contra 16,93 do sul-africano.

Italo Ferreira e Lakey Peterson (Foto: @WSL / Kelly Cestari)

DECISÃO FEMININA – A decisão do título feminino aconteceu logo após esse duelo emocionante, porém foi quando o mar deu uma parada, depois de tanta onda boa. A norte-americana Lakey Peterson ainda conseguiu pegar uma no início que abriu a parede lisinha para fazer uma série de manobras de borda, que valeram nota 8,33. A atual bicampeã mundial Tyler Wright, que na sexta-feira eliminou as brasileiras Tatiana Weston-Webb e Silvana Lima, demorou para entrar no jogo e a californiana ia aumentando a vantagem com notas baixas mesmo, pegando as que ela deixava passar.

Mas, teve tempo ainda para Tyler Wright mostrar a potência do seu frontside nas direitas de Keramas, fazendo grandes manobras numa boa onda que valeu 7,17. Lakey Peterson respondeu com nota 6,00 e a australiana ficou precisando de outro 7,17 para vencer. Ela até teve uma última oportunidade e fez o possível na onda, porém a nota saiu 6,57 e Lakey Peterson comemorou sua segunda vitória no ano por 14,33 a 13,74 pontos. Este era o único resultado para a australiana retomar a lycra amarela da hexacampeã mundial Stephanie Gilmore, mas a batalha entre elas continua praticamente fase a fase.

Lakey Peterson (Foto: @WSL / Ed Sloane)

“Eu estou na Lua agora. Isso é muito louco”, vibrou Lakey Peterson. “Ver a Steph (Gilmore) ganhar no Brasil (Oi Rio Pro em Saquarema), realmente acendeu um fogo em mim e eu vim aqui sabendo o que tinha que fazer. Sei que o ano é muito longo, mas é bom fazer parte disso agora. Fazer uma final com a Tyler (Wright) foi legal. Ela está surfando muito bem e quando ela pegou aquela última onda, eu fiquei muito nervosa, não sabia se ela conseguiria os pontos. No final, deu tudo certo pra mim e aquele trono na praia foi muito legal, com pessoas dançando por todo lado, é uma loucura, estou muito feliz”.

Sobre voltar a usar a lycra amarela do Jeep Leaderboard, Lakey Peterson falou: “Conseguir isso é incrível. Estamos todas aqui para isso. Eu usei ela uma vez em Bells e está com a Steph desde então, mas é bom ter ela de volta. Todas estão surfando muito bem e não será fácil mantê-la, mas só quero fazer meu próprio jogo e agir sempre como se estivesse vindo de trás ainda. Só quero aproveitar cada momento e agradecer ao meu noivo, minha mãe e minha família por tudo”.

Mais informações, notícias, fotos, vídeos e todos os resultados do Corona Bali Protected podem ser acessadas na página do evento no www.worldsurfleague.com

Os finalistas no pódio (Foto: @WSL / Kelly Cestari)



















30 de maio 2018

FILIPINHO ASSUME O TOPO DO RANKING.

Os brasileiros dominaram a terceira fase do Corona Bali Protected na Indonésia, ganhando metade das baterias disputadas nas ondas de alta performance da quinta-feira em Keramas. Para completar, na última do dia, Filipe Toledo assumiu a liderança na corrida pelo título mundial da temporada, tirando a lycra amarela do Jeep Leaderboard do australiano Julian Wilson. Os únicos que ainda estão na briga com Filipe pelo primeiro lugar, são Italo Ferreira e Gabriel Medina. Além deles, Adriano de Souza, Willian Cardoso e Jessé Mendes, também passaram para a fase dos doze classificados para disputar vagas para as quartas de final em Bali.

Filipe Toledo (@WSL / Kelly Cestari)

“Eu realmente queria muito a lycra do Jeep Leader, que eu não tenho desde 2015, então estou feliz por ter conseguido”, disse Filipe Toledo. “A porta está aberta agora, é uma boa oportunidade para mim e eu preciso continuar trabalhando para seguir passando as baterias. O objetivo é ficar sempre próximo do topo do ranking e espero chegar forte na reta final para ganhar o título mundial este ano”.

Filipe começou sua bateria acertando tudo nas direitas de Keramas. Mostrou seu arsenal de manobras progressivas e inovadoras executadas com muita pressão e velocidade, incluindo os aéreos. Em uma onda, ele voou duas vezes e aterrisou depois da rotação no ar, não dando qualquer chance para o havaiano Keanu Asing. A vitória por 14,43 a 8,43 pontos foi a terceira seguida do Brasil e confirmou uma bateria 100% verde-amarela valendo as duas últimas vagas para as quartas de final, com o também paulista Adriano de Souza e o potiguar Italo Ferreira, concorrente direto pela ponta do ranking.

Jesse Mendes (@WSL / Kelly Cestari)

A quinta-feira já começou bem para o Brasil, com dois novatos na “seleção brasileira” deste ano derrotando duas estrelas da elite do World Surf League Championship Tour. Na primeira do dia, o paulista Jessé Mendes completou um aéreo incrível para despachar o bicampeão mundial John John Florence por 13,34 a 11,37. E na terceira, o catarinense Willian Cardoso surfou um tubaço para superar o australiano Owen Wright por 12,00 a 10,37. Willian e Jessé agora vão competir juntos na primeira classificatória para as quartas de final, com o taitiano Michel Bourez. Os dois melhores avançam.

A terceira vitória brasileira veio logo após a eliminação de Julian Wilson na bateria australiana com Mikey Wright. Na seguinte, Gabriel Medina liquidou o sul-africano Michael February com a potência das suas batidas e rasgadas de backside nas direitas de Keramas. Ele está em quarto no Jeep Leaderboard e agora precisa chegar na final do Corona Bali Protected para superar os 21.775 pontos que Filipe Toledo já garantiu no ranking. É a mesma situação do outro brasileiro que está na briga pela lycra amarela na Indonésia, Italo Ferreira.

Gabriel Medina (@WSL / Kelly Cestari)

“As ondas demoraram para entrar na bateria, então foi preciso ter paciência, mas estavam muito divertidas quando chegaram”, disse Medina. “Apesar de eu estar com uma vantagem enorme, a bateria nunca acaba antes de soar o sinal do fim, então eu tinha que ser inteligente com a minha prioridade (de escolha da próxima onda) e continuar aumentando minhas notas. Eu estou me divertindo bastante surfando aqui em Keramas e mal posso esperar pela próxima bateria. Este lugar é incrível”.

A vitória de Medina foi com uma “combination” de 15,70 pontos e seu próximo desafio em Bali será contra os dois surfistas que fizeram os maiores placares do campeonato surfando altos tubos nas baterias seguintes. O francês Jeremy Flores atingiu 16,04 logo depois dele e o sul-africano Jordy Smith aumentou o recorde de pontos para 16,36, somando uma nota 9,43 no melhor tubo do dia. Os três vão disputar duas vagas para as quartas de final no terceiro confronto da quarta fase.



25 de maio 2018

Efeito Caminhão
FECASURF COMUNICA ADIAMENTO DE ETAPA.


24 de maio 2018

GREVE DOS CAMINHONEIROS JÁ AFETA O SURFE.

 


23 de maio 2018

CBSURF ABRE INSCRIÇÕES PARA O PRO TOUR.



22 de maio 2018

LUCAS CHUMBO VENCE O BIG WAVE.



18 de maio 2018

FILIPINHO REINA NA BARRINHA.

O paulista Filipe Toledo comandou o show nos tubos da Barrinha para festejar sua segunda vitória na etapa brasileira do World Surf League Championship Tour no Rio de Janeiro. Desde que ela passou a ser patrocinada pela Oi, ele ganhou a primeira em 2015 no Postinho da Barra da Tijuca, agora garantiu o bicampeonato do Brasil em Saquarema, repetindo o feito do também paulista Adriano de Souza no ano passado. Filipe barrou o líder do ranking, Julian Wilson, nas semifinais e também não deu qualquer chance para o outro australiano que enfrentou na decisão, Wade Carmichael. Com a vitória, Filipe tirou a vice-liderança no Jeep Leaderboard do potiguar Italo Ferreira e entra na briga direta pelo título mundial, que terá um novo desafio já começando no próximo domingo, dia 27, na Indonésia.

Filipe Toledo (Foto: @WSL / Poullenot)

“Galera, primeiramente gostaria de agradecer a Deus pela oportunidade de estar aqui nesse lugar maravilhoso que é Saquarema, com altas ondas aqui na Barrinha e em Itaúna também, foi um campeonato incrível”, disse Filipe Toledo. “Quero agradecer todo mundo que mora aqui em Saquarema e nesta região do Rio de Janeiro, todos os locais daqui, obrigado de coração porque vocês fizeram uma festa incrível. Vocês têm uma onda alucinante aqui na frente da casa de vocês, valorizem isso e obrigado a todo mundo. Esse troféu para o meu filhote Koa (lágrimas) que nasceu há poucas semanas e está aqui com a gente. Valeu galera”.

Esta foi a sexta final de Filipe Toledo em etapas do World Surf League Championship Tour e ele ganhou todas. Já o seu oponente, Wade Carmichael, é um dos estreantes na elite mundial deste ano e pela primeira vez chegava numa decisão de título. Seu grande feito no último dia do Oi Rio Pro foi ter barrado Gabriel Medina nas quartas de final, quando o campeão mundial simplesmente não achou ondas boas para surfar na bateria. Depois, o australiano passou pelo havaiano Ezekiel Lau, que tinha derrotado o aniversariante do dia, o catarinense Yago Dora.

Wade Carmichael (Foto: @WSL / Poullenot)

“Hoje (sexta-feira) foi uma loucura. É quase inacreditável ver tantas pessoas aqui na praia para assistir o campeonato. Que dia incrível!”, disse Wade Carmichael. “Eu entrei na final com uma estratégia definida de escolher as melhores ondas que entrassem, mas ouvi a torcida gritando loucamente naquela onda que ele (Filipe Toledo) recebeu nota 9,93. Mesmo assim, eu tinha que esperar alguma onda de tubo, mas não deu certo pra mim dessa vez e parabéns ao Filipe porque foi um campeonato épico, com altas ondas”.

DECISÃO DO TÍTULO – A decisão do título do Oi Rio Pro 2018 começou as 11h30 com a praia lotada na Barrinha. Filipe pegou a primeira onda da bateria, mas ela fechou rápido e a prioridade de escolha da próxima ficou para Wade Carmichael. A onda acabou quebrando a prancha do brasileiro, que teve de sair do mar para pegar outra, enquanto o australiano continuava aguardando a entrada de uma nova série de ondas no outside.

Filipe Toledo (Foto: @WSL / Poullenot)

Filipe ficou então pegando as que ele deixava passar para colocar a nova prancha no pé e foi construindo uma vantagem mesmo com notas baixas, 3,67 e 2,83 seguidas. Depois, achou uma direita bem maior, entrou num tubaço incrível, sumiu lá dentro e saiu, para a vibração da torcida. Três dos cinco juízes deram nota 10 e a média ficou em 9,93, passando a somar 13,60 pontos contra apenas 0,67 do australiano nos primeiros 10 minutos da bateria.

Carmichael tentou responder em um tubo também, mas não foi tão profundo e só valeu 3,17, precisando ainda trocar suas duas notas para tirar o título de Filipe Toledo. O brasileiro somava uma nota baixa, 3,67, podendo aumentar ainda mais a vantagem se surfasse outra onda boa. Ele ficou então com a prioridade de escolha, aguardando pacientemente por isso. Filipe só pegou outra quando restavam 12 minutos, mas não foi boa e o jogo se inverteu, com o australiano passando a escolher a próxima que quisesse.

O brasileiro então se afastou dele, remando mais pra baixo do pico para tentar aumentar sua segunda nota computada. A primeira que ele pegou rendeu duas manobras fortes para somar nota 5,33. Na seguinte, pegou uma onda menor, mas rodou um belo tubo, ficou entocado por mais de 5 segundos e saiu no único lugar possível para completar a manobra. A praia explodiu de novo e a vitória praticamente foi garantida com a nota 7,17 recebida, que acabou fechando o placar do seu segundo título no Oi Rio Pro em massacrantes 17,10 a 8,00 pontos.

Michael Rodrigues (Foto: @WSL / Poullenot)

BRASILEIROS ELIMINADOS –  Apesar de Filipe Toledo incendiar a torcida ao vencer bem, com tubos e aéreos na Barrinha, a bateria que abriu a sexta-feira decisiva do Oi Rio Pro em Saquarema, os outros três brasileiros perderam os duelos seguintes pelas quartas de final. O cearense Michael Rodrigues até liderou boa parte do confronto com o número 1 do Jeep Leaderboard, Julian Wilson. Porém, de tanto tentar, o australiano conseguiu achar uma onda boa para mostrar a potência do seu surfe e virar o placar para 11,20 a 9,83 pontos.

“Estou muito feliz pela experiência em competir em Saquarema. É a minha primeira vez aqui e foi um evento incrível”, disse Michael Rodrigues. “Estou amarradão em poder estar aqui com minha família, todos os meus amigos, uma vibe muito boa da torcida brasileira na praia, eu nunca tinha sentido nada nem parecido com isso e estou realmente muito feliz. Fiquei um pouco triste de ter perdido, mas acho que fiz um bom trabalho e só tenho que agradecer, pois foi uma semana incrível e obrigado a todos que torceram por mim e por nós brasileiros”.

(Foto: @WSL / Poullenot)

Depois, o campeão mundial Gabriel Medina não conseguiu acertar seus aéreos numa bateria mais fraca de ondas, enquanto o australiano Wade Carmichael ia pegando alguns tubos rápidos para somar pontos. No final, o vice-campeão do Oi Rio Pro 2018 derrotou um dos favoritos ao título em Saquarema, por uma larga vantagem de 11,40 a 3,63 pontos. Medina estava na briga pela liderança do ranking, mas precisava vencer o campeonato.

O último brasileiro a competir foi o aniversariante do dia, Yago Dora, catarinense que estava completando 22 anos de idade na sexta-feira. No entanto, o havaiano Ezekiel Lau não quis participar da festa e partiu em busca do seu melhor resultado na temporada. Yago tinha surpreendido a elite mundial competindo como convidado do Oi Rio Pro no ano passado, quando só parou nas semifinais. Ele também tentou os aéreos para repetir o feito, mas o havaiano pegou as melhores ondas para vencer por 12,86 a 8,30 pontos.

Filipe Toledo (Foto: @WSL / Poullenot)

JEEP LEADERBOARD – Com a derrota em quinto lugar, Yago Dora ficou na porta de entrada do grupo dos 22 primeiros colocados no ranking que permanecem na elite para o ano que vem. Ele subiu da 31.a para a 23.a posição na classificação geral das quatro etapas completadas nesta sexta-feira em Saquarema. Já o campeão, Filipe Toledo, saltou do nono para o segundo lugar no Jeep Leaderboard, que permanece com o australiano Julian Wilson na frente. Filipe agora é o principal concorrente dele na próxima etapa, o Corona Bali Pro, que começa no próximo domingo, 27, nas direitas de Keramas, em Bali, na Indonésia.

O potiguar Italo Ferreira, que chegou no Brasil dividindo a liderança com Julian Wilson, caiu para o terceiro lugar, seguido agora por Gabriel Medina em quarto e o novo quinto colocado é o vice-campeão do Oi Rio Pro, Wade Carmichael, que estava em 16.o lugar. Já o cearense Michael Rodrigues, que também ficou nas quartas de final em Saquarema, empatado com Gabriel Medina, Yago Dora e Kolohe Andino, subiu de 14.o para sétimo no ranking.

TOP-22 DO JEEP LEADERBOARD – RANKING WSL 2018 – após a 4.a etapa:

01: Julian Wilson (AUS) – 19.415 pontos

02: Filipe Toledo (BRA) – 18.075

03: Italo Ferreira (BRA) – 14.995

04: Gabriel Medina (BRA) – 14.160

05: Wade Carmichael (AUS) – 13.585

06: Ezekiel Lau (HAV) – 11.670

07: Owen Wright (AUS) – 11.575

07: Michel Bourez (TAH) – 11.575

07: Michael Rodrigues (BRA) – 11.575

10: Adrian Buchan (AUS) – 11.550

11: Mick Fanning (AUS) – 11.500

12: Griffin Colapinto (EUA) – 9.835

13: Kolohe Andino (EUA) – 9.740

14: Tomas Hermes (BRA) – 8.590

15: Frederico Morais (PRT) – 8.495

16: Kanoa Igarashi (JPN) – 8.240

17: John John Florence (HAV) – 7.450

17: Adriano de Souza (BRA) – 7.450

17: Sebastian Zietz (HAV) – 7.450

17: Jeremy Flores (FRA) – 7.450

17: Conner Coffin (EUA) – 7.450

22: Patrick Gudauskas (EUA) – 7.345



16 de maio 2018

GILMORE BRILHA EM ITAÚNA.


 


11 de maio 2018

TATIANA AVANÇA AO ROUND 03.



10 de maio 2018


DESTAQUE DO DIA EM SAQUAREMA.


09 de maio 2018.

SAQUAREMA EM FESTA.



08 de maio 2018

SAQUAREMA VEM CHEGANDO.



Tudo pronto para o maior evento do Brasil que pelo segundo
ano consecutivo, acontece na praia de Itauna em Saquarema,
região dos lagos, recebendo a etapa WSL do mundial de Surfe
Profissional Masculino e Feminino.

Nesses tempos de muita disputa nosso time vai estar muito forte
com 14 atletas no masculino e 03 atletas no feminino com a entrada
da Tatiana Webb.

Estaremos fazendo aquela cobertura especial para os nossos internautas.



07 de maio 2018

BRASIL MORRE NA PISCINA.

A seleção brasileira foi vice-campeã na primeira competição por países na história da World Surf League. O Brasil liderou a disputa do título da WSL Founders´ Cup of Surfing apresentada pela Michelob ULTRA Pure Gold, até a última bateria disputada na piscina de ondas perfeitas criada por Kelly Slater em Lemoore, em pleno deserto da Califórnia. O sul-africano Jordy Smith garantiu o título para o time Mundo, formado também pela sua compatriota Bianca Buitendag, pela neozelandesa Paige Hareb, o taitiano Michel Bourez e o japonês Kanoa Igarashi, com os 4 pontos recebidos na última chance de vitória neste formato de competição que poderá ser utilizado na estreia do surfe nas Olimpíadas de Tokyo 2020 no Japão. Ele começou bem com nota 9,27 em sua melhor onda, que depois Filipe Toledo não conseguiu superar, nem Kelly Slater que foi o último a surfar e o resultado final das cinco baterias decisivas ficou em 8 pontos para a equipe Mundo, 7 para o Brasil e 4 para os Estados Unidos.

Jordy Smith (Foto: @WSL / Kelly Cestari)

“É uma sensação incrível vencer como um time. Foi fantástico competir esses poucos dias aqui e isso só deixa a expectativa de coisas maiores e melhores por vir pela frente”, disse Jordy Smith. “Nós conversamos bastante como uma equipe durante todo o fim de semana e você não pode deixar passar nada quando se chega no dia da final. Você tem que deixar tudo de lado e se concentrar ao máximo, pois se conseguir fazer isso, você sairá com a vitória. Eu acho que o mais importante foi a determinação do time. Coletivamente, nós mantemos nossa confiança o tempo todo e nos apoiamos o tempo todo”.

Todos os 25 participantes aprovaram o sistema de disputa que a World Surf League inaugurou na Founders´ Cup of Surfing e competiram com entusiasmo defendendo seus países. Aproveitaram também, para conhecer melhor todo o mecanismo do funcionamento da piscina do WSL Surf Ranch, que vai sediar uma das etapas do World Surf League Championship Tour esse ano. No formato da Copa das Nações, foram formados cinco times com três homens e duas mulheres representando as três maiores potências do esporte, Brasil, Austrália e Estados Unidos, além da Europa e o time Mundo com surfistas de outros continentes.

Filipe Toledo com o Jeep que ganhou pela maior nota – 10,0 – do evento (Foto: @WSL / Kelly Cestari)

“É uma honra fazer parte do futuro do surfe e representar o Brasil neste primeiro evento especial por países aqui nessa piscina fantástica”, disse Filipe Toledo. “Eu, o Gabriel Medina, o John John Florence, conversamos sobre como foi incrível surfar como equipe. Nós ficamos muito próximos um do outro, apoiando todos do time. Foi realmente uma ótima experiência e certamente será um evento que sempre lembraremos de tão bom que foi competir neste formato por países”.

O trabalho tinha que ser em equipe, comandada pelos capitães de cada time, pois todas as ondas surfadas pelos seus cinco integrantes eram computadas. Eles tiveram três chances de pegar uma onda para esquerda e uma para a direita, para somar a melhor em cada direção no Jeep Leaderboard que classificava os três times com as maiores pontuações para as baterias decisivas do título da WSL Founders´ Cup of Surfing. Ou seja, tiveram que mostrar o seu melhor surfando de frontside (de frente para a onda) e de backside (de costas). As duas primeiras rodadas aconteceram no sábado e o Brasil ficou em quarto lugar na classificação geral, ou seja, fora do grupo dos três finalistas.

Gabriel Medina (Foto: @WSL / Kelly Cestari)

A recuperação veio no domingo, quando toda a seleção brasileira aumentou suas notas nas esquerdas, para passar para as baterias finais em segundo lugar no encerramento das fases classificatórias. Silvana Lima trocou um 5,68 por 7,67, depois Adriano de Souza subiu a dele de 6,83 para 8,67, Gabriel Medina de 6,87 para 8,53, Filipe Toledo de 7,83 para 9,40 e Tainá Hinckel trocou as duas dela, que foram bem baixas no primeiro dia. Filipe Toledo fez a maior somatória individual, 19,40 pontos com o primeiro e único 10 recebido no WSL Surf Ranch e que valeu um carro zerinho oferecido pela Jeep para a maior nota do evento. No total, o Brasil atingiu 80,47 pontos, abaixo somente dos 83,06 dos Estados Unidos.

“A vibe do nosso time foi ótima e todos se esforçaram para melhorar cada vez que entrava na piscina para surfar”, destacou o capitão da seleção brasileira, Gabriel Medina. “Estou muito feliz pela forma como nos apresentamos, apesar da decepção por não ter vencido. Nós surfamos muito bem como um time e foi um evento muito divertido para mostrar o que poderíamos fazer nessa onda. É bom compartilhar esse momento e conversar bastante com todos, especialmente com a Tainá (Hinckel) por ser tão jovem (14 anos apenas). Nós já estamos mais acostumados com toda a pressão, mas é tudo novo para ela, então demos muito apoio para quando ela chegar aqui no futuro, estar pronta para enfrentar toda esta atmosfera incrível”.

Adriano de Souza (Foto: @WSL / Kelly Cestari)

A briga pela outra vaga na decisão do título terminou empatada em 78,96 pontos. O time Mundo alcançou esse número logo após a apresentação brasileira e a equipe australiana teve a chance de superar essa marca, principalmente porque Joel Parkinson e Matt Wilkinson estavam com notas baixas para trocar. No entanto, eles não surfaram bem de novo na piscina. Parko até trocou suas duas ondas do sábado, mas só conseguiu igualar o placar. Com isso, o capitão de cada time teve que definir um homem e uma mulher da equipe para um confronto tira-teima e foi aí que Jordy Smith começou a fazer diferença, ajudando na classificação do Mundo no desempate.

BATERIAS FINAIS – Na batalha final pelo título da WSL Founders´ Cup of Surfing, o sistema de disputa mudou. Nas fases classificatórias, cada surfista somava sua maior nota na esquerda e na direita para o seu time. Agora, os cinco integrantes de cada equipe foram divididos em cinco baterias. Nas três primeiras, a vitória valia 2 pontos para o time, o segundo colocado recebia 1 ponto e o terceiro nenhum. Na quarta e na quinta, a pontuação do vencedor aumentava para 4 e o segundo continuava com 1. Os capitães tiveram que definir a escalação dos seus surfistas para cada bateria.

Na primeira, Gabriel Medina garantiu os primeiros 2 pontos para o Brasil dando um show com uma das melhores apresentações do domingo. Ele variou as manobras em cada ataque na direita, com batidas, rasgadas, floaters e até um aéreo, além de um longo tubo de backside, para ganhar nota 9,67 dos juízes. O taitiano Michel Bourez tinha conseguido um 5,17 em sua melhor onda e depois o bicampeão mundial John John Florence fracassou, errando nas duas que pegou e ficou em último.

Silvana Lima (Foto: @WSL / Kelly Cestari)

EMPATE GERAL – A segunda bateria foi feminina e a californiana Lakey Peterson confirmou o favoritismo para igualar o placar em 2 pontos para os Estados Unidos, 2 para o Brasil porque a jovem catarinense Tainá Hinckel ficou em último e 2 para o time Mundo, pois a sul-africana Bianca Buitendag somou mais 1 por ter ficado em segundo lugar como o taitiano Michel Bourez na primeira. A norte-americana venceu com nota 8,0, contra 6,07 da sul-africana e 5,67 da brasileira.

Na terceira e última bateria com a vitória valendo 2 pontos, o japonês Kanoa Igarashi começou forte com nota 8,93 para colocar o time Mundo na frente com 4 pontos no total. O campeão mundial Adriano de Souza chegou perto de superar essa nota em sua melhor onda, mas recebeu 8,57 e ficou em segundo lugar, computando mais 1 ponto para o Brasil. Já o time norte-americano amargou mais uma última posição sem marcar nada com o californiano Kolohe Andino.

Aí veio a primeira batalha de 4 pontos e ela foi vencida pela cearense Silvana Lima, que surfou uma onda de forma incrível para receber nota 9,17 dos juízes. A havaiana Carissa Moore era até a favorita para vencer essa quarta bateria, mas o máximo que conseguiu nas duas ondas que surfou foi 8,77 e a neozelandesa Paige Hareb terminou em terceiro com 6,07. Com a vitória de Silvana, o Brasil retomou a liderança com 7 pontos, contra 4 do time Mundo e 3 dos Estados Unidos.

Time Mundo com Kanoa Igarashi, Paige Hareb, Jordy Smith, Bianca Buitendag e Michel Bourez (Foto: @WSL / Kelly Cestari)

DECISÃO DO TÍTULO – A decisão do título ficou então para a última bateria e Jordy Smith colocou seus adversários nas cordas, surfando uma direita de forma impressionante. Ele acertou tudo, fez o tubo, completou aéreo e largou na frente com nota 9,27. Filipe Toledo foi o segundo a entrar na piscina e não conseguiu repetir a boa atuação na esquerda que tinha surfado na última classificatória. Ele recebeu 7,33 e na direita errou o aéreo que tentou logo no início. Com isso, o Brasil precisava da vitória de Kelly Slater para poder decidir o título num desafio extra com os Estados Unidos, pois os dois países ficariam empatados em primeiro lugar com 7 pontos.

No entanto, o idealizador e criador do WSL Surf Ranch, só conseguiu nota 8,00 na esquerda, 9,00 na esquerda e não superou o 9,27 do sul-africano, que acabou garantindo a vitória do time Mundo por 8 pontos. Como Filipe Toledo ficou em último e não marcou nada, o Brasil terminou como vice-campeão com 7 pontos e os Estados Unidos ficaram em terceiro com 4. Mesmo assim, Slater saiu festejando da piscina junto com a torcida que lotou as arquibancadas no domingo de muito calor no deserto da Califórnia, há 160 quilômetros do mar, mas com ondas perfeitas na piscina do WSL Surf Ranch.



06 de maio 2018

BANCADA SEGURA VENTÃO.

Temporada de ondas em Pernambuco cada dia mais confusa.



30 de abril 2018

TATIANA WEBB VAI SURFAR PELO BRASIL.

A surfista Tatiana Weston-Webb, 21 anos, anunciou hoje a sua decisão de passar a representar o Brasil nas competições do Circuito Mundial a partir da etapa brasileira do World Surf League Championship Tour, nos dias 11 a 20 de maio em Saquarema, Rio de Janeiro. Ela nasceu no Rio Grande do Sul, mas desde criança mora no Havaí, onde aprendeu a surfar e sempre competiu como havaiana na sua carreira amadora e profissional.

Tatiana Weston-Webb (Foto: @WSL / Ed Sloane)

“Hoje, tenho o prazer de anunciar que, a partir de agora, estarei representando o Brasil tanto no WSL Championship Tour, bem como nas seletivas para os Jogos Olímpicos de 2020 em Tóquio. Esta é uma decisão importante para mim e estou muito animada”, afirmou Tatiana Weston-Webb, sobre a decisão de trocar a bandeira do Havaí pela do Brasil no Circuito Mundial e em todas as competições que participar a partir de agora.

“A maioria das pessoas não sabe que o meu pai é da Inglaterra e minha mãe é do Brasil. O Brasil foi onde eu nasci, mas me sinto verdadeiramente abençoada por ter sido criada na bela Kauai no Havaí. Tanto a comunidade como as ondas, tiveram um papel importante na formação de quem eu sou como surfista e como pessoa. Eu sou muito grata por isso, mas como a maioria sabe, a bandeira havaiana não será representada nas Olimpíadas”.

 “O Brasil sempre fez parte da minha vida e, recentemente, fui consultada pelo Comitê Olímpico Brasileiro com a oportunidade de representar o país de uma maneira definitiva. Sempre foi um sonho meu competir nas Olimpíadas e quando o surfe foi anunciado oficialmente como um esporte olímpico, eu sabia que meu sonho tinha uma chance de se tornar realidade”.

Tatiana Weston-Webb (Foto: @WSL / Kelly Cestari)

“O Brasil ocupa grande parte do meu coração. Eu tenho família, amigos e um apoio muito grande de todos lá. É um lugar onde sempre me senti em casa e estou muita orgulhosa em poder representar um país tão incrível, com tanta paixão e dedicação pelo nosso esporte. Embora essa mudança me dê a oportunidade de representar o Brasil em Tokyo 2020, todas as vagas têm que ser conquistadas dentro d´água, então vou dar o meu máximo para me qualificar como uma das duas surfistas que irão representar seus países nas Olimpíadas”.

Estou muito feliz por ter todo o apoio dos fãs do Havaí, do Brasil e do mundo. Obrigado a todos por entender, respeitar e apoiar minha decisão”.

Com a opção da mudança de nacionalidade de Tatiana Weston-Webb aceita pela World Surf League, depois da aprovação da ISA (International Surfing Association), bem como da Confederação Brasileira de Surf (CBS), do Comitê Olímpico Brasileiro e do Comitê Olímpico Internacional, o Brasil agora passa a ter duas surfistas na elite das top-17 que disputa o título mundial no World Surf League Championship Tour 2018. A outra é a cearense Silvana Lima, que sempre competiu como brasileira desde o início da carreira.



29 de abril 2018

RODRIGO COXA E LUCAS CHUMBINHO VENCEM  

O BIG SURF.


Os melhores surfistas de ondas grandes do mundo se reuniram na noite do sábado em Santa Monica, na Califórnia (EUA), para a edição 2018 do Big Wave Awards da World Surf League. Entre os premiados, dois brasileiros, Lucas “Chumbo” Chianca e Rodrigo Koxa, que roubou a cena com um feito simplesmente incrível, com o anúncio da comissão julgadora de um novo recorde da maior onda já surfada na história em todo o mundo.

Rodrigo Koxa (Foto: @WSL / Van Kirk)

O paulista Rodrigo Koxa é agora oficialmente o dono do prêmio do Quiksilver XXL Biggest Wave com uma marca impressionante no surfe em ondas gigantes. O painel de jurados do Big Wave Awards concluiu que a onda surfada por ele em Nazaré, no dia 8 de novembro de 2017 em Portugal, tinha 24,38 metros (80 pés) de altura, ultrapassando o recorde de Garrett McNamara, numa onda de 23,77 metros surfada pelo havaiano em 2011. Este prêmio vai para o surfista que, por qualquer meio de registro disponível, pegou a maior onda do ano. Koxa não só ganhou a honra deste ano, mas também entrou no “Guinness World Records” pela maior onda já surfada por um ser humano.

“Eu tento surfar ondas grandes por toda a minha vida e tive uma experiência que me marcou muito em 2014, quando quase morri em Nazaré”, contou o paulista do Guarujá, Rodrigo Koxa. “Por quatro meses, tive muitos sonhos ruins por isso, não viajei, fiquei com medo e foi a minha esposa que me ajudou bastante psicologicamente para seguir tentando. Agora, estou muito feliz e este é o melhor dia da minha vida. Obrigado a WSL por fazer com que o meu sonho se tornasse realidade”.

Lucas Chianca (Foto: @WSL / Van Kirk)

Outro surfista do Brasil premiado no WSL Big Wave Awards na noite do sábado na Califórnia foi o jovem big rider de Saquarema, Lucas Chianca, conhecido por “Chumbinho” ou “Chumbo”. Discípulo da lenda em ondas grandes, o pernambucano Carlos Burle, Lucas é quase um iniciante nesta modalidade. O atleta de apenas 22 anos de idade, venceu a etapa de Nazaré em Portugal esse ano e ganhou o prêmio “Men´s Best Overall Performance”, de melhor performance numa etapa do WSL Big Wave Tour.

“Depois de um ano esperando esse dia, ele finalmente chegou”, disse Lucas Chianca. “No ano passado, eu bati na trave, fiquei em segundo lugar, mas neste ano foi diferente. Eu trabalhei mais, treinei mais, me dediquei mais e deu tudo certo. Estamos aqui comemorando um título que veio para o nosso Brasil e agradeço a todos que fazem parte dele, como o Carlos Burle, meu mentor, e toda a minha equipe”.



25 ABRIL 2018

EFEITO MARGARET RIVER DITA O FUTURO.

Depois dos ataques de tubarão a piscina vai crescer.



19 ABRIL 2018.

BALANCÊ SALVA




18 abril 2018

MARGARET RIVER CANCELADA POR TUBARÕES.



17 DE ABRIL 2018.

BARBATANA POINT AMANHECE FUMAÇANDO.



16 de abril 2018

ETAPA PARALISADA POR TUBARÕES.



14 de abril 2018

ÍTALO SUA PARA VOLTAR DA REPESCAGEM




10 DE ABRIL 2018

AMARELA NA ÁGUA, BATERIA 10.



07 DE ABRIL 2018

FLAT CASTIGA PERNAMBUCO.




04 de abril 2018.

ÍTALO COLOCA CHOPP NA FESTA DE MICK

E BADALA O SINO .


O potiguar Italo Ferreira é o novo campeão do Rip Curl Pro Bells Beach e badalou o sino do troféu da vitória conquistada numa bateria que fica marcada na história do esporte, pela despedida do tricampeão mundial Mick Fanning do World Surf League Championship Tour. A praia estava lotada na quinta-feira, com toda a torcida e seus amigos esperando que ele encerrasse a carreira com um recorde de cinco títulos em casa. Mas, Italo vinha sendo o melhor surfista nas ondas de Bells Beach e na final comprovou isso, para ganhar sua primeira etapa e liderar a corrida pelo título mundial de 2018, junto com o australiano Julian Wilson.

Italo Ferreira (Foto: @WSL / Kelly Cestari)

“Eu nem consigo acreditar ainda nisso tudo. É incrível, a minha primeira vitória, o Mick Fanning é meu ídolo, nossa, estou muito feliz”, disse Italo Ferreira. “Eu tenho trabalhado duro nos últimos anos. Lembro da minha primeira final com o Filipe (Toledo) em Portugal (em 2016), estava tão perto da vitória, mas agora consegui. O ano passado foi difícil pra mim, por causa da minha lesão depois da Gold Coast, que me deixou de fora por dois meses. Foi terrível e trabalhei muito forte para me recuperar, então agora é o melhor sentimento, muita felicidade pela vitória neste lugar incrível e contra um cara iluminado na final, um herói”.

Italo agora vai competir com a lycra amarela do Jeep Leaderboard pela primeira vez no Drug Aware Margaret River Pro, que começa na quarta-feira (11), com prazo para fechar a “perna australiana” até o dia 22 de abril. Depois, os melhores do mundo vêm para o Brasil, para a segunda edição do Oi Rio Pro em Saquarema, de 11 a 22 de maio na “Cidade do Surf” da Região dos Lagos do Rio de Janeiro, que no ano passado terminou também com vitória brasileira de Adriano de Souza na Praia de Itaúna.

Italo Ferreira (Foto: @WSL / Ed Sloane)

Mineirinho foi o primeiro e até então único brasileiro a vencer o Rip Curl Pro Bells Beach, em 2013. Ele balançou tão forte o troféu, que o sino acabou caindo de tanto badalar. Foi também, a primeira e única vez que isso aconteceu. O potiguar Italo Ferreira festejou bastante no pódio, tocando o sino da 37.a vitória do Brasil na história da World Surf League, a primeira do surfista de Baía Formosa em sua quarta temporada no grupo de elite que disputa o título mundial.

Italo foi criado em ondas para a direita como as de Bells Beach e vinha batendo seus próprios recordes a cada bateria, com o seu backside agressivo e vertical liquidando todos os adversários que enfrentou no último dia. Ele já tinha registrado as maiores marcas do Rip Curl Pro no duelo brasileiro com Filipe Toledo na terceira fase, 16,60 pontos com notas 8,50 e 8,10. Nas quartas de final que abriram a quinta-feira, atingiu 17,86 com 8,83 e 9,03 contra o havaiano Ezekiel Lau. E na semifinal com Gabriel Medina, ganhou 9,17 na melhor onda do evento na análise dos juízes, para derrotar o campeão mundial por 16,00 a 14,10 pontos.

Eu só quero dizer obrigado Deus e dedicar essa vitória a minha família, minha namorada e todas as pessoas que tem me apoiado ao longo desses anos”, disse Italo Ferreira. “Eu sou uma pessoa muito feliz por ser este o meu trabalho e eu só tentei fazer o meu melhor nas ondas que surfei em cada uma das baterias. Eu sabia que tinha que continuar assim na final e o Mick (Fanning) é um dos meus surfistas favoritos, o melhor concorrente e só tenho que agradecer a ele por tudo que já fez para o nosso esporte”.

 

Fanning abraçando Italo após a bateria (Foto: @WSL / Ed Sloane)

 

DECISÃO DO TÍTULO – Na grande final, a bateria começou lenta e a primeira série de ondas boas só entrou quando restavam 15 minutos para o término. Italo pega a da frente e manda uma batida muito forte que chega a se desequilibrar, mas continua em pé na prancha para uma sequência de mais duas manobras e outra explosiva na junção. Mick Fanning vem na de trás fazendo o seu surfe de borda com grandes manobras e a nota do australiano sai 8,10, contra 6,33 do brasileiro.

 

O potiguar escolhe bem outra onda limpa com potencial e começa com duas manobras potentes no outside para ganhar nota 7,33 e assumir a ponta. O australiano vem na onda de trás, mas não era tão boa e só consegue 4,73. Faltando 5 minutos, o tricampeão deixa passar uma para Italo, que destrói a onda do início até o fim, vibrando bastante na finalização. Os juízes dão nota 8,33 e ele abre 7,57 de vantagem sobre Fanning.

TETRACAMPEà– No Rip Curl Women´s Pro, a hexacampeã mundial Stephanie Gilmore igualou a marca de quatro vitórias de Mick Fanning em sua oitava final em Bells Beach. Uma das decisões, a australiana perdeu para Silvana Lima, que em 2009 tocou o sino do troféu de campeã. Essa final poderia até se repetir esse ano, mas a jovem havaiana Tatiana Weston-Webb pegou a melhor da bateria fraca de ondas e a cearense não conseguiu reeditar as boas atuações que a levaram até as semifinais. Com o terceiro lugar, Silvana subiu de nono para sétimo no Jeep Leaderboard da World Surf League.

 

Na disputa seguinte, a australiana teve muito trabalho para superar a adolescente americana Caroline Marks. A surfistinha de apenas 16 anos começou bem numa onda que valeu 8,77 e Stephanie precisou correr atrás, só garantindo a classificação para a sua oitava final em Bells na onda que surfou nos últimos minutos. E foi com chave de ouro, massacrando a direita com uma série de manobras que arrancou a maior nota do evento na categoria feminina, 9,07. Com ela, virou o placar para 17,00 a 15,44 pontos.

 

Na grande final, Stephanie seguiu fazendo uma boa escolha de ondas e usando o seu surfe polido, alongando as manobras de borda em grandes arcos para tirar duas notas na casa dos 7 pontos. A havaiana Tatiana Weston-Webb mostrou um backside mais agressivo e chegou perto da vitória duas vezes. Quando precisava de 7,77 pontos para vencer, recebeu 7,37 na melhor onda da bateria. Com ela, diminuiu a diferença para 6,80 e Stephanie deixou passar uma onda no último minuto para Tatiana arriscar tudo, porém a nota saiu 6,57 e o placar do tetracampeonato da australiana ficou em 14,17 a 13,94 pontos.

 

Stephanie Gilmore (Foto: @WSL / Ed Sloane)

 

“Foi diferente esse evento pra mim, porque ele foi se desenvolvendo com todo o foco no Mick (Fanning), então isso tirou um pouco da pressão na gente”, disse Stephanie Gilmore. “Era como se nada mais importasse no restante do evento e acho que os momentos mais estressantes da minha bateria, foram quando o Mick estava remando para a dele. Acho que ver o quanto ele estava calmo e relaxado, aliviou a pressão em mim, pois ela estava toda sobre ele. Estou feliz que, no meio de todas essas emoções, eu consegui me concentrar em pegar boas ondas para vencer mais uma vez aqui em Bells Beach”.

 

Com a vitória, Stephanie Gilmore tirou a lycra amarela do Jeep Leaderboard da norte-americana Lakey Peterson, para usa-la na próxima etapa, em Margaret River. Com os 7.800 pontos do vice-campeonato, Tatiana Weston-Webb subiu da 13.a para a quinta colocação. Empatadas em terceiro lugar no Rip Curl Pro Bells Beach, Caroline Marks foi da quinta para a terceira posição no ranking e Silvana Lima saiu do nono para o sétimo lugar.
 

TOP-22 DO JEEP LEADERBOARD – RANKING WSL 2018 – após a 2.a etapa:

 

01: Julian Wilson (AUS) – 11.665 pontos

 

01: Italo Ferreira (BRA) – 11.665 pontos

 

03: Mick Fanning (AUS) – 11.500

 

04: Owen Wright (AUS) – 9.490

 

04: Michel Bourez (TAH) – 9.490

 

06: Adrian Buchan (AUS) – 9.465

 

07: Gabriel Medina (BRA) – 7.750

 

07: Griffin Colapinto (EUA) – 7.750

 

09: Tomas Hermes (BRA) – 6.505

 

09: Patrick Gudauskas (EUA) – 6.505

 

11: Filipe Toledo (BRA) – 6.410

 

11: Frederico Morais (PRT) – 6.410

 

13: Adriano de Souza (BRA) – 5.365

 

13: Jeremy Flores (FRA) – 5.365

 

13: Conner Coffin (EUA) – 5.365

 

13: Wade Carmichael (AUS) – 5.365

 

17: Ezekiel Lau (HAV) – 5.165

 

17: Michael Rodrigues (BRA) – 5.165

 

19: Matt Wilkinson (AUS) – 4.120

 

19: Kanoa Igarashi (EUA) – 4.120

 

21: Mikey Wright (AUS) – 3.700

 

22: Jordy Smith (AFR) – 3.330

 

22: Kolohe Andino (EUA) – 3.330

 

22: Joel Parkinson (AUS) – 3.330

 

22: Willian Cardoso (BRA) – 3.330

 

——–outros brasileiros:

 

26: Jessé Mendes (BRA) – 2.085 pontos

 

31: Caio Ibelli (BRA) – 840

 

31: Ian Gouveia (BRA) – 840

 

31: Yago Dora (BRA) – 840

 

TOP-10 DO JEEP LEADERBOARD – RANKING WSL 2018 – 2 etapas:

 

01: Stephanie Gilmore (AUS) – 14.745 pontos

 

02: Lakey Peterson (EUA) – 13.085

 

03: Caroline Marks (EUA) – 10.830

 

04: Carissa Moore (HAV) – 9.490

 

05: Tatiana Weston-Webb (HAV) – 9.190

 

05: Keely Andrew (AUS) – 9.190

 

07: Silvana Lima (BRA) – 9.170

 

08: Tyler Wright (AUS) – 7.830

 

08: Johanne Defay (FRA) – 7.830

 

10: Sally Fitzgibbons (AUS) – 7.475

 

 



03 DE ABRIL 2018.

SILVANA LIMA, ÍTALO FERREIRA E GABRIEL MEDINA SÃO 

NOSSOS ATLETAS EM BELL'S.


A segunda etapa da wsl chegou as semi finais do feminino e nas quartas
de final do masculino. Silvana quebrou tudo e já esta entre as quatro melhores 
do evento. No masculino apenas Ítalo e Medina sobreviveram e chegaram as
quartas de final mesmo competindo juntos no round 04, agora podem chegar a 
se enfrentar numa final.


31 de março 2018

WESLEY SANTOS VENCE NA ARGENTINA.

Duas finais com participações inéditas de surfistas argentinos, fechou a sexta edição do QS 1500 Rip Curl Pro Argentina no sábado em Mar del Plata. As condições estavam difíceis para competir na Playa Grande, com o brasileiro Wesley Santos e a equatoriana Dominic Barona pegando as melhores ondas para derrotar Facundo Arreyes e Josefina Ané. Foi a quinta vitória paulista consecutiva nas seis edições da etapa argentina do WSL Qualifying Series e Dominic conquistou o bicampeonato, pois venceu o primeiro QS feminino em Mar del Plata no ano passado. Os dois lideram a corrida pelo título sul-americano da WSL South America.

Wesley Santos (Foto: Beto Oviedo – Surfing Latino)

“É um sentimento incrível, um dia abençoado! Eu acordei muito feliz, já vim com uma energia incrível pra praia e Deus me abençoou com essa minha primeira vitória da vida, na primeira final no Circuito Mundial”, foram as primeiras palavras do emocionado Wesley Santos. “Foi muito difícil chegar aqui, mas eu venho treinando bastante, me dedicando e o resultado está aí, uma final, minha primeira vitória e eu só tenho que agradecer a Deus por isso, a todas as pessoas que acreditam em mim, minha família e eu vou pras cabeças esse ano se der tudo certo”.

Apesar da derrota na final, Facundo Arreyes já havia feito história no Rip Curl Pro Argentina, também chegando em sua primeira decisão de título em etapas do WSL Qualifying Series. Ele preferiu usar a tática de esperar pelas melhores ondas, mas o mar estava muito difícil e a estratégia do brasileiro em ficar mais ativo, pegando todas que entravam perto dele, pareceu ser mais efetiva. Wesley Santos controlou a liderança desde o início, respondendo a cada ataque do argentino com uma nota maior para levar os 10.000 dólares da vitória no QS 1500 Rip Curl Pro Argentina. Ele somou notas 7,50 e 6,47 no placar de 13,97 a 10,66 pontos.

Facundo Arreyes (Foto: Beto Oviedo – Surfing Latino)

“É uma coisa incrível receber todo o apoio da praia do povo argentino, mas me sinto um pouco triste por não conseguir a vitória. Eu vi o Lele (Leandro Usuna) chegar perto disso em 2015, mas creio que o surfe argentino está crescendo e o nosso momento vai chegar”, disse Facundo Arreyes. “Estou feliz pelo resultado e quero agradecer as pessoas que me apoiaram para chegar aqui. É muito difícil chegar numa final e todo campeonato que eu participo, entro com o objetivo de ganhar. Creio que foi um bom resultado também para mim e para a Argentina”

Foi realmente um grande resultado para Facundo Arreyes, pois ele foi o único surfista de outro país a passar para as quartas de final na sexta-feira. Os outros sete que chegaram no sábado eram brasileiros. Faltou a vitória para coroar sua brilhante participação, assim como para a jovem Josefina Ané na decisão do QS 1000 feminino do Rip Curl Pro Argentina. Infelizmente, foi uma bateria muito fraca de ondas, com poucas séries entrando na Playa Grande e as melhores foram surfadas pela mais experiente, Dominic Barona.

Dominic Barona (Foto: Beto Oviedo – Surfing Latino)

BICAMPEONATO DO EQUADOR– A equatoriana também venceu a primeira etapa do QS feminino em Mar del Plata no ano passado e conquistou o bicampeonato por 10,37 a 8,54 pontos. Com a vitória, segue liderando o ranking sul-americano da WSL South America com 100% de aproveitamento, pois também venceu a primeira etapa em San Bartolo, no Peru.

“Estou muito feliz e só tenho que agradecer todas as pessoas que seguem me apoiando, me incentivando para continuar representando o meu país nas competições”, disse Dominic Barona. “Foi legal fazer a final com a Josefina (Ané), que vinha surfando bem bateria a bateria durante todo o evento e a final foi superdifícil, com qualquer uma podendo ganhar. Então, também quero parabeniza-la pelo resultado, pois não é fácil chegar até aqui”.

Josefina Ané (Foto: Beto Oviedo – Surfing Latino)

As duas se abraçaram e a argentina também falou sobre o vice-campeonato em sua primeira final em etapas do WSL Qualifying Series. “Foi uma bateria muito difícil e a Mimi (Dominic Barona) conseguiu pegar uma direita matadora para vencer, mas estou muito contente por chegar na final”, disse Josefina Ané. “Foi muito emocionante e espero que eu consiga mais bons resultados ao longo do ano. Agradeço a todas as pessoas que ficaram me passando mensagens de apoio maravilhosas e estou feliz por este dia que ficará marcado para mim”.

SEMIFINAIS – Antes da decisão do título feminino, aconteceu uma semifinal eletrizante. Foi quando Facundo Arreyes acabou com a chance de Jihad Khodr conseguir um inédito bicampeonato nas seis edições masculinas do Rip Curl Pro Argentina. O paranaense ganhou a primeira em 2013 e fez grandes apresentações nas direitas e esquerdas da Playa Grande. Ele começou bem a semifinal, surfando a melhor onda do sábado e uma das melhores do evento na opinião dos juízes, que deram nota 8,75.
 

O argentino recebeu 5,00 na primeira, mas na segunda conseguiu fazer duas manobras fortes de backside para entrar na briga com uma nota 8,50. Jihad se manteve na frente com o 6,75 recebido em sua terceira onda, mas Facundo Arreyes repetiu o ataque para arrancar outro 8,50 dos juízes, que determinou a vitória por 17,00 a 15,50 pontos numa das melhores baterias do Rip Curl Pro Argentina esse ano.

 

Wesley Santos, Facundo Arreyes, Mateus Herdy e Jihad Khodr (Foto: Beto Oviedo – Surfing Latino)

 

LÍDER DO SUL-AMERICANO – Na outra semifinal, o paulista Wesley Santos assumiu a liderança do ranking sul-americano da WSL South America com a passagem para a grande final. O catarinense Mateus Herdy tentou usar os aéreos que vinham liquidando seus adversários e recebendo as maiores notas nas ondas da Playa Grande, porém não conseguiu os pontos que precisava para vencer. A nota 7,5 da melhor onda de Wesley decidiu a vitória por 12,00 a 11,50 pontos.

 

Apesar da maioria brasileira entre os oito surfistas que chegaram no sábado decisivo, foi o único argentino, Facundo Arreyes, quem surpreendeu no último dia em Mar del Plata. Ele começou o dia barrando um dos destaques do evento na segunda quarta de final, o paraibano José Francisco. Depois, passou pelo mais experiente entre os finalistas, o ex-top do CT e campeão brasileiro Jihad Khodr, vencedor da primeira edição do Rip Curl Pro Argentina em 2013. Foi a segunda vez que um argentino decidiu o título em Mar del Plata. A primeira tinha sido em 2015 com o maior nome do surfe em seu país, Leandro Usuna.

 

Podio feminino (Foto: Beto Oviedo – Surfing Latino)

 

QS 1000 FEMININO – No QS feminino, a história do evento começou no ano passado, com a equatoriana Dominic Barona conquistando o primeiro título na final com a peruana Melanie Giunta. Ela chegou na decisão novamente este ano e conquistou o bicampeonato contra uma argentina local da Playa Grande, Josefina Ané. Dominic ganhou a primeira etapa do QS na América do Sul no Peru, lidera o ranking regional da WSL South America e vinha fazendo as melhores apresentações entre as meninas no evento.

 

Nas semifinais, a equatoriana surfou sua melhor onda, conseguindo mostrar a potência das suas manobras para receber nota 8,0 na vitória sobre a brasileira Camila Cassia. A outra vaga para a grande final foi disputada por duas argentinas e a jovem Josefina Ané superou a experiente Ornella Pellizzari por uma pequena diferença de 7,65 a 7,40 pontos. Ornella tinha barrado sua grande amiga, a peruana campeã mundial Sofia Mulanovich, nas quartas de final.

O argentino recebeu 5,00 na primeira, mas na segunda conseguiu fazer duas manobras fortes de backside para entrar na briga com uma nota 8,50. Jihad se manteve na frente com o 6,75 recebido em sua terceira onda, mas Facundo Arreyes repetiu o ataque para arrancar outro 8,50 dos juízes, que determinou a vitória por 17,00 a 15,50 pontos numa das melhores baterias do Rip Curl Pro Argentina esse ano.

 

TOP-10 DO RANKING SUL-AMERICANO DA WSL SOUTH AMERICA – 2 etapas:

 

01: Wesley Santos (BRA) – 1.420 pontos

 

02: Alonso Correa (PER) – 1.000

 

03: Renan Peres (BRA) – 840

 

04: Facundo Arreyes (ARG) – 750

 

05: Jihad Khodr (BRA) – 560

 

05: Joaquin del Castillo (PER) – 560

 

05: Caetano Vargas (BRA) – 560

 

05: Juninho Urcia (PER) – 560

 

05: Mateus Herdy (BRA) – 560

 

10: Jhonny Guerrero (PER) – 540 

14 de março 2018

JULIAN WILSON ABRE O ANO.

O Quiksilver Pro e o Roxy Pro foram encerrados com chave-de-ouro na quinta-feira de altas ondas na Gold Coast, Austrália. A competição foi transferida de Snapper Rocks para o icônico pico de Kirra, onde as condições estavam desafiadoras, bombando tubos de 6-8 pés para fechar a primeira etapa do World Surf League Championship Tour 2018. O catarinense Tomas Hermes ganhou o duelo brasileiro com Filipe Toledo e parou nas semifinais, mas conseguiu um excelente terceiro lugar em sua estreia na divisão de elite da WSL. A decisão foi australiana e Julian Wilson surfou os melhores tubos para superar Adrian Buchan e festejar o primeiro título do ano. No Roxy Pro, a norte-americana Lakey Peterson derrotou a australiana Keely Andrew para também largar na frente na corrida pelos títulos mundiais da temporada.

 

Lakey Peterson e Julian Wilson (Foto: Ed Sloane – WSL)


Os vencedores vão competir com a lycra amarela do Jeep WSL Leader na próxima etapa, o Rip Curl Pro Bells Beach, que começa no dia 28 e vai até 8 de abril na Austrália. Na Gold Coast, elas foram usadas pelos bicampeões mundiais John John Florence e Tyler Wright. O havaiano não venceu nenhuma bateria e Tyler foi barrada pela campeã Lakey Peterson nas quartas de final. As condições estavam difíceis em Kirra Point e os brasileiros não tiveram sorte, com suas baterias acontecendo nos momentos em que o mar não estava bom, sem muitos tubos.

No primeiro confronto da quinta-feira, o defensor do título do Quiksilver Pro, Owen Wright, não conseguiu completar nenhuma onda contra Adrian Buchan. No segundo, Filipe Toledo e Tomas Hermes também não tiveram muitas oportunidades para surfar, encontrando muitas dificuldades para se posicionar no mar pesado de Kirra Point. O catarinense surfou o melhor tubo, que valeu nota 5,60 para vencer a bateria brasileira com um dos favoritos ao título na Gold Coast. A vitória foi por um baixo placar de 8,73 a 7,33 pontos.

Tomas Hermes (Foto: Kelly Cestari – WSL)

“Estou muito feliz, este lugar é incrível e pena que a bateria foi contra um brasileiro”, disse Tomas Hermes. “O Filipe (Toledo) é um dos melhores surfistas no tour, todos apontam ele como forte concorrente ao título mundial, mas a bateria foi difícil, não entraram muitas ondas boas e acho que tive sorte de surfar o melhor tubo ali para vencer. Eu nunca tinha competido aqui, está difícil de se posicionar lá dentro, mas estou muito feliz em passar para as semifinais no meu primeiro campeonato no CT”.

Na disputa seguinte, o cearense Michael Rodrigues, que vinha se destacando com grandes apresentações em Snapper Rocks, foi a primeira vítima do campeão Julian Wilson na quinta-feira. O australiano mostrou um melhor conhecimento do mar em Kirra para pegar boas ondas na bateria. Ele recebeu nota 8,17 no melhor tubo que surfou para confirmar a vitória por 14,44 a 10,00 pontos. Com as derrotas nas quartas de final, Filipe Toledo e o estreante na elite, Michael Rodrigues, terminaram em quinto lugar no Quiksilver Pro Gold Coast.

Griffin Colapinto (Foto: Kelly Cestari – WSL)

ESTREANTE NOTA 10 – O dia seguia assim em Kirra Point, com uma bateria bombando altas ondas e outra com condições mais difíceis, sem tantos tubos. Logo após as duas baterias com brasileiros, o mar ficou bom de novo e outro estreante no CT 2018 aprontou, Griffin Colapinto. O norte-americano de apenas 19 anos de idade, arrancou a primeira nota 10 da temporada surfando três tubaços incríveis numa mesma onda. E precisava disso para superar um dos melhores tube-riders do mundo, o taitiano Michel Bourez.

No entanto, depois desse show, o mar deu uma parada quando começou a primeira semifinal, novamente quando tinha brasileiro dentro d´água. O catarinense Tomas Hermes largou na frente, surfando o primeiro tubo da bateria, que valeu 5,17. O experiente Adrian Buchan logo sentiu que as condições estavam difíceis e preferiu aguardar para pegar uma onda boa que poderia decidir a bateria. E foi isso o que aconteceu. O australiano achou um bom tubo nota 7,00 e somou o 3,00 da sua outra única onda para vencer por 10,00 a 9,17 pontos. O brasileiro chegou perto da vitória no minuto final, mas precisava de 4,84 e recebeu nota 4,00.

Adrian Buchan e Julian Wilson (Foto: Ed Sloane – WSL)

Mesmo assim, o terceiro lugar foi um grande resultado para Tomas Hermes, que nunca havia competido em Snapper Rocks e muito menos em Kirra Point, que fica cerca de 1 quilometro de distância.  Na outra semifinal, Julian Wilson já achou tubaço na primeira onda que valeu 8,17 e praticamente liquidou o único nota 10 do campeonato com o 5,60 que recebeu em sua segunda atuação. O californiano Griffin Colapinto correu atrás, porém não achou nenhuma onda com potencial para reverter o resultado e ficou empatado em terceiro lugar com Tomas Hermes no primeiro ranking do CT 2018.

Após as semifinais masculinas, foram realizadas as duas batalhas por vagas na grande final do Roxy Pro Gold Coast. A comissão técnica então preferiu aguardar por cerca de 1 hora para colocar a final do Quiksilver Pro na água e a decisão foi acertada. A bateria começou com Julian Wilson surfando um tubaço incrível, o maior do último dia em Kirra certamente. Competindo com dores no ombro de uma fratura numa queda de “mountain bike” em janeiro, ele já começou a final com a segunda maior nota do campeonato, 9,93.

Julian Wilson (Foto: Kelly Cestari – WSL)

Depois, foi só controlando a vantagem e, quando Adrian Buchan reagiu com notas 6,50 e 8,60 nos tubos que surfou em duas ondas seguidas, Julian Wilson respondeu com um 7,50 para sacramentar sua quarta vitória em etapas do World Surf League Championship Tour. O surfista de 29 anos de idade agora vai defender a liderança do ranking em Bells Beach, onde competirá pela primeira vez com a lycra amarela do Jeep Leader. A vitória completou o momento especial que Julian Wilson está vivendo, o nascimento da sua primeira filha, Olivia, na semana passada.

“Este é um sonho de criança que se tornou realidade: ganhar o Quiksilver Pro”, disse o surfista da Sunshine Coast, Julian Wilson. “Este é o evento mais próximo da minha casa e já vi muitos surfistas ganharem aqui desde que eu era bem jovem, então vencer aqui é muito especial para mim. Eu aprendi muito neste evento, com esta lesão no ombro e o nascimento da minha primeira filha. Honestamente, assistir o nascimento dela me deu uma força inacreditável para superar a dor no meu ombro durante todas as baterias. Minha esposa, Ashley, tem sido uma grande inspiração para mim, então dedico a ela esta vitória”.

Adrian Buchan (Foto: Kelly Cestari – WSL)

Apesar da derrota na final, Adrian Buchan também ficou feliz pelo resultado, com o experiente surfista de 35 anos de idade começando bem a temporada, em segundo lugar no Jeep Leaderboard da World Surf League. Ele só tem duas vitórias na carreira, ambas derrotando a grande estrela do esporte, Kelly Slater, nas finais. Buchan também decidiu o título em outras etapas com adversários diferentes, porém não venceu nenhum, como no Oi Rio Pro do ano passado em Saquarema (RJ), onde Adriano de Souza foi o campeão.

“Obviamente, você quer ganhar os eventos, mas estou feliz em ver o Julian (Wilson) vencer esse por tudo que está vivendo”, disse Adrian Buchan. “Eu sei o quanto ele tem trabalhado para aliviar as dores da sua lesão no ombro e se tornou pai na semana passada, então esta vitória certamente é muito especial para ele. Poder surfar aqui em Kirra bombando altos tubos só com uma outra pessoa na água, é simplesmente incrível. Eu acho que não poderia desejar nada melhor do que isso e saio daqui satisfeito com o meu desempenho e o resultado obtido”.

Keely Andrew e Lakey Peterson (Foto: Ed Sloane – WSL)

ROXY PRO GOLD COAST – Na decisão do Roxy Pro Gold Coast, aconteceu o mesmo que na final masculina. A norte-americana Lakey Peterson abriu a bateria surfando um tubaço incrível para largar na frente com nota 8,00. Logo, ela pegou outro na segunda onda que valeu 7,67 para vencer fácil por 15,67 a 5,67 pontos. Keely Andrew tinha barrado a favorita ao título, Sally Fitzgibbons, nas semifinais e não conseguiu achar as ondas em Kirra Point na grande final.

Na outra semi, Lakey Peterson ganhou a primeira vaga na decisão batendo a havaiana Malia Manuel. Esta foi a segunda final consecutiva da norte-americana no Roxy Pro Gold Coast. No ano passado, perdeu para a hexacampeã mundial Stephanie Gilmore, mas agora voltou a festejar uma vitória em etapas do World Surf League Championship Tour. A única havia sido no seu primeiro ano na divisão de elite, em 2012 em Huntington Beach, na Califórnia (EUA).

Lakey Peterson (Foto: Kelly Cestari – WSL)

“Eu nem sei o que dizer agora, só que estou muito emocionada”, disse Lakey Peterson. “Eu trabalhei duro por sete anos para conseguir outra vitória e ganhar aqui é surreal, então só tenho que agradecer. Você fica pra baixo quando não consegue ganhar nada por tanto tempo, mas todo o esforço valeu a pena. Eu e o Mike (Parsons, técnico dela) estamos trabalhando juntos e essa vitória significa muito para nós. Agradeço a WSL por nos dar condições tão incríveis para competir hoje (quinta-feira) aqui em Kirra, realmente nos ajudando a elevar nosso nível e vou tentar ficar com a lycra amarela do Jeep Leader até o último evento”.

A disputa pelo título mundial feminino de 2018 começa com a californiana Lakey Peterson na frente, Keely Andrew em segundo e a também australiana Sally Fitzgibbons dividindo o terceiro lugar com a havaiana Malia Manuel. A brasileira Silvana Lima passou uma bateria em Snapper Rocks e perdeu nos confrontos de três competidoras da terceira fase, que definiu as classificadas para as quartas de final. A cearense ficou em nono lugar no Roxy Pro Gold Coast, junto com a francesa Johanne Defay, a havaiana Coco Ho e a australiana Macy Callaghan.


03 DE MARÇO 2018

DEIVD SILVA VENCE WQS 6000

Uma final verde-amarela fechou o segundo QS 6000 do ano na Austrália, com o paulista Deivid Silva batendo todos os recordes do Vissla Sydney Surf Pro no bicampeonato do Brasil nas ondas de Manly Beach. Ele repetiu a vitória de outro surfista do Guarujá no ano passado, Jessé Mendes, com a única nota 10 do campeonato numa onda em que acertou dois aéreos. O título valia a vice-liderança no ranking do WSL Qualifying Series, que segue com o australiano Mikey Wright na frente e o catarinense Alejo Muniz em terceiro lugar com o vice-campeonato em Sydney neste domingo. Na decisão feminina, a australiana Nikki Van Dijk impediu o bicampeonato consecutivo da havaiana Malia Manuel em Manly Beach.

Deivid Silva (Foto: Matt Dunbar – WSL)

“Estou muito feliz por ganhar este evento nesta praia cheia de brasileiros torcendo pra gente. Foi muito bom e me sinto honrado com essa vitória”, disse Deivid Silva, que saltou da 139.a para a segunda posição no ranking com os 6.000 pontos da vitória na Austrália. “Está sendo um bom começo de 2018 para mim e fazer a final com um grande amigo como o Alejo (Muniz) foi um sentimento incrível. Esta foi a maior vitória da minha vida até agora e estou muito contente em poder levar este troféu de campeão para casa no Brasil”.

Para decidirem o título do QS 6000 Vissla Sydney Surf Pro, eles ganharam os dois confrontos diretos com os australianos nas semifinais. Alejo Muniz despachou Reef Heazlewood e Deivid Silva fez o mesmo contra Matt Banting, deixando-os empatados em terceiro lugar. Na grande final, DVD, como Deivid Silva é conhecido pelos amigos, deu um verdadeiro show nas ondinhas de meio metro de altura do domingo em Manly Beach. Foi, simplesmente, a melhor apresentação de todo o evento, apesar das difíceis condições do mar para competir.

“Mesmo não vencendo, foi mais um bom resultado para começar bem o ano de 2018”, disse Alejo Muniz. “Eu consegui um nono lugar em Newcastle (semana passada) e agora ficar em segundo lugar fazendo a final com um grande amigo foi muito bom para fechar essa perna australiana. Eu e o Deivid (Silva) nos conhecemos há muitos anos, conheço toda a família dele, então não dá nem para ficar triste pela derrota para um grande amigo como ele”.

Deivid Silva (Foto: Matt Dunbar – WSL)

DECISÃO BRASILEIRA – O paulista do Guarujá realmente estava muito inspirado na grande final e dominou a bateria do início ao fim. Ele largou na frente com nota 4,67 surfando de frontside numa esquerda e logo conseguiu um 6,33 mostrando o seu backside numa direita. Isso antes de Alejo Muniz surfar a primeira dele, que não foi boa e continuou falhando na escolha, ao contrário do seu oponente, que parecia estar em melhor sintonia com as séries.

Deivid acha uma esquerda com mais parede para detonar três batidas e rasgadas muito fortes que tiraram nota 8,83 dos juízes, praticamente confirmando a vitória na metade da bateria. Logo depois, Alejo enfim acha uma boa onda para jogar água pra cima em duas manobras fortes de backside para tentar sair da “combination” e consegue isso com a nota 6,27 recebida. Mesmo assim, ainda precisaria de uma nota alta, 8,89 para superar os 15,16 pontos de Deivid Silva. O catarinense repete o ataque de duas manobras fortes em outra esquerda e ganha 6,83, diminuindo a diferença para 8,34 nos 10 minutos finais.

Mas, foi a partir daí que Deivid começou a dar show nas ondinhas de Manly Beach. Com a boa vantagem já garantida, ele passou a arriscar os aéreos e acertou todos em três ondas seguidas. Na primeira, mandou um full-rotation de frontside para trocar a nota 6,33 por 6,73. Na segunda, completou um aéreo reverse que valeu 7,17 e ainda pegou outra esquerda no minuto final para acertar dois aéreos, um alley-oop e um full rotation, para sacramentar a vitória com a primeira nota 10 do Vissla Sydney Surf Pro. O placar terminou em 18,83 a 13,10 pontos.

Alejo Muniz (Foto: Ethan Smith – WSL)

A final verde-amarela coroou a ótima campanha tupiniquim nas ondas de Manly Beach. Os brasileiros foram conquistando a maioria das vagas disputadas a cada dia da competição e chegou no domingo com seis surfistas entre os oito classificados para as quartas de final. O paulista Miguel Pupo perdeu o primeiro confronto Brasil x Austrália do dia. Ele e Reef Heazlewood surfaram uma onda boa cada um e a segunda nota computada decidiu a vitória do australiano por 13,83 a 12,10.

BATERIAS BRASILEIRAS – Na segunda quarta de final, o catarinense Alejo Muniz ganhou o primeiro duelo brasileiro do domingo com o cearense Michael Rodrigues, que era o recordista absoluto do campeonato até a apresentação fantástica de Deivid Silva na grande final. O novo top do CT tirou a maior nota da bateria – 8,0 – e Alejo somou duas na casa dos 7 pontos para vencer por 15,10 a 12,33. Mais dois brasileiros entraram no confronto seguinte e Deivid Silva massacrou as ondinhas com manobras potentes de frontside para derrotar o pernambucano Ian Gouveia por 14,84 a 8,00 pontos com nota 8,67 em sua melhor onda.

Depois das duas baterias brasileiras, o paranaense Peterson Crisanto enfrentou o australiano Matt Banting e ficou muito perto da vitória no final. Quando restavam apenas 3 minutos para o término, ele achou uma esquerda que abriu uma longa parede para ele fazer uma série de seis manobras de backside até cravar as quilhas na areia. Ele precisava de 7,63 pontos para vencer, mas ganhou nota 6,77 e o australiano venceu por 12,30 a 11,44 pontos.

Deivid Silva (Foto: Matt Dunbar – WSL)

BRASIL X AUSTRÁLIA – Os australianos igualaram a vantagem brasileira nas semifinais, mas Alejo Muniz não deu qualquer chance para Reef Heazlewood na primeira bateria. O catarinense começou forte, destruindo uma boa esquerda com uma série de batidas e rasgadas de backside para começar com nota 8,5. Depois, surfou mais duas boas ondas na casa dos 7 pontos para despachar o australiano por 16,43 a 13,77 pontos.

Na outra bateria, Deivid Silva também atropelou Matt Banting para confirmar a decisão brasileira no QS 6000 Vissla Sydney Surf Pro. Curiosamente, ele igualou o placar de Alejo Muniz no outro desafio Brasil x Austrália das semifinais, 16,43 pontos, somando notas 8,33 e 8,10 contra os 12,43 pontos das duas ondas computadas por Banting. Mesmo com as derrotas, o terceiro lugar foi suficiente para os dois australianos entrarem no grupo dos dez surfistas que o WSL Qualifying Series indica para a elite dos top-34 que disputa o Championship Tour.

NOVIDADES NO G-10 – Matt Banting subiu da 31.a para a sexta posição na classificação geral das onze etapas completadas no domingo em Sydney e Reef Heazlewood da 69.a para a décima colocação. Os finalistas do Vissla Sydney Surf Pro também ingressaram no G-10, assim como outro brasileiro. A batalha final valia a vice-liderança no ranking e ela ficou com Deivid Silva, que chegou nesta etapa em 139.o lugar. Já Alejo Muniz subiu da 36.a para a terceira posição com os 4.500 pontos do vice-campeonato e Miguel Pupo assumiu a sétima colocação com os 2.650 pontos do quinto lugar em Sydney.

Alejo Muniz, Deivid Silva, Malia Manuel e Nikki Van Dijk (Foto: Matt Dunbar – WSL)

Outros brasileiros chegaram a figurar no G-10 durante a semana, mas saíram da lista no último dia. O cearense Michael Rodrigues, que vai estrear no CT esse ano, está na porta de entrada, em 12.o lugar. O potiguar Jadson André é o 14.o colocado e o pernambucano Ian Gouveia é o 15.o. A próxima etapa com status QS 6000 como as duas seguidas que aconteceram na Austrália, será nos dias 21 a 26 de maio no Japão, o Ichinomiya Chiba Open, que no ano passado foi vencido por Jessé Mendes, como em Sydney.

QS 6000 FEMININO – Na competição feminina, Silvana Lima foi barrada logo no segundo confronto do dia. A cearense vinha batendo recordes a cada dia, mas não achou boas ondas nas difíceis condições do mar do domingo e foi batida pela neozelandesa Paige Hareb por um baixo placar de 11,80 a 9,23 pontos. Silvana terminou em quinto lugar no QS 6000 Sydney Women´s Surf Pro e subiu da 14.a para a 11.a posição no ranking do QS.

Nas semifinais, Nikki Van Dijk ganhou o duelo australiano com Keely Andrew e a havaiana Malia Manuel confirmou a passagem para sua segunda final consecutiva em Sydney por uma pequena vantagem de 9,63 a 9,17 pontos sobre Paige Hareb. A decisão do título foi bem disputada, ambas acharam boas ondas para surfar e a nota 8,0 da melhor apresentação de Nikki Van Dijk acabou decidindo a vitória para a australiana. Com o 6,53 da sua segunda melhor onda, ela superou as notas 7,10 e 7,00 de Malia Manuel no placar encerrado em 14,53 a 14,10 pontos, com a havaiana ficando muito perto do bicampeonato em Sydney.

Nikki Van Dijk (Foto: Matt Dunbar – WSL)

“Foi uma semana muito divertida e estou feliz por vencer esse evento outra vez”, disse Nikki Van Dijk, que foi campeã desta etapa em 2016. “Competir contra a Malia (Manuel) é sempre muito difícil, então eu sabia que teria que fazer meu melhor em cada onda para supera-la. Eu venci esse evento dois anos atrás e a Malia ganhou no ano passado, então hoje era um tira-teima e tinha uma rivalidade dentro d´água. Estou feliz pela vitória, vou comemorar agora, mas já estou ansiosa para que o CT comece logo na semana que vem em Snapper Rocks”.

G-10 DO WSL QUALIFYING SERIES 2018 – 11 etapas:

01: Mikey Wright (AUS) – 8.105 pontos

02: Deivid Silva (BRA) – 6.650

03: Alejo Muniz (BRA) – 6.050

04: Barron Mamiya (HAV) – 5.755

05: Evan Geiselman (EUA) – 5.750

06: Matt Banting (AUS) – 5.160

07: Miguel Pupo (BRA) – 4.960

08: Matthew McGillivray (AFR) – 4.880

09: Joshua Moniz (HAV) – 4.750

10: Reef Heazlewood (AUS) – 4.690


02 de março 2018

SWELL ÉPICO FOI SHOW.


25 de fevereiro 2018

SWELL ÉPICO COLOCA O NORDESTE NA VITRINE.



23 de fevereiro 2018

SWELL CHEGANDO DE NORTE.



17 de fevereiro 2018

PREMIUM PRO, O BLOCO REVOLUCIONÁRIO
.

Filme com Rômulo Bastos e Luel Felipe falando do
Premium PRO da Teccel que você lamina com epóxi.


12 de fevereiro 2018

CHUMBO QUENTE.

O jovem surfista de Saquarema (RJ), Lucas Chianca, 22 anos, conhecido como “Chumbo”, conquistou mais uma vitória surpreendente e inédita para o Brasil na World Surf League, o de campeão do Big Wave Tour Nazaré Challenge neste domingo em Portugal. Ele foi o melhor nas ondas gigantes de 25 a 35 pés, passando dos 10 metros de altura na Praia do Norte. Lucas superou competidores bem mais experientes do que ele, que está participando apenas do seu segundo evento no Circuito Mundial de Ondas Grandes da WSL.

Lucas Chianca (Foto: @WSL / Masurel)

Na bateria final, Lucas “Chumbo” derrotou o atual campeão mundial do World Surf League Big Wave Tour, Grant “Twiggy” Baker, da África do Sul, o vencedor do Puerto Escondido Challenge 2017/2018 no México, Kai Lenny, o também havaiano Billy Kemper bicampeão do Pe´ahi Challenge, além de outras duas surpresas como ele, o basco Natxo Gonzalez e o igualmente jovem havaiano Nathan Florence, irmão do bicampeão mundial John John Florence.

“Estou muito feliz por ganhar este evento e obrigado a todos pelo apoio”, disse Lucas Chianca. “Agradeço pela oportunidade de participar deste evento e, ganhar de todos esses caras que competem tão bem nestas condições, é muito louco, quase inacreditável. Foi difícil porque, quando você recebe a chamada para os eventos do BWT, é no último minuto. Nós voamos para cá assim que recebemos a ligação, cheguei um pouco cansado e depois fomos direto para a competição no dia seguinte. As ondas de ontem (sábado) estavam assustadoras e hoje estava a mesma coisa, então foi um grande campeonato e obrigado a todos”.

Lucas Chianca (Foto: @WSL / Antoine Justes)

Com a vitória no Nazaré Challenge, Lucas Chianca já aparece em quinto lugar no ranking do World Surf League Big Wave Tour 2018, encabeçado pelos havaianos Billy Kemper em primeiro lugar, Kai Lenny em segundo, Ian Walsh em terceiro e Makuakai Rothman. Kai Lenny abriu a grande final de uma hora de duração com uma onda fraca de 3,83 pontos. A próxima série entrou com o experiente Grant Baker dividindo o pico com Lucas Chianca. O sul-africano só conseguiu um 3,50, mas a onda do brasileiro foi melhor e valeu 7,33, a maior da bateria.

O surfista de Saquarema ainda surfou outra boa onda que rendeu 6,73 para consolidar sua primeira vitória da carreira no Big Wave Tour por 21,39 pontos. Nesta competição especial de ondas gigantes, a maior nota das duas computadas por cada competidor é multiplicada por dois. No final da bateria, Billy Kemper conseguiu ganhar notas 4,83 e 4,67 para conquistar o vice-campeonato por 14,33 pontos, contra 13,83 do basco Natxo Gonzalez, 13,23 do havaiano Kai Lenny, 12,23 do sul-africano Grant Baker e 10,89 do havaiano Nathan Florence.

Billy Kemper (Foto: @WSL / Antoine Justes)

Com o resultado, Billy Kemper assumiu a liderança no ranking do Big Wave Tour com 2.311 de vantagem sobre Kai Lenny, que estava na frente. Kemper também competiu nas duas provas do WSL Qualifying Series realizadas esse ano no Havaí. Ganhou o QS 1000 de Sunset Beach, ficou em 17.o no QS 3000 de Pipeline e ocupa a 15.a posição no ranking que classifica dez surfistas para disputar o título máximo do esporte no World Surf League Championship Tour.

“Eu estou na Lua agora de tanta felicidade”, vibrou Billy Kemper. “Em primeiro lugar, quero agradecer a este país, pois todas as pessoas aqui de Portugal são absolutamente incríveis e esse lugar é lindo. A recepção calorosa que vocês dão a todos nós, surfistas, é inacreditável e estou muito agradecido. Eu vim para cá com o objetivo de chegar na final e fiz o melhor que pude. Isso estava na minha mente o tempo todo, em cada bateria, em cada onda, então só agradeço por estar onde estou neste momento”.

Campeão do Nazaré Challenge 2016/2017, o australiano Jamie Mitchell desta vez ficou nas semifinais, sendo eliminado junto com mais dois destaques do sábado de ondas gigantescas na Praia do Norte, o norte-americano Peter Mel e o português Alex Botelho. Eles perderam a briga pelas três primeiras vagas na grande final para o campeão do evento, Lucas Chianca, o vice-campeão e novo número 1 do ranking, Billy Kemper, e para Nathan Florence.

Os finalistas do Nazaré Challenge (Foto: @WSL / Antoine Justes)

CARLOS BURLE – A vitória em Portugal foi a primeira de Lucas Chianca em seu segundo evento do Big Wave Tour e o Nazaré Challenge também fica marcado na história do surfe mundial e brasileiro por ter sido o último da carreira do pernambucano Carlos Burle. Ele foi um dos pioneiros no surfe de ondas gigantes, conquistou o título mundial do BWT e já havia anunciado sua aposentadoria no ano passado. Ele competiu neste evento para fechar a carreira, mas o surfista de 50 anos de idade não passou da primeira fase no sábado.

“Estou me afastando das competições para poder trabalhar com o Lucas (Chianca), que é um grande talento e é muito bom poder seguir contribuindo com o esporte depois de se aposentar”, disse Carlos Burle. “Foi uma vida maravilhosa buscando grandes ondas e vendo e testemunhando toda a evolução deste belo esporte que eu tanto amo. Eu vejo um futuro brilhante para o surfe de ondas grandes, com muitos surfistas jovens que estão surgindo com talento e performance para ondas enormes. Certamente, vai melhorar cada vez mais”.

O próximo desafio do World Surf League Big Wave Tour é o Mavericks Challenge, que pode decidir o campeão mundial da temporada e tem chances de acontecer até o dia 28 de fevereiro. A comissão técnica do BWT continua monitorando as condições do mar e só ligarão o sinal verde para o evento quando as ondas atingirem a marca de 30 pés, avisando todos os competidores com uma antecedência mínima de 72 horas.


09 de fevereiro 2018

VERÃO TÁ O BICHO.



06 de fevereiro 2018

WESLLEY DANTAS FAZ BONITO NO HAWAII.

Um domingo com cenário perfeito em Banzai Pipeline para encerrar o QS 3000 Volcom Pipe Pro e os havaianos comandaram o show nos tubos de 8-12 pés do último dia. O experiente Jamie O´Brien, 34 anos, surfou o mais incrível da final para ganhar nota 10 unânime dos cinco juízes. Mas, Joshua Moniz, 21 anos, ainda achou um muito bom também nos últimos minutos que valeu 8,73 para faturar o título por 17,56 a 17,43 pontos e assumir a liderança do WSL Qualifying Series 2018. O brasileiro Weslley Dantas foi a grande surpresa, era o mais jovem entre os finalistas com apenas 19 anos e ficou em terceiro lugar, à frente do californiano Cam Richards, 22, que também conseguiu uma nota 10 no caminho até a decisão no Havaí.

Weslley Dantas (@WSL / Tony Heff)

Com o brilhante resultado em sua primeira vez competindo nos tubos do templo sagrado do esporte, o irmão mais jovem de Wiggolly Dantas, que estava no CT até o ano passado, começa o ano em 11.o lugar no ranking das sete etapas completadas na ilha de Oahu. Está na porta de entrada do grupo dos dez que se classificam para a divisão de elite da World Surf League, que no momento não tem nenhum surfista do Brasil ou da América do Sul. O também paulista Miguel Pupo estava no G-10, mas não competiu no QS 3000 do Havaí e caiu do sexto para o 17.o lugar. Weslley Dantas agora é o mais bem colocado neste início de temporada.

Além dele, quem também conseguiu um ótimo resultado no Volcom Pipe Pro foi o peruano Alvaro Malpartida. Ele fez grandes apresentações, surfou belos tubos durante o dia, mas infelizmente não conseguiu pegar boas ondas na semifinal que Weslley Dantas se classificou junto com o havaiano Jamie O´Brien. Malpartida foi um dos quatro peruanos que chegaram no domingo decisivo e terminou em sétimo lugar no Havaí, dividindo a 24.a posição no ranking do QS com o top da elite, Joan Duru, da França, eliminado na primeira semifinal.

Joshua Moniz (@WSL / Keoki Saguibo)

A grande final foi um show havaiano à parte, de como entubar de backside nas esquerdas de Banzai Pipeline. O experiente Jamie O´Brien, que já tem até uma coroa de Pipe Master no currículo, começou bem num tubo que valeu 7,43. Joshua Moniz ficou mais profundo no primeiro dele e largou na frente com 8,83. Josh liderava com 6,97 da sua segunda onda, mas o Mr. Pipeline sumiu num tubaço incrível, ficou entocado lá dentro passando por várias placas até sair na baforada com uma nota 10. A vitória parecia consumada, porém Josh Moniz ainda achou outro tubo enorme e aproveitou a chance muito bem para receber nota 8,73 e virar o placar para 17,56 a 17,43 pontos.

“Eu nem consigo acreditar que ganhei o campeonato”, disse Joshua Moniz. “Foi um longo dia, mas quando acordei esta manhã, tive a sensação de que alguma coisa boa iria acontecer pra mim. Fazia tempo que eu não vencia um evento e estou muito feliz. Esta certamente é a maior vitória da minha carreira profissional. O único título melhor do que esse é o do Pipe Masters, que espero conseguir um dia, mas, por enquanto, esta é a maior vitória da minha vida e vou lembrar disso para sempre”.

Alvaro Malpartida (@WSL / Keoki Saguibo)

COMANDO PERUANO – O brasileiro Weslley Dantas terminou em terceiro lugar com 11,23 pontos e o norte-americano Cam Richards em quarto com 10,84. O resultado do jovem surfista de Ubatuba coroou a boa campanha sul-americana no mar desafiador de Banzai Pipeline, comandada de forma inédita pelos peruanos. Pela primeira vez, eles chegaram no último dia de uma etapa do QS no Havaí em maior número do que o de brasileiros. Miguel Tudela, Alvaro Malpartida, Joaquin del Castillo e Cristobal de Col, fizeram história nos tubos mais desejados do planeta com as quatro vitórias conquistadas no sábado, na rodada classificatória para as oitavas de final.

OITAVAS DE FINAL – O domingo decisivo começou nessa fase e dois dos três brasileiros perderam nas primeiras baterias do dia. O pernambucano Ian Gouveia surfou um tubaço nota 8,93 em sua primeira onda, porém não completou mais nenhum e ficou em terceiro lugar, enquanto o paulista Robson Santos não achou nada na sua e terminou em último.

Já os peruanos começaram o dia com uma classificação dupla de Alvaro Malpartida e Joaquin del Castillo, contra o havaiano Tanner Hendrickson e o australiano Mikey Wright, irmão mais jovem do top da elite, Owen Wright, bem como da bicampeã mundial, Tyler Wright. Os outros dois peruanos não conseguiram passar suas baterias. Cristobal de Col ficou em último na sua e Miguel Tudela em terceiro na que Weslley Dantas avançou para as quartas de final junto com Jamie O´Brien, fato que se repetiu nas semifinais.

Marco Giorgi (@WSL / Tony Heff)

URUGUAIO RECORDISTA – Entre as duas eliminações peruanas nas oitavas de final, quem brilhou foi o uruguaio Marco Giorgi. Ele competiu numa hora boa do mar e surfou dois tubos fantásticos que valeram notas 9,50 e 8,50 para registrar o maior placar do último dia, 18,00 pontos de 20 possíveis. O costa-ricense Carlos Munoz também saiu na baforada de um mais incrível ainda, que arrancou a primeira nota 10 do domingo. Mesmo assim, ele ficou em segundo lugar com 16,77 pontos.

QUARTAS DE FINAL – Nas quartas de final, Weslley Dantas e Alvaro Malpartida fizeram mais uma dobradinha sul-americana sobre dois surfistas da “Galeria Nota 10” do Volcom Pipe Pro, o próprio Carlos Munoz e o havaiano Finn McGill, que em janeiro conquistou o título mundial Pro Junior de 2017 da World Surf League na Austrália e tinha sido o primeiro a ganhar nota máxima em Pipeline esse ano. Malpartida começou bem com nota 8,33, mas Weslley surfou um melhor que valeu 9,07 para vencer por 13,74 a 12,66 pontos.

Jamie O’Brien (Foto: Tony Heff – WSL)

Na disputa seguinte, o uruguaio Marco Giorgi e o peruano Joaquin del Castillo poderiam até formar uma semifinal 100% sul-americana no maior palco do esporte. No entanto, ambos não tiveram muitas chances para surfar e perderam para Jamie O´Brien e Mitchell Parkinson. O havaiano pegou dois tubaços para vencer fácil por 16,00 pontos, contra 9,60 do australiano, 5,87 de Marco Giorgi e apenas 3,90 de Joaquin del Castillo. O uruguaio terminou em nono lugar no Volcom Pipe Pro e o peruano em 13.o.

 

 

Joshua Moniz, Jamie O´Brien, Weslley Dantas e Cam Richards (@WSL / Tony Heff)

 





















RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO QS 3000 VOLCOM PIPE PRO
:

Campeão: Joshua Moniz (HAV) por 17,56 pontos (8,83+8,73) – US$ 12.000 e 3.000 pontos

Vice-campeão: Jamie O´Brien (HAV) com 17,43 pontos (10,0+7,43) – US$ 6.000 e 2.250 pontos

Terceiro lugar: Weslley Dantas (BRA) com 11,23 (5,93+5,30) – US$ 4.500 e 1.680 pontos

Quarto lugar: Cam Richards (EUA) com 10,84 (6,57+4,27) – US$ 3.500 e 1.580 pontos

SEMIFINAIS – 3.o=5.o lugar (US$ 2.200 e 1.260 pts) e 4.o=7.o lugar (US$ 1.800 e 1.180 pts):

1.a: 1-Cam Richards (EUA), 2-Joshua Moniz (HAV), 3-Noa Deane (AUS), 4-Joan Duru (FRA)

2.a: 1-Jamie O´Brien (HAV), 2-Weslley Dantas (BRA), 3-Mitchell Parkinson (AUS), 4-Alvaro Malpartida (PER)

QUARTAS DE FINAL – 3.o=9.o lugar (US$ 1.500 e 900 pts) e 4.o=13.o lugar (US$ 1.250 e 840 pts):

1.a: 1-Cam Richards (EUA), 2-Noa Deane (AUS), 3-Evan Valiere (HAV), 4-Koa Smith (HAV)

2.a: 1-Joan Duru (FRA), 2-Joshua Moniz (HAV), 3-Aritz Aranburu (ESP), 4-Jack Robinson (AUS)

3.a: 1-Weslley Dantas (BRA)2-Alvaro Malpartida (PER), 3-Finn McGill (HAV), 4-Carlos Munoz (CRI)

4.a: 1-Jamie O´Brien (HAV), 2-Mitchell Parkinson (AUS), 3-Marco Giorgi (URU), 4-Joaquin del Castillo (PER)

OITAVAS DE FINAL – 3.o=17.o lugar (US$ 1.000 e 600 pts) e 4.o=25.o lugar (US$ 750 e 555 pts):

1.a: 1-Koa Smith (HAV), 2-Aritz Aranburu (ESP), 3-Billy Kemper (HAV), 4-Noa Mizuno (HAV)

2.a: 1-Cam Richards (EUA), 2-Joan Duru (FRA), 3-Ian Gouveia (BRA), 4-Ian Crane (EUA)

3.a: 1-Jack Robinson (AUS), 2-Evan Valiere (HAV), 3-Mason Ho (HAV), 4-Robson Santos (BRA)

4.a: 1-Joshua Moniz (HAV), 2-Noa Deane (AUS), 3-Soli Bailey (AUS), 4-Masatoshi Ohno (JPN)

5.a: 1-Alvaro Malpartida (PER)2-Joaquin del Castillo (PER), 3-Tanner Hendrickson (HAV), 4-Mikey Wright (AUS)

6.a: 1-Finn McGill (HAV), 2-Mitch Parkinson (AUS), 3-Ian Walsh (HAV), 4-Cristobal de Col (PER)

7.a: 1-Marco Giorgi (URU), 2-Carlos Munoz (CRI), 3-Ezekiel Lau (HAV), 4-Takayuki Wakita (JPN)

8.a: 1-Jamie O´Brien (HAV), 2-Weslley Dantas (BRA)3-Miguel Tudela (PER), 4-Laheki Minamishen (EUA)

G-10 DO WSL QUALIFYING SERIES 2018 – 7 etapas:

01: Joshua Moniz (HAV) – 3.200 pontos

02: Matthew McGillivray (AFR) – 3.180

03: Jorgann Couzinet (FRA) – 2.385

04: Charles Martin (FRA) – 2.250

04: Jamie O´Brien (HAV) – 2.250

06: Cam Richards (EUA) – 2.210

07: Ruben Vitoria (ESP) – 2.100

08: Kei Kobayashi (EUA) – 1.980

08: Nelson Cloarec (FRA) – 1.980

10: Aritz Aranburu (ESP) – 1.740

——próximos sul-americanos até 100:

11: Weslley Dantas (BRA) – 1.680 pontos


28 de janeiro 2018

DESTAQUE DA SEMANA.

Imagens do terral de verão que bateu essa semana no
litoral pernambucano, fazendo a alegria da comunidade.


23 de janeiro 2018

VERÃO MOLHADO AMANHECE COM TERRAL


19 de janeiro 2018


LUCAS CHUMBINHO DETONA EM MAVERICKS.

"Havia conjuntos de 50 a 60 pés com certeza", disse o fotógrafo Frank Quirarte, um veterano atirador Mavericks que funciona como um motorista de esqui de segurança. "Isso foi facilmente o maior surf que tivemos aqui em mais de uma dúzia de anos".

"O que estava acontecendo nesta manhã, eu só vi isso nesse intervalo talvez duas ou três vezes antes", disse Peter Mel, ex-comissário da WSL Big Wave Tour. "Parece um monumento nacional a esse tamanho. É como verificar Niagara Falls".


17 de janeiro 2018

BAÍA FORMOSA VERÃO SHOW.




13 de janeiro 2018

JONATHA AIR SANTOS


Um dos mais talentosos de Baía Formosa mostrando como
passar pela rasa bancada do Pontal.


09 de janeiro 2018

SWELL DE NORTE AVANÇA SOBRE O NORDESTE.

Um swell de norte esta se aproximando da costa nordestina,
prometendo ser o primeiro bom swell do ano. Locais como
Noronha, Ceará e Rio Grande do Norte começam a se movimentar.


07 de janeiro 2018

TECCEL LANÇA BLOCO REVOLUCIONÁRIO.

Veja o lançamento mundial do novo bloco de poliuretano produzindo
pela Teccel, Premium PRO, que é perfeito para laminar com epóxi.


02 de janeiro 2018

JUNIOR LAGOSTA EM BAÍA FORMOSA.




 

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